segunda-feira, 29 de maio de 2017

0 Qual é o estado dos mortos?





Pergunta: Há quem diga que o ser humano, ao morrer, se reduz a nada. Ora, nós cristãos acreditamos que o espírito dos mortos está consciente depois da morte. Em apoio à ideia que com o falecimento as pessoas aniquilam-se ou dormem na inconsciência, são citadas as palavras de Eclesiastes 9.5. O que diz o Pastor?
Resposta: Para responder sua pergunta, devemos considerar as palavras do verso 5 que diz: “os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma…” Tais palavras não provam estar o espírito do defunto inconsciente em algum lugar, revelam apenas que ele ignora aquilo que acontece “debaixo do sol”, isto é, na terra (Eclesiastes 9.6).
Pergunta: Então a Bíblia não defende a doutrina do sono da alma, ou do aniquilamento?
Resposta: Não, e isto podemos ver em Gênesis 35.18 que diz que quando alguém morre, sua alma se retira do corpo. Em Mateus 10.28 Jesus fala que não se pode matar a alma. Em Apocalipse 6.9-11 lemos sobre a alma viva de pessoas mortas, em estado consciente clamando em alta voz, e ainda em Lucas 16.19-31 Jesus conta que o rico ao morrer foi ao Hades e em estado consciente estava em sofrimento.
Pergunta: Como podemos entender o v. 6 que diz “Até o seu amor, o seu ódio, a sua inveja pereceram e já não tem parte alguma, neste século, em coisa alguma que se faz debaixo do sol”?
Resposta: Não vejo muito problema na interpretação dessas palavras, pois com efeito o amor, o ódio a inveja perecem no túmulo, visto haver deixado na terra quem, integrado na sociedade amava, odiava, cobiçava. Como pode, por exemplo, o marido falecido amar a sua esposa que se acha na terra? Será possível odiar-se alguém ainda vivo, quando o corpo jaz na sepultura e o espírito se encontra no céu, ou no hades, aguardando a ressurreição do corpo? Pode-se invejar, na eternidade, o ouro, a posição, a glória de indivíduos que habitam o globo terrestre? Repetimos:’ Eclesiastes 9.5 refere-se à atividade e participação do defunto debaixo do sol, ou seja, no mundo dos vivos.
Pergunta: Essa expressão ‘debaixo do sol’ aparece muitas vezes no livro de Eclesiastes? Quantas vezes encontramos essa expressão nesse livro?
Resposta: Quero dizer que a expressão chave para entender o livro de Eclesiastes é “debaixo do sol”, mencionada 29 vezes num livro relativamente pequeno. Esse pormenor é muitíssimo importante para a exata compreensão de algumas frases obscuras desse livro.
Pergunta: Que frases seriam essas?
Resposta: Os versos 9 e 10 aconselham a aproveitarmos bem o tempo que dispomos “debaixo do sol”, porque após a morte já não nem ciência, nem sabedoria alguma. Evidentemente, o sapateiro morto cessou de consertar sapatos; o pedreiro falecido não prossegue construindo edifícios; o cientista deixa de trabalhar em prol da ciência e assim por diante. Jesus aconselhou que devemos aproveitar a oportunidade enquanto tivermos vida, proclamando o evangelho. Ele frisou: “a noite vem quando ninguém pode trabalhar” (João 9.4).
Pergunta: Na verdade, enquanto vivos podemos evangelizar, pregar, doutrinar, podemos auxiliar os necessitados, visitar os enfermos, numa palavra disseminar o bem. Depois de tombarmos no sepulcro, ao sobrevir a noite, e terminar a nossa missão na terra, findou o nosso trabalho “debaixo do sol”. Mas como se interpreta a expressão de Eclesiastes 9.5 que declara que os mortos não tem jamais recompensa?
Resposta: A sua pergunta é bem interessante, pois se não explicarmos essas palavras corretamente, parece que a Bíblia entra em contradição, haja vista que em outras partes a Bíblia fala da recompensa, do galardão dos justos, como por exemplo Mateus 5.12 e Apocalipse 22.12. O que o escritor de Eclesiastes quis dizer é que devemos gozar a vida debaixo do sol, ou seja, aqui na terra devemos usufruir do fruto do nosso esforço, da recompensa de nossas obras (Eclesiastes 2.24, 3.13, 3.22 e 5.19), visto que no túmulo não existe recompensa material, pois não há obra, indústria, ciência nem sabedoria alguma.
Pr. Natanael Rinaldi 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

0 REFLEXÃO BÍBLICA – Desilusão





Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.
Hebreus 12:2

Desilusão = Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa desilusão significa “Ação ou efeito de desiludir. Ficar sem esperança; deixar de acreditar ou de crer em; descrença. Sensação de desapontamento; sentimento de frustração; perda da alegria; decepção.

Quando aceitamos a fé em Cristo (ainda lembro perfeitamente desse dia) somos tomados de um misto de prazer e medo. Prazer pelo fato de estarmos livres do fardo do pecado, mas medo do que os nossos colegas dirão a nosso respeito.

A sensação é quase indescritível. A beleza volta à tona, os pássaros adquirem um novo cântico para nós, o sol brilha com mais intensidade, tudo se renova. Parece que podemos morrer naquela mesma hora por causa do Evangelho e isso não nos incomoda.

A princípio acreditamos que a Igreja (instituição religiosa) é simplesmente perfeita e que o povo crente é o melhor povo da terra. Acreditamos que eles vivem o amor cristão na mais pura essência e ajudam-se em qualquer situação. Mas o tempo passa e nós crescemos e com o crescimento vem também a maturidade. De repente acordamos um dia e simplesmente nos desiludimos com as pessoas cristãs, com aquilo que passamos a observar no dia a dia.

Concluímos após cuidadosa observação que em muitas coisas as pessoas da Igreja não são muito diferentes das pessoas mundanas, pois muitas são tão egoístas quanto; tão mentirosas quanto; tão falsas quanto; brigam por poder na mesma proporção, senão pior; vendem umas às outras igualmente; algumas são tão adúlteras quanto, etc. e é justamente nessa hora que alguns são tomados de uma profunda DESILUSÃO e desistem da fé, voltam atrás e tornam-se novamente vítimas de satanás.

É justamente nessa hora que devemos nos lembrar de Hebreus 12.2; Isaías 45.22 e Marcos 13.33 onde a Bíblia nos exorta de maneira taxativa a: OLHAR ÚNICAMENTE PARA JESUS O AUTOR E CONSUMADOR DA FÉ. É Nesse momento crucial da nossa vida que aprendemos que mesmo sendo salvos, cristãos e homens e mulheres de Deus, contudo não passamos de SERES HUMANOS FALHOS e totalmente imperfeitos e que somente a misericórdia de Deus pode nos redimir e garantir o nosso lugar no céu.

Faz-me lembrar agora as palavras de um pregador que dizia: A história da Igreja Cristã é a HISTÓRIA do amor e da misericórdia de Deus em meio aos erros e fracassos humanos. Se não fosse a grande misericórdia de Deus todos nós (sem exceção) estaríamos perdidos (Lamentações 3.22).

Por isso antes de desistir da fé por causa de erros e falhas de seres humanos, lembre-se de duas coisas:

1.        Assim como eles você também é humano e tão falho quanto eles. Os mesmos erros que você detecta nos outros, eles podem estar vendo em você, talvez até maiores;

2.      Você não segue a homens, mas a Cristo. Portanto, quando você encontrar falhas e defeitos em Jesus você está autorizado a ir embora sem olhar para trás.

