sábado, 16 de abril de 2022

0 A falaciosa propaganda Espírita


 



O espiritismo arroga para si a condição de ser autêntico Cristianismo. Será?

A doutrina espírita nos ensina a praticar o Cristianismo em sua forma mais pura e simples, assim, o espírita procura ser um bom cristão. Ele sente que precisa combater seus próprios defeitos e praticar os ensinamentos de Jesus (“O Espiritismo em Linguagem Fácil”, p. 61).

Resposta apologética:

Para praticar o Cristianismo em sua forma mais pura e simples, em primeiro lugar seria preciso que o espiritismo tivesse sua base na Bíblia e suas crenças fossem as mesmas do Cristianismo histórico. Não é o caso. Daí porque o espiritismo usa uma falsa propaganda ao fazer afirmações como as citadas e como outras, entre as quais destacamos:

É preciso que nos façamos entender. Se alguém tem uma convicção bem assentada sobre uma doutrina, ainda que falsa, é necessário que o desviemos dessa convicção, porém, pouco a pouco, eis porque nos servimos, quase sempre, de suas palavras e damos a impressão de partilhar de suas idéias, a fim de que ele não se ofusque de súbito e deixe de se instruir conosco. (Destaque nosso).

Então, o texto citado afirma que Allan Kardec recomenda:

Primeiro: nos servimos… de suas palavras…

Segundo: damos a impressão de partilhar de suas idéias…

Com que propósito? a fim de que ele não se ofusque de súbito e deixe de se instruir conosco… 

Assim, para atingir seu objetivo, o espiritismo elogia Jesus Cristo dizendo:

Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e de modelo? “Jesus”

Em seguida, segue-se uma declaração de Allan Kardec, nos seguintes termos:

Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que pode aspirar a humanidade na terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava animado pelo Espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu na terra. (Destaque nosso).

Qual o cristão que não concordaria com essas declarações sobre Jesus e seus ensinos? Encontramos aprovação bíblica para essas declarações em Hebreus 7.26; Mateus 3.16-17.

Mas, logo em seguida, coloca na boca dos espíritos as seguintes palavras que contradizem a posição antes adotada com relação à pessoa e aos ensinos de Jesus.

Se Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, que utilidade têm os ensinamentos dos espíritos? Poderão eles ensinar alguma coisa além do que ensinou Jesus?

Os ensinamentos de Jesus eram freqüentemente alegóricos e na forma de parábolas, dado que ele falava de acordo com a época e os lugares. Hoje, é preciso que a verdade seja inteligível para todos, razão por que é preciso explicar e desenvolver esses ensinamentos, tão poucos são os que os compreendem e ainda menos os que o praticam. Consiste nossa missão em abrir os olhos e os ouvidos a todos, para confundir os orgulhosos e desmascarar os hipócritas, esses que exteriormente se revestem das aparências da virtude e da religião para melhor ocultarem suas torpezas (“O Livro dos Espíritos, p 172, Obras Completas, Editora Opus, 2ª edição especial).

Com essa explicação dada pelos espíritos, Kardec se vê com o direito de remover da Bíblia tudo quanto a Bíblia mesma diga contra as práticas e ensinos do espiritismo. O que for contra o espiritismo pode-se alegar, com muita propriedade, que fazia parte dos ensinos parabólicos ou alegóricos de Jesus.

Enquanto os espíritas se baseiam no ensino dos espíritos, os cristãos se baseiam na Bíblia Sagrada.

Um eminente espírita assim se pronuncia sobre a Bíblia:

Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. Não rodopia junto à Bíblia. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome espiritismo. A Bíblia não pode ser razão de peso contra o ensino dos espíritos (“À Margem do Espiritismo”, pp. 214, 227, Carlos Embassahy).

