quarta-feira, 9 de maio de 2018

1 O verdadeiro pentecostalismo de William Seymour





Um século após o grande avivamento de Azusa Street, o movimento pentecostal-carismático soma mais de 600 milhões de adeptos. Entretanto, são poucos, sobretudo pentecostais, que conhecem as origens históricas do pentecostalismo. Muitos sequer sabem quem foi William Joseph Seymour, ou sua mensagem e ideais.
Além do mais, uma das questões ainda menos esclarecida para o leitor brasileiro refere-se ao conteúdo teológico-doutrinário dos sermões pregados por Seymour. O fato de haver “supostos” excessos naquelas reuniões promovidas por ele, não deveria ser motivo para considerá-lo como sem discernimento, ou como pastor que não instruía seu rebanho. Quem assim lhe rotula, deve por consequência responsabilizar Paulo pelo uso imoderado dos carismas por parte dos coríntios. A crítica dirigida a Seymour é normalmente relacionada ao fato de que alguns no decorrer dos cultos da Rua Azusa, caíam no chão se contorcendo. Ora, ninguém menos que Lloyd-Jones relata tais experiência em meio aos avivamentos. Para o doutor, reações físicas como esta são cabíveis onde há um grande e genuíno mover do Espírito[1]. Lloyd-Jones entende que é até esperado tais comportamentos diante do mover e do poder do Espírito de Deus, e diante das declarações do velho pregador da capela de Westminster há um eloquente silêncio dos conservadores.
O propósito deste breve artigo é trazer em poucas linhas um resumo sobre a vida de Seymour e suas principais influências, bem como em sequência apresentar o extrato de alguns de seus sermões. Responder a perguntas sobre a coerência de suas pregações, ou qual sua abordagem em relação aos dons e a questão de ordem no culto, estão contempladas neste ensaio. Por conseguinte, para qual linha teológica pende sua mensagem salvífica? E o batismo no Espírito Santo assim como a questão das línguas como única evidência? Essas são algumas das questões que abordaremos no decorrer do texto que se segue. Ao trazer a lume trechos da pregação de Seymour, ainda que sejam poucas palavras, descobriremos um homem lúcido, coerente e bíblico em suas mensagens.
WILLIAM SEYMOUR: SUAS ORIGENS E EDUCAÇÃO
Seymour foi o carismático pastor de “Azusa Street”. Filho dos ex-escravos Simon Seymour e Phillis Saba Seymour, nasceu aos dois dias de maio de 1870 em Centerville, St. Mary’s Parish, no estado da Lousiana. Cresceu sob influências católicas e foi naturalmente batizado no romanismo. Ainda jovem, teve um encontro com Cristo em uma igreja Metodista. Aos 25 anos, chegando à Indianópolis, passa a frequentar assiduamente o movimento de santidade (um grupo de dissidentes da igreja wesleyana, conhecidos como “Holiness”), entre os anos 1895-1905. No ano de 1905 em Houston, Texas, Seymour conhece Charles F. Parham[2], professor de teologia em Topeka, Kansas. Parham também teve sua trajetória na igreja Metodista, porém rompeu com a mesma, sem abandonar o movimento de santidade.[3]
O breve período de seis semanas em que Seymour tendo frequentado às aulas teológicas, ainda que do corredor, por ser negro num tempo de segregação racial, absorveu a teologia pentecostal ensinada por Parham. Ao notar o talento e vocação de Seymour, Parham o acompanha nas incursões pelas comunidades afro-americanas, onde Seymour pregava constantemente. Estas ocasiões serviam para Parham dirigir algumas críticas com o intuito de aprimorar o talento do jovem pregador. A partir desses relatos fica fácil então concluir que Parham imaginava Seymour como seu aliado, ou seja, aquele instrumento que disseminaria a teologia pentecostal entre os negros dos Estados Unidos. No entanto, os planos foram mudados quando Seymour recebeu um convite para pastorear uma igreja em Los Angeles. Parham o aconselhou a recusar, mas Seymour  estava convicto de que esse era um chamado da parte de Deus[4]. Assim, ele chega em Los Angeles em 22 de fevereiro de 1906.
De inicio, Seymour é rejeitado na igreja devido sua mensagem carismática, bem como pelo fato de que embora pregasse o batismo no Espírito Santo com evidência no falar em outras línguas, ele mesmo ainda não havia experimentado tal experiência. Sua convicção de que tal obra do Espírito não ficara confinada à era apostólica estava fundamentada apenas nos textos bíblicos. As portas então se fecharam e sem recursos para deixar a cidade, Seymour solicita ajuda. O casal Edward e Marttie Lee os convida para que se hospedasse na casa deles, e ali, todas as noites passaram a se reunir na sala de estar para orar. O grupo de oração logo cresceu, surgindo a necessidade de um lugar maior. Desta forma, as reuniões passaram a ocupar um espaço na casa de Richard e Ruth Arberry. Em 9 de abril de 1906 em uma das reuniões de oração, durante um grande mover do Espírito Santo, pessoas começam a orar e cantar em línguas. Dentre os batizados que falavam em línguas estava Edward Lee[5]. Três dias após, Seymour recebe o batismo no Espírito Santo e fala em línguas[6].  A partir desse ponto a casa já não comporta o ajuntamento, surge então a necessidade de um lugar maior. Diante dessa necessidade é que surge um velho salão já utilizado por outras denominações no passado, em Azusa Street. O local é simples, as instalações são precárias, mas foi ali que Deus escolheu para que a mensagem pentecostal se espalhasse até os confins da terra.
Sendo assim, podemos perceber que as principais influências de Seymour, são: Teologia Wesleyana, com algumas influências do movimento Holiness. Muito daquilo que aprendeu adveio do período de 10 anos em que frequentou o movimento, bem como seu passado pelo Metodismo. Seu breve contato com Parham foi mesmo suficiente para que absolvesse a doutrina pentecostal.
Como iremos perceber a partir de alguns dos trechos de suas mensagens neste artigo, os fatores determinantes que movem a alma deste homem são: salvação de almas, santidade, batismo no Espírito Santo e comunhão com seu Senhor.
Ao lermos suas mensagens transparece que não estamos diante de um pregador como Spurgeon, Martyn Lloyd-Jones ou até mesmo G. Campbell Morgan. Seymour não tinha habilidade exegética de Morgan, cujos sermões não eram preparados antes de ler e reler o texto sagrado em média cinquenta vezes. Por outro lado, percebemos que Seymour toma o cuidado de referenciar sua pregação com amplo embasamento bíblico, pois são inúmeras citações. De fato ele não foi um Spurgeon, mas também não foi um leigo. Seymour tinha plena convicção de seu chamado, e consciência de cuja doutrina pregava, demonstrando que entendia biblicamente a fé que defendia. Como Campbell Morgan[7], Seymour apenas não possuía formação acadêmica, no entanto, o avivalista era um grande conhecedor das doutrinas centrais da fé. A estrutura homilética de suas mensagens é simples, pois os sermões são temáticos, mas a mensagem é bíblica, objetiva e claramente incisiva.
A EXPIAÇÃO PRECIOSA
“Filhos de Deus, participantes da preciosa expiação, estudemos e vejamos o que há nisto para nós.” “Primeiro, através da expiação recebemos perdão por nossos pecados.”
“Segundo, Somos santificados pelo sangue de Jesus, Hb 2.11. Você não será envergonhado ao dizer a homens e demônios que é santo, pois está vivendo uma vida santa e pura, livre do pecado, uma vida que dá a você poder sobre a carne, mundo e forças das trevas. O diabo não gosta desse tipo de testemunho. Através da expiação fomos libertos do pecado. Embora vivendo nesse mundo, estamos assentados nos lugares celestes em Cristo.”
É digno de nota observar que, embora Seymour dê muita ênfase ao viver santo, não ensinava como forma de se obter mérito. Ao lermos seus sermões, percebemos que o avivalista tinha ciência que santificação é obra do Espírito Santo.
“Terceiro, Cura para nossos corpos.”
Neste tópico Seymour cita o Salmo 103 em que Davi agradece ao Deus que cura, e o texto em que diz: “por suas feridas fomos sarados”, pois Seymour acreditava que a obra que Cristo realizara no calvário além de trazer a cura para alma, era também abrangente ao ponto de curar o corpo; fato que Seymour testemunhou quase que diariamente, dentre as tantas curas presenciadas, há testemunhos em que até membros amputados ou mirrados foram milagrosamente restaurados, como o precedente bíblico do homem com a mão ressequida a quem Jesus curou[8]. Em Azusa Street, era praticamente normal as pessoas receberem cura sem mesmo a mediação humana por imposição de mãos.
“Quarto, recebemos o batismo com o E. Santo[…] e por seu poder falamos em outras línguas.”
Nesse quarto tópico Seymour fala do batismo no Espírito Santo como um dos benefícios advindos da expiação. É importante observar que, o avalista tinha ciência que essa era uma obra cujo mérito não está no receptor, mas no doador. Sendo assim, no tocante o falar em línguas, encerra o tópico com as palavras: “Necessitados que o Deus trino capacite-nos a fazê-lo.”
Esse é um entendimento que se harmoniza com o padrão bíblico: […] e começaram a falar noutras línguas conforme o Espírito lhes concedia que falassem!
Assim, Seymour encerra o sermão afirmando que
“Nós que somos os mensageiros da preciosa expiação, devemos expô-la na totalidade: justificação, santificação, cura, batismo com E. Santo e todos demais sinais que se seguem. Como devemos escapar se negligenciarmos tão grande salvação? Deus está agora confirmando sua palavra pelos sinais e maravilhas que seguem a pregação do evangelho em Los Angeles!”[9]  
