domingo, 16 de abril de 2017

0 Reflexão Bíblica – Ele não está aqui, ressuscitou!





Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia (Mateus 28.6)

Introdução – A ressurreição de Jesus Cristo foi o marco do cristianismo, o maior evento da história da humanidade e a maior vitória do povo de Deus. O apóstolo Paulo chega a dizer que se duvidarmos por um segundo sequer da ressurreição do Senhor Jesus, torna-se vã a nossa fé (E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé / I Coríntios 15.14).

O Cristianismo é única religião do mundo que pode arrogar a si o direito de ter o seu fundador VIVO PARA TODO O SEMPRE. Todos os demais fundadores de religiões e seitas morreram ou morrerão e acreditem, permanecerão mortos até o dia do Juízo Final. Mas o fundador do cristianismo morreu, mas ao terceiro dia venceu os grilhões da morte e voltou a viver para nunca mais morrer.

Porque ele ressuscitou:

1.  Ele está conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mateus-28.20) -  Seu pai e sua mãe podem te abandonar em algum momento da sua vida, mas Jesus jamais te abandona. Teu melhor amigo pode te deixar na mão, no entanto Jesus, jamais fará isso. Podemos contar com a companhia diária dele em qualquer circunstância.

2.  Onde nos reunirmos no nome dEle, se fará presente (Mateus 18.20) – O ser humano reúne-se em nome de várias autoridades, sem, contudo, poder contar com a presença dessa autoridade em sua reunião, mas àqueles que reunirem-se em nome de Jesus, acreditem ele estará presente à essa reunião. Não somente presente, mas estará no CENTRO dela.

3.  Ele supre o que nos falta de conhecimento (Mateus 19.10) – Quando foram conduzidos à presença de reis, governadores e magistrados; os simples discípulos de Jesus de Nazaré surpreenderam a todos. Portadores de uma eloquência extraordinária, de uma sabedoria ímpar, de um conhecimento estupendo e de uma autoridade inquestionável; fizeram com que várias autoridades ficassem boquiabertas e reconhecessem que eles “haviam estado com Jesus” (Atos 4.13).

4.  Garante-nos a herança nos céus (Romanos 8.17) – Podemos não ter uma casa boa, um bom carro, uma grande soma de dinheiro no bando ou até mesmo nem ter o que comer; porém, uma coisa ninguém pode nos tirar: SOMOS HERDEIROS DE DEUS E CO-HERDEIROS COM CRISTO. Isso significa que o Cristão é riquíssimo, talvez não de bens materiais e sim de riquezas espirituais guardadas nos céus para quem for fiel.

CONCLUSÃO - E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela (Mateus 28:1).
Isso não foi uma utopia, mas a maior realidade da história humana. Jesus ressuscitou e está conosco para todo o sempre. Pascoa não consistem em chocolates ou presentes (CONSUMISMO), mas em reconhecer que Jesus venceu a morte e voltou a vida para nunca mais morrer.

Pense nisso,

                  João Augusto de Oliveira

quarta-feira, 12 de abril de 2017

0 Apologética Cristã: Qual é a Fonte Religiosa dos Adventistas?




Qual é a Fonte Religiosa dos Adventistas?

AUTOR: Pr. Natanael Rinaldi

Um problema sério a considerar, antes de entrar no mérito da questão, é indagar onde está a fonte de autoridade de um adventista. É muito bonito ler de alguém que argumenta sobre a autoridade da Bíblia com certa empáfia, soberba como se realmente a sua fonte de autoridade religiosa estivesse apoiada na Bíblia o que, entretanto, não corresponde à realidade dos fatos. E afirmo que isso não é declaração caluniosa, falsa, pecaminosa. Passemos então a considerar os fatos:

TRÊS TEORIAS SOBRE FONTE DE AUTORIDADE RELIGIOSA 
Existem três teorias sobre fonte de autoridade religiosa: a primeira é que o princípio de autoridade está na organização ou na Igreja (catolicismo); a segunda admite que a fonte de autoridade está no homem (racionalismo ou misticismo); a terceira é que Deus falou através de seu Filho Jesus Cristo, cujo registro infalível está na Bíblia (Hb 1.1-2). (O Caos das Seitas, p. 288, 1ª edição, 1970).

Em qual situação se coloca o adventismo? O adventismo vale-se da Bíblia, mas a atribuem aos escritos de Ellen Gould White o mesmo grau de inspiração dos escritores bíblicos. E isso é uma marca das seitas.

Acerca da Bíblia lemos, “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).

Define-se como seita uma organização religiosa cujos ensinos repousam sobre a autoridade de um líder espiritual cujos escritos são vistos como sendo de valor igual ou superior a Bíblia e cujos ensinos estão em oposição às doutrinas bíblicas do cristianismo histórico. O problema central dessa definição de seita é que o líder “possui autoridade igual ou superior à Bíblia”. O líder ou a líder é visto como “profeta” ou “profetisa”. Desde que esse profeta ou profetisa é visto como canal de comunicação de Deus com os homens, os seus ensinos são tidos de autoridade inquestionável – são dogmas. A questão fundamental, quando tratamos com os sectários, é descobrir quem é o porta-voz deles. Enquanto os filhos de Deus têm a Bíblia como seu padrão exclusivo de fé e conduta, por meio da qual se decidem todas as questões religiosas, o sectário olha para os escritos do seu profeta ou profetisa.

O ADVENTISMO É UMA SEITA
À luz da definição da palavra seita, fica abundantemente claro que o adventismo do sétimo dia é uma seita e não uma igreja cristã ou uma denominação evangélica. A autoridade religiosa do adventismo do sétimo dia repousa sobre os escritos de Ellen Gould White, tida como a “mensageira do Senhor”. Ela é base da autoridade religiosa dos adventistas. “Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de seus servos e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos TESTEMUNHOS DO SEU ESPÍRITO. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao seu povo a respeito de sua vontade e da conduta que este deve ter”(Testemunhos Seletos. vol. II. pág. 276, 2ª edição, 1956). O maiúsculo é nosso. Assim – pode-se afirmar que a fonte de autoridade adventista repousa sobre três palavras: ELLEN GOULD WHITE. 

