sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

0 Cruz ou Estaca?


 


JESUS FOI CRUCIFICADO OU ESTAQUEADO?


(Lc 23.21)

Grego: oi de epephonoun legontes, staurou, staurou auton oi de epephonoun legontes, staurou, staurou auton

TNM

Começaram então a berrar, dizendo: “Para a estaca! Para a estaca com ele!”

BÍBLIA SAGRADA

Mas eles clamavam em contrário, dizendo: Crucifica-o crucifica-o.

A palavra grega traduzida por “cruz é staurov” (stauros) e o verbo é staurovw (stauroo). Na literatura grega clássica stauros significa: “empalação, enforcamento, estrangulamento”, além de “estaca”. Era também um instrumento de suplício: uma viga colocada nos ombros do réu. Não existe uma definição única para o termo, como ensina a STV. A palavra stauros por si não diz a técnica nem a forma exatas da execução. Para saber com mais exatidão sobre essa execução é necessário de antemão saber em que região, em que época e sob que autoridade foi executada a sentença, além de conhecer o ponto de vista do escritor que emprega o referido vocábulo.

No Velho Testamento o termo “estaca” aparece em Êx 35.18; 38.31; Nm 3.37; 4.32; Jz 4.21-22; 5.26; Is 33.20; 54.2; Ez 15.3; Zc 10.4, e em nenhuma delas a Septuaginta traduziu por stauros. O verbo stauroo aparece só uma vez no Velho Testamento, em Et 7.9-10, e é traduzido por “enforcar”. A STV não tem autoridade para dogmatizar sobre ser stauros apenas “estaca”. Não existe apoio bíblico nem histórico para o ensino da Torre de Vigia.

Stauros podia ser uma viga transversal apenas ou uma estaca, ou ainda os dois juntos. Stauros como “estaca” é apenas uma possibilidade, e não uma afirmação, e isso sem considerar tempo, lugar e governo.

A pena de morte pela cruz era uma prática conhecida na Grécia, mas os romanos trouxeram tal prática dos cartagineses. Só os romanos usaram a cruz como pena capital, e tal prática foi abolida por Constantino, na primeira metade do século IV, na sua reforma social e política. Nos dias de Cristo existiam três tipos de cruz, a saber: cruz de Santo André, do formato de um “X”; cruz comissa, ou de Santo Antonio, da forma de um “T”, e a cruz ímmíssa. Pela inscrição posta sobre a cabeça de Jesus, JESUS NAZARENO REI DOS JUDEUS, podendo ser lida à distância, em três línguas (hebraica, grega e latina) Lc 23.38; Jo 19.19 e 20, fica mais claro que o sol do meio dia que Jesus foi crucificado na crux ímmissa.

Ninguém escreveu com detalhes a crucificação de Jesus, mas a evidência do Novo Testamento, os escritos da patrística e o testemunho da história atestam a cruz como pena capital no império romano, sendo o próprio Cristo executado conforme o sistema da época.

Foi encontrado em 1968, numa região de Jerusalém, um ossuário que continha ossos de um jovem que fora crucificado no primeiro século do cristianismo. Um prego tinha sido posto em cada antebraço, atravessando-os, e outro atravessando os dois calcanhares, com as duas pernas quebradas, como as pernas dos dois malfeitores que foram crucificados ao lado do Senhor Jesus, mencionados em João 19.32.

Desde o surgimento do cristianismo, sempre foi apregoada entre as nações a crucificação de Cristo. O argumento de que Cristo foi estacado e de que a cruz é um símbolo do paganismo é improcedente e inconsistente. A STV não apresenta nenhuma prova bíblica e nenhum argumento sólido e convincente. Não é simplesmente pelo fato de stauros ter também o sentido de “estaca” que a STV vai demolir um patrimônio histórico de quase 2.000 anos, para dar lugar à sua tese. Substituir a cruz de Cristo pela estaca de tortura da TNM é um processo arbitrário, imposto pela organização, e um escárnio para tirar o mérito do Senhor Jesus Cristo, como aquele que padeceu de braços abertos para nos salvar e nos libertar das garras de Satanás.

A STV mudou a cruz pela “estaca de tortura” a partir de 1930. Você pode ver a cruz nas obras da organização dos anos 20 e 30. Veja o livro Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão, p. 95, publicado, em português, em 1923; o livro Vida, p. 230, 1929; Criação, p. 225, 1927, todos publicados por Rutherford (Influente líder entre as TJ). Até 1930, um dos símbolos da organização era a cruz dentro de uma coroa (símbolo da maçonaria e do ocultismo).

