terça-feira, 6 de outubro de 2020

0 Reflexão Bíblica - Cumplices ou alienados


 


Texto: Portanto, não sejam seus companheiros. Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade), aprovando o que é agradável ao Senhor. E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-asPorque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe. (Efésios 5:7-12 ARC / grifo nosso)

Estamos vivendo tempos difíceis em todos os setores da vida. Seja no âmbito profissional, familiar e até mesmo o espiritual.

A igreja do Senhor Jesus passa momentos delicados e os que ainda têm sensibilidade espiritual clamam por providência da parte de Deus, assim como o fazia em seus dias o profeta Habacuque.

Desde o abandono das pregações cristocêntricas e bíblicas até a omissão diante de pecados e fatos relevantes, assim tem sido a marcha daquela que se chama “noiva do Cordeiro”.

Isso sem falar em liberação de divórcios a grosso modo, até mesmo de ministros do altar.

Falando em “Ministros” eu tenho dó de centenas de “bons Pastores” que ainda temos, mas que estão abandonados pelo ministério, sem nenhum suporte ou até mesmo oprimidos por exigências tenebrosas e muitas “antibíblicas”. Alguns, o obreiro repudia, mas como é ordem do “ministério”, ele é obrigado a fazer sem questionar, cito como exemplo a massificação da política em nosso meio.

Claro que já passamos a muito de simples “respeito mútuo’ ENTRE a Igreja e a política partidária de nosso país”. Agora a igreja é cumplice, amiga, companheira e come na mesma mesa que alguns dos nossos candidatos. Muitos deles estão interessados apenas em eleger-se à custa do “voto dos crentes”, nada mais.

O que me espanta é que parece que quase ninguém consegue perceber essa desfaçatez que rola em nosso meio. Homens desocupados, alguns manchados com crimes e pecados grosseiros ocupando as nossas tribunas e falando livremente ao nosso povo. Alguns ao invés de tentar combater tal prática, a apoiam e incentivam.

Parece-me que temos dois tipos de pessoas a celebrar tais uniões espúrias sem questionar: OS CUMPLÍCES OU OS ALIENADOS.

Peço desculpas pela “dureza” de minhas palavras, mas é isso que tenho notado.

Será que ninguém consegue perceber que dessa “mistura homogênea” entre a Igreja e a política suja de nosso país o resultado não será bom? Será que não percebemos que a Igreja foi chamada por Cristo para evangelizar, adorar e esperar a Volta de Jesus para busca-la e não para estabelecer um Reino Político aqui na terra? Será que não vemos que estamos laborando no mesmo erro da Igreja Católica quando se uniu ao Estado? Qual o fim dela? Está aí como exemplo diante de nós.

Pobres daqueles que esperam pela salvação de suas almas e libertação de seus males, pois “MUITOS” de nossos pastores estão mais preocupados em massagear o ego de políticos do que com as almas aflitas; pobres daqueles irmãos que esperam por ajuda de suas igrejas, pois muitas delas transformaram-se em comitês político-partidário.

    Leia e reflita com muita calma. Pondere a diferença da Igreja quando se mantinha longe dessa mistura e como ela é AGORA.

   Deus nos guarde e abençoe a todos.

 

João Augusto de Oliveira

 

 

 

 


sexta-feira, 2 de outubro de 2020

0 Avivamento Coletivo: A Necessidade



Henry Blackaby

 

 

Um Chamado a

Avivamento Coletivo

Quero falar sobre avivamento coletivo. Vou usar uma passagem de 1 Samuel 7 onde isto aconteceu.

Precisamos ser a encarnação da nossa própria mensagem. O Senhor Jesus era a encarnação de tudo que pregou, e ensinou. Ele era a própria mensagem. A vontade de Deus é que nunca haja uma mensagem que saia do nosso coração ou das nossas bocas que não esteja encarnada na nossa vida.

Se você diz uma coisa e vive outra, Deus o chama de hipócrita, e ele odeia a hipocrisia. Como evangélicos, muitas vezes achamos que podemos falar qualquer coisa, conquanto que seja bíblico. Esquecemos que o proclamador precisa ser a encarnação da mensagem que prega.

É de importância crucial, quando houver avivamento coletivo e arrependimento coletivo, que tenha a pessoa certa para liderar. Precisa haver um líder que saiba o que fazer quando o povo de Deus sentir convicção de pecados e clamar: "Pecamos contra Deus!" Samuel era este tipo de líder.

 

O Que Deus Considera Pecado

Vamos começar em 1 Samuel 6.19:

"E feriu o Senhor os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do Senhor, até ferir do povo cinqüenta mil e setenta homens; então, o povo se entristeceu, porquanto o Senhor fizera tão grande estrago entre o povo."  

Quero apresentá-lo a uma verdade muito importante: nunca veremos um grande avivamento enquanto não compreendermos os caminhos de Deus. Precisamos entender que quando alguém peca contra Deus, é algo muito sério. Ele pode tirar a vida de 50.070 pessoas, simplesmente porque olharam para dentro da arca. A comunidade cristã hoje não acredita que servimos ao mesmo Deus que vemos nas Escrituras. Acha que podemos viver como quisermos, e que Deus nos perdoará seja o que for que tenhamos feito. Mas não é este Deus que vejo nas Escrituras.

