segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

0 Lição 12 - Isaque, o sorriso de uma promessa





DEUS havia prometido a Abraão um herdeiro, porém, sua idade e a da sua esposa já eram bem avançadas. Continuar esperando o cumprimento de uma promessa a essa altura da vida não parecia nada fácil. Mas, DEUS é fiel e vela por sua palavra. Se DEUS fez uma promessa a você, creia que no tempo certo ela se cumprirá. Todavia, Sara querendo resolver a situação do seu jeito pede que Abraão tenha um filho com sua escrava Agar. 

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
QUARTO TRIMESTRE DE 2015
ADULTOS - O COMEÇO DE TODAS AS COISAS - Estudos sobre o livro de Gênesis
COMENTARISTA: CLAUDIONOR CORREA DE ANDRADE
COMPLEMENTOS, ILUSTRAÇÕES E VÍDEOS - EV. LUIZ HENRIQUE DE ALMEIDA SILVA
ASSEMBLEIA DE DEUS - IMPERATRIZ/MA - CONGREGAÇÃO MONTE HERMOM


Lição 12, Isaque, o Sorriso de Uma Promessa


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PONTOS DIFÍCEIS DA LIÇÃO - POLÊMICOS
Veja - Lições Jovens E Adultos 4ºTrim.2002 - Abrão - Êxitos E Fracassos Do Amigo De DEUS - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/estudos2.htm
Veja estudo importante http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm


TEXTO ÁUREO
"E disse Sara: DEUS me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo" (Gn 21.6).


VERDADE PRÁTICA
A promessa divina, ainda que pareça tardia, sempre nos sorri no momento certo e na estação apropriada.


LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 18.10 DEUS promete a Abraão um herdeiro
Terça - Gn 21.1,2 DEUS é fiel, nasce o filho da promessa
Quarta - Gn 24.58-67 Uma esposa para Isaque, o filho da promessa 
Quinta - Gn 25.21 Os filhos de Isaque, herdeiros da promessa
Sexta - Gn 27.1-46 Isaque, o filho da promessa, abençoa seus filhos
Sábado - Gn 27,26 Isaque, o filho bendito do Senhor


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 21.1-8
1 - E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha falado. 2 - E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que DEUS lhe tinha dito. 3 - E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque. 4 - E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como DEUS lhe tinha ordenado. 5 - E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho. 6 - E disse Sara: DEUS me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo. 7 - Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice? 8 - E cresceu o menino e foi desmamado; então, Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.


OBJETIVO GERAL
Saber que DEUS é fiel e que Ele nos "sorri" e cumpre o que prometeu no momento certo e na estação própria.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Conhecer a promessa de DEUS a Abraão;
Saber que Isaque era o bem mais precioso de Abraão;
Mostrar como se deu o casamento de Isaque com Rebeca;
Compreender que Isaque era o filho bendito que o Senhor havia prometido.


INTERAGINDO COM O PROFESSOR
DEUS havia prometido a Abraão um herdeiro, porém, sua idade e a da sua esposa já eram bem avançadas. Continuar esperando o cumprimento de uma promessa a essa altura da vida não parecia nada fácil. Mas, DEUS é fiel e vela por sua palavra. Se DEUS fez uma promessa a você, creia que no tempo certo ela se cumprirá. Todavia, Sara querendo resolver a situação do seu jeito pede que Abraão tenha um filho com sua escrava Agar. A princípio, parecia que o plano de Sara havia dado certo, porém, depois que o filho da promessa nasceu, começaram os conflitos. Abraão teve que lançar seu filho fora. Mas DEUS não havia lançado fora Ismael. O Senhor livra o menino e sua mãe da aflição do deserto e transforma um caso que a princípio parecia de fracasso e morte, em bênção. DEUS abençoou Ismael, mas Isaque era o filho da promessa e por seu intermédio, DEUS cumpriria seu concerto com Abraão.


PONTO CENTRAL
O nascimento de Isaque foi o cumprimento de uma promessa a Abraão


Resumo da Lição 12, Isaque, o Sorriso de Uma Promessa
I. ISAQUE, O SORRISO TÃO ESPERADO
1. O nascimento do "riso".
2. Isaque e Ismael.
II. ISAQUE, O BEM MAIS PRECIOSO DE ABRAÃO
1. A provação das provações.
2. O encontro de Isaque com DEUS.
III. O CASAMENTO DE ISAQUE
1. Uma esposa para Isaque.
2. O casamento de Isaque.
3. Os filhos que não vinham.
IV. ISAQUE, O BENDITO DO SENHOR
1. Príncipe de DEUS.
2. Profeta de DEUS.


SÍNTESE DO TÓPICO I - Isaque, o tão esperado herdeiro, ao nascer encheu o coração dos seus pais de alegria.
SÍNTESE DO TÓPICO II - Isaque tornou-se o bem mais precioso de seus pais. Somente DEUS deve ter a primazia em nossos corações.
SÍNTESE DO TÓPICO III - DEUS, ouviu o clamor do servo de Abraão e providenciou uma noiva para Isaque.
SÍNTESE DO TÓPICO IV - Isaque foi o filho bendito de Abraão. DEUS era com ele e o abençoou sobremaneira


SUBSÍDIO DEVOCIONAL top1
"Idade de Noventa e Nove Anos
Abraão agora estava com noventa e nove anos e Sarai já há muito ultrapassara a idade de ter filhos. Mas treze anos após o nascimento de Ismael e vinte e quatro anos depois da promessa original de DEUS, o Senhor apareceu a Abraão com uma mensagem e exigência. (1) DEUS se revelou como o 'DEUS Todo-Poderoso', significando que Ele era onipotente e que nada lhe era impossível. Como DEUS Todo-Poderoso, Ele podia cumprir suas promessas, quando na esfera natural tudo dizia ser impossível o seu cumprimento. Então, seria por um milagre que DEUS traria ao mundo o filho prometido a Abraão. (2) DEUS ordenou que Abraão andasse diante dEle e que fosse 'perfeito'. Assim como a fé de Abraão foi necessária na efetuação do concerto com DEUS, assim também um esforço sincero para agradá-lo era agora necessário, para continuação das bênçãos de DEUS, segundo o concerto feito. A fé de Abraão tinha que estar unida à sua obediência (Rm 1.5); senão ele estaria inabilitado para participar dos propósitos eternos de DEUS. Noutras palavras, as promessas e os milagres de DEUS somente serão realizados quando o seu povo busca viver de maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado para Ele" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 56).


CONHEÇA MAIS top1
O teu único filho
A intenção de DEUS não era de que Abraão sacrificasse seu filho. A ordem de oferecer Isaque serviu para provar o quanto ele confiava no Senhor. Contudo, tratava-se também de uma história profética. DEUS, que foi tão generoso em permitir que Abraão sacrificasse seu filho, estava desejoso de entregar seu único filho, a quem amava, para garantir a nossa salvação." Para conhecer mais leia, Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 38.


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO top2
"Isaque
O nome dado por DEUS antes do nascimento da criança (Gn 17.19) significa 'ele ri', 'aquele que ri', ou simplesmente 'riso'. 
Nada é conhecido sobre os dias da infância de Isaque. Em seguida, vemo-lo grande e forte o suficiente para carregar a madeira para o fogo do altar subindo a montanha, não sabendo que ele mesmo seria colocado no altar. A experiência de ter sido amarrado como uma vítima de sacrifício e então liberto pela intervenção divina deve ter afetado profundamente toda a sua vida" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 989).
DEUS tinha planos para Isaque, e mostraria ao jovem que Ele cumpre suas promessas.


SUBSÍDIO DIDÁTICO top3
Professor, procure enfatizar as características de Isaque. Mostre que a sua mansidão "é vista em sua submissão sem resistência a seu pai ao tornar-se o sacrifício sobre o altar de Moriá, e em sua recusa a discutir quando os pastores de Gerar reivindicavam os poços. Ele possuía uma natureza afetuosa, profundamente ligado à mãe, chorando por sua morte, e sendo depois confortado em seu amor por Rebeca. Seu espírito mediador pode ter contribuído para seu afeto expansivo. 
Ele era um homem que vivia em contato com DEUS. Embora não tenha as visitações dramáticas que foram concedidas ao seu pai, Abraão, Isaque obedeceu aos mandamentos de DEUS. O altar, a tenda e o poço simbolizavam os principais interesses de sua vida" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 990).


SUBSÍDIO DIDÁTICO top4
Professor, enfatize as características de Isaque e as lições de vida que aprendemos com Ele. Mostre aos alunos que Isaque demonstrou ser um filho obediente, um homem paciente e um marido cuidadoso. Observe algumas das lições que aprendemos com o filho da promessa, Isaque. Se desejar, leia para os alunos e discuta com eles cada lição: 
"*A paciência sempre produz recompensas;
*As promessas e os planos de DEUS são maiores que os das pessoas.
*DEUS sempre cumpre suas promessas! Ele permanece fiel embora nossa fé seja pequena.
*Exercer favoritismo certamente produz conflitos familiares" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 35).


PARA REFLETIR A respeito do livro de Gênesis:
O que representou Isaque para Abraão?
Representou o cumprimento da promessa divina. 
O que significou o Moriá para Isaque?
Significou a oportunidade de ter um encontro pessoal e fortemente experimental com o DEUS de seu pai.
Quais as principais qualidades de Rebeca?
Espiritualidade, gentileza, disposição e amor ao trabalho. 
O que fez Isaque em relação à esterilidade da esposa?
Ele orou e buscou a ajuda de DEUS.
Em que sentido Isaque foi profeta?
Ao impetrar a bênção sobre seus filhos.


CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 63, p. 42.


SUGESTÃO DE LEITURA - As Faces do Perdão, Uma Esposa para Isaque e Mulheres que Ouviram a Voz de DEUS


ABRAÃO - ÊXITOS E FRACASSOS DO AMIGO DE DEUS
4º TRIMESTRE DE 2002 - COMENTÁRIOS DE Pr. ELIENAI CABRAL - (CONSULTORIA DOUTRINÁRIA E TEOLÓGICA DE Pr.ANTÔNIO GILBERTO) 
Lição 12 - ISMAEL E ISAQUE - IRMÃOS EM CONFLITO - 22-12-02
TEXTO ÁUREO:
“Não são os filhos da carne que são filhos de DEUS, mas os filhos da promessa são contados como descendência” (Rm 9.8).


Gl 4.22 ABRAÃO TEVE DOIS FILHOS. Paulo emprega uma ilustração para demonstrar a diferença entre o antigo e o novo concerto. Agar representa o antigo concerto, firmado no monte Sinai (v. 25); os seus filhos vivem agora sob esse concerto e nascem segundo a carne (v.23), i.e., não têm o ESPÍRITO SANTO. Sara, a outra esposa de Abraão, representa o novo concerto; os seus filhos, i.e., os crentes em CRISTO, têm o ESPÍRITO e são verdadeiros filhos de DEUS. 
Filhos da carne: significa que nasceram da união física entre Abraão e Hagar, união essa, perfeitamente passível de gerar filhos, pois Hagar era mulher jovem (Geração natural).
Filhos da promessa: São os filhos que DEUS prometeu a Abraão que seriam gerados a partir de Sara, sua esposa, que não podia mais ter filhos e então seria necessário um milagre ou intervenção de DEUS para que viesse a ser gerado o filho da promessa, Isaque, de quem nasceria Esaú e Jacó, de Jacó os doze patriarcas e daí para frente a nação de Israel e daí o messias, JESUS CRISTO e deste os filhos de DEUS que são todos aqueles que o aceitam como senhor e salvador.