A TNM traduz por “estaca, estaca de tortura” onde quer que a palavra grega stauros apareça. Entretanto, em Jo 20.25, na própria TNM, diz: “A menos que eu veja nas suas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos“. Veja a gravura da p. 170, do livro Conhecimento Que Conduz à Vida Eterna, p. 67, o leitor verá que a STV precisa inventar outra gravura, acrescentando mais um prego nas mãos de Jesus.

São contradições que incomodam o Corpo Governante, que deixam as Testemunhas de Jeová em situação desconfortável. Quanto mais procuram falsificar as Escrituras, mais ficam expostas suas contradições. A TNM não se reveste de autoridade, Os cristãos devem rejeitá-la.

(Extraído da Revista 
FONTE: http://www.cacp.org.br/cruz-ou-estaca/

sábado, 8 de janeiro de 2022

0 Quem Foi o Profeta Amós?





Quem Foi o Profeta Amós?

O Profeta Amós foi um homem levantado por Deus para profetizar sobre o juízo divino que seria derramado devido à infidelidade do povo. Amós é também o autor do livro do Antigo Testamento que leva seu nome. Nesse texto conheceremos quem foi Amós na Bíblia.

O profeta Amós

O profeta Amós era de Tecoa, uma aldeia situada a aproximadamente 16 km ao sul de Jerusalém, 9 km de Belém e 20 km a oeste do Mar Morto. O nome Amós significa “carregador de fardos”, do hebraico ‘amos.

Além do que é dito em seus escritos, nada se sabe sobre quem foi Amós, porém em seu livro encontramos detalhes importantes que nos fornecem informações valiosíssimas sobre sua história.

O profeta Amós viveu no século 8 a.C., e profetizou durante o reinado do rei Uzias em Judá (Reino do Sul) e do rei Jeroboão em Israel (Reino do Norte). Logo na introdução de seu livro, o profeta Amós informa seus leitores que as visões que teve da parte do Senhor ocorreram dois anos antes do “grande terremoto”.

Esse terremoto que ocorreu durante o reinado de Uzias foi um evento memorável, e foi lembrado pelo profeta Zacarias como um ato de julgamento divino (Zc 14:5).

O profeta Amós era um homem simples e de origem rural. Ele foi pastor de ovelhas (Am 1:1), boiadeiro e colhedor de sicômoros, um tipo de figo  (Am 7:14). Sua familiaridade com o campo pode ser notada várias vezes em sua mensagem profética, como por exemplo, quando ele usa palavras referindo-se a animais (Am 5:19), insetos e ervas (Am 7:1) e frutos (Am 8:1).

O ministério profético de Amós

O profeta Amós não havia estudado para ser profeta, nem mesmo foi um discípulo de profeta ou recebeu qualquer treinamento nesse sentido (cf. 1Rs 20:35; 2Rs 2:3,5; 7:15), ou seja, ele não era considerado um profeta de profissão, e não dependia desse ofício para seu sustento.

Na verdade, o próprio Amós fez questão de afirmar que não possuía conexão alguma com a escola religiosa formal de sua época. Descrevendo a si mesmo, o profeta Amós testificou: “Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta, mas boiadeiro e colhedor de sicômoros” (Am 7:14).

O chamado de Amós para o ministério lembra em alguns aspectos a convocação de outros grandes homens de Deus, como Isaías, Jeremias e Paulo de Tarso (cf. Jr 1; Is 6; At 9).

O profeta Amós testificou sobre sua convocação da seguinte forma: “Mas o Senhor me tirou de após o gado e o Senhor me disse: Vai e profetiza ao meu povo de Israel” (Am 7:15). Assim, entendemos que foi Deus, soberanamente, quem chamou Amós para exercer o ofício de profeta.

Essa frase utilizada pelo profeta Amós para descrever sua convocação é muito semelhante à frase que descreve a escolha do Senhor de coroar Davi como rei em Israel (S2m 7:8). Isso significa claramente que Deus, conforme sua vontade, escolhia reis e profetas quando lhe aprouvesse.

Apesar de sua origem rural, o profeta Amós demonstrava conhecer muito bem a Lei de Deus e a história do povo da aliança. Em sua profecia, Amós fez várias referências aos fatos narrados no Pentateuco.

Ele, por exemplo, se referiu à destruição de Sodoma e Gomorra (Am 4:11), ao Êxodo (Am 3:1), a conquista de Canaã (Am 2:9s) e mencionou IsaqueJacó e José (Am 7:16; 3:13; 5:6).