Deus confrontou Eli por causa da maneira como tratava seus filhos. Eli estava honrando a seus filhos mais do que a Deus. Depois, já idoso, Eli percebeu que seus filhos estavam agindo perversamente, e tentou repreendê-los. Disse-lhes: "Pecando o homem contra o próximo, Deus lhe será o árbitro; pecando, porém, contra o Senhor, quem intercederá por ele?" Mas a Escritura diz que os filhos não ouviram a voz de seu pai, porque o Senhor havia determinado matá-los (1 Sm 2.25).

Em outras palavras, não poderiam ter se arrependido, mesmo se quisessem. Já tinham passado para o outro lado da linha, e não conseguiam arrepender-se. Foi como Esaú que buscou arrependimento com lágrimas, mas não o achou (Hb 12.17). Precisamos compreender os caminhos de Deus.

Alguém vai dizer: "Bom, isto é o Velho Testamento". Minha resposta é: "Isto não é o Velho Testamento; isto é um Deus santo". Foi o que aconteceu na Coréia: encontraram com a santidade de Deus, e não conseguiram ficar em pé. Ficavam prostrados, choravam, gritavam. Não conseguiam escapar dele.

Vi uma mensagem intitulada: "Avivamento é Como o Dia do Juízo". Isto é verdade. Quem clama a Deus por avivamento precisa se preparar para o juízo absoluto de Deus sobre seu pecado.

Hoje a maioria não acredita que Deus julgará nossos pecados. Os pregadores anunciam: "Não importa o que tenha feito, Deus o perdoará assim mesmo".

Estamos adulterando a Palavra de Deus e deixando o povo de Deus pecar e sentir que pode fazer o que quiser; depois basta uma palavra com o Senhor, e será perdoado, sem nenhum arrependimento, e sem qualquer compreensão do que Deus quer dizer quando manda arrepender-se. Colocamos nosso próprio padrão de arrependimento, e dizemos: "Deus me perdoou, porque assim lhe pedi". Onde você achou isto nas Escrituras?

Estas pessoas em 1 Samuel haviam pecado contra Deus. Não importa se você acha que é pecado, ou se acha que não é - se Deus acha que é pecado, você sofrerá as conseqüências. O que tinha demais em olhar para dentro da arca? Cinqüenta mil e setenta pessoas do povo de Deus morreram. Será que Deus achava que era pecado olhar dentro da arca?

Este era um momento muito sério para o povo de Deus. E a passagem diz: "Então, disseram os homens de Bete-Semes: Quem poderia estar em pé perante o Senhor, este Deus santo? E a quem subirá desde nós?" (1 Sm 6.20).

 

Por Que Deus Demora Tanto Para Responder? 

Agora veja 1 Samuel 7.2: "Sucedeu que, desde aquele dia, a arca ficou em Quiriate-Jearim, e tantos dias se passaram, que chegaram a vinte anos; e toda a casa de Israel dirigia lamentações ao Senhor."

Aqui vemos mais um dos caminhos do Senhor. Deus não responde simplesmente porque oramos. Deus responde por causa dos seus caminhos soberanos. Quanto tempo demoraria para Deus devolver a arca ao povo de Deus? Poderia ter acontecido no mesmo dia.

Por que Deus deixou a arca ficar longe de seu povo por vinte longos anos, e por que permitiu que o povo suspirasse por ele durante o mesmo tempo, sem nada acontecer? Pergunte para ele! O povo já não tinha um senso correto da presença de Deus. De algum modo, sentiam que eram donos de Deus, e que se orassem, Deus seria obrigado a responder.

Deus permite que oremos por vinte anos em favor de avivamento, sem nada acontecer? Sim! Mas quando seu povo se tornar capaz de receber um avivamento, então ele o enviará. Presumimos que automaticamente a condição básica para Deus agir é nossa oração. Não é. Você realmente não poderá receber o incrível revestimento do poder de Deus sem oração, mas esta não é a única condição.

Antes da captura da arca, os filhos de Israel não tinham visão clara da parte de Deus. Eli não tinha nenhuma palavra de Deus; o povo também não tinha. O pecado de Eli, e dos seus filhos, havia desorientado o povo em seu relacionamento com Deus. Mesmo os anciãos não sabiam o que fazer, e pecavam sem saber que estavam pecando.

Lemos em 1 Samuel 4 que quando os filisteus derrotaram os filhos de Israel, os anciãos disseram: "Por que nos feriu o Senhor, hoje, diante dos filisteus?" (1 Sm 4.3). Os anciãos do povo de Deus tinham a lei de Deus, tinham os testemunhos e os estatutos de Deus. Mas tinham saído de relacionamento para religião. Quando Deus falava, não reconheciam sua voz. Quando ele agia, não percebiam que era Deus que estava agindo.

Queriam saber por que Deus permitira que seu povo fosse derrotado. Por que deixou que tudo isto acontecesse com eles? Creio que Deus responderia: "Por causa do seu pecado".

Disseram: "Por que não pegamos a arca, e a levamos para a batalha? Isto nos dará segurança".

