segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
2 Você é verdadeiramente livre?
domingo, 26 de fevereiro de 2012
2 Dízimo é obrigação do cristão, mas deve ser entregue por amor
Antes de qualquer consideração sobre a contribuição financeira para a obra de Deus, é importante ter em mente que quaisquer ofertas, dízimos ou outro tipo de contribuição devem ter como motivação o amor, e não a barganha. Muitos, geralmente com más intenções, têm coagido o povo de Deus a dar o que têm e o que não têm, mediante chantagem emocional.
Ofertar livremente ou contribuir com o dízimo (10% dos rendimentos) são práticas cristãs históricas, ligadas a mandamentos e a princípios contidos nos dois Testamentos (Ml 3.8-10; Mt 23.23; 2 Co 9.6-15). Mas elas são também voluntárias, e não compulsórias. Deus, como Supremo Arquiteto, criou o Tabernáculo, mas a obra-prima para as suas formação e feitura estava com o povo. Moisés não precisou propor desafios de semeadura, pois “veio todo homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o impeliu, e trouxeram a oferta alçada ao SENHOR” (Êx 35.21).
Tudo o que temos, nesta vida, pertence ao Senhor (1 Co 4.7; Tg 1.17; Sl 24.1; Êx 13.2), inclusive o dinheiro (Ag 2.8,9). A Ele pertence não apenas 10% do que possuímos, e sim tudo (100%). Nesse caso, o Senhor permite que nós administremos o que nos tem dado, como bons despenseiros ou mordomos (1 Co 4.1; 6.19,20). E devemos destinar uma parte de nossa renda à sua obra. Uns dão mais, outros menos, conforme cada um se move, voluntariamente, “segundo propôs no seu coração” (2 Co 9.7).
Conquanto não devamos contribuir por obrigação, e sim espontaneamente (Êx 25.2; Ml 3.8-10), isso não quer dizer que tenhamos o direito de não contribuir com dízimos e ofertas para a obra do Senhor. A motivação da evangelização, por exemplo, deve ser o amor (Rm 10.1; Jd v.23). Ao mesmo tempo, ela é uma obrigação dos cristãos (1 Co 9.16; Ez 33.8). Quanto ao dízimo — que não é uma prática restrita ao Antigo Testamento, como muitos pensam —, deve ser entregue, a priori, por amor, em retribuição a tudo que temos recebido do Senhor. Mas temos, também, a obrigação, o dever, de contribuir para a obra do Senhor.
Alguns oponentes do dízimo alegam que ele se refere exclusivamente a Israel, haja vista o sustento aos levitas, que serviam no Templo. Segundo os tais, com a inauguração da Nova Aliança, depois do brado na cruz (Jo 19.30), o dízimo teria sido anulado juntamente com a lei mosaica (Hb 9.16,17). Ora, assim como no Templo, na Antiga Aliança, os levitas precisavam do dízimo e das ofertas alçadas para manterem o lugar de culto ao Senhor, os templos de hoje (e a obra de Deus, de maneira geral), a exemplo daquele, precisam de recursos para a sua manutenção.
De acordo com as Lições Bíblicas (CPAD) deste domingo, “Os que supõem estar a prática do dízimo restrita ao Antigo Testamento precisam entender que a natureza e os fundamentos do culto não mudaram. [...] O dízimo levítico pertencia à ordem de Arão, que era transitória. Todavia, o dízimo cristão pertence à ordem de Melquisedeque [...] Paulo faz referência ao dízimo levítico para extrair dele o princípio de que o obreiro é digno do seu salário (1 Co 9.9-14. Lv 6.16,26; Dt 18.1). Se o apóstolo não reconhecesse a legitimidade da prática do dízimo, jamais teria usado esses textos do Antigo Testamento”.
O Senhor Jesus inaugurou o tempo da graça (Jo 1.17), mas isso não significa que Ele “jogou fora” ou aboliu tudo o que foi dado a Moisés, nos tempos veterotestamentários. A obra vicária do Senhor foi eficaz no que tange a não mais dependermos da lei mosaica quanto à salvação da nossa alma, a qual se dá mediante a graça de Deus, pela fé (Ef 2.8-10; Tt 2.11). Entretanto, boa parte dos mandamentos dados a Moisés são atemporais e aplicam-se à Igreja do Senhor (cf. Mt 5-7).
Muitos defendem a total anulação do dízimo no tempo da graça, alegando que estamos libertos da lei mosaica. Mas quais são as implicações de sua observância quanto à salvação pela graça de Deus? É pecaminoso contribuir com 10% dos rendimentos para a obra do Senhor? O ato de entregar o dízimo na igreja local implica crer que a salvação é pelas obras, e não pela graça? É óbvio que não!
