Com modéstia, confesso
que tenho em casa uma pequena biblioteca de quase 70 títulos de literatura
evangélica (que é a minha favorita). Sei que é um número modesto, mas,
devagarinho, estou expandindo o meu acervo.
Dias atrás, fui a uma
livraria com o objetivo de comprar mais um livro. Para o meu espanto, enquanto
buscava pelas prateleiras, deparei-me com uma série de materiais, no mínimo,
inconvenientes para um estabelecimento que se diz cristão.
O lucro acima da sã
doutrina
Pensei comigo: parece
que o negócio hoje é ganhar dinheiro, não importa o custo. Não interessa se
estão disseminando modismos ou heresias; o importante é vender. “Vamos dar ao
público o que ele quer” é o que alguns parecem pensar. Nessa onda
mercantilista, pouco importa se agradamos a Deus ou não. O lema de algumas
livrarias parece ser: “Se agradamos ao público, não importa a quem
desagradamos”.
Alguém pode me perguntar:
“O que você viu que o deixou tão indignado?”
Vi desde livros de
autoajuda até CDs e DVDs de grupos heréticos e teologias estranhas.
Sinceramente, não consigo admitir a hipótese de uma livraria evangélica colocar
à venda materiais de conjuntos como o "Voz da Verdade". Esse grupo
propaga o unicismo e o desprezo à doutrina bíblica da Santíssima Trindade
através de suas letras e escritos.
Como o proprietário de
uma livraria evangélica — que diz crer na Trindade e no batismo em nome do Pai,
do Filho e do Espírito Santo — pode admitir esse tipo de material em suas
prateleiras? Como aceitar autores que simplesmente zombam e desprezam esse santo
ensino?
Parece que a tônica de
alguns é: desprezamos a Palavra de Deus em nome do vil metal ($). Afinal
de contas, o que tem real valor: a nossa integridade cristã ou o lucro
financeiro?
Exemplos de distorções
teológicas
Também precisamos falar
sobre livros de autores como Kenneth Copeland, Benny Hinn e Kenneth E. Hagin.
Eles são disseminadores de teologias que distorcem a pessoa do Senhor Jesus e
sua obra vicária e expiatória na cruz.
Quer um exemplo? Veja
este trecho citado na obra Cristianismo em Crise (CPAD, p. 175):
“Você pensa que o castigo
pelo nosso pecado foi morrer sobre a cruz (falando de Jesus)? Se assim fosse,
os dois ladrões poderiam ter pago o preço. Não, a punição foi descer ao próprio
inferno e lá cumprir a pena, separado de Deus.”
Em outro trecho da mesma
obra, Kenneth Hagin afirma que "Deus" lhe disse:
“Em primeiro lugar... não
ore mais sobre dinheiro... Peça o que precisar.” [...] O Senhor continuou:
“Você diz: ‘Satanás, tire suas mãos do meu dinheiro’... Diga: ‘Ordeno...’,
nomeando o que quer ou deseja.” Eu disse ao Senhor: “Corrija-me se estou errado,
mas o Senhor quer que as nossas necessidades sejam satisfeitas, ou os nossos
desejos?”. Ele replicou: “No Salmo 23 está escrito: ‘O Senhor é o meu pastor,
nada me faltará’”. [...] “Peça o que precisa ou deseja. Diga: ‘Satanás, tire as
mãos das minhas finanças’. Depois diga: ‘Ide, espíritos ministradores, e façam
o dinheiro chegar’”.
Esses são apenas alguns
exemplos. Ao ler obras como as desses homens, o leitor corre o sério risco de
se envenenar espiritualmente.
Um alerta para a
igreja
Alguém pode argumentar: “Mas
será que isso é tão grave assim?”
O apóstolo Paulo, ao
escrever a Timóteo, foi categórico:
“Tem cuidado de ti
mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; pois, fazendo isso, te salvarás,
tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” — 1 Timóteo 4:16
Faço uso aqui das
palavras de um irmão que questionou: O que seria de algumas dessas
“livrarias” se Jesus entrasse nelas hoje com um azorrague de cordas nas mãos?
Portanto, tenha muito
cuidado ao escolher um livro para sua leitura e meditação. Sem o devido
discernimento, você pode estar levando para casa um veneno doutrinário que
matará a sua fé aos poucos.
Na paz de Cristo,
João Augusto de Oliveira.



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