Os cristãos hoje têm muitas pequenas arcas que levam para a batalha também. Acham que Deus é obrigado a ouvi-los. Não! Se o pecado corre solto na igreja, pode apostar - haverá silêncio da parte de Deus, e ele permitirá que nossas coisas mais sagradas sejam levadas para o cativeiro.

O juízo veio. Mas foram os anciãos que disseram: "Vamos pegar a arca, e isto nos protegerá". Deus permitiu que os filisteus capturassem a arca, e aí entraram em desespero ainda maior. E Deus deixou a arca ficar em cativeiro durante vinte anos para que alguém dissesse: "Algo está errado".

Desde quando era garoto, tenho orado por avivamento no Canadá. Meu tio estava no grande avivamento de Shantung na China, e trabalhou junto com Jonathan Goforth no norte da China e na Manchúria. Assim, toda minha vida foi influenciada e orientada para buscar avivamento, e tenho orado por isto há muito tempo.

Mas enquanto lia estas passagens, o Espírito de Deus me dizia: "Henry, por que não me pergunta por que tem orado há tanto tempo e ainda não viu uma grande obra de Deus? Por que não me pergunta?" E estremeço dentro de mim, pois sei quais são as implicações desta pergunta.

 


É autor e conferencista, com um ministério dedicado a levar cristãos a verdadeiras experiências com Deus e a promover avivamento e despertamento na Igreja. Suas obras mais conhecidas no Brasil são: "Conhecendo Deus", com mais de sete milhões de exemplares vendidos em todo o mundo e "Santidade: o plano de Deus para uma vida abundante". Nascido em British Columbia, ele e sua esposa têm cinco filhos, quatorze netos, e vivem na Geórgia, Estados Unidos.
 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

0 Revista - Lições Bíblicas Jovens - 4º Tr. 2020




Descrição

A partir desse Novo Currículo, a igreja contará com uma revista própria para a classe de jovens! Há assuntos específicos para essa faixa etária, que não são contemplados em uma revista de Adultos, pois precisam ser abordados de forma específica para os jovens. Na Revista Lições Bíblicas Jovem, os alunos terão aulas cujos temas estarão conectados com as sua realidade, respeitando sempre as doutrinas bíblicas, com um conteúdo de excelência e voltado à vida de fé e prática do jovem cristão brasileiro.

Conteúdo da Revista

• Palavra do editor
Uma carta de apresentação do trimestre preparada pelo editor da revista.

• Nosso comentarista
Esta seção trás um pequeno resumo do currículo do comentarista do trimestre.

• Texto do dia
Versículo principal que trás em seu conteúdo a essência do assunto que está sendo tratado.
• Síntese
Nesta seção você vai encontrar uma síntese do tema que será estudado na lição.

• Agenda de leitura
Versículos que contém mensagens devocionais para serem lidos todos os dias da semana.
• Texto bíblico
Texto básico que dá suporte e fundamenta o comentário da lição.
• Comentário da lição
Análise, comentário e aplicação do texto básico da lição. A lição vai estar divida em três tópicos.
• Pense!
Você vai encontrar abaixo de cada tópico uma reflexão. O objetivo é levar os alunos a pensarem a respeito do que está sendo abordado no tópico.

• Conclusão
O objetivo desta seção é auxiliar você no fechamento da lição.

• É hora do debate
Perguntas relacionadas à lição. Você não vai encontrar espaço para respostas, pois o objetivo é verificar oralmente se os pontos principais do conteúdo foram compreendidos. Estas perguntas podem ser utilizadas para que o ensino se torne mais dinâmico. Tema: Os Bons e Maus Exemplos - Aprendendo com Homens e Mulheres da Bíblia.
Comentarista: Pastor Alexandre Coelho

Sumário:
Lição 1 - Moisés: A Diferença que a Presença DE Deus Faz
Lição 2 - Débora: Fazendo a Diferença em Ações e Palavras
Lição 3 - Quando a Chamada de Deus não Faz Diferença: Os Filhos de Eli
Lição 4 - Saul: Somente Ser Escolhido Não Faz a Diferença
Lição 5 - Abigail: Quando a Sabedoria Faz Diferença Para a Vida
Lição 6 - Natã: Falando o Que Deus Mandou Você Falar
Lição 7 - Jezabel: Fazendo a Diferença Para o Mal
Lição 8 - A Sunamita: Quando a Fé Faz a Diferença em Atitudes
Lição 9 - José: Fazendo a Diferença Aceitando a Jesus
Lição 10 - João Batista: Prepare o Caminho do Senhor
Lição 11 - A Mulher Samaritana: a Diferença que a Água da Vida Faz
Lição 12 - Judas: Quando a Proximidade Com Jesus Não Faz a Diferença
Lição 13 - Barnabé: Quando a Graça de Deus Faz a Diferença

Características

Altura22,5
Largura14,5
AcabamentoGrampeado
PeriodicidadeTrimestral
TipoEscola Dominical


segunda-feira, 21 de setembro de 2020

0 Reflexão Bíblica - 05 razões para se preocupar com Missões


 Texto: Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós (João 20:21)

Introdução - Segundo o Dr. Oswald Smith, a Igreja de Cristo tem uma missão na terra de grandiosa importância, ou seja, a preocupação missionária (pessoal, local e transcultural), esta que deveria percorrer cada átomo do nosso corpo e preencher nossos pensamentos e orações.