VERDADE PRÁTICA:
A fidelidade de DEUS é imutável e independente dos fracassos humanos.
Rm 11.29 Porque os dons e a vocação de DEUS são sem arrependimento.
Estas palavras se referem aos privilégios de Israel mencionados em 9.4,5 e 11.26. O contexto desta passagem tem a ver com Israel e os propósitos de DEUS para aquela nação e não aos dons espirituais ou à vocação ministerial relacionados com a obra do ESPÍRITO SANTO na igreja (cf. 12.6-8; 1 Co 12).


LEITURA DIÁRIA:
Segunda Gn 15.3A queixa de Abraão
3 Disse mais Abrão: Eis que me não tens dado semente, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro.
Sem filhos seria impossível que a promessa de DEUS se cumprisse, Abraão não podia crer que um DEUS tão poderoso deixaria que seu servo herdasse sua promessas; ele cria que DEUS poderia lhe dar um filho.
Terça Gn 15.4 DEUS promete um filho a Abraão
4 E eis que veio a palavra do SENHOR a ele, dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de ti será gerado, esse será o teu herdeiro.
Abrão, em resposta a essas palavras de consolo, relembrou a DEUS que não tinha filhos e, portanto, nenhum herdeiro (v. 2). Assim sendo, ele adotaria um dos seus servos para se tornar o seu herdeiro. DEUS rejeitou a idéia e prometeu a Abrão que este seria pai de um filho com sua esposa estéril, Sarai (cf. 11.30) e teria uma descendência inumerável. O fato incrível - e nisso está a grandeza de Abrão é que ele teve fé em DEUS. É essa fé em DEUS que lhe foi imputada por justiça.
Quarta Gn 16.1-4 A precipitação de Abraão
1 Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe gerava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar. 2 E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva; porventura, terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.3 Assim, tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.4 E ele entrou a Agar, e ela concebeu; e, vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.
16.2 O SENHOR ME TEM IMPEDIDO DE GERAR. Entre o povo da Mesopotâmia, o costume, quando a esposa era estéril, era deixar que a sua serva tivesse filhos com o esposo. Esses filhos eram considerados filhos legítimos daquela esposa. 
(1) Apesar de existir então esse costume, a tentativa de Abrão e Sarai de terem um filho através da união de Abrão com Agar não teve a aprovação de DEUS (2.24). 
(2) O NT fala do filho de Agar como sendo o produto do esforço humano segundo a carne, e não segundo o ESPÍRITO (Gl 4.29). Segundo a carne, equivale ao planejamento puramente carnal, humano, natural. Noutras palavras, nunca se deve tentar cumprir o propósito de DEUS usando métodos que não são segundo o ESPÍRITO, mas esperando com paciência no Senhor e orando com fervor.
O homem é sempre tendente a escolher o caminho mais curto e rápido na solução de seus problemas, mas DEUS sempre escolhe um caminho que necessite de fé para que o homem cresça em seu conhecimento.


Quinta Gn16.5-16 O nascimento de Ismael
5 Então, disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti. Minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela, agora, que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos. O SENHOR julgue entre mim e ti.6 E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face.7 E o Anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.8 E disse: Agar, serva de Sarai, de onde vens e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai, minha senhora.9 Então, lhe disse o Anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora e humilha-te debaixo de suas mãos.10 Disse-lhe mais o Anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua semente, que não será contada, por numerosa que será.11 Disse-lhe também o Anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e terás um filho, e chamarás o seu nome Ismael, porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição.12 E ele será homem bravo; e a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos.13 E ela chamou o nome do SENHOR, que com ela falava: Tu és DEUS da vista, porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?14 Por isso, se chama aquele poço de Laai-Roi; eis que está entre Cades e Berede.15 E Agar deu um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que tivera Agar, Ismael.16 E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu Ismael a Abrão.
A escrava estava se sentindo dona da situação, ela era a abençoada (tinha um filho de Abraão), sara teria que se submeter a seus caprichos para que Abraão não a deixasse; quão enganada estava Hagar, pois Abraão é além de tudo, um esposo que ama e respeita sua esposa, prova disso, lhe dá carta branca para agir segundo sua vontade.
16.7 O ANJO DO SENHOR. À medida que esta narrativa prossegue, torna-se claro que o anjo do Senhor é o próprio DEUS falando com Agar (v. 13; 18.1,22; Jz 6.12,14). 
Fugida de sua senhora: Apesar de se ter comportado mal perante sua senhora, Saraí não tinha culpa de ser escolhida pela própria Sara para gerar um filho de seu esposo Abraão.
O conselho é sempre a humilhação para posterior exaltação.
16.11 ISMAEL. O nome Ismael significa DEUS ouve e significa que DEUS viu o modo injusto de Abrão e Sarai tratarem Agar, e que também agiu a respeito disso. Aquele nome dado 
antecipadamente foi um julgamento sobre Abrão, e revela que DEUS abomina toda e qualquer injustiça entre os seus. Que DEUS castigará quem cometer injustiça contra os fiéis da igreja, não deixa dúvida o NT (ver Cl 3.25).
16.12 CONTRA TODOS. Ismael, juntamente com os seus descendentes, seria um povo aguerrido, forte e corajoso. Sua disposição para a luta poderia ser usada na peleja espiritual, em favor de DEUS ou contra DEUS. A escolha seria dele. 
Gn 21.17 DEUS OUVIU. DEUS sabia que era melhor que Agar e Ismael se separassem de Abraão. Nem por isso DEUS desamparou os dois, pois permaneceram na sua presença e sob seus cuidados (vv. 17-21). DEUS tinha um propósito para Ismael, paralelo ao seu propósito para com Isaque, a saber: que dele faria uma grande nação (v. 18).


Sexta Gn 17.1-8, 17-21; 18.10-14 DEUS renova suas promessas
Gn 17.1 Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão e disse-lhe: Eu sou o DEUS Todo-poderoso; anda em minha presença e sê perfeito.2 E porei o meu concerto entre mim e ti e te multiplicarei grandissimamente.3 Então, caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou DEUS com ele, dizendo: 4 Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações. 5 E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto.6 E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti. 7 E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por DEUS e à tua semente depois de ti.8 E te darei a ti e à tua semente depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão, 
17.1 IDADE DE NOVENTA E NOVE ANOS. Abrão agora estava com noventa e nove anos, e Sarai já há muito ultrapassara a idade de ter filhos. Mas, treze anos após o nascimento de Ismael e vinte e quatro anos depois da promessa original de DEUS, o Senhor apareceu a Abrão com uma mensagem e uma exigência. 
(1) DEUS se revelou como o DEUS Todo-Poderoso (hb. El Shaddai), significando que Ele era onipotente e que nada lhe era impossível. Como DEUS Todo-Poderoso, Ele podia cumprir suas promessas, quando na esfera natural tudo dizia ser impossível o seu cumprimento. Então, seria por um milagre que DEUS traria ao mundo o filho prometido a Abrão (vv. 15-19; 35.11; Is 13.6; Rm 4.19; Hb 11.12). 
(2) DEUS ordenou que Abrão andasse diante dEle e que fosse perfeito (i.e., totalmente dedicado ao cumprimento da sua vontade). Assim como a fé de Abrão foi necessária na efetuação do concerto com DEUS, assim também um esforço sincero para 
agradá-lo era agora necessário, para continuação das bênçãos de DEUS, segundo o concerto feito (22.16-18). A fé de Abrão tinha que estar unida à sua obediência - (Rm 1.5); senão ele estaria inabilitado para participar dos propósitos eternos de DEUS. Noutras palavras, as promessas e os milagres de DEUS somente serão realizados quando seu povo busca viver de maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado para Ele (5.24; 6.9; Dt 13.4; ver Mt 17.20).
17.2 O MEU CONCERTO. DEUS já tinha prometido, por concerto, que daria a Abrão a terra 
prometida (cap. 15); agora, Ele renova essa promessa, declarando que de Abrão descenderiam muitas nações e reis (v. 6), que o Senhor seria o DEUS dos seus descendentes, e que Sarai, a sua esposa, daria à luz um filho e seria mãe de nações e reis (vv. 15,16). Abrão e seus descendentes veriam o cumprimento do concerto à medida que se dedicassem a DEUS e às obrigações do concerto (vv. 9-14; ver 15.6).
17.5 NÃO... ABRÃO, MAS ABRAÃO. Abrão significa pai elevado ;Abraão significa pai de uma multidão (Ne 9.7; Rm 4.17). Na Bíblia, uma nova experiência com DEUS, muitas vezes, requeria um novo nome para a pessoa, simbolizando aquele novo relacionamento.
17.7 PARA TE SER A TI POR DEUS. A razão de ser e a realidade do concerto de DEUS com 
Abraão era DEUS ser o DEUS único de Abraão e dos seus descendentes (vv. 7,8). A promessa de DEUS de te ser a ti por DEUS é a promessa mais grandiosa das Escrituras. É a primeira promessa, a promessa fundamental, na qual se baseiam todas as demais promessas. Significa que DEUS assume o compromisso, sem reservas, com o seu povo fiel, para ser o seu DEUS, seu escudo e seu galardão (ver 15.1). Significa, também, que a graça de DEUS, seu perdão, promessas, proteção, orientação, bondade, ajuda e bênção são dados aos seus com amor (Jr 11.4; 24.7; 30.22; 32.38; Ez 11.20; 36.28; Zc 8.8). Todos os crentes herdam essa mesma promessa mediante sua fé em CRISTO (Gl 3.16).
17.8 PERPÉTUA POSSESSÃO. Abraão e seus descendentes físicos receberiam, pela promessa divina, a terra de Canaã (12.7; 13.15; 15.7,18-21). O concerto era perpétuo do ponto de vista de DEUS. Ele poderia ser violado somente pelos descendentes de Abraão (Is 24.5; Jr 31.32); assim sendo, a posse da terra dependia da condição da obediência a DEUS (v. 9; ver v. 1) 
Gn 17.21 O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara te dará neste tempo determinado, no ano seguinte.
O concerto que visa a promessa é o concerto de Abraão com DEUS, através do nascimento de Isaque e não com Ismael como querem os muçulmanos. 
Gn 18.10 E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara, tua mulher, terá um filho. E ouviu-o Sara à porta da tenda, que estava atrás dele.11 E eram Abraão e Sara já velhos e adiantados em idade; já a Sara havia cessado o costume das mulheres.12 Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?13 E disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Na verdade, gerarei eu ainda, havendo já envelhecido?14 Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho.
18.14 HAVERIA COISA ALGUMA DIFÍCIL AO SENHOR? DEUS quer que compreendamos que Ele tem poder para cumprir aquilo que Ele prometeu. JESUS realçou essa verdade quando disse: A DEUS tudo é possível (Mt 19.26)
21.5 NASCEU ISAQUE, SEU FILHO. Isaque, o filho da promessa, finalmente nasceu no lar de Abraão e Sara. Através de Isaque, DEUS continuaria seu concerto com Abraão (v. 12; 17.19). O cumprimento da promessa de DEUS a Abraão teve lugar depois de vinte e cinco anos (12.4). Bom é o Senhor para os que se atêm a ele (Lm 3.25); no tempo determinado por Ele, suas promessas fielmente se cumprem.


