“Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi;
para que o saibais, e me creiais e entendais que eu sou o mesmo; antes de mim
Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá” (Isaías 43.10).
Nas páginas da Bíblia há afirmações de
que Deus falou. Há mais de duas mil expressões, só no Antigo Testamento, do
tipo “falou Deus”, “disse o Senhor” e “veio a palavra do Senhor”.
Os homens que escreveram os livros do
Antigo e do Novo Testamento acreditavam na existência de Deus, e que ele se
revelara nitidamente ao mundo. A Bíblia é um registro dessa revelação. Como diz
o Novo Testamento: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para
ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” (2Timóteo
3.16). “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os
homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espirito Santo” (2Pedro 1.21).
Entretanto, a afirmativa de que Deus
existe não é, em si e por si só uma comprovação da existência de Deus. Se
existe um Deus, como afirma a Bíblia, como uma pessoa saberá se esse Deus não é
uma mera personificação dos seus próprios desejos e anseios? Quais as razões de
se crer que o Deus da Bíblia existe?
Quem É Deus?
As perguntas feitas com mais frequência
sobre Deus dizem respeito à sua identidade. Quem é Deus? Como Ele é? Que fontes
de informações podemos utilizar para conhecermos a natureza de Deus?
As informações que temos, acerca de
Deus, procedem de quatro fontes: a natureza, a Bíblia, a pessoa de Jesus Cristo
e o espírito e a mente do homem. As afirmações bíblicas mostram que:
Deus é eterno. Ele sempre existiu e
sempre existirá. Nunca houve uma época em que Deus não existisse.
Deus tem a forma de um espírito. Ele é
um espírito invisível e eterno.
Deus é a perfeição plena. Ele não
precisa de nada e de ninguém para existir. Ele é completo em si mesmo. Ele é o
espírito perfeito, eterno.
Não existe outro Deus. Deus é o único
que há. Não existe outro Deus, nem mais nem menos poderoso.
Deus também possui personalidade. Isso
significa que ele é dotado de inteligência, vontade, sentimentos e
autoconhecimento. Ele não é uma força obscura e criativa.
Uma definição elementar de Deus, que
toma por base estas últimas afirmações, compõe-se dos seguintes fatos: Deus é
um espírito eterno que tem personalidade e que é a perfeição absoluta; é o
único Deus que já existiu e que sempre existirá; ele se revelou à humanidade
através da natureza, das páginas da Bíblia e, definitivamente, através da
pessoa de Jesus Cristo.
Agora que temos um ponto de partida,
podemos começar a fazer mais perguntas sobre a existência de Deus, seu caráter,
o que ele tem feito e as formas como se relaciona conosco individualmente.
Quem Criou Deus? De Onde Ele Veio?
As pessoas continuam fazendo aquelas
velhas perguntas sobre a origem de Deus: Quem criou Deus? — considerando-se que
ele existe. De onde surgiu? Como veio a ser Deus? Ele teve princípio? Teve pai
e mãe?
Ninguém criou Deus. Ele é, por
natureza, o Deus eterno. Ninguém o criou — ele sempre foi, é, e sempre será.
Ele não se esforçou para chegar à posição de Deus, nem a herdou de seus pais,
pois não os teve — nem pai nem mãe. Ele não tem principio e não terá fim. A
Bíblia enfatiza a eternidade de Deus.
Escreveu o salmista: “…sim, de
eternidade a eternidade tu és Deus!” (Salmo 90.2).
Abraão, o pai da raça hebraica,
verificou que Deus é eterno. “Abraão plantou uma tamargueira em Beer-Seba, e
invocou ali o nome do Senhor, o Deus eterno” (Gênesis 21.33).
Deus disse no livro de Deuteronômio:
“Pois levanto a minha mão ao céu, e digo: Como eu vivo para sempre…”
(Deuteronômio 32.40).
Algumas pessoas podem argumentar que
estas afirmações fogem à pergunta, pois pressupõe o que deveria ser provado.
Elas partem comodamente da pressuposição de que Deus existe, mas não explicam
como nem por que ele existe.
Contudo, o ponto de partida, segundo a
Bíblia, é Deus. Deus estava no princípio e tudo se origina nele.
O Que É Teologia?
O termo “teologia” é comumente
empregado quando as pessoas falam de Deus. O que teologia significa? Teologia
significa “o estudo de Deus”. E um termo formado por duas palavras gregas:
theós que significa “Deus” e lógos que significa “o estudo de alguma coisa”.
A teologia inclui o estudo de Deus e
sua relação com o universo. Quando uma pessoa faz perguntas acerca de Deus, faz
perguntas de caráter teológico.
O crente estuda teologia com o intuito
de definir sua fé cristã. É difícil ter um relacionamento pessoal com alguém
que você não conhece. É preciso que uma pessoa compreenda o que ela crê, em
relação a Deus, e como ele se relaciona com a humanidade e com o universo. A
finalidade disso é compreendermos o propósito que Deus tem para nós enquanto
vivemos aqui na terra. O apóstolo Paulo falou de seu esmagador desejo de
conhecer a Deus: “Para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a
participação dos seus sofrimentos, conformando-me a ele na sua morte”
(Filipenses 3.10).
O estudo da teologia também é essencial
para a disseminação da mensagem cristã. Cristo disse para os discípulos
transmitirem ao mundo inteiro as boas-novas a seu respeito. “Portanto ide,
fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e
do Espírito Santo” (Mateus 28.19). Essas novas só podem ser proclamadas quando
corretamente entendidas.
Quando um crente declara a verdade de
Deus a outras pessoas, normalmente aqueles que não crêem lhe fazem muitas
perguntas. Uma boa noção de teologia pode ajudar o cristão a responder
perguntas de forma precisa e inteligente. A Bíblia nos munda saber o que cremos
e por que cremos. “Antes, santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e
estai sempre prontos para responder com mansidão e temor a todos aquele que vos
pedir a razão da esperança que há em vós” (1Pedro 3.15).
O estudo da teologia pode ser
proveitoso para o crente, porque o capacita a definir sua fé cristã, a propagar
a mensagem da Bíblia com conhecimento de causa, e a justificar sua fé
precisamente, quando confrontada com outras posturas religiosas.
Deus Está Morto?