Pense nisso,

                           João Augusto de Oliveira

quinta-feira, 18 de maio de 2017

0 Reflexão Bíblica – Rasgando o coração na presença de Deus






12 Todavia ainda agora diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto.

13 E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes; e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em benignidade, e se arrepende do mal.

14 Quem sabe se não se voltará e se arrependerá, e deixará após si uma bênção, em oferta de cereais e libação para o Senhor vosso Deus?

15 Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, convocai uma assembleia solene;

16 congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai os meninos, e as crianças de peito; saia o noivo da sua recamara, e a noiva do seu tálamo.

17 Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar, e digam: Poupa a teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações façam escárnio dele. Por que diriam entre os povos: Onde está o seu Deus?” (Joel 2,12-17)

Introdução – Joel cujo significado é “O Senhor é Deus”, viveu por volta de 830 a.C. e exerceu o seu ministério profético em Jerusalém, provavelmente no tempo do rei Joás. Quando Deus comissionou Joel à pregar, a situação econômica, política, social e espiritual ali eram desesperadoras. A falta de arrependimento verdadeiro por parte do povo de Deus, somando-se a dissimulação da classe sacerdotal e o total descaso com as coisas sagradas, tinha levado à nação de Israel a iminência de um “JUÍZO”. Pois a menos que houvesse uma “conversão verdadeira” e um total quebrantamento da parte da “liderança” em favor do povo eles seriam entregues ao opróbrio e a vergonha nacional.

Os dias de hoje ante a profecia de Joel

Acredito que não vivemos dias muito diferentes daqueles vividos pelo profeta e pela nação de Israel daquela época. Pois a falta de compromisso com Deus, o descaso com o sagrado, o abandono da santidade e pureza, os escândalos envolvendo até mesmo grandes nomes do povo de Deus e a hipocrisia generalizada estão contribuindo para que a atmosfera de juízo e punições da parte de Deus aproxime-se velozmente de nós como foi deles.

A menos que haja corações verdadeiramente quebrantados diante de Deus (COMEÇANDO PELO ALTAR) nós continuaremos numa situação delicada, e acreditem vai piorar e muito. Talvez eu esteja sendo até RADICAL no que vou dizer, mas acredito firmemente que grande parte da crise política, econômica e social que estamos vivendo em nosso Brasil, deve-se a apatia da Igreja para com Deus e sua palavra. Não adianta fazer campanhas em redes sociais, protestos, piquetes, manifestações etc. pois enquanto a Igreja (principalmente alguns líderes) não se humilharem diante do Senhor e confessar seus pecados (ganancia, avareza, desejo de poder, corrupção, desvios de dinheiro do povo de Deus, prostituições etc) a coisa continuará a piorar no nosso país. Não adianta ficar culpando governo X ou Y, pois a culpa da nossa nação está entregue as mazelas e hecatombes sequenciais, na verdade é nossa (IGREJA).

Antevendo isso e coisas ainda piores foi que Deus enviou uma palavra profética através de Joel. Palavra essa que ressoa aos nossos ouvidos como se fosse falada hoje dada a sua atualidade. Ninguém em são juízo pode negar que a Igreja brasileira vive uma crise de identidade, uma crise teológica e doutrinária como nunca antes. Denominações históricas (tradicionais e pentecostais) estão abrindo concessões para modismos e aberrações em nome da fé, no afã de tornar-se agradável ao mundo e como dizem alguns, CONTEXTUALIZAR-SE.

Por causa disso é que vemos a Igreja afastando-se cada vez mais da direção do Espírito Santo e tornando-se secularizada e mundana nas suas decisões e deliberações administrativas e espirituais. Coisas que antigamente o corpo ministerial buscava a direção de Deus para deliberar (escolhas de ministros, presidentes de convenções, envio de missionários etc), hoje é decidido por meio de eleições à moda do mundo, com direito a insultos, provocações, falcatruas e inúmeros processos judiciais; causando celeumas profundas no Corpo de Cristo e maculando a Noiva do Cordeiro.

É por isso que ouvimos como um som de trombeta as palavras de Joel “Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar, e digam: Poupa a teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações façam escárnio dele”.

Não é tempo de festejar, mas de chorar diante do altar de Deus em busca de misericórdia. Pois a menos que façamos isso devemos esperar mais lutas, dores e juízos da parte do Senhor. E ele permite que o juízo venha não para nos destruir, mas para nos amadurecer e limpar-nos das nossas iniquidades.

Chega de fazer campanhas de prosperidade, de curas divinas (cura por cura simplesmente), de chaves de carros ou casas etc. É tempo de “orar” continuamente de Domingo a Domingo em humilhação e quebrantamento pedindo a misericórdia do Senhor sobre nós (A IGREJA) e consequentemente sobre a nossa tão sofrida nação brasileira. Os pastores (alguns) precisam descer dos pedestais de se acharem semideuses e fazer o que disse o profeta (CHOREM MINISTROS ENTRE O ALTAR E O ALPENDRE E DIGAM: POUPA O TEU POVO Ó SENHOR!).

CONCLUSÃO – É tempo de pararmos de ser hipócritas como o fariseu que tentava se auto justificar à Deus (O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano – Mateus 18.11); ao invés disso tomar a mesma atitude do publicano ( O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! – Mateus 18.13). Pois somente assim poderemos ter esperança de sermos justificados, perdoados e restaurados por Deus.
           
               Pense nisso,

                                João Augusto de Oliveira


quarta-feira, 17 de maio de 2017

0 Jesus era rico?




Pergunta: Alguns pregadores americanos da conhecida Teologia da Prosperidade afirmam que os cristãos prósperos são considerados espiritualmente ricos, ao passo que os pobres são tidos como miseráveis espirituais. Certo mestre da teologia da prosperidade chegou a afirmar: “Não somente a ansiedade é um pecado, mas também ser pobre é pecado”. Esse ensino encontra apoio a Bíblia?

Resposta: Não. Para justificar esse ensino de que ser pobre é pecado, dizem que Jesus era rico, e como a Bíblia diz que devemos seguir o seu exemplo (IJoão 2.6), esses pregadores dizem que todos devemos ser ricos. Os pregadores da prosperidade estão decididos a apresentar um Jesus que usa relógio Rolex, e fazem qualquer coisa para vender esse mito a seus congregados. Lemos em Lucas 2.22-24: “E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor, segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor); e para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos”. José fez a oferta mais modesta estabelecida na lei, de acordo com a sua condição financeira (Levítico 12.6).

Pergunta: Como os pregadores da prosperidade justificam as palavras de Jesus em Lucas 9.57-58  onde se lê: “E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores. E disse-lhe Jesus: As raposas tem covis, e as aves do céu ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Isso não prova que Jesus era uma pessoa pobre?

Resposta: É incrível, mas ouça como um desses pregadores explica essa passagem bíblica. John Avanzini explica que Jesus ia realizar um seminário em Samaria. Infelizmente, porém, sua equipe não cuidara apropriadamente dos negócios, de modo que o seminário de Jesus teve de ser cancelado. Em sua resposta ao homem que queria segui-lo, Jesus estava realmente querendo dizer: “As raposas têm covis em Samaria, mas eu não tenho onde repousar a cabeça esta noite em Samaria”, aí esclarece esse pregador: “Naqueles dias não havia hotel em quaisquer esquinas, pelo que Jesus foi forçado a voltar para sua grande e bela casa, em Jerusalém”.