Sábado Gn 21.1-21 O nascimento de Isaque
1 E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha falado. 2 E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que DEUS lhe tinha dito. 3 E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque.4 E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como DEUS lhe tinha ordenado.5 E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.6 E disse Sara: DEUS me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.7 Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?8 E cresceu o menino e foi desmamado; então, Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.9 E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, que esta tinha dado a Abraão, zombava. 10 E disse a Abraão: Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque.11 E pareceu esta palavra mui má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.12 Porém DEUS disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua semente.13 Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua semente.O despedimento de Agar e Ismael 14 Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e tomou pão e um odre de água, e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela foi-se, andando errante no deserto de Berseba.15 E, consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores.16 E foi-se e assentou-se em frente, afastando-se a distância de um tiro de arco; porque dizia: Que não veja eu morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.17 E ouviu DEUS a voz do menino, e bradou o Anjo de DEUS a Agar desde os céus e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque DEUS ouviu a voz do rapaz desde o lugar onde está.18 Ergue-te, levanta o moço e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação.19 E abriu-lhe DEUS os olhos; e viu um poço de água, e foi-se, e encheu o odre de água, e deu de beber ao moço.20 E era DEUS com o moço, que cresceu, e habitou no deserto, e foi flecheiro.21 E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito.
21.5 NASCEU ISAQUE, SEU FILHO. Isaque, o filho da promessa, finalmente nasceu no lar de Abraão e Sara. Através de Isaque, DEUS continuaria seu concerto com Abraão (v. 12; 17.19). O cumprimento da promessa de DEUS a Abraão teve lugar depois de vinte e cinco anos (12.4). Bom é o Senhor para os que se atêm a ele (Lm 3.25); no tempo determinado por Ele, suas promessas fielmente se cumprem.
21.17 DEUS OUVIU. DEUS sabia que era melhor que Agar e Ismael se separassem de Abraão. Nem por isso DEUS desamparou os dois, pois permaneceram na sua presença e sob seus cuidados (vv. 17-21). DEUS tinha um propósito para Ismael, paralelo ao seu propósito para com Isaque, a saber: que dele faria uma grande nação (v. 18).


Leitura bíblica em classe:
Gn 21.1-13
1 E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha falado.2 E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que DEUS lhe tinha dito.3 E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque.4 E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como DEUS lhe tinha ordenado.5 E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.6 E disse Sara: DEUS me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.7 Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?8 E cresceu o menino e foi desmamado; então, Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.9 E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, que esta tinha dado a Abraão, zombava.10 E disse a Abraão: Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque.11 E pareceu esta palavra mui má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.12 Porém DEUS disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua semente.13 Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua semente.


Ponto de contato:
1- Contextualize a lição trazendo à memória de seus alunos os últimos acontecimentos no Oriente Médio. 
2- Ressalte como um conflito familiar mal resolvido pode causar transtornos para a vida inteira, atingindo pessoas que não tomaram parte nele.
1 Pe 1.22 Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração [amai-vos] ardentemente uns aos outros 
3- Destaque a importância do concerto quando ferirmos alguém e, do perdão, quando de alguma forma nos sentirmos atingidos.
Mt 6.14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; 15 se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.
Objetivos:
Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a: 
1- Explicar a razão do permanente conflito entre os descendentes de Isaque e Ismael.
2- Justificar o motivo pelo qual Israel não é destruído: a fidelidade de DEUS a Abraão.


INTRODUÇÃO
Um conflito entre irmãos tem influenciado gerações. Se os pais não educarem seus filhos dentro da palavra de DEUS, ensinando-os a se amarem, se respeitarem e se perdoarem mutuamente, nunca teremos sossego e nem harmonia dentro dos lares e consequentemente entre as nações. a história familiar de Abraão e seus filhos Ismael e Isaque provoca nos leitores mais assíduos da Bíblia, arrepios. São árabes (Descendentes de Ismael) e Judeus (Descendentes de Isaque), lutando por uma terra que de direito espiritual pertence a Isaque e de direito material, de possessão pela força, pertence a Ismael.
Gênesis caps.16 a 25.


I. OS DOIS FILHOS DE ABRAÃO 
1. Ismael (Gn 16.1-5,15, 16). Ler Gênesis 13.15,16; 15.18; 18.18; 22.17,18; 26.3,4; 28.3,4. 
Filho de Abraão com Agar (Escrava egípcia), filho da prostituição consentida por sua esposa Sara, que sem fé preferiu arriscar a desgraça de sua família ao invés de crer em DEUS e esperar com paciência pelas suas promessas. Abraão sendo tentado caiu no mesmo engodo de Satanás. 
Tg 1.13 Ninguém, sendo [tentado], diga: Sou [tentado] por DEUS; porque DEUS não pode ser [tentado] pelo mal e ele a ninguém tenta.14 Cada um, porém, é [tentado], quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência;
2. Isaque (Gn 18.9-14; 21.1-3). 
Aos cem anos de idade Abraão vê o milagre do nascimento de Isaque acontecer (Gn 17.19). Ler Gálatas 4.22-31. 
Filho de Abraão com Sara, filho da promessa.
Gn 17.19 E DEUS lhe respondeu: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe chamarás [Isaque]; com ele estabelecerei o meu pacto como pacto perpétuo para a sua descendência depois dele.
Gerado milagrosamente de uma mãe de 90 anos e um pai de 100 anos; esse é o cumprimento das promessas de DEUS a Abraão.
Gn 17.21 O meu pacto, porém, estabelecerei com [Isaque], que Sara te dará à luz neste tempo determinado, no ano vindouro.


II. O SURGIMENTO DO CONFLITO ENTRE OS DOIS IRMÃOS
O apressamento de Sara e Abraão pela resposta de DEUS quanto a um filho fê-los agir sem fé. Por isso, o filho de Agar é o filho da carne, e o filho de Sara é o filho da promessa (Gl 4.22-31).
1. O começo do conflito (Gn 16.4-6). 
Do ponto de vista da Bíblia, Ismael não é o filho da fé, e sim da incredulidade. 
O COMEÇO DO CONFLITO É ESPIRITUAL, POIS ISMAEL NASCEU DE UM ADULTÉRIO MASCARADO E PERMITIDO POR SARA QUE SEGUIU OS COSTUMES DOS POVOS AO INVÉS DE PERGUNTAR A DEUS QUAL SUA OPINIÃO. PARA SERMOS POVO DE DEUS TEMOS QUE SABER SUA VONTADE E NÃO O QUE DIZ A CARTILHA MUNDANA.
Do ponto de vista apenas humano o conflito teve início quando Sara se sentiu humilhada por sua escrava egípcia que a estava tratando como subalterna e não como patroa.
2. A razão do conflito (Gn 21.9-12). 
Esse texto bíblico não deixa dúvidas. A rivalidade entre os dois povos nunca foi totalmente amenizada. 
A PRINCIPAL RAZÃO PARA O CONFLITO É ESPIRITUAL, POIS SATANÁS SABENDO DA PROMESSA DE DEUS TENTOU POR TODOS OS MEIOS FAZER COM QUE ISMAEL FICASSE EM POSIÇÃO SUPERIOR À DE ISAQUE PARA QUE AS PROMESSAS DE DEUS NÃO SE CUMPRISSEM CABALMENTE E ASSIM DEUS FOSSE PROCLAMADO MAL SUCEDIDO.
Do ponto de vista apenas humano a razão do conflito era o tratamento de Ismael ao seu irmão menor, humilhando-o perante os outros. aO perigo da herança estava em jogo também, pois o costume do povo era que o filho primogênito (mais velho), ficasse com metade da herança de seu pai quando o mesmo morresse ou ficasse muito velho para administrá-la, não se baseava ainda na lei, pois a mesma ainda não havia sido dada.


III. A JUSTIÇA IMPARCIAL DE DEUS 
A despeito de todo bom-senso que Abraão sempre demonstrou em várias situações de conflito, não foi assim com Agar e seu filho. 
1. DEUS não abandonou Ismael no deserto (Gn 21.14, 15). 
Agar e seu filho Ismael tomaram o caminho do deserto sem saber para onde ir, mas diz a Bíblia que ela tomou o caminho do deserto de Berseba.
Creio que DEUS ouviu a oração de seu servo Abraão novamente. No meu entender Abraão intercedeu por seu filho que seguiu em direção ao deserto com Agar sua mãe; então a benção de DEUS veio sobre Ismael e os olhos de Agar se abriram para ver o que não havia visto ainda, um poço bem pertinho; é assim mesmo, às vezes nossa bênção está tão próxima e não a vemos, só precisamos de abrir nossos olhos espirituais para tomar posse das bênçãos que DEUS já nos tem dado, mas as mesmas só são nossas pela fé.
2. DEUS fez da semente de Ismael uma grande nação. 
Diz a Bíblia que Ismael cresceu no deserto, tornou-se arqueiro. (Gn 16.12; Jó 39.5-8). 
A nação Árabe que são o resultado da bênção de DEUS sobre Ismael é hoje um povo imenso e muito rico que tem influenciado todas as nações do mundo com sua religião (Islamismo = 2º maior religião do planeta), sua cultura e sua extraordinária capacidade empresarial. Também o petróleo dos Árabes tem alimentado os veículos e fábricas em todo o mundo, petróleo esse que tem sido motivo de cobiça por parte principalmente dos Estado Unidos.
3. A injustiça humana não anula a justiça divina. 
Aprendemos na Bíblia que a justiça divina tem sua base na misericórdia. 
Embora nos pareça injusta a atitude de Sara e de Abraão em expulsar Agar e Ismael, devemos lembrar de que DEUS sendo consultado por Abraão disse que esta era a medida correta a ser tomada. DEUS já tinha um plano para Ismael e esse plano não o incluía na promessa dada a Abraão, portanto DEUS abençoou a Ismael porque não pode ser injusto e nem mal, mas é misericordioso e bondoso para com todos.


IV. O CONFLITO NÃO RESOLVIDO HOJE
1. A realidade desse conflito hoje. 
Os descendentes de Ismael reivindicam não só o direito de posse daquela terra que o Senhor deu aos descendentes de Isaque, mas também a origem abraãmica de seu pai, Ismael.