A profecia do profeta Amós

Sem dúvida, o fato de o profeta Amós ser natural de Judá, o Reino do Sul, e ter sido convocado para profetizar, principalmente, a Israel, o Reino do Norte, chama a atenção, sobretudo pela forma ousada que seu ministério se desenvolveu.

O profeta Amós recebia do Senhor em visão as palavras que deveria profetizar (Am 1:1). Muito provavelmente Amós profetizou durante o período de paz e prosperidade que Israel experimentou no reinado de Jeroboão II.

Durante pelo menos quarenta anos o Reino do Norte não sofreu nenhuma ameaça militar significativa. O Egito e a Babilônia estavam enfraquecidos, e a Assíria estava em pleno declínio após a morte de Adade-Nirari III.

Nessa época também havia paz entre Israel e Judá, e o rei tinha restaurado as fronteiras de Israel de acordo com o que o profeta Jonas havia profetizado (2Rs 14:25).

Apesar de grande parte da mensagem profética de Amós ter sido dirigida ao Reino de Israel, Amós também denunciou os pecados de Judá (Am 2:4-5; cf. 9:11). Parte importante de seu ministério profético foi cumprida em Betel, o centro da idolatria e apostasia religiosa do Reino de Israel (1Rs 12:26-33).

A profecia de Amós censurou a condição social (Am 2:6,7), moral (Am 2:7,8) e religiosa (Am 2:8-12) da nação. O profeta Amós viveu numa época em que os ricos procuravam ficar mais ricos, a imoralidade estava num nível abominável e a perversão religiosa era tão grande que a idolatria era considerada algo normal, enquanto que os verdadeiros fiéis a Deus eram ridicularizados por sua devoção.

Então é nesse cenário que o profeta Amós profetizou sobre a severidade do julgamento de Deus que castigaria Israel e Judá por causa da infidelidade pactual característica nesses reinos. Porém, a profecia de Amós também apontou para a esperança de restauração e grande exaltação para o povo do Senhor após o exílio que se aproximava.

Também é muito significativa a forma com que as profecias de Amós revelam o nosso Senhor Jesus. O profeta falou sobre uma restauração, um governo e juízo que só encontram seu cumprimento pleno e final em Cristo, não apenas em sua primeira vinda, mas também no seu retorno em glória para estabelecer seu reino universal no novo céu e nova terra (Mt 1:1; Lc 1:32,33; Ap 22:16; At 2:34-36; 15:13-19; 1Co 15:23-25; Hb 10:26-30; 1Pe 4:17; Ap 22:16; etc.).

Um claro exemplo disto é o modo com que Tiago interpretou as palavras do profeta Amós (Am 9:11,12) no Concílio de Jerusalém, quando ele entendeu que a restauração do Tabernáculo de Davi da qual o profeta Amós falou, se cumpriu quando judeus e gentios foram chamados à salvação como um só povo em Cristo, para proclamar o Evangelho pelo mundo inteiro (At 15:14-18).

Daniel Conegero

FONTE: https://estiloadoracao.com/quem-foi-o-profeta-amos/

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

0 Quem manda: Deus ou o homem?


 


MATEUS 16.19 DIZ QUE “TUDO O QUE LIGARES NA TERRA SERÁ LIGADO NOS CÉUS, E TUDO O QUE DESLIGARES NA TERRA SERÁ DESLIGADO NOS CÉUS”. ISSO SIGNIFICA QUE O QUE DETERMINARMOS TERÁ QUE SER OBEDECIDO PELOS CÉUS?

Com a ascensão da Teologia da Prosperidade, o texto de Mateus 16.19 ganhou ênfase especial. Baseados nessa passagem, alguns pregadores dessa es­cola começaram a “determinar” e até mesmo a “mandar em Deus”. A lógica parece perfeita: se o que eu ligo aqui na Terra será ligado no Céu, então parece bastante óbvio que a Terra manda de fato no Céu. É só determinar e pronto!

Não é exagero afirmarmos que esse ensino tem ido a extremos. Para que gastar longas horas em oração se pode­mos simplesmente determinarmos que Deus faça isso ou aquilo? Para que su­plicar algo a Deus, se Ele tem o “dever” ou até mesmo a “obrigação” de endos­sar o que se determina? A Terra manda no Céu? Qualquer coisa que fizermos aqui será endossado pelo Céu?

Primeiramente, vejamos as duas formas diferentes como este texto tem sido traduzido:

a) ARC (Almeida Revista e Corrigida) – “E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que liga­res na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

b) ARA (Almeida Revista e Atualizada) – “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus”.