Pergunta: Segundo esse pregador Jesus tinha uma casa em Jerusalém?

Resposta: De acordo com esse pregador, John Avanzini, Jesus tinha uma bela mansão em Jerusalém. Escute o que ele escreveu: “Jesus tinha uma ótima casa, uma casa grande – grande o bastante para que houvesse companhia à noite com ele na casa. Deixem-me mostrar a vocês a casa dele. Abram em João, no primeiro capítulo, e eu lhes mostrarei sua casa. Agora, filho de Deus, só uma casa grande o bastante podia permitir que algumas pessoas ali pernoitassem – esta era a sua casa”. Esse mesmo pregador fala mais o seguinte: “João 19 declara que Jesus usava roupas de corte especial (sem costura). Bem, de que outra maneira você poderia chamá-las? Roupas da moda… Isso é blasfêmia? Não, é assim que as chamamos hoje em dia. Ora, não foi por acaso que lhe tiraram a roupa. Não era uma peça de tamanho único. Fora feita sob medida. Era o tipo de vestimenta que reis e negociantes abastados costumavam usar. Apenas os reis e os comerciantes ricos é que usavam aquela roupa”.

Pergunta: Como poderíamos refutar essas ideias absurdas de que Jesus era rico?

Resposta: Encontramos Jesus sendo cobrado para pagar um imposto, e sem ter recursos, deu ordem a Pedro que lançasse o anzol, e no primeiro peixe fisgado encontraria uma moeda com a qual deveria pagar o imposto por ele e pelo próprio Pedro. Leiamos em Mateus 17.24-27. Como Jesus poderia ser rico e não ter nem dinheiro para pagar o imposto? Imagine que dizem que Jesus entrou em Jerusalém de Kadilac. Quando se pergunta: “Mas como, se não havia automóveis naquela época? Responde Kenneth Hagin que Jesus entrou montado num jumento, e o jumento era o Kadilac da época. Só que o jumento no qual Jesus montou e entrou nele em Jerusalém, era emprestado. Não lhe pertencia.

Pergunta: E o que os pregadores da teologia da prosperidade falam dos apóstolos? Falam que eles também eram ricos?

Resposta: Pois é, os pregadores não só afirmam que Jesus era rico, mas também dizem que Paulo, por exemplo, era rico. Escute só o que dizem: “Se os homens da máfía podem guiar automóveis Lincoln Continental, por que não o podem os afilhados do Rei?” Noutro lugar declara: “Você pode falar comigo tudo quanto quiser, enquanto dirijo meu Rolls-royce, que está pago, e acerca do qual não devo nada”. Afirmam que os discípulos viviam no luxo. Paulo – dizem – era tão rico que tinha recursos financeiros necessários para bloquear o sistema judiciário de seus dias. Mas, como alguém poderia ler ICoríntios 4.9-13 e ainda ser louco de sugerir que o apóstolo Paulo e seus companheiros tivessem tanto dinheiro a ponto de bloquear a justiça? Como poderiam as Escrituras articular com mais clareza a sua verdadeira condição, do que clamar que “até esta presente hora, sofremos fome e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa” (v. 11)? Além disso, Paulo poderia ser tão hipócrita, vivendo nababescamente, enquanto ensinava Timóteo que “os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína” (ITimóteo 6.9)? Finalmente, que dizer sobre a despedida de Paulo dos anciãos de Éfeso, sobre os quais Atos serve de crônica? Paulo salienta que o Espírito Santo, pessoalmente, avisou-o do aprisionamento iminente e das dificuldades (v. 23). Paulo pôs isso em perspectiva quando disse: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa” (v.24). E em Filipenses 3.7-9 fala do prejuízo que sofreu em tornar-se cristão “tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo”.

Pergunta: Quer dizer que a vinda de Jesus à terra não foi para trazer prosperidade financeira para os seus seguidores?

Resposta: Sem dúvida Jesus não veio para trazer prosperidade financeira, embora possamos ser ricos sem quaisquer problemas para a nossa fé. Os discípulos também reconheceram que aqui não era seu lugar final de habitação. Descobriram que seu destino era a eternidade. Jesus não condena a riqueza, mas o amor à riqueza. Disse ele: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladroes não minam, nem roubam” (Mateus 6.19-20). Lembremos do relato de Cristo sobre o rico e Lázaro em Lucas 16.19-31. O rico, que passou sua vida terrena no luxo, nem ao menos foi dignificado com um nome na eternidade. Mas Lázaro, que aqui viveu em condição de extrema pobreza, recebeu consolo no reino eterno (v. 25). Tiago declarou ousadamente aos ricos: “As vossas riquezas estão apodrecidas… o vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram…” (Tiago 5.2-3).

Por Natanel Rinaldi

http://www.cacp.org.br/jesus-era-rico/

quinta-feira, 11 de maio de 2017

0 10 razões bíblicas porque não posso ser Mórmon




1) O Mormonismo não ensina que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus.
“Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus até onde for traduzida corretamente: cremos que o livro de Mórmon também é a palavra de Deus,” (Declaração de fé, artigo n° 8).
Na qualidade de crentes que somos cremos que as Sagradas Escrituras do Velho e do Novo Testamento são a Palavra de Deus verbalmente inspirada, a autoridade final para nossa fé e vida, sem erros no original, infalível e inspirada por Deus. II Tm 3.16-17; II Pe 1.20-21; Mt 5.18.

2) O Mormonismo ensina que Deus é um homem glorificado e que tem um corpo físico.
“Deus mesmo já foi como nós somos agora e é um homem glorificado,” (Doutrinas do Profeta Joseph Smith, página 345). “O Pai tem um corpo de carne e osso tão tangível quanto o dos homens?” (Doutrinas e Convênios, 131.22).
A Bíblia diz: “Deus não é homem,” Nm 23.19. “Deus é Espírito; e importa que os que adoram o adorem em espírito e em verdade,” Jo 4.24. “Um espírito não tem carne nem ossos?” Lc 24.39.

3) O Mormonismo ensina que Cristo e o Diabo são irmãos.
“Que Lúcifer, o filho da alva, é nosso irmão mais velho e o irmão de Jesus Cristo,” (Doutrina Mórmon por Bruce McConkie, páginas 163-164).
A Bíblia diz que o diabo é um ser criado por Deus. “Perfeito eras (o diabo) nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti,” Ez 28.15. “Porque nele (Cristo) foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele” Cl 1.16.

4) O Mormonismo ensina que Jesus Cristo era casado e polígamo.
"Cremos que o casamento em Caná da Galiléia foi o de Jesus Cristo,” (Jornal de Discurso, Vol. 2, página 80). O Mormonismo ensina que Jesus foi o filho natural de Adão e Maria. “Quando a Virgem Maria concebeu o Menino Jesus? Ela não foi gerado pelo Espírito Santo. E quem é o seu pai? Ele é o primeiro na família humana,” (Brigham Young, Jornal de Discursos, páginas 50-51).
A Bíblia diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós?” (Jo 1.1,14). “E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondeu o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo?” Lc 1.34-35.

5) O Mormonismo ensina que a verdadeira igreja deixou de existir até que foi restaurada por Joseph Smith.
A igreja (SUD) foi restaurada em 6 de abril de 1830 por Joseph Smith, (Doutrinas e Convênios 20.1).
Jesus Cristo disse: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” Mt 16.18. “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que está posto, o qual é Jesus Cristo,” I Cor. 3:11. “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina.” Ef 2.20.