História: A Origem dos Conflitos
O conflito entre árabes e judeus tem origem muito remota. Analisando a Bíblia encontramos a história de Abraão, que obedecendo o comando de DEUS, deixou a Mesopotâmia e estabeleceu-se em Canaã - passando assim a ser a Terra Prometida dos judeus. Abraão teve vários filhos entre eles, Isaac e Ismael, dos quais descendem respectivamente os judeus e os árabes. Jacó, neto de Abraão e filho de Isaac, e os filhos deste, mudaram-se para o Egito onde foram escravos durante 400 anos, até retornarem a Canaã. Visando recuperar a Terra Prometida, Moisés, líder dos judeus libertou-os do escravismo do Egito fazendo uma peregrinação de 40 anos pelo deserto, durante a qual formaram o seu caráter de povo livre. Concretizando seu ideal, o povo judeu estabeleceu-se às margens do Rio Jordão, na antiga Palestina, onde mais tarde resolveram expandir suas fronteiras, durante o reinado de Salomão, que consolidou a Monarquia Judaica.
O império passou a se estender do Egito a Mesopotâmia. Em seguida, dividiu-se em dois pequenos reinos, que logo foram dominados pelos Babilônios que expulsaram os judeus deste território. Os Babilônios foram dominados pelos Persas, estes pelos gregos e, estes últimos, pelos Romanos.
Antes do início da disputa por Canaã, judeus e árabes viviam em harmonia, por muitas vezes sofreram os mesmos destinos, contra inimigos comuns.
No século XIX, a maioria dos judeus concentrava-se no Leste Europeu. Nesta época, conseguiram muitas vitórias, desenvolveram idéias sionistas (de Sion, colina da antiga Jerusalém e que deu início ao movimento para a construção de uma nação judaica), dedicavam-se ao comércio e ao empréstimo de dinheiro a juros.
O jornalista judeu Theodor Herzl, em 1896, criou o movimento sionista, cujo objetivo era estabelecer um lar judeu na Palestina. O povo, então, deu início à colonização do país e, em 1897, fundou a Organização Sionista Mundial.
Depois da 1ª Guerra Mundial, os países europeus, de olho no petróleo e na posição estratégica da região, passaram a dominar a área. Em 1918, a Inglaterra ficou responsável pela Palestina. Um ano antes, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Lord Balfour, apoiou a fundação de uma pátria nacional judaica na Palestina. Isto aconteceu ao mesmo tempo em que os ingleses haviam prometido aos árabes a independência em troca de apoio para ajudar a expulsar os turcos da região.
Com a Revolução Industrial e o desenvolvimento das burguesias européias, os judeus acabaram sendo responsabilizados pelo alto índice de desemprego e pela concorrência com as classes dominantes. Com isso, nos países em que viviam, os judeus foram confinados a guetos, sofreram várias perseguições e massacres. O resultado destes fatos acarretou ainda mais a migração para a Europa Ocidental e Palestina.
Esta volta para a Palestina ocorreu através da criação de Kibutz (fazendas coletivas) e cidades; além de lançar a luta pela independência política; neste período, começaram os choques entre judeus e árabes, que assistiam aos judeus conquistarem significativa parte das terras boas para o cultivo, fatos que desencadearam os conflitos entre árabes e judeus.
Os judeus criaram um exército clandestino (Haganah) para proteger suas terras e, à medida que crescia a emigração judaica para a Palestina, aumentavam os conflitos. Durante a 2ª Guerra Mundial - em função da perseguição alemã -, a emigração judaica para a região aumentou vertiginosamente e a tensão chegou a níveis insuportáveis: os britânicos, na época, tomaram partido dos Aliados e os árabes, do Eixo.
Em 1936, quando os judeus já constituíam 34% da população na Palestina, estourou a primeira revolta árabe. Bases e instalações inglesas foram atacadas e judeus foram assassinados. A Inglaterra esmagou a rebelião e armou 14 mil colonos judeus para que pudessem defender suas colônias.
Pouco tempo depois, a Grã-Bretanha tentou controlar a emigração judaica para a área e, desta vez, os judeus atacaram os ingleses. Em 1946, o quartel-general dos britânicos foi dinamitado e 91 pessoas morreram.
Apesar destes ataques, os judeus conseguiram apoio internacional devido ao Holocausto, que exterminou mais de 6 milhões de judeus. Desde então, os Estados Unidos passaram a pressionar a Inglaterra para liberar a imigração judaica para a Palestina.
Em 1948, os ingleses deixaram a administração da região para a Organização das Nações Unidas que, sob o comando do presidente norte-americano Harry Truman, determinou a divisão da Palestina em duas metades. Os palestinos, que somavam 1.300.00 habitantes, ficaram com 11.500 km2 e os judeus, que eram 700.000, ficaram com um território maior (14.500 km2), apesar de serem em número menor.
Os judeus transformaram suas terras áridas em produtivas, já que era uma sociedade moderna e ligada ao Ocidente, aumentando ainda mais as diferenças econômicas entre judeus e árabes, que sempre tiveram uma filosofia fundamentalista e totalmente contrária ao Ocidente.
Neste mesmo ano, o líder sionista David Bem Gurion proclamou a criação do Estado de Israel. Os palestinos reagiram atacando Jerusalém que, segundo a ONU, deveria ser uma área livre.
Desde então, o Oriente Médio se tornou palco de conflitos entre israelenses e palestinos. O motivo da guerra está muito além das diferenças religiosas, passa pelo controle de fronteiras, de terras e pelo domínio de regiões petrolíferas.
Veja mais em http://www.vol.eti.br/geo/curiosidades/israel_palestina.asp


Origem dos povos:
Palestina: corresponde à Judéia e à Canaã do mundo antigo. Os romanos se referiam à Síria Palestina, que era a terra dos filisteus (philistinos).
Israel: em hebraico a palavra Israel significa “Vencedor de DEUS”, de isra (venceu) e el (DEUS). Em 1948, foi instituído o Medinat Israel (Estado de Israel). Lembre-se que as palavras Judeus e Hebreus são sinônimos.


OS HERDEIROS
O nome da legítima mulher de Abraão era Sara. Foi dela que ele obteve tardiamente um filho, cujo nome era Isaac. Este é o filho da promessa, o legítimo herdeiro dos vínculos sagrados existentes entre DEUS e o seu povo Israel. O DEUS que tudo criou em seis dias e descansou no sétimo, o proprietário deste planeta originalmente informe e vazio, o DEUS e Senhor de todo o Universo, fez promessas sob o concerto estabelecido com Abraão, respeitantes à possessão de um território bem demarcado. E essas promessas de carácter eterno seriam extensivas à posteridade do patriarca Abraão. Antes de Isaac ser concebido, Sara entendeu, porque era estéril, que o seu marido deveria gerar um filho através de sua escrava Agar. É assim que nasce Ismael, o primeiro filho de Abraão. Embora para ele DEUS não tivesse reservado nem intenções nem promessas, é-lhe dada em possessão também uma área geográfica demarcada e um destino divinamente estabelecido. Depois da morte de Sara, Abraão volta a casar. Desta vez com Ketura. Com Quase 140 anos o velho patriarca ainda gera desta mulher 6 filhos: Zamrã, Jocsã, Madã, Madiã, Jesboc e Suá. Também para estes DEUS reserva um destino e um lugar na Terra. YAHWEH - o DEUS de Abraão, Isaac e Jacó - o criador e proprietário deste planeta onde habitamos - é quem estabelece e determina o destino dos homens e dos povos. É Ele pois a única entidade que nos pode esclarecer na nossa pesquisa das origens, História e futuro de todos os povos e nações. Na Sagrada Escritura é possível encontrar todos esses planos, História e ditames divinos.


AS HERANÇAS
Desde o grande rio Egipto (entenda-se Nilo) até ao grande rio Eufrates - esta é a possessão total da semente de Abraão.
"Naquele mesmo dia, fez o Senhor um concerto com Abraão dizendo: à tua semente, tenho dado esta terra, desde o rio Egipto até ao grande rio Eufrates;" Génesis 15.18
Isto quer dizer que todos os oito filhos que procederam do patriarca têm direito, por mandato divino, a toda esta extensão territorial - desde o Egipto, costas do Mediterrâneo, até à Assíria, terminando a oriente nas margens do grande rio que desagua no Golfo Pérsico. O território dos filhos de Cam, netos de Noé - os heteus ou hititas, os amorreus, todos os cananeus nas suas tribos, os jebuseus e filisteus - concedeu DEUS aos descendentes de Abraão.
"E o queneu, e o queneseu, e o cadmoneu, e o heteo, e o pereseu, e os refains, e o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu." Génesis 15.19-21
Existe porém uma distinção entre a promessa relativa a Isaac e as promessas feitas em relação a Ismael e aos 6 filhos de Ketura:
"E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação. O meu concerto porém, estabelecerei com Isaac, o qual Sara te dará, neste tempo determinado, no ano seguinte."
"E Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Ketura; e gerou-lhe Zimran, e Jocsan, e Medan, e Midian, e Jisbac, e Sua. E Jocsan gerou Seba e Dedan: e os filhos de Dedan foram Assurim, e Letusim e Leumim. E os filhos de Midian foram Efa, e Efer, e Henoch, e Abida, e Elda: estes todos foram filhos de Ketura. Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaac; mas aos filhos das concubinas que Abraão tinha, deu Abraão presentes, e, vivendo ele ainda, despediu-os do seu filho Isaac, ao oriente, para a terra oriental." Génesis 17.20-21 / 25.1-6
Pelo testemunho bíblico podemos depreender que Isaac permaneceu no lugar em que Abraão habitava, isto é, Hebrom, a ocidente do Jordão; enquanto que aos outros filhos foi dada ordem de se estenderem para oriente. Até nos é possível saber qual a área territorial atribuída aos doze filhos de Ismael: O norte da península arábica, envolvendo o deserto a oriente do Egipto até ao sul da Assíria.
"Estas, porém, são as gerações de Ismael, filho de Abraão, que a serva de Sara, Agar, egípcia, deu a Abraão. E estes são os nomes dos filhos de Ismael pelos seus nomes, segundo as suas gerações: o primogénito de Ismael era Nebajoth, depois Quedar, e Abdeel, e Mibsam, e Misma, e Duma, e Massa, Hadar, e Tema, Jetur, Nafis, e Quedma. Estes são os filhos de Ismael, e estes são os seus nomes, pelas suas vilas e pelos seus castelos: doze príncipes segundo as suas famílias. Estes são os anos da vida de Ismael, cento e trinta e sete anos; e ele expirou, e morreu, e foi congregado ao seu povo. E habitaram desde Havila até Sur, que está em frente do Egipto, indo para Assur; e fez o seu assento diante da face de todos os seus irmãos." Génesis 25.12-18
Entretanto o juramento feito a Abraão é reiterado mais tarde a Isaac, envolvendo o território de Gaza, onde se situam as cidades por ele edificadas no vale do rio Gerar.
"E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão: por isso, foi-se Isaac a Abimelech, rei dos filisteus, em Gerar. E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egipto; habita na terra que eu te disser: peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua semente darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai, e multiplicarei a tua semente, como as estrelas dos céus, e darei à tua semente todas estas terras; e em tua semente serão benditas todas as nações da terra; porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis. Assim, habitou Isaac em Gerar." Génesis 26.1-6
Assim temos, embora com algumas misturas e entrosamentos tribais, a demarcação geográfica das possessões de Israelitas, Ismaelitas e árabes, com o respectivo povoamento das diversas regiões. Em linhas gerais temos: no norte da Palestina, a ocidente do Jordão, acompanhando todo o litoral do Mediterrâneo, a nação de Israel, neto de Abraão, filho de Isaac. A sul, desde o Nilo até ao Golfo Pérsico, também correctamente chamado Golfo Arábico, estende-se o território concedido aos Ismaelitas. Toda a península arábica, desde Sabá (o actual Iémen) ao sul, até Madiã, ao norte, na parte oriental do Sinai, pertence por direito aos árabes, isto é, aos descendentes de Abraão e Ketura.


