quinta-feira, 19 de maio de 2016

0 DEUS: Três funções ou três Pessoas?



Sobre a Trindade, em geral, as concepções teológicas surgidas ao longo dos séculos são as seguintes: há três deuses independentes (triteísmo); há apenas um Deus que aparece e opera em três modos (modalismo); há apenas uma Pessoa, que é Deus, tendo sido Cristo sua primeira criação (unitarismo); e, finalmente, há uma divindade existindo três Pessoas (trinitarianismo). Este breve artigo, portanto, falará um pouco sobre o sabelianismo (também chamado modalismo), uma heresia primitiva que preservou resquícios de algumas seitas atuais, como, por exemplo, os unicistas da Igreja Local, do Tabernáculo da fé e da Igreja Evangélica Voz da Verdade.

Sabélio (180-250)

Nasceu na Líbia, África do Norte, no século 3º depois de Cristo. Depois, mudou- se para a Itália, passando a viver em Roma. Ao conhecer o evangelho, logo se tornou um pensador respeitado em suas considerações teológicas. Recebeu influência do modalismo, que já estava sendo divulgado na África.

O modalismo ocorreu, no início, como um movimento asiático, com Noeto de Esmirna. Seus principais expoentes foram: Noeto, Epógono, Cleômenes e Calixto. Na África, foi ensinado por Práxeas e na Líbia, defendido por Sabélio. Hoje, o modalismo é muito conhecido pelo nome sabelianismo, devido à influência intelectual fornecida por Sabélio.

O objetivo de Sabélio era preservar o monoteísmo a qualquer custo. Tinha uma finalidade em vista que, para ele, justificava os meios. Ensinava que havia uma única essência na divindade, contudo, rejeitava o conceito de três Pessoas em uma só essência. Afirmava que isso designaria um culto triteísta, isto é, direcionado a três deuses. A questão poderia ser resolvida, afirmava ele, pelo conceito de que Deus se apresentou com diversas faces ou manifestações. Primeiramente, Deus se apresentou como Deus Pai, gerando, criando e administrando. Em seguida, como Deus Filho, mediando, redimindo, executando a justiça. E, finalmente e sucessivamente, como Deus Espírito Santo, fazendo a manutenção das obras anteriores, sustentando e guardando. Uma só Pessoa e três manifestações temporárias e sucessivas.

O Que Pregava o Sabelianismo

Sabelianismo é o entendimento teológico segundo o qual Deus é uma única pessoa. Não há uma segunda pessoa chamada Filho e muito menos uma terceira, chamada Espírito. Antes, perpassando por toda a Bíblia, os sabelianos entendiam que, quando pensamos na ação de criar e controlar o Universo realizada por Deus, o Senhor Deus deve ser chamado de Pai. Quando pensamos que Deus realiza o ato de redimir o ser humano, deve ser chamado de Filho. E, quando pensamos que Ele está santificando a sua Igreja, deve ser chamado de Espírito Santo.

Os três nomes significam, segundo o sabelianismo, três atividades (funções) diferentes da mesma Pessoa. Certamente, os sabelianos do passado e os unicistas dos dias atuais podem reconhecer Cristo como verdadeiro Deus do verdadeiro Deus, e isso soa muito bem para o público evangélico. Mas, o termo “filho”, segundo os unicistas, é apenas um nome para um dos três tipos de funções exercidas por Deus.

O sabelianismo implica (ou no mínimo coincide) em algo que foi chamado de “patripassionismo”. Ou seja, a ideia de que o Pai sofreu na cruz. Esta nunca foi realmente a dedução lógica do sabelianismo, porque os sabelianos defendiam que o Deus que sofreu na cruz é apropriadamente chamado “Filho” e não “Pai”. Tertuliano causticamente comentou que essas pessoas (os sabelianos) “põem o Paracleto (Espírito Santo) em fuga e crucificam o Pai”.

A Fórmula Batismal e a Bênção Apostólica

Em resposta a tais visões, uma das evidências do Novo Testamento a ser citada para defender que Deus não é uma única Pessoa vem da fórmula batismal: “Batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.19). Há versículos do Novo Testamento que mencionam apenas Cristo e não citam nem o Pai nem o Espírito Santo: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?”. (Romanos 6.3). “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo” (Gálatas 3.27).

Essas duas referências não se harmonizam com o sabelianismo, porque não faz sentido batizar em uma função de um Deus que possui três funções. Quanto à fórmula trinitariana, alguém poderia perguntar: “Se o Pai é simplesmente uma função, como o Filho e o Espírito são funções, o batismo é função de quem?”. O batismo sabeliano requereria algo como: “Eu te batizo em nome da criação, da redenção e da glorificação”, mas, obviamente, esta não é a fórmula cristã, e não podemos, de modo algum, nos ajustarmos ao sabelianismo.

É igualmente importante esclarecer, que no Novo Testamento, o termo “Pai”, nas passagens pertinentes, não expressa uma relação com o homem. Em geral, o “Pai” é o “Pai do Filho” e não o “Pai dos homens”. A fórmula trinitariana de Mateus 28.19 não salienta o que Deus faz, antes, salienta o próprio Deus como uma unidade composta.