JOSEPH SMITH E ELLEN GOULD WHITE
Fazendo um paralelo entre Ellen Gould White e Joseph Smith, em reclamar sua condição de profeta, afirma ele, textualmente, “Se qualquer pessoa me perguntar se eu sou um profeta, não o negarei, já que estaria mentindo se o fizesse; pois, segundo João, o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. Portanto, se declaro ser testemunha ou mestre, e não tenho o espírito de profecia, que é o testemunho de Jesus, sou uma falsa testemunha; porém, se sou um mestre ou testemunha verdadeira, devo ter o espírito de profecia, e isso é o que constitui um profeta” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith , pág. 263). O grifo é nosso.

Joseph Smith, para se colocar como profeta, alega ter tido várias visões. A primeira delas, a mais importante, foi sobre a apostasia geral do cristianismo, quando Jesus lhe advertiu para “não se juntar a nenhuma igreja, pois todas estavam erradas e seus credos eram uma abominação a vista de Deus”. Foi avisado por Jesus para abrir uma nova igreja a que deu o título pomposo de Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (A Pérola de Grande Valor, pág. 56-57; 3 Néfi 27.8).

Os adventistas reivindicam para a sua profetisa autoridade religiosa igual à reivindicada por Joseph Smith Jr. dentro do mormonismo.

PARALELO ENTRE MARIA E EGW
Dentro do catolicismo existe um estudo teológico sobre Maria denominado Mariologia. Nos seminários adventistas existe uma matéria de estudo específico sobre ela. A apostila se denomina “Orientação Profética no Movimento Adventista”. A autoridade religiosa dela em livros, revistas da Escola Sabatina é tão grande que nem mesmo os escritores bíblicos alcançaram tamanha autoridade religiosa. Os comentários da revista da Escola Sabatina são feitos com transcrições dos livros dela. Da mesma forma como os católicos aceitam o dogma da autoridade Papal. Para alguém se tornar membro da Igreja Adventista é mister aceitar a infalibilidade de sua fundadora Ellen G. White. E não se diga que a comparação é absurda. Não pode alguém batizar-se na Igreja Adventista do Sétimo Dia senão aceitar que Ellen G. White tem inspiração divina igual a dos escritores bíblicos (Revista Adventista. Fev 84, pág. 37).

CANDIDATOS AO BATISMO
Na ficha de “Informações Sobre os Candidatos ao Batismo”, além dos dados pessoais do batizando, a pergunta de nº 18 registra:

“Crê no Espírito de Profecia? ____ Quantos livros já leu? ____ “.

Outra declaração comprometedora sobre sua infalibilidade:

“Por que Alguns Deixam de Ser Beneficiados pelo Espírito de Profecia”:
1. …

2. …

3. …

4. O deixar de apreender a verdadeira natureza de seus escritos quanto à inspiração e a infalibilidade”. (Orientação Profética No Movimento Adventista, pág. 157)

Veja o documento escaneado:


Sem qualquer constrangimento afirmam:
“Ao passo que, apesar de nós desprezarmos o pensamento dos pioneiros, nós aceitamos como regra de fé a Revelação – Velho Testamento; Novo Testamento e Espírito de Profecia” (A Sacudidura e os 144.000, pág. 117).

AUTORIDADE DE PROFETISA
Disse ela: “Minha missão abrange a obra de um profeta, mas não termina aí” (Orientação Profética no Movimento Adventista, pág. 106).

“Os livros do ‘Espírito de Profecia’ e também os ‘Testemunhos’, devem ser introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los” (Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 291). O grifo é nosso.

“Não são só os que abertamente rejeitam os Testemunhos ou que alimentam dúvidas a seu respeito, que se encontram em terreno perigoso. Desconsiderar a luz equivale a rejeitá-la” (Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 290).

“Disse o meu anjo assistente. ‘ Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens. A verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância. O destino das almas depende da maneira em que forem elas recebidas” (Primeiros Escritos, pág. 258). O grifo é nosso.

“Quanto mais o eu for exaltado, tanto mais diminuirá a fé nos Testemunhos do Espírito de Deus… Os que têm confiança posta em si mesmos, hão de reconhecer sempre menos a Deus nos Testemunhos dados pelo Seu Espírito” (Ibidem 292).

“Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de Seus Profetas e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos Testemunhos do Seu Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao Seu povo a respeito de Sua vontade e da conduta que este deve ter” (Testemunhos Seletos, vol. II pág. 276, 2ª edição, 1956).

No texto de Hb 1.1. onde consta, “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”, é mudado para indicar que hoje já não fala pelo mesmo meio, seu Filho Jesus Cristo, mas nos fala hoje de modo diferente, ou seja, pelos escritos de Ellen G. White.

Deste modo, não devemos mais consultar a Bíblia quando quisermos ouvir a voz de Deus, mas devemos procurar entender Deus falar pelos escritos dela. Preferia que a chamassem de ‘A mensageira do Senhor’” (Review and Herald, 26 de julho de 1906).

AUTORIDADE RECONHECIDA 
Dizem os adventistas: “CREMOS QUE:… Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação para os Adventistas do Sétimo Dia … NEGAMOS QUE: A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas. (Revista Adventista, fev. 1984, pág. 37).

O que está dito pela Igreja Adventista do Sétimo Dia é muito sério. Afirmar que a autoridade dos escritos de Ellen G. White quanto à inspiração é igual a dos escritores da Bíblia, é chamá-los de infalíveis. 

