Recentemente, um irmão me perguntou se
era errado um cristão ouvir música secular. Ele confessou que costuma ouvir
esse tipo de conteúdo em casa e no celular, mas sentia essa dúvida no coração.
Vou responder a essa pergunta da mesma
forma que respondi a ele. Embora nem sempre pareça didático responder a um
questionamento com outros, utilizarei o método socrático para que possamos
chegar juntos a uma conclusão.
Há quase dois mil anos, o apóstolo
Paulo escreveu aos crentes de Corinto sobre a liberdade cristã e os limites das
nossas escolhas. O teor de suas palavras é claro: somos livres ("tudo é
lícito"), mas nossa prioridade deve ser o que nos constrói espiritualmente
("nem tudo edifica").
Diante disso, pergunto a você: Quais
são os benefícios que a música secular traz à sua vida com Deus? Que tipo de
edificação você recebe ao ouvi-las?
O conteúdo por trás da
melodia
Infelizmente, a grande maioria da
música secular hoje transmite mensagens negativas ou até destrutivas. Se
pararmos para analisar as letras, encontraremos uma alta porcentagem de
apologia ao crime, à imoralidade, ao desrespeito às autoridades, ao satanismo e
ao niilismo.
Se filtrarmos a "música do
mundo" para manter apenas o que é positivo ou neutro, acredito que
sobraria menos de 10%. Para ilustrar, vejamos alguns exemplos históricos de
mensagens que colidem com os valores cristãos:
- Rolling Stones: Uma
das primeiras bandas a abordar o satanismo abertamente em músicas
como Sympathy For The Devil. Álbuns como Goats Head
Soup e Voodoo Lounge trazem referências claras
ao ocultismo.
- Beatles: Em
sua fase final, mergulharam em religiões orientais e no experimentalismo
com drogas. John Lennon era um estudioso do bruxo Aleister Crowley, que
inclusive aparece na capa do álbum Sgt. Pepper's.
- Black Sabbath: Pioneiros
no uso de visual e temática satânica. O próprio nome da banda refere-se ao
encontro de feiticeiras, e letras como N.I.B. e War
Pigs exploram esses temas.
- Ozzy Osbourne: Além
do visual carregado, sua música Suicide Solution foi alvo
de polêmicas por supostamente influenciar jovens ao suicídio.
Conclusão: A escolha é sua
Esses são apenas alguns exemplos para
despertar a curiosidade de pesquisar o que você consome. Não mencionei as
músicas que incentivam o adultério, a traição ou a objetificação da mulher, que
são onipresentes nas paradas de sucesso atuais.
Meu objetivo não é ditar regras ou
dizer o que é proibido. Quero apenas oferecer ferramentas para que você reflita
e decida, com sabedoria, que caminho deve seguir. Como diz a Palavra:
"Os céus e a terra
tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a
morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua
descendência." (Deuteronômio 30:19)
Um bom final de semana a todos,
João Augusto de Oliveira



Paz do Senhor, bela postagem muito edificadora. Que Deus continue te abençoando.
ResponderExcluirConvido você a nos visitar e se possível nos seguir no http://luzevida123.blogspot.com.br/ Obrigado e Deus abençoe