terça-feira, 9 de janeiro de 2018

0 JESUS – Maior homem que já pisou esta terra




Texto: E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?   (Mateus 8.27)

INTRODUÇÃO -  Jesus foi não somente um homem, mas ele é Deus que caminhou entre nós. Sabemos que quando ele por aqui andou (há dois mil anos), o fez com a sua dupla natureza (homem e Deus). Como homem ele foi simplesmente o maior, o mais esplêndido e o mais importante de todos.

Quando comparados a Ele, homens como Isaac Newton, Sidarta Gautama (Buda), Maomé, Emanuel Kant, Cristóvão Colombo, Pedro Alvares Cabral, Napoleão Bonaparte, Alexandre Magno ou qualquer outro nome que queiramos citar, ofusca-se totalmente. É como se puséssemos uma lâmpada de 60 Watts próximo ao sol.

Por isso a Igreja hodierna não tem desculpa para não o adorar, nem subterfúgios válidos para não seguir os seus passos. Mas porque Jesus é simplesmente o maior?

1.        Ele nasceu de forma extraordinária – Todos nós sabemos que tradicionalmente nascemos de uma relação sexual entre um homem e uma mulher.

Exceto a inseminação artificial todos somos produtos da junção entre espermatozoide e óvulo. Toda a raça humana foi dessa maneira gerada desde Adão e Eva (exceções). Esse foi o único caminho para chegar ao mundo dos mortais. Mas quando a Bíblia fala dEle (JESUS) diz-nos que “uma virgem dará à luz” (Isaías 7.14).

Sem a participação masculina, ou seja, sem o sêmen masculino (semente afetada pela queda de Adão) a semente foi gerada no ventre de Maria e ela simplesmente achou-se grávida do filho de Deus, introduzindo assim o santo a este mundo.

2.      Ele viveu uma vida absolutamente pura – Todos os homens que por aqui passaram e passarão são pecadores, nenhum de nós pode fugir dessa mácula chamada pecado.

Mas ele (JESUS) como um cordeiro Santo e imaculado nasceu e viveu neste mundo sem contaminar-se com ele. O apóstolo Pedro chega a dizer que “...na sua boca nunca se achou engano” (I Pedro 2.22) isso não é para qualquer um meu amigo.

Mesmo sendo sujeito as mesmas tentações que nós, senão maiores que as nossas, ele as venceu de forma totalmente triunfal. Um grande exemplo é a tentação que sofreu quando passou quarenta dias no deserto, sendo confrontado por satanás:

a.      Tentado a transformar pedras em pães (Mateus.4.3) – Ele está com fome, cansado e desnutrido; quando chega o seu arqui-inimigo e o provoca: “Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães”.

b.      Tentado a provocar a Deus (Mateus 4.5,6) – Quando provocado a pular do Pináculo do Templo sob a falsa alegação demoníaca (ele te livrará como diz no Salmo 91), Jesus responde com uma citação bíblica bombástica - Também está escrito: “Não tentarás (provocarás) a Deus, teu Senhor”.

OBS: O interessante nesta passagem é que a antiga serpente (satanás) cita a própria Bíblia para Jesus tentando enganá-lo. Mas Jesus não se deixou enganar, pois conhecendo totalmente a Palavra, dá-lhe uma metralhada sem piedade.

O maior engodo do Diabo e seus adeptos (os falsos profetas) é usar a Bíblia fora de contexto a fim de enganar o povo de Deus, se não estivermos diariamente examinando as Sagradas Escrituras e praticando seus ensinamentos, corremos um grande risco de ser enganados e vir a provocar a santidade de Deus.

c.      Tentado a adorar o Diabo – Após mostrar a Jesus a parte que lhe pertencia neste mundo (suponho eu que incluía as riquezas vãs, a gloria do mundo, a prostituição e todos os prazeres impróprios e imorais) o diabo dá a cartada final: Tudo isso eu lhe darei, se apenas ajoelhar e me adorar.

Nesta hora eu imagino a cena - Céu e inferno param para observar o desfecho, mas de repente Jesus irrompe noutra citação das Escrituras que vai como um míssil na cabeça do diabo: Está escrito – adorarás somente ao Senhor teu Deus. Glória a Jesus eternamente!

3.      Ele viveu aqui uma vida de milagres – Desde a cura de uma febre (sogra de Pedro) até a ressurreição de alguém morto há quatro dias (Lázaro) Jesus demonstrou com sinais e milagres que ele tinha autoridade como nenhum outro homem que por aqui passou.

OBS: Esta autoridade para realizar grandes obras em seu nome (e até maiores) ele concedeu à Igreja, aos crentes salvos, não somente os da sua época como alegam alguns (cessacionistas), mas a todos os salvos em todas as eras da Igreja até o arrebatamento.

Não encontramos base em livro algum da Bíblia para afirmar que os milagres e o Batismo no Espírito Santo foram algo restrito aos apóstolos ou a um seleto grupo de cristãos dos primeiros séculos; antes o que Pedro diz enfaticamente é que esses Dons sãos para todos os salvos (Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. Atos 2:39).

Qualquer afirmação além disso é falácia e falsa interpretação da Bíblia.

4.      Ele morreu em nosso lugar para nos garantir Salvação -  somos pecadores e sem o sacrifício expiatório de Jesus estávamos todos condenados a morte eterna (Romanos 6.23ª).

Nenhum homem podia escapar da sentença que pesava sobre ele por causa dos seus milhares de pecados. Se Jesus não tivesse morrido em nosso lugar esteja certo que um dia todos nos encontraríamos no LAGO DE FOGO E ENXOFRE, local determinado por Deus para o cumprimento da nossa sentença.

Para que isso não acontecesse Jesus se prontificou a pagar o preço dos nossos pecados com a sua vida imaculada e incontaminada, satisfazendo assim a justiça divina e garantindo aos pecadores um lugar no paraíso ao invés das chamas abrasadoras. Isso homem algum poderia fazer.

5.      Ressuscitou e venceu a morte para nunca mais morrerE, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.

E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela.

E o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve.

E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados, e como mortos.

Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado.

Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia (Mateus 28:1-6)

Todos os grandes homens da humanidade sem exceção morreram e até que Jesus dê a ordem continuarão mortos, jazendo em seus túmulos. Ele (JESUS) porém, ao terceiro dia venceu os grilhões da morte e voltou a vida para sempre. Essa façanha que exige um poder extraordinário nenhum homem pôde ou poderá realizar, hoje ou daqui a um milhão de anos. Somente Deus tem o poder de determinar que uma pessoa morta volte a vida e isso aconteceu com Jesus de Nazaré.

CONCLUSÃO - Você conhece alguém que realizou façanha igual? Pode apresentar provas históricas e documentais como os milhares (manuscritos e pergaminhos) que existem em relação a Jesus? Ele foi o maior homem da história, pois não somente é um homem, mas é o Senhor dos senhores, Rei de reis, Deus conosco (Emanuel).

A Ele Glória para todo o sempre, pois é Deus eternamente (Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém Romanos 9:5)

Vosso conservo em Cristo,

                             João Augusto de Oliveira

  


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

0 Reflexão – Ao passar, que Jesus te encontre orando





Orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos (Efésios 6.18 / ARC)

Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos (Efésios 6.18 /NVI)

Todos os santos da Bíblia que conheço, foram homens de intensa vida de oração. Até mesmo o “Deus Encarnado”, o Senhor Jesus, viveu uma vida dedicada a oração.