Algumas observações devemos considerar neste sermão: Ele é bíblico, pois enaltece a Cristo e sua obra redentora, assim como todos os benefícios advindos desta obra. Em Azusa Street havia pregação do evangelho, salvação de almas e libertação. Embora os inimigos do poder de Deus tentassem silenciar a obra depreciando o culto bem como a doutrina pentecostal propagada por lá, é fato que os sinais se seguiam e eram incontestáveis. Seymour não era versado em filosofia, não conhecia a arte da dialética bem como seus silogismos, nem tampouco fez uso dos estratagemas de Schopenhauer. O sucesso e vitória obtidos por Seymour não foram resultantes de longos debates, mas sim dos fatos, autênticas obras operadas pelo poder do Espírito Santo.
ENTRANDO NO SANTUÁRIO
Seymour tem plena consciência que, tratando-se da salvação, o pecador nada pode fazer por si, pois declara:
“O pecador vem ao Senhor todo envolto em pecado e trevas. Não pode fazer coisa alguma, pois está morto. A vida tem que ser colocada dentro de nós antes que possamos apresentar alguma vida ao Senhor.” Devemos obter justificação pela fé. Há um cordeiro sem manchas e sem defeitos diante de Deus para o pecador. E quando ele se arrepende dos pecados e volta para Deus, o Senhor tem misericórdia dele por causa de Cristo, concedendo-lhe vida eterna, perdoando-lhe de seus pecados.”[10]   
Nessas poucas palavras de Seymour percebemos quão nítido é seu entendimento da doutrina da salvação. O pregador de Azusa Street expõe a grande verdade: “A salvação pertence ao Senhor.”
OS DONS DO ESPÍRITO SANTO
Seymour preza por ordem e decência no culto.
“Que Deus ajude seu precioso povo a ler 1ª Co 14 dando aos mesmos a verdadeira interpretação da palavra. Devemos usar nossos dons para a glória de Deus, e não adorarmos os dons em si. O Senhor nos deu poder para usarmos para sua própria glória e honra.”
“Muitas vezes quando recebemos a benção pentecostal, comumente falamos em outras línguas. Mas devemos aprender a silenciar. Frequentemente quando o Senhor envia uma onda de poder sobre nós, todos podemos falar em língua por um instante, mas devemos nos conter enquanto a palavra esta sendo pregada, porque queremos ser obedientes a palavra em que diz que tudo deve ser feito com ordem e decência.”[11]
É notória a preocupação de Seymour no sentido em que os dons sejam usados para glória de Deus, assim como o temor em que a igreja não venha fazer dos dons um fim em si mesmo.
Outro fato muito interessante é o desejo em que haja ordem e decência no culto. Seymour entendeu claramente o apóstolo Paulo no texto de 1ªCo 14, ou seja, todos (os portadores do dom) podem falar em língua ao mesmo tempo, isto é, no momento de adoração, pressupondo que a palavra não esteja sendo pregada. Paulo orienta: “Cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.” Este é o momento em que através do louvor o crente dirige sua fala a Deus, e nesse ínterim alguns o fazem em outras línguas, pois Deus não tem dificuldades em entender a todos ao mesmo tempo, ainda que em outras línguas; haja vista milhares de orações e louvores são dirigidas a Ele do mundo todo em milhares de distintos idiomas, e isso ao mesmo tempo, e Deus ouve e entende a todos sem necessidade de intérpretes. Em Atos 2 encontramos as palavras: …e começaram a falar noutras línguas[…] não são galileus todos “esses homens que estão falando”? Como, pois, “os ouvimos”[…] todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus”. Esse é o padrão que ecoa dos registro lucano, falar das grandezas de Deus é louvar ao Senhor por suas obras, e a igreja o fazia coletivamente.
Todavia, no momento em que Deus vai falar à igreja, seja pela exposição da Palavra, ou por algum profeta que fale em línguas e as interprete, a igreja tem que se aquietar, pois diferente do nosso Deus, não temos condições de entender dois ou três nos comunicando mensagens distintas ao mesmo tempo. ”E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.” Isto é profecia, mensagem de Deus para igreja. Pressupomos que quando Pedro começa expor o evangelho, os “Galileus” se silenciam, pois onde o Espírito de Deus age há ordem e decência. Seymour entendia como deveria funcionar o culto pentecostal, com tempo para cantar e orar, momento em que todos coletivamente elevam suas vozes à Deus, e tempo de se aquietar e ouvir a voz do Pai, seja pelo dom de profecia ou pela exposição da Palavra.
FALSIFICAÇÕES
Seymour expõe uma realidade: Em meio aos dons do Espírito há falsificações.
“O povo tem tentado imitar a obra do Espírito por esses dias, assim como fizeram quando o senhor enviou Moisés a faraó no Egito. O povo tem imitado o dom de Línguas.”[12]
Seymour tinha o discernimento típico de quem experimentava intimidade e comunhão com Deus, uma vez que considerava perdido o dia em que não orava ao menos quatro horas, sendo que aos domingos antes do culto noturno, a oração já começava às 13:00 horas. Isso não poderia resultar em outra coisa a não ser em sensibilidades e discernimento para identificar a manifestação carnal e demoníaca em meio a Igreja. O pentecostal que se preza sabe que, infelizmente, nem toda manifestação no seio da igreja é obra autêntica do Espírito, por isso ora por discernimento.
O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
Seymour deixa claro que o propósito do batismo não são as línguas em si, mas o poder, o revestimento para um testemunho eficaz de Cristo.
“Meus queridos irmãos em Cristo que estão buscando o batismo com o Espírito Santo não o façam pelas línguas…” Nós não estamos buscando por línguas, mas estamos buscando o batismo no Espírito Santo. E quando o recebermos, devemos ser cheios do Espírito, assim falaremos em línguas no poder do Espírito.  Amados não estejam tão preocupados quanto ao falar em línguas, mas deixe que o Espírito lhes conceda o que falar, então as línguas virão tão livremente como o ar que respiramos. Então, quando o Espírito vem, a boca se abre pelo poder do Espírito no coração.”[13]
Para Seymour o falar em línguas em si não deve ser a fator motivador à busca do Batismo no Espírito. O avivalista chegou a considerar idolatria a busca deste batismo cujas motivações fossem meramente o falar em línguas[14]. Seymour entendia o verdadeiro propósito, isto é, poder do alto para dar testemunho eficaz de Cristo.
Um outro fato desconhecido de muitos pentecostais era Seymour entender que as línguas não eram o único sinal que evidencia o batismo no Espírito Santo. Para ele, muitos são batizados mas não falam em línguas; acreditava que havia outros sinais que poderiam validar e confirmar a experiência[15]. Este foi um dos pontos em que divergiu de Parham, pois nesse aspecto Seymour pendeu para uma linha teológica que no futuro se tornou padrão no movimento carismático, diferenciando-se do pentecostalismo clássico de Parham.[16]
Uma boa ala do pentecostalismo norte americano bem como europeu, crê que embora as línguas possam ser um sinal que evidencia o recebimento do batismo espiritual, não são “o sinal”. Martyn Lloyd-Jones traz à lume uma decisão resultante da conferência pentecostal europeia realizada em 1939 em Estocolmo, em que os teólogos pentecostais confirmam o que anteriormente fora ensinado por Seymour, ou seja, as línguas são apenas um dos sinais, não o único[17]. Outro ponto digno de nota é que, diferente de muitos pregadores pentecostais da atualidade, Seymour não manipulava psicologicamente seus ouvintes no tocante ao batismo ou falar em línguas, mas os instruía que deixassem o Espírito lhes conceder o que falar. Interessante é que, em Azusa Street, em meio às manifestações da glossolalia, havia também xenolalia como em Atos 2. Pois ao receber o batismo alguns falavam o idioma celestial, enquanto outros, idiomas humanos.
CONCLUSÃO
Seymour indubitavelmente pode ser identificado como aqueles dos quais Paulo fala:
Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele.”
Um negro filhos de escravos, em um período de intenso racismo e segregação racial, é levantado por Deus, e torna-se o protagonista de um dos maiores avivamentos. Homem de equilíbrio, pois em meio as suas andanças junto ao movimento da santidade, não se deixou influenciar por ensinos contrários às Escrituras, sabendo assim reter o que é bom. É admirável o entendimento que Seymour tem da doutrina carismática e soteriológica, superando nisso seu mentor Parham. O avivamento promovido através de Seymour não tem a ver apenas com dons, mas antes de tudo com a comunhão dos santos. Enquanto nas demais denominações tais como batistas, metodistas, presbiterianas e comunhões holiness prevalecia a segregação racial, na igreja Missão de Fé Apostólica de Seymour em Azusa Street negros e brancos louvavam a Deus em comunhão plena e livre, ideal pelo qual lutou por toda vida[18].  Como consequência dessa comunhão e igualdade, almas foram libertas das cadeias do pecado mediante a exposição do Evangelho. Os sinais se seguiam confirmando a mensagem, e os efeitos são ainda mais visíveis hoje, depois de um século.
Depois do grande avivamento advindo da Reforma em que a igreja foi liberta dos dogmas e heresias romanistas, por certo o outro grande mover de Deus foi o que ocorreu em Azusa Street. Neste último, a igreja foi liberta das cadeias do cessacionismo. Libertação essa que não se deu por debates, mas sim através da real e fatídica atuação do Espírito. O que começou de forma tímida, hoje é maior força representativa do cristianismo. Pentecostais e Carismáticos somam mais de 600 milhões adeptos mundo afora. Diante desse crescimento, só podemos tributar o sucesso ao mesmo Espírito que de igual forma agiu na Igreja Apostólica, o que nos obriga a reconhecer com todas as honras o trabalho soberano do Santo Espírito de Deus.