Podemos escolher entre ler os escritos, por exemplo, de Paulo, através de suas epístolas numa das quais ele afirma: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor” (1 Co 14.37) ou ler os escritos de Ellen G. White, acerca dos quais está escrito: “Embora os profetas da antigüidade fossem humanos, a mente divina e a vontade de um Deus infalível, estão suficientemente representadas na Bíblia. E o mesmo Deus fala por meio dos escritos do espírito de profecia. Estes livros inspirados, tais como O Desejado de Todas as Nações, O Conflito dos Séculos e Patriarcas e Profetas, são certamente revelações divinas da verdade sobre as quais deveríamos depender completamente” (Orientação Profética No Movimento Adventista, pág. 45). O grifo é nosso.

Ela ainda diz que “os livros do ‘Espírito de Profecia’ e também os ‘Testemunhos’, devem ser introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los” (Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 291) (o grifo é nosso)
Duvidar de seus escritos é estar em trevas (Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 291) e a compreensão de seus escritos decidirá o destino das almas (Primeiros Escritos, p. 258).

Imaginem os sabatistas reconhecendo a autoridade de EGW e terem de obedecer ao seguinte mandamento dela:

“Em resposta a indagações quanto à conveniência de casamento entre jovens cristãos de raças branca e preta, direi que nos princípios de minha obra esta pergunta me foi apresentada, e o esclarecimento que me foi dado da parte do Senhor foi que esse passo não devia ser dado; pois é certo criar discussão e confusão… Que o irmão de cor se case com uma irmã de cor que seja digna, que ame a Deus e guarde os Seus mandamentos. Que a irmã branca que pensa em unir-se em matrimônio a um irmão de côr se recuse a dar tal passo, pois o Senhor não está dirigindo nessa direção” (Mensagens Escolhidas, vol. II, pág. 344).

A QUESTÃO DO SÁBADO NA VISÃO DE EGW
1. Os adventistas declaram que a equação: sábado = justificação pelas obras, atribuída aos observadores do Sábado, é falsa, caluniosa e pecaminosa (por ser mentira) espero que já tenham modificado tais alegações em sua literatura, se é que realmente amam a verdade e se batem pela mais elevada ética cristã.

Veja, você leitor, como os sectaristas pisam sobre a dignidade dos seus opositores. Não andarem conforme sua cartilha, são tidos como desonestos. Vejamos o que declarou Ellen G. White sobre a guarda do sábado:

“Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna” (Testemunhos Seletos, vol. III, p. 23 – 2ª edição, 1956).

Se uma citação não bastar, pois poderiam afirmar que somos injustos em tirar um texto fora do contexto, temos outras ainda em seus escritos. Escreve Ellen no livro O Conflito dos Séculos: “O sábado será a pedra de toque da lealdade: pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não o servem” (pág. 611, Ellen Gould White. Casa Publicadora Brasileira. 1971).

Nem mesmo o cancelamento dos pecados como afirma as Escrituras (1 Jo 1.7,9), têm certeza os sabatistas se não se viverem em harmonia com a lei de Deus, o que implica naturalmente, para eles, a guarda do sábado.

Eis o que ela declara no livro O Conflito dos Séculos:
“…. verificando-se estar o seu caráter em harmonia com a Lei de Deus, seus pecados serão riscados, e eles próprios havidos por dignos de vida eterna” (pág. 487, CPB-1971).

Será que isso é “citação desonesta de trechos isolados?” É difícil aceitar que líderes da guarda do sábado desconhecessem essas declarações de sua profetisa? E isso não é uma opinião isolada. Os supostos guardadores do sábado, raciocinam assim: o sábado não implica em justificação pelas obras, mas quem não guarda o sábado e crê que o domingo como “dia do Senhor” (Ap 1.10), tem o sinal da besta e será atormentado para sempre (Ap 14.9-11).

Enquanto isso, Paulo escreveu treze epístolas e em nenhuma delas recomendou, como necessário para a salvação, a guarda do sábado. Pelo contrário, combateu aqueles que guardavam dias para se justificar diante de Deus, afirmando que temia pela salvação deles, pois estavam aceitando outro evangelho.

“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias (sábados), e meses (luas novas), e tempos, e anos (festas anuais). Receio de vós, que não haja trabalhando em vão para convosco” (Gl 4.9-11).

Também em Cl 2.16-17 Paulo declara, “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados. Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”. E saiba que a palavra ‘sábados’ se refere ao sábado semanal.


* título original: “Uma carta não respondida” – (Esta matéria é de autoria do Pr. Natanael Rinaldi – numa resposta ao adventista, Azenilto Brito)

Veja o vídeo em que EG White é aceita pelo fiel:

sexta-feira, 7 de abril de 2017

0 Reflexão Bíblica – Os profetas do Antigo Testamento e suas denuncias ao pecado


Texto Base: Mas eu estou cheio do poder do Espírito do Senhor, e de juízo e de força, para anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado.
Ouvi agora isto, vós, chefes da casa de Jacó, e príncipes da casa de Israel, que abominais o juízo e perverteis tudo o que é direito,
Edificando a Sião com sangue, e a Jerusalém com iniqüidade.
Os seus chefes dão as sentenças por suborno, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá.
Portanto, por causa de vós, Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de pedras, e o monte desta casa como os altos de um bosque (Miquéias 3:8-12
).
INTRODUÇÃO – O ministerio profético no Antigo Testamento foi um marco na vida de Israel.
Depois da morte de Josué o povo corrompeu-se e desagradou muito a Deus, retornando paulatinamente às práticas pagãs dos povos vizinhos e porque não dizer que fizeram pior do que estes, pois abanbonaram o Todo Poderoso e voltaram-se aos ídolos de pedra e de gesso. Neste tempo Deus começou a levantar profetas para fazer com que o seu povo retornasse à comunhão com ele e assim não fosse destruído pela sua ira como o foram seus vizinhos.
Encontramos no Livro de Juízes uma das declarações mais tristes da Bíblia Sagrada: (Naquela época, nao havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo / Juízes 21.25 NVI).
Deus então levanta os profetas para ser porta voz dEle em meio ao caos e a corrupção reinante no degradado reino de Israel. Esses profetas a começar por Samuel (início do ministério profético) até o livro de Malaquias denunciaram o pecado e a corrupção em todos os setores de Israel. PASMEM, mas muitas dessas denuncias precisam ser repetidas nos dias de hoje, pois a Igreja hodierna está no mesmo caminho, senão pior do que o Israel da época dos Juízes e dos Reis.
Algumas denúncias dos profetas:
·         IDOLATRIA – (Isaías 44.9-20) - Deus sempre foi ZELOSO com o seu GRANDE NOME e com a sua Glória, não permitindo que a mesma seja dividida com os ídolos.
Quando falamos em ídolos não estamos fazendo menção apenas a imagens de escultura, mas precisamos deixar claro que tudo aquilo que ocupa o lugar “exclusivo” de Deus na nossa vida, roubando-lhe a Glória é IDOLATRIA.
É fácil olhar para os católicos e acusar-lhes de ser idólatras, mas é tão difícil reconhecer que nós mesmos (EVANGÉLICOS) temos nos tornado tão idólatras quanto eles, senão piores.
A idolatria evangélica não consiste na adoração de imagens, mas no endeusamento de seres humanos (cantores, pregadores, pastores) e na dedicação total a coisas e objetos (carros, casas, estudos) como se estes fossem deuses nas nossoas vidas.
Não nos enganemos, pois o mesmo Deus que condenou a idolatria de Israel e a católica, não nos deixa impunes. Principalmente nós (EVANGÉLICOS) que conhecemos os efeitos danosos da idolatria deveriamos correr dela à velocidade da luz, no entanto estamos fazendo exatamente o contrário. (Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura. Isaías 42:8).
·         INJUSTIÇA SOCIAL – (Amós 4.1;6.1-4;) – Deus nunca se agradou da opressão dos ricos sobre os pobres, mas parece que esquecemos completamente desse detalhe.
Vivemos uma época de desigualdade e injustiça social gritante, onde os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres cada dia mais miseráveis. Isso desagrada a Deus e muito, de sorte que vários profetas do Antigo Testamento protestaram veementemente contra esse mal em seus dias.
Se Deus não concordava com a desigualdade e injustiça no Antigo Testamento porque então imaginariamos que ele fizesse vista grossa hoje? Por que estamos na dispensação da Graça? Ledo engano.
Quando olhamos pregadores e cantores cobrarem “cachês exorbitantes” para se apresentar em templos e ginásios ficamos a pensar, pois grande parte desse dinheiro arrecadado para pagar esses “mercenários da fé” é tirado de pais e mães de família que sustentam seus filhos (muitas vezes uma família enorme) com um salário mínimo, mas que fazem um esforço escomunal para pagar o pregador ou cantor.
Do outro lado também estão “alguns” pastores que recebem salários milionários de suas Igrejas para pastoreá-las em contraste com a vida paupérrima de sua membresia, que muitas vezes vive em condição sub-humana a fim de sustentar a opulência desses lobos em peles de pastores.
É claro que eu sei que o “obreiro é digno do seu salário” (I Timóteo 5.18), mas isso não quer dizer que aqueles que lideram devem ter um salário milionário enquanto a maioria não tem o que comer. Isso é clara desigualdade e injustiça social.
Outra coisa que discordo flagrantemente é esse negócio de tornar obrigado a contribuiçao para aniversário do Pastor, co-pastor, esposas etc. Se você quer VOLUNTARIAMENTE dar um presente ao seu pastor parabéns, isso é louvável, mas tornar obrigatório que toda a Igreja e obreiros tirem de onde não tem para dar presente a pastores (que muitas vezes nem precisam) acho isso sujo, injusto e desumano. Pois muitas vezes encontramos famílias de obreiros vizendo abaixo da linha da miséria na Igreja; então porque não se faz uma arrecadação para ajudá-los?
·         BRIGA POR PODER – Vivemos uma febre de poder na Igreja de hoje. Cada um quer ser mais poderoso ou mais forte do que o outro.
Tenho a impressão de que algumas pessoas querem crescer ministerialmente, não para a edificação da Igreja, mas para demonstrar que pode mais do que o outro.
Assistimos lamentavelmente as discussões e brigas (algumas até judiciárias) por homens que querem o poder de mandar na Igreja a todo o custo, como se ela fosse propriedade exclusiva de algum ser humano. Esquecem que a Igreja foi comprada pelo sangue do Senhor Jesus no Calvário e que somente ele pode de fato dizer que é o SENHOR DA IGREJA.
Outros são escolhidos para cargos na igreja por meios escusos e injustos em detrimento de alguns.
·         CEGOS AO PECADO DO POVO – Assim como a liderança de Israel fazia vista grossa aos pecados do povo a grande parte da nossa tem colocado uma venda nos olhos.
Não se pode mais pregar contra o pecado, dizer que ele é horrível e maléfico e em muitas igrejas o pastor nem pode disciplinar membros que pecam, sob-risco de perdê-los e até mesmo de ser processado.
Por isso o pecado achou livre curso em nosso meio assim como achou em Israel no Antigo testamento. Por isso corremos o risco de nos tornar alvo da ira do mesmo Deus que os julgou e condenou, pois não importa a época, mas Ele não aceita o pecado e a podridão moral em seus arraiais.
Engraçado que muitos lideres estão tão ocupados buscando PODER que nem ao menos percebem que a membresia está mergulhando na lama do pecado e voltando à práticas antibíblicas e desagradáveis aos olhos de Deus.
CONCLUSÃO – Que Deus levante profetas em nossos dias para denunciar o pecado e a corrupção, onde quer que ela se encontre. Pois se isso não acontecer corremos o risco ser rejeitados assim como eles foram e nos tornar um museu e um lembrete à história de como Deus trata um povo que o abandona.
    Bom final de semana a todos,
                             João Augusto de Oliveira








sábado, 1 de abril de 2017

0 Reflexão Bíblica – CARO PREGADOR, pregue a Bíblia!






Texto: Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro;

E, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro (Apocalipse 22.19-20).