A Bíblia ensina-nos enfaticamente que uma vida frutífera espiritual e materialmente é resultado de horas de dedicação à oração. Pouca oração pouco poder; muita oração muito poder e nenhuma oração nenhum poder. A Igreja da nossa geração está prestes a tornar-se um museu de santos porque as reuniões de oração, os quartos secretos do clamor e as vigílias de busca incessante estão deixando de existir.

Mas que seja a nossa meta em 2018, que ao passar Jesus nos encontre orando.

·      Se a luta vier que ela nos encontre orando – Quando oramos somos fortalecidos por Deus e assim capacitados a vencer todas as lutas.

Quando as provas e dores vierem ao teu encontro durante este ano que se inicia, que não te encontrem, pois estarás na presença de Deus orando.

·      Se a oportunidade vier estejas orando – Não sabemos quando a benção baterá a nossa porta, mas que seja o nosso alvo estar pronto (orando), para que no momento que a benção vier possamos perceber e de joelhos agradecer aquele que a enviou, DEUS.

·      Se as calúnias viverem que elas te encontrem de joelhos – Odiamos a ideia de ser caluniados (principalmente por muitos que tomam a ceia do nosso lado), mas não podemos fugir ao fato de que isso acontece com muita frequência.

No entanto, gostaria de te fazer um convite, para que “quando” a calúnia vier estejas em tanta comunhão com Deus, em oração, que nem ao menos te dês conta que alguém emprestou os seus lábios ao adversário, a fim de servir de instrumento para destruir a tua imagem.

·      Quando leres a tua Bíblia que estejas em profunda oração – Temos milhares de métodos de interpretação bíblica, porem o que eu considero mais “eficaz” é a oração.

O escritor da Bíblia por excelência é Deus e acredite que jamais poderemos entende-la totalmente a menos que em oração humilde e sincera busquemos as grandes revelações contidas na sua Palavra.

·      No momento da Volta de Jesus que estejas debaixo da cobertura da oração – Ele virá a qualquer momento para buscar a sua Igreja aos céus, julgar esse mundo e cumprir suas promessas a Israel.

Porém é de suma importância que vindo nos encontre mergulhados em profunda e santa oração intercedendo pelo mundo perdido, pela Igreja apostata, pelos projetos missionários, pela santidade constante e pela transformação a um estado de glória.

Se ele nos encontrar assim então saberá que estamos plenos e preparados para deixar essa terra fétida e ir morar com ele para toda a eternidade.

·      Se ele vier hoje te encontrará orando ou murmurando?

Feliz Ano Novo!!!

                            João Augusto de Oliveira


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

0 As consequências do abandono da Palavra de Deus




Texto Base: 7. Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; não te desvies dela, nem para a direita nem para a esquerda, a fim de que sejas bem sucedido por onde quer que andares.
8. Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.
9. Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que andares (Josué 1.7-9)

INTRODUÇÃO – A Bíblia Sagrada é o livro mais importante da história da humanidade. Diga-se de passagem, que nela contém tudo o que o ser humano precisa para crescer e elevar-se espiritualmente. São 66 livros (Tradução Protestante) e neles estão revelados a vontade e os desígnios de Deus à toda a terra, especialmente aos salvos.
      "Quem destruísse este Livro, como já tentaram fazer os inimigos da felicidade humana, nos deixaria profundamente desconhecedores do nosso Criador, da criação do mundo que habitamos, da origem e dos progenitores da raça, como também do nosso futuro destino, e nos subordinaria para sempre ao domínio do capricho, das dúvidas e da concepção visionária.
     A destruição deste Livro nos privaria da religião cristã, com todos os seus confortos espirituais, esperanças e perspectivas animadoras, e no lugar desses, nada nos deixaria a não ser a penumbra triste da infidelidade e as monstruosas sombras do paganismo.
     A destruição deste Livro despovoaria o céu, fechando para sempre suas portas contra a miserável posteridade de Adão, restaurando ao rei dos terrores o seu aguilhão; enterraria no mesmo túmulo que recebe os nossos corpos, todos os que antes de nós morreram, e deixando a nós o mesmo triste destino.
     Enfim, a destruição deste Livro nos roubaria de uma vez tudo quanto evita que a nossa existência se torne a maior das maldições; cobriria o sol; secaria o oceano e removeria a atmosfera do mundo moral, e degradaria o homem a ponto de ele ter ciúmes da posição dos próprios animais" (desconheço o autor).
    Porém mesmo diante da importância impar da Bíblia, ainda existem cristãos que abandonam sua leitura e estudos. Relegando-a a segundo e terceiro planos em suas vidas. Por essa razão sucumbem aos ventos de doutrinas, aos ataques acirrados dos demônios e vivem uma vida de total impureza.
    Isso sem falar em Igrejas (comunidades religiosas) que deixando de lado todo o tesouro contido na Bíblia, se enveredam por caminhos estranhos e pregações antropocêntricas. Isso representa um perigo terrível sob a vida dessas igrejas, senão vejamos:

Quais os perigos de deixar de lado o estudo da Bíblia?

  1. Revela desobediência a um mandamento do próprio Deus – Quando deixamos de estudar a Sagrada Escritura desobedecemos um mandamento direto do próprio Deus. Leia novamente a ordem de Deus a Josué: Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido (Josué 1.8).
Deus não lhe deu uma alternativa como por exemplo: Olha Josué se você puder ou tiver um tempinho por favor leia a sua Bíblia. Pelo contrário, a ordem do Senhor é imperativa: Não se aparte da tua boca... Medita nele dia e noite. Isso basta para nós?

  1. Leva a Igreja a apostasia e aos desvios doutrinários – Paulo escreveu ao jovem pastor Timóteo dizendo que chegariam tempos em que o ser humano simplesmente não suportaria a sã doutrina, exarada na Bíblia e como que sentindo couceiras nos ouvidos levantaria para si Mestres que lhes ensinassem apenas aquilo que eles gostam de ouvir.
Sem exageros eu digo que chegamos à essa época tão triste e terrível à vida da Igreja. As pessoas simplesmente tem ojeriza de cultos de ensino da Palavra, pois preferem os louvorzões (nada pessoal contra) que não priorizam a Bíblia, nem tão pouco exige do ser humano um posicionamento diante de Deus.
Por causa desse desprezo à Palavra estamos sendo invadidos por uma série de práticas extra bíblicas e antibíblicas, pondo assim em risco a verdadeira fé ortodoxa, conforme declara a Bíblia, principalmente o Novo testamento. Práticas que disfarçadamente injetam nos crentes doses de fetichismo, simpatia e feitiçaria disfarçados de ortodoxia. Um grande exemplo são a aquisição de objetos “supostamente ungidos”, como rosas, camisas, tijolos, tartarugas etc. Tudo isso são práticas que ferem frontalmente a Palavra de Deus.
  1. Deixamos de ser diariamente santificados pela Palavra – Pelo menos em duas ocasiões o Senhor Jesus afirmou que a exposição da Palavra santifica as nossas vidas: Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade (João 17.17); Vós já estais limpos, pela Palavra que Eu vos tenho transmitido (João 15.3).
A leitura, o estudo e o ouvir a Palavra de Deus tem um efeito santificador em nossas vidas. Diariamente pecamos e acabamos por adquirir hábitos que podem prejudicar a nossa vida espiritual; mas ao aplicar-nos a prática da Palavra somos lavados por ela e santificados para uso do Senhor.
  1. Sem a absorção da Palavra vivemos uma vida sem fé - Consequentemente, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo (Romanos 10:17) – Diariamente observamos pessoas a dizer que gostariam de ter mais fé para encarar as lutas de suas vidas e alcançar as grandes promessas de Deus, porém quando interrogamos essas pessoas sob o quanto elas leem a Bíblia, a estudam sistematicamente e ouvem pregações cristocêntricas, tristemente ouvimos a resposta: MUITO POUCO. Isso é triste porque se a fé é consequência natural de ouvir a Palavra de Cristo (Tradução NVI), quando deixamos esse hábito de lado a consequência é ficar sem fé e de acordo com o autor da carta aos Hebreus “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11.6).
  2. Perde-se o foco do Céu – Nunca tive dúvidas da ideia que somos salvos para alguns propósitos específicos, dentre eles: Glorificar a Deus em nossas vidas, ganhar outras almas para Cristo e acima de tudo morar com Jesus nos céus de Glória quando ele vier buscar a sua Igreja.
No entanto a falta da pregação de Bíblia (em toda a sua pureza) em milhares de Igrejas faz com que as pessoas percam o foco de suas vidas com Deus. Em razão disto, as pessoas estão se tornando extremamente materialistas, egoístas, céticas em relação aos céus e porque não dizer que muitas delas nem ao menos acreditam mais na Volta de Jesus para buscar a Noiva (IGREJA).
Tristemente vejo milhares de crentes que vivem as vidas totalmente indiferentes a Deus como se fossem viver aqui nesta terra para sempre. Alguns de forma totalmente arrogantes e egocêntricas nem ao menos sentem vergonha de declarar-se “cristãos”, enquanto suas condutas mostram totalmente o contrário.