Na metade da década de 1960
evidenciou-se um grande interesse por um movimento filosófico que acreditava
que Deus estava morto. Deus morreu? A pergunta é válida e a resposta é não.
Deus está vivo e executando sua vontade no universo.
Então por que não temos notícia dele?
Por que Deus permanece em silêncio? Por que ele não se revela de forma que
todos possam vê-lo?
A Bíblia diz que Deus falou. Ele se
revelou na história. Cada página do Antigo e do Novo Testamento apresenta
evidências da revelação de Deus. O auge de sua revelação se deu quando ele
tomou a forma de homem na pessoa de Jesus Cristo. “Havendo Deus antigamente
falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes
últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as
coisas, e por quem fez também o mundo” (Hebreus 1.1-2).
Desde o tempo de Cristo e da composição
dos documentos do Novo Testamento não houve outras revelações da parte de Deus.
A redação das Escrituras inspiradas foi concluída com os escritos dos apóstolos
de Cristo e de seus discípulos.
A próxima vez vez em que Deus intervirá
abertamente nos assuntos humanos será quando voltar, na pessoa de Jesus Cristo.
Nessa ocasião todo olhoo verá: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá,
até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão
sobre ele…” (Apocalipse 1.7).
O silêncio de Deus é uma comprovação de
sua paciência. Deus continua esperando que as pessoas se arrependam de seus
pecados. “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por
tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca,
senão que todos venham a arrepender-se” (2Pedro 3.9).
Mas, se Deus aparecesse hoje, as
pessoas não seriam levadas a crer? Não. Embora elas não conseguissem negar a
existência de Deus, sua presença não levaria todos a confiar nele. Uma coisa é
crer que Deus existe, outra bem diferente é confiar-se a ele.
Jesus comprovou na sua época, sem
sombra de dúvida, que ele era o Messias, o enviado de Deus Pai para salvar o
mundo. No entanto, a maioria das pessoas atribuiu seus milagres ao Diabo e
acabaram por crucificá-lo. E não foi por falta de provas. Foi porque não
queriam crer. Hoje em dia as pessoas podem dizer que se tornariam crentes se
Deus aparecesse pessoalmente a elas, mas isso não é necessariamente verdade. O
problema não é tanto uma questão de provas, mas sim do coração humano. O
profeta Jeremias disse: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e
perverso; quem o poderá conhecer?” (Jeremias 17.9). Mesmo que Deus aparecesse
em público, isso não provocaria uma explosão de fé nele.
Os cristãos, contudo, aceitam o
registro bíblico. Eles estão seguros de que Jesus Cristo era o próprio Deus.
Estão convencidos de que Deus vive e continua executando seu plano para o
universo; embora não tenha mais se revelado, continua operando nos corações e
vidas dos homens.
Como Deus É? Qual É a Sua Natureza?
Deus, por natureza, é um ser triúno.
Existem na natureza de Deus três pessoas eternas: o Pai, o Filho e o Espírito
Santo. Essas três pessoas são o único Deus eterno que é o Criador e sustentador
do universo. A doutrina da Trindade baseia-se no que a Escritura diz sobre a
natureza de Deus.
Só existe um único Deus. Um ponto que a
Escritura assevera com firmeza é que só existe um Deus. ”Ouve, ó Israel; o
Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Deuteronômio 6.4). “Porque há um só Deus…”
(1Timóteo 2.5). “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos
exércitos. Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus”
(Isaías 44:6). Estas passagens e muitas outras declarações bíblicas deixam
claro que há um só Deus.
Pluralidade de pessoas. Embora exista
um só Deus, a Escritura nos diz que seu ser ou natureza abriga uma diversidade
de pessoas. Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança” (Gênesis 1.26). Disse ainda: “Eis que o homem se tem tornado como
um de nós” (Gênesis 3:22).
Estes versículos fazem alusão à
pluralidade de pessoas de Deus. Sabemos que ele não poderia estar falando a
anjos aqui, pois estes não ajudaram, nem poderiam, ajudar Deus a criar o
universo.
Entretanto, esta pluralidade não é o
mesmo que esquizofrenia ou loucura. A natureza do Deus único engloba três
personalidades distintas.
Deus, o Pai. A Bíblia fala de uma
pessoa denominada “o Pai”. Esta pessoa é Deus. O profeta Isaías escreveu: “Mas
agora, ó Senhor, tu és nosso Pai” (Isaías 64:8). Jesus ensinou seus discípulos
a orar: “Pai nosso que estás nos céus” (Mateus 6.9). Ao escrever para os
cristãos na Galácia, o apóstolo Paulo iniciou a carta dizendo: “Paulo, apóstolo
não da parte dos homens, nem por intermédio de homem algum, mas sim por Jesus
Custo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos” (Gálatas 1.1). Deus
também é chamado de Pai tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.
Deus, o Filho. A Bíblia registra a
existência de uma segunda pessoa, diferente do Pai, e que também é chamada de
Deus. Esta pessoa é Jesus — Deus, o Filho. O apóstolo João escreveu: “No
princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João
1.1).
Noutra ocasião João disse: “Por isso,
pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado,
mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João
5:18). O Novo Testamento deixa bem claro que Jesus é Deus.
Deus, o Espírito Santo. Há uma terceira
pessoa que a Bíblia revela, diferente do Pai e do Filho. É conhecida por
Espírito Santo. O Espírito Santo também é mencionado como sendo Deus. “Ananias,
por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo?
…Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:3-4).
Para se entender a Doutrina da
Trindade, há fatos-chaves que é preciso ter-se em mente:
A Bíblia ensina que existe um só Deus.
Afirmações bíblicas fazem alusão à
pluralidade de pessoas na natureza de Deus.
Uma vez que só existe um Deus e que o
Pai, o Filho e o Espírito Santo são todos chamados de Deus, a inevitável
conclusão que se tira é que estas três pessoas são o Deus único.
Quais São os Argumentos Clássicos a
Favor da Existência de Deus?
Existem quatro argumentos clássicos que
defendem a existência de Deus. São eles: o argumento cosmológico, o argumento
teleológico, o argumento moral e o argumento ontológico. Em linhas gerais, são
assim definidos:
Argumento Cosmológico: Sustenta que tem
que haver uma causa ou motivo para a existência do universo (cosmos). Todo
efeito possui uma causa. O universo é um efetito. É preciso que haja uma causa
inicial, uma causa não provocada, e esta tem que ser Deus.