No original grego, as expressões éstai dedeménon (ligar) e éstati lelyménon (desligar) são um perfei­to perifrásico. No grego, o tempo perfei­to indica uma ação ocorrida anterior­mente, mas com reflexos no presente.

Ao comentar o sentido do uso do perfeito perifrásico neste texto, D. A Carson diz que nessa passagem estamos diante de uma “questão paradigmática”, e comenta: “Nesse caso, questões paradigmáticas realmente rompem bar­reiras e fazem a evidência decididamen­te pender para a tradução ‘b’”. Em pala­vras mais simples, Carson, traduz este texto como “terá sido ligado/terá sido desligado” 1. Da mesma forma, a Chave Linguística do Novo Testamento Grego, ao comentar essa passagem, afirma: “Essa construção é o futuro perfeito pas­sivo perifrásico traduzido ‘terá sido amarrado’, ‘terá sido solto’. E ainda ob­serva: “E a Igreja na Terra levando a efei­to as decisões do Céu e não o Céu ratifi­cando a decisão da Igreja”.

Thomas Ice e Robert Dean, ainda so­bre o texto, acrescentam: “Uma tradu­ção que reforça esse sentido do original grego diria o seguinte: ‘Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus, mas o que você ligar na Terra será aquilo que já terá sido ligado nos Céus, e o que você desli­gar na Terra será aquilo que já terá sido desligado nos Céus”‘.

Em seguida, Ice e Dean explicam que os discípulos deveriam “ligar coisas na Terra, mas somente aquilo que já tivesse sido ligado no Céu (…), estabelecer o pa­drão terreno de entrada no Reino dos Céus, baseado no padrão que Deus já estabeleceu no Céu (…), e ser um medi­ador da Palavra de Deus entre Deus e o homem, e esse padrão é o que Pedro afir­mou em Mateus 16.16: que Jesus é ‘o Cristo, o Filho do Deus vivo'”.

————

Nota do Pr Martinez: O poder de ligar no céu” está na pregação do evangelho. Quando evangelizamos levamos pessoas à Cristo e assim “ligamos no céu”! Quanto ao “desligar” – tem a ver com o poder de disciplina da igreja (I Co 5).

————

JOSÉ GONÇALVES, FONTE: REVISTA “RESPOSTA FIEL” ANO 4 – N°15


Fonte: http://www.cacp.org.br/quem-manda-deus-ou-o-homem/

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

0 Enfermidade na Igreja Evangélica brasileira




Artigo adaptado do livro Reforma Agora.

A explosão evangélica no Brasil e o seu crescimento numérico parecem ser caracterizados, em boa parte, pela satisfação dos interesses de seus “consumidores”.

Ouso afirmar que o ambiente de “livre concorrência” entre algumas comunidades cristãs no Brasil tem levado seus líderes a adotarem estratégias semelhantes às utilizadas por empresas de marketing, buscando oferecer seus “produtos” no mercado, à semelhança do que se vê na mentalidade comercial. Nessas comunidades cristãs, a preferência dos fiéis determina a dinâmica dos discursos religiosos e das práticas a eles relacionadas. Junta-se a isso o fato de que, nos últimos anos, o evangelicalismo brasileiro tem experimentado uma grave crise teológica.

Ao pensar na realidade da igreja, sinto-me profundamente preocupado com os rumos da fé cristã em nosso país. Pois, o que se vê, de forma quase generalizada, é uma espiritualidade ensimesmada, oca e egoísta, além de centenas de “pastores” movidos por ganância e poder, os quais têm vivido obstinadamente a procura de títulos cada vez mais impressionantes. Infelizmente a “apostolização” moderna tem feito muitos destes pequenos reis, os quais em cerimônias nababescas são coroados como tais. Tem havido casos tais como o de um “apóstolo” que, num cerimonial cheio de pompa, foi coroado, recebendo como símbolo de sua autoridade apostólica um lindo e precioso anel de brilhantes.

Sem sombra de dúvidas parte da igreja evangélica brasileira encontra-se gravemente enferma. Entendo que, se uma mudança de direção não for feita nos próximos anos, corremos o sério risco de experimentarmos uma bancarrota espiritual. Sinto que não podemos mais suportar o maniqueismo e dualismo promovidos pelos gurus da “batalha espiritual”; não é possível que consideremos normais as loucuras proferidas pelos profetas da “confissão positiva”, os quais, mediante revelações pessoais, têm escravizado o rebanho de Cristo com doutrinas que jamais foram ensinadas pela Bíblia. Não podemos mais suportar as invenções humanas – e haja criatividade para elas – que assolam o povo de Deus, impondo-lhe pesados fardos.