NOTAS E REFERÊNCIAS:
[1] LLOYD-JONES. Martyn; Avivamento. São Paulo: PES, 1993, p. 116.
[2] ROBECK JR. Cecil M; The Azusa Street, Mission & Revival. Nashville, 2006, p. 4
[3] MARTIN. Larry; The Topeka Outpouring of 1901, 2000 pp. 23-24.
[4] The Azusa Street, Mission & Revival, 2006, p. 4
[5] Ibid, 2006, p. 5
[7] G. Campbell Morgam: The Answer of Jesus to Job. Ed. Fleming H. Revell, inc., 2013.
[8] J. Edwards Morris, “Azusa Street: They Told Me Their Stories”, 2006.
[9] Azusa Street Sermons, Willian J. Seymour. Christisn File Books, Joplin,
Missoure, 1999, pp. 23, 24,25.
[10] Ibid., p. 27.
[11] Ibid., pp. 53,54,55.
[12] Ibid. p. 39.
[13] Ibid., pp. 63,64, 65.
[14] KEENER. Craig; Gift & Giver. The Holy Spirit for Today. Baker Academic, 2001, p. 182.
[15] The Doctrines and Discipline of the Azusa Street Apostolic Faith Mission of Los Angeles, Willian J. Seymour, pp. 77,88. Texto em que Seymour é categórico ao declarar o que poucos pentecostais captaram: “Quando definimos ser as línguas a única evidência do batismo com o Espírito Santo e com fogo, temos deixado a divina Palavra de Deus e estabelecido nosso próprio ensino.”[…] Mas alguém perguntará, como você sabe quando recebeu o Espírito Santo (batismo)? Ele, o Espírito da verdade, os guiará em toda verdade (Jo 16.13). O dom do Espirito Santo é mais do que falar em línguas. Ele é sabedoria, poder, verdade, e santidade. Ele é a pessoa que nos ensina a verdade”. Pois bem, esta é a visão do pai do Pentecostalismo moderno. Um grande número de igrejas pentecostais norte-americanas e europeias adotou essa linha doutrinária.
[16] HYATT. Eddie L.; 2000 years of charismatic Christianity. Charisma House. Laky Mary, Flórida: 2002, p. 2. Texto onde Hyatt apresenta algumas distinções históricas e teológicas por traz das nomenclaturas: Carismático e Pentecostal.
[17] LLOYD-JONES. Martyn; Prove All Things: the sovereign work of the Holy Spirit. Eastbourne: Kingsway Publications, p. 145. Este texto é uma série de exposições em que Lloyd-Jones expõe, com clareza, sua crença no continuísmo.
[18] SYNAN. Vinson. O século do Espírito Santo. São Paulo: Vida, 2011, pp. 374, 376.

