Em 01 de janeiro de 1901, o movimento
pentecostal nasceu. O mundo foi um berçário para o novo século; a cidadezinha
do meio-oeste chamada Topeka, no Kansas, foi o berçário para o nascimento de um
novo movimento. O século 20 nasceu para a celebração pública; o movimento
pentecostal nasceu nas experiências individuais de um membro de uma pequena
reunião de oração privada na Escola Bíblica Betel. Embora o movimento
pentecostal tenha se iniciado em humilde anonimato, hoje, com pouco mais de uma
década antes de chegar ao seu centenário, ele cresceu e se tornou em uma grande
força para a cristandade.
Na cadeira de Teologia Exegética as
seguintes matérias são estudadas: teologia bíblica, exegese, hermenêutica
bíblica, arqueologia bíblica, geografia bíblica e história bíblica.
A Teologia exegética é a área da
Teologia cristã que procura estudar e interpretar os livros sagrados, como a
Bíblia, através da exegese. A palavraexegética vem da palavra
grega ekegéomai que quer dizer: penso, saco, extrair. A
teologia exegética tem como finalidade estabelecer uma estudo sistemático dos
livros sagrados utilizando o conhecimento das linguas originais em que foram
escritos, como o hebraico e o grego antigo.
O campo de estudo da hermenêutica
bíblica é abrangente. Trataremos aqui de um enfoque hermenêutico aplicado
ao pentecostalismo. Mas antes , devemos responder as seguintes questões
centrais do fazer teológico-hermenêutico pentecostal:
1)
As regras de interpretação bíblica são válidas para o movimentio
pentecostal? Até que ponto? Método histórico-critico e método
gramático-histórico.
2)
Como conciliar teologia , hermenêutica e pentecostalismo
3)
O trabalho do hermenêuta e o trabalho do Espírito Santo
4)
Hermenêutuca apologética
5)
Pneumatologia dialética
Nesta Escola Bíblica
de Obreiros , faremos com que fique claro que a escola pentecostal é uma
escola que pensa teológica e espiritualmente a Escritura Sagrada, tanto como
fato histórico como espiritual e experimental do ponto de vista da
contemporaneidade do próprio Deus como Causa e Movimento da
revelação no processo histórico-escatológico.
Charles F. Parham: Origens
da Hermenêutica "Pragmática"
Assim como Martinho Lutero é a fonte do
luteranismo, João Calvino da teologia reformada, e João Wesley da Igreja
Metodista, assim Charles F. Parham é a fonte do pentecostalismo. Parham não foi
o primeiro a falar em línguas. Em certo sentido, a honra vai para a senhorita
Agnes N. 0zman. Em outro sentido, o nascimento do movimento pentecostal é o
clímax do crescente volume de experiências entre os vários avivamentos e
movimentos de Fé Apostólica. O que fez Charles F. Parham a pai do
pentecostalismo e de Topeka, Kansas, o foco do pentecostalismo, e Ozman Agnes,
a primeira pentecostal, não foi a singularidade desta experiência, mas a nova
compreensão bíblica/hermenêutica dessa experiência.
Charles F. Parham legou ao movimento
pentecostal a sua hermenêutica definitiva e, conseqüentemente, a sua teologia e
apologética definitiva. Sua contribuição surgiu do problema da interpretação do
segundo capítulo de Atos e da sua convicção de que a experiência cristã do
século 20 "deveria corresponder exatamente com a Bíblia, [porém], nenhuma
santificação nem unção existente... correspondia com o capítulo 2 de Atos dos
Apóstolos." Assim ele relata: "Eu ponho os alunos para estudar diligentemente
sobre qual é a evidência bíblica do batismo no Espírito Santo para que possamos
ir diante do mundo com algo que seja irrefutável, pois corresponde
absolutamente com a Palavra . " Ele conta os resultados da sua busca com
as seguintes palavras: "Deixando a escola por três dias nesta tarefa, fui
para a cidade do Kansas para três dias de cultos. Voltei para a escola na manhã
anterior ao culto da Vigília Noturna do ano de 1900."