Infelizmente estamos vivendo um tempo de miscigenação doutrinária, onde os cultos evangélicos em vez de se fundamentarem exclusivamente nas Escrituras o fazem em experiências místicas e sincréticas. Na verdade, o que tem determinado o sucesso do culto não é mais pregação da Palavra, mas o gosto do “consumidor”. Lamentavelmente a igreja prega o que dá ibope, oferecendo ao povo o que ele quer ouvir.

Pois é, diante disto talvez você esteja perguntando a si mesmo: o que fazer? Será que ainda existe esperança para a tão combalida igreja brasileira? Será que existe um antídoto que possa ser aplicado de forma efetiva em nossas comunidades cristãs?

Acredito que sim. Na verdade, creio piamente que existe um remédio para isso tudo. Acredito de toda minha alma que se voltarmos às Escrituras, fazendo delas nossa única e exclusiva regra de fé e redescobrirmos as antigas doutrinas ensinadas pelos reformadores, poderemos experimentar uma mudança radical na vida e na história da igreja evangélica brasileira.

O famoso pregador Charles Haddon Spurgeon afirmou o seu anseio por um avivamento das antigas doutrinas da seguinte maneira: 1

Queremos um avivamento das antigas doutrinas. Não conhecemos uma doutrina bíblica que, no presente, não tenha sido cuidadosamente prejudicada por aqueles que deveriam defendê-la. Há muitas doutrinas preciosas às nossas almas que têm sido negadas por aqueles cujo ofício é proclamá-las. Para mim é evidente que necessitamos de um avivamento da antiga pregação do evangelho, tal como a de Whitefield e de Wesley. As Escrituras têm de se tornar o infalível alicerce de todo o ensino da igreja; a queda, a redenção e a regeneração dos homens precisam ser apresentadas em termos inconfundíveis.

Prezado leitor, apesar das incongruências tupiniquins eu ainda acredito na igreja evangélica brasileira. Sim! Eu acredito que a redescoberta das antigas doutrinas poderá produzir em nosso país um avivamento nunca antes experimentado.

Foi por isso, que ao escrever o livro Reforma Agora, eu o fiz com o coração pesado e os olhos encharcados de lágrimas. Amo a igreja do meu Senhor e desejo de todo coração vê-la glorificando aquele que me salvou.

Creio profundamente que se a igreja brasileira regressar às doutrinas da graça, valorizando as Escrituras em detrimento da tradição e da experiência, vivenciaremos aquilo que povos e nações do passado experimentaram em sua história.

E você, acredita que Deus pode trazer um avivamento em nossas terras?

Reforma Agora

O antídoto para a confusão evangélica no Brasil

Neste livro, Renato Vargens faz uma análise do movimento neopentecostal que acontece hoje no Brasil, expondo e contextualizando seus misticismos, enganos e distorções da sã doutrina bíblica. Como aconteceu no século XVI, Reforma Agora tem o objetivo de chamar as igrejas evangélicas para retornarem à única referência que deve nortear a vida do cristão, as Sagradas Escrituras.

 

CONFIRA

Por: Renato Vargens. © Editora Fiel. Website: editorafiel.com.br. Trecho retirado com permissão do livro: Reforma Agora.

Original: Uma enfermidade na igreja evangélica brasileira. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

0 Sua Igreja é uma seita??




Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo (II Coríntios 11.3)

Significado de Seita - Substantivo Feminino - Doutrina que, propagada por um grande número de pessoas, se afasta ou diverge de certa forma de outra doutrina principal. Grupo de pessoas que adota uma doutrina diferente das demais.

Grupo religioso dissidente que deixa de participar de uma religião por não concordar com suas normas e objetivos.

Grupo com uma organização própria, geralmente restrito e fechado, que se une por ideias, ideologias, opiniões e comportamentos semelhantes; facção, bando. Etimologia (origem da palavra seita). A palavra seita tem sua origem no latim, “secta, ae”, e significa “partido, causa”.

                                         

Sua Igreja é uma seita? É um grupo ortodoxo ou vive e prega algo além das Escrituras ou a interpreta a seu bel prazer?

 

Sua Igreja respeita a correta interpretação das Escrituras ou a macula?

 

Quais as principais características de uma seita? Leia e decida se sua igreja é cristã-bíblica ou apenas mais um grupo heterodoxo.

 

 

Existem milhares de religiões neste  mundo, e obvia­mente nem todas são certas. O próprio Jesus advertiu seus discípulos de que viriam falsos profetas usando Seu nome, e ensinando mentiras, para desviar as pessoas da verdade (Mateus 24.24). O apóstolo Paulo também falou que existem pessoas de consciência cauterizada, que falam mentiras, e que são inspirados por espíritos enganadores (1 Timóteo 4.1-2).