CONCLUSAO – Que esta simples reflexão possa de alguma maneira servir para te despertar a ler e estudar a tua Bíblia ainda hoje. Abra o santo livro (A CARTA DE DEUS) e seja confortado, consolado, corrigido, admoestado e santificado através da sua Palavra.
Que tal assumir o compromisso de ler a Bíblia inteira a partir de 2018? Clique abaixo e acesse o calendário anual de leitura da Bíblia:

Boas Festas e um rico 2018. Que ele venha cheio de bênçãos, provas, lutas e principalmente da unção e do poder de Deus, em quem somos MAIS DO QUE VENCEDORES.
                  João Augusto de Oliveira (administrador do Blog A Voz da Palavra Profética)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

3 REFLEXÃO – Assim como foi nos dias de Noé – Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento



"Como aconteceu nos dias de Noé, assim também se dará por ocasião da chegada do Filho do Homem. Porque nos dias que antecederam ao Dilúvio, o povo levava a vida comendo e bebendo, casando-se e oferecendo-se em matrimônio, até o dia em que Noé entrou na arca, e as pessoas nem notaram, até que chegou o Dilúvio e levou a todos. Assim ocorrerá na vinda do Filho do Homem." (Mateus 24:37-39)

Introdução - Acredito que a revelação da Palavra de Deus à nossa alma é progressiva. Tenho constatado isso em minha caminhada cristã, em meus estudos e, principalmente, ao pesquisar a História Bíblica.

Durante muito tempo, preguei estes versículos apenas para os "pecadores", pois não via neles uma aplicação prática para a vida da Igreja. No entanto, sou obrigado a reconsiderar. Estes mesmos versículos, que tanto usamos para confrontar o mundo, possuem uma aplicação urgente para a Igreja hodierna. Vejamos:

Os dias de Noé vs. Nossos dias

Naqueles dias, o ser humano — criado à imagem e semelhança do seu Criador — havia se desviado completamente do caminho do bem. Seguia o caminho da maldade, da idolatria, do materialismo, da violência e, acima de tudo, da surdez à voz de Deus.

Mesmo Deus levantando um pregador corajoso e ousado como Noé, com uma mensagem de destruição iminente, ninguém pareceu disposto a ouvir. Exceto oito pessoas — sua própria família —, o restante da humanidade preferiu ignorar o aviso do Senhor.

Fazendo um paralelo com a nossa geração: podemos conjecturar que estamos melhores do que eles? Em alguns aspectos, talvez; mas em outros, estamos piores. Temos hoje um conhecimento ampliado do plano de Deus, a Bíblia traduzida para quase todos os dialetos e um acesso à informação (internet, celulares, avanços da medicina) que eles nem sonhavam.

Porém, apesar de toda essa tecnologia que nos diferencia, sejamos realistas: moral e espiritualmente estamos iguais ou piores. O pecado e a depravação alcançaram níveis estratosféricos. A violência é desenfreada e a maldade no coração do homem tornou-se imprevisível. Nunca fomos tão idólatras, materialistas e egoístas. Somos a geração que provavelmente verá Jesus descer para buscar a Sua Igreja, mas vivemos como se isso fosse uma lenda.

A Igreja em meio ao caos

Lamentavelmente, vejo a Igreja inserida nesse caos e a situação não é das melhores. As palavras do Senhor Jesus aplicam-se a nós de forma preocupante. Qualquer pessoa com discernimento pode ver que o fim está próximo; basta observar os sinais que piscam insistentemente como um semáforo diante de nós:

  • Tensões Geopolíticas: Ameaças de potências mundiais que podem reduzir nações a cinzas.
  • Crise Humanitária: Mais de 800 milhões de pessoas passando fome no mundo.
  • Avanço Tecnológico: A inteligência artificial e os dilemas éticos que ameaçam a própria essência humana.
  • Sinais em Israel: O reconhecimento de Jerusalém e os projetos para a reconstrução do 3º Templo.

Estes fatos são sinais claros que gritam aos nossos ouvidos: "Acorda, Igreja! O fim chegou e Jesus está voltando!". No entanto, o que observo é uma Igreja — em sua grande maioria — relapsa, paralisada e sem rumo espiritual.

Comendo, bebendo e festejando

Estamos vivendo de forma semelhante aos conterrâneos de Noé: mergulhados no cotidiano sem dar conta do perigo. Não que as atividades comuns sejam erradas, mas o apego exagerado a elas nos deixa entorpecidos.

  • Escola Dominical: Trabalho quase abandonado. O templo só lota se houver algum churrasco ou festa de comemoração.
  • Culto de Doutrina: Fora de foco. A membresia não busca o ensino e muitos pastores, em vez de pregarem a Palavra, perdem-se em assuntos irrelevantes ou na teologia da prosperidade.
  • Cultos de Oração: Que negligência! Em muitos lugares, não se sabe mais o que é o exercício da intercessão.
  • Evangelismo: Parece que acabou. A tática atual é esperar em templos luxuosos que as almas venham por conta própria. Jesus disse "IDE", não "ESPERAI". Qualquer coisa diferente disso é desobediência.

O que vemos é a proliferação de eventos sociais, cafés e confraternizações de cunho meramente político, transformando a Igreja em um clube social. Não sou contra momentos de lazer, desde que o serviço a Deus e a adoração em espírito e verdade venham primeiro.

Conclusão - Em síntese, estamos ocupando nosso tempo com coisas aparentemente sadias e inocentes, mas esquecendo do nosso chamado principal: adorar a Deus em plenitude e amá-Lo acima de todas as coisas.

Muitos serão pegos desprevenidos. Assim como a geração de Noé, só se darão conta do perigo quando as águas do juízo subirem e for tarde demais.

Pense nisso.