Argumento Teleológico. O argumento
teleológico, que deriva da palavra grega télos cujo significado é propósito,
fim ou meta, diz respeito a desígnio e propósito. O planejador ou arquiteto
original supremo é Deus. O salmista ressaltou esse fato: “Da tua alta morada
regas os montes; a terra se farta do fruto das tuas obras. Fazes crescer a erva
para os animais, e a verdura para uso do homem, de sorte que da terra tire o
alimento, o vinho que alegra o seu coração, o azeite que faz reluzir o seu
rosto, e o pão que lhe fortalece o coração” (Salmo 104.13-15).
Argumento Moral. Este argumento afirma
que tem que haver um Deus responsável pelo senso universal de certo e errado
que o homem possui em si. Toda cultura humana contém determinados padrões
morais. O motivo de o homem ter padrões morais é porque o Criador os incutiu
nele. Esse senso humano de moral evidencia a existência de Deus. A Bíblia diz:
“Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da
lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei, pois mostram a obra da
lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os
seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Romanos 2.14-15).
Argumento Ontológico. O argumento
ontológico, derivado da palavra grega que indica “entidade” é um tanto
complicado. Um teólogo cristão chamado Anselmo, que viveu no século XI,
expressou-o da seguinte forma: “A noção de perfeição inclui existência, pois o
que não existe é menos do que perfeito; portanto, como temos o conceito de um
ser perfeito, este ser precisa existir, pois o conceito inclui sua existência,
do contrário ele seria menos do que perfeito”.
Estes argumentos têm sido empregados no
decorrer dos séculos com o objetivo de mostrar que a crença na existência de
Deus não é algo ilógico, mas, sim, que sua existência é o que melhor explica o
universo em que vivemos.
Como Deus Se Revelou?
A Bíblia diz que Deus se revelou à
humanidade de quatro maneiras diferentes: natureza, consciência do homem, Jesus
Cristo e a Bíblia.
A Natureza. Uma das formas de Deus se
revelar ao homem foi através da natureza. O universo, vasto e complexo como é,
da testemunho de Deus e de sua glória. Diz a Bíblia: “Quando contemplo os teus
céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o
homem, para que te lembres dele?” (Salmo 8.3-4).
Entretanto, o testemunho da natureza
nos fala de Deus de forma limitada. O Livro de Jó expressa este fato. “Prende
as águas em suas densas nuvens, e a nuvem não se rasga debaixo delas. Encobre a
face do seu trono e sobre ele estende a sua nuvem. Eis que essas coisas são
apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pequeno é o sussurro que dele
ouvimos! Mas o trovão do seu poder, quem o poderá entender?” (Jó 26.8-9,14).
Contudo, o que o homem pode saber a respeito de Deus o deixa sem desculpa.
“Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são
claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas
criadas, de modo que eles são inescusáveis” (Romanos 1.20).
A Consciência do Homem. Deus também se
revela através do espírito (ou mente) do homem. Todas as sociedades possuem um
código de ética que lhes é inerente e que condena, universalmente, o roubo, a
mentira, o homicídio etc. O senso de certo e errado do homem testifica a
existência de Deus. O apóstolo Paulo escreveu: “Porque, quando os gentios, que
não têm lei, embora não tendo lei, para si mesmos são lei, pois mostram a obra
da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os
seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Romanos 2.14-15).
Jesus Cristo. Deus também se revelou ao
mundo através da pessoa de Jesus Cristo. “Havendo Deus antigamente falado
muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos
dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas,
e por quem fez também o mundo” (Hebreus 1.1-2).
O próprio Jesus declarou que veio à
terra para revelar a vontade de Deus, o Pai: “Todas as coisas me foram
entregues por meu Pai; e ninguém conhece plenamente o Filho, senão o Pai; e
ninguém conhece plenamente o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o
quiser revelar” (Mateus 11.27).
A Bíblia. Deus também se revelou por
intermédio da palavra escrita: as Escrituras. A Bíblia é Deus revelando-se a si
mesmo à raça humana. A Escritura refere-se a si mesma: “Toda Escritura é
divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para
corrigir, para instruir em justiça” (2Timóteo 3.16).
Deus deu ao ser humano grande
oportunidade de conhecer a seu respeito através da natureza, da consciência do
homem, de Jesus Cristo e da Bíblia.
Por Que Devemos Acreditar Que Deus Se
Revela?
Do ponto de vista da raça humana, é
necessário que Deus se revele. Podemos aprender muito sobre ele com a natureza.
O fato de que é o Criador, e o fato de que sua criação foi formada de modo tão
maravilhoso, é patente a todos. Todavia, a natureza não nos mostra o que Deus
quer que façamos. Precisamos de uma revelação divina para saber e entender quem
Deus é e o que ele quer de nós. Assim, uma revelação sobrenatural da parte de
Deus para nós não é apenas possível, mas também essencial, segundo o ponto de
vista humano.
Concluímos, portanto, que:
Uma comunicação sobrenatural de Deus
para o homem não é absurdo.
Se Deus existe, sem dúvida é possível
que possa se revelar.
Pelo fato de Deus ter feito os homens
seres personalizados, que se comunicam entre si, a comunicação com sua criação
é provável.
Deus nos ama e quer nos transmitir seu
amor.
Do ponto de vista da raça humana é
necessário que Deus se revele a ela.
A Bíblia Dá Indicações de Ter Sido
Inspirada por Deus?
Um dos motivos de confiarmos que Deus
existe é a Bíblia. A Bíblia não se compara com nenhum livro escrito, antes ou
depois dela. Ela sustenta que é a Palavra inspirada de Deus e oferece mais
provas desse fato do que qualquer outro livro. “Toda Escritura é divinamente
inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para
instruir em justiça (2Timóteo 3.16).
Contudo, a simples alegação de
inspiração divina não significa que seja verdade. É preciso que haja indícios
para apoiar tal alegação, e os que existem são suficientes para o indagador de
bom senso.
Embora constituída de sessenta e seis
livros distintos, a Bíblia é na realidade um livro só. Um dos argumentos mais
fortes em favor da inspiração da Bíblia é sua unidade de tema.