Nós chamamos de seitas a essas religiões. Não estamos dizendo que to­dos os que pertencem a uma seita são deson­estos ou mal intencionados. Existem muitas pessoas sinceras que caíram vítimas de falsos profetas. Para evitar que isto ocorra conosco, devemos ser capazes de distinguir os sinais característicos das seitas. Embora elas sejam muitas, possuem pelo menos cinco marcas em comum:


(1) Elas têm outra fonte de autori­dade além da Bíblia. Enquanto que os cristãos admitem apenas a Bíblia como fonte de conhecimento verdadeiro de Deus, as seitas adotam outras fontes. Algumas forjaram seus próprios livros; outras aceitam revelações diretas da parte de Deus; outras aceitam a palavra de seus líderes como tendo autoridade divina. Outras falam ainda de novas revelações dadas por anjos, ou pelo próprio Jesus. E mesmo que ainda citem a Bíblia, ela tem autoridade inferior a estas  revelações.


(2) Elas acabam por diminuir a pessoa de Cristo. Embora muitas seitas falem bem de Jesus Cristo, não o consideram como sendo ver­dadeiro Deus e verdadeiro homem, nem como sendo o único Salvador da humanidade. Reduzem-no a um homem bom, a um homem di­vinizado, a um espírito aperfeiçoa­do através de muitas encarnações, ou à mais uma manifestação diferente de  Deus, igual a outros líderes religiosos como Buda ou Maomé. Freqüentemente, as seitas colocam outras pessoas no lugar de Cristo, a quem adoram e em quem confiam.


(3) As seitas ensinam a salvação pelas obras. Essa é uma característica universal de todas as seitas. Por acreditarem que o homem é intrinsecamente bom e capaz de por si mesmo fazer o que é preciso para salvar a sua alma, pregam que ele pode acumular méritos e vir a merecer o perdão de Deus, através de suas boas obras praticadas neste mundo. Embora as seitas sejam muito diferentes em sua aparência externa, são iguais neste ponto. Algumas falam em fé, mas sempre entendem a fé como sendo um ato humano meritório. E nisto diferem radicalmente do ensi­no bíblico da salvação pela graça mediante a fé.


(4) As seitas são exclusivistas quanto à salvação. Pregam que somente os membros do seu grupo religioso poderão se salvar. Enquanto que os cristãos reconhecem que a salvação é dada a qualquer um que arrependa-se dos seus pecados e creia em Jesus Cristo como único Senhor e Salvador (não importa a denominação religiosa), as seitas ensinam que não há salvação fora de sua comunidade.


(5) As seitas se consideram o grupo fiel dos últi­mos tempos. Elas ensinam que re­ceberam algum tipo de ensino se­creto que Deus havia guardado para os seus fiéis, perto do fim do mundo. É interessante que toda vez que nos aproximamos do fim de um milênio, cresce o número de seitas afirman­do que são o grupo fiel que Deus reservou para os últimos dias da humanidade.

Podemos e devemos ajudar as pes­soas que caíram vítimas de alguma seita. Na carta de Tiago está es­crito que devemos procurar ganhar aqueles que se desviaram da ver­dade (Tiago 5.19-20). Para isto, entretanto, é preciso que nós mes­mos conheçamos profundamente nossa Bíblia bem como as doutri­nas centrais do Cristianismo. Mais que isto, devemos ter uma vida de oração, em comunhão com Cristo,  para recebermos dele poder e amor e moderação.

 

 

Augustus Nicodemus é bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, em Recife, mestre em Novo Testamento pela Universidade Cristã de Potchefstroom, na África do Sul, e doutor em Hermenêutica e Estudos Bíblicos pelo Seminário Teológico de Westminster, na Filadélfia (EUA), com estudos adicionais na Universidade Reformada de Kampen, na Holanda.