Allan Kardec opina sobre a Bíblia afirmando: Todos os escritos posteriores, sem excetuar os de São Paulo, são nem podem deixar de ser, apenas comentários ou apreciações, reflexos de opiniões pessoais, muitas vezes contraditórias, que não poderiam, em caso algum, ter a autoridade de um relato dos que haviam recebido as instruções diretamente do Mestre (“Obras Póstumas”, p. 1170. Opus Editora Ltda., 2ª edição especial, 1985). E nós? Temos a Bíblia como regra de fé e conduta para a vida e o caráter do cristão (1 Ts 2.13; 2 Tm 3.15-17; 2 Pe 1.20-21). Negam eles as demais doutrinas cristãs, principalmente nossa redenção por Cristo. O credo espírita é negativista em face das doutrinas cristãs, pois nega a ressurreição corporal de Jesus e da humanidade, nega os milagres de Jesus, nega a Trindade, nega a deidade absoluta de Jesus, nega a Personalidade do Espírito Santo, nega a existência dos anjos, nega a existência do diabo e dos demônios, nega a existência do céu e do inferno, nega o pecado original, nega a unicidade da vida terrestre. Poderiam, realmente, os espíritas ser classificados como cristãos? A resposta é óbvia: não!

Pense nisso…

Extraído do ICP em 18/07/2013

terça-feira, 12 de abril de 2022

0 Reflexão Bíblica – O que está acontecendo com a Igreja?


 


Quisera eu me suportásseis um pouco na minha loucura! Suportai-me, porém, ainda.
Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo.
Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.
Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofreríeis. (II Cor 11.1-4)

 

O que significa Igreja?

A palavra “Igreja” traduz o latim ecclesia, que por sua vez vem do grego ekklesia, que basicamente significa “assembleia pública”, ou algo como “reunião dos que foram chamados”. É comum escutar que Igreja significa “chamados para fora”. Isso acontece porque o termo grego original é formado por uma combinação de duas palavras que significam “chamar” e “fora”.

De fato, teologicamente essa é uma verdade absoluta com relação à Igreja, no sentido de que os membros do corpo de Cristo foram chamados para viverem fora do padrão pecaminoso do mundo. Porém, não é exatamente nesse sentido que a palavra “Igreja” é empregada na Bíblia.

Os escritores neotestamentários empregaram o grego ekklesia no sentido de “reunião de pessoas”, “ajuntamento” ou “assembleia”. No Antigo Testamento, os autores bíblicos utilizaram o hebraico qahal, que significa “multidão humana reunida”, para designar a assembleia do povo de Deus (Deuteronômio 10:4; 23:2,3; 31:30; Salmos 22:23). Já na Septuaginta, esse mesmo termo geralmente é traduzido pelo grego ekklesia.

Mesmo no Novo Testamento, por duas vezes o termo ekklesia é utilizado para se referir à assembleia dos israelitas (Atos 7:38; Hebreus 2:12). Mas em todas as outras ocorrências, ekklesia designa a Igreja Cristã, tanto no sentido de sua pluralidade nas comunidades locais (Romanos 16:16; 1 Coríntios 4:17; 7:17; 14:33; Colossenses 4:15) quanto em seu aspecto universal, destacando sua unidade, ou seja, só há uma única Igreja (Atos 20:28; 1 Coríntios 12:28; 15:9; Efésios 1:22).

 

Introdução – A Igreja do Senhor Jesus é, nas palavras de Paulo, a noiva do cordeiro e deve portar-se de maneira respeitosa, imaculada e santa; visando ser aprovada pelo noivo quando retornar de sua viagem a fim de desposá-la.

Mas tenho estado estupefato ao observar a nossa conduta como igreja nas últimas décadas, pois parece que simplesmente perdemos o rumo, os freios, ás rédeas e estamos andando como um trem desgovernado, correndo grande risco de descarrilar a qualquer momento.

 

O que está acontecendo com a igreja?

Que não prega mais o evangelho na sua essência -  Estamos pregando tudo ultimamente, menos o evangelho de Cristo. São mensagens de autoajuda, coaching cristão, psicologia, psicanalise, entre outras coisas. Contudo, a mensagem da Cruz tem sido deixada de lado.

Que tem aberto suas portas ao mundo – Nos mundanizamos, isso é fato. Há tempos atrás a igreja influenciava o mundo, mas aconteceu uma mudança tão radical no comportamento da “noiva” que ela hoje é total e completamente influenciada pelos costumes e práticas mundanas (vestes, linguajar, negócios, namoro, etc.).

Basta que uma nova moda de corte de cabelos (masculino ou feminino) seja adotada por algum artista de tv ou jogador de futebol, para que vire febre em nosso meio.

Apenas uma nova onda de roupas (mesmo despudorada) surja e no mesmo instante os crentes correm atrás como se fossem dependentes químicos.

Nossos cantores e pregadores viraram celebridades – antigamente os cantores e pregadores o faziam para glória de Deus e não para sua própria, como acontece hoje em dia.