João Augusto de Oliveira

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

0 Como identificar uma Seita?



Todas as pessoas têm o direito de professar a religião de sua escolha. A tolerância religiosa é extensiva a todos. Isso não significa, porém, que todas as religiões sejam boas. Nos dias de Jesus havia vários grupos religiosos: os saduceus (At. 5.17) e os fariseus (At 15.5). Os dois grupos tinham posições religiosas distintas (At 23.8). Mesmo assim, Jesus não os poupou, chamando-os de hipócritas, filhos do inferno, serpentes, raça de víboras (Mt 23.13-15,33). O Mestre deixou claro que não aceitava a idéia de que todos os caminhos levam a Deus. Ele ensinou que há apenas dois caminhos: o estreito, que conduz à vida eterna, e o largo e espaçoso, que leva à destruição (Mt 7.13,14).

Os apóstolos tiveram a mesma preocupação: não permitir que heresias, falsos ensinos, adentrassem na igreja. O primeiro ataque doutrinário lançado contra a Igreja foi o legalismo. Alguns judeus-cristãos estavam instigando novos convertidos à prática das leis judaicas, principalmente a circuncisão. Em Antioquia havia uma igreja constituída de pessoas bem preparadas no estudo das Escrituras (At 13.1), que perceberam a gravidade do ensino de alguns que haviam descido da Judéia e ensinavam: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podereis ser salvos (At 15.1). Tais ensinamentos eram uma ameaça à Igreja. Foi necessário que um concílio apreciasse essa questão e se posicionasse. Em Atos 15.1-35 temos a narrativa que demonstra a importância de considerarmos os ensinos que contrariam a fé cristã. Outras fontes ameaçam a Igreja. Dentre elas, destacamos a pluralidade religiosa.

PLURALIDADE RELIGIOSA

A pluralidade religiosa não é exclusiva dos tempos de Jesus. Atualmente existem milhares de seitas e religiões falsas, as quais pensam estar fazendo a vontade de Deus quando, na verdade, não estão. Há dez grandes religiões principais: Hinduísmo, Jainismo, Budismo e Siquismo ( na Índia); Confucionismo e Taoísmo (na China); Xintoísmo (no Japão), Judaísmo (na Palestina), Zoroastrismo (na Pérsia, atual Irã) e Islamismo (na Arábia). Nessa lista, alguns incluem o Cristianismo. Além disso, existem mais de dez mil seitas (ou subdivisões dessas religiões), estando seis mil localizadas na África, 1200 nos Estados Unidos e o restante em outros países. Para efeitos didáticos, o Instituto Cristão de Pesquisas classifica assim as seitas:

Secretas: Maçonaria, Teosofia, Rosa-crucianismo, Esoterismo etc.
Pseudocristãs: Mórmonismo, Testemunhas de Jeová, Adventismo do Sétimo Dia, Ciência Cristã, A Família (Meninos de Deus) etc.
Espíritas: Kardecismo, Legião da Boa Vontade, Racionalismo Cristão etc.
Afro-brasileiras: Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Cultura Racional etc.
Orientais: Seicho-No-Iê, Messiânica Mundial, Arte Mahikari, Hare-Krishna, Meditação Transcendental, Unificação (Moonismo), Perfeita Liberdade etc.
Enquanto essas e outras seitas se multiplicam, e seus guias desencaminham milhões de pessoas, os cristãos permanecem indiferentes, desatentos à exortação de Judas 3: combater pela fé uma vez entregue aos santos.

PORQUE ESTUDAR AS FALSAS DOUTRINAS

Muitos perguntam por que se deve estudar as falsas doutrinas. Para esses, seria melhor a dedicação à leitura da Bíblia. Certamente devemos usar a maior parte de nosso tempo lendo e estudando a Palavra de Deus, porém essa mesma Palavra nos apresenta diretrizes comportamentais relacionadas aos que questionam nossa fé. Assim sendo, apresentamos as razões para o estudo das falsas doutrinas:

1ª Defesa própria: Várias entidades religiosas treinam seus adeptos para ir, de porta em porta, à procura de novos adeptos. Algumas são especializadas em trabalhar com os evangélicos, principalmente os novos convertidos. Os cristãos devem se informar acerca do que os vários grupos ensinam. Só assim poderão refutá-los biblicamente (Tt 1.9);

2ª. Proteção do rebanho: Um rebanho bem alimentado não dará problemas. Devemos investir tempo e recursos na preparação dos membros da Igreja. Escolas bíblicas bem administradas ajudam nosso povo a conhecer melhor a Palavra de Deus. Um curso de batismo mais extensivo, abrangendo detalhadamente as principais doutrinas, refutando as argumentações dos sectários e expondo-lhes a verdade será útil para proteger os recém convertidos dos ataques das seitas;

3ª Evangelização: O fato de conhecermos o erro em que se encontram os sectários nos ajuda a apresentar-lhes a verdade de que necessitam. Entre eles se encontram muitas pessoas sinceras que precisam se libertar e conhecer a Palavra de Deus. Os adeptos das seitas também precisam do Evangelho. Se estivermos preparados para abordá-los e demonstrar a verdade em sua própria Bíblia, poderemos ganhá-los para Cristo;

4ª Missões: Desempenhar o trabalho de missões requer muito mais que deslocar-se de uma região para outra ou de um país para outro. Precisamos conhecer a cultura onde vamos semear o Evangelho. Junto à cultura teremos a religiosidade nativa. Conhecer antecipadamente tais elementos nos dará condições para alcançá-los adequadamente.

Uma objeção levantada por alguns é esta: Não gosto de falar contra outras religiões. Fomos chamados para pregar o Evangelho. Concordamos plenamente, todavia lembramos que o apóstolo Paulo foi chamado para pregar o Evangelho e disse não se envergonhar dele (Rm 1.16). Disse também que Cristo o chamou para defender esse mesmo Evangelho (Fp 1.16).

A objeção mais comum é a seguinte: Jesus disse para não julgarmos, pois com a mesma medida que julgarmos, também seremos julgados. Quem somos nós para julgar ? Ora, o contexto mostra que Jesus não estava proibindo todo e qualquer julgamento, pois no versículo 15, ele alerta: acautelai-vos dos falsos profetas. Como poderíamos nos acautelar dos falsos profetas se não pudéssemos identificá-los? Não teríamos de emitir um juízo classificando alguém como falso profeta? Concluímos, portanto, que há juízos estabelecidos em bases corretas, mas, para isso, é preciso usar um padrão correto de julgamento e, no caso, esse padrão é a Bíblia (Is 8.20). Há exemplos nas Escrituras de que nem todo juízo é incorreto. Certa vez Jesus disse: julgaste bem (Lc 7.43). Paulo admitiu que seus escritos fossem julgados (1 Co 10.15). Disse mais: O que é espiritual julga bem todas as coisas (1 Co 2.15).

A CARACTERIZAÇÃO DA SEITA

O método mais eficiente para se identificar uma seita é conhecer os quatro caminhos seguidos por elas, ou seja, o da adição, subtração, multiplicação e divisão. As seitas conhecem as operações matemáticas, contudo nunca atingem o resultado satisfatório.

1. Adição: O grupo adiciona algo à Bíblia. Sua fonte de autoridade não leva em consideração somente a Bíblia. Por exemplo:

Adventismo do Sétimo Dia. Seus adeptos têm os escritos de Ellen White como inspirados tanto quanto os livros da Bíblia. Declaram: Cremos que: Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação e autoridade especial para os adventistas do sétimo dia. Negamos que A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas.7 Essa alegação é altamente comprometedora. Diversas profecias escritas por Ellen White não se cumpriram. Isso põe em dúvida a alegação de inspiração e sua fonte.

