“Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é
a transgressão da Lei.” (1 João 3:4)
Introdução
A melhor definição teológica para pecado vem do termo grego hamartia,
que significa "errar o alvo". Geralmente, o termo é aplicado à falha
ou ao erro de julgamento que leva à queda. No contexto bíblico, basta dizer que
o pecado é tudo aquilo que ofende a santidade de Deus e macula o ser humano,
tornando-o impuro e impossibilitando-o de ser o templo do Espírito Santo.
Amenizando o pecado
Por incrível que pareça, muitas pessoas — incluindo cristãos, pastores e
pregadores — estão empenhadas em tornar o pecado mais ameno ou menos ofensivo a
Deus. É como se disséssemos: “Calma, pessoal! O pecado não é tão terrível
quanto nossos pais na fé pintaram. Eles exageraram e nós vamos corrigir isso”.
Fico espantado ao ver pregadores tentando remover o termo “pecado” do
vocabulário evangélico, substituindo-o por eufemismos no afã de não ofender os
ouvintes.
Uma geração que adotou o pecado
Nossa geração adotou o pecado como se fosse um animal de estimação:
alimenta, afaga e convive com ele diariamente, como se nada estivesse
acontecendo.
Desde pequenas falhas de caráter até erros crassos e extremamente
ofensivos, o pecado tornou-se cotidiano. Muitos ainda utilizam o jargão bíblico
fora de contexto — “Não julgueis” — para justificar o injustificável.
Estamos nos tornando uma geração que exala um odor desagradável diante
de Deus. Semelhantes a Sodoma e imitando os atos de Gomorra, ignoramos que o
Senhor não muda Seu trato com o erro.
- Para Deus,
pecado é pecado.
- O que era
pecado há dois ou três mil anos continua sendo hoje.
- Jamais pensemos
que Deus punirá severamente o passado enquanto "passa a mão" em
nossos erros atuais.
O perigo do entretenimento desenfreado
Observo pessoas adotando estilos de vida desregrados sob a desculpa de
que o cristão precisa “se divertir um pouco”. Com isso, vemos a inserção de
entretenimentos duvidosos em nosso meio:
- Exposição
desnecessária: Passeios onde a vestimenta ignora a modéstia e a
decência.
- Ambientes
mundanos: Celebrações em locais cheios de palavrões e práticas que
contrariam a fé.
- Templos
transformados: Lugares de culto que mais parecem centros
comerciais.
Nesse cenário, quem decide não participar é rotulado como
"estranho", "chato" ou "divisor". Não se trata de
proibir uma ida à praia ou ao sítio, mas de sermos honestos: o ambiente em
que nos inserimos nos afeta negativamente?
Se frequentamos lugares onde impera a sensualidade e a nudez, como
podemos dizer que não estamos maculando a santidade da "Noiva do
Cordeiro"? Como dizia Paulo à igreja de Corinto, precisamos de uma
autoanálise sincera: o que chamamos de diversão agrada ou ofende a Deus?
Conclusão
Todo cuidado com o pecado é pouco. Ele é sagaz, o diabo é astuto e a
nossa carne é fraca. O que vemos são pessoas brincando com o erro como se fosse
um animal inofensivo.
CUIDADO! Você pode estar ninando uma serpente venenosa que o picará quando menos
esperar.
Bom domingo a todos,
João Augusto de Oliveira



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