Dr. Oswald Smith disse certa vez: "Se o propósito de Deus é alcançar o mundo inteiro em missões, e o desejo de Deus é que todo homem o conheça, e o grande propósito do Senhor é que toda a Terra venha a Seu conhecimento, e você não está
interessado em evangelismo e missões: há uma grande probabilidade de você nunca ter nascido de novo, ainda.”.

Olhando a nossa realidade onde as missões transculturais e o evangelismo pessoal foi sistematicamente abandonado por diversos ministérios cristãos, o que esperar? Qual será a nossa desculpa diante de Deus quando chegarmos lá com as mãos vazias, enquanto centenas de almas são arrastadas para a condenação eterna?

Isso sem falar nos próprios cristãos  (boa parte deles) que precisam novamente ser evangelizados, pois estão se desviando de Cristo, mesmo estando dentro dos templos todos os dias.

Diante de um cenário tão caótico, surge a pergunta: Porque fazer missões? Porque evangelizar?

1.      Porque é uma ordem do Senhor Jesus

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura (Marcos 16:15)

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém (Mateus 28:19,20)

Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho (um Coríntios 9:16)

Jesus Cristo nos deu uma ordem quando disse “IDE” e ele conta que a sua Igreja, seus ministros a cumpram, mas infelizmente essa ordem nunca foi tão negligenciada como nos dias hodiernos. Parece que nosso cristianismo tornou-se assim: “Se eu estou caminhando para o céu, não importa quem está indo ao inferno”. Ou seja, se as pessoas não querem a Cristo o problema é delas e não meu. E com essa desculpa nos esquivamos da grande responsabilidade que pesa sobre nós: Anunciar o Evangelho até os confins da terra.

2.      É o único meio de fazer o Senhor Jesus conhecido de todas as nações

Povos locais não alcançados pelo Evangelho (nossos vizinhos, colegas de trabalho e faculdade e familiares).

Povos brasileiros não alcançados pelo Evangelho

Indígenas: com 117 etnias sem presença missionária e sem o conhecimento do Evangelho

Ribeirinhos: na bacia amazônica há 37.000 comunidades ribeirinhas ao longo de centenas de rios e igarapés.

Quilombolas: Formados por comunidades de afrodescendentes que se alojaram em áreas mais ou menos remotas nos últimos 200 anos. Há possivelmente 5.000 comunidades quilombolas no Brasil, sendo 3.524 oficialmente reconhecidas. Estima-se que 2.000 ainda permaneçam sem a presença de uma igreja evangélica.

Povos Mundiais não alcançados pelo Evangelho

Mais de três bilhões de pessoas no mundo estão distantes da oportunidade de aprender sobre o Evangelho onde moram. “Dos sete bilhões de pessoas do planeta Terra, cerca de 3,2 bilhões de pessoas, o que representa cerca de 40% da população, não têm oportunidade de ouvir o Evangelho onde moram, em sua localização”, disse o diretor da organização, Wayne Pederson, à CBN News.

Na Ásia, 60% da população ainda desconhece Cristo. A organização Joshua Project aponta que muitos países precisam de missionários para pregar o evangelho. Um deles é o Marrocos. O país possui apenas 12 mil cristãos. O Brasil está incluído no relatório. Dos 309 grupos étnicos que existem no país, 29 ainda não foram alcançados. Ao todo, 118 mil pessoas não conhecem Jesus.

3.      Missões é a única coisa que justifica a presença da Igreja no mundo

Somos salvos para dois propósitos básicos: Adorar a Deus e alcançar vidas para ele com a Pregação do Evangelho.

4.      Porque se preocupar com missões é a única e verdadeira prova de nosso amor para com o MUNDO PERDIDO.

Podemos ajudar a amenizar a fome no mundo

Podemos ajudar a combater as injustiças sociais

Mas a missão MÁXIMA da Igreja de Cristo é pregar.

5.      Porque quando evangelizamos o Espírito Santo torna-se nosso parceiro ou companheiro mais chegado.

E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. (Atos 13:2)

Disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro (Atos 8.29)

E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia.
E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito não lho permitiu (
Atos 16:6, 7)

Conclusão – Concluo lhe convocado a um clamor: Pelo retorno da nossa paixão pelas almas perdidas; Pelo amor que nos constrange a compartilhar Cristo com todos ao nosso redor; pela inquietação a ponto de perder o sono e a fome, enquanto não presenciarmos vidas se renderem no altar de Deus.

Pois esta e somente esta é a única razão da Igreja está aqui a terra.

 

Deus abençoe a todos.

João Augusto de Oliveira

terça-feira, 8 de setembro de 2020

0 Revista Adultos 4° trimestre 2020 - Tema: A Fragilidade Humana e a Soberania Divina:





Revistas Lições Bíblicas Adultos.
Tema: A Fragilidade Humana e a Soberania Divina:
Lições do Sofrimento e da Restauração de Jó

Comentarista: José Gonçalves.