As Testemunhas de Jeová (TJs) crêem que somente com a mediação do corpo governante (diretoria das TJ, formada por um número variável entre 9 e 14 pessoas, nos EUA), a Bíblia será entendida. Declaram: Meramente ter a Palavra de Deus e lê-la não basta para adquirir o conhecimento exato que coloca a pessoa no caminho da vida.8 A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto leiamos a Bíblia.9 Essa afirmação iniciou-se com o seu fundador, C. T. Russell. Ele afirmava que seus livros explicavam a Bíblia de uma forma única. A Bíblia fica em segundo plano nos estudos das TJ. É usada apenas como um livro de referência. A revista A Sentinela tem sido seu principal canal para propagar suas afirmações. O candidato ao batismo das TJ deve saber responder aproximadamente 125 perguntas. A maioria nega a doutrina bíblica evangélica. Certamente, com a literatura das TJ é impossível compreender a Bíblia. Somente a Palavra de Deus contém ensinos que conduzem à vida eterna. Adicionar-lhe algo é altamente perigoso! (Ap 22.18,19).

Nessa mesma linha estão os mórmons, que dizem crer na Bíblia, desde que sua tradução seja correta. Eles acham que o Livro de Mórmon é mais perfeito que a Bíblia. Outros livros também são considerados inspirados. Usam também a Bíblia apenas como livro de referência. Citam as variantes textuais dos manuscritos como argumento de que a Bíblia não seja fidedigna. Ignoram, porém, que a pesquisa bíblica tem demonstrado a fidedignidade da Palavra de Deus.

Os Meninos de Deus (A Família) dizem que é melhor ler os ensinamentos de David Berg, seu fundador, do que ler a Bíblia. Práticas abomináveis, segundo a moral bíblica, são praticadas nessa seita!

A Igreja da Unificação, do Rev. Moon julga ser seu princípio divino de inspiração mais elevado que a Bíblia. Outro exemplo da conseqüência de abandonar as Escrituras é observado nesse movimento. Além da Bíblia, rejeitam também o Messias e seguem um outro senhor.

Os Kardecistas não têm a Bíblia como base, mas a doutrina dos espíritos, codificada por Allan Kardec. Usam um outro Evangelho. Procuram interpretar as parábolas e ensinos de Jesus Cristo segundo uma perspectiva espírita e reencarnacionista. A Palavra de Deus é bem clara quanto às atividades espíritas e suas origens.

A Igreja de Cristo Internacional (Boston) interpreta a Bíblia segundo a visão de Kipp Mckean, o seu fundador. Um sistema intensivo de discipulado impede outras interpretações. Qualquer resistência do discípulo, referindo-se à instrução, desencadeará uma retaliação social.

Resposta Apologética: O apóstolo Paulo diz que as Sagradas Letras tornam o homem sábio para a salvação pela fé em Jesus (2 Tm 3.15); logo, se alguém ler a Bíblia, somente nela achará a fórmula da vida eterna : crer em Jesus. A Bíblia relata a história do homem desde a antiguidade. Mostra como ele caiu no lamaçal do pecado. Não obstante, declara que Deus não o abandonou, mas enviou seu Filho Unigênito para salvá-lo. Assim, lendo a Bíblia, o homem saberá que sem Jesus não há salvação. Ele não procurará a salvação em Buda, Maomé, Krishna ou algum outro, nem mesmo numa organização religiosa; pois a Bíblia é absoluta e verdadeira ao enfatizar que a salvação do homem vem exclusivamente por meio de Jesus (Jo 1.45; 5.39-46; Lc 24.27, 44; At 4.12; 10.43; 16.30-31; Rm 10.9-10).

2. Subtração: O grupo subtrai algo da pessoa de Jesus.
A Maçonaria vê Jesus simplesmente como mais um fundador de religião, ao lado de personalidades mitológicas, ocultistas ou religiosas, tais como, Orfeu, Hermes, Trimegisto, Krishna, (o deus do Hinduísmo), Maomé (profeta do Islamismo), entre outros. Se negarmos o sacrifício de Jesus Cristo e sua vida, estaremos negando também o Antigo Testamento, que o mencionava como Messias. Ou cremos integralmente na Palavra de Deus como revelação completa e, portanto, nas implicações salvíficas que há em Jesus Cristo, ou a rejeitamos integralmente. Não há meio termo.

A Legião da Boa Vontade (LBV) subtrai a natureza humana de Jesus, dizendo que Jesus possui apenas um corpo aparente ou fluídico, além de negar sua divindade, dizendo que ele jamais afirmou que fosse Deus.12

Outros grupos também subtraem a divindade de Jesus: as Testemunha de Jeová dizem que ele é um anjo, a primeira criação de Jeová. Os Kardecistas ensinam que Jesus foi apenas um médium de Deus etc.

Resposta Apologética: A Bíblia ensina que Jesus é Deus (Jo 1.1; 20.28; Tt 2.13; 1 Jo 5.20 etc). Assim sendo, não pode ser equiparado meramente com seres humanos ou mitológicos, nem mesmo com os anjos, que o adoram (Hb 1.6). A Bíblia atesta a autêntica humanidade de Jesus, pois nasceu como homem (Lc 2.7), cresceu como homem (Lc 2.52), sentiu fome (Mt 4.2), sede (Jo 19.28), comeu e bebeu (Mt 11.19; Lc 7.34), dormiu (Mt 8.24), suou sangue (Lc 22.44) etc.

3. Multiplicação: Pregam a auto-salvação. Crer em Jesus é importante, mas não é tudo. A salvação é pelas obras. Às vezes, repudiam publicamente o sangue de Jesus:

A Seicho-No-Iê nega a eficácia da obra redentora de Jesus e o valor de seu sangue para remissão de pecados, chegando a dizer que se o pecado existisse realmente, nem os Budas todos do Universo conseguiriam extingui-lo, nem mesmo a cruz de Jesus Cristo conseguiria extingui-lo.13
Os Mórmons afirmam crer no sacrifício expiatório de Jesus, mas sem o cumprimento das leis estipuladas pela igreja não haverá salvação. Outro requisito foi exposto pelo profeta Brigham Young, que disse: Nenhum homem ou mulher nesta dispensação entrará no reino celestial de Deus sem o consentimento de Joseph Smith.14 Por isso, eles têm grande admiração por Smith.

Doutrinas semelhantes são ensinadas pela Igreja da Unificação do Rev. Moon, que desdenha os cristãos por acharem que foram salvos pelo sangue que Jesus verteu na cruz, chegando a dizer15. As Testemunhas de Jeová ensinam que a redenção de Cristo oferece apenas a oportunidade para alguém alcançar sua própria salvação por meio das obras. Jesus simplesmente abriu o caminho. O restante é com o homem. Uma de sua obras diz: Trabalhamos arduamente com o fim de obter nossa própria salvação16. Os adventistas crêem que a vida eterna só será concedida aos que guardarem a lei. A guarda obrigatória do Sábado é essencial para a salvação.17

Resposta Apologética: A Bíblia declara que todo aquele que nega a existência do pecado está mancomunado com o diabo, o pai da mentira (Jo 8.44 comparado com 1 Jo 1.8). A eficácia do sangue de Cristo para cancelar os pecados nos é apresentado como a mensagem central da Bíblia (Ef 1.7; 1 Jo 1.7-9; Ap 1.5).