Como resultado dessa codificação da
hermenêutica e teologia de Parham, a hermenêutica pentecostal permaneceu em um
vácuo analítico por boa parte da sua breve história. Na verdade, a hermenêutica
pentecostal tem sido mais exposta do que investigada e analisada. Contudo, essa
hermenêutica pragmática tornou-se o baluarte da apologética pentecostal e o
pilar do pentecostalismo clássico, que, embora possa ser articulada com maior
clareza, elegância e sofisticação, manteve-se inviolada até recentemente.
Avaliação do Teólogo
Roberto dos Santos
Características da
Hermenêutica Pragmática:
1)
Contemporaneidade dos dons espirituais
2)
Ênfase na ação do Espírito Santo na Igreja
3)
Associação da interpretação bíblica a dinâmica do Espírito Santo
4)
A experiência espiritual como elemento fundamental da relação com a
teologia, a hermêutica e a apologética.
5)
A importância da Escola Bíblica para a investigação da teológica prática
Carl Brumback: Um Exemplo de
Hermenêutica Pentecostal Clássica "Pragmática"
Assim como o fogo é impulsionado pelo vento através da pradaria seca, assim,
nas décadas seguintes aos decisivos eventos na Escola Bíblica Betel, os ventos
do Espírito varreram as chamas do pentecostes sobre os corações espiritualmente
secos. O recente avivamento pentecostal avançou e cresceu, tornando-se
rapidamente mais internacional do que a tábua das nações do primeiro
pentecostes cristão (Atos 2:9-11). O avivamento espalhou-se rapidamente a
partir do Kansas e Missouri, até o Texas e Califórnia.[8] E dali para os
confins da terra. Contrariamente às expectativas e desejos da maioria do
incipiente movimento, ele coligou-se em várias estruturas denominacionais.
Depois de 50 anos ele foi cautelosamente admitido na principal corrente do
evangelicalismo.Através desse caleidoscópio de variedades que caracteriza o
pentecostalismo localmente, nacionalmente e até mesmo internacionalmente, um
aspecto permaneceu constante - a hermenêutica pragmática que olhou para o
pentecostes como o padrão para a experiência contemporânea.
Escrevendo sobre o meio caminho andado entre o início do movimento pentecostal
até o presente, um expositor declarou: "Cremos que a experiência dos cento
e vinte em Atos 2:04 - 'E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a
falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem'
é o padrão bíblico para os crentes de toda era da igreja."
Até 1970 os pentecostais clássicos permaneceram confiantes, se não sempre em
silêncio, insensíveis às críticas do seu Pentecostes pragmático como um padrão
hermenêutico. Enquanto eles continuam confiantes, o pentecostalismo clássico já
não está insensível ao debate hermenêutico. Em 1970 e 80 os pentecostais começaram
a tratar das questões hermenêuticas e a articular novas abordagens
hermenêuticas, ao mesmo tempo, validando tanto a sua experiência quanto a sua
tradição. Vários fatores de variada importância tem produzido essa nova
atitude.
Primeiro, o próprio movimento
amadureceu; ele já não é um jovem movimento que luta para dar forma a sua
identidade e para sobreviver em um mundo hostil.
Segundo, atualmente o pentecostalismo é mais amplamente aceito e está
totalmente integrado na principal corrente do evangelicalismo. Como resultado
disso, ele está menos defensivo do que em gerações anteriores.
Terceiro, os neo-pentecostais ou movimento carismático mostrou aos pentecostais
clássicos uma variedade de hermenêuticas alternativas, adoração e estilos de
vida.
Finalmente, a liderança pentecostal,
pelo menos em suas instituições de ensino, tem agora formação em seminários e
universidades. Como resultado disso, essa liderança tem formação em metodologia
crítica e especialização no diálogo acadêmico. Conseqüentemente, o movimento
pentecostal clássico trouxe a sua hermenêutica pragmática para o mercado
intelectual, para comprar e vender. O mercado está repleto de grandes perigos
para o comerciante descuidado, mas também promete ganhos espirituais para o
comerciante sábio.