Hoje nossos cantores e pregadores têm fã clube, cobram cachês alevadíssimos para “ministrar”, alguns só se apresentam em igrejas grandes, com um público considerável, etc. Outros têm até segurança particular. Meu Deus! Quanta sandice!

 

Misturaram o evangelho com política- Alguns que leem o meu blog há mais de dez anos, sabem o que penso acerca dessa “junção” entre igreja e política. Não, não sou retrógrado e nem ignorante quanto a necessidade do voto consciente e responsável. Claro que como igreja precisamos escolher com sabedoria nossos representantes na política e se possível que sejam tementes a Deus.

Contudo, não quer dizer que devemos misturar as coisas como está acontecendo atualmente. Muitos púlpitos viraram “palanque eleitoral” e muitos pastores ao invés de pastorear seus rebanhos viraram “cabos eleitorais”.

Eu acho que podemos e devemos discutir política, escolher com sabedoria e até votar em candidatos cristãos; contudo eu repito: O pastor que decidir seguir a vocação política deve abandonar a pastoral, para evitar escândalos e envolvimento do rebanho com corrupção e conchavos – o que está acontecendo muito atualmente.

Sei que não gozo da simpatia de muita gente por causa desses meus posicionamentos radicais, e eu estou me lixando para isso, mas infelizmente ou felizmente é assim que penso.

 

Conclusão – Não quero ser prolixo aos meus leitores. Apenas peço que reflitam, olhem e observem as mudanças que a igreja vem sofrendo de algumas décadas para cá e perguntem se isso agrada ao Espírito de Deus. Perguntem se o Senhor Jesus está feliz ao ver sua noiva mais preocupada com a última moda, com o próximo passeio à praia, com quem vai ganhar o campeonato ou quem vai “nos representar” na política mais do que com as almas perdidas ou com "a volta de Jesus que se aproxima"?

 

Deus os abençoe,

 

João Augusto de Oliveira

 

 


segunda-feira, 4 de abril de 2022

0 5 razões pelas quais eu não guardo o Sábado!




Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, o qual foi por Cristo abolido (2Co 3.14 – Almeida Rev. e Corr.)

 

quinta-feira, 31 de março de 2022

0 LIÇÕES BÍBLICAS – 2º TRIMESTRE 2022 ADULTOS – OS VALORES DO REINO DE DEUS - A relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo




LIÇÕES BÍBLICAS – 2º TRIMESTRE 2022

ADULTOS – OS VALORES DO REINO DE DEUS
A relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo


Comentarista: Pr. Osiel Gomes

Lição 01 – O Sermão do Monte: o caráter do Reino de Deus
Lição 02 – Sal da terra, luz do mundo
Lição 03 – Jesus, o díscipulo e a Lei
Lição 04 – Resguardando-se de sentimentos ruins
Lição 05 – O casamento é para sempre
Lição 06 – Expressando palavras honestas
Lição 07 – Não retribua pelos padrões humanos
Lição 08 – Sendo verdadeiros
Lição 09 – Orando e jejuando como Jesus ensinou
Lição 10 – Nossa segurança vem de Deus
Lição 11 – Sendo cautelosos nas opressões
Lição 12 – A bondade de Deus em nos atender
Lição 13 – A verdadeira identidade do cristão


 

0 O que é a Doutrina da Ressurreição?


 


Ressurreição ou anastase (em latim: resurrectio, em grego: anastasis) é o conceito de voltar à vida após a morte


terça-feira, 22 de março de 2022

0 Certos Modismos no Culto Pentecostal




Alguns líderes, infelizmente, não incentivam os crentes a frequentar a Escola Dominical e a tomar parte nos cultos de ensino. Em decorrência disso, estão aparecendo expressões esquisitas em nosso meio como: “Segura a bola de fogo que Jeová vai mandar”, “Contempla o varão de branco com a espada na mão” e outras mais conhecidas: “Queima ele”, “Fica no mistério”, “Tá amarrado” etc. Em Romanos 12.1, Paulo ensina que o culto agradável a Deus é racional. Isto significa que, apesar de haver liberdade para a multiforme operação do Espírito Santo na vida dos salvos (1Co 12.6-7), o culto pentecostal não deve ter exageros ou modismos. Se deixarmos de fazer uso da razão, ignorando os princípios bíblicos, poderemos cair no erro de inventar práticas e atribui-las ao Espírito de Deus, mesmo que sejamos espirituais. Na verdade, o cristão deve evitar os dois extremos – o fanatismo e o formalismo.