Em adição à fórmula batismal, temos também a chamada “bênção apostólica”: “A graça do nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo esteja com todos vocês. Amém” (1Coríntios 13.13). A ordem dos nomes nesse texto é bastante peculiar. O sabelianismo requereria que o “amor de Deus” fosse mencionado primeiro, mas não é isso o que ocorre, porque não passa de uma lógica humana. Além disso, quem disse que o termo “Deus” precisa necessariamente ser interpretado como “Pai”? Na verdade, mesmo aqueles que creem na Trindade são surpreendidos pelo fato de o Pai não ser mencionado primeiro.
Deus é Sempre o Pai?
O trinitarianismo poderia conceber uma identificação do termo “Deus” com a noção de “Pai” e, assim, separar o “Filho” e o “Espírito Santo”? Charles Hodge, estranhamente, nem mesmo menciona essa dificuldade em seu Comentário aos coríntios. Alguém pode, portanto, entender que, à medida que o cristianismo começou a parecer diferente do judaísmo, emergiu da fraseologia do Antigo Testamento o termo “Deus” como uma designação do “Pai”, no lugar de aplicá-lo uniformemente ao Filho ou ao Espírito Santo.

Basta lermos, por exemplo, alguns trechos das cartas do apóstolo Paulo: “Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos), e todos os irmãos que estão comigo, às igrejas da Galácia: graça e paz da parte de Deus Pai e do nosso Senhor Jesus Cristo” (Gálatas 1.1-3 – grifo do autor).

Somado-se a essas duas fórmulas (batismal e apostólica), o Novo Testamento contém muitas outras passagens pelas quais podemos inferir a existência de três Pessoas na divindade e não apenas três atividades ou funções. Uma das passagens mais longas é a chamada “oração sacerdotal”, em João 17. Uma função (ou atividade) não pode orar a uma função (ou atividade). Como Jesus poderia orar ao Pai se Ele próprio é o Pai exercendo a função de Filho?

Além disso, essa oração, em muitos lugares, distingue o Filho do Pai. Tomemos, por exemplo, o versículo 5: “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”. Distinções pessoais dificilmente poderiam ser mais claramente apresentadas. Pensemos, ainda, no versículo 18: “Assim como tu [Pai] me enviaste ao mundo, também eu [Filho] os enviei ao mundo [os discípulos]”. Mas, como poderia uma função enviar outra função?

Os termos “Pai”, “Filho” e “Espírito Santo” não expressam três relacionamentos para com os seres humanos criados. O Filho é o Filho do Pai. O Pai e o Filho enviam o Espírito, que já era o Espírito antes mesmo de ser enviado (Gênesis 1.1-2). Essas distinções, que dificilmente podem ser negadas como sendo diferenças entre pessoas, são conclusivas sobre os argumentos do sabelianismo.


A Bíblia Contra o Sabelianismo

Veja, a seguir, uma pequena lista de versículos pertinentes e que causam dificuldades para os unicistas atuais:
“E eis que uma voz dos céus dizia [voz do Pai]: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3.17);
“Todas as coisas me foram entregues [ao Filho] por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11.27);
“E ele [o Filho] lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lucas 2.49);
“E disse [o Filho] aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda” (João 2.16);
“E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo, para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou” (João 22-23);
“Jesus respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é vosso Deus” (João 8.54);
“Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo” (lCoríntios 12.3);
“Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” (Hebreus 1.5).
Como os unicistas podem lidar com tantas evidências bíblicas contrárias? A resposta é uma só: se rendendo à Bíblia e assumindo a concepção ortodoxa da Santíssima Trindade na expressão de um Deus que existe eternamente em três pessoas distintas, numa unidade perfeita e composta.
FONTE: CLARK, Gordon H. The Trinity. 2a. ed. Jefferson, Maryland (EUA.): Trinity Foundation, 1990, p.8-12.
Extraído da Revista Defesa da Fé, jul-ago/2011, p.16-18.

http://www.cacp.org.br/deus-tres-funcoes-ou-tres-pessoas/

quarta-feira, 18 de maio de 2016

0 O que a Igreja espera do Pregador do Evangelho?




Texto: 1 Co 9.16 Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!   (ARA)

Que ele seja homem de Deus
Sucedeu também um dia que, indo Eliseu a Suném, havia ali uma mulher importante, a qual o reteve para comer pão; e sucedeu que todas as vezes que passava por ali entrava para comer pão.
9 E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus.(II Reis 4.8-9)

Que ele seja homem de oração
Orai no Espírito em todas as circunstâncias, com toda petição e humilde insistência. Tendo isso em mente, vigiai com toda a perseverança na oração por todos os santos. (Efesios 6.18 / Bíblia King James Atualizada)


 Que ele conheça a Bíblia que prega
Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. (1 Co 4.1)
DISPENSEIRO - Aquele que cuida da despensa, administrador do celeiro, distribuidor de algo que está sob sua guarda.


Que ele seja fiel às Escrituras
Prega a Palavra, insiste a tempo e fora de tempo, aconselha, repreende e encoraja com toda paciência e sã doutrina (2 Timoteo 4.2 / Bíblia King James Atualizada)


 Que ele seja humilde
"A soberba precede a ruína, e a altivez de espírito precede a queda" Pv.16:18

João Augusto de Oliveira

quinta-feira, 12 de maio de 2016

0 Rápida islamização da Europa, com ajuda cristã



Julio Severo

Um muçulmano esquerdista que apoia o “casamento” homossexual foi eleito o primeiro prefeito islâmico de Londres, a capital da Inglaterra e uma das cidades mais importantes do Ocidente.