FONTE: http://teologiacarismatica.com.br/o-verdadeiro-pentecostalismo-de-william-seymour/





segunda-feira, 30 de abril de 2018

0 Outros Testemunhos da Azusa




Eu já desfrutei de várias experiências incomuns com Deus, mas nenhuma superou uma experiência que eu recebi uma semana antes de eu falar em outras línguas. Eu estava orando no altar quando o Espírito de Deus me envolveu, lidando com minha própria carne. Parecia que minha alma estava encaixada num corpo que Deus estava tomando para Ele. Então vieio um descanso que eu não posso descrever. Eu sentia que eu poderia permanecer lá para sempre, descansando no amor e grandeza de Deus. 
 
A Missão da Rua Azusa foi um lugar muito humilde. Não havia nenhuma plataforma elevada para o pregador; nenhum instrumento musical fortaleceu as canções. Os bancos eram pobres e não suficientes para encher o edifício; a pregação era tão simples que quase não poderia ser chamada de pregação, mas Deus estava lá. Algumas pessoas de classe alta afirmaram que elas nunca tinham ouvido numa ópera música tão primorosa como quando o Espírito de Deus pairava em cima da congregação, em que foi conhecida como a canção divina. 
 
Cura para o corpo foi ensinado fervorosamente, mas não foi posto em primeiro lugar. Demônios foram expulsos. Mas a adoração foi a coisa principal. A medida que as obras de Deus foram anunciadas, as pessoas vieram de toda parte do continente, entre elas líderes e ministros. Estes foram cheios com o Espírito durante a sua permanência depois da qual eles levaram para seus campos de trabalho a história que Pentecostes tinha vindo novamente como veio para a igreja no princípio.
-- Ernest S. Williams, Superintendente Geral das Assembleias de Deus dos EUA de 1929 a 1949. Da "Pentecostal Evangel" de 4 de abril de 1966, citado no livro "The True Believers" por Larry E Martin.
Uma das grandes características das reuniões foi o canto de hinos divinos no Espírito. Eu raramente estava fora daquele velho prédio durante quase um ano, senão para ir para casa para dormir, e muitas vezes eu dormi no prédio num quarto adjacente ao do Irmão Seymour. Todos nós parecíamos viver numa atmosfera que estava separada do resto do mundo. Palavras maus e até mesmo pensamento maus eram todos do passado. Nós fomos saturados com o espírito de amor e oração e os dias se passaram rapido demais. 
 
O jornal "The Apostolic Faith" foi publicado logo, contando sobre o maravilhoso derramamento. A primeira tiragem foi de 5.000 cópias e logo foi para 50.000. Pessoas começaram a chegar de toda parte dos Estados Unidos e Canadá e de lugares diferentes do mundo. O lugar estava lotado de manhã até a noite, com muitas recebendo o batismo o tempo todo. Nós tivemos um culto de Santa Céia e lavagem de pés que durou até o amanhecer. Mais de vinte diferentes nacionalidades estavam presentes, e eles estavam todos em perfeito acordo e unidade do Espírito. 
 
Em anos  recentes, eu ouvi pregadores falar levianamente das reuniões da Rua Azusa, dizendo que eles tiveram reuniões tão boas nos seus ministérios. Os velhos só podem sentir compaixão dos tais e podem ter pena deles. Naquelas reuniões você foi batizado não só no Espírito Santo, mas também vivia em tanta atmosfera divina de amor que você nunca pode esquecer disso, e qualquer outras coisa parece tão vazio e nulo. Até mesmo enquanto eu escrevo estas páginas as memórias das reuniões voltam voando, meus olhos começam a fluir com lágrimas e tal desejo e anseio me possuí para poder retornar àquela condição. Eu posso sentir aquele fogo sagrado que ainda queima e tenho a convicção que Deus visitará o Seu povo novamente de uma maneira igual antes do fim da dispensação presente. 
 
Se o povo de Deus só se juntássem e se esquecerem de doutrinas e líderes cuja visão é borrada construindo igrejas e recolhendo dízimos, tendo um só objetivo, de ser enchido de toda a plenitude de Deus, eu sei que Deus responderia à oração. As doutrinas e o ensino têm o seu próprio lugar no plano de evangelho mas aquele poder do amor de Deus que domina e atrai têm que voltar primeiro e a nossa presente condição morna é causada pela falta deste amor que "nada pode ofender." 
 
-- Glenn A Cook, citado no livro "The True Believers" por Larry E Martin
Eu não tentarei descrever os testemunhos, sermões, orações e canções agora, somente quero dizer que eles foram acompanhados normalmente com uma unção divina de tal grau que esta movimentou e derreteu corações por todos os lados. O altar de orações geralmente ficou abarrotado, e outros espaços designados para as pessoas que estavam buscando, ambos santos e pecadores. Muitos dos dois tipos que visitaram por curiosidade, e alguns possivelmente para zombar, foram derrubados ao chão pelo poder de Deus e freqüentemente lutaram em agonia e oração até que acharam aquilo para qual eles buscaram - alguns pelo perdão e outros para uma experiência mais profunda com Deus, por qualquer nome que esta poderia ser chamada. Freqüentemente foi chamada de santificação, santidade ou o batismo do Espírito Santo. Bastante proeminente foi o ensino que o batismo no Espírito caia sobre uma vida santificada, sendo compravado pela oração numa outra língua, mesmo se for momentânea, como no dia de Pentecoste. Porém, nem todos que alegremente compareceram às reuniões e receberem proveito assim, concordaram completa ou parcialmente com este ensino. Também, nem todos se identificaram particularmente com o movimento, mesmo que o endossavam de forma geral 
 
O assunto ou a doutrina da cura divina recebeu atenção especial e muitos casos de libertação de várias doenças e enfermidades foram relatadas mais ou menos continuamente. Igualmente era a doutrina da vinda pré-milenial de Cristo, que foi ardentemente promulgada.
-- A W Orwig, da "The Weekly Evangel", 18 de março de 1916, citado no livro "The True Believers" por Larry E Martin
A C Valdez era um menino quando a sua mãe o levou para visitar a Missão da Rua Azusa:
 
Agora eu estava ansioso para ver o que estava acontecendo na Rua Azusa! Na noite seguinte ela me convidou para ir junto com ela. Quando nós chegamos dentro de um quarterão do prédio de branco de dois andares eu sentia uma "sensação me puxando." Eu não poderia ter me virado se eu quizesse.
 
Por dentro,  o lugar se parecia um grande, simples celeiro. A maioria dos assentos - tabuas ásperas em cima de barris de madeira - estavam ocupados. Havia tantas pessoas negras quanto brancas. Eu não pude entender por que caixas postais de metal foram pregadas às paredes. 
 