Quando se discute a hermenêutica pragmática dos pentecostais clássicos se está
discutindo a exposição de uma tradição, por isso, pode-se escolher praticamente
qualquer exemplar de qualquer época, como um representante do movimento. Quando
se discute o debate atual, no entanto, já não se está discutindo uma tradição,
por isso, é preciso olhar para alguns indivíduos e a sua contribuição
particular para o debate. As obras de três estudiosos pentecostais em 1970 e 80
exige atenção: Dr. Gordon D. Fee, professor de Novo Testamento no Regent
College em Vancouver, British Columbia; Dr. Erwin M. Howard, professor de
Antigo Testamento na Universidade Oral Roberts em Tulsa, Oklahoma; e Dr.
William W. Menzies, professor de Estudos Bíblicos, Evangel College em Springfield,
Missouri. Em contraste com a hermenêutica pragmática adotada por pentecostais
clássicos, esses estudiosos defendem respectivamente uma hermenêutica de
gênero, pneumática e holística.
Avaliação do Teólogo
Roberto dos Santos
Características da
Hermenêutica Pentecostal Clássica:
1)
Confirmação da hermenêutica pentecostal pragmática
2)
Valores e Atitudes: aceitação e ampliação no cristianismo
3)
Desde as décadas de 70 e 80 têm surgido grandes nomes no mundo do
pentecostalismo clássico. No Brasil podemos contar com Antônio Gilberto,
Elienai Cabral, Esquias de Souza, etc.
4)
A abertura de seminários, faculdades e renomadas obras teológicas
5)
Profundidade acadêmica (Teologia do Espírito)
Gordon D. Fee: Uma
Hermenêutica do "Gênero"
Dr. Gordon Fee moveu-se para preencher
o vácuo da análise do pentecostalismo clássico, talvez, com mais vigor do que
qualquer outro estudioso contemporâneo. Sua análise da hermenêutica pentecostal
e as suas propostas para os novos rumos na hermenêutica são encontradas em
vários artigos, incluindo o seguinte: "Hermeneutics and Historical
Precedent—a Major Problem in Pentecostal Hermeneutics","Acts—The
Problem of Historical Precedent",e "Baptism in the Holy Spirit: The
Issue of Separability and Subsequence."Como um filho do movimento
pentecostal e um erudito de renome internacional, as credenciais de Fee são
impecáveis. Sua principal contribuição para o debate hermenêutico é defender um
"gênero" hermenêutico como uma alternativa para a hermenêutica
pragmática dos pentecostais clássicos.
Como princípio geral Fee defende: "Deve ser um axioma de hermenêutica
bíblica em que o intérprete leva em conta o gênero literário da passagem que
está interpretando, junto com a questão do texto, gramática, filosofia e
história." Então, em Atos, sobre o qual está baseado a teologia
pentecostal: "... não é uma epístola, nem um tratado teológico. Mesmo que
se ignore o seu valor histórico, não pode-se, e de fato não se deve, ignorar o
fato de que [Atos] é moldado em forma de narrativa histórica. " A
importância da plena noção de que Atos é moldado em forma de narrativa
histórica "é que, na hermenêutica da história bíblica, a principal tarefa
do intérprete é descobrir a intenção do autor (eu acrescentaria, do Espírito
Santo) no registro histórico." Três princípios surgem a partir dessa visão
no que diz respeito à hermenêutica da narrativa histórica:
a. A Palavra de Deus em Atos, que pode ser considerada como normativa para os
cristãos, está relacionada principalmente com qualquer narrativa com a intenção
de ensinar.
b. Que é incidental à principal
intenção da narrativa poder realmente refletir a teologia do autor, ou como ele
entendia as coisas, mas não poder ter o mesmo valor didático que a narrativa
com intenção de ensinar tem.
c. O precedente histórico, para ter
valor normativo, deve estar relacionado com a intenção. Ou seja, se puder ser
demonstrado que o propósito de uma narrativa é estabelecer precedentes, tal
precedente deve ser considerado como normativo.
Tendo discutido o uso da hermenêutica
da narrativa histórica em geral, Fee, em seguida, dá três princípios
específicos para a utilização de um precedente histórico:
1. O uso do precedente histórico como
uma analogia pelo qual se estabelece uma norma nunca é válido em si mesmo.
2. Apesar de não ter sido o propósito
principal do autor, as narrativas históricas têm sido ilustrativas e, por
vezes, "padrão" de valor.
