domingo, 16 de dezembro de 2018

0 Qualificações para bispos, pastores e diáconos.






Texto: Esta é uma declaração digna de todo crédito: Se alguém almeja o episcopado, de fato, deseja algo excelente (I Timóteo 3.1).

Introdução – Temos uma eclesiologia bem diversificada em nosso país. Com diferentes ministérios evangélicos (pentecostais, tradicionais e luteranos), acabamos por divergir (amigavelmente) em nossas escolhas ao santo ministério. Alguns têm bispos, presbíteros, pastores, diáconos, diaconisas etc., contudo, essa diferenciação em nada altera o curso da obra de Deus. Certo é que todos os anos, diversos ministérios evangélicos separam centenas de homens e mulheres a ocupar cargos de liderança na obra de Deus.

Geralmente há uma série de exigências do candidato e acho isso perfeitamente normal e bíblico, pois afinal de contas estamos escolhendo uma pessoa para laborar na obra de Deus e não em qualquer empreendimento humano. Se as empresas exigem uma série de requisitos de seus candidatos à vaga empregatícia, nada mais normal do que exigir-se do candidato ao ministério que ele preencha alguns requisitos bíblicos.

Sim eu disse requisitos bíblicos. Claro que cada ministério tem suas regas e exigências internas e eu respeito isso. Desde que não se extrapole e queira impor ao candidato algo não bíblico (uma regra interna) como se fosse, pois é necessário fazer a diferenciação.

Segue uma tabela bíblica de qualificações para a correta separação de todo candidato ao ministério (do diácono ao pastor) e devem ser aplicadas pela supervisão ministerial, a fim de se evitar “lobos à frente do rebanho”, ou mesmo, tão somente pessoas totalmente imaturas e despreparadas moral e intelectualmente cuidando da Igreja do Senhor Jesus.

OBS: Uma observação que quero fazer aqui é sobre a “exigência de o candidato ser dizimista”, de acordo com alguns ministérios. Não sou contra o cristão ofertar e dizimar (por amor e gratidão), pois não estamos debaixo da dispensação da lei, mas da graça. Porém, faço uma ressalva nesse quesito em particular, pois alguns ministérios têm essa “regra” como a primeira de todas (quase a única) e dizem que ela é uma regra “bíblica”, porém examinando as escrituras neotestamentárias eu não a encontrei em lugar nenhum (se alguém achou, por favor, me ajude).

O que quero dizer é que regras como essa do dízimo podem e devem ser respeitadas como “regra ministerial” ou regulamento interno desse ou daquele ministério, porém jamais como uma ordenança bíblica à igreja da nova aliança. Pois se assim fosse, então também deveríamos obedecer a diversos outros mandamentos, mas não estamos debaixo da lei, à graça nos alcançou. 

Precisamos tomar cuidado para não aplicarmos “norma interna humana” como se fosse doutrina bíblica.

Dito isto, segue a tabela de qualificações, de acordo com a Bíblia de Estudo NVI (página 2072):



Ser prudente
(I Tm 3.2; Tt 1.8)
Hospitaleiro
(I Tm 3.2; Tt 1.8)
Ser apto para ensinar
(I Tm 3.2 ; 5.17; Tt  1.9)
Não ser violento, mas amável
(I Tm 3.3; Tt 1.7)
Não ser violento, mas pacífico
(I Tm 3.3)
Não ser apegado ao dinheiro
(I Tm 3.3)
Não ser recém-convertido (NEÓFITO)
(I Tm 3.6)
Ter boa reputação perante os de fora
(I Tm 3.7)
Não ser orgulhoso
(Tt 1.7)
Não ser briguento
(Tt 1.7)
Ser amigo do bem
(Tt 1.8)
Ser consagrado
(Tt 1.8)
Ter domínio próprio
(Tt 1.8)
Ser irrepreensível
(I Tm 3.2 ; Tt 1.6 ; I Tm 3.9)
Ser marido de uma só mulher
(I Tm 3.2;Tt 1.6; I Tm 3.12)
Ser sóbrio
(I Tm 3.2; Tt 1.7; I Tm 3.8)
Ser respeitável
(I Tm 3.2; I Tm 3.8)
Não ser apegado a muito vinho
(I Tm 3.3; Tt 1.7; I Tm 3.8)
Saber governar a família
(I Tm 3.4; I Tm 3.12)
Manter os filhos sujeitos
(I Tm 3.4-5; Tt 1.6; I Tm 3.12)
Não ser havido por lucro desonesto
(Tt 1.7; I Tm 3.8)
Apegar-se à mensagem fiel
(Tt 1.9: I Tm 3.9)
Ser homem de palavra (I Tm 3.8)
(I Tm 3.8)
Ser experimentado
(I Tm 3.10)


Conclusão – Concluo dizendo a todos os candidatos ao santo ministério que se submetam a Deus e as exigências bíblicas. Respeite as normas internas de seu ministério, desde que ele saiba diferenciar “NORMA INTERNA DE DOUTRINA BÍBLICA”.