Outros alegam que o Novo Testamente fala muito pouco — quase nada — acerca do dízimo. De fato, não há muita ênfase direta ao dízimo nas páginas neotestamentárias. Por outro lado, não existe uma passagem sequer desaprovando essa forma de contribuição. Mas observe que o Senhor Jesus referiu-se ao dízimo como sendo um dever, ao dizer aos fariseus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas” (Mt 23.23).
O que está registrado em Mateus 23.23 já seria suficiente para nos fazer crer que a prática do dízimo é neotestamentária, apesar de os seus destinatários terem sido os fariseus. A passagem de Mateus 23.13-33 também apresenta princípios e mandamentos universais, aplicáveis à igreja hodierna. Por exemplo, no versículo 28 está escrito: “exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e iniquidade”. Não temos aqui o ensinamento de que não devemos ser hipócritas? Essa verdade aplica-se a todos.
Indubitavelmente, ao lermos Mateus 23.23, estamos diante de uma grande verdade para os dias atuais. Qual? A verdade de que devemos, ao contrário dos fariseus, ser justos, misericordiosos, bem como ter fé e contribuir para a obra de Deus, em retribuição a tudo que dEle temos recebido. Nesse caso, o dízimo, que é uma instituição para manutenção da obra de Deus, pode sim ser baseado na passagem em apreço e em outras correlatas (Hb 7.1-10 com Rm 4.11,12,16; Gl 3.9; Jo 8.39), inclusive as que não contenham, propriamente, a palavra “dízimo” (cf. At 4.32; 2 Co 8.1-9; 9.6ss; Fp 4.10-19).
Muitos argumentam que Jesus falou do dízimo antes da inauguração da Igreja e que os apóstolos nada falaram acerca dessa prática. Ora, há muitos mandamentos da parte de nosso Senhor que foram transmitidos antes de a Igreja ter sido inaugurada no dia de Pentecostes. Ou abriremos mão das grandes verdades contidas em passagens como Mateus 5 a 9 e João 14 a 17, em razão de o Senhor as ter apresentado antes de sua obra expiatória? Se não podemos receber como verdade neotestamentária o que o Senhor disse antes de a Igreja ter sido inaugurada (At 2), isto é, antes de sua morte e ressurreição, em quê a igreja de Atos dos Apóstolos baseava os seus ensinamentos?
O fato de um crente ser dizimista, em gratidão a Deus e pensando no bem da sua obra, não deve, de modo algum, ser confundido com a prática da barganha. Contribuir para a obra do Senhor não é buscar riquezas nem deixar de se acomodar às coisas humildes. Mas o Senhor, sem dúvida, abençoa a quem contribui generosamente para a sua obra (2 Co 9.6-15; Ml 3.8-10). E isso não deve ser confundido com a barganha da teologia da prosperidade, condenada pelas Escrituras (2 Pe 2.3; 2 Co 2.17).
No Novo Testamento, vemos que o princípio veterotestamentário de que o trabalhador é digno de seu alimento (ou salário) é aplicado aos servos do Senhor (Mt 10.10; Lc 10.7; 1 Co 9.7-14; 1 Tm 5.17,18). Por quê? Porque a graça não anula todos os princípios e mandamentos divinos contidos na lei mosaica. E o dízimo pode, perfeitamente, ser visto como uma prática atemporal, que visa à manutenção da obra de Deus pelos seus servos. Uma análise do assunto, sem preconceito, não deixa dúvidas quanto à atemporalidade do dízimo, que antecede o período da lei mosaica (Gn 14.20) e é mencionado no Novo Testamento, direta e indiretamente (Mt 23.23; Lc 11.42; Hb 7.4-10).
Graças a Deus, nem todos os crentes foram influenciados pela perigosa conduta de demonizar o dízimo, atrelando-o à tentativa de salvar-se pelas obras da lei. Caso contrário, algumas igrejas já teriam fechado as portas, haja vista ser tal prática necessária para a manutenção da obra do Senhor na terra, assim como o era nos tempos do Antigo Testamento (Ml 3.10).
Em Cristo,
Ciro Sanches Zibordi
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
0 O mal que fazem as novelas
Enquanto a evangelização procura incutir nas pessoas uma vida de acordo com os valores do Evangelho, a maioria das novelas estraga o povo, incutindo nas pessoas anti-valores cristãos.