O primeiro consiste na adoção de práticas exageradas e extrabíblicas, enquanto o segundo rejeita qualquer manifestação, sob o pretexto de não correr riscos.  Como evitar estes extremos? Pedro responde: “Crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, 2 Pd 3.18. Quem quiser crescer só na graça, fatalmente se tornará um fanático. E quem buscar só o conhecimento não terá como escapar da frieza espiritual. Para crescer na graça, o caminho é sempre o mesmo: consagração a Deus através de oração e jejum, bem como uma vida de piedade e santificação.    Mas, para crescer em conhecimento é preciso estudar a Palavra e, principalmente, obedecer aos seus ensinamentos. Grandes movimentos pentecostais do início deste século se desviaram da vontade de Deus ou acabaram por falta de observância ao que a Bíblia ensina sobre a autêntica operação do Espírito Santo. Quando em uma igreja se dá pouca ou nenhuma ênfase à doutrina pentecostal, a possibilidade de surgirem expressões e manifestações estranhas é muito grande.

Exageros 

Vivemos uma época de muitos modismos. Se fala em rir, rugir, cair, pular e dançar de poder. Tais procedimentos são defendidos, muitas vezes, por pessoas que dizem ter uma nova unção do Espírito. Esta, porém, não existe, visto que a unção do Espírito de Deus é uma só, como ensina o apóstolo João: “E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo”, 1Jo 2.20. Nesse caso, interessar-se por manifestações estranhas, diferentes das apresentadas no NT, é se opor à legítima operação do Espírito Santo. Em 1 Coríntios 14, encontramos conselhos importantes quanto ao comportamento do cristão em um culto pentecostal. O primeiro está no versículo 20: “Irmãos, não sejais meninos no entendimento”. Menino, neste contexto, é aquela pessoa que não tem discernimento, que pode ser facilmente influenciada por doutrinas errôneas (Ef 4.14).  Segundo o autor da epístola aos Hebreus, somente pela observância à doutrina bíblica poderemos passar para o estágio de adulto (Hb 5.11-14). Outra orientação importante está no versículo 32: “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas”. Há crentes que pensam que o Espírito Santo incorpora o profeta e suprime a sua personalidade no momento da profecia. Entretanto, no NT não encontramos nenhum servo de Deus profetizando fora de sua razão. E, nos tempos do AT, os profetas empregavam a expressão “Assim diz o Senhor”, em uma demonstração de que transmitiam conscientemente a mensagem do Senhor. Há pessoas que para profetizar precisam marchar, correr pelos corredores do templo ou encostar a sua testa na cabeça daquele que está recebendo a mensagem. Nada disso é necessário. A Bíblia se limita a dizer: “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem”, 1Co 14.29.  Atitudes exibicionistas como cair ao chão, andar como quadrúpedes ou imitar sons de animais também excluem a razão e devem ser rejeitadas por aqueles que conhecem a genuína doutrina pentecostal.

Finalmente, Paulo ensina, no versículo 40: “Mas, faça-se tudo decentemente e com ordem”. Se uma irmã cai ao chão em uma posição desfavorável, isto é decente? E o que dizer de um culto em que todos batem palmas ou pulam, como se estivessem em um show ou em um estádio de futebol? Não é pecado saltar em um momento de extrema alegria (At 3.8), mas transformar essa prática em uma regra é exagero. Irmãos, sejamos pentecostais, mas não nos esqueçamos da ordem, da decência e do equilíbrio. E jamais deixemos os verdadeiros elementos de um culto pentecostal: “Cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para a edificação”, 1Co 14.26.

 Autor: Pr. Ciro Sanches Zibordi é pastor assembleiano, editor de obras nacionais da CPAD, articulista, conferencista e autor de diversas obras, entre elas: Erros que os pregadores devem evitar, Evangelhos que Paulo jamais pregaria e em breve será lançado o seu novo livro: “Mais erros que os pregadores devem evitar”– todos editados pela CPAD.