Com respeito à salvação pelas obras, a Bíblia é clara ao ensinar que somos salvos pela graça, por meio da fé, e isso não vem de nós, é dom de Deus, não vem das obras, para que ninguém se glorie (Ef 1.8-9). Praticamos boas obras não para sermos salvos, mas porque somos salvos em Cristo Jesus, nosso Senhor.

As obras são o resultado da salvação, não o seu agente. O valor das obras está em nos disciplinar para a vida cristã (Hb 12.5-11; 1 Co 11.31,31).

4ª Divisão: Dividem a fidelidade entre Deus e a organização. Desobedecer à organização ou à igreja equivale a desobedecer a Deus. Não existe salvação fora do seu sistema religioso.

Quase todas as seitas pregam isso, sobretudo as pseudocristãs, que se apresentam como a restauração do cristianismo primitivo, que, segundo ensinam, sucumbiu à apostasia, afastando-se dos verdadeiros ensinos de Jesus. Acreditam que, numa determinada data, o movimento apareceu por vontade divina para restaurar o que foi perdido. Daí a ênfase de exclusividade. Outras, quando não pregam que são o Cristianismo redivivo, ensinam que todas as religiões são boas, contudo somente a sua será responsável por unir todas as demais, segundo o plano de Deus, pois ela foi criada para esse fim, como é o caso da fé Bahá’í e outros movimentos ecléticos.

Resposta Apologética: O ladrão arrependido ao lado de Jesus entrou no Céu sem ser membro de nenhuma dessas seitas (Lc 23.43), pois o pecador é salvo quando se arrepende (Lc 13.3) e aceita a Jesus como Salvador único e pessoal (At 16.30-31). Desse modo, ensinar que uma organização religiosa possa salvar é pregar outro evangelho (2 Co 11.4; Gl 1.8), portanto divide a fidelidade a Deus com a fidelidade à organização e tira de Jesus a sua exclusividade de conduzir-nos ao Pai (Jo 14.6). Não há salvação sem Jesus (At 4.12; 1 Co 3.11).

OUTRAS CARACTERÍSTICAS

Falsas profecias: As Testemunhas de Jeová, os Adventistas, os Mórmons e outros já proclamaram o fim do mundo para datas específicas.

Resposta Apologética: A Bíblia nos adverte contra os que marcam datas ou eventos (Dt 18.20-22; Mt 24.23-25; Ez 13.1-8; Jr 14.14).

NEGAM A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE CRISTO , admitindo que Jesus Cristo tenha ressuscitado apenas em espírito: Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã, Igreja da Unificação, Kardecismo; outros dizem que nem sequer ressuscitou (LBV), e ainda outros não acreditam que tenha morrido na cruz (Rosa Cruz, Islamismo etc.)

Resposta Apologética: Quanto à morte e ressurreição de Jesus, a Bíblia afirma que:
Jesus morreu realmente. Eis o processo de sua morte:

a) A agonia no Getsêmani (Lc 22.44).
b) Açoitado brutalmente (Mt 27.26; Mc 15.15; Jo 19.1).
c) Mãos e pés cravados na cruz (Mt 27.35; Mc 15.24).
d) Morte comprovada (Jo 19.33,34).
e) Sepultamento (Jo 19.38-40).
Ressuscitou corporalmente:
a) Ressurreição predita (Jo 2.19-22).
b) O túmulo vazio comprova a ressurreição (Lc 24. 1-3).
c) Suas aparições. (Lc 24.36-39; Jo 20.25-28).
Negar a ressurreição de Jesus é ser falsa testemunha contra Deus, pois:
a) Essa é a mensagem do Evangelho (1 Co 15.14-17)
b) A expressão Filho do Homem designa a forma da sua segunda vinda e testifica que Jesus mantém seu corpo ressuscitado (At 7.55-59; Mt 24.29-31; Fl 3.20,21).
c) O corpo glorificado de Jesus está no céu (1Tm 2.5).

COMO ABORDAR OS ADEPTOS DAS SEITAS

O pesquisador Jan Karel Van Baalen afirma: Os adeptos das seitas são as pessoas mais difíceis de evangelizar.18 Dentre as razões apresentadas por Van Baalen, apontamos as seguintes:

a) Os adeptos das seitas não são pessoas que devem ser despertadas para a religião. O herege deixou a fé tradicional em que foi criado e adotou, segundo pensa, coisa melhor, chegando até mesmo a hostilizá-la. Ele renunciou o plano de Deus para salvação em troca de algum sistema de auto-salvação. Assim, para ele, a afirmação do profeta: todas as nossas justiças são como trapo de imundícia (Is 64.6) não reflete a verdade de Deus.

b) O sectário bem informado é consciente das falhas da religião protestante e evangélica. Ele não consegue entender a variedade denominacional. Além disso, pensa que sabe tudo acerca de sua fé e está convencido de que conhece mais acerca do que cremos do que nós mesmos.

c) Muitos adeptos fizeram sacrifícios, contrariaram os seus familiares, suportaram a zombaria dos amigos etc. Como reconhecer agora que estão errados e a paz que encontraram não é verdadeira?

Conhecendo a nossa fé

Diante do exposto, diz o pesquisador: Antes de entramos nessa discussão, estejamos bem seguros do nosso terreno. A resposta escolar: Eu sei, mas não sei explicar engana somente o estudante. Se não soubermos responder ao argumento do sectário, é só porque não dominamos os fatos. É nosso conhecimento inadequado que nos obriga a abandonar o campo derrotados, desonrando o Senhor.

Concordamos não apenas com Van Baalen, mas também com Lutero, que disse: Se não houvesse seitas, pelas quais o diabo nos despertasse, tornar-nos-íamos demasiadamente preguiçosos e dormiríamos roncando para a morte. A fé e a Palavra de Deus seriam obscurecidas e rejeitadas em nosso meio. Agora, essas seitas são para nós como esmeril para nos polir; elas nos amolam e estão lustrando nossa fé e nossa doutrina, para se tornarem limpas como um espelho brilhante. Também chegamos a conhecer Satanás e seus pensamentos e seremos hábeis em combatê-lo. Assim a palavra de Deus torna-se mais conhecida.

18 Obra citada, p. 282.


*Apêndice da Bíblia Apologética
1Frangiotti, Roque. Histórias das Heresias (séculos I-VII). São Paulo: Paulus. 1995. p. 6.
2 Champlin, R.N. Bentes, J. M. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. v. 3.,v.6. São Paulo: Candeia, 1991.
3 Martin, Walter. O Império das Seitas. 2. ed .v.1. Belo Horizonte: Betânia 1992, p.11.
4 Entendendo as Seitas, um Manual das Religiões de Hoje. São Paulo: Candeia, 1992, p.9.
5 O Caos das Seitas um Estudo Sobre os “Ismos” Moderno. 8.ed. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1986, p. 282.
6 Champlin, R.N. Bentes, J.M. Obra citada Vol. 2
7 Revista Adventista (fevereiro/1994), p. 37.
8 A Sentinela, de 1º de setembro de 1991, p. 19.
9 Idem, de 1º de agosto de 1982, p. 27.
12 Zarur, Alziro. Doutrina do céu da LBV. pp. 108, 112.
13 Taniguchi, Masaharu Kanro no hoou I-II-II. Chuvas de nectá-reas doutrinas. São Paulo: Igreja Seicho-No-Iê do Brasil, 1979 (sem numeração de páginas).
14 Journal of Discourses. Vol. VII, p. 289. EUA: 1869.
15 Kim, Young Moon. A teologia da Unificação. São Paulo: AES – UCM, 1986, p. 276.
16 Nosso Ministério do Reino (dezembro de 1984, p. 1).
17 White, E.G. O grande conflito. O conflito dos séculos durante a era cristã. 35ª edição. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1988, pp. 486, 487.