Paz seja com todos,  

                                           João Augusto de Oliveira

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

1 Rua Azusa (1906) – Prenúncio do avivamento que virá






Introdução – O ano era 1906, mês de abril, dia 06, rua Bonie Brae, 244 na casa da família Richard e Ruth Asberry, em Los Angeles (Califórnia). Nesta data histórica o Espírito Santo desceu com grande poder e um avivamento foi iniciado. Mas não era um avivamento qualquer, e sim um “marcante e poderoso” derramamento de Deus que marcou o século XX, impactou nações e espalhou a chama do Pentecostes para milhares de fiéis.

Início do Avivamento

Sabemos que o ponto inicial desse mover de Deus deu-se na verdade no primeiro dia do século XX; quando numa reunião de oração liderada pelo professor Charles Fox Parham, a irmã Agnes Ozman falou em línguas, inaugurando assim neste século a “era do fogo do Espírito de Deus”. Ela (Ozman) falou em chinês (sobrenaturalmente) durante três dias.

Parham que mantinha sua escola bíblica em Topeka/Kansas e ensinava a nova doutrina (do falar em línguas e do Batismo no Espírito Santo) a centenas de alunos, desta participando também o jovem estudante William J. Seymour (descendente de escravos). Por ser de cor negra, o irmão Seymour não teve autorização para assistir as aulas dentro da sala (devido às leis pesadas de segregação racial americanas), teve então de contentar-se em assisti-las do corredor, num banco improvisado. Contudo, nosso herói não hesitou ou questionou Deus, mas resignadamente aprendia os doces ensinos que o levaram a buscar a plenitude de Deus para si, para membros da sua Igreja e outras centenas que entraram pelas portas do “Santuário de Azusa” nos anos seguintes.

Por indicação de Lucy Farrow que dirigia uma igreja da santidade (holiness), o irmão Seymour tornou-se o pregador da mesma e numa noite histórica ele ministrou um sermão sobre Atos capítulo 02; enfatizando o Batismo no Espírito Santo e o falar Línguas como sinal deste. Mas os irmãos (especialmente uma pastora) não aceitaram a sua pregação. A oposição foi tamanha que Seymour teve que abandonar a ideia de pastorear ou pregar posteriormente naquela denominação.



Contudo, a mão de Deus guiava cada passo de nosso guerreiro. Neste mesmo dia Seymour foi convidado pela família Asberry para iniciar um estudo bíblico em sua casa, na Rua Bonie Brae, 244. Este estudo mostrou-se absolutamente proveitoso, a ponto de a casa encher-se de pessoas sedentas para ouvir a voz do Espírito. 

Quase não cabia pessoas na casa e o pregador teve que fazer os cultos na varanda. Quando num desses cultos, em 06 de abril de 1906, a pedido do irmão Seymour (que ainda não falava em línguas) a irmã Lucy Farrow veio ministrar e naquela noite o poder do Espírito desceu naquele lugar. Enquanto ela ministrava várias pessoas foram batizadas com o Espírito Santo e passaram imediatamente a falar em outras línguas, conforme Atos 2.1-4. Mostrando assim que aquele movimento não era de homens, mas de Deus.

Nosso herói (Seymour) teve que esperar até o dia 09 de abril (três dias depois) para também receber o poder do Alto, depois de passar toda a noite em oração a Deus.

As multidões já não comportavam mais na casa da rua Bonie Brae, 244, a ponto de torna-se necessário alugar um salão onde os cultos pudessem ser realizados. Sob a direção de Deus, Seymour alugou um galpão que havia pertencido a uma igreja Metodista e até então estava abandonado para a criação cavalos. Mas foi justamente ali na Rua Azusa, 312, onde a glória de Deus se fez presente e milhares foi quebrantados e cheios de poder. Aleluia!

Assim como na humilde manjedoura Jesus nasceu, Deus escolhe uma estrebaria abandonada na rua Azusa, 312 como local de fazer renascer o avivamento nos corações de homens e mulheres que se humilharam diante da sua face.



Ali multidões foram alcançadas, almas foram salvas, vidas foram quebradas e refeitas por Deus. Ali mesmo em Azusa, Deus humilhou o homem e exaltou somente a si mesmo; foi lá que o orgulho dos homens e a discriminação racial caiu por terra. O historiador Frank Bertleman presenciou aqueles dias e testemunha dizendo: Ó, a nossa responsabilidade! A maré poderosa da graça e favor de Deus está nos passando agora mesmo, em seu curso dirigido pela oração. Há um rio (de salvação) cujas correntes alegram a cidade de Deus (Salmo 46:4). Está na hora de "juntarmos" e mergulharmos nele, individual e coletivamente.

Ó, igreja de Cristo, desperte-se! Seja batizado com poder. Então voe ao salvamento de outros. E para encontrar com seu Senhor.

Em “O que realmente aconteceu na Rua Azusa” de Bartleman, ele afirma: “De repente, o Espírito caíra sobre a congregação. O próprio Deus daria o chamado do altar. Os homens caíam por toda a casa, como os mortos na batalha, ou correram para o altar em massa para buscar a Deus. A cena muitas vezes se assemelhava a uma floresta de árvores caídas... alguns afirmam ter visto a glória (shekinah) de noite sobre o edifício.