Sadiq Khan, o novo prefeito muçulmano de Londres, disse: “Esta eleição não foi sem polêmica e estou muito orgulhoso que os londrinos tenham hoje escolhido a esperança acima do medo e a unidade acima da divisão.”

Um muçulmano ensinando “unidade” para uma nação com um passado e maioria cristã?
A vitória eleitoral dele foi celebrada numa cerimônia multi-denominacional numa catedral anglicana acompanhada de líderes protestantes, católicos e judeus.

G.M. Davis, que é doutor em filosofia pela Universidade Stanford e autor do livro “House of War: Islam’s Jihad Against the World” (Casa da Guerra: a Jihad do Islamismo contra o Mundo), chamou a vitória de Khan histórica numa reportagem do WND (WorldNetDaily). E ele avisou acerca das opiniões supostamente esquerdistas de Khan:

“Embora Khan se anuncie como esquerdista e evite posturas islâmicas ortodoxas tais como a lei xariá, apesar disso ele representa o primeiro passo na crescente presença política do islamismo na Europa tanto dentro quanto fora dos canais políticos convencionais. Um candidato muçulmano esquerdista com o tempo abrirá o caminho para candidatos mais ortodoxos que defendem o islamismo e tudo o que ele representa: poligamia, brutalidade contra mulheres e homossexuais, repressão de grupos religiosos não muçulmanos e todas as marcas registradas da xariá que desfiguraram a história do islamismo durante os séculos.”

O recenseamento de 2011 registrou que em cada oito residentes de Londres um é muçulmano e mais de um terço da população da cidade era de imigrantes.

Esses números não incluem os que nasceram para imigrantes não-brancos ou muçulmanos. Para explicar esse caso especial, entrevistei o professor Rodney Atkinson, um líder conservador britânico que tem dado palestras em universidades e reuniões públicas na Inglaterra e em toda a Europa. Ele escreveu vários livros e ocasionalmente dá assessoria para ministros e parlamentares, desde 1981. Atkinson, cujo irmão é o ator Rowan Atkinson (o famoso “Mr. Bean”), dirige o site conservador britânico Free Nations (Nações Livres): http://freenations.net/

Ele disse:

A principal razão por que Khan ganhou em Londres foi demografia. Londres não é mais uma cidade britânica. Os “britânicos” não brancos compõem cerca de 53% da população de Londres. Khan (representando o Partido Trabalhista que vem comprando os votos dos imigrantes obrigando o resto dos cidadãos a pagar por sua imigração em massa) obteve 57% dos votos.

Primeiro, perdemos Londres demograficamente. Agora a perdemos politicamente. Em seguida, a perderemos culturalmente. Então por língua.

Só os muçulmanos perfazem 6% da população (oficialmente) [da Inglaterra. Mas] as gangues muçulmanas têm estuprado e cometido agressões sexuais contra milhares de crianças britânicas brancas em Rotherham, Oxford e outros lugares por pelo menos 2 décadas. Como um estuprador paquistanês de crianças disse para a mãe de umas meninas estupradas: “Elas são lixo branco. É só para isso que elas servem.” (Programa BBC Radio 4 Today de 19 de setembro de 2014.)

E Jack Straw, ministro do Interior do Partido Trabalhista, disse que as gangues muçulmanas veem as crianças como “fontes fáceis de prazer.”

O governo de Tony Blair e as autoridades locais do Partido Trabalhista nessas localidades acobertaram deliberadamente os estupros.

Em 2001 uma pesquisadora do Ministério do Interior em Rotherham foi enviada para ministrar um curso de “conscientização sobre etnia e diversidade,” sob a orientação de que ela “jamais, nunca” deveria revelar suas pesquisas de que estupros de crianças em escala em massa estavam sendo cometidos na cidade e os culpados eram principalmente gangues de homens muçulmanos.

Obviamente dava para escrever um livro sobre esse mal. Mas nunca na história do mundo um país— e um partido político, principalmente o Partido Trabalhista — presidiu a destruição cultural e demográfica de sua própria capital.

G. M. Davis disse que os políticos ocidentais podem continuar a ignorar a questão de imigrantes, mas tais mudanças demográficas radicais revolucionarão a política em todo o continente europeu.
A vitória de Khan ocorre num momento em que seu Partido Trabalhista está sendo assolado por uma crise de antissemitismo. Vários de seus membros foram suspensos por postagens antissemitas nas mídias sociais. O ex-prefeito de Londres Kevin Livingstone, um membro irascível do Partido Trabalhista apelidado de “Ken Vermelho,” foi recentemente suspenso depois que ele alegou que Adolf Hitler apoiou o sionismo antes do Holocausto.

“O próprio islamismo é profundamente anti-judeu,” acusou Davis.

Enquanto Khan está celebrando sua vitória islâmica em Londres, na Arábia Saudita os cristãos não têm nenhuma razão para celebrar. Um prefeito cristão de Meca numa cerimônia em sua maior mesquita? Isso está totalmente fora de cogitação. Cristãos e judeus não têm permissão de viver na Arábia Saudita.