A CADA UM O SEU DIREITO
A expansão do povo ismaelita e árabe e a fusão destes com os persas, vindos do sul da Rússia - os indo-europeus -sem contar com a mistura entre islamitas e judeus, derivada dos colonialismos e hegemonias europeias no Médio-Oriente, faz com que hoje se confundam árabes com ismaelitas, e que se perca a noção dos direitos de cada um destes povos, nomeadamente dos israelitas. Se nos munirmos de um mapa poderemos perceber melhor a distribuição geográfica de cada um deles e os seus direitos territoriais. Se houvesse entre eles um verdadeiro sentido de fraternidade, todos os conflitos entre árabes e judeus se resolveriam e estes povos poderiam viver como no paraíso. Se cada um respeitasse o direito dos outros, poderiam viver como uma família, em paz e prosperidade. Mas não é isso que acontece. Hoje, palestinianos reclamam os seus direitos à terra e à autonomia. Os israelitas endurecem em intransigência. As facções árabes - shiitas e sunitas - combatem-se, lutam entre si, fazem e desfazem alianças. O Líbano, devastado pela guerra mais fratricida de que há memória, é o campo de batalha entre Israel e o mundo árabe e das facções árabes que se degladiam entre si. De todas estas facções destacam-se:
1. O movimento shiita Amal, liderado por Nabih Berri, que vai mantendo boas relações com a Síria.
2. O Partido Socialista Progressista, fundado por Jumblatt e constituído pelo clã Druzo - uma seita minoritária libanesa.
3. O Movimento Hezbollah (Partido de DEUS) fundamentalista, pró-iraniano, grande rival do movimento Amal.
4. Os cristãos maronitas, outrora maioritários, mas actualmente ultrapassados pela maioria muçulmana.
5. A Organização de libertação da Palestina (OLP) que pretendeu utilizar o Líbano para ataques de guerrilha contra Israel. Entrou em conflito com Damasco, por se entrepor nos planos de Hafez el Assad em relação à invasão de Israel.
6. O Partido comunista libanês, fundado nos anos 20.
7. O Partido Sírio Nacional Social, que tem como objectivo a união com a Síria.
Se Abraão voltasse à vida, veria com tristeza os seus filhos a aniquilarem-se entre si, inspirados por um ódio demoníaco e irracional. Com a proclamação do Estado de Israel a 15 de Maio de 1948 reacendem-se lutas antigas e estabelecem-se oficialmente inimizades que se vão a pouco e pouco avolumando, ao ponto de hoje depararmos com um conflito generalizado naquela região. A disputa de fronteiras que já vem desde 1967 tem mantido judeus e palestinianos num estado constante de guerra entremeado por negociações violentas. O Iraque não é mais do que, juntamente com a Síria, o remanescente do antigo império Assírio. Damasco é hoje ainda a capital desse antigo e florescente reino. É aí mesmo que podemos situar o reduto dos principais inimigos de Israel; e é daí também que saem as ameaças abertas ou veladas contra o povo escolhido de DEUS.
"Hafez Assad continua a recusar aceitar a presença de um Estado judaico no Médio-Oriente. Desde 1967 tem repetidamente jurado libertar os Golã, perdidos na guerra dos 6 dias, logo que a Síria alcance uma paridade estratégica com Israel. O sonho de Assad é uma grande Síria, integrando o Líbano, a Jordânia, a Palestina e até o Iraque." (in Sábado. 3 Dez 1988)
Enquanto esta mentalidade nacionalista megalómana perdurar, será difícil os filho de Abraão estabelecerem laços duradouros de paz e fraternidade. A intenção de DEUS em relação a todos eles é só uma - a de que vivam como irmãos, em tranquilidade, harmonia e segurança - uma benção no meio da Terra. Será isto possível ? É o que veremos em próxima abordagem do tema. Manuel José dos Santos
2. A contenção do conflito. 
Por causa do pecado dos filhos de Israel, a dispersão do povo foi inevitável. (Os 3.4,5; Ez 37.1-28).
Ez 37.1-14 A MÃO DO SENHOR... OSSOS. Por meio do ESPÍRITO SANTO, Ezequiel vê numa visão um vale cheio de ossos secos. Os ossos representam toda a casa de Israel (v. 11), i.e., tanto Israel como Judá, no exílio, cuja esperança pereceu na dispersão entre os pagãos. DEUS mandou Ezequiel profetizar para os ossos (vv. 4-6). Os ossos, então, reviveram em duas etapas: 
(1) uma restauração nacional, ligada à terra (vv. 7,8), e 
(2) uma restauração espiritual, ligada a fé (vv. 9,10). Esta visão objetivou garantir aos exilados a sua restauração pelo poder de DEUS e o restabelecimento como nação na terra prometida, apesar das circunstâncias críticas de então (vv. 11-14). Não há menção da duração do tempo entre essas duas etapas. (Não sabemos quando vai se iniciar o milênio antes de experimentarmos o arrebatamento da Igreja e da Grande tribulação vir sobre os habitantes da terra)
3. Disputa de primazia entre irmãos. 
O filho da promessa, de quem descende JESUS CRISTO, o Salvador do mundo, é o que foi gerado por Sara, não por Agar. (Jo 3.6). 
Fiel cumprimento de uma Aliança ratificada por DEUS com Abraão e sua descendência até que viesse o seu descendente, que é CRISTO.
Gl 3.16 Ora, a Abraão e a seu [descendente] foram feitas as promessas; não diz: E a seus [descendente]s, como falando de muitos, mas como de um só: E a teu [descendente], que é CRISTO.
Gl 3.19 Logo, para que é a lei? Foi acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o [descendente] a quem a promessa tinha sido feita; e foi ordenada por meio de anjos, pela mão de um mediador.


CONCLUSÃO
A grande lição que aprendemos é que em CRISTO não há acepção de pessoas, de raça, de língua ou cor, mas todos são um só em CRISTO JESUS. 
Orientação didática:
Divida a classe em grupos de 2 a 4 alunos. Logo após, escreva no quadro-de-giz uma pergunta ou proposição para os grupos discutirem por 10 minutos. Cada grupo poderá nomear um coordenador ou relator, se assim o desejar. Terminado o tempo estipulado, os grupos serão desfeitos e os relatores apresentarão suas conclusões que poderão ser resumidas na lousa. Esta atividade poderá terminar com uma discussão em plenário. Cada grupo poderá também resumir suas conclusões em uma folha de papel. Ao apresentarem suas conclusões a folha poderá ser exposta numa parede da sala. Isto facilitará a posterior aprovação das inclusões dos vários grupos e a identificação dos pontos comuns.Questão para discussão: Por que árabes e judeus brigam pelo mesmo naco de terra?


Auxílios Suplementares:
Subsídio Teológico - “Originalmente, os ismaelitas eram uma tribo de beduínos que vagueavam pelo deserto, incluindo a parte sul da Palestina (Gn 25.18). Eles estavam ligados aos hagarenos (Sl 83.6) e tinham conexões raciais com eles. Os críticos supõem que esses povos tiraram vantagem da história à nossa frente para assim obterem uma alegada descendência de Abraão. Mas não há motivos para duvidar da veracidade do relato. Maomé dizia-se descendente direto de Ismael, mas não sabemos a qualidade de suas informações quanto a esse particular. Por outra parte, ele era seu filho espiritual, pois, de maneira enfática, encabeçou a oposição a Israel, mediante sua nova religião. Mas em algum ponto do futuro há uma unidade a ser conseguida (Ef 1.9,10) apesar de tudo ainda estar distante. Nesse ínterim, os homens continuam a dividir-se em campos opostos e conflitantes. Não existe ódio que se compare ao ódio religioso, pelo que, onde houver fé religiosa, ali os conflitos mostram-se mais amargos. E os homens sempre acusam DEUS por causa do ódio em seu coração. Se alguém falar em amor, será questionada, pelos radicais, a qualidade da fé desse alguém. Matanças e revides ocorrem em nome de DEUS, e os discípulos dos grandes matadores vêem tudo com olhar de aprovação.” (O Antigo Testamento Interpretado, CPAD, vol.1, pág.124) Leia mais na Revista Ensinador Cristão, CPAD, nº 12, pág. 42


Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br - www.escoladominical.net - www.gospelbook.net - www.portalebd.org.br/
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm
Dicionário Vine antigo e novo testamentos - CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea - CPAD
GÊNESIS - Introdução e Comentário - REV. DEREK KIDNER, M. A. - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21486, São Paulo - SP, 04602-970
Gênesis a Deuteronômio - Comentário Bíblico Beacon - CPAD - O Livro de Gênesis - George Herbert Livingston, B.D., Ph.D.
Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral
Gênesis - Comentário Adam Clarke
Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral
Revista CPAD - Lições Bíblicas 1942 - 1º trimestre de 1942 - A Mensagem do Livro de Gênesis - LIÇÃO 2 - 11/01/1942 – A CRIAÇÃO DO HOMEM - Adalberto Arraes 
Estudo no livro de Gênesis - Antônio Neves de Mesquita - Editora: JUERP
ABRAÃO - ÊXITOS E FRACASSOS DO AMIGO DE DEUS - 4º TRIMESTRE DE 2002 - COMENTÁRIOS DE Pr. ELIENAI CABRAL


Fonte: http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao12-ctc-4tr15-isaque-o-sorriso-de-uma-promessa.htm Acesso em 13 dez. 2015

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

6 Reflexão - Olhai, vigiai e orai



Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo. (Marcos 13:33)

Ciente da iminência da sua vinda (o Arrebatamento e a Parousia), o Senhor Jesus deu alguns mandamentos à sua amada Igreja, entre os quais se destacam três: olhai, vigiai e orai.

Jesus e os apóstolos nunca ordenaram ao cristão que vivesse de forma frenética, como se, pelo fato de Ele vir agora, tivéssemos que abandonar tudo para aguardar a volta do Amado. Tampouco nos mandaram viver como se Cristo nunca fosse voltar para arrebatar a Sua Igreja.

