segunda-feira, 31 de outubro de 2011

0 Deus é Fiel - Mesmo quando não somos!


Estou postando esta matéria "Deus é Fiel", do saudoso David Wilkerson. Para o deleite espiritual daqueles que gostam de ler suas matérias.
      João

Por David Wilkerson

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Abraão é conhecido na igreja como homem de fé. Na verdade a Bíblia o apresenta como exemplo de fé: “É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado por justiça” (Gálatas 3:6). “De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão” (verso 9).
Deus havia aparecido à Abrão (como era então chamado) e disse: “Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande” (Gênesis 15:1). O Senhor também prometeu a Abrão que seria “...sepultado em ditosa velhice” (verso 15). Além disso prometeu que todo aquele que tentasse lhe molestar ou amaldiçoar, seria amaldiçoado: “...!maldiçoarei os que te amaldiçoarem” (Gênesis 12:3).
Amado, essas promessas são incríveis: proteção, vida longa, intervenção celestial. E Deus havia feito estas promessas pessoalmente à Abrão!
As escrituras testificam que Abrão “...creu no Senhor, e isso lhe foi imputado por justiça” (15:6). Também dizem que Abrão era “amigo de Deus”.
Cá estava um servo de Deus piedoso e crente, homem visitado pelo próprio Senhor, com a promessa de proteção pessoal, e vida longa sem temor ou malefícios. E Abrão creu em Deus. Confiou que o Senhor iria proteger, e seria seu escudo contra todos os perigos.
Você lembra-se da história de Abrão a partir deste ponto. Ele deixou sua terra por ordem de Deus, totalmente pela fé. Deus lhe disse: “Toda terra que pisar será sua”.
Ora, Abrão vivia pacificamente em uma montanha entre Betel e Hai, quando sobreveio fome. Ele claramente possuía muito gado, e necessitava de pastagens e água para o alimentar. Então resolveu pegar suas coisas e se mudar: “...desceu...Abrão ao Egito, para aí ficar [viver por algum tempo]...” (12:10).
Este foi o primeiro erro de Abrão. Ele nunca deveria ter sadio da terra à qual Deus o havia enviado. Quando Abrão saiu da terra prometida, ele tinha cerca de setenta anos de idade, e sua esposa, Sarai, cerca de sessenta. Ao entrarem no Egito pagão, Abrão olhou sua bela esposa e pediu que ela se juntasse á ele em um subterfúgio:
“...bem sei que és mulher de formosa aparência; os egípcios, quando te virem, vão dizer: É a mulher dele e me matarão, deixando-te com vida. Dize, pois, que és minha irmã, para que me considerem por amor de ti e, por tua causa, me conservem a vida” (12: 11-13).
Abrão estava dizendo: “Quando chegarmos ao Egito, os homens verão o quanto você é bonita - e vão lhe cobiçar e tentar me matar! Por favor: diga a todos que você é minha irmã. Estou colocando minha vida em suas mãos!”
Essa era uma meia-verdade. Abrão e Sarai tinham o mesmo pai, mas mães diferentes, então Sarai era sua meio-irmã. Ela iria dizer apenas uma “meia mentira” - tudo para salvar a pele de Abrão!
Cá estava o homem conhecido por nós como o pai da fé. Deus havia aparecido para ele, prometendo grande proteção. Mas, de repente, ele deixa de levar a sério a palavra do Senhor! Abrão sabia que o Egito era lugar de luxúria, idolatria, confusão - e mesmo assim estava pronto para ir para lá e colocar a família correndo risco extremo.
E realmente, ao chegarem ao Egito, começou a se falar da grande beleza de Sarai. Todos os príncipes e pessoas importantes de lá ficaram sabendo dela. Abrão percebeu isso, e então lembrou Sarai: “Lembre-se, você é minha irmã. Temos um acordo. Minha vida em suas mãos!”
Isso era covardia absoluta - absoluta falta de fé! Abrão estava submetendo a vida à proteção da esposa; não à de Deus - mas à uma estratégia humana. Que ato vergonhoso de incredulidade! Este grande homem de fé estava querendo deixar que a esposa fosse tirada dele, e posta em um harém pagão, onde poderia ser contaminada por administradores ímpios.
E ela foi levada pelo faraó. As escrituras dizem: “Viram-na os príncipes de Faraó e gabaram-na junto dele; e a mulher foi levada para a casa de Faraó. Este, por causa dela, tratou bem a Abrão...” (12: 15-16).
Você entende o que estava acontecendo aqui? A semente prometida deveria vir através de Sarai - e ela poderia ser contaminada por homens ímpios!
Uma vergonha ambos terem entrado nesse subterfúgio! Não há desculpa para o comportamento de Abrão. Você pode imaginar um homem de Deus entregando a esposa nas mãos de um ímpio réprobo? Eu só imagino o que estava na cabeça de Sarai ao ser tirada do esposo.
Mesmo assim o faraó deu grande dote a Abrão por Sarai, derramando sobre ele todos os tipos de bênção: ovelhas, bois, mulas, camelos, escravos. De um dia para o outro, Abrão ficou rico. Mas não sei se ele conseguiu dormir aquela noite! Espero que tenha passado as noites prostrado diante de Deus, discutindo sua covardia e falta de fé. Como poderia ele dormir sabendo que a esposa estava nas mãos de um ímpio? Ela poderia ser contaminada, corrompendo a semente da promessa de Deus.
Pergunto-lhe: como tal homem de fé, poderia deixar que isso acontecesse? Abrão esqueceu totalmente as promessas de Deus? Por que não raciocinou: “Eles não vão conseguir me matar. Deus disse que eu viveria até uma idade madura, avançada; prometeu ser o meu escudo, minha proteção!”

A Verdade, é que Abrão Não Corria Perigo !