3. Em matéria de experiência cristã, e mais ainda na prática cristã, os
precedentes bíblicos podem ser considerados como padrões repetitivos - mesmo
caso eles não estejam sendo considerados como normativos.
Com base nas suas orientações para o uso do precedente histórico, Fee, em
seguida, discute as distinções pentecostais - batismo no Espírito distinto e
subsequente à conversão, e falar em línguas como evidência física inicial.
Seguindo James D. G. Dunn, Fee afirma: "Para Lucas (e Paulo) o dom do
Espírito Santo não é uma espécie de complemento para a experiência cristã, nem
é um tipo de segunda maior parte da experiência cristã. Ele é sim o elemento
principal no evento (ou processo) da conversão cristã ".
Avaliação do Teólogo Roberto dos Santos
Características da Hermenêutica
pentecostal de Gênero:
1)
A narrativa histórica como elemento precedente da normativa: texto, gramática,
filosofia e história.
2)
A Experiência deve está vinculada a narrativa histórica bíblica
3)
O Deus Bíblico é o Deus de Sempre
4)
A relação da narrativa histórica de Atos com a teologia dogmática
5)
A teologia do Espírito Santo e a prática pentecostal hoje.
6)
As preocupações de Fee são previsivelmente as de um filho natural, isto é,
precedente histórico, separabilidade e subseqüência.
Howard M. Ervin: Uma Hermenêutica
"Pneumática"
Como observamos, Gordon D. Fee defende
um gênero hermenêutico para os pentecostais. Em seu ensaio, "Hermeneutics:
A Pentecostal Option," Howard M. Ervin propõe uma abordagem diferente para
a hermenêutica pentecostal, chamada, hermenêutica "pneumática". Fee é
um filho natural do movimento pentecostal. Ervin não é um filho natural, mas é,
por assim dizer, um estrangeiro residente no movimento. Ele foi pastor por 17
anos na Igreja Batista Emanuel, Atlantic Highlands, New Jersey, que participou
de um encontro internacional da Associação de Homens de Negócio do Evangelho
Pleno em Miami, Flórida. Em uma reunião de oração em que David DuPlessis e
Dennis Bennett oraram por ele, ele recebeu o seu pentecostes pessoal, falou em
línguas como o Espírito lhe concedia que falasse. [33] As preocupações de Fee
são previsivelmente as de um filho natural, isto é, precedente histórico,
separabilidade e subseqüência. Em contraste, as preocupações de Ervin são as de
um filho naturalizado, ou seja, a epistemologia da Palavra e experiência.
Ervin lança sua discussão, "Hermeneutics: A Pentecostal Option", com
a observação: "Fundamental ao estudo da hermenêutica, como a qualquer
disciplina acadêmica, é a questão da epistemologia." Para o homem
ocidental duas formas de conhecimento são axiomáticas: a experiência sensorial
e a razão. Não só para a ortodoxia, mas também para o pietismo e neo-ortodoxia,
o resultado é uma dicotomia perene entre fé e razão. Ele resume as
conseqüências deste problema epistemológico com estas palavras: "A conseqüência
para a hermenêutica tem sido em alguns setores um racionalismo destrutivo
(neo-ortodoxia), em outros, uma intransigência dogmática (ortodoxia), e ainda
em outros, um misticismo não-racional (pietismo
Embora o seu ensaio seja intitulado,
"Hermeneutics: A Pentecostal Option", Ervin contribui pouco ao tema
da hermenêutica pentecostal. Além de alguns parágrafos no final do seu ensaio,
ele escreve principalmente sobre epistemologia e não sobre hermenêutica. É
lamentável que ele não tenha explorado a sua hermenêutica pneumática em maior
profundidade, para a dimensão pneumática, ou vertical, é uma dimensão essencial
na hermenêutica pentecostal. Afinal, é o Espírito, que é ao mesmo tempo
atemporal e imanente, que prevê estabelece o continuum existencial e
pressuposicional entre a palavra escrita no passado e essa mesma palavra no
presente.