Por que escolher então como prefeito de Londres o representante de uma ideologia religiosa que é campeã de perseguição e assassinato mundial de cristãos e judeus?

O candidato conservador Zac Goldsmith disse que Khan e seu Partido Trabalhista (de orientação socialista) consideraram terroristas muçulmanos como seus amigos e isso prejudicaria os esforços da polícia para impedir outro ataque em Londres, 11 anos depois que 52 londrinos morreram em explosões suicidas em três vagões de metrô e num ônibus cometidas por muçulmanos. O apelo de Goldsmith, acompanhado de uma foto do ônibus destruído, foi ignorado.

Michael Fallon, ministro da Defesa da Inglaterra, disse que Khan colocaria a segurança de Londres em risco. Seu aviso foi também ignorado e até desprezado pelos meios de comunicação de massa.
Até mesmo o primeiro-ministro David Cameron, um conservador com posturas esquerdistas, condenou as ligações de Khan com extremistas islâmicos no plenário do Parlamento britânico. Seus avisos foram ignorados.

A insanidade politicamente correta está tão generalizada na cultura inglesa que até mesmo o Partido Conservador não é tão conservador e muito menos cristão. Importantes ativistas muçulmanos nesse partido expressaram indignação com o conservador Goldsmith, dizendo que seus ataques contra Khan eram “racistas” e “intolerantes.”

Sadiq Khan, que defendeu legalmente um terrorista muçulmano que teve parte no ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001 e era membro da al-Qaeda, se torna como prefeito de Londres um dos muçulmanos mais poderosos do mundo.

Então escolher um muçulmano é escolher “a unidade acima da divisão,” uma vitória contra o “racismo” e “intolerância”?

Essa união, que não existe em nações islâmicas, vem sendo defendida pelo Papa Francisco, que aceitou o prestigioso Prêmio Internacional Charlemagne (Carlos Magno) por promover a unidade europeia com invasores imigrantes muçulmanos.

Ecoando o famoso discurso “Eu tenho um sonho” de Martin Luther King, Francisco ofereceu sua visão de uma Europa que acolhe os imigrantes muçulmanos.

A chanceler alemã Angela Merkel louvou Francisco por enviar “mensagens muito claras.”
O papa disse que a Igreja Católica Romana pode desempenhar um papel no “renascimento de uma Europa” com maior presença muçulmana.

Antes da cerimônia, Francisco teve uma reunião privada com Merkel, assim como com Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu e recebedor do Prêmio Charlemagne anterior;  Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão da União Europeia; e Donald Tusk, presidente do Conselho da União Europeia.

Juncker louvou o papa por acolher refugiados muçulmanos em Roma consigo no final de sua recente visita à Grécia, deixando claro que o papa deu o exemplo para a Europa seguir.

O Prêmio Charlemagne, que consiste de uma medalha e menção honrosa, é concedido anualmente a personalidades que contribuíram para a unidade europeia. Ganhadores anteriores incluem o ex-presidente americano Bill Clinton, um notório ativista pró-aborto, e o Papa João Paulo II, um famoso ativista pró-vida.

Em seu livro “And Into The Fire: Fascist Elements in Post War Europe and the Development of the EU” (Entrando no Fogo: Elementos Fascistas na Europa Pós-Guerra e o Desenvolvimento da União Europeia), Rodney Atkinson diz que o Prêmio Charlemagne tem conexões originais com os nazistas e seus esforços para unificar a Europa. Os nazistas, que eram unidos com muçulmanos antissemitas, eram também antissemitas. Uma Europa unificada com uma população muçulmana maior será uma Europa muito mais antissemita, um sonho nazista se realizando.

Charlemagne, ou Carlos Magno (742-814 A.D.), foi um imperador europeu que para manter a Europa unida fez muitas guerras, inclusive contra muçulmanos. Se o papa e os londrinos estivessem seguindo sua unidade europeia, estariam combatendo, não apoiando, invasores muçulmanos.

Uma verdadeira defesa e unidade da Europa talvez pudesse ser realizada pela OTAN, mas essa organização está ocupada demais combatendo a fantasia de uma União Soviética que não mais existe, enquanto multidões de muçulmanos invadem a Europa, ganham o coração do papa, são eleitos como prefeito de uma das capitais mais importantes da Europa e mudam seu panorama cultural e religioso.
Esse é o preço de um papa, Europa e OTAN indo atrás de fantasias.

Com a bênção do papa, a Europa está sob islamização. A Europa não sabe mais o que é e o que será. Mas os invasores islâmicos sabem sua missão, independente se os europeus se importam ou não.

Com informações do WorldNetDaily, DailyMail, Associated Press e Middle East Forum.
Versão em inglês deste artigo: Fast Islamization of Europe, with Christian Assistance

Fonte: www.juliosevero.com

segunda-feira, 9 de maio de 2016

0 A Bíblia – indesejada nos EUA





Bíblia na lista dos livros mais indesejados nas bibliotecas escolares dos EUA
Na lista mais recente de livros mais rejeitados em escolas e bibliotecas escolares dos EUA, um livro tem sido visado de modo especial em todas as partes dos EUA, em grande parte pelas questões legais envolvidas, de indivíduos que entram com ações legais para que o livro seja removido.