Houvesse Abrão confiado em Deus, houvesse ele se levantado com ousadia e declarado: “Esta mulher é minha esposa. Tirem as mãos!” - Deus teria o honrado. O Senhor teria protegido tanto a ele quanto a Sarai. “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13). O significado real em grego deste verso é: “Se somos sem fé, mesmo assim Ele continua fiel...”
Se você estivesse lá naquele dia com Abrão, provavelmente teria dito a esse homem: “Abrão: você realmente está atrapalhado. Você é considerado homem de Deus; Ele lhe apareceu pessoalmente, e lhe deu todas as promessas. Mas agora você está fracassando inteiramente. Você manipulou e tratou mal sua adorável esposa. Você pecou contra a luz, Abrão; é indigno das bênçãos que Deus prometeu. Você está acabado!”
Não! Isso nunca esteve na mente de Deus quanto à Abrão. Deus é fiel - mesmo quando não somos! No momento que Abrão entregou a vida para o Senhor, Deus tinha um plano para ele. E Deus não ia permitir que algumas circunstâncias do momento, ou alguma falha impedissem Seu propósito eterno para a vida de Abrão.
O Senhor tinha lhe prometido: “Serei o teu escudo!” E agora Deus se move para fazer valer Sua promessa: Ele manda tormento sobre a casa do faraó! Creio que a doença que Ele manda sobre eles, tornou impossível que algum homem tocasse Sarai. Deus travou os úteros, bloqueando os homens! O faraó não encostou a mão em Sarai!
Então Deus escudou Abrão e a esposa. Agora não havia possibilidade de algum ímpio do Egito dizer: “A semente foi contaminada!” Não - Deus foi fiel, mesmo quando o Seu povo não foi!
De algum jeito o faraó percebeu o ocorrido. Não sabemos se Sarai confessou a ele, ou se o Senhor lhe revelou. Mas quando ele descobriu que ela era casada, repreende Abrão dizendo: “Por que você fez isso?” “...toma-a e vai-te” (verso 19). “E Faraó deu ordens aos seus homens a respeito dele; e acompanharam-no, a ele, a sua mulher e a tudo que possuía” (Gênesis 12: 17-20).
O plano de Deus para Abrão continuou ininterruptamente. Não foi frustrado pela falta de fé de Abrão, apesar de este ter falhado lamentavelmente com Deus. Igualmente, amado, seja o que for que Deus determine para a sua vida, não será impedido, se simplesmente você colocar sua vida nas mãos dEle. Ele é fiel em relação aos Seus propósitos para nossas vidas - mesmo quando não somos!
Vinte e quatro anos mais tarde Abraão (como é conhecido agora) mudou-se para o sul e acampou entre Cades e Sur, estabelecendo-se em Gerar. Mais uma vez ele aparentemente teve de se mudar para alimentar e dar água aos seus grandes rebanhos.
Abraão agora tinha noventa e nove anos, e Sara (como era chamada agora) tinha quase noventa. Ao logo dos anos Abraão tinha visto a fidelidade de Deus em todas as áreas de sua vida. Ele havia derrotado os reis que invadiram Sodoma, havia resgatado Ló e sua família, tinha encontrado Melquisedeque, rei de Salem, tinha tido um filho, Ismael.
Você não acha que em vinte e quatro anos Abrãao teria aprendido a confiar inteiramente no Senhor? Ele teve todos estes anos a mais vendo o poder de Deus guardando sua vida; vendo a direção e a intervenção de Deus em todos seus caminhos.
Mas em Gerar, algo parecido sucedeu. O rei Abimeleque, que dirigia a região, pôs os olhos em Sara - e a quis para o harém! (Esta mulher deve ter sido extraordinária. Eu gostaria de saber qual o sabonete que Sara usava, que tipo de regime ela fazia, que ginásticas fazia - para ser desejada aos noventa anos. Para todo lado que fosse, se espalhava a fama da sua beleza - tanto que os reis mandavam buscá-la!)
O que Abraão faz de novo? Vai até Sara e diz: “Quero pedir para você me ajudar de novo. Você precisa dizer que é minha irmã. Sara, a minha vida está nas suas mãos!”
Você acredita nisso? Ele continuava covarde depois de vinte e quatro anos! “...Abimeleque, rei de Gerar, mandou buscá-la” (Gênesis 20:2). Sara foi para mais um harém pagão - porém a semente de Deus ainda não tinha nascido. Mais uma vez Abraão colocou sua esposa, sua família e o futuro Israel em jogo.
Se você estivesse lá testemunhando isso, sem dúvida iria se perguntar: “Que tipo de homem é esse? Será mesmo um exemplo de fé, o retrato de um homem que crê em Deus? Ele mente abertamente!”
Ainda assim, qual foi a resposta de Deus? Ele não tratou com Abraão do jeito que nós faríamos. Ele não disse: “Esta foi demais! Eu lhe tirei da confusão a vez anterior, e agora volta a ceder do mesmo jeito. Será que algum dia você vai crescer em Mim, Abraão?”
“Agora vou lhe castigar. Você precisa entender o quanto falhou, Me entristeceu, deixou de confiar em Mim. Vou tirar o corpo e deixar que você arque com as conseqüências. Agora você vai colher o que plantou!”
Não - nunca! “Se somos infiéis, ele permanece fiel...” (2 Timóteo 2:13). Deus não reprovou e nem abandonou Abraão para que ele resolvesse tudo por si. Pelo contrário, o plano de Deus para Abraão manteve-se sem problemas, e conforme o planejado!
Deus fez com Abimeleque o mesmo que havia feito com o faraó: travou os úteros! Ninguém podia tocar Sara. Deus disse a Abimeleque: “...ter impedido eu de pecares contra mim e não te permiti que a tocasses” (Gênesis 20:6).

Eis Aqui um Quadro de Deus Restringindo Uma Mão !