Avaliação do Teólogo
Roberto dos Santos
Características da
Hermenêutica Pneumática:
1)
a epistemologia da Palavra e experiência: Para o homem ocidental duas formas de
conhecimento são axiomáticas: a experiência sensorial e a razão
2)
"A conseqüência para a hermenêutica tem sido em alguns setores um
racionalismo destrutivo (neo-ortodoxia), em outros, uma intransigência
dogmática (ortodoxia), e ainda em outros, um misticismo não-racional
(pietismo).
3)
O que é necessário", escreve ele, "é uma epistemologia firmemente
enraizada na fé bíblica com uma fenomenologia que atenda aos critérios de
experiência sensorial empiricamente verificável (cura, milagres, etc.) e não
viole a coerência das categorias racional"
4)
Para Ervin, uma epistemologia pneumática não só atende a esses critérios, mas
também oferece uma resolução de (a) a dicotomia entre fé e razão, que o
existencialismo procura preencher, embora ao custo do pneumático; (b) o
antídoto para um racionalismo destrutivo que, muitas vezes, acompanha uma
exegese histórico-crítica; e (c) uma responsabilidade racional para o
misticismo de uma piedade baseada na sola fide.
5)
"A experiência pentecostal com o Espírito Santo dá conhecimento
existencial dos milagres na visão bíblica de mundo
William W. Menzies: Uma
Hermenêutica "Holística"
Dr. William W. Menzies é o terceiro estudioso pentecostal que está contribuindo
significativamente para a discussão da hermenêutica pentecostal. O seu
pensamento atual sobre o assunto está resumido no recente artigo, "The
Methodology of Pentecostal Theology: An Essay in Hermeneutics." Ao
contrário de Gordon Fee, que enfoca o gênero da literatura bíblica, e Ervin,
que enfoca a epistemologia, Menzies enfoca a teologia. Menezies entende que,
"o problema corrente da teologia carismática" hoje, é a conexão entre
os fenômenos tais como línguas e o batismo no Espírito. Para Menzies, no centro
desta batalha teológica de hoje está a questão básica da hermenêutica ou
metodologia. [46] Considerando que Fee propõe uma hermenêutica de gênero e
Ervin propõe uma hermenêutica pneumática, Menezies propõe uma hermenêutica
holística para interpretar o fundamento bíblico da teologia pentecostal.
A hermenêutica holística de Menzies
possui três níveis: (1) o nível indutivo, (2) o nível dedutivo, e (3) o nível
de verificação. O nível indutivo é a exegese científica das Escrituras. Ele vê
três tipos de acesso indutivo: (a) declarativa, ou seja, aqueles textos
"cuja transparência torna o seu significado relativamente
inequívoco", (b) implicacional, para algumas verdades importantes, como a
doutrina da Trindade "é implícita nas Escrituras , ao invés de afirmações
em declarações categóricas de um tipo evidente", e (c)descritivo, que é o
verdadeiro campo de batalha.
Finalmente, a hermenêutica holística de
Menzies inclui o nível de verificação. Este é o nível da experiência
contemporânea. Menzies acredita que, "se uma verdade bíblica pode ser
promulgada, então ela deve ser demonstrada em vida." [52] Em outras
palavras, embora a experiência não estabeleça teologia, caso não verificada ou
demonstrada a verdade teológica. Assim, no Dia de Pentecostes, "os
apóstolos, guiados pelo Espírito, instruíram os discípulos sobre a conexão
entre a revelação e a experiência. 'Isso é que ", Pedro anunciou (Atos
2:16)."
A hermeneutica holística de Menzies em
três níveis - indutivo, dedutivo, e verificação - tem muito a ser elogiada. Por
exemplo, ela integra o analítico, o sintético, e os processos existenciais.
Além disso, integra o exegético, o teológico, e as dimensões aplicacionais da
interpretação bíblica. Aplicando esta hermenêutica holística para o Livro dos
Atos, Menzies acha que pode reafirmar os quatro aspectos da hermenêutica e
teologia pentecostal; a saber: (1) Pentecostes como padrão, (2) a normatividade
teológica desse padrão, (3)subsequência e (4) o sinal das línguas.