Pode-se dizer literalmente que Deus estava pessoalmente (ainda que em Espírito) operando naquele lugar. A glória era vista quase que de forma visível por muitos que ali frequentaram. Muitas pessoas espirituais testemunham que tremiam e temiam ao aproximar-se da Rua Azusa, 312. Havia algo sagrado demais para ser tratado com irreverência naquele lugar, Aleluia! Era Deus que estava ali. Era o Todo Poderoso que estava presente pessoalmente.

O ambiente havia mudado porque Deus chegou com toda a sua glória. Aleluia!

Conclusão - Quando vejo hoje pessoas vendendo, comendo, fazendo festas e outras diversões puramente carnais dentro dos templos, duas coisas me vêm à mente:

1.    Elas não têm a mínima noção de que estão manchando e maculando a casa de Deus, o lugar que ele escolheu para operar na vida do seu povo e se manifestar;

2.    Deus já não está mais lá há muito tempo e as pessoas nem se deram conta. Pois o meu Deus, o Deus que operou tremendamente na rua Azusa, não pode estar num ambiente tomado por desordem, bagunça e confusão.

Prepare-se, pois o fogo que varreu a Rua Azusa, está prestes a varrer a Igreja novamente. Porém desta vez, não será apenas num País ou Continente, mas na terra toda. Seymour quando, cheio do Espírito Santo, 
profetizou que passados 100 anos Deus derramaria seu poder de novo, desta vez dez vezes mais. Aleluia!!!

Estamos prestes a ver isso e você está preparado? Ou está dormindo o sono profundo dos desavisados?

Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões; e também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. (Joel 2.28-29).

    Paz a todos.

     Vosso conservo em Cristo,

                                   João Augusto de Oliveira

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

0 Óleo ungido ou óleo para ungir?



O óleo da unção, mencionado 20 vezes na Bíblia, foi usado no Antigo Testamento para ser despejado sobre a cabeça do sumo sacerdote e seus descendentes e para aspergir e marcar o Tabernáculo e sua mobília como santos e separados para o Senhor (Êxodo 25.6; Levítico 8.30, Números 4.16). Três vezes é chamado de “santo óleo da unção” e os judeus eram estritamente proibidos de utilizá-lo para uso pessoal (Êxodo 30.32-33). A receita para o óleo da unção é encontrada em Êxodo 30.23-24 e continha mirra, canela e outros ingredientes naturais. Não há nenhuma indicação de que o óleo ou os ingredientes tinham qualquer poder sobrenatural. Pelo contrário, o rigor das diretrizes para a criação do óleo era um teste da obediência dos israelitas e uma demonstração da absoluta santidade de Deus.

Apenas quatro passagens do Novo Testamento se referem à prática da unção com óleo e nenhuma delas oferece uma explicação para a sua utilização. Podemos tirar as nossas conclusões do seu contexto. Em Marcos 6:13, os discípulos ungem e curam os doentes. Em Lucas 7.46, Maria unge os pés de Jesus como um ato de adoração. Em Tiago 5.14, os anciãos da igreja ungem os doentes com óleo para a cura. Em Hebreus 1.8-9, Deus diz a Cristo enquanto Ele retorna triunfalmente para o céu: “O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre….” e Deus unge Jesus “com o óleo de alegria.”

Devem os cristãos usar o óleo da unção hoje? Não há nada nas Escrituras que comande ou sequer sugira que deveríamos usar óleo semelhante hoje, mas também não há nada que proíba. O óleo é usado frequentemente como um símbolo do Espírito Santo na Bíblia, como na parábola das virgens prudentes e insensatas (Mateus 25.1-13). Como tal, os cristãos têm a presença do óleo do Espírito que nos conduz em toda a verdade e nos unge continuamente com a Sua graça e conforto. “E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento” (1 João 2.20).

Extraído do site /www.gotquestions.org em 08/12/2018




sábado, 8 de dezembro de 2018

0 Reflexão Bíblica – Não vos amoldeis ao sistema desse mundo




E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

Romanos 12:2 (ARC Fiel)

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Romanos 12:2 (NVI)

 

Introdução – A palavra “conformados” na tradução de Almeida Revista e Corrigida Fiel tem o sentido de amoldar-se (adequar, acostumar, adaptar, familiarizar). Neste texto, o apóstolo Paulo conclama a Igreja veementemente (Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus). (Romanos 12:1/ ARC), a não se conformar com o padrão de vida deste mundo caído e degradado pelo pecado. O rogo de Paulo não é em seu nome, mas no de Deus nosso Criador e Salvador. Paulo sabia que a “junção” entre a Igreja de Cristo e o sistema desse mundo, resultaria em tragédia e derrota espiritual.

 

Este mundo está em trevas

Não é motivo de espanto a ninguém tal afirmação. Todos sabem que esse mundo está caído no pecado e na degradação moral; a ponto de João dizer que o mesmo “jaz no maligno”.