 

 

 


 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

0 O Jesus Bíblico e o Jesus das Seitas




Tomara que me suportásseis um pouco na minha loucura! Suportai-me, porém, ainda. Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis. 2 Coríntios 11.1-4





Pr. Natanael Rinaldi 

FONTE: http://www.cacp.org.br/o-jesus-biblico-e-o-jesus-das-seitas/

sábado, 27 de novembro de 2021

0 10 Caratcterísticas da Igreja que Satanás GOSTA

 


Muitas vezes, o que atrai multidões não é necessariamente o que agrada a Deus. Baseado nas reflexões de Renato Vargens e do perfil Puritanos Reformados, listamos 10 marcas de uma igreja que caminha na contramão do Evangelho:

  1. Não é Cristocêntrica: Pelo contrário, ela evita pregar a Cristo e Sua obra redentora.
  2. Não Proclama o Evangelho: Ignora a necessidade de arrependimento e a fé em Jesus para a salvação do pecador.
  3. Vende Indulgências: Tenta barganhar com Deus, oferecendo "fórmulas mágicas" de enriquecimento para quem deseja ser abençoado.
  4. Foca na Satisfação Humana: Visa apenas o bem-estar do homem, deixando de lado o chamado à conversão.
  5. Nega a Graça: Substitui a salvação gratuita pelos méritos do ofertante ou do dizimista.
  6. Desvaloriza a Palavra: Relativiza as Escrituras, tratando-as como algo desnecessário para o amadurecimento cristão.
  7. Idolatra Lideranças: Coloca "apóstolos modernos" em pé de igualdade com a autoridade das Escrituras Sagradas.
  8. Prioriza o Luxo: Preocupa-se em construir templos nababescos e suntuosos, abandonando o verdadeiro trabalho missionário.
  9. É Antropocêntrica: Uma igreja ensimesmada, focada em realizar vontades humanas e que jamais prega a mensagem da cruz.
  10. Prefere o Entretenimento: Ama cantar os sucessos do mundo gospel, mas detesta estudar a Bíblia e buscar a santidade.

 

Fonte: @puritanosreformados | @renatovargens

 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

0 A Igreja passará pela Grande Tribulação?

 



Você acredita que a Igreja do Senhor Jesus enfrentará o período negro e sombrio da Grande Tribulação?

   Assista a opinião de alguns teólogos evangélicos e tire suas próprias conclusões.




A minha opinião Bíblica e pessoal é que a Igreja do Senhor Jesus não passará pela Grande Tribulação. Há razões sobejas para crer dessa maneira e a interpretação que mais se ajusta ao calendário profético-escatológico da Bíblia, coloca a Igreja  fora da Grande Tribulação. Porém, compete a cada um ler, estudar e tirar suas próprias conclusões.
  De uma coisa nós podemos estar certos: Jesus virá arrebatar a sua Igreja e ai daqueles que estiverem brincando e perdendo tempo com discussões sem sentido, pois correrão um grande risco de ficar para trás e enfrentar o período mais crítico, triste e de duro juízo: A GRANDE TRIBULAÇÃO.
     Deus vos abençoe,
                                         João Augusto de Oliveira

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

0 A IGREJA: O Corpo de Cristo


 



A igreja é o corpo de Cristo, a ha­bitação de Deus por intermédio do Es­pírito Santo, designada por divino de­creto para o cumprimento da grande comissão. Cada um dos crentes, nasci­do do Espírito Santo, forma parte inte­gral da assembleia geral e igreja dos primogênitos, os quais estão inscritos no céu.

Efésios 1.22, 23.22; Hebreus 12.23

Marcos 16.15-20; Efésios 4.11-13

A palavra “igreja” tem diversos significados na lin­guagem moderna. Aplica-se a um edifício, a uma con­gregação, a uma denominação e à cristandade em ge­ral. Vários destes significados não aparecem no Novo Testamento, onde o vocábulo igreja não se refere nunca a um edifício, nem a uma denominação à cristandade em geral. Designa geralmente uma congregação local, organizada para adorar a Deus e para observar as or­denanças do evangelho e executar os mandamentos do Senhor. Mas algumas poucas vezes refere-se a assembleias e com mais frequência a todo o corpo de verda­deiros seguidores de Cristo, e em Hebreus 12: 23, aos remidos do céu e da terra.

A palavra igreja, empregada em sentido univer­sal, designa o corpo de Cristo. Efésios 1.22, 23; Colossenses 1.18, 19. A igreja universal invisível, da qual Cristo é a cabeça, não é uma organização, mas um orga­nismo, pois em cada um de seus membros palpita a vida de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual dirige o mo­vimento de todo o corpo em geral e de cada crente em particular, e comunica a cada um dos membros do cor­po sua sabedoria, justiça, santidade, vida e poder. I Coríntios 1.24, 30; João 6.32-35. É assim que mediante a união vital com Cristo todo crente, ainda que humil­de ou isolado, forma parte com os demais redimidos de um organismo no qual vibra o amor e a graça de nosso Senhor Jesus, de cuja plenitude todos temos recebido, João 1.14, 16. Cada um dos membros deste corpo, por insignificante que seja, tem sua parte neste grande or­ganismo, e aquele membro do corpo que ocupa uma posição proeminente não deve desprezar ao que ocupa um lugar mais humilde e obscuro, porque todos os mem­bros são necessários para o bem comum, como o afir­ma Paulo em forma tão categórica em I Coríntios 12 e em Romanos 12.