Introdução Pregar o Evangelho é um dos maiores privilégios que o crente salvo pode dispor. Ao salvar-nos (pela graça) Deus nos escolhe para determinadas obras na Igreja (administrar, zelar, construir, pastorear, pregar etc.), e acredito que a pregação está entre as mais excelentes (não menosprezando as demais).

Porém, esse privilégio (digo, o de pregar), também se constitui numa grande responsabilidade. O pregador é um porta voz de Deus, ou seja, o pregador é o interprete da vontade de Deus para o seu povo. Por isso importa que ele maneje bem a Palavra da Verdade (II Timóteo 2.15).

Porque o pregador deve ater-se ao texto e pregar somente a Bíblia?

Encontramos diversos versículos na Bíblia Sagrada que nos exortam a pregar e ensinar a Bíblia em toda a sua completude e pureza (II Timóteo 2.15; Provérbios 30.5-6; II Timóteo 3.16-17; I Coríntios 4.6).

Deus não negocia a sua palavra, pois vela sobre ela para cumpri-la (Jeremias 1.12), porém para que ele a cumpra necessita que os intérpretes da mesma (pregadores, pastores e professores) a interpretem de forma PURA E CORRETA ao povo. Pois Deus não se responsabiliza pelas ideias pré-concebidas que erroneamente as colocamos nos texto.

Descuidada ou intencionalmente não temos desculpas para deturpar o texto bíblico. Acredito que a advertência de João no livro de Apocalipse (22.19-20) é mais do que suficiente para nos fazer gelar a alma, ao pensar em interpretar a Bíblia para a nossa vida e a da Igreja.

Quanto absurdos ouvimos no dia a dia em pregações e ministrações de seminários advindos de pregadores que intencionalmente TORCEM o texto das Escrituras para tentar fazer com que ela diga o que nunca quis dizer. Ou seja, não adianta fazer a Bíblia dizer o que eu quero que ela diga, mas devemos respeitar o pensamento do Sacro Escritor, pois ele quando escreveu foi inspirado pelo Espírito Santo.

Não estou dizendo com isso que o pregador deve se ater de forma mecânica e somente ler os textos sem tomar o cuidado de fazer a correta interpretação. Podemos usar até mesmo fontes externas (devemos) na interpretação, tais como livros, enciclopédias, dicionários, comentários exegéticos etc., mas jamais devemos esquecer que essas fontes são de origem puramente humana e podem se CONTRADIZER e ERRAR. A única fonte fidedigna e confiável 100% é a Bíblia.

Conclusão –  Já ouvi Pessoalmente cada história absurda contada por GRANDES PREGADORES durante a sua ministração e quando fui buscar a fonte daquelas estórias não as encontrei em lugar nenhum. Donde imagino que as mesmas só podem ter sido fabricadas nas mentes doentes e deturpadas desses homens.

Por isso meu amigo pregador você que foi privilegiado com esse DOM de ministrar as revelações de Deus a Igreja faça com fidelidade, graça e coragem. Não tenha medo de pregar “todo o conselho de Deus” (Atos 20.27). QUER ouçam, quer deixem de ouvir, saberão que esteve entre eles um PROFETA DE DEUS.

    Bom final de semana a todos,

                   João Augusto de Oliveira

domingo, 26 de março de 2017

0 Você Está Com Raiva De Deus? (Are You Mad at God?)



Por Por David Wilkerson

Não há muito tempo atrás, resolvi ler uma biografia de missionários intitulada "Aggie" - e não consegui largá-la. Esta surpreendente história apertou o meu coração, e acabei a sua leitura em uma só sentada. Gostaria de resumir a sua história aqui para vocês - porque ela ilustra de maneira viva, o poder destrutivo da raiva cheia de amargura no coração do crente.

Em 1921, dois jovens casais de Estocolmo, na Suécia, responderam ao chamado de Deus para o campo missionário africano. Eram membros da Igreja Pentecostal Filadélfia, a qual enviava missionários para o mundo todo. Durante um especial culto missionário, estes dois casais receberam um chamamento para irem para o Congo Belga, que agora é o Zaire.

Os seus nomes eram David e Svea Flood, e Joel e Bertha Erickson. Svea Flood media apenas um metro e quarenta e dois centímetros de altura, e era uma cantora bem conhecida na Suécia. Mas os dois casais abandonaram tudo para oferecer as suas vidas para o evangelho.

Ao chegar ao Congo Belga, estabeleceram contato com o posto missionário local. A seguir, pegaram facões de mato e literalmente foram abrindo caminho para dentro do interior do Congo, infestado de insetos. David e Svea tinham um filho de dois anos, David Jr., e eles tinham de carregá-lo nas costas. Ao longo do caminho, as duas famílias pegaram malária. Mas, continuaram indo adiante com um grande zelo, prontos para serem mártires pelo Senhor.

Finalmente, chegaram à uma certa aldeia no interior. No entanto, para sua surpresa, o povo não permitiu que eles entrassem. Disseram aos missionários: "Não podemos permitir a entrada de nenhuma pessoa branca aqui, pois isso será ofensa para os nossos deuses." Então as famílias dirigiram-se para uma segunda aldeia - mas lá também foram rejeitados.

À estas alturas, não havia mais aldeias na região. As famílias esgotadas não tinham escolha a não ser se fixarem naquele local. Então, abriram uma clareira no meio da floresta de um monte, e construíram cabanas de barro, nas quais estabeleceram os seus lares.