 

É necessário pensar bem antes de procurar laços de amizade com um mundo que jaz em trevas e afunda-se a cada dia no pecado e na maldade. Podemos dizer sem sombra de dúvidas que esse mundo assemelha-se a um trem desgovernado, descendo ladeira abaixo, nisso qualquer pessoa com um mínimo de inteligência pode ver qual o fim dessa história.

 

O pecado tornou-se o padrão de comportamento natural desse mundo, tudo agora é aceito como normal e perfeitamente natural. Todo tipo de aberrações sexuais, negócios escusos, corrupção generalizada, homicídios, parricídios, matricídios e todos os tipos de comportamentos animalescos que se possa imaginar, tornou-se normal a esta geração que vive sob o controle do mal.

 

A igreja em meio ao mundo

Estamos neste mundo, mas não pertencemos a ele. Essa é a exortação máxima da Bíblia Sagrada a todos os cristãos. Somos estrangeiros e peregrinos nessa terra, rumo ao nosso lar, o CÉU.

 

Embora vivendo em meio ao caos devastador de pecado que grassa este mundo; a igreja do Senhor Jesus precisa manter-se pura e limpa (na medida do possível) reservando-se como uma noiva imaculada que aguarda o noivo que saiu para a guerra e breve voltará para o casamento. Neste intervalo ela não pode unir-se a este mundo sob o risco de ser considerada adúltera e rejeitada pelo noivo, quando retornar.

 

Sabemos que mantar-se limpo em meio ao lamaçal não é tarefa fácil, porém no caso do crente, torna-se imperativo. Somos semelhantes à garça que vive em meio ao charco de lodo (os pântanos), contudo vive branca e limpa. Se sabemos que somos de Deus e queremos um dia ser chamados de “esposa de Cristo” não temos outra opção.

 

Tiago foi claro com o cristão quando disse que aquele que pretende ser amigo desse mundo (partícipes dos seus costumes e pecados) declara-se a si mesmo inimigo de Deus (Tiago 4.4). Não existe meio termo: Ou você é amigo de Deus e anda fazendo a vontade dele; ou você é amigo desse mundo e torna-se inimigo de Deus. A escolha é sua.

 

A igreja imitando o mundo

Amoldar-se é o que vem gradativamente acontecendo com a Igreja ao longo de décadas. Já diz o adágio que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. É justamente o que satanás e o seu sistema mundano vêm fazendo com a igreja do Senhor Jesus. Estamos sendo bombardeados por propostas mundanas todos os dias e dizemos “não” várias vezes, mas o que parece é que a “pedra dura” finalmente está cedendo à agua.

 

Coisas que há alguns anos nem passavam pela nossa cabeça (como cristãos e como igreja), hoje se tornou a coisa mais normal do mundo (praias, sítios, aniversários dentro de nossos templos, comemorações puramente mundanas como os famigerados “amigos secretos”, balada gospel, carnaval gospel, arraiá gospel e tantas outras coisas satânicas) que antigamente as igrejas e os pastores combatiam; todavia, vê-se que os mesmos que pregavam contra, usam seus púlpitos para defender todo tipo de descalabro e chocarrice. Numa deliberada afronta ao Espírito de Deus.

 

A Bíblia é clara quando diz que o Espírito que em nós habita tem ciúmes (entenda-se zelo, cuidado) Tiago 4.5. Ele cuida de nós e nos protege de todas as possíveis influencias pecaminosas, pois nos quer inteiramente dedicados a ele.

 

Mas o que fazemos é desobedecer e nos rebelar contra o santo cuidado do Espírito do Senhor. Esquecemos que o autor da carta aos Hebreus diz que não resta mais sacrifícios pelo pecado, para os que deliberada e dolosamente voltam a afrontar a santidade de Deus depois de libertos (Hebreus 10.26-29).

 

Conclusão - CUIDADO PASTORES! Vós que fostes chamados a cuidar e apascentar o rebanho, no entanto o estais matando e entregando as carnes aos lobos.

 

CUIDADO PREGADORES! A quem Deus constituiu o poder de matar a sede com a ministração da Santa Palavra, a qual se compara a água viva; no entanto estais dando água suja para o povo de Deus beber.

 

CUIDADO CRENTES! Nisso todos estamos inclusos, pois Deus nos chamou à santidade e não à imundície. Ele nos escolheu em Cristo para sermos noiva santa e não uma MERETRIZ, nos prostituindo com esse mundo e tentando enganar a Deus com nossos falsos arrependimentos.

 

CUIDADO! Pois o autor da carta aos Hebreus diz que “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10.31).

 

 Bom final de semana a todos.