Na maioria delas vemos a exacerbação do sexo; explora-se descaradamente este ponto, desvirtuando o seu sentido e o seu uso. Em muitas cenas podem ser vistos casais não casados vivendo a vida sexual, muitas vezes de maneira explícita, acintosa e provocante; e isto em horário em que as crianças e os jovens estão na sala. Aquilo que um casal casado tem direito de viver na sua intimidade, é colocado a público de maneira despudorada, ferindo os bons costumes e os mandamentos de Deus.
Mas tudo isso é apresentado de uma maneira “inteligente”, com uma requintada técnica de imagens, som, música, e um forte aparato de belas mulheres e rapazes que prendem a atenção do telespectador e os transforma em verdadeiros viciados. Em muitas famílias já não se faz nada na hora da novela, nem mesmo se dá atenção aos que chegam, aos filhos ou aos pais.
Assim, os valores cristãos vão sendo derrubados um a um: a humildade, o desprendimento, a pureza, a continência, a mansidão, a bondade, o perdão, etc. vão sendo jogados por terra, mas de maneira homeopática; aos poucos, lentamente, para não chocar, os valores morais vão sendo suprimidos. Faz-se apologia do sexo a qualquer instante e sem compromisso familiar ou conjugal; aprova-se e estimula-se o homossexualismo como se fosse algo natural e legítimo, quando o Catecismo da Igreja chama a prática homossexual de “depravação grave” (§2357).
O roteiro e enredo dos dramas das novelas são cuidadosamente escolhidos de modo a enfocar os assuntos mais ligados às pessoas e às famílias, mas infelizmente a solução dos problemas é apresentada de maneira nada cristã. O adultério é muitas vezes incentivado de maneira sofisticada e disfarçada, buscando-se quase sempre “justificar” um triângulo amoroso ou uma traição. O telespectador é quase sempre envolvido por uma trama onde um terceiro surge na vida de um homem ou de uma mulher casados que já estão em conflito com seus cônjuges. A cena é formada de modo a que o telespectador seja levado a até desejar que o adultério se consume por causa da “maldade” do cônjuge traído.
E assim, a novela vai envolvendo e “fazendo a cabeça” até mesmo dos cristãos. A conseqüência disso é que as elas passaram a ser a grande formadora dos valores e da mentalidade da maioria das pessoas, de modo que os comportamentos que antes eram considerados absurdos, agora já não o são, porque as novelas tornaram o pecado palatável. O erro vai se transformando em algo comum e perdendo a sua conotação de pecado.
Por outro lado percebe-se que a novela tira o povo da realidade de sua vida difícil fazendo-o sonhar diante da telinha. Nela ele é levado a realizar o sonho que na vida real jamais terá condições de realizar: grandes viagens aéreas para lugares paradisíacos, casas super-luxuosas com todo requinte de comidas, bebidas, carros, jóias, vestidos, luxo de toda sorte; fazendas belíssimas onde mulheres e rapazes belíssimos se disputam entre si.
E esses modelos de vida recheados de falsos valores são incutidos na cabeça das pessoas. A conseqüência trágica disso é que a imoralidade campeia na sociedade; a família é destruída pelos divórcios, traições e adultérios; muitos filhos abandonados pelos pais carregando uma carência pode desembocar na tristeza, depressão, bebida e até coisas piores. A banalização do sexo vai produzindo uma geração de mães e pais solteiros que mal assumem os filhos… é a destruição da família.
Por tudo isso, o melhor que se pode fazer é proibir os filhos de acompanharem essas novelas; mas os pais precisam ser inteligentes e saber substituí-las por outras atividades atraentes. Não basta suprimir a novela; é preciso colocar algo melhor em seu lugar. Esta é uma missão urgente dos pais.
* Professor universitário, formador da Comunidade Católica Canção Nova, apresentador de programas da TV Canção Nova.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
0 Mais conferencistas e menos profetas: a triste realidade nos púlpitos das igrejas atuais
Naquela época, ninguém queria ser pregador, porque significava sofrimento, perseguição, contradição, escassez e padecimento pela causa do Evangelho. Mas as coisas mudaram drasticamente de alguns anos pra cá. Mudou, porque hoje, para muitos, o ofício da pregação se tornou status, meio de vida, glamour e autopromoção pessoal.
Mudou, porque, há dez anos, no meio evangélico (pentecostal), um pregador de sucesso era aquele que orava com disciplina, pregava com verdade, imparcialidade e integridade. Sua vida privada, quando descoberta, revelava idoneidade, fidelidade, santidade e entrega devocional a Deus. Hoje, lamentavelmente, os modelos de sucesso são: pregadores playboys, milionários, com dezenas de carros, retocados com lipoaspiração e plásticas faciais. É triste o cenário.