Mil e quinhentos anos sendo elaborada.
O primeiro livro da Bíblia a ser escrito foi Gênesis ou Jó (por volta de 1400
a.C). O último livro compilado ou foi a Terceira Epístola de João ou foi o
Livro do Apocalipse. Os dois foram escritos perto do fim do primeiro século
d.C. A soma total são mil e quinhentos anos, desde a elaboração do primeiro
livro da Bíblia até o último.
Muitos autores; profissões diversas.
Mais de quarenta autores humanos escreveram os livros da Bíblia. Procediam de
ambientes diferentes e exerciam profissões diferentes. Por exemplo: Amós era
pastor de gado, Pedro e João eram pescadores, Lucas era médico, Josué era chefe
militar e Daniel primeiro-ministro.
Três línguas; três continentes. A
Bíblia foi escrita em três línguas diferentes: hebraico, aramaico e grego, e em
três continentes distintos: África, Ásia e Europa.
Muitos temas polêmicos. O assunto da
Bíblia inclui muitos temas polêmicos: a existência e natureza de Deus, a
formação do universo, a criação e finalidade do homem, entre outros.
Escrita harmonicamente. A Bíblia
compõe-se então de sessenta e seis livros, elaborados por quarenta autores
humanos distinto, num período de mil e quinhentos anos, tendo sido escrita em
três línguas diferentes, em três continentes diferentes, abordando assuntos
muito polêmicos. Era de se esperar que o resultado fosse um texto confuso e
desconexo, longe de de ser harmonioso. Entretanto, a Bíblia é uma unidade. É
uma história que se desenrola de capa a capa, escrita em perfeita harmonia e
continuidade. Esta característica é notável, considerando-se os diversos
fatores em jogo. A única forma plausível de esse Livro ler sido composto com
tamanha precisão é que o autor supremo foi o próprio Deus.
As Profecias Nos Dão Motivo Para Crer
em Deus?
Uma das provas mais fortes da
existência de Deus é o cumprimento d profecia bíblica. As Escrituras
registraram muitos acontecimentos que Deus havia predito. Essas profecias que
se cumpriram dão testemunho de que Deus conhece todas as coisas. Somente Deus,
que não é limitado por nossa existência temporal e conhecimento finito, poderia
revelar o futuro com precisão e coerência. “E temos ainda mais firme a palavra
profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em
lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos
corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de
particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos
homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo”
(2Pedro 1.19-21).
Uma profecia é a predição de Deus de
acontecimentos futuros. As predições bíblicas não são profecias vagas; são,
sim, específicas. Além disso, não podem ser consideradas acaso, bom senso ou
fraude.
O Antigo Testamento, por exemplo,
prediz a vinda de um Salvador conhecido por Messias. As predições a seu
respeito são extremamente específicas. Incluem:
Local do nascimento do Messias. Deveria
nascer em Belém. “Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os
milhares de Judá, de ti é que sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas
saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miqueias
5.2).
Linhagem. O Antigo Testamento predisse
qual seria a genealogia do Messias. Esta inclui a linhagem de Abraão (Gênesis
22.18), a linhagem de Isaque (Gênesis 21.12), a linhagem de Jacó (Números
24.17), de Jessé (Isaías 11.10) e de Davi (Jeremias 23.5).
Antes da destruição do templo. O
Messias deveria ingressar no panorama histórico antes que o templo de Jerusalém
fosse destruído. “E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido, e
nada lhe subsistirá; e o povo do princípe que há de vir destruirá a cidade e o
santuário“ (Daniel 9.26).
O templo foi destruído em 70 d.C.
Portanto, foi profetizado que o Messias que havia de vir entraria no palco da
história antes de 70 d.C. As probabilidades de uma pessoa conseguir cumprir
essas profecias messiânicas por acaso são ínfimas. Porém Jesus de Nazaré
cumpriu estas e muitas outras.
A Bíblia também contém muitas profecias
referentes a nações e pessoas que se cumpriram literalmente. cumprimento
de profecias bíblicas é prova efetiva do conhecimento de Deus de todas as
coisas — passado, presente e futuro.
Visto que a Bíblia nos dá exemplos de
Deus predizendo o futuro, cabe a pergunta: “Por que ele faz isso?” Por que Deus
em certas ocasiões predisse acontecimentos futuros? Deus nos responde esta
pergunta através do profeta Isaías: “Lembrai-vos das coisas passadas desde a
antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro
semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as
coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei
toda a minha vontade” (Isaías 46.9-10). “Desde a antiguidade anunciei as coisas
que haviam de ser; da minha boca é que saíram, e eu as fiz ouvir; de repente as
pus por obra, elas aconteceram. Há muito as anunciei, e as manifestei antes que
acontecessem, para que não dissesses: O meu ídolo fez estas coisas, ou a minha
imagem de escultura, ou a minha imagem de fundição as ordenou” (Isaías 48.3-5).
Depreendemos destes versículos que:
Ao nos contar o que acontecerá no
futuro, sabemos que Deus existe, pois somente Deus poderia saber com certeza o
que ocorrerá.
Podemos entender também que ele é o
único Deus que existe, pois nenhum outro deus ou ídolo já conseguiu predizer o
futuro com precisão absoluta.
O homem pode também ficar descansado
que as outras prediçoes que Deusfez e que ainda não se cumpriram certamente se
cumprirão.
Por Que Deus Nos Contou o Que
Acontecerá no Futuro?
Podemos ainda confiar em tudo mais que
Deus diz, porque ele nos deu razão para tal confiança.
Podemos, portanto, estar certos de que
Deus controla a história e nossas próprias vidas. Sabendo que Deus predisse o
futuro precisamente, podemos viver com a certeza de que o que ele nos disse
acontecerá.
Como Jesus Cristo Ajuda a Provar a
Existência de Deus?
A vida de Jesus Cristo oferece provas
de que há um Deus? A resposta da Bíblia é afirmativa. O Novo Testamento declara
que Jesus é a encarnação do único Deus verdadeiro.
O Evangelho de João tem início com a
afirmação da natureza eterna de Jesus. “No princípio era o Verbo, e o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era Deus… E o Verbo se fez carne, e habitou entre
nós…” (João 1.1,14). Este é o testemunho nítido de que Jesus, o Deus eterno,
tornou-se homem.