A ordem do Mestre foi clara: "Eu voltarei e vos levareis para mim mesmo" (João 14:3). No entanto, como daquele dia e hora somente o Pai sabe, devemos viver de forma exemplar, correta e honesta, como se Ele estivesse prestes a nos buscar. Em outras palavras, Jesus diz:

  • Olhai: Devemos olhar somente para Ele, o autor e consumador da nossa fé, pois somente n’Ele e por Ele podemos encontrar forças e perfeição para continuar. Se olharmos para o homem, encontraremos defeitos e falhas; mas, se olharmos para Jesus, nossa vida será preenchida de bondade, santidade e ótimos exemplos. Você pode encontrar erros no seu pastor, no pregador ou no professor da Escola Dominical; mas, se puder me mostrar uma única falha em Jesus, eu diria que você tem razão ao deixar o Evangelho.

  • Vigiai: O segundo mandamento que o Senhor Jesus dá àqueles que aguardam a Sua vinda é este: VIGIAI.
    • Devemos vigiar nossas palavras, pois daremos conta delas.
    • Devemos vigiar nossos olhares, pois Deus sabe tudo o que vemos.
    • Devemos vigiar onde colocamos as mãos, pois "melhor é entrar no céu maneta do que no inferno com as duas mãos".

  • Orai: Por último, Jesus nos manda orar. A oração é a chave da vitória; ela é a respiração da alma. Pouca oração, pouco poder; muita oração, muito poder; nenhuma oração, nenhum poder. A vitamina que nos sustenta enquanto aguardamos a vinda do Rei é a ORAÇÃO.

João Augusto de Oliveira


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

0 Existem alguns erros na Bíblia?




Bíblia não pode errar, pois é a Palavra de Deus. E Deus não pode errar. Isto não significa que não existam dificuldades na Bíblia. Porém estas dificuldades não se devem à perfeita revelação de Deus, mas à nossa imperfeita compreensão. A história dos críticos da Bíblia revela que esta não contém erros, mas sim, os críticos. A maioria dos problemas recai sobre uma das seguintes categorias:

1. – Supor que o Não Explicado é Inexplicável - Quando um cientista encontra uma anomalia na natureza, ele não desiste da exploração científica. Em vez disso, o que é não explicado fomenta mais estudo. Antes, os cientistas não conseguiam explicar os meteoros, eclipses, tornados, furacões e terremotos. E até recentemente, eles não conseguiam explicar como uma abelha consegue voar. Todos estes assuntos têm guardado, pacientemente, os seus segredos. Os cientistas não sabem como a vida pode se desenvolver nos ventos quentes e nas profundezas do mar. Mas, nenhum deles se atira de uma torre, gritando: “Um absurdo!”. Do mesmo modo o verdadeiro estudioso da Bíblia aproxima-se dela com a mesma pressuposição de que ela tem respostas para o não explicado.

Certa vez, os críticos propuseram que Moisés não poderia ter escrito os cinco primeiros livros da Bíblia (o Pentateuco), porque a cultura dos tempos de Moisés era de antes da invenção da escrita. Hoje, eles sabem que a escrita já existia milhares de anos antes de Moisés. Os críticos também acreditavam que as referências bíblicas sobre o povo hitita eram totalmente fictícias, pois um povo com aquele nome jamais havia existido. Agora, a biblioteca nacional dos hititas foi descoberta na Turquia. Então, temos motivos para crer que outros fenômenos não explicados contidos na Escritura, terão, também, uma explicação.

2. – Pressupor que a Bíblia é culpada de erros, antes que ela comprove ser inocente – Muitos críticos pressupõem que a Bíblia contém erros, até que seja provado o contrário. Contudo, como um cidadão americano, que é acusado por um crime, tem direito à defesa, à Bíblia deveria ser dada pelo menos a mesma credibilidade de que ela é correta, do mesmo modo como esta é dada a outras literaturas que eles afirmam ser não ficção. Esta é a maneira de nos achegarmos todas as comunicações humanas. Se não o fizéssemos, a vida não seria possível. Se supuséssemos que os sinais de tráfego nas estradas não são corretos, provavelmente iríamos morrer, antes de comprovar que eles são corretos. Se admitíssemos que os alimentos são mal rotulados, iríamos desistir de comprar todas as garrafas e os pacotes que se vendem no mercado. Do mesmo modo, a Bíblia, como qualquer outro livro, deveria ser considerada como nos contando, exatamente, o que os autores disseram, experimentaram e ouviram. Contudo, os críticos negativos partem, exatamente, de uma pressuposição de que a Bíblia contém erros.

3. – Confundir nossas falíveis interpretações com a infalível revelação de Deus – Jesus disse que “A Escritura não pode ser anulada”. (João 10:35). Sendo um livro infalível, a Bíblia é, também, irrevogável. Jesus declarou: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido”.  (Mateus 5:18) … “E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei.”(Lucas 16:17). As Escrituras têm também a autoridade final, como a última palavra em todos os discursos. Jesus usou a Bíblia para resistir ao tentador (Mateus 4:4; 7:10); para resolver disputas doutrinárias (Mateus 21:42) e para vindicar a Sua autoridade (Mateus 11:17). Algumas vezes, o ensino da Bíblia se apóia em algum pequeno detalhe histórico (Hebreus 7:13-17); ou sobre uma diferença entre o singular e o plural (Gálatas 3:16). Mas, conquanto a Bíblia seja infalível, as interpretações humanas são falíveis. Conquanto a Palavra de Deus seja perfeita (Salmo 19:7), enquanto existirem seres humanos imperfeitos, haverá errôneas interpretações da Palavra de Deus e falsas visões sobre o seu mundo. Daí por que não deveríamos ter pressa em supor que uma atual suposição predominante na ciência seja a palavra final. Algumas das irrefutáveis leis do passado são hoje consideradas pelos cientistas como erro.
Desse modo, as contradições entre as opiniões popularizadas na Ciência e as interpretações da Bíblia amplamente aceitas podem ser esperadas. Mas, tudo isso falha em comprovar que a Bíblia tenha contradições.

4. – Falhar em estudar o contexto – O erro mais comum nas interpretações da Bíblia, inclusive de certos críticos eruditos, é ler o texto fora do devido contexto. Como diz o provérbio popular: “Um texto fora do contexto é um pretexto”. Ninguém pode comprovar erro algum na Bíblia, usando este errôneo procedimento. A Bíblia diz: “Não há Deus”(Salmo 14:1). Ora, o contexto é: “Diz o insensato, não há Deus.” Alguém pode afirmar que Jesus nos admoestou a não resistir ao mal (Mateus 5:39). Mas, o contexto anterior, no qual Ele faz esta declaração não deve ser ignorado. Muitos lêem a declaração de Jesus, para darmos a quem nos pedir algo. Mas seria bom entregar uma arma letal a uma criança que no-la pedisse? A falha em determinar a legítima significação da passagem, conforme o contexto, tem sido o motivo principal dos que encontram erros na Bíblia.

5. – Falha em interpretar o que é difícil pelo que é claro - Algumas passagens são difíceis de ser entendidas, ou parecem contradizer outras passagens da Escritura. Por exemplo, Tiago parece estar dizendo que a salvação é pelas obras.(Tiago 2:14-26); enquanto Paulo ensina que a salvação é pela graça, conforme Efésios 2:8-9: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. Mas o contexto revela que Paulo trata da justiça diante de Deus (somente através da fé), enquanto Tiago está falando sobre a justiça diante dos homens (que vêem somente o que fazemos). Mas, Tiago e Paulo falam ambos do fruto que sempre acontece na vida de quem ama realmente a Deus.

6. – Esquecer as características humanas da Bíblia - Com exceção de algumas poucas passagens – como os 10 Mandamentos, que foram escritos pelo dedo de Deus(Êxodo 31:18) – a Bíblia não foi verbalmente ditada. Seus autores não eram secretários do Espírito Santo. Houve escritores humanos que empregaram os seus próprios estilos literários e suas idiossincrasias. Suas fontes eram tão humanas como o seu material (Josué 10:13; Atos 17:28; 1 Coríntios 15:33; Tito 1:12). A verdade é que cada livro da Bíblia tem um escritor humano – 40 deles – e ela também apresenta diferentes estilos humanos. Seus autores escreveram do ponto de vista do que observaram, como, por exemplo, sobre o nascer e o pôr do sol (Josué 1:15). Eles também revelaram modelos de pensamento humano, inclusive lapsos de memória (1 Coríntios 1:14-16), bem como emoções humanas (Gálatas 1:14). A Bíblia revela específicos interesses humanos. Oséias tem um interesse rural; Lucas, um interesse médico e Tiago, pela natureza humana. Como Cristo, a Bíblia é totalmente humana, mesmo não contendo erro algum. Esquecer a humanidade da Escritura pode fazer com que se impugne a sua integridade, quando se espera um nível de expressão mais elevado do que o normal, em um documento humano. Isto se torna mais óbvio, quando lidamos com os erros apontados pelos seus críticos.

7. – Supor que um registro parcial é um falso registro - Muitas vezes os críticos se apressam em concluir que um registro parcial é falso. Contudo, não é assim. Se o fosse, a maior parte do que tem sido dito seria falso, visto como o tempo e o espaço raramente permitem um registro absolutamente completo. Por exemplo, a famosa confissão de Pedro, nos Evangelhos:
“E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” (Mt 16:16)
“E ele lhes disse: Mas vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, lhe disse: Tu és o Cristo.” (Mc 8:29)
“E disse-lhes: E vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, disse: O Cristo de Deus.” (Lc 9:20)
Até mesmo os Dez Mandamentos, que foram “escritos pelo dedo de Deus” (Deuteronômio 9:10), são apresentados com variações, nas outras vezes em que são registrados (Êxodo 20:8-11; Deuteronômio 5:12-15). Existem muitas diferenças entre os Livros de Reis e o de Crônicas em sua descrição dos mesmos fatos, porém não existe contradição alguma nos eventos apresentados.

8. – Supor que as citações do Velho Testamento no Novo Testamento têm que ser palavra por palavra - Os críticos muitas vezes apontam variações entre as escrituras do Novo e do Velho Testamento, como se fossem erros. Eles esquecem que cada citação não precisa ser uma citação palavra- por- palavra. Muitas vezes, são usadas citações indiretas [que dizem exatamente a mesma coisa, mas podendo ter algumas palavras e estruturas um pouco diferentes, ainda que exatamente equivalentes às palavras originais] e outras vezes, citações diretas indiretas [que repetem exatamente a mesma sequência de letras]. Portanto, este é um estilo literariamente aceitável quanto à essência da citação, mesmo que não se usem as mesmas palavras. Amesma significação pode ser expressa sem que se usem as mesmas expressões verbais.

As variações nas citações do Velho Testamento feitas no Novo Testamento são de variadas categorias. Algumas vezes elas acontecem quando há mudança do narrador. Por exemplo, é registrado o Senhor dizendo (Zacarias 12:10 “Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.”) . E quando isto é narrado no Novo Testamento, quem fala é João e não Deus. (João 19:37 “E outra vez diz a Escritura: Verão aquele que traspassaram.”).