Não é difícil identificar esses “modelitos” ambulantes em muitos púlpitos pelo Brasil, com os mesmos estereótipos, jargões, heresias, lascívia, mentira, visando unicamente o benefício do seu próprio ventre.
Em conluio com essa classe de lobos, que ultimamente nem se preocupam tanto em se disfarçarem de ovelhas, encontra-se uma liderança avarenta, materialista e carnal. Dividem oferta, negociam o povo, vendem amuletos, promovem campanhas incabíveis e manipulam o sagrado.
A teologia deles é a do ventre, de modo que censuram aqueles que estudam a Bíblia e possuem uma fé ortodoxa, banalizam os fundamentos hermenêuticos da interpretação bíblica, fazendo do texto sagrado uma formula mágica e mística descontextualizada.
Meu lamento não é maior porque sei que este modelo desafeiçoado e corrupto tem prazo para acabar. Daqui a pouco, Jesus entra no templo e expulsa novamente esses cambistas, comerciantes e vendedores da religião. Aos poucos, as pessoas vão se cansando e despertando para a realidade e assim discernindo o engano. Minha alegria em contraposição deste cenário é observar uma sutil, mas real e crescente fome por muitos cristãos pela autêntica palavra de Deus.
É verdade que o aumento da comercialização, banalização e toda sorte de agressão ao verdadeiro evangelho de Cristo é um fato na pós-modernidade, mas também é perceptível o aumento principalmente de líderes (jovens) comprometidos com os fundamentos da fé crista.
Espero em breve assistir à falência dos charlatões da religião, enquanto vejo o povo de Deus clamando como Israel fez no retorno do cativeiro: “Tragam o livro” (Ne 8.1)
Acredito que, ainda na minha geração, verei um reavivamento no púlpito, no qual as Escrituras serão o modelo desejado por todos, os televangelistas não serão vendedores de campanhas consagradas, óleos ungidos, livros com mágicas evangélicas, mas pregarão o arrependimento dos pecados, a salvação e a esperança da glória em Cristo. Verei que o crescimento da igreja e da propagação do evangelho serão sentidos com o crescimento do anúncio das Escrituras Sagradas.
Samuel Torralbo
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
0 Socorro! Acho que estou ficando maluco!
sábado, 18 de fevereiro de 2012
2 Por um ensino mais humanizado na Escola Bíblica Dominical
É preciso ensinar para a glória de Deus!
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
0 Para onde caminha a nossa querida pátria?
O texto tem a pretensão de introduzir na Constituição todas as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que favoreceram a agenda gay, inclusive a garantia de união estável para duplas homossexuais, com direito à conversão em casamento e adoção de crianças.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
6 Eleição e Predestinação
Como também nos elegeu nele antes da
fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em
amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo,
segundo o beneplácito de sua vontade, Efésios 1.4-5.
ELEIÇÃO – A escolha por Deus daqueles que creem em Cristo é uma doutrina
importante (ver Rm 8.29-33; 9.6-26; 11.5,7,28; Cl 3.12; Ts 1.4; 2 Ts
2.13; Tt 1.1). A eleição refere-se à escolha feita por Deus, em Cristo, de um
povo para si mesmo, a fim de que sejam santos e inculpáveis diante dEle (cf. 2
Ts 2.13). Essa eleição é uma expressão do amor de Deus, que recebe como seus
todos os que recebem seu Filho Jesus Cristo (Jo 1.12). A doutrina da eleição
abarca as seguintes verdades:
(1). A eleição é cristocêntrica, i.e.,
a eleição de pessoas ocorre somente em união com Jesus Cristo. Deus nos elegeu
em Cristo para a salvação. O próprio Cristo é o primeiro de todos os eleitos de
Deus. A respeito de Jesus, Deus declara: “Eis aqui o meu servo, que escolhi”
(Mt 12.18; cf Is 42.1,6; 1 Pe 2.4). Ninguém é eleito sem estar unido a Cristo
pela fé.
(2). A eleição é feita em Cristo, pelo
seu sangue; “em quem (Cristo)... pelo seu sangue”(1.7). O propósito de Deus, já
antes da criação (1.4), era ter um povo para si mediante a morte redentora de
Cristo, no Calvário, para nos salvar dos nossos pecados (At 20.28; Rm 3.24-26).