Enquanto nós chegamos a um lugar aberto num banco traseiro, eu sentia um frio de repente. Como  poderia ser? Então eu comecei a sentir arrepios. Se sentia como se estivesse envolvido  por Deus. Eu estava tremendo. Também a minha mãe e todo mundo tremia. 
 
Na plataforma, um homem negro - a mãe disse que era o Pastor W J Seymour - se sentou atrás de duas caixas de madeira. Estas eram o seu púlpito. De vez em quando ele levantava a sua cabeça e se sentava reto, os seus lábios se mexendo em oração silenciosa. Ele era um homem simples, com uma barba curta e um olho de vidro. Ele não parecia ser um líder para mim, mas quando eu vi o que acontecia, eu soube que ele não teve que ser. 
 
Algo incomum estava acontecendo. Na maioria das igrejas, as crianças estariam correndo ao longo do corredor ou se mexendo e virando nos seus assentos. Aqui as crianças, sentado entre os seus pais - atés bebês no braços das suas mães - estavam quietos. Mas não foram os seus pais que as manteveram assim. Ninguém nem sussurrou. Todos os adultos estavam orando com olhos fechados. 
 
Eu soube que o Espírito de Deus estava alí. De repente, as pessoas se levantaram aos seus pés. Em todos lugares mãos se exticaram aos céus. Os meus braços subiram, e eu não tinha tentado os  levantar. Assim fez as mãos de crianças menores e até mesmo de bebês nos braços das mães negras. 
 
Homens grandes, fortes começaram a clamar em voz alta, depois as mulheres. Eu tinha vontade de chorar, também. Eu não sei por que. Eu apenas sentia, "Obrigado, Deus, por me permitir estar aqui com Você." 
 
Enquanto eu olhei para a congregação, um outro arrepio correu pela minha espinha. Era como se ondas do mar estivessem movendo de um lado da congregação para o outro - a visão mais emocionante que eu já tinha visto. 
 
Onda depois de onda do Espírito passou pela sala como a brisa em cima de um campo de milho. Novamente a multidão sentou nos seus assentos. E orações começaram a zumbir pela sala. Então línguas de fogo se apareceram de repente sobre as cabeças de algumas pessoas, e um homem negro com seu rosto brilhando pulou aos seus pés. Da boca dele palavras afluíram num idioma que eu nunca tinha ouvido antes. Eu comecei a tremer mais forte que antes. 
 
Ocasionalmente, enquanto Pastor Seymour orava, a sua cabeça estaria tão baixa que esta desapareceu atrás da caixa de madeira. Quando o silêncio voluiu na sala, uma mulher branca pulou do banco. 
 
"Oh, meu bendito Jesus", ela clamou, "Eu posso ver. Eu posso ver." Ela colocou as suas mãos em cima dos seus olhos. "Oh, Jesus, obrigada. Obrigada por este milagre." 
 
E ela mergulhou-se no corredor  e começou a dançar, as suas palmas abertas levantadas para céu. "Obrigada, Pai. Eu posso ver. Eu posso ver!" 
 
Antes da noite terminar, uma outra pessoa cega poderia ver, o surdo poderia ouvir e o aleijado poderia caminhar. 

-- A C Valdez, citado no livro "The True Believers: Part Two" por Larry E Martin
 
Numa reunião onde o escritor tinha sido pedido falar para sobre o assunto das suas observações em relação a Azusa, num tempo de perguntas, foi perguntado a ele, "Em seu julgamento, qual foi o fenômeno espiritual mais importante do Avivamento de Azusa?" Minha resposta foi, "Sem dúvida, no próprio julgamento do prelator, do ponto de vista espiritual, esta pergunta pode ser respondida numa só palavra, que é, 'lágrimas'"... 
 
O Avivamento de Azusa começou onde todo avivamento deveria começar, em lágrimas de arrependimento. Começou em lágrimas, viveu em lágrimas, e quando as lágrimas terminaram o avivamento de Azusa terminou!
-- A C Valdez, citado no livro "The True Believers: Part Two" por Larry E Martin
Me deixe também dizer, que, estando em contato com a obra desde 1906 na Costa do Pacífico onde esta está representado fortemente, e conhecendo bem a maioria dos seus líderes, eu declaro a você que eu nunca vi nenhuma manifestação fanática de rolar no chão, nem as coisas estranhas que são relatadas, mas eu encontrei algumas das pessoas mais santas e inteligentes que estavam no Movimento de Santidade, e algumas pessoas de muitas igrejas, com uma glória nova nas suas almas, representando este trabalho. 
 
Estes líderes, eu entre eles, não acreditam em qualquer tolice ou fanatismo. Assim, quando pregadores dizem que eles viram as pessoas rolando em cima das outras ou uma pessoa fazendo qualquer coisa indecente, eu estou preparado de acreditar que eles estão mentindo maliciosamente, ou que eles encontraram algum fanático e suas obras, que nem o próprio movimento nem seus líderes endossam. Você não vê qualquer coisa deste tipo endossada por qualquer peça de nossa literatura Pentecostal que está inundando o país. Examina isso. Seja sábio. 
 
No outro lado, nós não negamos que é comum vê as pessoas derrubadas debaixo do poder de Deus e caindo no chão, às vezes tremendo debaixo do poder do Espírito, mas elas nunca agem de uma maneira indecente e nunca rolam em cima das outras pessoas, como tem sido relatado. Ordem e refinamento são defendidos por todos os líderes e  obreiros responsáveis, e se qualquer coisa indecente e defeituosa acontece, esta não é a culpa do movimento mas de algum fanático, que não faz parte do movimento, quem o diabo enviou para prejudicá-lo.
-- Harry Morse, na revista "The Christian Evangel", 29 de agosto e 1914, citado no livro "The True Believers: Part Two" por Larry E Martin

quinta-feira, 26 de abril de 2018

0 Reflexão Bíblica – Repensando o nosso Protestantismo




“E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é torpe.” (Efésios 5:11-12)

Introdução: De Protestantes a "Gospel"

Há alguns anos, éramos conhecidos como protestantes: um povo barulhento e intolerante para com o pecado. Com o tempo, o termo mudou para evangélicos, trazendo uma mentalidade supostamente mais "aberta" e tolerante. Recentemente, a nomenclatura mudou novamente: agora somos o povo gospel, extremamente tolerantes ao pecado e, muitas vezes, partícipes das obras das trevas que antes condenávamos.

Por que mudamos tanto? Ainda somos um povo que “protesta” contra o erro e o desvio doutrinário, ou nos tornamos obsoletos e cúmplices da rebeldia contra Deus?

Onde estão as vozes de protesto?