“Há pessoas que sentem que se uma biblioteca escolar compra um exemplar da Bíblia, isso viola a separação da igreja e Estado,” diz James LaRue, que dirige o Escritório de Liberdade Intelectual da Associação Americana de Bibliotecas (AAB), que divulgou sua lista dos 10 livros mais rejeitados.
LaRue frisou disse que a AAB também recebe queixas acerca do Corão islâmico, mas bem menos do que acerca da Bíblia.

Os Estados Unidos foram fundados por uma maioria absoluta de evangélicos que tinham a Bíblia Sagrada como o principal livro de orientação. Nenhum outro livro teve papel mais fundamental na fundação dos EUA do que a Bíblia.

A nação americana tem sido incapaz de ver os sinais de juízo com o afastamento dos padrões de Deus. Em 1963, o Supremo Tribunal dos EUA proibiu a leitura da Bíblia em sala de aula, um costume antigo praticado para uma população estudantil majoritariamente evangélica. 

Coincidentemente ou não, o presidente americano John F. Kennedy foi assassinado em 1963.
A ação para proibir a leitura da Bíblia foi movida pela marxista Madalyn Murray O’Hair, fundadora da organização Ateus Americanos, em favor de seu filho pequeno que ela não queria exposto à leitura da Bíblia. A ação dela ganhou e mais de 50 anos depois, a leitura da Bíblia não é permitida nas escolas americanas.

Madalyn também foi assassinada de forma trágica.

Mesmo com a leitura da Bíblia proibida em escolas, agora marxistas, ateus, muçulmanos e ativistas de outras religiões exigem a remoção da Bíblia até das bibliotecas escolares, como se isso pudesse apagar os rastros históricos fundamentais que esse livro deixou no coração e palavras de presidentes americanos do passado, inclusive nas leis americanas.

A boa notícia é que o William J. Murray, o filho de Madalyn, acabou se convertendo a Jesus Cristo e hoje ele fala dos malefícios do ateísmo e marxismo. Em entrevista exclusiva ao Blog Julio Severo, ele dá detalhes dos perigos do marxismo e como foi ser filho da mais famosa ateísta dos Estados Unidos. Para conferir a entrevista, clique neste artigo:Entrevista exclusiva com William J. Murray, defensor dos cristãos perseguidos

Com informações da Associated Press.

Fonte: www.juliosevero.com

0 Radio Web (ouça)


Acesse a nossa rádio Web com mensagens proféticas, louvores, reflexões etc. Tudo para sua edificação espiritual!

http://www.suaradioonline.com/playlist/voz-da-palavra-profetica.1


sábado, 7 de maio de 2016

0 Para refletir





Texto: 2º Timóteo 3.1-9

1.     Egoísmo generalizado (contrário de egoísmo é empatia, altruísmo, solidariedade)

2.     Avarentos (amantes do dinheiro e do poder)

3.     Orgulhosos (altivez, arrogância, prepotência)

4.     Vaidosos (vaidade – qualidade daquilo que é firmado sobre aparência ilusória)

5.     Xingadores (falam mal de tudo e de todos, mas principalmente do sagrado)

6.     Ingratos (que não são agradecidos por nada – murmuradores)

7.     Desobedientes aos pais (desobediência geral – pais, patrões, autoridades seculares, autoridades eclesiásticas, etc.)

8.     Sem respeito com as coisas de Deus (profanos)

9.     Caluniadores (fofoqueiros)

10.   Incontinentes (incapazes de se controlar)

11.   Hedonistas (amam mais os prazeres do que a Deus)

12.   Hipócritas (parecem ser crentes, mas suas obras negam isto)

Paulo então recomenda aos salvos que se afastem dessas pessoas:

1.   Destes afasta-te

a.     Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. (1 Coríntios 5.9-11)


S * Se alguém vem ter convosco, e não traz este ensino, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis.   
 1 Porque quem o saúda participa de suas más obras. 2 João 2.10-11)