Pr. Natanael Rinaldi

FONTE: http://www.cacp.org.br/como-identificar-uma-seita/





sexta-feira, 24 de novembro de 2017

0 Reflexão: A você caro pregador!



Procura, isto sim, apresentar-te aprovado diante de Deus, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a Palavra da verdade. (II Timóteo 2.15 / King James Version)

Introdução – Meu amigo pregador do Evangelho parabéns por esta tão bela escolha, na verdade uma das mais belas, eu diria. Jesus te escolheu para esta tarefa e você não a negligenciou, antes, respondeu positivamente ao chamado do Mestre, a fim de salvar almas e edificar vidas através da exposição da Santa Palavra de Cristo.

No entanto meu amigo quero apenas te lembrar que tão grande é o teu privilégio, ainda maior é a tua responsabilidade. Pois ao subir à tribuna para falar, algumas verdades não podem e não devem ser ignoradas.


·         Caro pregador você procura diligentemente interpretar corretamente a Bíblia para o povo, usando assim de todos os meios a disposição para que tanto o pecador quanto o salvo em Cristo ouçam a Bíblia na sua mais absoluta pureza?

·         Você procura aplicar o tempo suficiente para orar antes de subir ao púlpito? O apóstolo Paulo pedia até que os irmãos o ajudassem em oração para que ao subir à tribuna Deus lhe desse uma palavra. E nós?

·         Caro pregador você tem procurado pregar toda a verdade bíblica (salvação pela fé, santidade pessoal, ajuda ao próximo, a volta de Jesus etc.), ou simplesmente tem falado aquilo que o povo quer ouvir com medo de perder a agenda?

·         Você vive o que prega? Prega aquilo que vive? Antes de expor o texto ao auditório e explica-lo você já procurou antes vivê-lo?

·         Você tem plena consciência de que responderá diante de Deus por cada vida que ouve a sua pregação? Se o fez com esmero e afinco será galardoado, mas se negligente e desrespeitosamente será arguido. Já pensou nisso?

·         Já pensou que através da sua pregação centenas podem alcançar os céus ou serem candidatos ao fogo do inferno? E se isso acontecer Deus irá cobrar o sangue deles de suas mãos?

·         Já pensou no galardão que espera aqueles que com amor, ternura e dedicação expuseram a Santa Bíblia levando milhares a Cristo? Quão grandes serão suas recompensas quando o dono da Igreja vier busca-la!

Conclusão – Grande é a tua responsabilidade meu amigo. Mas se a tua causa é justa e eu sei que é, então prossiga, não pare nem desanime, seja qual for o preço que precise ser pago. Ainda que com a tua própria vida venhas a pagar por tuas ousadas e sinceras pregações, não pares, pois a coroa da Justiça te aguarda nos céus de Glória.

João Augusto de Oliveira


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

0 REFLEXÃO - O Perigo das Raposas e das Raposinhas nas Vinhas do Senhor


Texto Base: "Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor." (Cantares 2:15)

NTRODUÇÃO

A raposa é um mamífero carnívoro da família dos canídeos, composta por diversos gêneros e espécies. São animais oportunistas que se alimentam de aves, roedores, insetos e ovos. Curiosamente, os animais chamados de "raposas" na América do Sul são, na realidade, "falsas raposas" (do gênero Pseudalopex), diferindo das espécies europeias. No imaginário popular, a raposa é o símbolo máximo da astúcia e esperteza.

Embora saibamos que as raposas não se alimentam de uvas, o autor sagrado utiliza essa metáfora para mostrar que elas danificam a estrutura das vinhas. Neste belo texto poético, encontramos cinco elementos essenciais para nossa reflexão:

  1. As vinhas: O símbolo do rebanho e da Igreja;
  2. As raposas: Os pecados manifestos que destroem abertamente;
  3. As raposinhas: Os pequenos deslizes e pecados ocultos;
  4. O cuidador da vinha: A responsabilidade pastoral e liderança;
  5. O clamor "apanhai-nos": A urgência da vigilância e da ação.

 

1. AS VINHAS

No contexto bíblico, a vinha simboliza o rebanho, a congregação, a Igreja (Ekklesia). Quando o escritor diz que as vinhas estão "em flor", ele evoca a imagem da beleza e da vivacidade que a Igreja alcança em certos períodos.

É verdade que passamos por épocas de escassez espiritual, mas devemos reconhecer quando a bênção de Deus nos alcança poderosamente. É justamente nesses momentos de florescimento que precisamos de vigilância redobrada, para que forças externas (raposas) não causem danos à obra de Deus. Cristo estabeleceu Sua Igreja como "coluna e firmeza da verdade" (1 Tm 3:15), para ser luz e sal, evitando a corrupção do pecado. Embora as portas do inferno não prevaleçam contra ela (Mt 16:18), isso não significa que o inimigo deixará de tentar danificá-la.

2. AS RAPOSAS (Pecados Manifestos)

As raposas simbolizam aquilo que destrói abertamente a vinha: o pecado. Algo preocupante nos dias de hoje é ver pessoas "brincando" com o pecado, como se ele fosse inofensivo. Pior ainda é quando líderes, responsáveis por cuidar da vinha, ignoram o perigo ou, por omissão, permitem que essas raposas entrem.

Essas "raposas grandes" são as concessões morais na casa de Deus: o adultério, divórcios sem base bíblica, corrupção e a imoralidade que se espalha entre a juventude. Tudo o que agride a santidade da obra é uma raposa destruidora.

3. AS RAPOSINHAS (Pequenos Ocultos)

As raposinhas representam os pecados que parecem passar despercebidos. Costumamos condenar as "grandes raposas", mas esquecemos que os pequenos danos, por serem constantes e sutis, podem ser ainda mais letais.

Jesus advertiu severamente os religiosos de Sua época: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque fechais o reino dos céus diante dos homens..." (Mt 23:13). Fechamos as portas do Reino quando não tratamos o pecado com o devido rigor e assistimos passivamente o rebanho agir sem arrependimento.

As raposinhas disfarçam-se de "coisas lícitas". É o famoso "nada a ver", o "um pouquinho não faz mal" ou o jargão "Deus só quer o coração". Só porque "todo mundo faz", não significa que seja correto. Mentiras, roupas sensuais, maledicência (fofoca) e palavrões são raposinhas que corroem a vinha e estragam os frutos do Espírito.

4. O CUIDADOR DA VINHA

Deus designou pastores segundo o Seu coração para apascentar a Igreja com sabedoria, visando apresentá-la como "virgem pura" a Cristo (Jr 3:15; Ef 4:11).

Muitos líderes precisam despertar. Estão adquirindo a "síndrome de Arão": permitindo que o povo dite as regras por medo de pressão ou perda de cargos. Caro pastor, se você permitir que o mundanismo destrua a pureza da Igreja sob seus cuidados, Deus cobrará esse zelo. É preferível indispor-se com homens do que com o Criador. Como disse Samuel: "Se um homem pecar contra o Senhor, quem intercederá por ele?" (1 Sm 2:25).