Com o passar dos meses, todos eles começaram a sofrer de solidão, de doenças e de desnutrição. O pequeno David Jr. se tornou enfermiço. E eles não possuíam quase nenhum relacionamento com quaisquer dos aldeãos.

Finalmente, após cerca de seis meses, Joel e Bertha Erickson resolveram voltar para o posto missionário. Eles insistiram para que a família Flood fizesse o mesmo, mas Svea não podia viajar, pois havia ficado grávida recentemente. E agora a sua malária havia piorado. Além de tudo isto, David disse: "Desejo que a minha criança nasça na África. Eu vim para dar a minha vida aqui." Então, a família Flood simplesmente se despediu, e os seus amigos iniciaram a volta de cento e sessenta quilômetros, abrindo caminho pelo mato.

Durante vários meses Svea suportou uma febre que produzia delírios. Contudo, durante todo aquele tempo, ela fielmente ministrou a um menininho que veio para os ver, procedente de uma das aldeias que havia por perto. O menino foi o único convertido da família Flood. Ele trazia as frutas da família, e à medida que Svea lhe ministrava, ele simplesmente sorria de volta para ela.

Com o tempo, a malária de Svea se agravou tanto, que ela precisou ficar acamada. Ao chegar o tempo para nascer a criança, ela deu à luz uma saudável menina. Mas em uma semana, a mãe veio a falecer. Em seus últimos momentos, ela cochichou para David: "Dê o nome de Aina para a nossa filha." E então, morreu.

David Flood foi profundamente abalado pela morte de sua esposa. Reunindo todas as suas forças, ele pegou uma caixa de madeira e fez um caixão para Svea. A seguir, em uma primitiva sepultura nas encostas da montanha, ele enterrou a sua amada esposa.

Ao se colocar de pé ao lado da sepultura dela, ele olhou para o seu menino ao lado dele. Aí, ouviu o choro de sua filha recém-nascida, na cabana de barro. E de repente, a amargura encheu o seu coração. Uma ira cresceu dentro dele - e ele não conseguia a controlar. Ele entrou em fúria, gritando: "Por que o Senhor permitiu isto, Deus? Nós viemos aqui para dar as nossas vidas! A minha esposa era tão bonita, tão talentosa. E aqui ela jaz, morta com vinte e sete anos de idade."

"Agora, tenho um filho de dois anos que eu mal posso cuidar, e ainda mais esta bebezinha. E após mais de um ano nesta selva, tudo o que podemos mostrar como resultado é um garotinho da aldeia, que provavelmente nem entende o que temos lhe falado. O Senhor falhou comigo, Deus. As nossas vidas foram desperdiçadas!"

Nesta ocasião, David Flood empregou alguns homens das tribos locais como guias, e levou os seus filhos para o posto missionário.Ao ver a família Erickson, ele deixou escapar raivoso: "Vou me embora! Não posso cuidar destas crianças sozinho. Eu vou levar o meu filho comigo de volta para a Suécia - mas vou deixar a minha filha aqui com vocês." E assim, ele deixou Aina para que os Ericksons a criassem.

Durante a viagem de volta para Estocolmo, David Flood ficou sobre o convés do navio se agitando com Deus. Ele havia dito a todo mundo que estava indo à África para ser mártir - para ganhar as pessoas para Cristo, sem importar quais fossem os custos. E agora ele estava de volta como um homem derrotado e arrasado. Ele acreditava que havia sido fiel - mas que Deus o havia recompensado com total negligência.

Quando chegou a Estocolmo, ele resolveu se dedicar aos negócios de importação para fazer fortuna. E ele preveniu a todos em torno dele para nunca mencionar Deus na sua presença. Quando isto acontecia, ele entrava em fúria, e as veias saltavam do seu pescoço. Com o tempo, ele começou a beber intensamente.

Pouco depois de ele deixar a África, os seus amigos Erickson faleceram de repente (possivelmente envenenados pelo chefe da aldeia local). Então, a pequena Aina foi entregue a um casal americano - algumas pessoas queridas, que eu conheço, chamadas Arthur e Anna Berg. A família Berg levou Aina consigo para uma aldeia chamada Massisi, no norte do Congo. Lá, começaram a chamá-la de "Aggie". E logo a pequena Aggie aprendeu a língua swahili e brincava com as crianças do Congo.

Ficando só a maior parte do tempo, Aggie aprendeu a brincar de jogos de imaginação. Ela imaginava que tinha quatro irmãos e uma irmã, e deu a todos eles nomes imaginários. Ela arrumava a mesa para os seus irmãos, e conversava com eles. E imaginava que a sua irmã estava continuamente procurando por ela.

Quando a família Berg foi de férias para a América, eles levaram Aggie com eles, para a região de Mineápolis. Com o desenrolar dos acontecimentos, eles acabaram ficando lá. Aggie cresceu, e casou-se com um homem chamado Dewey Hurst, o qual mais tarde tornou-se o diretor da Faculdade Bíblica do Noroeste, a escola das Assembléias de Deus na cidade de Mineápolis, nos Estados Unidos.

Durante Alguns Anos Aggie,
Já Adulta, Tentou Fazer Contacto Com
O Seu Pai - Porém Sem Resultados!

Aggie nunca soube que o seu pai havia se casado novamente - desta vez com a irmã mais nova de Svea, uma pessoa que não servia a Deus. E agora, ele tinha cinco filhos além de Aggie - quatro filhos e uma filha (exatamente como Aggie havia imaginado). Nesta época David Flood havia se tornado um alcoólatra crônico, e com grave perda da visão.