Sumário:
Lição 1 – O Livro de Jó
Lição 2 – Quem Era Jó
Lição 3 – Jó e a Realidade de Satanás
Lição 4 – O Drama de Jó
Lição 5 – O Lamento de Jó
Lição 6 – A Teologia de Elifaz: Só os Pecadores Sofrem?
Lição 7 – A Teologia de Bildade: Se Há Sofrimento, Há Pecado Oculto?
Lição 8 – A Teologia de Zofar: O Justo não Passa por Tribulação?
Lição 9 – Jó e a Inescrutável Sabedoria de Deus
Lição 10 – A Última Defesa de Jó
Lição 11 – A Teologia de Eliú: O Sofrimento É uma Correção Divina?
Lição 12 – Quando Deus se Revela ao Homem
Lição 13 – Quando Deus Restaura o Justo

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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

0 A morte de Uzá: Por que Deus o matou



Quando os bois tropeçaram, Uzá, em violação direta da lei divina, encostou na arca com a mão, e foi imediatamente morto. O local de seu falecimento foi chamado de Perez-Uzá. Por conta do acontecido Davi temia prosseguir, então deixou a arca na casa de Obede-Edom, o giteu por três meses.


terça-feira, 18 de agosto de 2020

0 Lição 8 - As causas da desunião devem ser eliminadas

 





TERCEIRO TRIMESTRE DE 2020

Adultos - OS PRINCÍPIOS DIVINOS EM TEMPOS DE CRISE: a reconstrução de Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias

COMENTARISTA: EURICO BÉRGSTEN

COMENTÁRIO: SUPERINTENDÊNCIA DAS EBD'S DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM PERNAMBUCO

 

LIÇÃO Nº 8 – AS CAUSAS DA DESUNIÃO DEVEM SER ELIMINADAS

INTRODUÇÃO

Nesta lição veremos o significado da palavra desunião; analisaremos o contexto socioeconômico pós-exílio; notaremos quais foram as causas da desunião entre os judeus regressos; pontuaremos as medidas adotadas por Neemias para restabelecer a união entre o povo; e por fim, mostraremos a importância da união na igreja.

I - SIGNIFICADO DA PALAVRA DESUNIÃO

1.1 Definição da expressão desunião. O dicionário Houaiss da língua portuguesa define o termo desunião da seguinte maneira: “ato ou efeito de desunir, de separar o que estava unido; separação; ausência de união; desarmonia; falta de acordo; desacerto, discórdia” (2001, p. 1020). O retorno do cativeiro foi marcado pela união do povo na construção do altar (Ed 3.1), na preparação e reconstrução do templo (Ed 3.9), e edificação dos muros (Ne 4.6; 19-23). Os judeus regressos vivenciaram momentos de verdadeira união: “o povo se ajuntou como um só homem” (Ed 3.1; Ne 8.1). Entretanto, não demorou muito para que esta união fosse afetada. Neemias lida agora não com um problema externo, mas interno; não procedente dos inimigos, mas oriundo dos “irmãos” como veremos a seguir.

II - ENTENDENDO O CONTEXTO SOCIOECONÔMICO PÓS-EXÍLIO

No meio de uma “grande obra” (Ne 4.19), para um “grande Deus” (Ne 1.5), ouviu-se entre os judeus um “grande clamor” (Ne 5.1). Não estavam clamando contra os samaritanos, os amonitas ou os árabes, mas contra seu próprio povo: “Foi, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres contra os judeus, seus irmãos” (Ne 5.1). Judeus estavam explorando seus compatriotas, e a situação econômica havia se tornado tão desesperadora que até mesmo as esposas (que costumavam manter-se caladas) participavam dos protestos (Ne 5.1). Examinando o texto é possível distinguir três grupos de pessoas e qual era o seu clamor. Vejamos:

2.1 Mercadores e trabalhadores (Ne 5.2). Os primeiros a reclamar foram os trabalhadores com grandes famílias que se viram sem fonte de renda para se manterem. Eles não possuíam terras, mas precisavam de comida para sobreviverem (v.2). A população estava crescendo, os alimentos eram extremamente escasso e o povo passava fome (Ne 5.3). Estas pessoas não podiam fazer coisa alguma, de modo que voltaram seus clamores por socorro para Neemias.

2.2 Os fazendeiros (Ne 5.3). O segundo grupo era constituído de proprietários de terras que haviam hipotecado suas propriedades a fim de comprar alimentos: “as nossas terras, as nossas vinhas e as nossas casas empenhamos, para tomarmos trigo nesta fome” (Ne 5.3).

2.3 Os que sofriam com os impostos (Ne 5.4). O terceiro grupo de pessoas eram aqueles que estavam tomando dinheiro emprestado para pagamento de altos impostos ao rei da Pérsia com penhora de suas colheitas, sem possibilidade de pagamento, sendo forçados a venderem seus filhos como escravos (Ne 5.5). No tempo de Neemias, a tensão social chegou a tal ponto, que os israelitas vendiam-se, a fim de resgatar suas dívidas. Alguns acabaram por entregar suas filhas como escravas a povos estrangeiros (Ne 5.1-7).