6) O Mormonismo ensina outro evangelho (pervertido) e não aquele da Bíblia.
O evangelho do Mormonismo é: “A fé, o arrependimento, o batismo, o recebimento do Espírito Santo pela imposição das mãos, a moralidade, a lealdade, o dízimo, a palavra da sabedoria, o dever, o casamento celestial (por toda a eternidade),” (Tratado dos SUD sobre o LIVRE ARBÍTRIO e DECLARAO de FÉ, artigo n° 4).
A Bíblia diz: “Também vos notifico, irmãos, o evangelho que vos tenho anunciado que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” I Co 15.1-4. “Assim, como já vo-lo dissemos, e agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” Gl 1.9.

7) O Mormonismo ensina a salvação dos mortos através do batismo por procuração.
Esta doutrina se baseia numa só passagem das Escrituras mal interpretada: “Doutra maneira, que farão os que se batizam por causa dos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Por que se batizam eles então pelos mortos?” I Co 15.29.
Paulo não praticava o batismo pelos mortos. Ele se excluiu usando o pronome “eles” e não “nós” ou “vós”. Ele está fazendo uma pergunta e não uma declaração. “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo?,” Hb 9.27.

8) O Mormonismo ensina a investigação genealógica dos mortos.
“Vamos, portanto, na qualidade de igreja e povo, como Santos dos Últimos Dias, fazer ao Senhor uma oferta de justiça; vamos apresentar no Seu santo templo, quando terminado, um livro contendo o registro de nossos mortos, que será digno de toda aceitação,” (Doutrinas e Convênios 128.24).
A Bíblia diz: “Nem se deem a fábulas ou a genealogias intermináveis,” I Tm 1.4. “Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas,” Tt 3.9.

9) O Mormonismo ensina que existem profetas modernos e revelações divinas atualizadas.
O mormonismo reivindica que Joseph Smith recebeu o Sacerdócio Araônico de João Batista. O Sacerdócio de Melquisedeque e o Apostolado foram restaurados por Pedro, Tiago e João logo após em 1829, (Doutrinas e Convênios, 13).
A Bíblia diz: “Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas. Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas” (Hb 1.1-2). Encontramos em Dt 18.20 e 22 o método bíblico para testar um profeta.

10) O Mormonismo ensina que a salvação depende de boas obras e da aceitação de Joseph Smith.
“Nenhum homem que rejeita o testemunho de Joseph Smith pode entrar no reino de Deus,” (Doutrinas da Salvação, vol. I página 190). “Os homens tem uma obra a realizar para obter a salvação,” (Doutrinas da Salvação, vol. III página 91).

A Bíblia ensina que a salvação é somente através de Jesus Cristo. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos,” At 4.12. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie,” Ef 2.8-9.
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Pastor David Zuhars

domingo, 7 de maio de 2017

0 Reflexão Bíblica - Deixando de ser ”Maria vai com as outras”.






Texto: Deixai-os! Eles são guias cegos guiando cegos. Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão no buraco (Mateus 15.14 / KJV)

Vivemos uma geração de “imitadores”, sejam de pregadores ou cantores profissionais, o que acaba nos tornando “Maria vai com as outras”.

Imitar é bom até certo ponto, pois o apóstolo Paulo nos diz que devemos imitar a fé de nossos pastores e seu bom exemplo de vida. O problema não está na imitação, mas no que imitamos.

Vivemos uma geração em que a maioria (salvo exceções) parece que simplesmente perderam a capacidade de “pensar por si próprio”, mas que somente fazem o que os outros mandam e imitam o que os outros fazem; sem ao menos se dar conta que muitas vezes estão fazendo a coisa errada e desagradando totalmente a Deus.

Vejo lamentavelmente pregadores simples de nossas congregações imitando os “profissionais da palavra” que brilham nos “palanques” da vida. É um tal de mandar o irmão olhar um para o outro, repetir frases, abraçar etc. Coisas que fogem frontalmente à Bíblia Sagrada, mas que como é “sua excelência”, o grande pregador que faz, a maioria torna-se “imitador”.

Isso quando a congregação toda (incluindo a liderança) não passa a imitar os modismos do mundo e trazer costumes totalmente estranhos para os nossos arraiais. Eu poderia citar centenas deles aqui, mas me contentarei apenas com dois: Festas de comes e bebes dentro do templo, rifas pra evangélicos etc. Desde quando essas coisas são bíblicas? Onde elas têm o apoio das Escrituras?

Paulo disse: Sede meus imitadores como eu sou de Cristo (I Coríntios 11.1). Mas acredito que qualquer pessoa “sensata” entenderá que Paulo nos exortava a imitar as coisas boas, as virtudes cristãs, a santidade, a vida espiritual abundante etc. e não o pecado do mundo e os maus costumes de alguns “supostos evangélicos”.

Tomemos cuidado, pois Jesus está de olho na nossa vida e na Igreja coletivamente. Ele nunca nos perdeu de vista um só momento (Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto / Apocalipse 3.1)

   Bom domingo a todos,

                    João Augusto de Oliveira


segunda-feira, 1 de maio de 2017

0 Reflexão Bíblica – 04 características de uma pessoa “nascida de novo”





Texto Base: Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. (
João 3:3-5)

INTRODUÇÃO – Numa conversa a noite com Jesus, o Rabino Nicodemos(Príncipe) dos judeus, recebe uma resposta inusitada. Ele (Nicodemos) elogia o Senhor Jesus e o reconhece como Filho de Deus (Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele /João 3:2). O príncipe imaginava receber de Jesus então um “obrigado” pelo reconhecimento, no entanto, para a surpresa dele; Jesus lhe dirige uma das respostas mais enigmáticas da Bíblia: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.João 3:3).

     Observando a ênfase da expressão do Senhor Jesus: “...aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” João 3:3b); fico imaginando como uma expressão dessas pode ser ignorada pela Igreja atual e relegada a segundo plano. Ele não disse que aquele que não evangelizar, ou aquele que não dizimar, ou aquele que não cantar; mas, “...aquele que não nascer de novo”. Segundo a declaração do próprio filho de Deus “Nascer de novo” é condição precípua para se garantir acesso ao Reino de Deus”.

     NASCIDOS DE NOVO AO APENAS FREQUENTADORES DE CULTO?

     Dizer que é nascido de novo é fácil, porém difícil é carregar às marcas que demonstrem esse novo nascimento na prática.

     Diante da explosão do crescimento evangélico em nosso País, somos tomados de dois sentimentos: ALEGRIA E PREOCUPAÇÃO. Alegria por ver o evangelho espalhar-se e alcançar todas as camadas (ricos e pobres, letrados e iletrados) e saber que assim o “ide” do Senhor Jesus está sendo cumprido. Ao mesmo tempo somos tomados de Preocupação quando vemos que no meio desse suposto crescimento a qualidade do nosso cristianismo cai vertiginosamente e muitos dos que hoje vão às igrejas compõe-se de FREQUENTADORES DE CULTO e não de pessoas realmente NASCIDAS DE NOVO.

