Certo dia, Eliseu passou por Suném, onde se achava
uma mulher rica que o constrangeu a comer pão. Daí em diante, todas as vezes
que ele passava por lá, entrava para comer. Ela disse a seu marido: "Vejo
que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus. Façamos-lhe, pois,
um pequeno quarto de alvenaria no sótão e ponhamos-lhe nele uma cama, uma mesa,
uma cadeira e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, retirar-se-á para
ali" (II Reis 4:8-10).
INTRODUÇÃO – Sempre vejo na vida dos profetas, dos apóstolos do Senhor Jesus e
— por que não dizer? — no próprio Filho de Deus encarnado, exemplos de como
deveríamos nos portar perante este mundo, uma vez que nos apresentamos como
"cristãos" e representantes de Deus (embaixadores dos céus).
Há aqueles (na maioria das vezes, os que gostam de
viver no erro) que dizem: "Deus quer apenas o nosso coração", numa
clara tentativa de desconectar a vida cristã de uma conduta de santidade. Mas
Eliseu nos mostra exatamente o contrário: o que demonstra que somos homens ou
mulheres de Deus não são nossos dons naturais, nossos talentos de oratória,
nossa voz linda para louvar ou mesmo nossa frequência à casa do Senhor. No fim,
tudo isso pode não passar de fachada.
O que realmente importa é se temos um coração
transformado, uma vida tocada por Deus e se somos nascidos de novo. Mas, quando
digo "coração transformado", não estou dizendo que podemos fazer o
que quisermos no dia a dia e alegar que temos o coração para Cristo; isso é um
engodo. Todo cristão que tem seu coração verdadeiramente entregue ao Rei dos
reis também possui uma vida cotidiana que demonstra essa entrega. Nosso Senhor
Jesus já disse: "A boca fala do que o coração está cheio" (Mateus
12:34).
O testemunho
cristão perante o mundo
Billy
Graham já dizia: "Nós somos a única Bíblia que o mundo perdido vai
ler". Sua conduta diária reflete o que há no seu coração e demonstra até
que ponto você permitiu ser transformado por Deus. Não adianta viver de
qualquer maneira — causando escândalos, prostituindo-se, levando uma vida de
mentiras ou entregue à luxúria — e repetir frases como: "Deus só quer o
coração" ou "a carne é fraca". Essas frases usadas fora de
contexto servirão apenas para condená-lo no Dia do Juízo e demonstram o quanto
você é imaturo e ainda não nasceu de novo.
Isso me faz lembrar das célebres palavras do
Senhor Jesus: "Vós sois o sal da terra e a luz do mundo" (Mateus
5:13-14). Não há desculpa para aqueles que agem de forma totalmente contrária a
uma conduta de luz e sal e acham que Deus não está vendo ou que Ele
simplesmente vai "passar um pano", pois não vai. Deus é amor, mas
também é justiça. Lembre-se sempre disso!
Olhe para a história de Eliseu: a sunamita o viu
passar e percebeu que ele era um "homem de Deus". O que será que ela
viu? O que atraiu sua atenção e a fez perceber que aquele simples homem era um
"embaixador dos céus"? Terá sido a forma de ele falar (sem malícia,
palavrões, gírias ou piadas)? Terá sido a maneira como se vestia (sem roupas
provocantes ou sensuais)? Terá sido seu semblante sereno, que demonstra um
coração em paz com seu Senhor? A Bíblia não nos fornece essa resposta diretamente,
mas, como cristãos, podemos inferir que seja um conjunto de todas essas coisas.
Somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé
(Efésios 2:8-9), isso é um fato. Sabemos que obras não salvam, mas os salvos
são chamados para praticar boas obras e manter uma conduta ilibada neste mundo.
É impossível ser salvo pela graça e viver uma "desgraça" de vida
torta, dando um péssimo testemunho. Se isso está acontecendo, fique alerta:
talvez você não tenha nascido de novo e sua suposta crença na salvação seja um
engano.
CONCLUSÃO
– Nos dias de hoje, em que os escândalos se multiplicam e o mundo perde a
credibilidade na Igreja, é urgente que repensemos nossas ações. É fundamental
que voltemos a ser luz e sal; caso contrário, seremos lançados fora e
pisoteados pelos homens. Vemos o Evangelho cair em descrédito diante do mundo
por culpa de nossas más ações e do desenfreamento moral. Ai daqueles que causam
escândalos e fazem o nome do Senhor ser blasfemado!
Em Cristo, João Augusto de Oliveira



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