Os judeus se escandalizaram porque
Jesus disse que era Deus. “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam
matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu
próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5 18).
O fato de que Jesus alegava ser Deus é
evidente, mas suas alegações eram verdade? Jesus deu provas de que era Deus ao
fazer coisas que somente Deus seria capaz de fazer — curar doenças incuráveis e
ressuscitar os mortos. Sua vinda à terra cumpriu diversas profecias que não
poderiam ter-se cumprido por acaso.
Há mais uma coisa que Jesus fez de que
só Deus seria capaz: ele perdoou pecados. Ele disse a um paralítico que lhe
trouxeram: “Filho, perdoados estão os teus pecados” (Marcos 2.5).
Essa atitude provocou uma forte reação
por parte dos líderes religiosos: ”Por que fala assim este homem? Ele blasfema.
Quem pode perdoar pecados senão um só, que é Deus?” (Marcos 2.7).
Estavam inteiramente certos. Somente
Deus possui a capacidade de perdoar pecados. O profeta Isaías registrou as
palavras do próprio Deus: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões
por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro” (Isaías 43.25).
Jesus se colocou em pé de igualdade com
Deus, ao declarar sua capacidade de perdoar pecados. Porém, o maior feito de
Jesus foi derrotar nosso maior inimigo: a morte. Ele predisse que ressurgiria
dos mortos. “Protestaram, pois, os judeus, perguntando-lhe: Que sinal de
autoridade nos mostras, uma vez que fazes isto? Respondeu-lhes Jesus: Derribai
este santuário, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em
quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu o levantarás em três
dias? Mas ele falava do santuário do seu corpo. Quando, pois, ressurgiu dentre
os mortos, seus discípulos se lembraram de que dissera isto, e creram na
Escritura, e na palavra que Jesus havia dito” (João 2.18-22).
A Bíblia afirma que a ressurreição
comprovou que Jesus era Deus, o Filho. “E que com poder foi declarado Filho de
Deus, segundo o espírito de santidade, pela ressurreição dentre os mortos…”
(Romanos 1.4).
A morte de Cristo na cruz e sua
ressurreição dentre os mortos é o evangelho, ou boas-novas, em que depositamos
nossa fé. “Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual
também recebestes, e no qual perseverais. Porque primeiramente vos entreguei o
que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras;
que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras”
(1Coríntios 15.1-4).
A ressurreição de Jesus demonstrou o
fato de que ele é Deus. Mostrou que possui autoridade sobre todas as coisas,
incluindo vida e morte. Podemos então sintetizar o assunto da seguinte forma:
O Novo Testamento testifica que Jesus é
o Deus eterno.
Jesus demonstrou que podia fazer o que
somente Deus era capaz de fazer — derrotar a morte, entre outras coisas.
A ressurreição de Jesus é prova de que
ele era, de fato, Deus,
O Que o Testemunho de Vidas
Transformadas Nos Fala Sobre Deus?
Existem, como já vimos, muitas
indicações objetivas de que Deus existe. Há ainda outra fonte de indicações que
é o testemunho de vidas que foram transformadas.
A Bíblia encoraja as pessoas a
experimentarem Deus. “Provai, e vede que o Senhor é bom; bem aventurado o homem
que nele se refugia” (Salmo 34.8).
A experiência cristã não é em si mesma
e por si só uma comprovação da veracidade da fé cristã. Mas se Deus se revelou
na Bíblia, deveríamos esperar que tal experiência desse testemunho compatível
com essa revelação.
Os discípulos de Jesus são um exemplo
de experiência que ratifica a Palavra de Deus. Todos eles abandonaram Jesus
guando Judas Iscariotes o traiu. Simão Pedro chegou a negar que o conhecesse.
Quando Jesus foi julgado e crucificado, seus discípulos não puderam ser
achados. No entanto, menos de dois meses depois, aqueles mesmos covardes
proclamavam com ousadia a verdade de Cristo para o mundo. Eles testificaram que
o que fez a diferença foi terem visto a Jesus ressurreto. Cada um daqueles
homens sofreu perseguição pelo resto da vida e, à exceção de João, morreu como
mártir por sua fé em Cristo.
Algo mudou suas vidas. Covardes não se
tornam mártires sem motivo. Que motivo foi esse? Os discípulos testificaram que
o fato de terem visto o Cristo ressurreto é que fez a diferença. Foi um
acontecimento histórico, não um conto de fadas. O apóstolo Pedro declarou:
“Porque não seguimos fábulas engenhosas quando vos fizemos conhecer o poder e a
vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, pois nós fomos testemunhas oculares da sua
majesta. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando pela Glória
Magnífica lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me
comprazo; e essa voz, dirigida do céu, ouvimo-la nós mesmos, estando com ele no
monte santo” (2Pedro 1.16-18).
A transformação das vidas dos
discípulos de Jesus serve de testemunho da veracidade da mensagem cristã. Saulo
de Tarso é outro exemplo. Ele perseguia os cristãos, mas sua vida mudou quando
teve uma experiência com o Cristo ressurreto na estrada para Damasco. Foi uma
experiência genuína, não uma fantasia. Disse ele ao rei Agripa: “Porque o rei,
diante de quem falo com liberdade, sabe destas coisas, pois não creio que nada
disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto” (Atos 26.26).
Como no caso dos discípulos de Jesus,
não há dúvida que a vida de Saulo mudou radicalmente. Da mesma forma que
aqueles, ele declarou que foi por ter visto o Cristo ressurreto. A
transformação de sua vida é mais um testemunho da veracidade da fé cristã.
Desde a época de Cristo as vidas de
milhões de pessoas têm sido mudadas por experimentarem o Cristo ressurreto. A
experiência daqueles que creem em Cristo confirma ainda mais que a mensagem
cristã é verdadeira.
Podemos concluir que:
A experiência cristã baseia-se nos
fatos do Evangelho.
Os discípulos de Jesus e Saulo de Tarso
são dois exemplos bíblicos de comprovação da experiência cristã.
Milhões de outras pessoas, depois dos
discípulos, já tiveram a mesma experiência.
A experiência cristã confirma, então,
ainda mais a veracidade da mensagem cristã.