Deus impediu que Abimeleque agisse de modo imprudente, frustrando Seus propósitos. Na verdade impediu que Abimeleque pecasse!
Conheço bem a ação repressora da mão de Deus. Revendo os anos de meu andar com o Senhor, me convenço de que não estaria aqui hoje caso Ele não tivesse Sua mão repressora sobre mim. Ele deixa que seus filhos cheguem até um ponto - mas não além disso!
Lembro-me de terríveis desencorajamentos nos primeiros dias de ministério. Às vezes sentia-me arrasado com tantas responsabilidades financeiras. Muitas vezes sentia-me um fracasso como marido e também como pai. Sentia-me tão por baixo, que achava que a minha fé iria se esfacelar por completo.
Houve ocasiões em que achava que não adiantava prosseguir. Jamais pensei em suicídio ou em deixar por completo o Senhor. Mas eu ficava esgotado de tantas obrigações, cansado de não entender por que a minha vida enfrentava tantas lutas. Nesses períodos, eu ia até o banco, pegava um pouco de dinheiro, pulava no carro e saia dirigindo, pensando: “Pronto - é isso aí! Vou sumir. Deus terá de cuidar de minha família e do ministério. Não agüento mais!”
Uma vez em particular, eu estava dirigindo só, a caminho do México, vindo de Dallas. Mas Deus estava sentado no banco de trás. Delicadamente Ele disse: “David, aonde você vai?”
Como Jonas, respondi: “Chega, Senhor. Não agüento mais! Vou para o México. Ninguém me conhece lá, e vou poder testemunhar livremente sem todas essas obrigações. Não estou fugindo de Ti, Senhor - eu Te amo. Nem estou fugindo da minha família. Eu os amo também. Eu só acho que não sou o homem de Deus que deveria ser.”
O Senhor disse: “Faça a volta no carro agora, David, antes que você faça alguma besteira.” Mas continuei dirigindo. Aí, de repente, ouvi Sua voz dizendo claramente: “Já, David - faça o retorno já! Se você dirigir mais cinco quilômetros, estará só!”
O temor de Deus me atingiu e me deixou bambo! Nunca quis que Deus retirasse Seu Espírito de mim. E aquele aviso tinha sido Sua amorosa mão, restringindo-me!
Diga: quantas vezes você esteve à beira de cometer um erro estúpido, terrível. Mas aí a ação restritiva do Espírito veio sobre você, dizendo: “Pare - pare já!” Mesmo quando somos infiéis, Ele permanece fiel. Ele vem nos refrear, nos segurar - para evitar que façamos tolices!

E a Infidelidade de Davi ?

Quando Samuel ungiu Davi para ser rei de Israel, o jovem recebeu um coração novo: “Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do Senhor se apossou de Davi...” (I Samuel 16:13).
Davi se tornou um homem piedoso, sábio, amado, cheio do temor do Senhor: “Davi lograva bom êxito em todos os seus empreendimentos, pois o Senhor era com ele” (18:14).
Ele era um homem de muita oração. Louvou o Senhor como poucos, bendizendo o coração de Deus com seus cânticos e salmos. Ninguém deve ter sido mais íntimo do Senhor que Davi.
Davi era também um homem de muita fé. Destruiu Golias e se tornou poderoso guerreiro para Saul. As mulheres cantavam suas proezas em batalha. O Espírito de Deus claramente estava sobre esse homem, e o Senhor obviamente tinha um plano para sua vida.
Mas então Saul foi atrás de Davi com ira, e Davi teve de fugir. Para escapar com vida, se escondeu nas cavernas. Após algum tempo, Davi simplesmente se cansou da batalha. Ficou esgotado, e não aguentava mais. Ele deve ter pensado: “Se sou tão especial para o Senhor, se sou ungido Seu, escolhido para essa hora - então por que estou nesta tremenda dificuldade? Por que há tantos contra mim?”
Então, Davi pegou 400 de seus homens e fugiu para Gate - a cidade natal do gigante Golias, que ele havia matado. Estamos falando de atitudes de infidelidade? Essa foi uma! Davi não consultou o Senhor quanto à esta ação. Pelo contrário - havia resolvido deixar sua vida nas mãos do rei Aquis de Gate, buscando refúgio nele.
Mas em Gate, se formou hostilidade contra Davi. Todo mundo começou a cochichar: “Este não é aquele homem de quem vivem cantando? Não foi ele que matou milhares de filisteus? Foi ele que matou o nosso gigante!”
Davi foi capturado e levado ao rei. Ele sabia que tinha sido pego, que estava em apuros - então resolveu representar um ato de insanidade! Fingiu que estava louco, delirando sem coerência, arranhando as paredes, babando pela boca. A esperança era que de algum modo, essa “loucura” o livrasse das amarras do rei Aquis.
Mesmo assim, que testemunho pobre foi esse, na frente de todos seus homens! Aquis simplesmente olhou para Davi e disse: “Por que me trouxeram esse louco? Este homem está maluco. Levem-no embora!”
Então, o que aconteceria se nós estivéssemos presentes à cena? Veríamos esse nobre e piedoso homem se agitando como louco, rastejando pelo mato, gritando e se arranhando. E diríamos: “Tu não és o rei de Israel. Que mancada, Davi. Que papel de bobo!”
Em verdade, Davi estava sendo infiel nesta ocasião. Mas Deus ainda era fiel! Ele não riscou o nome de Davi. Não - enquanto Davi agia como louco, com tolices, o propósito eterno de Deus para ele prosseguia. O reino de Saul se enfraquecia à cada dia. Deus estava ajeitando tudo para garantir a bênção de Davi!
Se você fosse a Deus e apontasse as tolices de Davi, creio que Ele teria respondido: “Ungi Davi como rei - e ele será rei! Conheço o seu coração. Ele se arrependerá logo, voltando para Mim - pois tem um coração contrito! Ele ainda está embaixo do meu favor e da minha bênção. E o meu plano para ele ainda está dentro da programação!”
Talvez, como Davi, você atravessou um período meio insano na vida. Enfrentou o caos absoluto - e desistiu, dizendo: “Não agüento mais!” Aí você agiu segundo a carne, fazendo papel de bobo, passando na frente de Deus.
Você acabou zangado consigo mesmo, desapontado, envergonhado. Pensou: “Como uma pessoa ungida, cheia do Espírito como eu, pode ter errado desta maneira? Com certeza Suas bênçãos agora terão de ser tiradas de mim. Fui tão vil, manipulador, desonesto, sem fé. Deus não pode me usar mais. Ele não pode mais estar trabalhando em meu favor!”
Você está tão errado! Deus não permitirá que uma luta sua no momento, interfira no Seu chamado, no Seu plano, e no Seu propósito para sua vida. Você pode ter saido da linha - mas o plano de Deus continua na pista: está correndo à plena velocidade!
Sempre que oro tenho comigo o que chamo de “toalha do choro”. Às vezes estou sob um peso tão grande, que choro nela até não ter mais lágrimas. Oro durante meses por algumas necessidades tremendas - e às vezes minhas orações não têm resposta.
Uma vez derramei um mar de lágrimas - e após orar levantei-me sem paz, achando que a prece não tinha chegado aos céus. Amassei a toalha e joguei-a longe, e gritei: “Oh, Deus - chorei um mar de lágrimas! Orei e supliquei tanto. Mas o Senhor não respondeu! Deus, o que o Senhor quer de mim?”
Afastei-me de coração pesado. E na semana seguinte, orações e mais orações não tinham resposta!
O tempo todo eu estava bravo com Deus, jogando minha toalha na parede, pensando que Ele havia falhado comigo: mas Ele estava trabalhando por trás das cenas! Estava movendo os corações das pessoas, arranjando as coisas - produzindo o plano que Ele tinha em mente o tempo todo.
Tive de correr de volta para Ele arrependido - chorando como um bebê devido à minha infidelidade. “Peço desculpas, Senhor - perdão! Oh, se eu pudesse ter aguentado só mais um dia!”
Não fui fiel no confiar - mas Ele permaneceu fiel!