5. O CLAMOR "APANHAI-NOS" (A Urgência da Vigilância)

O imperativo "apanhai-nos" revela que a preservação da vinha não é um processo passivo; exige ação imediata e decidida. Note que o texto não diz "espantai-as", mas "apanhai-nos" — o que sugere captura, contenção e remoção definitiva do que causa dano. Na vida espiritual, não basta afastar o pecado temporariamente; é preciso lidar com ele na raiz, antes que as flores se tornem frutos estragados.

Este clamor no plural também nos ensina sobre a corresponsabilidade. Embora o pastor seja o guarda principal, a igreja como um todo deve estar atenta. É um esforço coletivo de santidade onde cada membro vigia a sua própria vida e cuida do seu irmão.

Acima de tudo, "apanhai-nos" é uma oração de dependência. Sozinhos, não temos astúcia suficiente para vencer a esperteza das raposas. Precisamos clamar ao Dono da Vinha que nos conceda discernimento pelo Espírito Santo para identificar o perigo e força para agir contra ele. Como nos ensina o Salmista: "Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (Salmos 127:1). A vigilância humana é necessária, mas a vitória sobre as raposas que tentam invadir nosso coração e nossa igreja vem do Senhor.

 


CONCLUSÃO

Deus entregou nas mãos de cada líder uma noiva adornada e espera recebê-la da mesma forma em Sua volta. O que diremos se, naquele Dia, entregarmos um rebanho ferido, sujo e desgastado pela negligência?

Pense nisso,

                 João Augusto de Oliveira

 

domingo, 12 de novembro de 2017

0 Reflexão Bíblica: 03 razões para Deus nos colocar no "deserto"





Texto de apoio:
"Lembrem-se de como o Senhor, o seu Deus, os conduziu por todo o caminho no deserto, durante estes quarenta anos, para humilhá-los e pô-los à prova, a fim de conhecer suas intenções, se iriam obedecer aos seus mandamentos ou não (Deuteronômio 8:2).


Introdução
- Deserto (Região árida, coberta por um manto de areia em que é quase absoluta a ausência de vida). Uma região que ninguém gosta de pensar, muito menos morar. A não ser os povos que vivem por tradição no deserto, outros nem se aventuram a ir lá, sob risco de perder a vida ou sofrer grandes agruras.


   No deserto como todos sabem  a temperatura pode sofrer oscilações bruscas de 50º C durante o dia e –5º C à noite, fazendo com que o corpo humano sofra violentamente. A ausência de água neste lugar também pode ser outro fator de risco, pois leva-nos rapidamente a desidratação e a morte. Isso sem falar nos animais peçonhentos (escorpiões e serpentes) que são em alguns casos fatais.


     Sendo estes lugares tão perigosos porque então Deus muitas vezes nos permite ir lá? Porque esse sofrimento é imposto ao justo algumas vezes? Será que Deus tem prazer em ver-nos sofrer?


1. Deus nos permite ir ao deserto para revelar que somos de fato
- Segundo a Bíblia todos nós somos para Deus como o imundo e nossas justiças trapos de imundícia (Isaías 64.6). Contudo parece que nunca aprendemos isso de fato.


    Pois no fundo somos egoístas e arrogantes como se o mundo girasse em torno de nós. Humilhamos as pessoas as vezes, muitas delas usando até mesmo de prerrogativas espirituais. É justamente nessa hora que Deus precisa nos humilhar e mostrar quem realmente somos, NINGUÉM!


   Veja Moisés quando ainda estava no palácio de Faraó, imaginando que podia libertar o povo de Israel com a força do seu próprio braço, a ponto de tirar a vida de um egípcio no processo. Deus teve que intervir e mandá-lo à UNIVERSIDADE DO DESERTO para que lá, aprendesse quem realmente ele era.


2. Deus nos permite ir ao deserto para provar o que há no nosso coração - Lembra quando o Espírito conduziu o Senhor Jesus ao deserto para ser tentado pelo diabo (Mateus 4.1...)?

Jesus não precisava passa por aquela prova, mas a suportou bravamente e venceu, para nos dar uma grande lição: mesmo no deserto podemos vencer a tentação e mostrar que afinal o nosso coração pertence a Deus.


Em meio as benesses da vida, aos carros, aos salários altos, ao glamour das conquistas e aos holofotes não mostramos nossa verdadeira face, nem revelamos o que verdadeiramente há em nosso coração. Somente quando ficamos sós no ermo é que sabemos quem verdadeiramente somos.


Conheço muita gente que vivia acostumada a regalias e holofotes, mas no dia que perdeu tudo isso e foi para o deserto mostrou-se insano e blasfemador de Deus. Dando prova claríssima que servia a Deus somente por causa das bençãos recebidas.


Citamos mais uma vez o exemplo de Moisés que uma vez perdendo as regalias do palácio contentou-se com Deus por quarenta anos no deserto de Midiã. Belo exemplo a ser seguido.


3. NO deserto Deus revela-se a nós com grande poder
- Sim ele pode revelar-se em qualquer lugar, contudo a Bíblia mostra-nos claramente que ele o faz de maneira plena quando estamos no deserto.
Por quê? Talvez porque lá estejamos mais quebrantados, mais humilhados, mais dependentes dele. Assim propensos a receber mais da sua presença e glória.


Olhemos mais uma vez para Moisés no deserto quando estava em Horebe. A experiência que teve com o Todo Poderoso na Sarça Ardente, creio eu que valeu por todos os anos de privação e sofrimento que o deserto lhe proporcionou.


Ali a mão de Deus foi sobre Moisés de tal maneira que ele foi totalmente transformado para nunca mais voltar a ser o mesmo.


CONCLUSÃO
- Se você está no deserto, cuidado antes de murmurar e reclamar. Deus não nos coloca no deserto para nos matar, pelo contrário, ele quer nos fazer mais fortes, preparados e cheios da sua glória, a fim de realizar a obra que ele nos chamou.


     Bom domingo e uma ótima semana a todos,


                         João Augusto de Oliveira

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

0 Lições Bíblicas 1° Trimestre de 2018, Adultos – CPAD





Lições Bíblicas 1° Trimestre de 2018, Adultos – CPAD
TÍTULO: A Supremacia de Cristo
Subtítulo: Fé, Esperança e Ânimo na Carta aos Hebreus
Comentarista: Pr. José Gonçalves
Revista: Do Professor
Classe: Adultos


LIÇÕES
Lição 1 - A Carta aos Hebreus e a Excelência de Cristo
Lição 2 - Uma Salvação Grandiosa
Lição 3 - A Superioridade de Jesus em relação a Moisés
Lição 4 - Jesus é Superior a Josué - O meio de entrar no Repouso de Deus
Lição 5 - Cristo é Superior a Arão e à Ordem Levítica
Lição 6 - Perseverança e Fé em Tempo de Apostasia
Lição 7 - Jesus - Sumo Sacerdote de uma Ordem Superior
Lição 8 - Uma Aliança Superior
Lição 9 - Contrastes na Adoração da Antiga e Nova Aliança
Lição 10 - Dádiva, Privilégios e Responsabilidades na Nova Aliança
Lição 11 - Os Gigantes da Fé e o seu Legado para a Igreja
Lição 12 - Exortações Finais na Grande Maratona da Fé


FONTE: https://sub-ebd.blogspot.com.br/2017/11/licoes-biblicas-1-trimestre-de-2018.html 

 

A voz da Palavra Profética Copyright © 2011 - |- Template created by Jogos de Pinguins