O Que a Natureza Nos Diz de Deus?
A natureza (o universo que nos cerca)
nos fala alguma coisa sobre Deus? Podemos encontrar prova da existência de Deui
observando o mundo em que vivemos?
A Bíblia afirma que o universo é um
testemunho da existência de Deus. A estética e precisão que caracterizam sua
criação evidenciam seu grande poder criativo e conhecimento Nas palavras do
salmista: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das
suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite revela conhecimento a
outra noite. Não há fala, nem palavras; não se lhes ouve a voz. Por toda a
terra estende-se a sua linha, e as suas palavras até os confins do mundo. Neles
pôs uma tenda para o sol, que é qual noivo que sai do seu tálamo, e se alegra,
como um herói, a correr a sua carreira. A sua saída é desde uma extremidade dos
céus, e o seu curso até a outra extremidade deles; e nada se esconde ao seu
calor” (Salmo 19.1-6).
O apóstolo Paulo disse ao povo em
Listra: “…vos anunciamos o evangelho para que destas práticas vãs vos
convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar, e tudo quanto há neles;
o qual nos tempos passados permitiu que todas as nações andassem nos seus
próprios caminhos. Contudo não deixou de dar testemunho de si mesmo, fazendo o
bem, dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo-vos de mantimento,
e de alegria os vossos corações” (Atos 14.15-17).
O apóstolo Paulo escreveu à igreja em
Roma: “Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são
claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas
criadas, de modo que eles são inescusáveis” (Romanos 1.20).
Estas passsagens nos lembram que a obra
criativa de Deus pode ser observada na natureza. Ele criou as coisas para
funcionarem de forma ordenada, e continua a mantê-las em ordem. A obra de suas
mãos está em toda parte para que todos a contemplem. Basta que se olhe ao redor
para ver o “seu eterno poder” (Romanos 1.20).
A Natureza É Suficiente Para
Conhecermos a Deus?
Uma pessoa pode conhecer a Deus através
da observação da natureza? É possível descobrirmos quem Deus é, e como ele é,
observando o mundo que nos cerca? A resposta é não. Embora a natureza
testifique que Deus existe, em última análise somente o próprio Deus pode nos
revelar o seu próprio ser. A Bíblia deixa claro que a revelação de Deus na
natureza não é suficiente para que pecadores o conheçam. “Então Paulo, estando
em pé no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vejo que sois
excepcionalmente religiosos; porque, passando eu e observando os objetos do
vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: AO DEUS
DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais sem o conhecer, é o que vos anuncio”
(Atos 17.22-23).
Paulo escreveu aos efésios: “A mim me
foi dada esta graça de anunciar aos gentios as riquezas inescrutáveis de
Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os
séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou” (Efésios 3.8-9).
Quaisquer conclusões sobre o caráter e
objetivo de Deus, que se possa tirar da natureza, precisam ser analisadas à luz
do que Deus disse a seu respeito nas Escrituras, e do que Jesus, Deus em
pessoa, revelou sobre Deus quando irrompeu na história humana.
Onde Deus Mora?
Existe algum lugar em especial onde
Deus more? Onde fica?
A Bíblia ensina que a presença de Deus
está em cada ponto do universo. Isto não significa que o ente “Deus” esteja
espalhado por todo lado; significa apenas que Deus sabe o que está acontecendo
em toda parte, o tempo todo. Quando o rei Salomão orou ao dedicar o templo de
Jerusalém, tinha consciência deste fato: “Mas, na verdade, habitaria Deus na
terra? Eis que o céu, e até o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos
esta casa que edifiquei!” (1Reis 8.27).
Todavia, a Bíblia afirma também que
existe um determinado lugar onde Deus habita. O lugar de habitação de Deus é
conhecido por diversos nomes, mas o mais conhecido é “céu”. “Atenta lá dos céus
e vê, lá da tua santa e gloriosa habitação…” (Isaías 63.15).
Outra designação é “alto e santo
lugar”. “Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade, e cujo
nome é Santo: Num alto e santo lugar habito…” (Isaías 57.15).
Os céus tambem são chamados de “o trono
de Deus”. “Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu,
porque é o trono de Deus” (Mateus 5.34).
Jesus referiu-se aos céus como sendo a
casa de seu Pai. E onde os crentes habitarão. “Na casa de meu Pai há muitas
moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se
eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo,
para que onde eu estiver estejais vós tambem” (João 14.2-3). Tiramos as
seguintes conclusões sobre a morada de Deus:
Embora a presença de Deus esteja em
todo o universo, ele habita num lugar conhecido como céu.
Tomando por base as referências da
Bíblia, entendemos que o céu é um local real — embora não seja material,
geográfico — onde Deus reside e para onde os crentes um dia irão, juntando-se,
assim, a ele.
Pode-se Experimentar Deus Através de
Outras Religiões Diferentes do Cristianismo?
As Escrituras revelam que o Deus da
Bíblia é o único Deus verdadeiro. “Vós sois as minhas testemunhas, diz o
Senhor, e o meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais e
entendais que eu sou o mesmo; antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de
mim nenhum haverá” (Isaías 43.10).
Deus se revelou à humanidade nas
Escrituras e tomou providências para que O conhecêssemos. A Bíblia nos adverte
contra outras religiões e outros deuses: “Não terás outros deuses diante de
mim” (Êxodo 20.3).
Deus também proporcionou outro meio
para que as pessoas possam conhecê-lo: a pessoa de Jesus Cristo. Jesus disse:
“Em verdade, em verdade vos digo: eu
sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e
salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar
por mim, será salvo; entrará e sairá, e achará pastagens” (João 10.7-9).
“Eu sou o caminho, e a verdade, e a
vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14.6).
O apóstolo Pedro deixou claro que uma
pessoa só pode chegar ao Deus verdadeiro através de Jesus Cristo. “E em nenhum
outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os
homens, em que devamos ser salvos” (Atos 4.12).
As religiões que oferecem um meio de se
conhecer a Deus diferente da pessoa de Jesus Cristo são religiões falsas. Como
Paul E. Little escreveu: “Cristianismo é o que Deus tem feito pelo homem no
sentido de buscá-lo e vir em seu auxílio. Nas outras religiões o homem busca e
se esforça para alcançar Deus… Devido a esta profunda diferença, somente o
Cristianismo oferece certeza de salvação” (Know Why You Believe, Inter-Varsity
Press, p. 93).
