sábado, 28 de janeiro de 2012

2 O problema da existência do mal


     A existência do mal no mundo talvez seja a mais forte objeção que os descrentes tenham contra i cristianismo bíblico. As argumentações podem ser assim formuladas: Se Deus é Todo-Poderoso, Ele deveria ter sido capaz de impedir a presença do mal; e se Ele fosse essencialmente bom, Ele teria a vontade de impedir o mal. Assim, a conclusão lógica é que se Deus tivesse todo o poder e toda a bondade, o mal não existiria. Contudo, o mal é uma realidade, ele existe, e isto leva muitos à afirmação de que não existe um Deus Todo-Poderoso e essencialmente bom.

     Muitos pensam que somente filósofos ateus olham este problema desta forma, entretanto, quem de nós ainda não exclamou “Por que Senhor!” quando as tragédias da vida nos batem à porta? Muitas vezes sentimos uma terrível discrepância entre a experiência que vivenciamos e aquilo que cremos que Deus deveria ter feito. Muitas pessoas as quais têm experimentado o sofrimento como a morte de um filho ou simplesmente aquelas que têm acompanhado a violência, a injustiça, os crimes, as guerras, os abusos tão frequentes no nosso mundo, ficam perplexas e questionam por que Deus permite o mal.

     Há uma corrente teológica que diz ser Deus o autor do mal. Eles fazem sua própria hermenêutica, e enfatizam textos como Romanos 9:17 (“Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciando em toda a terra”), e afirmam que Deus levanta pessoas más, e por implicações todo o mal, para que ao prevalecer sobre elas, Deus possa mostrar todo o seu poder e anunciar o seu nome em toda a terra. Esse raciocínio é errado e levanta as seguintes perguntas: Como Deus julgará o homem um dia, por todo o bem e todo o mal se Ele é o criador do mal? Por que o anunciar do nome e a manifestação do poder de Deus iria requerer a utilização de coisas totalmente opostas a tudo o que Ele é? Será que Deus não poderia demonstrar o seu poder sem contradizer a sua bondade? Será que Deus não poderia fazer o seu nome conhecido sem provocar a dor e o sofrimento na humanidade? Como pode um Deus de amor, detentor de toda onisciência e onipotência fazer alguém essencialmente mal, quando Ele próprio odeia o mal com todo o seu ser?

     Vamos examinar algumas explicações e argumentações históricas dadas por diversos pensadores como resposta ao problema da origem do mal.
O mal não existe

          A existência do mal no mundo talvez seja a mais forte objeção que os descrentes tenham contra i cristianismo bíblico. As argumentações podem ser assim formuladas: Se Deus é Todo-Poderoso, Ele deveria ter sido capaz de impedir a presença do mal; e se Ele fosse essencialmente bom, Ele teria a vontade de impedir o mal. Assim, a conclusão lógica é que se Deus tivesse todo o poder e toda a bondade, o mal não existiria. Contudo, o mal é uma realidade, ele existe, e isto leva muitos à afirmação de que não existe um Deus Todo-Poderoso e essencialmente bom.

     Muitos pensam que somente filósofos ateus olham este problema desta forma, entretanto, quem de nós ainda não exclamou “Por que Senhor!” quando as tragédias da vida nos batem à porta? Muitas vezes sentimos uma terrível discrepância entre a experiência que vivenciamos e aquilo que cremos que Deus deveria ter feito. Muitas pessoas as quais têm experimentado o sofrimento como a morte de um filho ou simplesmente aquelas que têm acompanhado a violência, a injustiça, os crimes, as guerras, os abusos tão frequentes no nosso mundo, ficam perplexas e questionam por que Deus permite o mal.

     Há uma corrente teológica que diz ser Deus o autor do mal. Eles fazem sua própria hermenêutica, e enfatizam textos como Romanos 9:17 (“Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciando em toda a terra”), e afirmam que Deus levanta pessoas más, e por implicações todo o mal, para que ao prevalecer sobre elas, Deus possa mostrar todo o seu poder e anunciar o seu nome em toda a terra. Esse raciocínio é errado e levanta as seguintes perguntas: Como Deus julgará o homem um dia, por todo o bem e todo o mal se Ele é o criador do mal? Por que o anunciar do nome e a manifestação do poder de Deus iria requerer a utilização de coisas totalmente opostas a tudo o que Ele é? Será que Deus não poderia demonstrar o seu poder sem contradizer a sua bondade? Será que Deus não poderia fazer o seu nome conhecido sem provocar a dor e o sofrimento na humanidade? Como pode um Deus de amor, detentor de toda onisciência e onipotência fazer alguém essencialmente mal, quando Ele próprio odeia o mal com todo o seu ser?