E Pedro - o Apóstolo que Praguejou, e Negou o Senhor?

Esse foi o homem que disse que nunca deixaria Jesus. Porém, não só Pedro negou que O conhecesse, como o fez em meio à uma torrente de profanações saídas de sua boca!
O que iria acontecer se você estivesse junto ao fogo, ouvindo Pedro? Iria pensar: “Esse é o homem que estava no Monte da Transfiguração? Que impunha as mãos sobre os doentes e os curava? Que recebeu as chaves do reino? Ouça o que está saindo de sua boca!”
“Como um homem desses poderia andar tão intimamente com o Senhor, confessando ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’ - e depois estragar tudo, mentindo, praguejando e O negando? Para Pedro, tudo acabado. Ele pode voltar para as redes de pesca. Não vamos ouvir mais falar dele.”
Não - nunca! O propósito de Deus na vida de Pedro não foi frustrado. É verdade, Pedro foi terrivelmente infiel. Mas Deus manteve-se fiel. Ele não pode negar quem Ele é!
Se você tivesse corrido ao Senhor gritando: “Não vistes Pedro praguejando sobre Ti?” Ele teria respondido: “Sim, Pedro falhou. Mas conheço seu coração. Daqui a algumas horas ele vai estar em cima dos morros, chorando e se lamentando. Ele vai voltar para Mim; em verdade, está a caminho do Pentecostes, a caminho de uma vida de ministério para Mim!” “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13).
Não importa o que você tem passado este ano, Deus vê o seu coração! Se você tem um coração quebrantado e contrito, Ele estará presente consigo; o propósito eterno que Ele possui para você não será frustrado. Ele tomará conta de você!
Isso nos leva à advertência de Deus:

Há Só Uma Coisa Que Pode Levar o Senhor a Se Afastar de Você !

Só uma coisa pode cancelar o maravilhoso propósito de Deus para você - e isso é o pecado do orgulho obstinado! Vemos isso na vida de Saul. As escrituras nos dizem que o Espírito de Deus estava sobre este homem, desde o dia que Samuel o viu descendo a estrada. Deus tinha chamado Saul, e o estava usando.
Mas havia algo em Saul que apareceu rapidamente: orgulho obstinado! Saul não confessava ou admitia seu pecado. Antes, culpava os outros para justificar seus atos. Estava mais interessado em manter as aparências, que em saber o que Deus achava dele.
Amado - essa era a diferença entre Davi e Saul: orgulho! Pense nisso: Davi pecou de maneira tão grave quanto Saul. Afinal de contas, Saul nunca matou o esposo de uma mulher.
Mas Davi rapidamente se arrependeu do pecado. Quando Natã apontou seu doloroso ato, Davi não se justificou. Antes, imediatamente gritou: “Deus, não retires de mim o Seu Espírito Santo! Quero só Lhe agradar. Não quero viver para mim mesmo. Sei que fracassei. Mas, por favor, me perdoe - purifique meu coração!”
Quando Saul foi pego em pecado, por outro lado, agarrou a túnica de Samuel e gritou: “Não tire o meu reino! Por favor - fique do meu lado. Não deixe eu ficar mal diante do meu povo.”
Saul fez o mesmo de sempre. Estava mais interessado no que o povo pensava dele, que no fato de haver entristecido o Espírito Santo!
Amado - é o orgulho, um espírito de soberba inabalável - que derruba os homens! Mas um coração quebrantado, um espírito contrito, aprisiona o coração do Senhor. Não importa o que tenha passado, ou como tenha fracassado com o Deus Todo-Poderoso: se você é como Pedro, se você corre para desabafar diante dEle depois de ter fracassado - Ele estará consigo. Ele sempre está com os que tem o coração quebrantado, e um espírito contrito.
Um pouco antes de escrever esta mensagem, orei: “Senhor - torne-me a Sua voz nestes últimos dias. Sei que não poderei ser a Sua voz a menos que o Senhor continue me transformando. Não poderei falar pelo Senhor, até que as coisas deste mundo passem a significar nada para mim - até que eu seja a imagem de Jesus Cristo. Por favor, Deus - transforma-me.”
Mesmo orando, senti-me tão despreparado - tão distante do que Deus quer de mim. Pensei: “Acho que nunca vou conseguir. Nunca terei o valor suficiente.”
Foi aí que Deus me deu esta mensagem! Ele disse: “Você está certo, David - você nunca será santo o suficiente, pelos seus padrões e obras. Mas neste instante não estou buscando que você faça algo grande para Mim. Quero que saiba que, na hora que você se dobra como agora em oração, estou em ação sendo fiel a você, para meu propósito eterno. E verei meu propósito se cumprindo em sua vida!”
Amado, o Senhor vai fazer isso com cada um de nós! Ele usa as coisas fracas e tolas do mundo para cumprir Seus propósitos. Todos nós fracassamos com Deus; ninguém em Sua igreja é perfeito. Mesmo assim, cada vez que somos infiéis com Ele, Ele mantém-se fiel conosco!
Então, tire os olhos dos seus fracassos e das suas fraquezas, e os fixe na fidelidade dEle. Ele não pode negar-se a Si mesmo. Ele é inteiramente fiel à Sua Palavra - e cuidará de você em todas as batalhas! Aleluia!
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