Outras vezes, alguns escritores citam apenas parte do texto do Velho Testamento. Jesus agiu assim, na citação feita na Sua cidade natal de Nazaré (Lucas 4:18-19), quando citou Isaías 61:1- 2. A verdade é que Ele parou na metade da citação, pois se tivesse avançado, teria perdido o objetivo central do texto, que dizia: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”(verso 21), pois a próxima frase referia-se a Isaías 61:1-2, tratando da Sua segunda vinda.
Algumas vezes o Novo Testamento parafraseia ou reduz os textos do Velho Testamento (Mateus 2:6). Outras vezes, ele junta dois textos em um (Mateus 27:9-10). Ocasionalmente, uma verdade geral é mencionada, sem citar o texto específico. Por exemplo, Mateus 2:23 diz que Jesus se mudou para Nazaré, sem citar um determinado profeta, mas apenas o “profeta”. Vários textos tratam da humilhação do Messias. Ser de Nazaré, ser um nazareno, era ter um status muito baixo, em Israel, na época de Jesus.

9. – Supor que narrativas divergentes sejam falsas - Pelo fato de  duas ou mais narrativas do mesmo evento serem diferentes, isto não significa que elas sejam mutuamente exclusivas. Mateus 28:5 diz: “Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado”; que havia um anjo no túmulo de Jesus. Mas João afirma que havia dois anjos (João 20:12). Ora, não se trata aqui de registros contraditórios, naquela confusa manhã. Mateus não disse que havia apenas um anjo. Bem poderia haver um anjo num ponto, perto do túmulo e outros dois, noutro ponto. Só haveria contradição se Mateus tivesse dito que haveria “apenas um anjo”. E quando um crítico usa esta passagem para mostrar erro na Bíblia, o erro não é da Bíblia, mas do tal crítico.
Do mesmo modo, Mateus 27:5 informa que “Judas foi-se enforcar”, enquanto Lucas diz que ele “precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram”. (Atos 1:18). Mais uma vez, estas duas narrativas não são mutuamente exclusivas, pois Judas poderia ter-se enforcado à margem de um precipício, numa área rochosa, ou à margem de um canal, e suas entranhas  poderiam ter-se derramado, exatamente conforme a vívida descrição de Lucas.

10. – Supor que a Bíblia aprova tudo que ela registra – É um erro supor que tudo que está contido na Bíblia seja aprovado por ela. A Bíblia inteira é a verdade (João 17:17), porém, ela registra [com verdade e fidelidade] algumas mentiras [ditas por mentirosos]; por exemplo, as de Satanás (Gênesis 3:4; João 8:44); e a de Raabe (Josué 2:4). A inspiração compreende toda a Bíblia, no sentido de que ela registra, correta e fielmente, até as mentiras e os erros dos seres pecadores. Sua verdade é encontrada no que ela revela, não no que ela registra. E se esta distinção não for feita, poderemos chegar à errônea conclusão de que a Bíblia ensina a imoralidade, quando narra o pecado de Davi (2 Samuel 11:4); que ela promove a poligamia, quando registra quantas mulheres Salomão teve (1 Reis 11:3) ou que ela aprova o ateísmo, quando cita o Salmo 14:1: “Não há Deus”.

11 – Esquecer que a Bíblia não é um Livro Técnico - Ela não precisa usar a linguagem técnica, nem a chamada linguagem científica. Ela foi escrita para as pessoas comuns de cada geração, usando, portanto, a linguagem comum do dia-a-dia. Sua linguagem não é anticientífica. As Escrituras foram escritas nos tempos antigos, por modelos antigos e seria anacrônico impor-lhes os modernos modelos científicos. Mesmo assim, ela não é menos científica, quando cita o sol “parado” (Josué 10:12), do que referindo-se ao “sol nascendo” (Josué 1:16), pois os modernos metereologistas ainda usam termos como o “nascer” e o “por do sol”.

12 – Supor que números arredondados são falsos -  Como acontece na linguagem comum, a Bíblia também usa números arredondados (Josué 3:4; 4:13). Ela se refere ao diâmetro como sendo 1/3 da circunferência de alguma coisa (Crônicas 19:18; 21:5). Conquanto isto seja apenas uma aproximação, (Lindsell 165-166), pode ser visto como impreciso do ponto de vista da sociedade tecnológica falar 3.14159265, em vez de “3” , mas não é incorreto. Já no Livro de Crônicas a descrição entregue sobre as meticulosidades do templo não poderia ser usada em um computador. Não se pode esperar que os atores numa peça de Shakespeare falem sobre um relógio de pulso, pois esta se refere a uma época pré-científica. [Nota da Tradutora: Neste exato momento, um e-mail vindo da Alemanha avisou que eu me tornei bisavó de um alemãozinho, que vai receber o nome de Paulo, em homenagem ao meu teólogo favorito. Isto seria possível há 50 anos?) .

13 – Negligenciar a observação das tendências literárias – A linguagem humana não se limita a um modo de expressão.  Portanto, não há razão para supor que somente um gênero literário fosse usado em um livro divinamente inspirado. A Bíblia revela uma porção de tendências literárias. Livros inteiros são escritos em forma de poesia (Jó, Salmos e Provérbios). Os evangelhos sinópticos mostram parábolas. Em Gálatas 4, Paulo usa a alegoria. O Novo Testamento está cheio de metáforas (2 Coríntios 3:23; Tiago 3:6); de semelhanças (Mateus 20:1; Tiago 1:6); de hipérboles (João 21:25; 2 Coríntios 3:2; Colossenses 1:23); e até de figuras poéticas (Jó 41:1). Jesus usou a sátira (Mateus 19:24; 23:24). Figuras de linguagem são comuns em toda a Bíblia. Não é errado um escritor bíblico usar uma figura de linguagem, mas é errado um leitor tomar literalmente uma figura de linguagem. Obviamente, quando a Bíblia fala que o crente “se abriga à sombra das asas do Senhor”  (Salmo 36:7), ela não está dizendo que Deus seja uma ave cheia de penas. Quando ela diz que Deus “desperta”  (Salmo 44:3), como se Ele estivesse dormindo, isto significa apenas que Deus entra em ação.

14 – Esquecer que somente o texto original é inerrante – Erros genuínos têm sido encontrados nas cópias dos textos bíblicos que foram escritos centenas de anos, após os autógrafos. Deus ditou somente o texto original das Escrituras, não as cópias. Portanto, somente o texto original é isento de erros. A inspiração não garante que cada cópia seja isenta de erros, principalmente as cópias feitas de outras cópias. Por exemplo, a Bíblia King James, na 2 Reis 8:26, dá a idade o Rei Acazias como sendo de 22 anos, enquanto a 2 Crônicas 22:2 diz que era 42. O último número não pode estar correto, pois, assim, ele seria mais velho do que o seu pai. Claro que este é um erro do copista, mesmo que não altere a inerrância da narrativa original.

Primeiro, há erros nas cópias, mas não nos originais.

Segundo, são erros sem importância (geralmente nos nomes e nos números, o que não afeta o ensino).
Terceiro, esses erros dos copistas são relativamente poucos.
Quarto, geralmente, pelo contexto ou por outra escritura, descobrimos o erro. Exemplo, Acazias deveria ter 22 anos. Finalmente, embora havendo erro do copista, toda a mensagem chega até nós. E quanto mais erros se encontram nas cópias, mais devemos confiar nos originais. Por isso, os erros dos copistas não afetam a mensagem básica da Bíblia.

15 – Confundir declarações prevalentes com declarações universais
Como acontece a outros tipos de literatura, a Bíblia costuma usar generalizações. O Livro de Provérbios contém muitas delas. Os ditos proverbiais, pela sua exata natureza, oferecem uma direção prevalente mas não uma garantia universal. Paulo agradava ao Senhor e, mesmo assim, os seus inimigos o apedrejaram. (Atos 14:19) [N.T. – Embora o Senhor tenha permitido que, no seu estado inconsciente, o qual os psicanalistas modernos chamam de “E.Q.M. (Experiência de Quase Morte”), Paulo tenha ido ao Terceiro Céu]. Jesus Cristo agradou a Deus o Pai e, mesmo assim, os Seus inimigos O crucificaram. Na maior parte dos casos, os cristãos que agradam ao Senhor podem conseguir [de Deus] que os seus inimigos diminuam o antagonismo, [N.T. – provavelmente edificados pela paciência do cristão].

Os provérbios mostram sabedoria. Quando a Bíblia declara: “Sede santos porque eu sou santo”, (Levíticos 11:45), aqui não há exceção alguma. A santidade, o amor, a bondade, a verdade e a justiça estão enraizados na exata natureza de um Deus imutável, enquanto a literatura da sabedoria aplica verdades universais de Deus a muitas características da vida. Embora os resultados não sejam sempre os mesmos, de qualquer modo, a sabedoria sempre ajuda.

16. – Esquecer que a revelação mais atual sobrepuja a mais antiga – algumas vezes os críticos não reconhecem a revelação progressiva. Deus não revela tudo de uma só vez, nem usa as mesmas condições em cada período da história. Algumas de Suas últimas revelações na Bíblia sobrepujam as revelações anteriores. Os críticos da Bíblia às vezes confundem essa mudança na revelação como sendo erro.

Um pai pode permitir que um filho pequenino coma com as mãos, mas nunca permite que um filho maior faça o mesmo. Seria isto uma contradição? O mesmo acontece com a revelação progressiva, adaptando-se às circunstâncias. Houve um tempo em que Deus proibiu que Adão e Eva comessem do fruto de uma determinada árvore, no Jardim do Éden. (Gênesis 2:16-17). Este mandamento divino já não está em efeito, mas a revelação atual não contradiz a primeira revelação, que se embasava no ato de obedecer ou não obedecer ao Senhor. Também houve um período na Lei Mosaica em que Deus ordenou o sacrifício de animais, a fim de remir os pecados dos homens. Mas, desde que Cristo se ofereceu em sacrifício pelos nossos pecados (Hebreus 10:11-14), este mandamento perdeu o efeito. Não existe contradição alguma entre o primeiro e o segundo mandamentos.

Claro que Deus não pode mudar os Seus mandamentos, pois isso tem a ver com a Sua natureza imutável (Malaquias 3:6; Hebreus 6:18). E visto como “Deus é amor” (João 4:16), Ele não pode ordenar que nós O odiemos. Ele também não pode ordenar o que seja logicamente impossível… Mas, apesar dos limites morais, Deus pode dar revelações progressivas, não contraditórias, as quais, quando tomadas no devido contexto e sendo justapostas, podem parecer contraditórias. Quando isso acontece, temos um erro como se admitíssemos ser correto um pai permitir que o seu filho de seis anos fique acordado, à noite, exatamente como o faz com o filho adolescente.

Em resumo, a Bíblia não pode errar, mas os críticos sempre erram. Não existe erro algum na revelação divina, mas na compreensão da mesma. Portanto, quando chegamos às dificuldades bíblicas, não devemos afirmar que o Autor do Livro esteja errado, mas (1) que o manuscrito tem falhas; (2) que a tradução está errada ou (3) que não o entendemos.