Concluímos então que:
A Bíblia diz que só existe um Deus.
Deus proporcionou um meio pelo qual as
pessoas podem conhecê-lo, através da pessoa de Jesus Cristo.
Jesus disse que ninguém pode ir a Deus,
senão por ele.
Toda religião que ensina que Deus pode
ser alcançado sem necessidade de Jesus erra nesse ponto.
Por Que Não Crer em Muitos Deuses?
Excetuando-se o Deus da Bíblia, é
possível que existam outros deuses? A Bíblia faz algum comentário sobre a
existência desses outros deuses? Ela nos mostra claramente que embora pessoas
adorem pretensos deuses, existe apenas um Deus verdadeiro e eterno. “Vós sois
as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi; para que o
saibais, e me creiais e entendais que eu sou o mesmo; antes de mim Deus nenhum
se formou, e depois de mim nenhum haverá” (Isaías 43.10).
Embora a Bíblia faça referência a
falsos deuses, ela não afirma que tais deuses existem de fato. O apóstolo Paulo
escreveu: “Outrora, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza
não são deuses” (Gálatas 4.8).
As Escrituras indicam que esses falsos
deuses não devem ser comparados ao Deus único e verdadeiro. “A quem me
assemelhareis, e com quem me igualareis e me comparareis, para que sejamos
semelhantes? Os que prodigalizam o ouro da bolsa, e pesam a prata nas balanças,
assalariam o ourives, e ele faz um deus; e diante dele se prostram e adoram.
Eles o tomam sobre os ombros, o levam, e o colocam no seu lugar, e ali
permanece; do seu lugar não se pode mover; e, se recorrem a ele, resposta
nenhuma dá, nem livra alguém da sua tribulação” (Isaías 46.5-7).
Esses deuses eram uma invenção da mente
das pessoas que rejeitaram a verdade do único Deus verdadeiro. Somente o Deus
da Bíblia tem substância de verdade.
Considerando que o Deus da Bíblia nos
dá motivo para crer em sua existência, qualquer declaração sua a respeito de
outros deuses é definitiva. Como ele afirma ser o único Deus que existe, o
assunto está encerrado. Não existem quaisquer outros deuses verdadeiros.
Como as Religiões Orientais Encaram
Deus?
As religiões orientais, incluindo o
Budismo e o Hinduísmo, têm uma concepção de Deus diferente da do Cristianismo.
Quando comparadas, torna-se evidente que suas concepções de Deus são
incompatíveis com o Cristianismo.
Deus é a criação. As religiões
orientais não estabelecem qualquer distinção fundamental entre seu deus e a
criação. Ele é como o universo que foi criado. Elas ensinam que deus é tudo e
tudo é deus. Não é o que a Bíblia ensina. Deus se distingue de sua criação. “No
princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1.1).
Deus já era uma entidade antes da
criação do universo. Quando criou o universo físico, ele estava criando algo
que não existia antes. “Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela
palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê”
(Hebreus 11.3).
Essa nova criação não era uma
ramificação do ente Deus ou de sua natureza. É uma entidade completamente
diferente. Segundo a Bíblia, Deus não é parte de sua criação: “Porque toda casa
é edificada por alguém, mas quem edificou todas as coisas é Deus” (Hebreus
3.4).
Um ser sem personalidade. Pelo prisma
das religiões orientais, deus é parte do universo e, consequentemente, não tem
personalidade. O Cristianismo prega que Deus tem personalidade. “Porque Deus
amou o mundo de tal maneira…” (João 3.16).
Este versículo mostra que Deus tem
capacidade de amar o mundo. O deus das religiões orientais não pode amar o
mundo porque é a mesma entidade que o mundo. O Deus da Bíblia é capaz de
pensar, amar, raciocinar, odiar e julgar. Já o outro não pode fazer nada disso.
Sem qualquer interesse no homem. Também
não é possível que o deus das religiões orientais tenha qualquer interesse por
assuntos humanos. Portanto, não se tem alguém a quem orar, nem para proteger o
homem.
A Bíblia retrata um Deus intimamente
envolvido com o homem e com o que este faz. Jesus disse: “Vinde a mim, todos os
que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).
Então o Deus do Cristianismo não é o
mesmo deus que as religiões orientais pintam pelos seguintes motivos:
O deus das religiões orientais é parte
da criação; o Deus do Cristianismo distingue-se de sua criação.
O deus das religiões orientais não é
dotado de personalidade, ao passo que o Deus do Cristianismo o é.
Não é possível que o deus sem
personalidade do Oriente tenha qualquer interesse na humanidade, já o Deus do
Cristianismo preocupa-se profundamente com tudo que diz respeito ao homem.
O Deus do Islã É o Mesmo Deus do
Cristianismo?
Como acabamos de ver, o Deus do
Cristianismo não é o mesmo deus sem personalidade das religiões orientais. Mas,
e quanto ao Islã? Alá, o deus do Islamismo, é o mesmo Deus revelado na Bíblia?
A religião islâmica foi instituída por
um homem chamado Maomé, nascido em 570 d.C. Maomé dizia ter revelações de Deus,
revelações essas que extrapolavam as Escrituras do Judaísmo e do Cristianismo.
Contudo, os fatos indicam o contrário.
O conceito de Deus do Cristianismo e do Islamismo são diferentes. Não é
possível muçulmanos e cristãos adorarem o mesmo Deus, porque essas duas
religiões possuem textos autorizados diferentes, opiniões diferentes sobre
Jesus e concepções de salvação diferentes.
No Islamismo, o texto autorizado
supremo é o Alcorão — os muçulmanos acreditam que é a palavra de Deus. Embora o
Islamismo ensine que o Antigo e o Novo Testamento foram divinamente inspirados,
eles acreditam que os cristãos e os judeus adulteraram as Escrituras. Acreditam
ainda que a Bíblia está errada em todos os pontos em que diverge do Alcorão.
Para os muçulmanos, esta é a única fonte fidedigna de ensino.