1 STJ reconhece casamento civil entre homossexuais


Por 4 votos a 1, ministros decidiram que duas mulheres no Rio Grande do Sul poderão se casar. Caso abre precedentes para julgamentos futuros

Em decisão inédita nesta terça-feira, a quarta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Por 4 votos a 1, os ministros decidiram que duas mulheres em relacionamento estável há cinco anos estão habilitadas para se casar em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O casal havia entrado com um recurso especial, depois de ter o casamento negado por dois cartórios de registro civil e pelo Tribunal de Justiça do estado.
O julgamento foi iniciado na última quinta-feira, 20 de outubro. Na ocasião, quatro ministros votaram a favor do pedido. Num voto de 21 páginas, o relator do processo, ministro Luis Felipe Salomão, apoiou o casamento entre homossexuais amparando-se em citações de juristas e especialistas brasileiros e estrangeiros. "Um dos objetivos fundamentais da República é promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação", escreveu Salomão em seu voto.
O ministro Marco Buzzi, último a votar na quinta-feira, pediu vista do processo – e postergou a decisão. Ao apresentar seu voto na sessão desta tarde, Buzzi recomendou que o caso fosse levado a julgamento na Segunda Seção, que reúne os ministros das duas turmas especializadas em direito privado. Por maioria de votos, o pedido foi rejeitado. Prosseguindo o julgamento, Buzzi resolveu acompanhar a decisão relator.
Já o ministro Raul Araújo, que também havia acompanhado o voto de Salomão, mudou de posição. Araújo ponderou que o caso envolve interpretação da Constituição Federal e que, portanto, seria de competência do Supremo Tribunal Federal (STF). Por essa razão, ele foi o único a votar contra o recurso. Em maio, o STF reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo. A decisão desta terça-feira abre precedentes para julgamentos futuros.

OBS: O que me chama a atenção numa decisão como esta do STJ, e não estou questionando a idoneidade do STJ, é que em nome de uma minoria se passa por cima da Constituição Brasileira, a Carta Magna do nosso País. (C.F. Art. 226 – p. 1,2 e3)

   A pergunta que não quer calar é: “O que mais aprovaremos agora? Quais os próximos Artigos e paragráfos da C.F. que sacrificaremos em nome de uma suposta igualdade de direitos e liberdade de  escolha?”

A impressão que fica é que nesse nosso país, pode-se fazer simplesmente de tudo e ainda ter “o  amparo da lei”.

Com acerto escreveu nos seus dias o profeta Habacuque quando disse:

O peso que viu o profeta Habacuque

Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás ?

Por que razão me mostras a iniqüidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio. 

Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida. (Habacuque 1.1-4)

João Augusto de Oliveira

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

0 Lutero e a Reforma



É do conhecimento de todos os cristãos, acredito, que em 31 de outubro de 1517, portanto a 494 anos atrás acontecia a "Reforma Protestante". Quem nunca ouviu falar do destemor, da garra, da pujança e da fé do grande reformador.

     Vamos conhecer um pouco mais sobre Martinho Lutero - O reformador como todos sabem era filho de pais humildes, nasceu em Eisleben na província de Mansfield, no dia 10 de Novembro de 1483. “Eu sou filho de camponeses”, dizia ele mais tarde, “meu pai, meu avô, e todos os meus antepassados eram camponeses”.

    Aos quatorze anos de idade foi mandado para a escola franciscana em Magdeburgo onde aumentaram muito os seus sofrimentos. Conta ele que quase o mataram de fome, e muitas vezes era obrigado a cantar nas cidades e vilas próximas para angariar pão. Algum tempo depois mandaram-no para Eisenach, onde tinha parentes, mas estes deram-lhe pouco ou nenhum alívio. Teve de continuar a vaguear, esfomeado e miserável, pelas ruas cantando hinos e pedindo “panem propter Deum” às portas dos desconhecidos, agradecendo muito até as migalhas que lhe deram às vezes lançadas. Mas por fim chegou o alívio. Aquele que os parentes lhe tinham negado, deram-lhe os estranhos; e uma tarde depois de ter pedido a diversas portas sem resultado, chegou a uma onde não foi repelido.