    Mas o que é NASCER DE NOVO? No dizer de Paulo em II Coríntios 5.17, é uma mudança total e radical de direção na vida, ou seja, ser uma nova criatura. O nascido de novo é alguém que encontrou Jesus e encontrando-o sofreu uma metamorfose tão radical em sua vida (costumes, linguagem, vestimentas, negócios, etc.) que pode ser comparado a alguém que realmente passou por uma experiência de “NOVO NASCIMENTO”. Portanto se isso não aconteceu com você ao aceitar a Jesus, então me desculpe, mas você ainda corre o grande risco de estar no caminho errado ou ter passado a ser um mero frequentador de templos e não alguém que foi transformado por Jesus. Faz-se então necessário lembrar a advertência do Mestre ao Rabino: “aquele que não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus”
.
   COMO RECONHECEMOS UMA PESSOA NASCIDA DE NOVO?

1.     Ela vive em novidade de Vida (Romanos 6.4) – Tal como falamos já no introito dessa nossa reflexão, a pessoa que nasceu de novo não pode viver na prática de velhos hábitos que tinha outrora.

Se você acredita que nasceu de novo, mas continua levando uma vida de promiscuidade, sensualidade, adultérios, fornicação, mentiras, mexericos, negócios escusos, avareza etc. talvez você nunca tenha nascido de novo verdadeiramente.

É impossível uma pessoa ser transformada por Jesus e ao mesmo tempo essa pessoa viver mergulhada na lama do pecado.

Os nossos pregadores, professores, teólogos etc. precisam enfatizar em suas prédicas essa máxima do Senhor Jesus: Ou nasce de novo ou fica de fora do Reino de Deus.

2.  Ela passa a detestar o pecado (I Pedro 3.18) – O pecado é ignominioso, sujo e detestável aos olhos de Deus. Assim deve ser também aos olhos do salvo, daquele que nasceu de novo.

João nos diz na sua primeira epístola que não se pode conciliar uma vida cristã com o apego ao pecado: “Todo aquele que permanece nele não vive pecando; toda pessoa que continua no pecado não o viu, nem tampouco o conheceu (I João 3.6).

Dizer que é cristão mas continuar amando o pecado e praticando-o sob a desculpa de que Deus é amor ou que Deus só quer o nosso coração é brincar com fogo de altíssima temperatura e acreditar que não vai se queimar.
A vida cristã é totalmente incompatível com a “prática” do pecado. Ou você é cristão nascido de novo, ou vive na prática do pecado de forma consciente e deliberada.

Lógico que eu não estou dizendo que não podemos cometer deslizes em nossa caminhada, mas que não podemos e não devemos amar o pecado em suas nuances e nem viver na prática dele.

3.  Ela aprende a amar os seus semelhantes – Paulo diz que praticar todos os mandamentos escritos na Bíblia, mas sem amor é a pior tolice que um ser humano pode praticar (I Coríntios 13.1...)

Podemos escolher entre “aprender” a amar o próximo ou viver fingindo que amamos (o que muitos fazem hoje em dia) e achar que Deus fará vista grossa. Posso ser um bom advogado e não ter amor pelos meus clientes, posso ser um bom medico e não amar meus pacientes, posso ser um ótimo administrador e não ter o mínimo de amor pela empresa que trabalho; mas ninguém pode ser um cristão de verdade sem amor. A vida cristã sem amor é uma falácia, um engodo e uma mentira que repetimos todos os dias para nós mesmos até que nos convencemos que é verdade: “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” / 1 João 4:8.

Esse amor desenvolve-se na vida do salvo não somente pelos domésticos da fé (os crentes), mas também pelo mundo sofrido que não conhece a Deus. Pois quando não oramos pelo mundo perdido e nem evangelizamos visando livrar as almas do inferno, fica provado que não as amamos.

4.  Ela espera ansiosamente a Volta de Jesus (João 14.1-3) – Essa é uma das maiores falhas da nossa geração de cristãos; ela esqueceu que o nosso alvo é o céu e que estamos aqui unicamente para aguardar que Jesus volte para nos buscar para si.

Pregações sobre esse tema não causam mais emoção em muitos corações. Na verdade o pregador que aplicar-se a explorar esse assunto em suas prédicas corre o risco de tornar-se desagradável e indesejado pelo público evangélico. Porém essa é a mensagem de maior relevância para a Igreja atual: JESUS ESTÁ VOLTANDO.

Ele prometeu por várias vezes em sua Palavra e ele não pode mentir. Eu acredito firmemente que mui breve virá o grande dia em que os salvos em Jesus irão ser transformados e arrebatados para subir ao encontro dele nos ares (I Tessalonicenses 4.13-18) e assim morar com ele para todo o sempre.

CONCLUSÃ0 – Você nasceu de novo? Carrega essas e outras características que demonstram que você é um filho de Deus? Já examinou a sua vida para ver se permanece no primeiro amor? CUIDADO! Pois brevemente chegará o tempo do Senhor da seara separar o joio do trigo.

   Pense nisso,
                         Boa semana a todos,

                              João Augusto de OLiveira

domingo, 30 de abril de 2017

0 Por que o calvinismo é impossível?




Por que o calvinismo é impossível? (Em referência a Romanos 9)

Esta é uma conversa que tive com um grupo de excelentes alunos na Universidade de Samford, no dia 07 de Outubro de 2015, parte de uma das palestras que eu ministrei lá naquela semana. Postarei sobre as outras palestras da série semana que vem.

Por que o  calvinismo é impossível?

Em uma de suas pregações contra o calvinismo, John Wesley, o fundador da Igreja Metodista, falou algo que ficou muito conhecido sobre a interpretação calvinista de Romanos 9: “Não importa o que pareça, certamente não é aquilo.” Eu acho que muitas pessoas, especialmente os calvinistas devotos, que acreditam na chamada “dupla predestinação” não entendem corretamente o que foi dito por Wesley. Eu cheguei a ouvir deles que Wesley e eu simplesmente agregamos pressupostos teológicos e filosóficos à Bíblia, que predetermina o que pode ser entendido dela. Há uma pequena verdade nesta crítica, contudo eu gostaria de trazer a memória dos meus críticos calvinistas (e os de Wesley) que o influente teólogo reformado Charles Hodge, em seu muito influente volume de Teologia Sistemática, publicado por volta de 1870 – no qual muito da Teologia Sistemática calvinista contemporânea está apoiada – afirmou que certas prioridades são necessárias como princípios de bom senso que alguém tem que ter para começar a interpretar a Bíblia e a Teologia. Um destes princípios é: Deus não faz nada errado. No contexto de sua declaração, que podemos achar nos primeiros capítulos do volume I de sua Teologia Sistemática, está claro que ele quer dizer que devemos pressupor que Deus não consegue fazer aquilo que é moralmente errado. Ele não quis dizer, como alguns nominalistas-voluntaristas – a exemplo do teólogo medieval Duns Scotus, “o sutil doutor” – que tudo o que Deus fizer automaticamente se torna certo apenas porque Deus o faz. Em vez disso, ele estava baseando sua reivindicação precondicionada sobre o “senso comum realista escocês”, no qual há certas ideias universais que somente pessoas loucas negariam, como a existência de outras mentes.

Eu levo mais longe o pensamento de Wesley e afirmo que, além de Romanos 9 não significar “dupla predestinação”, Deus, desde toda a eternidade, não preordenou certas pessoas para serem condenadas ao inferno [para a Sua glória] e tornou certo que elas seriam amaldiçoadas, mas que a doutrina calvinista é logicamente impossível, no sentido de ser auto-referencialmente refutável.