João Augusto de Oliveira





0 04 Características da nossa geração




Texto: Provérbios 30

Quando resolvi escrever sobre este tema tive que tomar precauções para me fazer compreendido por aqueles que lerão a web. Tomo também o cuidado de dizer que quando falo uma geração ou nossa geração, não estou em absoluto referindo-me sobre cada pessoa que está viva hoje generalizadamente. Quero me expressar dizendo que há uma maneira de pensar e de agir que faz parte da maioria das pessoas. Essa maneira ou comportamento foi ditado e regido por uma série de fatores sociais, familiares, midiáticos e religiosos que foram geradores desse modo de vida nas pessoas.
E ao falar dessas características que abordarei, não quero dizer com isso que todas as pessoas demonstrem esse comportamento. Apenas faço uma constatação geral e em tese, também parcial do assunto. Cada geração tem suas vantagens e desvantagens em relação a que a precedeu e a que virá. Cada geração traz benefícios e malefícios que, de uma forma ou de outra, passarão à próxima por herança social ou genética.
O que é uma geração para início de conversa? Como defino geração? Ao acessar em minha biblioteca dicionários antigos, encontrei esses significados e eles são o resumo de um texto maior. A palavra portuguesa para “geração” vem do latim “generatione” e anotei apenas os significados que dão base ao meu escrito, que são:
·         Sucessão de descendentes em linha reta (pais, filhos, netos).
·         Linhagem, ascendência. 
·         Genealogia.
·         Conjunto de todos os viventes.
·         Duração média da vida humana.
Para restringir o campo de minha escrita, escolhi a definição que declara que uma geração é
a duração média da vida humana. Isso nos facilita o entendimento no texto de Provérbios, pois nos coloca exatamente no ponto certo.
Agur, filho de um “vidente” (palavra que na época evocava a pessoa de um profeta), foi certamente uma pessoa importante e sábia, pois foi considerado à altura de sua sabedoria ser registrada no livro bíblico. Ele está observando as pessoas que vivem em sua época a cerca de 3 mil anos atrás e percebe, já naquele tempo, que elas demonstram uma tendência comportamental para certas ações que ele considera ruins até para os padrões de seu tempo em Israel.
Ao descrever sua geração, Agur faz constatações que, se não soubéssemos em que tempo ele escreve, poderíamos apostar que foram escritas hoje. Duas claras conclusões iniciais tiramos do que ele escreveu. Primeira – estamos vendo a descrição de comportamento da Antiguidade (em termos de História). Segunda – está diante de nós uma prova substancial de que o ser humano não evolui, pois vemos os mesmos tipos de ações (ou piores) hoje (em termos bíblicos e sociológicos).
O que este homem vê? Como ele descreve sua geração ou sociedade em termos de comportamentos gerais? Agur obviamente não está dizendo que todos de sua época agem assim, mas está constatando uma tendência geral por parte da maioria, ou quem sabe, uma minoria proeminente.

A GERAÇÃO DESCRITA EM PROVÉRBIOS 30: 11-14:

1.      (v.11) – Uma geração que perde seus vínculos familiares.
Já ali se podia perceber a corrosão dos vínculos familiares. Ele faz menção das relações entre pais e filhos como destituídas do devido respeito entre si. Hoje mais nitidamente ainda vemos que a relação dos filhos com o pai está muito estremecida e distante de um nível aceitável. Até mesmo a relação com a mãe, que sempre foi mais preservada pelos filhos, está enfraquecida grandemente.
Não coloco a culpa nos filhos ou nos pais. Em todas as gerações houve pais que rejeitaram seus filhos e filhos que odiaram os pais. Mas certamente a culpa está em algum lugar ou em alguma coisa. Arrisco a dizer que podemos culpar o sistema humano de relações desenvolvidas a cada geração. O que isso significa? Que a cada tempo, as pessoas escolhem como vão lidar com a família nos mais diversos níveis.
Poderíamos dar uma olhadinha pela história e facilmente iríamos comprovar que as relações de família, os casamentos e as uniões sofrem mudanças a cada geração e a cada ramo das sociedades existentes. Isso é preponderante para o desenvolvimento das sociedades e nações que vemos hoje. Para alcançarmos o grau social que desfrutamos, não somente no ocidente, mas em todo o mundo, as relações familiares em sua maioria, tiveram de passar por grandes mudanças, sem nos ater se isso foi bom ou não.
Mas o fato observado por Agur continua sendo o mesmo aqui: a instituição da família está se deteriorando e dando lugar a outra coisa. Apenas que essa outra coisa não se constitui em algo melhor, infelizmente.

2.     (v.12) – Uma geração que não reconhece seus pecados.
Agur continua seu olhar social e vê que as pessoas em seu tempo se consideravam puras e que sua relação ou entendimento sobre o erro ou o pecado era limitada por uma consciência que não conseguia enxergar o que era mais óbvio: todos somos em algum nível pecadores e culpados de coisas que fazemos.
Não há quem não erre. Não há quem não peque. Por melhores que somos ainda vamos cometer erros e pecados dos quais seremos culpados. O problema está em relativizarmos ou minimizarmos o pecado como se outros cometessem e nós não. Ao dissolvermos nossos pecados em um amontoado de pretensas qualidades, não vemos nitidamente como deveríamos ver.
Assumirmos uma falsa postura de “santos” especiais não nos torna melhores que as outras pessoas. Considerarmos que existem aqueles que são piores do que nós somos também não nos ajuda a lidarmos com nossas iniqüidades pessoais. A coisa mais sensata a fazer diante de Deus é confessar nossos fracassos e pecados e diante de nosso próximo nos esforçar para não parecer que nos consideramos superiores.
Somente aqueles que não se conhecem é que têm uma consciência que engana a si mesmos. Apenas os que se esforçam para apresentar uma falsa aparência é que olham para dentro de si procurando virtudes que não estão lá. Somente os que reconhecem os seus erros podem alcançar misericórdia de Deus e do seu Filho.