Fonte: https://pentecostalismo.wordpress.com

quarta-feira, 16 de março de 2022

0 Por que Deus permite tanto sofrimento?



Antes que o homem caísse em pecado não havia morte nem sofrimento, não havia a dor nem a ansiedade que enfrentamos em nossos dias. Deus tinha criado tudo de modo perfeito para o homem viver em condições ideais. Por sua própria vontade, o homem escolheu caminhos que o afastaram de Deus. E inexplicável porque Deus nos deu uma tão grande liberdade de escolha. No entanto, constatamos que quem se afasta de Deus acaba na miséria. Essa é a nossa experiência até os dias de hoje. Algumas pessoas tendem a atribuir a culpa a Deus. Mas deveríamos lembrar que o causador da miséria humana não é Deus, e sim o próprio homem. Se desligarmos a luz do carro ao dirigirmos na autoestrada à noite e sofrermos um acidente, não poderemos culpar o construtor do carro. Ele equipou-o com tudo o que é necessário para a iluminação; se desligarmos a luz o problema será todo nosso. “Deus é luz” (1 Jo 1.5). Se nos afastarmos de Deus, e como resultado acabarmos na escuridão, não poderemos culpar o Criador, que nos criou justamente para vivermos na Sua presença. Deus é e continua sendo o Deus de amor porque fez o inconcebível: deu o próprio Filho para nos resgatar da situação criada por nós mesmos. Jesus fala de Si próprio em João 15.13: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.” Existe amor mais grandioso que esse? Nunca se consumou obra maior em favor do homem do que a realizada no Calvário. A cruz é o ápice do amor divino!

Todos nós – crentes ou não – vivemos num mundo caído, um mundo do qual o sofrimento, em todas as suas formas, também faz parte. Não podemos explicar o sofrimento individual. Por que uns estão bem enquanto outros passam por sofrimentos e doenças graves? Às vezes, o crente sofre ainda mais que o descrente, como constata o salmista: “Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos. Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio. Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens” (Sl 73.3-5).

No entanto, o salmista acaba avaliando corretamente a sua aflição individual, que ele não considera como castigo pelos seus próprios pecados. Ele não briga com Deus, muito pelo contrário, agarra-se ainda mais a Ele: “Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória… Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (Sl 73.23-24,26).

Deus não tem a culpa final de tudo?

Quando Deus responsabilizou Adão pela queda, este apontou para Eva: “A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi” (Gn 3.12). Quando Deus se dirigiu à mulher, Eva também passou a culpa adiante: “A serpente me enganou, e eu comi” (Gn 3.13). Manifestamos um comportamento estranho em relação à nossa culpa: sempre apontamos em outra direção, sempre culpamos os outros até acabarmos declarando que Deus é o culpado da nossa culpa. Mas o inconcebível acontece: através de Jesus, Deus tomou sobre Si toda a nossa culpa: “Aquele (Jesus) que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21). O juízo de Deus sobre o pecado do mundo foi colocado sobre o Seu Filho. “O qual se entregou a si mesmo por nossos pecados…” (Gl 1.4), para que nós ficássemos livres. Não existe mensagem melhor que o Evangelho!

Fonte: Livro – Perguntas que sempre são feitas / Werner Gitt; tradução Christina Elisabeth Marx – 2 ed. – Porto Alegre: Actual Edições, c2005.


 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

0 10 CONSELHOS QUE BILLY GRAHAM DEIXOU PARA JOVENS CRISTÃOS

 



1) Evite más companhias. Se você andar com maus elementos, ficará dominado por eles. A Bíblia diz: "Retirai-vos do meio deles, não toqueis em coisas impuras" (II Co. 6).


2) Evite o segundo olhar. Você não pode controlar o primeiro, mas pode evitar o segundo, que se torna cobiça.


3) Discipline suas conversas. Evite piadas e histórias com sentido duvidoso. "As más conversações corrompem os bons costumes" (I Co 15:33)


4) Tenha cuidado com a maneira de vestir-se. Deve ser um assunto entre você e Deus as roupas que usa. Uma jovem recém-convertida falou: De agora em diante vou vestir-me como se Jesus fosse o meu acompanhante.


5) Escolha cuidadosamente os filmes e programas de televisão que assiste.


6) Tome cuidado com o que você lê. Muito da literatura contemporânea apela ao instinto sexual.


7) Esteja em guarda com respeito a seu tempo de folga. Davi tinha o tempo em suas mãos, viu Beteseba e caiu em complicações.