Por “impossível” eu não quero dizer que, “não existe”. Mas quero dizer que “existe, porém não funciona.” E por “não funciona” eu digo “não consegue ser crido consistentemente e coerentemente.” Crer nela debilita o próprio crer nela. Sendo então breve, meu argumento é que, ao crer que a Bíblia é a Palavra de Deus, o pressuposto é que Deus é confiável e que Deus não é enganador. Isto nos leva a crer que Deus tem um caráter estável, duradouro e eterno. Ele é “bom” de uma forma análoga às nossas mais altas intuições de “bondade” – independentemente de qual seja sua origem.

Coloquemos então de outra maneira: a negativa. Se alguém acredita que a bondade de Deus não é como a nossa melhor intuição de bom, mas possivelmente compatível a qualquer coisa capaz de ser colocada em palavras, então não há nenhuma boa razão em confiar n’Ele. Confiar em uma pessoa, até mesmo em Deus, necessariamente requer que acreditemos que a pessoa é boa, e acreditar que a pessoa é boa requer que tenhamos uma amostra de sua bondade, e não que “bom” é meramente uma palavra para algo totalmente fora de compreensão.

Coloquemos então em termos técnicos: se “bom”, aplicado a descrever Deus, é equivocado e nem mesmo é análogo ao caráter divino, logo é inútil para descrever Deus. Se “Deus é bom” é mudado para “mas a sua bondade é completamente diferente da nossa” (significando nosso maior grau de intuição e ideias de bondade), então é insignificante.

Nem todos calvinistas falam que a bondade de Deus é completamente diferente da nossa. Por exemplo, Paul Helm, no seu livro “A Providência de Deus”, fala que a “bondade” atribuída a Deus não pode ser totalmente diferente da bondade atribuída ao homem (mesmo sendo um ideal impossível). Infelizmente ele, creio eu, não segue isso de uma forma consistente, mas enfraquece sua lógica pela tentativa de combinar a afirmação da bondade essencial de Deus com a crença na dupla predestinação.

Eu defendo que a crença na dupla predestinação é logicamente incompatível com a afirmação de que Deus é bom, a menos que seja tirado todo o significado de “bom”, reduzindo-o a uma palavra inútil, algo que não conhecemos.

Mas, se Deus não é bom, de uma forma análoga às nossas intuições mais altas e melhores de “bondade”, não há nenhuma razão para confiar na Bíblia. E, se não há nenhuma razão para confiar na Bíblia (porque Deus, que não pode ser bom em qualquer forma que faz sentido para nós), então não há nenhum motivo claro para uma intensa exegese bíblica. Na verdade, Deus estaria nos enganando!

Todo cristão piedoso que conheci ou de quem ouvi falar, lê a Bíblia e a estuda (incluindo exegese) convicto de que a Bíblia é verdadeira, e ela não identifica erroneamente Deus e a vontade de Deus para nós. Isto posto, devemos ter em mente que Deus, o autor da Bíblia (mente inspiradora dos autores humanos) é bom, e é por isso que ele é digno de confiança e não é enganador. Mas a crença de que Deus “projeta, predetermina e governa” o inferno para os réprobos, que são incondicionalmente escolhidos por Deus para irem ao inferno para Sua glória, sem levar em conta quaisquer escolhas verdadeiramente livres que fazem, debilita a crença na bondade de Deus. É igualmente irracional a crença de que Deus “passa por cima” de alguns que ele facilmente poderia salvar (porque a eleição para salvação é incondicional e a graça que salva, irresistível), condenando-os ao inferno para Sua glória.

Não há comportamento humano concebível que poderíamos chamar de “bom”, partindo da lógica calvinista. O próprio conceito de “bom” exclui tal comportamento. Sequer deveríamos citar a bondade de Jesus no Novo Testamento, que nos manda amar nossos inimigos e fazer bem a eles.
Então o que quero dizer é que claramente existe uma contradição entre dois credos dos calvinistas:

I) A Bíblia é inerrante e incondicionalmente confiável

II) Deus, seu Autor, não é bom em qualquer sentido significativo para nós
O credo “I” pressupõe que Deus é bom de uma forma significante para nós, comparável às nossas mais altas e melhores intuições de bondade. O credo “II” (necessariamente implicado pela dupla predestinação) esvazia o credo “I”.

Portanto, qualquer exegese da bíblia que retrata Deus como não sendo bom, do qual o hiper-calvinismo (formado pelos que creditam na dupla predestinação) inexoravelmente faz, não pode ser acreditada, porque auto-referencialmente se volta contra a razão de acreditar na Bíblia. 

Finalmente, para sermos coerentes, devemos escolher entre acreditar na Bíblia como sendo a Palavra de Deus e acreditar na dupla predestinação.

Concluo reafirmando a crítica wesleyana à exegese calvinista de Romanos 9: “Não importe o que pareça, certamente não é aquilo.”

Fonte: http://www.patheos.com/blogs/rogereolson

sexta-feira, 28 de abril de 2017

0 Revista EBD Adultos CPAD - 3º Trimestre 2017




Você já pode saber o tema do 3º TRIMESTRE de 2017 da Revista Lições Bíblicas Adultos!
Falaremos sobre "A Razão da Nossa Fé: Assim cremos, assim vivemos"

Comentarista: Pr. Esequias Soares

LicoesBiblicasCPAD

Lição 1 - Inspiração Divina e Autoridade da Bíblia
Lição 2 - O Único Deus Verdadeiro e a Criação
Lição 3 - A Santíssima Trindade: um só Deus em três Pessoas
Lição 4 - O Senhor e Salvador Jesus Cristo
Lição 5 - A Identidade do Espírito Santo
Lição 6 - A Pecaminosidade Humana e a sua Restauração a Deus
Lição 7 - A Necessidade do Novo Nascimento
Lição 8 - A Igreja de Cristo
Lição 9 - A Necessidade de Termos uma Vida Santa
Lição 10 - As Manifestações do Espírito Santo
Lição 11 - A Segunda Vinda de Cristo
Lição 12 - O Mundo Vindouro
Lição 13 - Sobre a Família e a sua Natureza

domingo, 16 de abril de 2017

0 Reflexão Bíblica – Ele não está aqui, ressuscitou!





Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia (Mateus 28.6)

Introdução – A ressurreição de Jesus Cristo foi o marco do cristianismo, o maior evento da história da humanidade e a maior vitória do povo de Deus. O apóstolo Paulo chega a dizer que se duvidarmos por um segundo sequer da ressurreição do Senhor Jesus, torna-se vã a nossa fé (E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé / I Coríntios 15.14).

O Cristianismo é única religião do mundo que pode arrogar a si o direito de ter o seu fundador VIVO PARA TODO O SEMPRE. Todos os demais fundadores de religiões e seitas morreram ou morrerão e acreditem, permanecerão mortos até o dia do Juízo Final. Mas o fundador do cristianismo morreu, mas ao terceiro dia venceu os grilhões da morte e voltou a viver para nunca mais morrer.

Porque ele ressuscitou:

1.  Ele está conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mateus-28.20) -  Seu pai e sua mãe podem te abandonar em algum momento da sua vida, mas Jesus jamais te abandona. Teu melhor amigo pode te deixar na mão, no entanto Jesus, jamais fará isso. Podemos contar com a companhia diária dele em qualquer circunstância.