3.     (v.13) – Uma geração orgulhosa.
Nosso observador também vê em sua sociedade o orgulho como parte que lhe integra. Todos sabem os resultados de uma vida orgulhosa. Todas as religiões fazem reprimendas sérias a esse estado de alma. O orgulho é o prenúncio de uma grande queda. Todos os que foram “vítimas” dele conhecem o estado final desse tipo de vida. O orgulho se volta contra o seu possuidor.
Agur percebe que em sua época os homens têm grande altivez e arrogância. Como se dá isso? Pelos olhos. Para ele, os altivos e orgulhosos são assim porque sua arrogância começou pelas coisas que eles viam. O orgulho se inicia pelo olhar, um olhar insaciável, que tudo o que vê deseja é o estopim deste tipo de vida. Para esses, não há limitações morais nem éticas, pessoais ou divinas que os impeçam de seguir avante em seus desejos desenfreados.
O de olhar altivo deseja alcançar as alturas; não que isso seja errado por si só ou que não devamos ter uma boa ambição que nos eleva das baixas condições de vida para uma maior, mas está claro pela experiência que os orgulhosos e arrogantes não dão importância a quem derrubam, machucam ou destroem em seu caminho.
Costumo dizer que quando somos orgulhosos ou arrogantes não apenas achamos as pessoas em nosso caminho como inimigos, mas que encontramos um inimigo ao qual não podemos vencer: Deus. As Escrituras declaram enfaticamente em vários lugares que Deus é o principal opositor dos orgulhosos, e não somente isto, Ele os abate.

4.     (v.14) – Uma geração desafeiçoada e insensível.
Finalmente Agur olha e vê o resultado ao qual chegou sua geração depois de apresentar essas distorções que ele considerava como decisivas para o fim dela própria: pessoas sem afeição natural, ou seja, pessoas insensíveis e cruéis. Quando ele descreve que uma geração pode ser tão cruel e violenta com o seu próximo ao ponto de agir na direção contrária da bondade e da solidariedade, Agur percebe que este seria o destino final de uma sociedade.
Quando não houver mais bondade humana e nem a solidariedade, o amor ao próximo se foi há muito mais tempo. Quando nos tornarmos tão insensíveis ao nível do sofrimento humano não nos causar mais incômodo, já não restam mais vínculos sociais, familiares e nacionais, somente uma irracionalidade animalesca tomando conta das ações dos homens.
Quando isso ocorrer, guerras, batalhas sangrentas, torturas, homicídios violentos, abusos hediondos e afins se tornarão uma normal constante da forma cotidiana de agir do homem. Um retorno grotesco ao que alguns pensadores chamavam de “estado primitivo” da humanidade. Num estado assim, o ser humano guiado unicamente pelo desejo e violência particular, acaba por anular a paz, as relações entre os iguais e por mergulhar seus companheiros numa espiral de morte/destruição/crueldade que solapa os fundamentos de qualquer lugar onde antes existiu um dia uma sociedade livre.
Podemos constatar isso hoje quando olhamos para países e sociedades em várias partes do globo que estão se exterminando por conta da ganância de seus líderes ou chefes, da mutilação do povo sendo usada para impor um reinado do medo, do assassinato em massa de religiosos em explosões e incêndios, por guerras civis ou internas com vistas a perpetuar ditadores no poder ou apenas com manipulações da máquina do governo para se obter benefícios ilícitos.

Tendo essa perspectiva, entendemos que a sociedade de Agur não está distante da nossa em quase nada e que somos muito parecidos com ela, a pergunta que faço é: se aquela sociedade não existe mais hoje (porque foi levada cativa pelos Assírios, não porque se desenvolveu) e continuarmos a trilhar um caminho semelhante ao dela, acontecerá algo melhor conosco ou com nossa sociedade?
Pensem nisso!





Por Carlos Kleber Carvalho
Pr. Sênior CBBI
Julho 2012

segunda-feira, 2 de maio de 2016

0 Os anos de ouro das Assembleias de Deus



Culto de Santa Ceia na antiga Assembleia de Deus no Campo de São Cristóvão-RJ, hoje ADMAF (Assembleia de Deus Missão Apostólica da Fé). Compõem a foto, pastores como Lawrence Olson (in memorian), Gesiel Nunes Gomes, Altomires Sotero da Cunha e Túlio Barros Ferreira (in memorian).


 Por Cleison Brugger

O que tenho sabido de pessoas querendo se desligar do rol de membros das Assembleias de Deus não está no gibi! dentre estas pessoas, há questões de todos os tipos: insatisfação, frustração, inadequação, perda de identidade, crise ou a simples procura de algo mais consistente ou, digamos, mais atraente. Não, não estou falando de novos convertidos. Estou falando de crentes que sentam nos bancos das Assembleias de Deus há, pelo menos, 10, 15, 20 anos. Crentes que conhecem bem o ministério em que estão, mas que não conseguem sair simplesmente pela afinidade que tem com os irmãos ou pelo amor que tem pela igreja. Uma característica positiva da Assembleia de Deus é que, na sua grande maioria, seus membros são fiés a ela, ou pelo menos eram. O que mudou?