Avaliação do Teólogo Roberto dos Santos
Características da Hermenêutica
Holística
1)
A hermenêutica holística de Menzies possui três níveis: (1) o nível indutivo,
(2) o nível dedutivo, e (3) o nível de verificação. O nível indutivo é a
exegese científica das Escrituras. Ele vê três tipos de acesso indutivo: (a)
declarativa, ou seja, aqueles textos "cuja transparência torna o seu
significado relativamente inequívoco", (b) implicacional, para algumas
verdades importantes, como a doutrina da Trindade "é implícita nas
Escrituras , ao invés de afirmações em declarações categóricas de um tipo
evidente", e (c)descritivo, que é o verdadeiro campo de batalha.
2)
Aplicando esta hermenêutica holística para o Livro dos Atos, Menzies acha que
pode reafirmar os quatro aspectos da hermenêutica e teologia pentecostal; a
saber: (1) Pentecostes como padrão, (2) a normatividade teológica desse padrão,
(3)subsequência e (4) o sinal das línguas.
3)
Finalmente, a hermenêutica holística de Menzies inclui o nível de verificação.
Este é o nível da experiência contemporânea. Menzies acredita que, "se uma
verdade bíblica pode ser promulgada, então ela deve ser demonstrada em
vida." [52] Em outras palavras, embora a experiência não estabeleça
teologia, caso não verificada ou demonstrada a verdade teológica. Assim, no Dia
de Pentecostes, "os apóstolos, guiados pelo Espírito, instruíram os
discípulos sobre a conexão entre a revelação e a experiência. 'Isso é que
", Pedro anunciou (Atos 2:16)."
4)
Atos dos Apostolos é a fonte da Teologia Pentecostal; ele é a base metodológica
e epistemológica da hermenêutica pentecostal.
Roberto dos Santos : Uma
Hermenêutica "do Espírito"
Dr. Roberto
dos Santos é um estudioso pentecostal e teólogo aplicado que está
contribuindo significativamente para a discussão da hermenêutica pentecostal no
Brasil. O seu pensamento atual sobre o assunto está resumido no seu novo livro,
"Teologia do Espírito” Ele defende na obra que a Teologia do
Espírito é uma nova forma de interpretar o dogma teológico dentro de uma
perspectiva dialética e dinâmica onde cada Pessoa da Trindade é vista a
partir de uma teologia integralizada a revelação progressiva e poderosa em uma
visão unificadora da ação de Deus na história, no mundo e na igreja. Com
esse posicionamento, Roberto dos Santos, interpreta todo o sistema
teológico dentro de uma ótica do Espírito, isto é, é o Espírito de Deus como
Deus criador e agente da história o eixo-epistêmico da revelação e do poder de
ser Deus e de agir como Deus em todas as instancias da realidade. A
Teologia do Espírito é a Teologia da Trindade em imanência, que se
comunica com a história , que se identifica com a Igreja e que se
firma no mundo como o sentido último de todas as coisas.
Atos 2 , em sua
interpretação na Teologia do Espírito” é a revelação padrão de uma
manifestação dinâmica no processo histórico-cosmo-eclesial . Na hermenêutica
pentecostal do Espírito , a ação de Deus é ação transcendental-escatológica.
A escatologia aponta para o clímax do
soteriológico-pneumatológico da Igreja de Jesus Cristo.
Características da
hermenêutica do Espírito:
1)
No livro: Fé, Poder e Esperança – um testamento teológico para a assembléia de
Deus fica bem claro a seguinte verdade: o Espírito Santo é uma
realidade espiritual dentro do processo histórico da igreja.
2)
A compreensão da palavra de Deus está ligada a experiência com o Espírito
Santo, pois não é possível conhecer profundamente a Escritura
Sagrada sem o apoio epistêmico e pneumático do Espírito Santo na
vida da igreja.
3)
Todas as regras de interpretação da palavra de Deus devem ser guiadas
pela dialética do Espírito Santo
4)
A teologia do Espírito é também uma espécie de hermenêutica do Espírito ,
porque não existe hermenêutica sem teologia.
Dr. Roberto dos Santos, PhD
Doutor em Filosofia – Cambridge
International University
Doutor em Estudos religiosos – Friends
International Christian University
Mestre em Educação – Universidad
Evangélica Del Paraguay
Docente do Ensino Superior –
Universidade Gama Filho



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