2.  Onde nos reunirmos no nome dEle, se fará presente (Mateus 18.20) – O ser humano reúne-se em nome de várias autoridades, sem, contudo, poder contar com a presença dessa autoridade em sua reunião, mas àqueles que reunirem-se em nome de Jesus, acreditem ele estará presente à essa reunião. Não somente presente, mas estará no CENTRO dela.

3.  Ele supre o que nos falta de conhecimento (Mateus 19.10) – Quando foram conduzidos à presença de reis, governadores e magistrados; os simples discípulos de Jesus de Nazaré surpreenderam a todos. Portadores de uma eloquência extraordinária, de uma sabedoria ímpar, de um conhecimento estupendo e de uma autoridade inquestionável; fizeram com que várias autoridades ficassem boquiabertas e reconhecessem que eles “haviam estado com Jesus” (Atos 4.13).

4.  Garante-nos a herança nos céus (Romanos 8.17) – Podemos não ter uma casa boa, um bom carro, uma grande soma de dinheiro no bando ou até mesmo nem ter o que comer; porém, uma coisa ninguém pode nos tirar: SOMOS HERDEIROS DE DEUS E CO-HERDEIROS COM CRISTO. Isso significa que o Cristão é riquíssimo, talvez não de bens materiais e sim de riquezas espirituais guardadas nos céus para quem for fiel.

CONCLUSÃO - E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela (Mateus 28:1).
Isso não foi uma utopia, mas a maior realidade da história humana. Jesus ressuscitou e está conosco para todo o sempre. Pascoa não consistem em chocolates ou presentes (CONSUMISMO), mas em reconhecer que Jesus venceu a morte e voltou a vida para nunca mais morrer.

Pense nisso,

                  João Augusto de Oliveira

quarta-feira, 12 de abril de 2017

0 Apologética Cristã: Qual é a Fonte Religiosa dos Adventistas?




Qual é a Fonte Religiosa dos Adventistas?

AUTOR: Pr. Natanael Rinaldi

Um problema sério a considerar, antes de entrar no mérito da questão, é indagar onde está a fonte de autoridade de um adventista. É muito bonito ler de alguém que argumenta sobre a autoridade da Bíblia com certa empáfia, soberba como se realmente a sua fonte de autoridade religiosa estivesse apoiada na Bíblia o que, entretanto, não corresponde à realidade dos fatos. E afirmo que isso não é declaração caluniosa, falsa, pecaminosa. Passemos então a considerar os fatos:

TRÊS TEORIAS SOBRE FONTE DE AUTORIDADE RELIGIOSA 
Existem três teorias sobre fonte de autoridade religiosa: a primeira é que o princípio de autoridade está na organização ou na Igreja (catolicismo); a segunda admite que a fonte de autoridade está no homem (racionalismo ou misticismo); a terceira é que Deus falou através de seu Filho Jesus Cristo, cujo registro infalível está na Bíblia (Hb 1.1-2). (O Caos das Seitas, p. 288, 1ª edição, 1970).

Em qual situação se coloca o adventismo? O adventismo vale-se da Bíblia, mas a atribuem aos escritos de Ellen Gould White o mesmo grau de inspiração dos escritores bíblicos. E isso é uma marca das seitas.

Acerca da Bíblia lemos, “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).

Define-se como seita uma organização religiosa cujos ensinos repousam sobre a autoridade de um líder espiritual cujos escritos são vistos como sendo de valor igual ou superior a Bíblia e cujos ensinos estão em oposição às doutrinas bíblicas do cristianismo histórico. O problema central dessa definição de seita é que o líder “possui autoridade igual ou superior à Bíblia”. O líder ou a líder é visto como “profeta” ou “profetisa”. Desde que esse profeta ou profetisa é visto como canal de comunicação de Deus com os homens, os seus ensinos são tidos de autoridade inquestionável – são dogmas. A questão fundamental, quando tratamos com os sectários, é descobrir quem é o porta-voz deles. Enquanto os filhos de Deus têm a Bíblia como seu padrão exclusivo de fé e conduta, por meio da qual se decidem todas as questões religiosas, o sectário olha para os escritos do seu profeta ou profetisa.

O ADVENTISMO É UMA SEITA
À luz da definição da palavra seita, fica abundantemente claro que o adventismo do sétimo dia é uma seita e não uma igreja cristã ou uma denominação evangélica. A autoridade religiosa do adventismo do sétimo dia repousa sobre os escritos de Ellen Gould White, tida como a “mensageira do Senhor”. Ela é base da autoridade religiosa dos adventistas. “Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de seus servos e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos TESTEMUNHOS DO SEU ESPÍRITO. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao seu povo a respeito de sua vontade e da conduta que este deve ter”(Testemunhos Seletos. vol. II. pág. 276, 2ª edição, 1956). O maiúsculo é nosso. Assim – pode-se afirmar que a fonte de autoridade adventista repousa sobre três palavras: ELLEN GOULD WHITE. 

JOSEPH SMITH E ELLEN GOULD WHITE
Fazendo um paralelo entre Ellen Gould White e Joseph Smith, em reclamar sua condição de profeta, afirma ele, textualmente, “Se qualquer pessoa me perguntar se eu sou um profeta, não o negarei, já que estaria mentindo se o fizesse; pois, segundo João, o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. Portanto, se declaro ser testemunha ou mestre, e não tenho o espírito de profecia, que é o testemunho de Jesus, sou uma falsa testemunha; porém, se sou um mestre ou testemunha verdadeira, devo ter o espírito de profecia, e isso é o que constitui um profeta” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith , pág. 263). O grifo é nosso.

Joseph Smith, para se colocar como profeta, alega ter tido várias visões. A primeira delas, a mais importante, foi sobre a apostasia geral do cristianismo, quando Jesus lhe advertiu para “não se juntar a nenhuma igreja, pois todas estavam erradas e seus credos eram uma abominação a vista de Deus”. Foi avisado por Jesus para abrir uma nova igreja a que deu o título pomposo de Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (A Pérola de Grande Valor, pág. 56-57; 3 Néfi 27.8).

Os adventistas reivindicam para a sua profetisa autoridade religiosa igual à reivindicada por Joseph Smith Jr. dentro do mormonismo.

PARALELO ENTRE MARIA E EGW
Dentro do catolicismo existe um estudo teológico sobre Maria denominado Mariologia. Nos seminários adventistas existe uma matéria de estudo específico sobre ela. A apostila se denomina “Orientação Profética no Movimento Adventista”. A autoridade religiosa dela em livros, revistas da Escola Sabatina é tão grande que nem mesmo os escritores bíblicos alcançaram tamanha autoridade religiosa. Os comentários da revista da Escola Sabatina são feitos com transcrições dos livros dela. Da mesma forma como os católicos aceitam o dogma da autoridade Papal. Para alguém se tornar membro da Igreja Adventista é mister aceitar a infalibilidade de sua fundadora Ellen G. White. E não se diga que a comparação é absurda. Não pode alguém batizar-se na Igreja Adventista do Sétimo Dia senão aceitar que Ellen G. White tem inspiração divina igual a dos escritores bíblicos (Revista Adventista. Fev 84, pág. 37).

CANDIDATOS AO BATISMO
Na ficha de “Informações Sobre os Candidatos ao Batismo”, além dos dados pessoais do batizando, a pergunta de nº 18 registra:

“Crê no Espírito de Profecia? ____ Quantos livros já leu? ____ “.