III - AS CAUSAS DA DESUNIÃO ENTRE OS JUDEUS

3.1 A avareza dos mais ricos. A avareza dos nobres e magistrados foi perceptível: “usura tomais cada um de seu irmão” (Ne 5.7). O apego demasiado as riquezas, fez com que os ricos oprimissem seus irmãos cobrando altos juros, atitude esta proibida por Deus (Êx 22.25; Lv 25.36,37; Dt 23.19,20). A lei de Deus estava sendo violada e os pobres ficando cada vez mais endividados (Ne 5.2-5). O exército de Sambalate era menos perigoso do que a avareza dos nobres. A avareza é um pecado que: “submergem os homens na perdição e ruína” (1Tm 6.9-10).

3.2 A indiferença. O sofrimento dos menos favorecidos parecia não incomodar a classe rica. Embora todos fossem compatriotas judeus, alguns tiveram de ir ao extremo de vender a si mesmos, e ou, seus filhos como escravos (Ne 5.5,8). Esta indiferença é questionada pelos judeus pobres que ao verem seus filhos sendo vendidos como escravos a outros judeus, argumentavam: “nós somos da mesma carne como eles, e nossos filhos são tão bons como os deles; e eis que sujeitamos nossos filhos e nossas filhas para serem escravos” (Ne 5.5 – ARA). Ainda que legítimo (Êx 21.2; Lv 25.39-41), vender os irmãos era algo desumano e por esta razão, o plano de Neemias era acabar com esta prática injusta entre eles já que uma das razões que levou o povo a pobreza foi exatamente a exploração dos judeus ricos: “restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, […] que vós exigis deles” (Ne 5.11).

3.3 A falta de temor a Deus. Neemias de maneira enfática repreende os nobres: “Não é bom o que fazeis: porventura, não devíeis andar no temor do nosso Deus […]” (Ne 5.9-a). A falta de temor a Deus e a sua lei fez que: (a) os pobres fossem ignorados ao ponto de passarem fome (Ne 5.3); (b) juros exorbitantes fossem cobrados de seus irmãos (Ne 5.4,7); (c) seus irmãos fossem vendidos injustamente como escravos (Ne 5.5); e, (d) e o Nome de Deus desonrado entre os gentios (Ne 5.9-b).

IV - MEDIDAS ADOTADAS POR NEEMIAS PARA RESTAURAR A UNIÃO DO POVO

Quando a comunhão dos santos em Israel era quebrada, instalava-se a injustiça social, a opressão e a violência (Jr 6.6; 25.3). Ao ouvir o clamor do povo contra os nobres e magistrados, Neemias agiu de forma imediata e justa a fim de remover toda a injustiça e opressão em Jerusalém. Como líder habilidoso, Neemias percebeu que a desigualdade social e econômica ameaçava a estabilidade da comunidade e lhe inquietou a tomar algumas medidas. Vejamos:

4.1 Neemias considerou no seu coração (Ne 5.7). A atitude opressora dos judeus ricos aborreceu profundamente aNeemias: “Ouvindo eu, pois, o seu clamor e estas palavras, muito me aborreci” (Ne 5.6 ARA). Apesar de irado, a primeira atitude de Neemias foi refletir o que deveria fazer: “e considerei comigo mesmo no meu coração” (Ne 5.7-a). A palavra “considerar” significa: “olhar, fitar com atenção e minúcia; refletir sobre uma coisa, um fato, uma possibilidade, sobre alguém ou sobre si mesmo” (HOUAISS, 2001, p. 809). Neemias como era um homem de oração, é provável que neste ínterim tenha buscado a direção de Deus. Aprendemos com Neemias, que nunca devemos se deixar ser levado pela ira, mas, agir de forma racional e equilibrada. Já diz o proverbista: “Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado” (Pv 19.2 ARA).

4.2 Neemias repreendeu os opressores (Ne 5.7). Depois de ouvir o clamor do povo e considerar no seu coração o que deveria fazer, Neemias vai ao âmago do problema: “depois de ter considerado comigo mesmo, repreendi os nobres e magistrados” (Ne 5.7). Neemias sempre se destacou como um homem sensível, e levava em consideração o sofrimento do seu povo (Ne 1.4; 2.3; 4.14). Diante de uma assembleia convocada por Neemias, os nobres e magistrados são repreendidos por estarem cobrando juros nos empréstimos, violando a lei de Deus e levando o povo a miséria (Ne 5.7-9; Êx 22.25).

4.3 Neemias pediu que aos pobres fossem restituído seus bens (Ne 5.11). A fim de amenizar o sofrimento do povo, os culpados de usura deviam devolver a propriedade confiscada àqueles que não podiam pagar os empréstimos de volta, bem como devolver os juros cobrados (Ne 5.11). Os nobres concordaram em fazer a devolução e cessar seus atos de ganância, o que foi confirmado em juramento diante dos sacerdotes (Ne 5.12), e de um ato simbólico de Neemias (Ne 5.13). Os hebreus não podiam emprestar com usura para seus irmãos (Lv 25.36). Quando da colheita, eram obrigados a deixar, aos mais pobres, as respigas, foi o que aconteceu à moabita Rute (Rt 2.2).