 

                           Do vosso conservo em Cristo,

 

           João Augusto de Oliveira

sábado, 1 de dezembro de 2018

0 Teólogas lançam Bíblia feminista




Um grupo de teólogas feministas protestantes e católicas uniu forças para redigir uma “Bíblia das Mulheres” com o objetivo de promover o empoderamento feminino. Elas se dizem cansadas de ver como os textos sagrados estão sendo usados de forma negativa contra elas.
Enquanto a maior parte das feministas luta contra a Bíblia Sagrada, que consideram “machista” e “patriarcal”, as teólogas insistem que se interpretada apropriadamente, ela pode ser uma ferramenta para promover a emancipação das mulheres.
Na introdução da “Bíblia das Mulheres”, as autoras defendem que cada capítulo deveria conter um “exame das mudanças na tradição cristã, pois há temas que permanecem ocultos, há traduções tendenciosas e interpretações parciais”.
Há também críticas sobre as “leituras patriarcais persistentes que justificaram numerosas restrições e proibições às mulheres”, escreveram de acordo com o Daily Mail.
O grupo ecumênico, que conta com dezenas de teólogas de vários países, alerta para o fato de que as mulheres são citadas na Bíblia como subservientes, prostitutas ou santas.
“Os valores feministas podem ser compatíveis com as Escrituras”, alega Lauriane Savoy, 33, professora de teologia em Genebra e uma das organizadoras da “Une Bible des Femmes” (Uma Bíblia das Mulheres), lançada originalmente em francês, mas que deve ganhar versões em outras línguas em breve.
O lançamento da Bíblia pega carona com o movimento #MeToo que faz parte da campanha dos 16 dias em favor do “Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher”, organizado pela ONU.
Extraído e adaptado do site gospelprime.com.br em 01/12/2018

domingo, 25 de novembro de 2018

0 Reflexão – O pecado perdeu sua nocividade?





“Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei.” (1 João 3:4)

Introdução

A melhor definição teológica para pecado vem do termo grego hamartia, que significa "errar o alvo". Geralmente, o termo é aplicado à falha ou ao erro de julgamento que leva à queda. No contexto bíblico, basta dizer que o pecado é tudo aquilo que ofende a santidade de Deus e macula o ser humano, tornando-o impuro e impossibilitando-o de ser o templo do Espírito Santo.

Amenizando o pecado

Por incrível que pareça, muitas pessoas — incluindo cristãos, pastores e pregadores — estão empenhadas em tornar o pecado mais ameno ou menos ofensivo a Deus. É como se disséssemos: “Calma, pessoal! O pecado não é tão terrível quanto nossos pais na fé pintaram. Eles exageraram e nós vamos corrigir isso”.

Fico espantado ao ver pregadores tentando remover o termo “pecado” do vocabulário evangélico, substituindo-o por eufemismos no afã de não ofender os ouvintes.

Uma geração que adotou o pecado

Nossa geração adotou o pecado como se fosse um animal de estimação: alimenta, afaga e convive com ele diariamente, como se nada estivesse acontecendo.

Desde pequenas falhas de caráter até erros crassos e extremamente ofensivos, o pecado tornou-se cotidiano. Muitos ainda utilizam o jargão bíblico fora de contexto — “Não julgueis” — para justificar o injustificável.

Estamos nos tornando uma geração que exala um odor desagradável diante de Deus. Semelhantes a Sodoma e imitando os atos de Gomorra, ignoramos que o Senhor não muda Seu trato com o erro.

  • Para Deus, pecado é pecado.
  • O que era pecado há dois ou três mil anos continua sendo hoje.
  • Jamais pensemos que Deus punirá severamente o passado enquanto "passa a mão" em nossos erros atuais.

O perigo do entretenimento desenfreado

Observo pessoas adotando estilos de vida desregrados sob a desculpa de que o cristão precisa “se divertir um pouco”. Com isso, vemos a inserção de entretenimentos duvidosos em nosso meio:

  1. Exposição desnecessária: Passeios onde a vestimenta ignora a modéstia e a decência.
  2. Ambientes mundanos: Celebrações em locais cheios de palavrões e práticas que contrariam a fé.
  3. Templos transformados: Lugares de culto que mais parecem centros comerciais.

Nesse cenário, quem decide não participar é rotulado como "estranho", "chato" ou "divisor". Não se trata de proibir uma ida à praia ou ao sítio, mas de sermos honestos: o ambiente em que nos inserimos nos afeta negativamente?

Se frequentamos lugares onde impera a sensualidade e a nudez, como podemos dizer que não estamos maculando a santidade da "Noiva do Cordeiro"? Como dizia Paulo à igreja de Corinto, precisamos de uma autoanálise sincera: o que chamamos de diversão agrada ou ofende a Deus?

Conclusão

Todo cuidado com o pecado é pouco. Ele é sagaz, o diabo é astuto e a nossa carne é fraca. O que vemos são pessoas brincando com o erro como se fosse um animal inofensivo.

CUIDADO! Você pode estar ninando uma serpente venenosa que o picará quando menos esperar.