“Are There Any Errors in the Bible?” –  Dr. Norman Geisler

Traduzido e adaptado por Mary Schultze.

domingo, 6 de dezembro de 2015

0 Reflexão Bíblica – Voltando aos princípios



Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.

Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres (Apocalipse 2.4-5)

Interessante que de todas as Igrejas que João escreve as cartas remetidas diretamente pelo Senhor Jesus, somente Filadélfia recebe elogios da parte do Mestre. Todas as demais são censuradas, repreendidas e admoestadas.

 Em Éfeso por exemplo, o Senhor comtempla um quadro interessante:
1.      Éfeso era uma igreja que trabalhava;
2.      Aguardava no Senhor
3.      Não tolerava os hipócritas disfarçados de santos;
4.      Era incansável e sofredora.

No entanto Jesus diz que nela havia um GRAVE PROBLEMA: A Igreja havia abandonado o seu PRIMEIRO AMOR.

Quando olho pra diversas Igrejas hodiernas, parece-me que vejo um quadro nítido dos efésios, tentando agradar a Deus de todas as outras maneiras, quando já perderam o seu primeiro compromisso com Deus; ou seja, são igrejas que fazem de tudo, menos o que é essencial: TRABALHAR POR AMOR A DEUS.

Estamos vivendo uma época rica em conquistas materiais pela Igreja: Faculdades e cursos livres de Teologia em todas as congregações, sistemas de som modernos e potentes, formações em música acessíveis as pessoas mais simples financeiramente etc. e eu não quero dizer que tudo isso é ruim, de maneira nenhuma. No entanto nunca vimos em nenhuma época anterior uma igreja tão fria, descompromissada, sem “conhecer a Deus “e sem frutos como a IGREJA ATUAL.
Se é pra ser a cada dia mais fria e carnal à medida que faz conquistas teológicas, então não vejo Deus nesse negócio, ou no mínimo as pessoas não estão administrando seus estudos direito (submetidos ao Espírito Santo), por isso proponho que:

a.       Fechemos essas FACULDADES e Cursos Teológicos, pelo menos até que aprendamos que o conhecimento na Igreja é importante, mas ele não substitui a unção de Deus na vida do pregador. Pelo contrário, ambos (CONHECIMENTO E UNÇÃO) devem caminhar juntos, caso contrário você está fadado ao fracasso ministerial e espiritual.

b.      Cada lar se transforme novamente num centro de adoração e Louvor, para que as pessoas se encham do Espírito Santo antes mesmo de irem ao culto, ao invés de irem para a Igreja vazias, esperando que o pregador faça truques com sua caixinha de surpresas.

c.       Que reabramos os cultos matutinos para que aprendamos a dar lugar a Deus em primeiro lugar nas nossas vidas, ao invés de cultuar nosso próprio egoísmo e vaidades.

d.      Que voltemos a promover “vigílias de oração” (não cantorias a noite toda) para que cada crente seja cheio do Espírito Santo de forma que paulatinamente o Senhor nos guie ao retorno ao primeiro amor.

e.       FINALMENTE que cada Igreja, Congregação, Salão, Casa de Oração etc. torne-se num centro de evangelismo, a fim de que “almas se rendam ao pés de Cristo”, para que assim possamos cumprir realmente o “IDE” do Mestre; enquanto esperamos o seu retorno para BUSCAR UMA IGREJA avivada e renovada aos céus.

Boa semana a todos,

                                João Augusto de Oliveira

sábado, 5 de dezembro de 2015

0 Lições Bíblicas 1º Trimestre 2016 - Tema: O Final de Todas as Coisas - Esperança e Glória para os Salvos.





Estamos nos aproximando de mais um Final de Trimestre de Lições Bíblicas e como sempre nos preparando para outro. 
  Dessa feita iremos estudar mais uma vez o tema: ESCATOLOGIA BÍBLICA - O Final de Todas as coisas / Esperança e Glória para os Salvos.
   Peçamos ao grande e bondoso Deus que essa lição venha nos renovar a esperança de brevemente esse céus se abrir e Jesus aparecer nas nuvens para nos buscar à morar com ele para todo o sempre. 
   É o que desejo de coração.
                                                        João Augusto



Sumário:

Lição 1 - Escatologia, o Estudo das Últimas Coisas
Lição 2 - Sinais que Antecedem a Volta de Cristo
Lição 3 - Esperando a Volta de Jesus
Lição 4 - Esteja Alerta e Vigilante, Jesus Voltará
Lição 5 - O Arrebatamento da Igreja
Lição 6 - O Tribunal de Cristo e os Galardões
Lição 7 - As Bodas do Cordeiro
Lição 8 - A Grande Tribulação
Lição 9 - A Vinda de Jesus em Glória
Lição 10 - Milênio - Um Tempo Glorioso para a Terra
Lição 11 - O Juízo Final
Lição 12 - Novos Céus e Nova Terra
Lição 13 - O Destino Final dos Mortos

Fontes: CPAD Web.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

0 O zelo da tua casa me devorou




E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou. João 2:17

Certa feita o Senhor Jesus entrou no Templo de Jerusalém e de repente algo inusitado aconteceu: Ele foi tomado de uma ira santa diante das barbaridades vistas ali e de repente tomou um chicote em suas mãos e começou a açoitar os que vendiam e negociavam às portas da casa de Deus; como se isso não bastasse, o Senhor ainda expulsou esses negociantes da porta e das dependências da casa do Senhor.

Jesus fez isso mesmo? Alguns podem perguntar até mesmo em tom sarcástico. Pois é, ele o fez. E acredito eu, faria de novo se entrasse literalmente às portas da casa de muitos templos nos dias hodiernos. Porque o que está acontecendo hoje é tão grave que os moradores de Jerusalém daquela época ficariam envergonhados se contemplassem.

Assim como Jesus, todo cristão que se preza e tem a sua vida pautada na PALAVRA DE DEUS como regra de fé e prática fica indignado diante das barbaridades que vê e muitas vezes é obrigado a “calar” em nome da educação e da política de boa vizinhança.

Mas quanto a mim estou extremamente indignado para me calar e irado demais para conter as minhas palavras, por isso vou dar vazão aos meus pensamentos e deixar correrem soltos os verbos que expressam minha cólera.

É de deixar pasmo saber que um Pastor de Igreja (GRANDE POR SINAL) admitiu no altar da Igreja a colocação de um bolo decorado com as cores de um time de futebol e ainda uma bandeira com a mesma decoração desse time. E como se não bastasse as pessoas ainda riem dessa cena, como se zombar do altar do Senhor fosse alguma palhaçada;
É revoltante você vê dentro de um templo as pessoas vendendo bugigangas e produtos de origem duvidosa como se ali fosse uma feira de compra e venda;

Não aceito essa ideia de fazer festas de aniversário dentro da casa do Senhor, como se o templo fosse salão social para depois que acaba o culto fazermos dele o que queremos;

Não aceito essa ideia de fazer comemorações natalinas e festinhas de amigo secreto dentro da casa de Deus, faltando com respeito ao templo santo do Senhor e maculando a santa casa de oração que Nosso Jesus defendeu com sua ira e indignação;

Fico indignado sim, quando vejo que os pregadores abandonaram a Bíblia nos altares para pregar mensagens fabricadas na internet ou copiadas de outros supostos pregadores de nome;

Deixo aqui o meu protesto e indignação e faço a todos uma pergunta: Se Jesus entrasse hoje literalmente no templo de sua Igreja local, assim como ele entrou no templo de Jerusalém, qual seria a reação dele? De alegria e satisfação ou de IRA E INDIGNAÇÃO?

João Augusto de Oliveira

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

0 A Presença do Deus Todo Poderoso ainda está realmente em nossas Igrejas?


A Presença de Deus: Item Negociável ou Essencial?

Introdução

No deserto do Sinai, o povo de Israel viveu um dos momentos mais dramáticos de sua história. Não se tratava de falta de provisão ou de ataques inimigos, mas de algo muito mais grave: a possibilidade de seguir adiante sem a presença dAquele que os libertou. O texto de Êxodo 33 nos confronta com uma realidade que muitas vezes evitamos encarar em nossas igrejas modernas. Afinal, do que adianta chegar à "Terra Prometida" se o Senhor não estiver no caminho conosco?

O Texto Bíblico (Êxodo 33:1-4)

"Disse mais o SENHOR a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito... E enviarei um anjo adiante de ti... a uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo de dura cerviz, para que te não consuma eu no caminho. E, ouvindo o povo esta má notícia, pranteou-se..."

Reflexão: O Perigo da Prosperidade sem Presença

Moisés desceu do Monte Sinai carregando as tábuas da Aliança, mas o cenário que encontrou era de completa depravação. Enquanto o líder ouvia a voz de Deus, o povo se entregava à idolatria, dançando nus e embriagados diante de um bezerro de ouro. A ofensa foi tão grave que o Senhor deu um ultimato: o povo poderia ter a terra, poderia ter a proteção de um anjo, mas não teria a Sua presença pessoal.

O que lemos aqui é gravíssimo! Deus estava dizendo que Sua santidade não acompanharia a comitiva em direção a Canaã. Para quem compreende o que a presença de Deus representa para a Igreja, sabe que sem ela estamos liquidados, derrotados e fadados ao fracasso espiritual.

O Questionamento Necessário

Todos os dias me faço uma pergunta que, confesso, ainda não obtive uma resposta plenamente satisfatória: A presença do Deus Todo-Poderoso ainda habita em nossas igrejas?

Antes de responder com um "sim" automático baseado no emocionalismo, convido você a analisar a razão sob a ótica das Escrituras. Considere estes pontos com honestidade:

  1. A presença de Deus não convive com a hipocrisia: Será que o que apresentamos no altar condiz com o que vivemos no secreto?
  2. Deus não habita com o pecado deliberado: Como está o nosso temor ao Senhor? Existe em nosso meio quem planeja o pecado e ainda assim espera a bênção?
  3. A falta de amor fraternal nos afasta de Deus: João é claro ao dizer que quem não ama seu irmão não conhece a Deus. Choramos com os que choram ou nos tornamos indiferentes ao sofrimento do próximo?
  4. Sem santidade, ninguém verá o Senhor: Como podemos invocar como "Pai" um Deus de pureza se vivemos mergulhados na lascívia e no mau proceder?

Conclusão

Após refletir sobre esses pontos, a pergunta permanece: você acredita que a presença de Deus ainda está conosco ou estamos apenas mantendo um sistema religioso vazio? Se a resposta for sim, louve a Deus e busque a pureza para que Ele nunca nos deixe. Mas, se você sente que o "Ícabod" (foi-se a glória) se instalou, então é tempo de clamar, jejuar e prantear.

Não podemos aceitar apenas o "anjo" ou o "leite e o mel"; precisamos desesperadamente do Dono da promessa. A presença de Deus é a nossa única vantagem real no campo de batalha espiritual. Sem ela, somos apenas pessoas comuns em prédios decorados. Que nosso clamor seja como o de Moisés: "Se a tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui."

Na paz de Cristo.

João Augusto de Oliveira


 

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