V - A IMPORTÂNCIA DA UNIÃO NA IGREJA

A semelhança dos que voltaram do cativeiro, a igreja primitiva vivenciou uma união singular (At 2.42-46; 4.32-37). Entretanto não demorou muito para surgirem “focos de desunião” entre os membros (At 5.1-12; 1 Co 1.10-13; Fp 4.2; Gl 5.15). Isto aconteceu e acontece, porque a igreja é composta de pessoas falhas e sujeitas a fraquezas. Todavia, o desejo de Jesus é que vivamos em união: “para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós” (Jo 17.21).

5.1 A união produz bênção e vida (Sl 133). Quando vivemos em união o óleo e o orvalho, símbolos do Espírito Santo, é derramado sobre nós trazendo bênção e vida: “[…] porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre” (Sl 133.3). É importante também destacar que o orvalho é relacionado à fertilidade (Dt 33.13,28; Gn 27.28), enquanto a unção com óleo é associada à fragrância (Êx 30.34-38), pois a união do povo de Deus é “boa e agradável” (Sl 133.1). Quando vivemos em união estamos testemunhando ao mundo a poderosa realidade do amor de Deus: “para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.21). O Nome de Cristo é honrado quando o crente, “não toma parte em questões que tragam divisão, evita fofocas, e trabalha com esforço e humildade na obra de Deus ouvindo e obedecendo seus líderes”.

5.2 Atitudes que contribuem para a união na igreja. O apóstolo Paulo exortou a igreja a viver em união: […] “sejais unidos” (1Co 1.10). Na Bíblia, encontramos várias atitudes que contribuem para que seja mantida a união entre os membros da igreja. Notemos: (a) ter um mesmo sentimento (Fp 2.2; 4.2; Rm 12.16; 1Co 1.10; 2Co 13.11); (b) considerar os outros como superiores a si mesmo (Fp 2.3; Rm 1210); (c) seguir o exemplo de humildade de Cristo (Fp 2.3-8; Mt 11.29); (d) se preocupar com o bem-estar do próximo (Fp 2.4; 1Co 12.25,26); (e) socorrer nas necessidades (Rm 12.13-16; Gl 5.9,10); (f) no que depender de nós, viver em paz com todos (Rm 12.18;); (g) não fazer acepção de pessoas (Tg 2.1-9); (h) não pagar mal com o mal (Rm 12.17; 1Ts 5.15); (i) exercer o amor fraternal (2Pd 1.5-7; 1Co 13.1-8; Rm 13.10); (j) praticar o perdão e a misericórdia (Cl 3.12,13; Mt 18.21,22; Lc 6.36); (k) suportar, corrigir e restaurar os mais fracos na fé (Gl 6.1; Rm 14.1; 1Ts 5,14; Ef 4.1-3); (l) e andar no Espirito (Gl 5.25,26).

CONCLUSÃO

Concluímos nesta lição que quando há injustiças sociais e desordens no meio do povo a desunião aparece rapidamente. Neemias foi usado por Deus para levar ou judeus a manterem-se unidos em um só propósito. Semelhantemente, a Igreja nestes últimos dias precisa de união e uniformidade para que a obra de Deus continue sendo edificada e muitas vidas possam ser alcançadas.

REFERÊNCIAS

 STAMPS, Donald C. Biblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

 HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: OBJETIVA. 2001.

 BARBER, Cyril J. Neemias e a dinâmica da liderança eficaz, Vida. 2010.

 ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. VIDA.

 WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. GEOGRÁFICA.

Fonte: http://portal.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/ Acesso em 05 ago. 2020

sexta-feira, 5 de junho de 2020

0 Reflexão Bíblica – CORONAVÍRUS – 05 lições que ele nos ensinou






Mais importante que reconhecer um erro, é fazer dele uma lição para o resto da vida (desconheço o autor)

Introdução – Quando Deus quer nos ensina grandes e preciosas lições, mesmo através dos momentos de sofrimento e até mesmo de crise, como a que estamos atravessando, em meio a pandemia de coronavirus.

O importante é manter os sentidos aguçados para perceber se o que estamos enfrentando trata-se de uma simples “doença” ou Deus está tentando nos dizer algo. Particularmente, acredito na segunda hipótese, pois o nosso Deus não faz ou permite nada nesse mundo sem um propósito específico.

 

CORONAVÍRUS (Covid 19)

Surgido por volta do Mês de Novembro ou Dezembro de 2019, na China, já causou a morte de centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, o colapso mundial da economia, uma escalada de desemprego como nunca vista e até mesmo desestabilizou diversos sistemas religiosos, com o trancamento de templos e o afastamento de membros de suas Igrejas.

Não podemos ser tão inocentes ao ponto de pensar que tudo isso não passa de coincidências ou acasos.

Tenho para mim que neste caos, Deus está tentando nos ensinar algumas lições:

1.        Valorizar a família

2.       Reconhecer que não somos assim tão importantes no universo

3.       Praticar o amor (filantropia)

4.       Valorizar cada um individualmente

5.       Respeitar a soberania e a santidade de Deus

1.        Valorizar a família - Já percebeu que a família é a instituição mais importante já criada por Deus e não estaremos exagerando se dissermos que ela é o pilar de sustentação da sociedade? Não obstante a isso o que aconteceu com ela? Pois tem sido relegada a segundo e terceiro planos; tem sido sistematicamente atacada pelos pregadores de “famílias alternativas” e porque não dizer que as próprias leis têm criado mecanismos a fim de inibir o conceito bíblico de família.