     Vamos examinar algumas explicações e argumentações históricas dadas por diversos pensadores como resposta ao problema da origem do mal.

O mal não existe
     Algumas religiões e seitas (Budismo, Ciência Cristã, entre outras) afirmam que o mal é uma ilusão. Até mesmo Agostinho, respeitado pensador cristão, disse que o mal pertencia à categoria do não ser. É claro que ele não quis dizer que o mal é uma ilusão, mas uma “privação”, uma ausência do bem em seres que deveriam possuí-la. Ele usa esta ideia para tirar a responsabilidade de Deus sobre a origem do mal. Deus criou todos os seres, mas ele não é responsável pelo não ser. Essa teoria é errada, pois a experiência que vivenciamos do mal, da dor e do sofrimento não é ilusão, mas é real e machuca.

Deus não tem poder
     Alguns afirmam que Deus não elimina todo o mal no mundo porque Ele não tem poder para fazer isto. Ele tenta, faz o seu melhor, mas não pode. Esta perspectiva nega as históricas doutrinas do cristianismo sobre a onipotência, onisciência e soberania divina, enquanto procura preservar o atributo da bondade de Deus. Porém, as Escrituras são claras e preconizam um Deus que tudo pode tudo conhece e é soberano em seus atos.

A teoria do melhor mundo possível
     O filósofo Leibniz e outros têm argumentado que este mundo, com todo o mal que há nele, é nada mais nada menos que o melhor mundo que Deus poderia criar. A razão não é limitações em Deus, mas a lógica da Criação. Um certo grau de maldade é logicamente necessário para que se alcance certos fins bons. Por exemplo, deve haver o sofrimento para que tenhamos compaixão pelos que sofrem. Assim, o melhor mundo possível incluirá o mal nele. Esta visão é errada, pois um mundo logicamente não requer necessariamente a presença do mal. Deus em si mesmo é perfeito, o mal não está nele. E, de acordo com a Bíblia, na criação original de Deus, o mal também não estava presente (Gn 1.31). Os novos céus e a nova terra serão também perfeitos, sem a presença do mal (Ap 21.1-8).

A formação do caráter
     Esta perspectiva foi usada por Irineu e, nos tempos modernos, por John Hick. Este argumento diz que o homem foi criado em um estado de imaturidade moral. Para que o homem chegue à maturidade plena é necessário que passe pela experiência da dor e do sofrimento. É verdade que o sofrimento muitas vezes ajuda na lapidação do caráter. Hebreus 12 diz que os crentes são disciplinados e castigados pelo Pai com o propósito de desenvolver neles o caráter de Cristo. Contudo, a Palavra de Deus nos ensina que Adão não foi criado moralmente imaturo, com a necessidade de desenvolver o caráter através do sofrimento. Ele foi criado bom, e se não tivesse desobedecido e pecado nunca teria provado o sofrimento, que é um resultado direto da queda.

O livre arbítrio do homem
     A argumentação desta teoria é que o mal resulta da escolha livre das criaturas racionais (Satanás, Adão, todo o homem). Sendo que o livre arbítrio não é controlado e nem causado por Deus, Ele não é, portanto, responsável pelo mal. A Bíblia ensina que o homem é, em certo sentido, livre, pois ele faz o que quer. Adão tinha a liberdade de escolher tanto o bem como o mal. A queda retirou grande parte do nosso livre arbítrio. O homem caído só deseja o mal, mas a redenção restaura a liberdade ao que crê. Nós somos livres no sentido de que não somos vítimas de um determinismo histórico. A Bíblia não permite que lancemos nossas deficiências e limitações em fatores hereditários, ambientais, psicológicos, culturais e outros. Não temos desculpas por violarmos os mandamentos de Deus; somos responsáveis por todas as nossas decisões e ações, pois são atos livres.

     Ao estudarmos a origem do mal, devemos estar cônscios de que a solução encontrada não responde a todos os pormenores que a nossa razão levanta. Somente a nossa fé em Deus e na revelação do que a Bíblia mostra como sendo verdade trará descanso, consolo e paz aos nossos corações. Devemos sempre ser gratos ao Senhor pelo nosso livre arbítrio, por esta capacidade de escolher entre o bem e o mal, pelo fato de não sermos robôs, mas de servirmos a Ele por nossa própria vontade e decisão.

Autor: Pastor Cláudio Rogério dos Santos – O autor é vice-presidente da Ieadan e membro da Comissão de Apologética da CGADB.

Postado por: João Augusto de Oliveira


2 comentários:

  1. Paz do Senhor meu amado Joao Augusto, obrigado por sua visita no nosso blog, aproveito a retribuição e passo a seguir seu blog. Deus continue abençoando você e família. http://luzevida123.blogspot.com/

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  2. Ok querido Marcelo Pessoa, idem...
    Paz!

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