sábado, 31 de agosto de 2013

1 Cristão pode ouvir música secular? Refletindo sobre o que nos edifica

 
 
 

T"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam." (1 Coríntios 10:23)

Recentemente, um irmão me perguntou se era errado um cristão ouvir música secular. Ele confessou que costuma ouvir esse tipo de conteúdo em casa e no celular, mas sentia essa dúvida no coração.

Vou responder a essa pergunta da mesma forma que respondi a ele. Embora nem sempre pareça didático responder a um questionamento com outros, utilizarei o método socrático para que possamos chegar juntos a uma conclusão.

Há quase dois mil anos, o apóstolo Paulo escreveu aos crentes de Corinto sobre a liberdade cristã e os limites das nossas escolhas. O teor de suas palavras é claro: somos livres ("tudo é lícito"), mas nossa prioridade deve ser o que nos constrói espiritualmente ("nem tudo edifica").

Diante disso, pergunto a você: Quais são os benefícios que a música secular traz à sua vida com Deus? Que tipo de edificação você recebe ao ouvi-las?

O conteúdo por trás da melodia

Infelizmente, a grande maioria da música secular hoje transmite mensagens negativas ou até destrutivas. Se pararmos para analisar as letras, encontraremos uma alta porcentagem de apologia ao crime, à imoralidade, ao desrespeito às autoridades, ao satanismo e ao niilismo.

Se filtrarmos a "música do mundo" para manter apenas o que é positivo ou neutro, acredito que sobraria menos de 10%. Para ilustrar, vejamos alguns exemplos históricos de mensagens que colidem com os valores cristãos:

  • Rolling Stones: Uma das primeiras bandas a abordar o satanismo abertamente em músicas como Sympathy For The Devil. Álbuns como Goats Head Soup e Voodoo Lounge trazem referências claras ao ocultismo.
  • Beatles: Em sua fase final, mergulharam em religiões orientais e no experimentalismo com drogas. John Lennon era um estudioso do bruxo Aleister Crowley, que inclusive aparece na capa do álbum Sgt. Pepper's.
  • Black Sabbath: Pioneiros no uso de visual e temática satânica. O próprio nome da banda refere-se ao encontro de feiticeiras, e letras como N.I.B. e War Pigs exploram esses temas.
  • Ozzy Osbourne: Além do visual carregado, sua música Suicide Solution foi alvo de polêmicas por supostamente influenciar jovens ao suicídio.

Conclusão: A escolha é sua

Esses são apenas alguns exemplos para despertar a curiosidade de pesquisar o que você consome. Não mencionei as músicas que incentivam o adultério, a traição ou a objetificação da mulher, que são onipresentes nas paradas de sucesso atuais.

Meu objetivo não é ditar regras ou dizer o que é proibido. Quero apenas oferecer ferramentas para que você reflita e decida, com sabedoria, que caminho deve seguir. Como diz a Palavra:

"Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência." (Deuteronômio 30:19)

Um bom final de semana a todos,

João Augusto de Oliveira

 



1 comentários:

  1. Paz do Senhor, bela postagem muito edificadora. Que Deus continue te abençoando.
    Convido você a nos visitar e se possível nos seguir no http://luzevida123.blogspot.com.br/ Obrigado e Deus abençoe

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