Não matarás (Êxodo 20.13)
Estamos diante de uma
intensa mobilização para a
legalização do aborto e da eutanásia em nosso Brasil. É notável como
autoridades governamentais se reúnem periodicamente para discutir pautas que
ferem a vida intrauterina e a dignidade humana. Diante de tais medidas,
financiadas pelo contribuinte, é necessário expressar nosso repúdio.
Reafirmo meu
posicionamento: sou integralmente
contrário ao aborto e à eutanásia, sob quaisquer circunstâncias. Isso inclui
casos de anencefalia, gestações decorrentes de violência sexual ou situações em
que se alega falta de condições psicológicas da gestante.
Nada — absolutamente
nada — nos confere o direito de
tirar a vida de outrem, especialmente quando se trata de um ser inocente e
indefeso. Argumenta-se, por vezes, que o aborto preservaria a integridade
física ou mental da mulher. Embora pareça uma defesa plausível, ela é falha: busca-se
preservar um direito sacrificando a vida do feto, que não possui culpa alguma
por sua existência.
Outro argumento comum
foca no estupro, alegando que a
criança não seria aceita pela família. Pergunto-me: resolve-se um crime
cometendo outro? É justo livrar familiares do "constrangimento" sobre
o cadáver de uma criança que apenas queria viver?
Baseio minha convicção em
três pilares fundamentais:
- A Vida como Direito Inalienável (Art. 121 do Código Penal): Matar
alguém é errado, independentemente da situação. Ninguém recebeu autoridade
para decidir quem deve viver ou morrer; este é um atributo exclusivo do
Criador.
- O Dever do Estado (Art. 5º da Constituição
Federal): A nossa Carta
Magna garante a todos a inviolabilidade do direito à vida. Aqueles que
lutam pela liberação do aborto deveriam zelar pelo cumprimento da lei, em
vez de ignorá-la. O Estado tem a obrigação de proteger a integridade
física de todos, inclusive dos nascituros.
- O Mandamento Bíblico: A Palavra de Deus é clara: "Não
matarás" (Êxodo 20.13). Somente o Senhor tem o poder sobre a vida e a
morte, como diz em Deuteronômio 32.39: "Eu mato, e eu faço
viver; eu firo, e eu saro". O homem que tenta assumir esse papel
ignora sua dependência de Deus.
Aos que já passaram por
um aborto, independentemente do motivo, deixo uma mensagem de esperança: arrependam-se
e busquem o Senhor. Deus é rico em perdoar (Isaías 55.7). Nele, você
encontrará a paz de espírito e a restauração que tanto precisa.
Vosso conservo em Cristo,
João Augusto de Oliveira



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