Durante quarenta anos Aggie tentou localizar o seu pai - mas as suas cartas nunca foram respondidas. Finalmente a escola bíblica concedeu à ela e ao seu marido passagens de ida e volta para a Suécia. Isso daria a ela a oportunidade de encontrar o seu pai pessoalmente. Após haverem cruzado o Atlântico, o casal passou um dia de parada temporária em Londres. Eles resolveram fazer uma caminhada, e então andaram pelo auditório do Royal Albert Hall. Para a sua alegria, lá estava ocorrendo uma convenção de missões pentecostais das Assembléias de Deus. Eles entraram, e ouviram um pregador negro testificando a respeito da grande obra que Deus estava fazendo no Zaire - o Congo Belga!

O coração de Aggie saltava. Após a reunião, ela se aproximou do pregador e perguntou: "O senhor alguma vez conheceu os missionários David e Svea Flood?" Ele respondeu: "Sim. Svea Lord me levou ao Senhor quando eu era um garotinho. Eles tinham uma filha bebezinha, mas eu nunca soube o que sucedeu à ela." Aggie exclamou: "Eu sou a menina! Eu sou Aggie - Aina!"
Quando o pregador ouviu isto, ele apertou as mãos de Aggie, abraçou-a e chorou de alegria. Aggie mal podia acreditar que este homem era o garotinho convertido, a quem a sua mãe havia ministrado. Ele havia crescido e se tornado um evangelista missionário para o seu próprio país - o qual agora incluía 110.000 cristãos, 32 postos missionários, várias Escolas Bíblicas e um Hospital de 120 leitos.

No dia seguinte Aggie e Dewey partiram para Estocolmo - e a notícia de que eles estavam chegando já se espalhara. Á estas alturas, Aggie sabia que tinha quatro irmãos e uma irmã. E para a sua surpresa, três dos seus irmãos foram saudá-la no hotel. Ela perguntou a eles: "Onde está David, o meu irmão mais velho?" Eles simplesmente apontaram para o lobby em direção à uma figura solitária, sentada sobre uma cadeira. O seu irmão, David Jr., era um homem enrugado, de cabelos grisalhos. Igual ao seu pai, ele havia se tornado amargurado, e quase destruiu a sua vida com o álcool.

Quando Aggie perguntou a respeito de seu pai, os seus irmãos se ruborizaram com raiva. Todos eles o odiavam. Nenhum deles falava com ele já há alguns anos.

Aí, Aggie perguntou: "E a minha irmã?". Eles lhe deram um número telefônico, e Aggie imediatamente fez a ligação. A sua irmão atendeu o telefone - mas quando Aggie disse quem ela era, a linha subitamente desligou. Aggie tentou ligar novamente, mas não obteve resposta.
Em pouco, contudo, a sua irmã chegou ao hotel, e lançou os seus braços em torno dela. E lhe disse: "Eu sonhei com você a minha vida toda. Eu costumava abrir um mapa mundi na mesa, colocar um carrinho de brinquedo sobre ele, e fingia que dirigia por toda parte para lhe achar."

A irmã de Aggie também desprezava o seu pai, David Flood. Mas prometeu ajudar Aggie a encontrá-lo. Então, saíram de carro em direção à uma região empobrecida de Estocolmo, onde entraram por um edifício deteriorado. Quando bateram à porta, uma mulher as recebeu.

Lá dentro, garrafas de bebidas alcoólicas estavam caídas por toda parte. E deitado sobre uma cama-de-vento em um canto, estava o seu pai - o antigo missionário David Flood. Ele agora tinha setenta e três anos de idade e sofria de diabetes. Ele também havia sofrido um derrame cerebral, e tinha catarata em seus dois olhos.

Aggie pulou para o seu lado, gritando: "Papai, sou a sua filhinha - aquela que o senhor deixou na África. "O velho virou e olhou para ela. Lágrimas formaram-se em seus olhos. Ele respondeu: "Eu jamais desejei entregar você para os outros. Eu simplesmente não conseguia cuidar de vocês dois." Aggie respondeu: "Tudo bem, papai. Deus cuidou de mim."

Subitamente, o rosto de seu pai se cobriu de trevas. "Deus não cuidou de você!" ele vociferou. "Ele arruinou com toda a nossa família! Ele nos levou para a África, e a seguir nos atraiçoou. Não houve nenhum resultado do tempo que passamos lá. Foi um desperdício de nossas vidas!"
Aggie então contou-lhe a respeito do pregador negro que ela acabara de encontrar em Londres - e de como o país havia sido evangelizado através dele. "É tudo verdade, papai", ela dizia. "Todo mundo está sabendo a respeito daquele garotinho que se converteu. A história chegou a todos os jornais."

De repente o Espírito Santo caiu sobre David Flood - e ele se quebrantou. Lágrimas de dor e arrependimento desceram pelo seu rosto - e Deus o restaurou.

Pouco tempo após o encontro deles, David Flood morreu. E apesar de haver sido restaurado para o Senhor, ele deixou atrás dele apenas ruinas. Além de Aggie, o seu legado eram cinco filhos - nenhum deles salvo, e todos tragicamente amargurados.

Aggie escreveu toda a história. No entanto, enquanto trabalhava nisto, ela desenvolveu câncer. Logo após haver terminado os seus escritos, ela partiu para ficar com o Senhor.





terça-feira, 21 de março de 2017

0 Reflexão Bíblica – 05 sintomas de uma igreja doente





INTRODUÇÃO – Toda pessoa doente geralmente apresenta algumas características (SINTOMAS) que permitem ao médico fazer um diagnóstico a fim de identificar o problema e a partir daí prescrever o tratamento adequado à recuperação.

Acredito que com a Igreja acontece a mesma coisa. Percebemos que estamos frequentando uma Igreja doente, no momento que passamos a ver que ela apresenta alguns problemas que nos permitam ter uma ideia clara de DOENÇA ESPIRITUAL.

Portanto se você detectar alguns ou todos estes sintomas em sua congregação, CUIDADO, pois ela pode estar seriamente enferma, assim como todos os que a frequentam, incluindo você é claro.