Abaixo, elenco pontos onde o silêncio tem sido ensurdecedor:

  1. O Adultério: Não vejo mais pregadores se levantarem contra a onda devastadora de adultério que tem invadido o seio da Igreja.
  2. O Divórcio: O divórcio é praticado aberta e escancaradamente. Pior: há ministros e "grandes ministérios" apoiando essa afronta direta ao que Deus estabeleceu.
  3. A Imoralidade Juvenil: Silenciaram-se os protestos contra jovens cristãos que vivem como se casados fossem, mantendo relações sexuais sem temor algum.
  4. A Idolatria ao Futebol: O esporte tornou-se um deus. É vergonhoso ver membros trocando o culto de adoração por um estádio ou pela TV. É ainda mais grave quando um ministro leva sua família ao estádio — um ambiente muitas vezes recheado de palavrões e violência — dando um péssimo exemplo e arrastando outros ao abismo.
  5. A Idolatria Nacional: Onde estão os protestantes que se calam diante da idolatria e das imagens de escultura em nosso país? Teríamos medo de represálias ou de perder benefícios?
  6. A Omissão Política: Onde está a voz dos políticos evangélicos? Por que não protestam contra a desmoralização da família, o aborto e a morte de inocentes com o devido vigor?
  7. Ideologias Demoníacas: Não podemos nos calar diante da ideologia de gênero, que visa destruir a identidade de nossas crianças e esfacelar as famílias.

Conclusão

Se observarmos tudo isso de forma impassível, restam apenas duas conclusões: ou somos covardes e estamos negando o Senhor que nos resgatou, ou somos cúmplices, comprometendo a santidade da Igreja e maculando o Reino de Deus.

É tempo de repensar o nosso papel. É tempo de voltar a protestar.

Do vosso conservo em Cristo,

João Augusto de Oliveira

 


sábado, 21 de abril de 2018

0 William Seymour e o Reavivamento da Rua Azusa





William J. Seymour nasceu em 2 de maio de 1870 em Centerville, Louisiana, filho dos ex-escravos Simon e Phillis Seymour que o criaram como crente Batista. Mais tarde, morando em Cincinnati, entrou em contato com os ensinamentos de santidade através do Movimento Reavivalista de Martin Wells Knapp e do Movimento Reformado da Igreja de Deus, liderado por Daniel S. Warner, também conhecidos como os “Luzeiros santos da escuridão”[1]. Crendo que estavam vivendo o crepúsculo da história humana, estes cristãos acreditavam que o derramamento do Espirito precederia o arrebatamento da igreja. Eles ficaram profundamente impressionados com o jovem Seymour.

Após se mudar para Houston, Seymour passou a frequentar uma igreja local de afro-americanos pastoreada por Lucy F. Farrow, ex-governanta na residência de Charles F. Parham. Parham liderou o Movimento de Fé Apostólica do meio-oeste, o nome original do Movimento Pentecostal, que havia iniciado em sua Escola Bíblica Betel na cidade de Topeka, Kansas, em Janeiro de 1901. Desde 1905 ele havia mudado sua base de operações para a área de Houston, onde conduziu reavivamentos e iniciou outra Escola Bíblica. Farrow providenciou para que Seymour assistisse as aulas. No entanto, por causa da Lei Jim Crow de segregação racial da época, Seymour teve que ouvir as palestras de Parham separado dos outros alunos. Seymour aceitou a visão sua visão sobre o batismo no Espírito Santo – a crença de que Deus a qualquer momento daria linguagens inteligíveis – falar em línguas aos crentes para o evangelismo missionário.

Neeley Terry, uma afro-americana e membro da nova congregação liderada por Hutchinson em Los Angeles, visitou Houston em 1905 e ficou impressionado quando ouviu Seymour pregar. Voltando para casa ela o recomendou para Hutchinson, uma vez que a igreja estava à procura de um pastor. Como resultado, Seymour aceitou o convite para pastorear o pequeno rebanho. Com alguma ajuda financeira de Parham, ele viajou de trem para o oeste e desembarcou em Los Angeles em Fevereiro de 1906.

Reavivamento da Rua Azusa

Seymour imediatamente encontrou resistência quando, apenas dois dias após sua chegada, começou a pregar para sua nova congregação que o falar em línguas é a evidência bíblica do batismo no Espírito Santo. No domingo seguinte, 4 de março, ele voltou para a missão e descobriu que Hutchinson havia trancado a porta. A condenação também veio da Associação da Igreja Holiness do Sul da Califórnia, da qual a igreja local era afiliada. No entanto, nem todos da congregação estavam incomodados com o ensino de Seymour. Destemido, Seymour, ficando na residência de um membro da igreja, Edward S. Lee, aceitou o convite de Lee para ministrar estudos bíblicos e reuniões de oração ali. Depois disso, ele foi para a casa de Richard e Ruth Asberry, na rua Bonnie Brae Norte, 214. Cinco semanas depois, Lee veio a ser o primeiro a falar em línguas. Seymour então compartilhou o testemunho de Lee numa reunião na Bonnie Brae Norte e então muitos outros também começaram a falar em línguas.

A notícia desses eventos se espalhou rapidamente tanto nas comunidades afro-americanas quanto nas comunidades brancas. Durante várias noites, oradores pregavam da varanda para a multidão rua abaixo. Crentes da Missão de Hutchinson, Primeira Igreja do Novo Testamento, e várias congregações de santidade, começaram então a orar pelo batismo Pentecostal.  (Hutchinson mesmo foi batizado no Espírito como foi o próprio Seymour). Finalmente, após a varanda frontal desabar, o grupo alugou o antigo prédio da Igreja Episcopal Metodista Africana (Stevens African Methodist Episcopal – A.M.E), na rua Azusa, 312 no início de abril. Um jornal de Los Angeles se referiu a isso como um “barraco desabado”. Recentemente tendo sido usado como estábulo e estalagem. Madeira de demolição e gesso espalhados pelo local, mais parecendo um celeiro.

As reuniões da Missão da Fé Apostólica rapidamente chamaram a atenção da imprensa, devido à natureza incomum dos cultos. Entre 300 e 350 pessoas podiam entrar na estrutura de madeira pintada de branco que media 12 metros por 18, enquanto muitas outras, às vezes, ficavam do lado de fora. Os cultos eram realizados no primeiro andar, onde os bancos foram dispostos de maneira retangular. Alguns eram simplesmente tábuas pregadas sobre barris vazios. Não havia plataforma elevada e não havia púlpito no início do reavivamento.

Apesar de muitos poderem ser considerados líderes, o mais conhecido foi o modesto William J. Seymour. Frank Bartleman, um dos primeiros participantes, recorda que o “Irmão Seymour geralmente sentava atrás de duas caixas de sapato vazias, uma sobre a outra[2]. Ele geralmente mantinha a cabeça elevada durante a reunião, em oração. Não havia orgulho lá… Naquela velha construção, com suas vigas baixas e piso bruto, Deus quebrou homens e mulheres fortes em pedaços, e os juntou novamente, para Sua Glória… O ego religioso rapidamente pregou seu próprio sermão fúnebre.”[3]

O segundo andar serviu como escritório da Missão e residência para várias pessoas, incluindo Seymour e sua esposa Jenny. Também tinha uma grande sala de oração para acomodar o excedente de pessoas do culto do andar inferior. Um observador descreveu o espaço: “Lá em cima é uma grande sala mobiliada com cadeiras e três pranchas de madeira colocadas de fora a fora sobre cadeiras sem encosto. É o cenáculo Pentecostal, onde almas santificadas buscam a plenitude Pentecostal e saem falando novas línguas”.[4]

Ainda assim, o reavivamento avançava lentamente durante os meses de verão, com apenas 150 pessoas recebendo o “Batismo com o Espírito Santo e a evidência bíblica”. Mas isso mudou no outono, quando o reavivamento ganhou ímpeto e pessoas de toda a parte começaram a participar. O missionário Bernt Bernsten viajou desde o norte da China para investigar os acontecimentos após ouvir que a prometida chuva serôdia havia sido derramada.