Bom domingo a todos,

João Augusto de Oliveira



sábado, 24 de novembro de 2018

0 Sumário geral dos eventos escatológicos





O estudo comparativo dos livros de Daniel, Apocalipse, 1 e 2 Tessalonicenses, 2 Pedro, Zacarias, Joel e capítulos de livros, como 24 e 25 de São Mateus; 38 e 39 de Ezequiel, permite-nos organizar um sumário geral cronológico dos eventos que estão para acontecer, a partir do rapto da Igreja para o Céu.
Não se pode ser dogmático nesse assunto, como donos exclusivos da verdade. Muitas passagens escatológicas são de difícil harmonia e interpretação, mesmo para os mais abalizados no assunto.
É evidente, pois, que o calendário profético como estudo aqui apresentado, não é nada final, nem completo no campo escatológico, pelas razões acima expostas. Maiores estudos e maior iluminação do Espírito através da palavra profética, adicionarão novos detalhes, que enriquecerão tal conhecimento. Vejamos a seguir um sumário dos eventos escatológicos, qual calendário da profecia.
O rapto da Igreja. Também chamado Consiste dos santos ressuscitados e dos vivos transformados, todos trasladados para o Céu por Jesus. O Arrebatamento terá lugar nos céus, nas nuvens (1Co. 15.51-52; 1Ts. 4.14-16).
Julgamento da Igreja no Tribunal de Cristo, para galardão. Uma evidência disso, a esta altura dos acontecimentos, é que o “linho fino”, das vestes da Igreja, são “os atos de justiça” dos santos (Ap. 19.7-8) – resultados do julgamento no Tribunal de Cristo.
As Bodas do Cordeiro (Ap. 19.7-9). As bodas ocorrerão entre o Arrebatamento e a revelação pessoal de Jesus em glória. Uma evidência disso é que, ao descer o Senhor, as bodas já ocorreram, como se vê, comparando Apocalipse 19.7-9 com 19.11-14. Assim, enquanto os juízos divinos caem sobre a terra, durante a Grande Tribulação haverá festa no Céu.
Retirada daquele que restringe o pecado. Trata-se da pessoa do Espírito Santo. O pecado e seus males terão então livre curso. Esse afastamento do Espírito Santo é quanto à ação do pecado. A sua operação na salvação dos pecadores é evidente que continua, como se vê em Apocalipse (ler 2Tessalonicenses 2.3-10).
Surgimento do Anticristo no cenário mundial (Ap. 13.1-2). O início da carreira do Anticristo será algo insignificante. É denominado chifre pequeno em Daniel 7.8. Mas logo depois, numa demonstração de força, ele derrubará três reis, isto é, ocupará três países (Dn. 7.24). E prosseguirá na escalada do poder, tornando-se governante de uma confederação de dez países (Dn. 7.24; Ap. 17.12).
Surgimento do Falso Profeta. O Anticristo (a mesma Besta de Apocalipse 13.1-8) será um líder político; um ditador mundial. O Falso Profeta será seu ministro de cultos, que estará à frente da igreja mundial de Satanás (Ap. 13.11-16).
O pacto de 7 anos do Anticristo com Israel. Israel será então uma nação forte a ponto do Anticristo fazer um pacto com ela. A princípio, Israel gozará de imunidades, reconstruirá seu templo e reiniciará a prática dos sacrifícios (Dn. 9.27). Após os primeiros três anos e meio o Anticristo anulará o pacto feito e começará a perseguir os judeus.
Os juízos do Céu sob os sete selos de Apocalipse 6. À essa altura dos acontecimentos, a terra estará sendo atingida em cheio pelos juízos divinos sob os sete selos do capítulo 6 de Apocalipse.
1º selo. O Anticristo e seu falso milênio, através de uma paz e um progresso ilusório (Ap 6.2). Ele se apresentará como o salvador do mundo.
2º selo. Guerra através da terra e muito sangue derramado, à medida que o Anticristo galga o poder sobre as nações (Ap. 6.4).
3º selo. Fome mundial sem precedentes, resultante da guerra e suas consequências (Ap. 6.5-6).
4º selo. Um quarto da população da terra é eliminado por fome, peste e guerra (Ap. 6.8).
5º selo. Mártires e mais mártires nesse tempo (Ap. 6.9-11).
6º selo. Catástrofes físicas nos céus e na terra. Um grande terremoto fará a terra tremer. Fumaça e cinza escurecerão o sol (Jl. 12.30-31; Ap. 6.12-13). Deus será visto no seu trono de juízo, o que apavorará os ímpios (Ap. 6.14-17). Fim dos primeiros três anos e meio de Tribulação.
7º selo. Acha-se no capítulo 8.1-5 de Apocalipse. Está ligado a novas catástrofes na terra e comoções nos céus.
As duas testemunhas e sua missão nos primeiros três anos e meio. Isso ocorrera nos primeiros três anos e meio de pacto do Anticristo com Israel (Ap. 11.3-12).
000 judeus salvos em Israel. Salvos dentre as 12 tribos para testemunharem na terra. Mais tarde eles aparecem no Céu, triunfantes (Ap. 14.1-5).
O Anticristo continua a se fortalecer à frente do bloco de dez nações.