11.  Abandono da Palavra
22.  Deixar de ser uma casa de oração e adoração
33.  Esquecer o seu compromisso evangelístico e missionário
44.  Dar mais valor ao dinheiro do que as pessoas
55.  Fazer escolhas baseadas em outras razões sem a direção do Espírito Santo

1.  Abandono da Palavra - No meio de tantos entretenimentos oferecidos à Igreja hoje em dia, torna-se fácil ela esquecer a prioridade no culto, a proclamação da Palavra.

Quando uma Igreja não encontra mais tempo para estudar sistematicamente a Bíblia, deixa de administrar seus cultos de maneira que o período da pregação acaba sendo sacrificado, não valoriza a pregação bíblica e cristocêntrica, não sente mais prazer ao ouvir a voz de Deus através da ministração. Algo está errado!

Não quero generalizar, mas existem igrejas que o pregador é proibido de falar de assuntos que tragam desconforto aos crentes, ou seja, ele tem que subir ao púlpito apenas para falar de coisas agradáveis.

2.  Deixar de ser uma casa de oração e adoração – O Senhor Jesus irou-se quando viu que a casa de Deus (O TEMPLO) havia sido transformada numa taberna de negócios, ou como ele mesmo disse: “num covil de salteadores” e pegou um chicote e fez justiça.

Fico imaginando aquele mesmo Jesus entrando em muitos templos nossos em pleno século XXI e penso nas barbaridades que ele veria.  Muitas Igrejas há muito deixaram de ser uma casa de oração e adoração e transformaram-se num Shopping Center, numa quitanda ao preço do freguês e porque não dizer que algumas viraram centros e entretenimento.

Se você percebeu que isso está acontecendo com a sua Igreja: CUIDADO!

3.  Esquecer o seu compromisso evangelístico e missionário - Na minha sincera opinião uma igreja que não evangeliza, que não se envolve com a obra missionária, que não sai em busca dos perdidos em becos, vielas, valados, hospitais, presídios etc. Uma Igreja que esqueceu o seu compromisso com o “mundo perdido” nem mesmo deveria estar aberta. Pois sinceramente ela não está glorificando o nome de Deus, mas desonrando-o.

Eu não acredito nesse negócio de dizer: vamos orar para que as almas venham ao templo e se convertam a Cristo. Jesus nunca disse que deveríamos esperar que as almas viessem ao templo, mas que nós fôssemos ao encontro delas, onde quer que estejam.

Portanto se sua Igreja não evangeliza nem se envolve em missões é bom ficar de olho aberto. Ela pode já estar a caminho da UTI.

4.  Dar mais valor ao dinheiro do que as pessoas - Quando eu chego nessa parte muita gente não gosta, mas infelizmente eu tenho que falar.

O dinheiro hoje é uma peça central num mundo capitalista, consumista e globalizado como o nosso. Isso é indiscutível e eu não seria tão insano a ponto de afirmar o contrário.

Mas uma coisa que tem me deixado indignado é ver as pessoas serem tratadas como coisas, meros objetos de consumo e peões para fornecer mão de obra a homens inescrupulosos que não têm o mínimo de respeito pelo suor do povo de Deus.

Devemos sim pedir ofertas, oferecer a oportunidade das pessoas adorarem a Deus com seus dízimos, mas devemos ter em mente que Deus valoriza muito mais as pessoas do que o dinheiro que elas podem oferecer. Quero dizer que um crente que não é dizimista e ofertante na Igreja têm para Deus o mesmo valor daquele que é. O homem é salvo pela GRAÇA mediante a FÉ e não por causa de dízimos e ofertas. Pois se assim fosse Jesus não precisaria ter morrido na cruz, bastava que ensinasse os judeus a serem bons dizimistas e ofertantes (Porquanto, pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem por intermédio das obras, a fim de que ninguém venha a se orgulhar por esse motivo – Efésios 2.8-9).

Se na sua igreja o dinheiro, os objetos, tijolo, pedra etc. têm mais valor do que as pessoas... EU FICARIA ESPERTO!

5.  Fazer escolhas baseadas em outras razões e não na direção do Espírito Santo - Fico boquiaberto quando leio no Antigo e Novo Testamento que as pessoas escolhidas para fazer a Obra de Deus, seja qual for à ocupação, eram escolhidas pelo próprio Deus. Às vezes até mesmo o Espírito Santo as apontava como foi o caso de Paulo e Barnabé (Enquanto serviam, adoravam e jejuavam ao Senhor, o Espírito Santo lhes ordenou: “Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a missão a qual os tenho chamado”. Atos 13.2 / King James Version Atualizada).

Pergunto-me quantos problemas seriam evitados na Igreja se esse critério de escolha tivesse continuado. Mas lamentavelmente o que vemos são muitas pessoas serem escolhidas por inúmeras outras razões, menos a direção de Deus.

Quem nunca testemunhou pessoas serem separadas para trabalhos na Igreja simplesmente por serem amigos da liderança, porque são bons dizimistas, porque ajudaram a carregar tijolos para construir o templo etc., mas que não têm aptidão e muito menos chamado de Deus para aquilo que estão fazendo.

O interessante é que cedo ou tarde essas pessoas começam a dar prejuízo a Obra de Deus e causar divisões e cismas no Corpo de Cristo. Um problema que poderia ter sido evitado se a liderança tão somente tivesse buscado a direção de Deus.

Lá onde você congrega as coisas acontecem assim? Dou-lhe um conselho: Tome muito cuidado!

CONCLUSÃO – Você tem notado esses e outros sintomas em sua Igreja? Então é hora de cair de joelhos diante de Deus por ela, pois com certeza ela está enferma. Você acha tudo isso normal ou acha que isso não tem nada a ver? Mais cuidado ainda! Pois você também pode estar no corredor da UTI.

    Medite nisso,

                               João Augusto de Oliveira

 

A voz da Palavra Profética Copyright © 2011 - |- Template created by Jogos de Pinguins