Histórias do reavivamento rapidamente se espalharam pela América do Norte, Europa e outras partes do mundo por onde os participantes viajaram, testemunharam e publicaram artigos em publicações simpatizantes à santidade. O Periódico “A Fé Apostólica” foi particularmente influente através dos trabalhos editados por Seymour e Clara Lum, publicados entre setembro de 1906 e maio de 1908. Distribuídas gratuitamente, milhares de ministros e leigos receberam cópias, tantos nos EUA como no exterior: 5.000 cópias foram impressas na primeira edição (setembro de 1906), e em 1907 a tiragem chegou a 40.000 exemplares.

A maioria dos que visitaram a Missão receberam o revestimento do Batismo no Espírito Santo e foram capacitados com dom de línguas para pregação do evangelho por toda a parte. Isto lhes permitia ignorar o incômodo do estudo formal da língua. A Fé Apostólica relatou: “Deus está resolvendo o problema missionário, enviando missionários com novas línguas no modelo de fé apostólica, sem bolsa nem alforje, e o Senhor ia adiante deles, preparando o caminho”. Missionários alojados no local, de passagem para outra Missão também participavam e falavam em línguas e, em alguns casos eram identificadas as línguas faladas. Os ouvintes, no entanto, geralmente dependiam do Senhor para identificar as línguas que ouviam.

Afro-americanos, latinos, brancos e outros tantos oravam e cantavam juntos, criando uma dimensão de unidade espiritual e igualdade quase sem precedentes para a época. Isto permitiu a homens, mulheres e crianças participar e celebrar sua unidade em Cristo guiados pelo Espírito. Na verdade, foi tão incomum essa mistura de negros e brancos que Bartleman entusiasmadamente exclamou: “A linha da cor foi apagada pelo sangue”[5]. Ele quis dizer que na obra santificadora do Espírito Santo, o pecado do preconceito racial foi removido pelo sangue purificador de Jesus Cristo.

Enquanto isso, no final do verão de 1906, Chales Parham iniciou outro reavivamento Pentecostal em Zion City, Illinois, entre os seguidores do curandeiro nacionalmente conhecido John Alexander Dowie. Só em outubro Parham foi para a Califórnia, na esperança de consolidar os fiéis de Los Angeles dentro de uma rede mais ampla de crentes da Fé Apostólica e, segundo, para aproveitar o que considerava ser um desenfreado entusiasmo religioso. Como isso aconteceu, a adoração emocional e, particularmente a mistura de brancos e negros ofendeu profundamente a Dowie. Parham colocou a culpa em Seymour.

A maioria dos fiéis da Azusa permaneceu leal a Seymour depois que Parham designou algumas pessoas para estabelecer uma missão rival. Após poucos anos do seu início, a Missão de Fé Apostólica tornou-se predominantemente negra com Seymour ainda como pastor. Anos mais tarde, o preconceito aflorou também lá, quando o próprio Seymour destituiu pessoas brancas dos cargos de liderança, reservando-os para os negros.

O legado de Seymour

Numa escala mundial, o reavivamento da rua Azusa contribuiu para uma nova diáspora de missionários antecipando que a evangelização mundial seria alcançada pela pregação do evangelho acompanhada de sinais e maravilhas (Atos 5.12). Embora apenas um pequeno número de missionários viajaram da Azusa para ministrar em outras partes, isto impactou muitos outros que iniciaram movimentos Pentecostais surgidos como resultado de ouvirem notícias do derramamento do Espírito em Los Angeles. Para muitos o reavivamento da rua Azusa finalmente inaugurou o grande reavivamento do fim dos tempos.

Muito mais poderia ser dito sobre a influência a longo prazo do reavivamento e do “Bispo” William J. Seymour (um título honorário que recebeu mais tarde, provavelmente de sua congregação). As limitações deste artigo, contudo, impossibilitam uma discussão mais longa. Vamos olhar especificamente o legado de Seymour.

Para começar, devemos notar que ele modelou uma genuína humildade, que muitos aclamaram. Ele desejava promover a unidade entre os seguidores do Espírito Santo na Azusa e encorajava-os a serem sensíveis à direção do Espírito para os serviços ali. Fotografias retratam-no como uma pessoa calorosa, amigavelmente sorridente e de estatura mediana. A luta de Seymour contra a varíola o deixou cego do olho esquerdo.

No entanto, o ministério de Seymour não veio sem um preço. Ele pessoalmente suportou duras críticas de seus oponentes – líderes do movimento de santidade não simpáticos ao pentecostalismo, bem como o desprezo de Parham e mais tarde de Frank Bartleman. Como as denominações pentecostais de brancos registram e contam suas histórias, Seymour foi esquecido, em parte porque ele não contribuiu para fundação do movimento, em parte porque a seu ver foi em Topeka o início de tudo e em parte devido à prioridade dada por ele ao evangelismo acima da preservação do registro histórico. Seymour também partia do princípio que o falar em línguas é a evidência física do Batismo no Espírito Santo. Tudo isso contribuiu para que Seymour se tornasse uma figura quase esquecida na história Pentecostal.

A grandeza de Seymour hoje pode ser encontrada na sua preocupação com revestimento espiritual e união. O foco em Topeka e outros reavivamentos pentecostais está na necessidade dos Cristãos em receber o Batismo no Espírito Santo para ganhar almas para Cristo. A dinâmica inter-racial e intercultural sem precedentes na Azusa, no entanto, acentuam tanto a santidade de caráter e poder para testemunhar em uma demonstração incomum do amor e igualdade no corpo de Cristo. A este respeito, isto poderosamente nos lembra que a plenitude do poder Pentecostal iludirá aqueles que buscam por poder em seus ministérios acima do caráter cristão.

A expansão missionária da igreja primitiva como registrada no livro de Atos, destaca o fato de o derramamento Pentecostal abraçou pessoas que eram consideradas impuras pelos padrões judaicos. O derramamento do Espírito em Samaria (Atos 8) e entre os gentios (Atos 10) ensinou aos primeiros cristãos que a obra redentora de Deus supera as barreiras raciais e culturais. A humanidade caída sempre atribuiu a tais diferenças mais importância que Deus designou e assim acabam tiranizando a obra criadora de Suas mãos. Porque eles já tinham sido “batizados em Cristo” e “revestido de Cristo” Paulo alerta os Cristãos Gálatas, “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3.28)

No dia de pentecostes, judeus vindos de todas as nações ficaram maravilhados ao ouvirem louvores a Deus em seu próprio idioma (Atos 2.5-13). Alguns seriamente perguntaram: “O que isto significa?” Outros zombaram e não deram importância à ocasião. No entanto, Pedro colocando as coisas numa perspectiva divina, referiu-se às palavras de Joel: “Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos” (Atos 2.17, NVI).