O Alcorão retrata um deus diferente do
Deus do Cristianismo. O deus do Islã chama-se Alá, e em sua natureza existe uma
pessoa só. A Bíblia mostra que existe um Deus eterno que se revelou em três
pessoas eternas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Estas três pessoas
constituem o Deus único. Esta é a doutrina da Trindade. O Islamismo rejeita a
Trindade e o ensino do Novo Testamento de que Jesus Cristo é o Deus eterno. Ele
é considerado um mero profeta. Segundo o Alcorão “Ele [Jesus] não é mais que um
servo…” (Surata 19.92 — edição do Alcorão em português).
Esta declaração é uma contradição
frontal ao que a Bíblia diz de Jesus: “No princípio era o Verbo, e o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1.1).
Acredita-se no Islamismo que Maomé, seu
fundador, foi o maior e último profeta.
Por fim, o Islamismo ensina ainda que
existe um outro caminho, pelo qual as pessoas podem conhecer a Deus e ser
salvas de seus pecados. Seu critério de salvação são as boas ações de uma
pessoa. O Alcorão diz: “Quanto àqueles, cujas ações pesarem mais, serão os
bem-aventurados. Em troca, aqueles cujas ações forem leves, serão desventurados
e permanecerão eternamente no inferno” (Surata 23.102-103 — edição do Alcorão
em português).
A Bíblia diz que nossas boas obras não
podem agradar a Deus. Precisamos de um Salvador. Jesus foi Aquele que morreu
para nos salvar dos nossos pecados. Precisamos aceitar, pela fé, o perdão que
ele nos oferece. Não podemos merecer nossa salvação. “Não em virtude de obras
de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos
salvou” (Tito 3.5).
O Islamismo rejeita a salvação que
Jesus Cristo oferece. Concluímos que o deus do Islã e o Deus do Cristianismo
não se compatibilizam pelas seguintes razões:
Os textos autorizados são diferentes. O
Islamismo considera o Alcorão seu código definitivo e afirma que a Bíblia
contém erros. Esta mostra ser ela a Palavra infalível de Deus e autoridade
suprema sobre todas as questões, incluindo fé e
O Islamismo sustenta que Jesus era
apenas um grande profeta. O Novo Testamento prega que ele é o Deus verdadeiro.
O Islamismo exalta Maomé a uma posição mais elevada que a de Jesus.
O Islamismo ensina que uma pessoa pode
ser salva por suas obras, enquanto a Bíblia mostra que somente pela fé em
Cristo alguém pode ser salvo.
Portanto, Alá, o deus do Islã, não é o
Deus revelado na Bíblia.
O Que É Ateísmo?
A palavra ateísmo é formada pelo
prefixo grego a “não” e pela palavra grega theós “divindade ou Deus”. O ateu
acredita que Deus não existe. Ele explica a existência das coisas pelo lado
natural, ao invés de pelo sobrenatural. Ele encara o mundo que o cerca como um
produto de forças naturais. O ateu não vê sentido em crenças religiosas, em
Deus ou em deuses.
Ele acredita que é possível obter-se
provas de que Deus não existe. Sustenta ainda que há indicies substanciais
desse fato. Entretanto, ele próprio não consegue afirmar, em termos dogmáticos,
que Deus ou deuses não existem.
Existem apenas dois meios possíveis de
se saber que Deus não existe:
Considerando a possibilidade de que
existe um deus em alguma parte do universo que não entrou em contato conosco,
uma pessoa precisaria ter conhecimento absoluto de tudo que está acontecendo em
cada ponto do universo para afirmar categoricamente que Deus não existe. É
óbvio que se ela tivesse tanto conhecimento assim, a ponto de poder afirmar que
Deus não existe, seria onisciente e, portanto, por definição, Deus. Do
contrário não poderia ter certeza se Deus ou deuses existem ou não.
Alguém poderia saber que Deus não
existe se recebesse uma revelação especial informando-o da não existência de
Deus ou deuses no universo. Mas somente o próprio Deus poderia dar tal
revelação e, assim, esta forma de negar sua existência também não vale.
Portanto, afirmar que Deus não existe é
incorrer no erro de contestação categórica. Seria mais apropriado dizer: “Eu
não creio que haja indícios da existência de Deus”. Nestas bases, o ateísta
poderia explicar porque acha que Deus não existe, e o teísta (aquele que crê em
Deus), poderia rebater os argumentos do primeiro explicando porque ele crê na
existência de Deus.
O Que É Agnosticismo?
Agnosticismo é uma palavra formada pelo
prefixo grego a, “não” e pelo substantivo grego gnósis, “conhecimento”.
Agnóstico é quem acredita que não há indícios suficientes para provar ou
refutar a existência de Deus ou de deuses. O agnóstico critica tanto o teísta
quanto o ateísta por defenderem seus princípios de forma dogmática. Ele
procura, assim, manter uma posição de neutralidade.
Existem essencialmente duas categorias
de agnósticos. Uma afirma que há indícios insuficientes de que Deus existe, mas
não exclui a possibilidade de vir a alcançar provas no futuro. Esta categoria
de agnósticos acredita ser possível reunir indicações suficientes para se ter
certeza da existência de Deus. A outra categoria de agnósticos acredita que é
impossível que se venha a ter certeza da existência ou não de Deus ou de
deuses. No entender deste grupo, os fatos que permitiriam qualquer comprovação
não estão ao nosso alcance e nunca estarão.
Podemos, então, dividir os agnósticos
em duas categorias: aqueles que afirmam que não se sabe se Deus existe ou não,
e aqueles que sustentam que não é possível saber se ele existe ou não.
CONCLUSÃO
Tendo investigado os indícios da
existência de Deus, chegamos às seguintes conclusões:
A Bíblia prega que Deus existe.
Deus sempre existiu. Ninguém o criou.
Existe apenas um único Deus. Não há
outros deuses.
O Deus único existe eternamente em três
pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Esta é a doutrina da Trindade.
Deus deu à humanidade razões
suficientes para crer que ele existe. Entre algumas das razões de sabermos que
Deus existe estão: a Bíblia, profecias cumpridas, a ressurreição de Jesus
Cristo e a transformação da vida dos crentes.
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Fonte: “103 Perguntas que as Pessoas
Mais Fazem Sobre Deus”, Don Stewart, JUERP, 3ª edição, 1990.