O bloco de nações do Norte – “Gogue e Magogue” (a Rússia) também continuará com suas provocações e desafios, logrando adesões do bloco árabe.
A igreja falsa mundial continuará se projetando, com a união de todas as religiões.
A pregação do evangelho do reino. Será pregado em toda parte pelos judeus salvos (Mt. 24.14).
Gogue e Magogue invadem Israel. Noutras pala­vras: a Rússia e seus aliados invadem Israel, mas são destruídos sobrenaturalmente por Deus (Ez. capítulos 38 e 39). Hoje só se fala em conflito Leste-Oeste; então será Norte- Sul (Dn. 11.40).
O Anticristo romperá seu acordo com Israel e começará a persegui-lo. Ele colocará uma imagem sua no templo dos judeus e exigirá adoração. Talvez seja nesse tempo que ele será mortalmente ferido e logo a seguir curado pelo poder satânico (Ap. 13.3). Ele estabelecerá seu palácio em Jerusalém (Dn. 11.45).
A igreja falsa mundial que predominou na terra sob a égide do Anticristo, por três anos e meio, será destruída pelos dez países sob a chefia do próprio Anticristo (Ap. 17.16-18). Em seu lugar surgirá imediatamente a adoração compulsória da Besta, promovida pelo líder religioso denominado Falso Profeta. O termo Falso Profeta implica religião (Ap. 13.8,11-17).
Uma vez destruída a super-igreja falsa, na metade da Tribulação, o único culto permitido será o da adoração da Besta (Ap. 13.8). Computadores cada vez mais sofisticados controlarão a população da terra, de modo que quem não adotar a nova religião não possa comprar nem vender, seja para sustento da família, seja para comerciar.
As duas testemunhas serão mortas no início desse período, mas ressuscitarão à vista de todos e ascenderão ao Céu.
Talvez nesse tempo os 144.000 judeus serão martirizados, como dá a entender Apocalipse 14. De igual modo serão martirizados os gentios que professarem sua fé em Cristo.
Mais juízos sobre a terra sob as sete
1ª trombeta. Saraiva, fogo e sangue sobre a terra. Um terço da vegetação destruída (Ap. 8.7).
2ª trombeta. Algo como uma grande montanha cai no mar. Um terço da vida marinha e das embarcações são destruídas (Ap. 8.8-9).
3a trombeta. Rios e fontes de água contaminados. Um terço de toda a água da terra poluída (Ap. 8.10-11). Isso certamente contribuirá para a posterior secagem do Eufrates em Apocalipse 16.12.
4ª trombeta. Escuridão na terra. Desaparece um terço do brilho do sol, lua e estrelas (Ap. 8.12).
5a trombeta. A invasão da terra por demônios em forma de gafanhotos gigantes. Os habitantes da terra são atormentados por cinco meses. Apenas 144.000 são poupados (Ap. 9.1-11).
6a trombeta. Uma horda de cavalos e cavaleiros infernais, isto é, seres infernais invadem a terra, comandados por quatro anjos decaídos que estavam presos junto ao rio Eufrates. João diz que o número deles era de 200 milhões (literalmente, no original). Morre um terço da população da terra (Ap. 9.13-21).
7a trombeta. Esta introduz os últimos e os piores juízos de Deus sobre o reino do Anticristo, sob as sete taças.
Uma grande multidão de israelitas fieis fugirá para os montes do deserto de Edom, no Sul de Israel, onde estarão protegidos de destruição (Mt. 24.16; Ap. 12.6). Elias protegido aí, no passado, pode ter sido figura desse episódio.
Os últimos juízos divinos sobre o mundo. São as sete taças da ira divina, descritas em Apocalipse, capítulos 15 e 16. São flagelos e catástrofes em escala mundial e de efeitos destruidores jamais conhecidos.
1a taça. Chagas malignas sobre os adoradores da Besta (Ap. 16.2).
2a taça. O mar inteiro contaminado e tornado em sangue (Ap. 16.3). A vida marinha desaparece.
3a taça. Rios e fontes de água doce contaminados (Ap. 16.4). Este juízo decorre do derramamento de sangue pelo homem, através dos milênios.
4a taça. O aumento de temperatura do sol, queimando os homens (Ap. 16.8-9). Este castigo resulta em blasfêmia das massas, em vez de arrependimento.
5a taça. Trevas reais envolvem o reino do Anticristo (Ap. 16.10-11). Este juízo acarretará problemas imprevisíveis na administração do Anticristo, seu reinado e seus negócios. Mais blasfêmias em massa, da humanidade, em vez de arrependimento.
6ª taça. O rio Eufrates seca, assinalando os fatos iniciais da Batalha de Armagedom. Essa secagem agilizará o avanço dos exércitos do Oriente, na sua marcha para Israel. Espíritos demoníacos incitarão as nações, que pela instrumentalidade de Satanás, concentrarão seus exércitos em Israel. A essa altura, todos já estão plenamente conscientizados de que o Senhor está para descer. Os estrategistas concluirão que o poderio combinado dos exércitos do mundo inteiro destruirá Israel e o próprio Deus. A loucura do homem, causada pelos demônios, os levará a esse ponto. Seu alvo principal é Jerusalém. O grosso das tropas ficará em Armagedom, ao norte de Israel (Ap. 16.14-16), e parte também em Edom, ao sul (Is. 34.5-8; 63.1-6).