Em setembro de 1906, a primeira edição da Fé Apostólica relatou: “Em pouco tempo, Deus começou a manifestar seu poder e logo o prédio não poderia conter as pessoas. Orgulhosos pregadores bem-vestidos têm vindo para nos ‘investigar’. Em pouco tempo, seus olhares altivos são substituídos por admiração, então a convicção vem e muito frequentemente você vai encontrá-los chafurdando no chão sujo, pedindo a Deus que os perdoe e os faça como crianças.”

O reavivamento da rua Azusa ilustrou a verdade fundamental sobre a aquisição de poder espiritual: o desejo de amar ao próximo e ganhar o mundo para Cristo começa com quebrantamento, arrependimento e humildade.


Título original: William Seymour and the Azusa Street Revival

Tradução: Gabriel Wilges


[1] Eles ficaram conhecidos assim em razão dos horários das reuniões que se davam ao entardecer ou à noite.

[2] Talvez um gazofilácio improvisado para recolher dízimos e ofertas.

[3] Bartleman, p. 58

[4] STANLEY H. Frodsham, With Signs Following. Springfield: Gospel Publishing House, 1941, p. 34

[5] Bartleman, xviii

 

FONTE: teologiacarismatica.com.br/william-seymour-e-o-reavivamento-da-rua-azusa/ 

 

sexta-feira, 13 de abril de 2018

0 Porque Tarda o Pleno Avivamento?





Você sabe o que é avivamento a luz da Bíblia? 
Qual a importância da oração para um avivamento?
 Deus quer derramar mais uma vez um poderoso avivamento mundial? 
Porque então esse avivamento não vem?

Obtenha nesse livro sensacional respostas a estas e outras centenas de perguntas. Nele, o autor Leonard Ravenhill leva-nos a refletir sobre o nosso verdeiro ´papel num avivamento.

Super recomendo a todos aqueles que ainda têm esperança de que Deus "Derrame sobre nós o Espírito lá do Alto" (Isaías 32.15)

"Nenhum homem é maior do que sua vida de oração. O pastor que não está orando está brincando, as pessoas que não estão orando estão desviando. O púlpito pode ser uma vitrine para mostrar os talentos de uma pessoa; já o quarto de oração não permite nenhum exibicionismo." Leonard Ravenhill

"Cristão que não sofre aflições neste mundo, está vivendo o evangelho errado!"
Leonard Ravenhill
Estamos cansados de pregadores que se apresentam de roupas elegantes, linguagem suave e torrentes de palavras, mas sem unção. São homens que entendem mais de competição do que consagração, mais de promoção do que oração. Substituem o crescimento do Reino por propaganda, e se preocupam mais com a felicidade dos membros da igreja do que com a santidade deles.
Leonard Ravenhill




domingo, 8 de abril de 2018

0 Por que não se prega mais o “Arrebatamento da Igreja e a Segunda Vinda de Jesus”?






Eis que eu digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. 1 Coríntios 15:51-52

Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre.  1 Tessalonicenses 4:15-17

Então se verá o Filho do homem vindo numa nuvem com poder e grande glória.  Lucas 21:27
"Então verão o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. E ele enviará os seus anjos e reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, dos confins da terra até os confins do céu. 
Marcos 13:26-27

Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. Apocalipse 1:7

INTRODUÇÃOA Bíblia afirma enfática e claramente que breve dois eventos de ramificações mundiais acontecerão: O Arrebatamento da Igreja e a Segunda Vinda de Jesus em glória, com a Igreja para julgar este mundo pecaminoso. Isto está expresso de forma cristalina em toda a Bíblia Sagrada, não obstante, temos acompanhando o abandono dessa mensagem nos púlpitos de várias denominações evangélicas.

O que predomina muitas vezes é uma pregação triunfalista, divorciada do calvário, antropocêntrica e totalmente extra e antibíblica. Com uma ênfase apenas nas conquistas e felicidades humanas (ainda que passageiras) muitos têm preenchido as “pregações” dessa forma, iludindo o povão, que desavisados não percebem que estão fazendo a vontade de satanás e caminhando a passos largos para um futuro juízo e condenação de Deus.

                                                                              Por que eles não pregam?

Por muitos anos eu me perguntei: Por que esses pastores e pregadores não falam mais sobre esses assuntos? Principalmente agora que estamos na iminência do Arrebatamento e posteriormente da Segunda Vinda de Jesus? Não sabem eles que devemos estar preparados a todo instante e que Deus cobrará de nós (PREGDORES) a responsabilidade e o sangue dos nossos irmãos?

Finalmente depois de tanto pensar achei a resposta à essa minha pergunta. Eles não pregam esses assuntos porque simplesmente não creem neles. Você acha que estou blefando ou sendo radical? Olhe ao seu redor e veja a verdade; verdade esta que está diante do seu nariz. Os pregadores (alguns) não pregam o Arrebatamento e a Parousia (SEGUNDA VINDA DE JESUS) simplesmente por que eles não acreditam mais nisso.

Para muitos, esta pregação de Arrebatamento da Igreja é uma falácia ou uma doutrina inventada para manter os crentes em alerta e submissos diante de todas as determinações da liderança. Mas o que alguns não se dão conta é que a Bíblia fala-nos de forma cristalina que Jesus virá buscar a Igreja para junto de si e após um período (que acreditamos ser de sete anos) ele retornará acompanhado da “IGREJA” e das miríades de anjos para julgar esse mundo idolatra e maldito; implantando assim o seu Reino Milenar, enquanto caminhamos ao Juízo Final e ao Estado Eterno e Perfeito.

Assuntos como esses saltam aos olhos de qualquer estudante da Bíblia, por mais simples que ele seja. Não precisa ser teólogo para ver que ao abrir a palavra de Deus e começar a ler os Evangelhos, o livro de Atos dos Apóstolos, as treze cartas de Paulo, as Epistolas Universais ou o livro de Apocalipse fica evidente que o plano de Deus é usar os pregadores e pastores para preparar a Igreja a fim de encarar esses eventos futuros.

CONCLUSÃO - Não obstante a isso parece que os pregadores e pastores estão como “cegos a guiar outros cegos” e não conseguem enxergar o que está bem à sua frente. No lugar de pregarem as grandes verdades da Bíblia alguns preferem iludir o povo com mensagens de autoajuda, prosperidade e triunfalismo. Outros são ainda mais ousados, pois por falta de pregações bíblicas que induza a igreja a viver uma vida de santidade, tentam preencher a lacuna levando os crentes à praia, aos passeios, ou a jogar futebol. Não percebendo que ao fazer isso, estão exatamente caindo no plano do Diabo; minando assim as forças do povo de Deus e abrindo brechas a todo tipo de pecados (lascívia, luxúria e cobiça) e ofendendo gravemente à santidade de Deus.

Oro para que Deus tenha misericórdia dos seus ministros e restaure a santidade da sua igreja; trazendo assim de volta o desejo de a qualquer momento “A TROMBETA TOCAR” e nós subirmos a encontrar o senhor nos ares. MARANATA! MARANATA!

Bom domingo e boa semana a todos,

                                                            João Augusto de Oliveira




 

A voz da Palavra Profética Copyright © 2011 - |- Template created by Jogos de Pinguins