8) Faça uma regra de nunca se envolver em namoro "pesado". Jovens cristãos deviam orar antes de cada encontro. A moça que tem Jesus Cristo em seu coração possui um poder sobrenatural para dizer "não" aos avanços de qualquer rapaz. E o rapaz que conhece Jesus Cristo tem poder para disciplinar sua vida.


9) Gaste muito tempo com as Escrituras. O salmista disse: "Guardo no meu coração a tua palavra para não pecar contra ti". (Sl 119:11). Memorize versículos e, quando a tentação chegar, cite-os. A palavra de Deus é a única coisa à qual satanás não pode se opor.


10) Tenha Jesus Cristo em seu coração e vida. Deus o ama e uma forte fé Nele tem guardado muitos homens e mulheres de cometer imoralidades (I Jo 2:14)



Deus te abençoe em Cristo Jesus



sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

0 Cruz ou Estaca?


 


JESUS FOI CRUCIFICADO OU ESTAQUEADO?


(Lc 23.21)

Grego: oi de epephonoun legontes, staurou, staurou auton oi de epephonoun legontes, staurou, staurou auton

TNM

Começaram então a berrar, dizendo: “Para a estaca! Para a estaca com ele!”

BÍBLIA SAGRADA

Mas eles clamavam em contrário, dizendo: Crucifica-o crucifica-o.

A palavra grega traduzida por “cruz é staurov” (stauros) e o verbo é staurovw (stauroo). Na literatura grega clássica stauros significa: “empalação, enforcamento, estrangulamento”, além de “estaca”. Era também um instrumento de suplício: uma viga colocada nos ombros do réu. Não existe uma definição única para o termo, como ensina a STV. A palavra stauros por si não diz a técnica nem a forma exatas da execução. Para saber com mais exatidão sobre essa execução é necessário de antemão saber em que região, em que época e sob que autoridade foi executada a sentença, além de conhecer o ponto de vista do escritor que emprega o referido vocábulo.

No Velho Testamento o termo “estaca” aparece em Êx 35.18; 38.31; Nm 3.37; 4.32; Jz 4.21-22; 5.26; Is 33.20; 54.2; Ez 15.3; Zc 10.4, e em nenhuma delas a Septuaginta traduziu por stauros. O verbo stauroo aparece só uma vez no Velho Testamento, em Et 7.9-10, e é traduzido por “enforcar”. A STV não tem autoridade para dogmatizar sobre ser stauros apenas “estaca”. Não existe apoio bíblico nem histórico para o ensino da Torre de Vigia.

Stauros podia ser uma viga transversal apenas ou uma estaca, ou ainda os dois juntos. Stauros como “estaca” é apenas uma possibilidade, e não uma afirmação, e isso sem considerar tempo, lugar e governo.

A pena de morte pela cruz era uma prática conhecida na Grécia, mas os romanos trouxeram tal prática dos cartagineses. Só os romanos usaram a cruz como pena capital, e tal prática foi abolida por Constantino, na primeira metade do século IV, na sua reforma social e política. Nos dias de Cristo existiam três tipos de cruz, a saber: cruz de Santo André, do formato de um “X”; cruz comissa, ou de Santo Antonio, da forma de um “T”, e a cruz ímmíssa. Pela inscrição posta sobre a cabeça de Jesus, JESUS NAZARENO REI DOS JUDEUS, podendo ser lida à distância, em três línguas (hebraica, grega e latina) Lc 23.38; Jo 19.19 e 20, fica mais claro que o sol do meio dia que Jesus foi crucificado na crux ímmissa.

Ninguém escreveu com detalhes a crucificação de Jesus, mas a evidência do Novo Testamento, os escritos da patrística e o testemunho da história atestam a cruz como pena capital no império romano, sendo o próprio Cristo executado conforme o sistema da época.

Foi encontrado em 1968, numa região de Jerusalém, um ossuário que continha ossos de um jovem que fora crucificado no primeiro século do cristianismo. Um prego tinha sido posto em cada antebraço, atravessando-os, e outro atravessando os dois calcanhares, com as duas pernas quebradas, como as pernas dos dois malfeitores que foram crucificados ao lado do Senhor Jesus, mencionados em João 19.32.