Isso sem falar de cada um de nós que individualmente deixamos de cuidar de nossa família em nome daquele emprego dos sonhos, daquela importante formação acadêmica, daquele curso de pós graduação, etc. tudo tem se tornado uma desculpa para não termos um tempo de qualidade com nossas famílias.

Mas de repente o “coronavirus” nos obriga a ficar de quarentena. E aí estamos nós fazendo aquilo que nunca mais fizemos: “brincar e contas histórias às nossas crianças”, maridos ajudando suas esposas a cozinhar, lavar a casa, etc. nessas simples atividades descobrimos então, o verdadeiro valor da vida, a família.

2.       Reconhecer que não somos assim tão importantes no universo – Você conhece pessoas arrogantes e prepotentes? Já percebeu que algumas pessoas

assim agem como se fossem semideuses caminhando pela terra? Pois bem, eu também conheço muitas assim, lamentável. Mas de repente um vírus nos igualou e mostrou que nesse infinito universo somos todos iguais. Não há rico ou pobre, negro ou branco, erudito ou analfabeto.

Isso me faz lembrar de uma frase do famoso físico Albert Einstein “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana”.

Nascemos do pó e a ele retornaremos. Essa foi a sentença do Criador à toda raça humana, mas parece que alguns querem escapar dessa verdade inexorável.

3.       Praticar o amor (filantropia) – Outra coisa importante que a crise deflagrada pelo coronavirus nos mostrou foi a extrema pobreza e a enorme necessidade das centenas de brasileiros, que vivem abaixo da linha da pobreza.

Pessoas sem emprego, empresas fechadas, contas bancárias vazias, geladeiras sem absolutamente nada, dispensas zeradas e milhares de pessoas famintas. Esse é o retrato do nosso país e porque não dizer de muitos membros de nossas igrejas.

E o que estamos fazendo para amenizar um pouco o extremo sofrimento dessas vidas? Qual a nossa obra como cristãos e povo de Deus? Até onde nosso pastorado está nos levando para ajudar a centenas de pessoas que literalmente “passam fome” dentro de nossos templos?

Essa pandemia nos mostrou que não adianta passar horas e horas com o microfone na mão falando do púlpito enquanto ignoramos o sofrimento alheio. O próprio apóstolo João, nos diz algo sobre isso, senão vejamos: “Se alguém possuir recursos materiais e, observando seu irmão passando necessidade, não se compadecer dele, como é possível permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavras nem de boca, mas sim de atitudes e em verdade”. (I João 3.16-17). O mesmo assevera Tiago o irmão do Senhor Jesus: “Se um irmão ou uma irmã estiverem necessitados de roupa e passando privação do alimento de cada dia e qualquer dentre vós lhes disser: “Ide em paz, aquecei-vos e comei até satisfazer-vos”, porém sem lhe dar alguma ajuda concreta, de que adianta isso? Desse mesmo modo em relação a fé: por si só, se não for acompanhada de obras, está morta”. (Tiago 2. 15-17).

4.       Valorizar cada um individualmente – Cada pessoa dentro o fora da Igreja tem o seu valor como ser humano e é importante diante de Deus. Haja vista que Jesus morreu por nós no Calvário.

Mas infelizmente vivemos em uma sociedade segregacionista, racista e discriminatória. Isso chega infelizmente até mesmo nos corredores e púlpitos de nossas igrejas, o que “nunca” deveria acontecer.

Uma das coisas mais nojentas e imundas desse mundo é a discriminação pessoal, seja qual for a razão: cor de pele, condição social, orientação sexual etc. Todo racismo é hediondo, sujo e diabólico e quem alimenta esse sentimento precisa ser liberto com urgência.

Digo mais: Os ministérios eclesiásticos deveriam observar candidatos ao “santo ministério” e descartar totalmente aqueles que são racistas e que usam de discriminação com quem quer que seja.

Devemos valorizar cada pessoa pelo que é e nunca pelo que tem... Espero que essa pandemia tenha nos ensinado isso.

 

5.       Respeitar a soberania e a santidade de Deus – Assisti coisas recentemente na tv e internet que me deixaram pasmo; devido ao desrespeito e afronta ao Deus Todo Poderoso.

Deus é santo e absolutamente soberano eu seus atos e determinações. Nós somos inteiramente dependentes dele e jamais poderemos prosperar nessa vida, senão aprendermos a respeitar esses princípios.

Um mundo que afronta o seu criador e zomba dele em praça pública como fizeram alguns em desfiles de carnaval e outras festas malditas como essa, tende a perder sua identidade moral e laborar no mar da vida sozinho, sem a ajuda do criador. 

Conclusão – Espero que você tenha percebido que por mais terrível que seja essa praga (COVID 19), ela vem para nos trazer preciosas lições. A vida é uma grande escola e todos os dias somos submetidos a testes e provas; o que nos resta é aprender e não repetir os mesmos erros diariamente.

Deus nos cure desse grande mal no tempo determinado por ele. É a oração da minha alma.

                       João Augusto de Oliveira

  

 

 

 

 


 

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