(3). A eleição em cristo é em primeiro
lugar coletiva, i.e., a eleição de um povo (1.4,5,7,9; 1 Pe 1.1; 2.9). Os
eleitos são chamados “o seu (Cristo) corpo” (1.23; 4.12), “minha igreja” (Mt
16.18), o “povo adquirido” por Deus (1Pe 2.9) e a “noiva de Cristo” (Ap 21.9).
Logo, a eleição é coletiva e abrange o ser humano como indivíduo, somente à
medida que este se identifica e se une ao Corpo de Cristo, a igreja verdadeira
(1.22,23). É uma eleição como a de Israel no AT (ver Dt 29.18-21).
(4). A eleição para a salvação e a
santidade do corpo de Cristo são inalteráveis. Mas individualmente a certeza
dessa eleição depende da condição da fé pessoal e viva em Jesus Cristo, e da
perseverança na união com Ele. O apóstolo Paulo demonstra esse fato da seguinte
maneira: (a) O propósito eterno de Deus para a igreja é que sejamos “santos e
irrepreensíveis diante dele” (1.4). Isso se refere tanto ao perdão dos pecados
(1.7) como à santificação e santidade. O povo eleito de Deus está sendo
conduzido pelo Espírito Santo em direção à santificação e à santidade (ver Rm
8.14; Gl 5.16-25). O apóstolo enfatiza repetidas vezes o propósito supremo de
Deus (ver. 2.10; 3.14-19;4.3-13,14;5.1-18). (b) O cumprimento desse propósito
para a igreja como corpo não falhará: Cristo a apresentará “a si mesmo igreja
gloriosa... santa e irrepreensível” (5.27). (c) O cumprimento desse propósito
para o crente como indivíduo dentro da igreja é condicional. Cristo nos
apresentará “santos e irrepreensíveis diante dele” (1.4), somente se
continuarmos na fé. A Bíblia mostra claramente: Cristo irá “vos apresentar
santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes
fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho” (Cl
1.23,23).
(5). A eleição para a salvação em
Cristo é oferecida a todos (Jo 3.16,17; 1 Tm 2.4-6; Tt 2.11; Hb 2.9), e
torna-se uma realidade para cada pessoa consoante seu prévio arrependimento e
fé, o Espírito Santo admite o crente ao corpo de Cristo (a igreja) (1 Co
12.13), e assim ele torna-se um dos eleitos. Daí, tanto Deus quanto o homem têm
responsabilidade na eleição (ver Rm 8.29).
A PREDESTINAÇÃO – A predestinação (gr. Proorizo) significa “decidir de antemão” e se
aplica aos propósitos de Deus inclusos na eleição. A eleição é a escolha por
Deus, “em Cristo”, de um povo para si mesmo (a igreja verdadeira). A
predestinação abrange o que acontecerá ao povo (todos os crentes genuínos em
Cristo).
(1). Deus predestina seus eleitos a
serem: (a) chamados (Rm 8.30); (b) justificados (Rm 3.24); (c) glorificados (Rm
8.30); (d) conformados à imagem do Filho (Rm 8.29); (e) santos e inculpáveis
(1.4); (f) adotados como filhos (1.5); (g) redimidos (1.7); (h) participantes
de uma herança (1.14); (i) criados em Cristo Jesus para boas obras (2.10).
(2). A predestinação, assim como a
eleição, refere-se ao corpo de Cristo (a verdadeira igreja), e abrange
indivíduos somente quando inclusos neste corpo mediante a fé viva em Jesus
Cristo (1.5,7, 13; cf. At 2.38-41; 16.31).
RESUMO – No tocante à eleição e predestinação, podemos aplicar a analogia
de um grande navio viajando para o céu. Deus escolhe o navio (a igreja) para
ser sua própria nau. Cristo é o Capitão e Piloto desse navio. Todos os que
desejam estar nesse navio eleito, podem fazê-lo mediante a fé viva em Cristo.
Enquanto permanecerem no navio, acompanhando seu Capitão, estarão entre os
eleitos. Caso alguém abandone o navio e o seu Capitão, deixará de ser um dos
eleitos. A predestinação concerne ao destino do navio e ao que Deus preparou
para quem nele permanece. Deus convida todos a entrar a bordo do navio eleito
mediante Jesus Cristo.
Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal
(CPAD)
Postado por João Augusto de Oliveira
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
0 Você tem certeza que este é mesmo o “Evangelho de Cristo”?
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
0 Ministra pró-aborto vai a ONU defender postura pró-aborto do governo de Dilma
| Eleonora Menicucci, a mulher ideal da ONU e do governo de Dilma: distante do conservadorismo, bissexual, terrorista comunista, pró-aborto |








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