A Assembleia Universal é descrita sob a forma de um templo, I Coríntios 3.9-17; 6.19; Efésios 2.20-22; I Timóteo 3.15; I Pedro 2.4, 5; Apocalipse 21.3. Os apóstolos e profetas constituem o cimento deste edifício, enquanto que Cristo é a pedra fundamental. O Senhor é quem sustenta todo o edifício. Nem a madeira, ou o fe­no ou a folhagem — que representam à natureza não regenerada — formarão parte de seus muros, que deve­rão ser de ouro, prata e pedras preciosas, — ou seja símbolo dos verdadeiros filhos de Deus, I Coríntios 3.12, 13. Em Efésios 2.20-22. Paulo considera os crentes filhos verdadeiros de Deus, componentes da família di­vina, todos unidos em Jesus, a pedra fundamental, for­mando um templo santo de Deus para que Ele o habite por intermédio do Espírito Santo. Pedro por sua parte designa os crentes com o nome de “pedras vivas”, as quais formam o templo, uma casa espiritual edificada com o propósito de oferecer sacrifícios espirituais a Deus, I Pedro 2.4, 5.

A Assembleia Universal é a esposa de CristoII Coríntios 11.2; Efésios 5.25-27; Apocalipse 19: 7; 22: 17. Jesus mesmo é o esposo, João 3.29; Mateus 25: 6. A igreja se prepara agora para unir-se ao Cor­deiro, Apocalipse 21: 2, e jamais será separada de seu Senhor, I Tessalonicenses 4.17.

Assembleia local deveria compor-se somente de membros regenerados, isto é, pessoas nascidas do Es­pírito Santo e cheias dEle, que realizem a vontade de Cris­to, e que formam parte da assembleia local, miniatura da grande assembleia universal. Qualquer diferença ou falta de cooperação obstaculiza o serviço da assembleia, e portanto, a obra de Cristo na terra.

Para a perfeição da Assembleia Universal, de cada uma das assembleias locais e dos membros individualmente, Cristo deu apóstolos, profetas, evangelis­tas, pastores e mestres, quando subiu ao céu. Efésios 4.8, 11.

O Espírito Santo opera na Assembleia e por intermédio dela, revestindo os crentes de poder, guian­do-os a toda a verdade, revelando-lhes a Cristo, trans­formando-os se são submissos à sua vontade, de uma glória ou outra superior, até que cheguem a obter a semelhança de Cristo, II Coríntios 3.18; Efésios 4.12-17.

A verdadeira igreja de Deus não conhece outro legislador além de Cristo e descobre que seu gozo mais elevado na terra consiste em saber sua vontade e fazê-la, e sua maior glória no futuro será tornar-se semelhante a seu Senhor, I João 3.1-3. Vestida da jus­tiça de Cristo, cheia de seu amor, revestida de seu Es­pírito (e cumprindo sua vontade, a igreja eleva os seus olhos ao céu, esperando a volta daquele a quem ama, I Tessalonicenses 1.9, 10.

Foi com respeito a esta assembleia que o Senhor Jesus disse o seguinte: “Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mateus 16.18.

———–

LIVRO DOUTRINAS BÍBLICAS – P.C. NELSON – LIVRARIA DOS EVANGÉLICOS


FONTE: http://www.cacp.org.br/a-igreja-o-corpo-de-cristo/


sábado, 6 de novembro de 2021

0 Revista adultos 1° trimestre 2022




A SUPREMACIA DAS ESCRITURAS

Comentarista: Douglas Baptista

Lição 1 _A autoridade da Bíblia
Lição 2 – A Inspiração Divina da Bíblia
Lição 3 – A Inerrância da Bíblia
Lição 4 – A Estrutura da Bíblia
Lição 5 – Como ler as Escrituras
Lição 6 – A Bíblia como um Guia para a Vida
Lição 7 – A Bíblia transforma pessoas
Lição 8 – A Lei e os Evangelhos revelam Jesus
Lição 9 – As Histórias e as Poesias falam ao Coração
Lição 10 – As Profecias despertam e trazem esperança
Lição 11 – Lucas-Atos: O Modelo Pentecostal para hoje
Lição 12 – As Epístolas instruem e formam os cristãos
Lição13 – A Leitura da Bíblia e a educação cristã


 

 

A voz da Palavra Profética Copyright © 2011 - |- Template created by Jogos de Pinguins