A Presença de Deus:
Item Negociável ou Essencial?
Introdução
No deserto do Sinai, o
povo de Israel viveu um dos momentos mais dramáticos de sua história. Não se
tratava de falta de provisão ou de ataques inimigos, mas de algo muito mais
grave: a possibilidade de seguir adiante sem a presença dAquele que os libertou.
O texto de Êxodo 33 nos confronta com uma realidade que muitas vezes evitamos
encarar em nossas igrejas modernas. Afinal, do que adianta chegar à "Terra
Prometida" se o Senhor não estiver no caminho conosco?
O Texto Bíblico
(Êxodo 33:1-4)
"Disse mais o
SENHOR a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do
Egito... E enviarei um anjo adiante de ti... a uma terra que mana leite e mel;
porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo de dura cerviz, para que
te não consuma eu no caminho. E, ouvindo o povo esta má notícia,
pranteou-se..."
Reflexão: O Perigo
da Prosperidade sem Presença
Moisés desceu do Monte
Sinai carregando as tábuas da Aliança, mas o cenário que encontrou era de
completa depravação. Enquanto o líder ouvia a voz de Deus, o povo se entregava
à idolatria, dançando nus e embriagados diante de um bezerro de ouro. A ofensa
foi tão grave que o Senhor deu um ultimato: o povo poderia ter a terra, poderia
ter a proteção de um anjo, mas não teria a Sua presença pessoal.
O que lemos aqui é
gravíssimo! Deus estava dizendo que Sua santidade não acompanharia a comitiva
em direção a Canaã. Para quem compreende o que a presença de Deus representa
para a Igreja, sabe que sem ela estamos liquidados, derrotados e fadados ao
fracasso espiritual.
O Questionamento
Necessário
Todos os dias me faço
uma pergunta que, confesso, ainda não obtive uma resposta plenamente
satisfatória: A presença do Deus Todo-Poderoso ainda habita em nossas
igrejas?
Antes de responder com
um "sim" automático baseado no emocionalismo, convido você a analisar
a razão sob a ótica das Escrituras. Considere estes pontos com honestidade:
- A presença de Deus não convive com a
hipocrisia: Será
que o que apresentamos no altar condiz com o que vivemos no secreto?
- Deus não habita com o pecado deliberado: Como está o nosso temor ao Senhor?
Existe em nosso meio quem planeja o pecado e ainda assim espera a bênção?
- A falta de amor fraternal nos afasta de Deus: João é claro ao dizer que quem não ama
seu irmão não conhece a Deus. Choramos com os que choram ou nos tornamos
indiferentes ao sofrimento do próximo?
- Sem santidade, ninguém verá o Senhor: Como podemos invocar como
"Pai" um Deus de pureza se vivemos mergulhados na lascívia e no
mau proceder?
Conclusão
Após refletir sobre
esses pontos, a pergunta permanece: você acredita que a presença de Deus ainda
está conosco ou estamos apenas mantendo um sistema religioso vazio? Se a
resposta for sim, louve a Deus e busque a pureza para que Ele nunca nos deixe.
Mas, se você sente que o "Ícabod" (foi-se a glória) se instalou,
então é tempo de clamar, jejuar e prantear.
Não podemos aceitar
apenas o "anjo" ou o "leite e o mel"; precisamos
desesperadamente do Dono da promessa. A presença de Deus é a nossa única
vantagem real no campo de batalha espiritual. Sem ela, somos apenas pessoas
comuns em prédios decorados. Que nosso clamor seja como o de Moisés: "Se
a tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui."
Na paz de Cristo.



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