É fato que a Assembleia de Deus cresce aos milhares todos os anos, contudo, boa parte dos novos membros que são adicionados são graças aos filhos dos crentes que, chegando aos 14, 15 anos, se decidem pelo batismo. Mas a bem da verdade, o número de membros das Assembleias de Deus está diminuindo. A Assembleia de Deus está perdendo seus membros, e não são para igrejas neopentecostais, mas na grande maioria, para igrejas históricas ou pentecostal monergista, como é o caso da Igreja Cristã Nova Vida. Os crentes estão procurando fora o que não acham (ou perderam) dentro. Esses dias, ouvi de uma irmã antiga de um ministério da Assembleia de Deus: "já não me sinto em casa neste ministério em que fui criada e que estou há tantos anos. Não me identifico mais com a igreja". Isso é realmente triste! a Assembleia de Deus é uma das ÚNICAS IGREJAS que consegue unir gerações e manter famílias por décadas, como é o caso da "família Malafaia", famosa pelo pastor Silas Malafaia, mas que já existia na AD muito antes de ele ser conhecido; a "família Nascimento", conhecida pelos grandes cantores que a compõem, a "Família de Paula" e tantas outras. O que houve? bem, creio ter algumas razões para este retrocesso: 

1) Os cultos assembleianos não são mais os mesmos
Quem já participou de um culto em uma Assembleia de Deus na déc. 1970-80, não reconhece um culto assembleiano hoje. Havia uma valorização pelos hinos do hinário (a Harpa Cristã), uma importância era dada para o ensino e exposição das Escrituras, o Coral se apresentava, a banda ou a Orquestra também, os irmãos testemunhavam, era uma verdadeira festa na presença de Deus. Mas hoje, o hinário foi trocado pela "adoração" do Ministério de Louvor, o culto é cansativo pois dezenas de departamentos DEVEM cantar, são milhares de lembretes e avisos, ofertas para tudo e mais um pouco e um tempo mínimo para a Palavra, tempo este que o pregador quase nunca obedece e sempre passa do horário que o culto estava programado para terminar, que normalmente nas ADs, são às 21:00hs. 

2) Cultos ao Ar Livre 
Quem se lembra dos cultos ao Ar Livre, como eram chamados, que os irmãos faziam nas praças e calçadas? eu lembro e já tive a oportunidade de participar de muitos! parecia antiquado, mas pelo menos saíamos as ruas para propagar o evangelho. Diferente de hoje que, depois que construiram templos majestosíssimos, tudo o que o povo menos quer, é sair do conforto e alcançar o perdido onde ele realmente está.

3) Trocaram cultos apreciados pelos assembleianos, como os tradicionais "cultos de departamento", pelas "campanhas" e pelos "Culto de Libertação, ou da Vitória, ou do Milagre etc". 
Quem lembra do "culto das crianças" ou do "culto da Mocidade" ou do "Culto da CIBE?" Eu adorava participar! se hoje desempenho algumas funções em minha igreja local, é porque aprendi quando criança nestes cultos abençoados. Mas, infelizmente, muitas igrejas trocaram estes cultos pelos "Cultos da bênção, da vitória, do milagre, da conquista, da libertação etc". A igreja vive em campanhas intermináveis! Infelizmente, é difícil, em nossos dias, passar em frente à uma Assembleia de Deus e não encontrar alguma faixa que anuncie alguma "campanha" ou algum "culto da Vitória" ou "do Milagre". Quem acostumou a comer bem, não comerá a miséria que hoje se tem dado.

4) Onde foram parar as vigílias?
Vigília. Esse era um dos cultos mais vibrantes nas Assembleias de Deus. Já perdi a conta de quantos cultos de Vigília já participei e de quantas madrugadas passei em oração e adoração com minha congregação local. Contudo, parece que as coisas mudaram, e para pior. Parece que alguns perderam o gosto pelas coisas de cima. Anularam as vigílias e ganhamos uma igreja fraquejante.

5) Pastores visitavam seus membros 
Era normal receber o pastor em casa. Isso começou desde muito cedo, ainda com Gunnar Vingren, Daniel Bérg e Nels Nelson. Eles visitavam seus irmãos e ovelhas, viam a situação de suas vidas, oravam com eles, aconselhava-os e faziam com que aqueles crentes se fortalecessem mais no Senhor e, no fluir disto, fossem bons crentes em suas igrejas. Mas, e hoje? muitos mal sabem o nome do pastor, simplesmente porque quando acaba o culto, ele corre para o seu gabinete ou para o seu carro importado. Visita no lar? bem, ligue para a secretaria e marque um horário com ele em seu gabinete, é a resposta que recebemos.

Você até pode dizer que estou sendo saudosista, e você não está errado! a Assembleia de Deus ainda possui em seu rol de membros, incontáveis senhores e senhoras da época de Paulo Leivas Macalão e Cícero Canuto de Lima. Qualquer mudança é fatal para eles! não quero dizer com isso que não devemos interagir com o nosso tempo, mas quero asseverar que os "bons contumes" devem permanecer nesta igreja que, outrora, era tão conceituada e tão amada pelos seus membros. Com muito lamento, sei que existem igrejas pelo Brasil completamente frias, paradas, que dormem. E, pouco a pouco, os crentes procuram outra casa espiritual, para que possam se refugiar. Há uma gama de crentes tristes, desanimados, sem o tão proclamado "fogo pentecostal" que arde em todo assembleiano. Isso não é culpa da igreja. Sem medo de errar, digo que isso é culpa da liderança, dos homens que sentam nas cadeiras do centro, nos púlpitos das ADs. Isso é culpa das brigas por ministérios, por presidência de convenção, da soberba de pastores, da imaturidade de líderes, do nepotismo que impera, da falta de discernimento espiritual. Liderança corrompida, corrói a doutrina e devasta a vida da igreja.

http://cleisonoliveira.blogspot.com.br/2011/10/os-anos-de-ouro-das-assembleias-de-deus.html

 

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