7a taça. Um terremoto mundial convulsionará violentamente toda a terra, anunciando o fim do mundo (Ap. 16.17-21). Espetaculares mudanças ocorrerão na superfície da terra, destruindo cidades, abaixando montanhas, elevando planícies e alterando todo o contorno dos mares.
A quase destruição de Israel. Os judeus lutarão desesperadamente. Será grande o morticínio em Israel (Zc. 13.8). A capital (Jerusalém) será tomada, com requintes de perversidade, vandalismo e abuso contra a população, especialmente mulheres (Zc. 14.2). Quando não houver mais esperança de salvação para os judeus, eles clamarão a Deus (Is. 64.1-12), e nesse momento Jesus descerá visivelmente com seus santos. Todos verão isso (Ap. 1.7; Jd v. 14). A presença e a palavra da boca do Senhor eliminarão num instante os exércitos do Anticristo (2Ts 2.7; Ap. 19.11-21).
Eventos geofísicos. No momento em que Jesus tocar o Monte das Oliveiras, este se dividirá ao meio, produzindo um grande vale (Zc. 14.4). Certamente toda área de Jerusalém e cercanias se tornarão em planície, ficando Jerusalém num planalto, uma vez que da fonte que brotar em Jerusalém, águas correrão para o Mar Morto e o Mar Mediterrâneo igualmente (Ez. 47.8-12). O Mar Morto onde atualmente não há vida, será um viveiro de peixes.
Julgamento das nações Os que escaparam da Tribulação serão agora julgados. A base do julgamento será a maneira como as nações trataram os “irmãos de Jesus” (os judeus). Nações serão poupadas e ingressarão no Milênio. Nações serão destruídas ali mesmo, isto é, seus habitantes serão eliminados (Mt. 25.21-46).
O final da carreira do Anticristo e do Falso Profeta. Serão imediatamente lançados no lago de fogo e enxofre, após a descida de Jesus à terra.
O remanescente judaico que escapar de Armagedom. Dois terços dos judeus morrerão na investida destruidora das forças do Anticristo. Um terço remanescente se arrependerá aceitando Jesus como o seu Messias (Zc. 13.8-9; 12.10). Esse remanescente constituirá o núcleo dos “filhos de Abraão”, que ingressarão no Milênio em seus corpos mortais, iniciando o reino milenar do Messias, gerarão filhos carentes de salvação, uma vez que a salvação não é transmissível.
Satanás aprisionado. O agente divino para isso certamente será o arcanjo Miguel (Ap. 20.1-3). E o epílogo do ato por ele iniciado em Apocalipse 12.7-12.
O reino milenar de Cristo (Ap. 20.4-6). O Milênio será o glorioso reinado de Cristo na terra por mil anos, prevalecendo a justiça e a paz. Ingressarão no Milênio as nações que forem poupadas no Julgamento das Nações, bem como os judeus que escaparem da campanha do Armagedom (Zc. 13.8).
O final da carreira de Satanás (Ap. 20.7-10). Sua carreira nefanda termina ai, após um rastro de muitos milênios de males de toda espécie perpetrados contra a humanidade.
O Juízo Final (Ap.11-15). Todos os mortos ímpios ressuscitarão aqui, e serão julgados conforme suas obras e enviados para o seu destino eterno: o lago de fogo e enxofre. Nessa ocasião, a Morte também encerrará sua missão (Ap. 20.14).
Novos céus e nova terra. (Ap. 21 e 22). Aqui, o pecado terminou o seu curso. Os salvos já estarão glorificados. Os perdidos estarão no seu lugar – o Inferno. Céus e terra serão renovados. Tornar-se-ão como eram no princípio – sem pecado e mal.
Então, Deus será tudo em todos (1Co 15.28). Para sempre continuará o eterno e perfeito estado.
Concluindo este ligeiro estudo de Escatologia Bíblica, o autor deste livro diz para si mesmo o que disse o patriarca Jó, no passado: “Porventura desvendarás os arcanos de Deus, ou penetrarás até a perfeição do Todo-poderoso? Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás fazer? Mais profunda é ela do que o abismo; que poderás saber?” (Jó 11.7-8).
Isto significa que este tratado que o leitor tem em mãos é simplesmente uma minúscula parcela do grandioso assunto em apreço.
Diante de tudo o que acabamos de estudar neste livro, vêm-nos à mente as últimas palavras da noiva, em Cantares de Salomão 8.4: “Vem depressa, amado meu!” e, do mesmo modo as últimas palavras do Noivo Celestial, à sua eleita, em Apocalipse 22.20: “Certamente venho sem demora”.
Ao nosso grande e eterno Deus, infinitamente amoroso, sábio e poderoso, seja toda glória, agora e no dia da eternidade! Amém!
——————
Pr. Antonio Gilberto

 

A voz da Palavra Profética Copyright © 2011 - |- Template created by Jogos de Pinguins