Desde o surgimento do cristianismo, sempre foi apregoada entre as nações a crucificação de Cristo. O argumento de que Cristo foi estacado e de que a cruz é um símbolo do paganismo é improcedente e inconsistente. A STV não apresenta nenhuma prova bíblica e nenhum argumento sólido e convincente. Não é simplesmente pelo fato de stauros ter também o sentido de “estaca” que a STV vai demolir um patrimônio histórico de quase 2.000 anos, para dar lugar à sua tese. Substituir a cruz de Cristo pela estaca de tortura da TNM é um processo arbitrário, imposto pela organização, e um escárnio para tirar o mérito do Senhor Jesus Cristo, como aquele que padeceu de braços abertos para nos salvar e nos libertar das garras de Satanás.

A STV mudou a cruz pela “estaca de tortura” a partir de 1930. Você pode ver a cruz nas obras da organização dos anos 20 e 30. Veja o livro Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão, p. 95, publicado, em português, em 1923; o livro Vida, p. 230, 1929; Criação, p. 225, 1927, todos publicados por Rutherford (Influente líder entre as TJ). Até 1930, um dos símbolos da organização era a cruz dentro de uma coroa (símbolo da maçonaria e do ocultismo).

A TNM traduz por “estaca, estaca de tortura” onde quer que a palavra grega stauros apareça. Entretanto, em Jo 20.25, na própria TNM, diz: “A menos que eu veja nas suas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos“. Veja a gravura da p. 170, do livro Conhecimento Que Conduz à Vida Eterna, p. 67, o leitor verá que a STV precisa inventar outra gravura, acrescentando mais um prego nas mãos de Jesus.

São contradições que incomodam o Corpo Governante, que deixam as Testemunhas de Jeová em situação desconfortável. Quanto mais procuram falsificar as Escrituras, mais ficam expostas suas contradições. A TNM não se reveste de autoridade, Os cristãos devem rejeitá-la.

(Extraído da Revista 
FONTE: http://www.cacp.org.br/cruz-ou-estaca/

sábado, 8 de janeiro de 2022

0 Quem Foi o Profeta Amós?





Quem Foi o Profeta Amós?

O Profeta Amós foi um homem levantado por Deus para profetizar sobre o juízo divino que seria derramado devido à infidelidade do povo. Amós é também o autor do livro do Antigo Testamento que leva seu nome. Nesse texto conheceremos quem foi Amós na Bíblia.

O profeta Amós

O profeta Amós era de Tecoa, uma aldeia situada a aproximadamente 16 km ao sul de Jerusalém, 9 km de Belém e 20 km a oeste do Mar Morto. O nome Amós significa “carregador de fardos”, do hebraico ‘amos.

Além do que é dito em seus escritos, nada se sabe sobre quem foi Amós, porém em seu livro encontramos detalhes importantes que nos fornecem informações valiosíssimas sobre sua história.

O profeta Amós viveu no século 8 a.C., e profetizou durante o reinado do rei Uzias em Judá (Reino do Sul) e do rei Jeroboão em Israel (Reino do Norte). Logo na introdução de seu livro, o profeta Amós informa seus leitores que as visões que teve da parte do Senhor ocorreram dois anos antes do “grande terremoto”.

Esse terremoto que ocorreu durante o reinado de Uzias foi um evento memorável, e foi lembrado pelo profeta Zacarias como um ato de julgamento divino (Zc 14:5).

O profeta Amós era um homem simples e de origem rural. Ele foi pastor de ovelhas (Am 1:1), boiadeiro e colhedor de sicômoros, um tipo de figo  (Am 7:14). Sua familiaridade com o campo pode ser notada várias vezes em sua mensagem profética, como por exemplo, quando ele usa palavras referindo-se a animais (Am 5:19), insetos e ervas (Am 7:1) e frutos (Am 8:1).

O ministério profético de Amós

O profeta Amós não havia estudado para ser profeta, nem mesmo foi um discípulo de profeta ou recebeu qualquer treinamento nesse sentido (cf. 1Rs 20:35; 2Rs 2:3,5; 7:15), ou seja, ele não era considerado um profeta de profissão, e não dependia desse ofício para seu sustento.

Na verdade, o próprio Amós fez questão de afirmar que não possuía conexão alguma com a escola religiosa formal de sua época. Descrevendo a si mesmo, o profeta Amós testificou: “Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta, mas boiadeiro e colhedor de sicômoros” (Am 7:14).

