segunda-feira, 23 de novembro de 2015

0 A Presença do Deus Todo Poderoso ainda está realmente em nossas Igrejas?


A Presença de Deus: Item Negociável ou Essencial?

Introdução

No deserto do Sinai, o povo de Israel viveu um dos momentos mais dramáticos de sua história. Não se tratava de falta de provisão ou de ataques inimigos, mas de algo muito mais grave: a possibilidade de seguir adiante sem a presença dAquele que os libertou. O texto de Êxodo 33 nos confronta com uma realidade que muitas vezes evitamos encarar em nossas igrejas modernas. Afinal, do que adianta chegar à "Terra Prometida" se o Senhor não estiver no caminho conosco?

O Texto Bíblico (Êxodo 33:1-4)

"Disse mais o SENHOR a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito... E enviarei um anjo adiante de ti... a uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo de dura cerviz, para que te não consuma eu no caminho. E, ouvindo o povo esta má notícia, pranteou-se..."

Reflexão: O Perigo da Prosperidade sem Presença

Moisés desceu do Monte Sinai carregando as tábuas da Aliança, mas o cenário que encontrou era de completa depravação. Enquanto o líder ouvia a voz de Deus, o povo se entregava à idolatria, dançando nus e embriagados diante de um bezerro de ouro. A ofensa foi tão grave que o Senhor deu um ultimato: o povo poderia ter a terra, poderia ter a proteção de um anjo, mas não teria a Sua presença pessoal.

O que lemos aqui é gravíssimo! Deus estava dizendo que Sua santidade não acompanharia a comitiva em direção a Canaã. Para quem compreende o que a presença de Deus representa para a Igreja, sabe que sem ela estamos liquidados, derrotados e fadados ao fracasso espiritual.

O Questionamento Necessário

Todos os dias me faço uma pergunta que, confesso, ainda não obtive uma resposta plenamente satisfatória: A presença do Deus Todo-Poderoso ainda habita em nossas igrejas?

Antes de responder com um "sim" automático baseado no emocionalismo, convido você a analisar a razão sob a ótica das Escrituras. Considere estes pontos com honestidade:

  1. A presença de Deus não convive com a hipocrisia: Será que o que apresentamos no altar condiz com o que vivemos no secreto?
  2. Deus não habita com o pecado deliberado: Como está o nosso temor ao Senhor? Existe em nosso meio quem planeja o pecado e ainda assim espera a bênção?
  3. A falta de amor fraternal nos afasta de Deus: João é claro ao dizer que quem não ama seu irmão não conhece a Deus. Choramos com os que choram ou nos tornamos indiferentes ao sofrimento do próximo?
  4. Sem santidade, ninguém verá o Senhor: Como podemos invocar como "Pai" um Deus de pureza se vivemos mergulhados na lascívia e no mau proceder?

Conclusão

Após refletir sobre esses pontos, a pergunta permanece: você acredita que a presença de Deus ainda está conosco ou estamos apenas mantendo um sistema religioso vazio? Se a resposta for sim, louve a Deus e busque a pureza para que Ele nunca nos deixe. Mas, se você sente que o "Ícabod" (foi-se a glória) se instalou, então é tempo de clamar, jejuar e prantear.

Não podemos aceitar apenas o "anjo" ou o "leite e o mel"; precisamos desesperadamente do Dono da promessa. A presença de Deus é a nossa única vantagem real no campo de batalha espiritual. Sem ela, somos apenas pessoas comuns em prédios decorados. Que nosso clamor seja como o de Moisés: "Se a tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui."

Na paz de Cristo.

João Augusto de Oliveira


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