     Os cristãos hão de sempre recordar com afeto e gratidão o nome de Ursula Cotta, porque foi ela quem abriu as suas portas ao pobre rapaz esfomeado e lhe deu não só o sustento, mas um lar e amor de uma mãe. Lutero teve a ocasião, mais tarde, de retribuir a sua bondade, recebendo também o filho de Ursula na sua própria casa em Wittenberg.

     Quando tinha dezoito anos, foi, por ordem de seu pai, para a Universidade de Erfurt estudar direito, e foi ali que seu espírito tomou uma séria orientação pela morte repentina de seu condiscípulo e amigo íntimo Aleixo. Isto teve lugar por ocasião dumas férias pequenas, quando ambos passeavam juntos. Ao passarem por Thurigen-evald foram surpreendidos por uma grande tempestade, e o leviano Aleixo foi atingido por uma faísca elétrica. Caindo de joelhos, com o impulso do momento, Lutero fez um voto de se consagrar ao serviço de Deus, se ele poupasse a sua vida.

     Depois disso o encontramos no mosteiro dos frades agostinianos, em Erfurt, e como tudo está mudado! Quando o vemos pela primeira vez era um inteligente estudante de Direito, um bacharel em artes, e o ídolo da Universidade; agora é um monge, e o mais íntimo entre eles.

Mais tarde foi nomeado para a cadeira de filosofia de Wittenberg, que se achava vaga. A nomeação foi feita por Staupitz, vigário geral da ordem agostiniana de Saxônia, por conselho de Frederico, o Sábio.

A REFORMA

     Desde há muito, a doutrina da justificação pela fé tinha sido perdida de vista pela igreja, e foi este um dos fatos pelos quais a Reforma se tornou uma necessidade. Logo que o poder desta verdade enfraqueceu as almas dos fiéis introduzida a doutrina de salvação pelas obras, e substituíram por penitências e mortificações exteriores aquele arrependimento para com Deus e a santificação íntima. Estes erros começaram logo no tempo de Tertuliano e aumentaram à proporção que iam passando os anos, até que, por fim, a superstição do povo não se podia levar mais adiante, e as trevas da Idade Média foram a origem dos flagelantes.

 .Visita a Roma - Mas embora verdadeiramente convertido, Lutero ainda se conservava escravo de Roma; e foi só depois de ter feito uma visita à cidade papal que ele começou a descobrir a corrupção que ali existia, e a sentir-se abalado na sua obediência à igreja romana.

     Quando entrou na cidade abriram-se-lhe os olhos. Começou a compreender que o poço de corrupção era realmente a metrópole do catolicismo e durante algum tempo ficou atordoado. Por onde quer que se dirigisse encontrava sempre o mesmo mal, e entre os habitantes da cidade, os que em mais alta voz proferiram blasfêmia ou mais se distinguiram pela sua infidelidade eram os próprios padres. Foi pois com a alma entristecida pelo que ali tinha visto que Lutero saiu da cidade de Roma e voltou para a sua terra natal.

.Lutero volta para Wittenberg – Quando ali chegou, formou-se em teologia, e os seus sermões começaram a atrair a atenção na Igreja da ordem agostiniana em Wittenberg, onde se reuniam grandes multidões para o ouvirem. Mas o que o tornou mais geralmente notável foi a sua contenda com João Tetzel, o monge dominicano de Leipzig. Tetzel tinha vindo vender indulgências no próprio lugar onde Lutero estava cumprindo com os seus deveres de confessor do povo de Wittenberg. Tornava-se, pois, inevitável uma questão entre eles.

     Porém, o padre confessor Martinho Lutero não ligava importância nenhuma ao irmão Tetzel, nem aos seus documentos. O seu dever era dizer ao povo que Deus odiava o pecado; que o Inferno e não o Céu é o destino dos maus, e que, a não ser que tivessem um verdadeiro arrependimento para com Deus, ficariam perdidos para sempre. “Se não abandonardes os vossos pecados”, dizia ele, “perecereis igualmente”.

     Seus sermões deixaram o auditório muito admirado e logo tornou-se o assunto geral das discussões em Wittenberg; e antes de ter passado a sensação que eles causaram (especialmente o sermão contra as Indulgências pregadas por Tetzel) apareceram as 95 Teses.

     Nenhum dos amigos de Lutero, nem mesmo os mais íntimos sabia que ele as havia escrito; e o povo de Wittenberg ficou de manhã espantado vedo-as colocadas na porta da igreja. O erro de tão horrível tráfico era claramente ali exposto; e logo todos começaram a sentir que havia falado uma voz como ainda se não tinha havido outra na Europa. Uma cópia das Teses caiu nas mãos Tetzel, o frade dominicano ficou furioso. Chegou a valer-se de imprecações. Escrever também algumas teses e em seguida queimar as de seu adversário, o que foi simplesmente como colocar mais fel ao seu próprio cálice. Pois, os estudantes de Wittenberg ficaram do lado do seu professor e responderam a Tetzel queimando oitocentas cópias das teses do dominicano.

     As 95 Teses de Lutero foi o estopim da Reforma, que era aguardada há muitos anos pelo povo comum, pelos nobres e estudantes de toda Europa. O papa logo soube desse fato, e citou Lutero a comparecer em Roma, mas a conselho do príncipe da Saxônia – um amigo verdadeiro de Lutero – a citação foi ignorada. O Príncipe suspeitava naturalmente da sorte de João Huss, e suspeitava naturalmente das intenções de Leão X.

.O papa denuncia Lutero – Lutero foi declarado “herege”, e o papa em consequência disso, mandou publicar uma bula de excomunhão contra ele. Lutero, porém permanecia firme e inabalável diante das acusações e vociferações de Roma. Parecia ver o invisível, assim como Moisés diante de faraó no Egito. Logo o reformador deu mais um passo e declarou publicamente que o papa era o Anticristo! Sem dúvida essa declaração era arrojada, mas foi seguida de um ato igualmente arrojado. Rodeado pelos professores e estudantes da Universidade e vários membros da municipalidade, Lutero, na praça pública, queimou a bula do papa.