O chamado de Amós para o ministério lembra em alguns aspectos a convocação de outros grandes homens de Deus, como Isaías, Jeremias e Paulo de Tarso (cf. Jr 1; Is 6; At 9).

O profeta Amós testificou sobre sua convocação da seguinte forma: “Mas o Senhor me tirou de após o gado e o Senhor me disse: Vai e profetiza ao meu povo de Israel” (Am 7:15). Assim, entendemos que foi Deus, soberanamente, quem chamou Amós para exercer o ofício de profeta.

Essa frase utilizada pelo profeta Amós para descrever sua convocação é muito semelhante à frase que descreve a escolha do Senhor de coroar Davi como rei em Israel (S2m 7:8). Isso significa claramente que Deus, conforme sua vontade, escolhia reis e profetas quando lhe aprouvesse.

Apesar de sua origem rural, o profeta Amós demonstrava conhecer muito bem a Lei de Deus e a história do povo da aliança. Em sua profecia, Amós fez várias referências aos fatos narrados no Pentateuco.

Ele, por exemplo, se referiu à destruição de Sodoma e Gomorra (Am 4:11), ao Êxodo (Am 3:1), a conquista de Canaã (Am 2:9s) e mencionou IsaqueJacó e José (Am 7:16; 3:13; 5:6).


A profecia do profeta Amós

Sem dúvida, o fato de o profeta Amós ser natural de Judá, o Reino do Sul, e ter sido convocado para profetizar, principalmente, a Israel, o Reino do Norte, chama a atenção, sobretudo pela forma ousada que seu ministério se desenvolveu.

O profeta Amós recebia do Senhor em visão as palavras que deveria profetizar (Am 1:1). Muito provavelmente Amós profetizou durante o período de paz e prosperidade que Israel experimentou no reinado de Jeroboão II.

Durante pelo menos quarenta anos o Reino do Norte não sofreu nenhuma ameaça militar significativa. O Egito e a Babilônia estavam enfraquecidos, e a Assíria estava em pleno declínio após a morte de Adade-Nirari III.

Nessa época também havia paz entre Israel e Judá, e o rei tinha restaurado as fronteiras de Israel de acordo com o que o profeta Jonas havia profetizado (2Rs 14:25).

Apesar de grande parte da mensagem profética de Amós ter sido dirigida ao Reino de Israel, Amós também denunciou os pecados de Judá (Am 2:4-5; cf. 9:11). Parte importante de seu ministério profético foi cumprida em Betel, o centro da idolatria e apostasia religiosa do Reino de Israel (1Rs 12:26-33).

A profecia de Amós censurou a condição social (Am 2:6,7), moral (Am 2:7,8) e religiosa (Am 2:8-12) da nação. O profeta Amós viveu numa época em que os ricos procuravam ficar mais ricos, a imoralidade estava num nível abominável e a perversão religiosa era tão grande que a idolatria era considerada algo normal, enquanto que os verdadeiros fiéis a Deus eram ridicularizados por sua devoção.

Então é nesse cenário que o profeta Amós profetizou sobre a severidade do julgamento de Deus que castigaria Israel e Judá por causa da infidelidade pactual característica nesses reinos. Porém, a profecia de Amós também apontou para a esperança de restauração e grande exaltação para o povo do Senhor após o exílio que se aproximava.

Também é muito significativa a forma com que as profecias de Amós revelam o nosso Senhor Jesus. O profeta falou sobre uma restauração, um governo e juízo que só encontram seu cumprimento pleno e final em Cristo, não apenas em sua primeira vinda, mas também no seu retorno em glória para estabelecer seu reino universal no novo céu e nova terra (Mt 1:1; Lc 1:32,33; Ap 22:16; At 2:34-36; 15:13-19; 1Co 15:23-25; Hb 10:26-30; 1Pe 4:17; Ap 22:16; etc.).

Um claro exemplo disto é o modo com que Tiago interpretou as palavras do profeta Amós (Am 9:11,12) no Concílio de Jerusalém, quando ele entendeu que a restauração do Tabernáculo de Davi da qual o profeta Amós falou, se cumpriu quando judeus e gentios foram chamados à salvação como um só povo em Cristo, para proclamar o Evangelho pelo mundo inteiro (At 15:14-18).

Daniel Conegero

FONTE: https://estiloadoracao.com/quem-foi-o-profeta-amos/

 

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