Outra declaração comprometedora sobre sua infalibilidade:

“Por que Alguns Deixam de Ser Beneficiados pelo Espírito de Profecia”:
1. …

2. …

3. …

4. O deixar de apreender a verdadeira natureza de seus escritos quanto à inspiração e a infalibilidade”. (Orientação Profética No Movimento Adventista, pág. 157)

Veja o documento escaneado:


Sem qualquer constrangimento afirmam:
“Ao passo que, apesar de nós desprezarmos o pensamento dos pioneiros, nós aceitamos como regra de fé a Revelação – Velho Testamento; Novo Testamento e Espírito de Profecia” (A Sacudidura e os 144.000, pág. 117).

AUTORIDADE DE PROFETISA
Disse ela: “Minha missão abrange a obra de um profeta, mas não termina aí” (Orientação Profética no Movimento Adventista, pág. 106).

“Os livros do ‘Espírito de Profecia’ e também os ‘Testemunhos’, devem ser introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los” (Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 291). O grifo é nosso.

“Não são só os que abertamente rejeitam os Testemunhos ou que alimentam dúvidas a seu respeito, que se encontram em terreno perigoso. Desconsiderar a luz equivale a rejeitá-la” (Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 290).

“Disse o meu anjo assistente. ‘ Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens. A verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância. O destino das almas depende da maneira em que forem elas recebidas” (Primeiros Escritos, pág. 258). O grifo é nosso.

“Quanto mais o eu for exaltado, tanto mais diminuirá a fé nos Testemunhos do Espírito de Deus… Os que têm confiança posta em si mesmos, hão de reconhecer sempre menos a Deus nos Testemunhos dados pelo Seu Espírito” (Ibidem 292).

“Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de Seus Profetas e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos Testemunhos do Seu Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao Seu povo a respeito de Sua vontade e da conduta que este deve ter” (Testemunhos Seletos, vol. II pág. 276, 2ª edição, 1956).

No texto de Hb 1.1. onde consta, “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”, é mudado para indicar que hoje já não fala pelo mesmo meio, seu Filho Jesus Cristo, mas nos fala hoje de modo diferente, ou seja, pelos escritos de Ellen G. White.

Deste modo, não devemos mais consultar a Bíblia quando quisermos ouvir a voz de Deus, mas devemos procurar entender Deus falar pelos escritos dela. Preferia que a chamassem de ‘A mensageira do Senhor’” (Review and Herald, 26 de julho de 1906).

AUTORIDADE RECONHECIDA 
Dizem os adventistas: “CREMOS QUE:… Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação para os Adventistas do Sétimo Dia … NEGAMOS QUE: A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas. (Revista Adventista, fev. 1984, pág. 37).

O que está dito pela Igreja Adventista do Sétimo Dia é muito sério. Afirmar que a autoridade dos escritos de Ellen G. White quanto à inspiração é igual a dos escritores da Bíblia, é chamá-los de infalíveis. 

Podemos escolher entre ler os escritos, por exemplo, de Paulo, através de suas epístolas numa das quais ele afirma: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor” (1 Co 14.37) ou ler os escritos de Ellen G. White, acerca dos quais está escrito: “Embora os profetas da antigüidade fossem humanos, a mente divina e a vontade de um Deus infalível, estão suficientemente representadas na Bíblia. E o mesmo Deus fala por meio dos escritos do espírito de profecia. Estes livros inspirados, tais como O Desejado de Todas as Nações, O Conflito dos Séculos e Patriarcas e Profetas, são certamente revelações divinas da verdade sobre as quais deveríamos depender completamente” (Orientação Profética No Movimento Adventista, pág. 45). O grifo é nosso.

Ela ainda diz que “os livros do ‘Espírito de Profecia’ e também os ‘Testemunhos’, devem ser introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los” (Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 291) (o grifo é nosso)
Duvidar de seus escritos é estar em trevas (Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 291) e a compreensão de seus escritos decidirá o destino das almas (Primeiros Escritos, p. 258).

Imaginem os sabatistas reconhecendo a autoridade de EGW e terem de obedecer ao seguinte mandamento dela:

“Em resposta a indagações quanto à conveniência de casamento entre jovens cristãos de raças branca e preta, direi que nos princípios de minha obra esta pergunta me foi apresentada, e o esclarecimento que me foi dado da parte do Senhor foi que esse passo não devia ser dado; pois é certo criar discussão e confusão… Que o irmão de cor se case com uma irmã de cor que seja digna, que ame a Deus e guarde os Seus mandamentos. Que a irmã branca que pensa em unir-se em matrimônio a um irmão de côr se recuse a dar tal passo, pois o Senhor não está dirigindo nessa direção” (Mensagens Escolhidas, vol. II, pág. 344).

A QUESTÃO DO SÁBADO NA VISÃO DE EGW
1. Os adventistas declaram que a equação: sábado = justificação pelas obras, atribuída aos observadores do Sábado, é falsa, caluniosa e pecaminosa (por ser mentira) espero que já tenham modificado tais alegações em sua literatura, se é que realmente amam a verdade e se batem pela mais elevada ética cristã.

Veja, você leitor, como os sectaristas pisam sobre a dignidade dos seus opositores. Não andarem conforme sua cartilha, são tidos como desonestos. Vejamos o que declarou Ellen G. White sobre a guarda do sábado:

“Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna” (Testemunhos Seletos, vol. III, p. 23 – 2ª edição, 1956).

Se uma citação não bastar, pois poderiam afirmar que somos injustos em tirar um texto fora do contexto, temos outras ainda em seus escritos. Escreve Ellen no livro O Conflito dos Séculos: “O sábado será a pedra de toque da lealdade: pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não o servem” (pág. 611, Ellen Gould White. Casa Publicadora Brasileira. 1971).

Nem mesmo o cancelamento dos pecados como afirma as Escrituras (1 Jo 1.7,9), têm certeza os sabatistas se não se viverem em harmonia com a lei de Deus, o que implica naturalmente, para eles, a guarda do sábado.

Eis o que ela declara no livro O Conflito dos Séculos:
“…. verificando-se estar o seu caráter em harmonia com a Lei de Deus, seus pecados serão riscados, e eles próprios havidos por dignos de vida eterna” (pág. 487, CPB-1971).

Será que isso é “citação desonesta de trechos isolados?” É difícil aceitar que líderes da guarda do sábado desconhecessem essas declarações de sua profetisa? E isso não é uma opinião isolada. Os supostos guardadores do sábado, raciocinam assim: o sábado não implica em justificação pelas obras, mas quem não guarda o sábado e crê que o domingo como “dia do Senhor” (Ap 1.10), tem o sinal da besta e será atormentado para sempre (Ap 14.9-11).

Enquanto isso, Paulo escreveu treze epístolas e em nenhuma delas recomendou, como necessário para a salvação, a guarda do sábado. Pelo contrário, combateu aqueles que guardavam dias para se justificar diante de Deus, afirmando que temia pela salvação deles, pois estavam aceitando outro evangelho.

“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias (sábados), e meses (luas novas), e tempos, e anos (festas anuais). Receio de vós, que não haja trabalhando em vão para convosco” (Gl 4.9-11).

Também em Cl 2.16-17 Paulo declara, “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados. Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”. E saiba que a palavra ‘sábados’ se refere ao sábado semanal.


* título original: “Uma carta não respondida” – (Esta matéria é de autoria do Pr. Natanael Rinaldi – numa resposta ao adventista, Azenilto Brito)

Veja o vídeo em que EG White é aceita pelo fiel:

 

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