     O papa fez de tudo o que podia para matar Lutero a partir de então, mas Deus o guardou de tudo. Foi convocado a um concílio em Worms perante as autoridades romanas que o pressionaram na ocasião para se retratar de tudo o que escrevera, o padre (irmão) Lutero respondeu: Se não me refutardes pelo testemunho das Escrituras ou por argumentos – desde que não creio em papas e concílios, por ser evidente que já muitas vezes se enganaram e se contradisseram uns aos outros – a minha consciência tem de ficar cativa à Palavra de Deus. Não posso retratar-me, nem me retratarei de qualquer coisa, pois não e justo nem seguro agir contra a própria consciência. Deus me ajude! Amém.”
Glórias a Deus pela tua vida ó amado irmão Lutero, que tomemos sempre o teu exemplo e não nos calemos diante dos vendedores de indulgências de nossos dias, que infestam as nossas igrejas com a sua maldita teologia da prosperidade, a confissão positiva, as politicagens, o nepotismo e tantos outros males que têm assolado a Igreja de Deus.

     Vosso conservo em Cristo,

                                         João Augusto de Oliveira

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO:

.História do Cristianismo – CPAD

.Heróis da Fé – CPAD




sábado, 22 de outubro de 2011

0 Não confunda pentecostalismo com pseudopentecostalismo



Respeito muito os irmãos cessacionistas e tenho até amigos que não concordam com as doutrinas esposadas pelos pentecostais. Mas considero deselegantes os antipentecostais extremistas, que, além de cessacionistas, não sabem (ou não querem?) distinguir o pentecostalismo do pseudopentecostalismo. Chamar as aberrações pseudopentecostais (como o derramamento de doze litros de óleo sobre a cabeça) de práticas pentecostais revela ignorância, preconceito e deselegância.

Considero igualmente deselegante a afirmação de que todos os cessacionistas são sectários e extremistas, pois muitos deles, a despeito de não aceitarem o pentecostalismo, não colocam os que se dizem pentecostais no mesmo bojo. É o caso dos queridos irmãos batistas (tradicionais), presbiterianos e de outras denominações históricas.

Diante do exposto, desejo fazer algumas distinções importantes, a fim de que não se confunda pentecostalismo com pseudopentecostalismo.

O que é o antipentecostalismo?

Ignorando verdades bíblicas esposadas pelos pentecostais, alguns irmãos em Cristo privam-se da sobrenaturalidade do Evangelho, à disposição de todos os salvos (At 2.39). Alguns desses antipentecostais até zombam dos crentes que creem na atualidade da manifestação multíplice do Espírito. Apesar de sinceros, são racionalistas e tradicionalistas (1 Co 2.14,15).

Há um grupo de cessacionistas que dizem aceitar apenas uma parte das manifestações do Espírito descritas nas Escrituras. Alegam que determinadas operações do Espírito foram apenas para os dias dos apóstolos.

Os cessacionistas extremistas, por sua vez, são os cristãos (cristãos?) que nutrem uma aversão aos pentecostais, chegando a afirmar que estes estão endemoninhados. Esses antipentecostais também se mostram iracundos, irônicos e zombeteiros. Gostam de desafiar os pentecostais e consideram estes ignorantes, incapazes de refutar as suas argumentações.

O que é o pseudopentecostalismo?

Há irmãos que se dizem e pensam ser pentecostais, mas não querem abraçar as Escrituras. A maioria deles é de neopentecostais, cristãos experiencialistas e ingênuos, que seguem a qualquer manifestação pseudopentecostal sem nenhuma análise, ao contrário dos crentes de Bereia (At 17.11). Para eles, modismos, como “cair no Espírito”, “unção do riso”, “unção do leão”, etc., são obras divinas, e ponto final. Mas a Palavra de Deus nos manda julgar, examinar tudo (1 Co 2.15; 1 Ts 5.21; 1 Jo 4.1; 1 Co 14.29; Jo 7.24; 1 Co 10.15).

Existe também o neopentecostalismo apóstata, formado por pessoas que já propagaram e defenderam o pentecostalismo bíblico. Apostatando da fé, elas deram ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (1 Tm 4.1). Propagam heresias e modismos pseudopentecostais, como “bênção de Toronto”, supostas conversas com santos mortos, como Paulo, Maria, etc., arrebatamentos em grupo, transferência de unção, “avivamento extravagante”, etc.

O pseudopentecostalismo também subsiste fora do arraial evangélico. E é formado por pessoas inconversas, não-regeneradas, que creem na intercessão dos “santos”, na mediação de Maria (ignorando 1 Timóteo 2.15 e João 14.6), etc. A Bíblia diz que o Espírito Santo é dado somente aos que obedecem a Deus (At 5.32). O Senhor Jesus afirmou que o mundo não pode receber o Espírito de verdade (Jo 14.17).

O que é o pentecostalismo?

Muitos crentes se dizem pentecostais, mas não vivem o que pregam. Eles compõem o pentecostalismo nominal. São teóricos e dificilmente experimentam a sobrenaturalidade do Evangelho. O pentecostalismo é um segmento cristão, biblicocêntrico, formado por crentes em Jesus Cristo, verdadeiramente salvos, fiéis, sinceros, que seguem ao que está escrito nas Escrituras.

Os pentecostais creem no que a Palavra de Deus assevera acerca da manifestação multifacetada do Espírito: dons, ministérios e operações (At 2; 1 Co 12.1-11; Mc 16.15-20; 1 Co 14.26, etc). Eles respeitam o primado das Escrituras, considerando estas a sua regra de fé, de prática e de viver.

Ciro Sanches Zibordi

http://cirozibordi.blogspot.com/2011/10/nao-confunda-pentecostalismo-com.html

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

0 As mulheres na Reforma Protestante



Sempre que se fala em Reforma Protestante, pensa-se de imediato em homens como Lutero, Calvino, Knox, Wycliffe, Zwínglio e tantos outros. Errado? Não, de maneira nenhuma! Porém, a história também nos fornece que não somente homens contribuíram para o "estouro" da Reforma. A mulheres também tiveram seu importante papel na causa reformista.

O site 
Eleitos de Deus publicou ontem uma pequena história de duas mulheres que tiveram participação notável na Reforma. Republico aqui um resumo de suas histórias. Estou falando da belga Marie Dentière e da alemã Katharina von Bora.



Marie Dentière

Marie Dentière (Tournai, 1495 – Genebra, 1561), também conhecida como Marie d'Ennetieres, foi uma teóloga e reformadora protestante belga. Teve um papel ativo na reforma religiosa e política de Genebra, especialmente no fechamento de conventos e pregando junto a João Calvino e Guilheme Farel. Seu segundo marido, Antônio Froment, também foi um ativo reformador. Além disso, seus trabalhos em favor da Reforma e seus escritos são considerados uma defesa da perspectiva feminina em um mundo que passava por rápidas e drásticas transformações em pouco tempo. É de sua autoria uma das frases mais importantes da época: “Passei muito tempo na escuridão da hipocrisia. Somente Deus foi capaz de fazer-me enxergar minha condição e conduzir-me à luz verdadeira”. Seu segundo marido, Antoine Froment, também foi um ativo reformador.

Em 1539, Dentiére escreveu uma carta aberta a Margarita de Navarra, irmã do Rei da França, Francisco I, intitulada Espistre tres utile (O título completo em português é "Epístola muito útil, escrita y composta por uma mulher cristã de Tournay, enviada ao Reino de Navarra, irmã do Rei da França, contra os turcos, judeus, infiéis, falsos cristãos, anabatistas e luteranos"). Na carta, ela incitava a expulsão do clero católico da França e criticava a estupidez dos protestantes que obrigaram a Calvino e Farel a abandonar Genebra. A carta foi rapidamente proibida por seu teor abertamente subversivo.

Apesar da qualidade de seus escritos teológicos, Marie Dentière sofreu perseguição e incompreensão tanto por parte das autoridades católicas como pelos próprios reformadores genebrinos, que impediram a publicação de qualquer texto escrito por uma mulher na cidade durante o resto do século XVI.

Em 3 de novembro de 2002 seu nome foi gravado no Monumento Internacional da Reforma, em Genebra, por sua contribuição à história e à teologia da Reforma, tornando-se a primeira mulher a receber tal reconhecimento.

Leia mais sobre sua vida e veja a galeria de imagens dela neste 
link.

Katharina von Bora

Catarina (Katharina) von Bora (Lippendorf, 29 de janeiro de 1499 – † Torgau, 20 de dezembro de 1552) foi uma freira católica cisterciense alemã. Em 13 de Junho de 1525, casou-se com Martinho Lutero, líder da Reforma Protestante.

Catarina abriu as portas da sua casa pra que monges, freiras, padres que escancaravam seus corações pra verdade de Deus e se tornavam adeptos da Reforma se refugiassem, mesmo sabendo que estavam entrando num tempo de perseguição e isso pudesse resultar numa invasão ao seu lar. Existiram vezes, que 25 pessoas moravam em sua casa, sem contar ela, Lutero, as crianças e os 11 órfão de quem cuidavam!

Lutero nunca se negava a ajudar um necessitado. Sempre oferecia dinheiro a quem precisava e logo logo, acabou com as lindas porcelanas que Catarina ganhou de presente de casamento, vendendo para conseguir dinheiro e abençoar aqueles que lutavam pela causa da graça de Cristo!

Katy cuidou de Hans Lutero, seu primeiro filho, ao mesmo tempo em que seu esposo passava por uma terrível depressão. Ela se sentava ao seu lado e lia a Bíblia pra ele edificando seu coração. Conciliou as tarefas da casa, de hospedagem, mãe, esposa com a árdua tarefa de ajudar Lutero na tradução das escrituras para o alemão. Ouvia os desabafos de Martinho e sabia que cada vez que ele saia para pregar podia não o ver voltar, pois quanto mais pregava, mais inimigos Lutero ganhava. Expandir o Reino e as verdades bíblicas significava para Catarina poder ficar viúva. Mas ela sempre o encorajava: “Deus cuidará de nós. Não tema! Pregue!”.

Ela realmente é admirável. Sua postura permitia Lutero pregar livremente e arriscar sua vida pela Verdade!

“Catarina não escreveu nenhum livro nem pregou nenhum sermão, mas sua inestimável ajuda possibilitou que o marido fizesse isso. Ela foi um grande apoio pra ele.” Como Lutero mesmo disse a um amigo: “Minha querida Katy me mantém jovem e em boa forma também (risos). Sem ela eu ficaria totalmente perdido. Ela aceita bem minhas viagens e, quando volto, está sempre me esperando. Cuida de mim nas depressões. Suporta meus acessos de cólera. Ela me ajuda em meu trabalho e, acima de tudo ama a Jesus. Depois de Jesus, ela é o melhor presente que Deus em deu em toda a vida... Se um dia escreverem a história da Reforma da Igreja espero que o nome dela apareça junto ao meu e oro por isso”.

Tudo que Catarina Lutero falou ao ouvir isso foi: “Tudo que tenho sido é esposa e mãe e acho que uma das mais felizes de toda a Alemanha!”. Lutero chamava sua esposa de "estrela da manhã de Wittinberg". Katie viveu por mais seis anos após a morte do esposo em 1546.

Leia mais sobre sua vida e veja a galeria de imagens dela neste 
link.

Extraído de: [ 
Blog dos Eleitos ] 
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