quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

0 Lições Bíblicas - 1º Trimestre Jovens 2021




Tema: ENSINA-NOS A ORAR: Exemplos de Pessoas e Orações que Marcaram as Escrituras.
Comentarista: Marcos Tedesco.


Sumário:
Lição 1 – O QUE SIGNIFICA ORAR
Lição 2 – ABRAÃO: A VIDA DE ORAÇÃO DE UM HOMEM DE FÉ
Lição 3 – MOISÉS: UM LÍDER DE ORAÇÃO
Lição 4 – ANA: A ORAÇÃO DE UMA MULHER ANGUSTIADA
Lição 5 – NEEMIAS: A ORAÇÃO DE UM CONSTRUTOR
Lição 6 – JEREMIAS: A ORAÇÃO E O LAMENTO DE UM PROFETA
Lição 7 – DANIEL: UM ESTADISTA QUE ORAVA
Lição 8 – HABACUQUE: A INTERCESSÃO DE UM HOMEM CHEIO DE ESPERANÇA
Lição 9 – A ORAÇÃO DO FARISEU E DO PUBLICANO
Lição 10 – JESUS E A ORAÇÃO DO PAI-NOSSO
Lição 11 – A ORAÇÃO SACERDOTAL DE JESUS
Lição 12 – A ORAÇÃO DE PAULO PELOS EFÉSIOS
Lição 13 – A ORAÇÃO DE PAULO EM FAVOR DO SEU ESPINHO


 

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

0 A futura Jerusalém celestial



Ah, como estaremos felizes quando pudermos estar lá e ver face a face o Senhor em sua majestade!


Vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido.” (Apocalipse 21.2)

A antiga Jerusalém era muito bela, com imponentes muros, belos portais, maravilhosas ruas – além do templo, que a tudo suplantava com seus enfeites de ouro. A futura Jerusalém celestial, no entanto, superará a terrena com infinita beleza e majestade: suas muralhas serão “de jaspe e a cidade... de ouro puro, semelhante ao vidro puro”. As doze pedras do fundamento serão enfeitadas com pedras preciosas e as doze portas serão doze pérolas, “cada porta feita de uma única pérola. A rua principal da cidade era de ouro puro, como vidro transparente”. No lugar de um templo perecível, construído por mãos humanas, no centro dela estarão “o Senhor Deus todo-poderoso e o Cordeiro”, e “a cidade não precisa de sol nem de lua para brilharem sobre ela, pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua candeia” (Apocalipse 21.18-23).

Quem pode imaginar tal beleza? Ah, como estaremos felizes quando pudermos estar lá e ver face a face o Senhor em sua majestade! Que consolo será poder beber do “rio da água da vida” que “flu[irá] do trono de Deus e do Cordeiro” (Apocalipse 22.1). Então estaremos livres de nossos fardos e preocupações, nossos medos e esforços. Então o louvaremos num interminável louvor para aquele que, mediante a entrega do seu corpo, nos resgatou e nos conduziu a esse reino de paz e de bênção. Aleluia!

Desejo a todos vocês um abençoado Ano Novo.

Eu te amo, Jerusalém, a cidade bela.
Cada uma de tuas pedras conta uma história.
Já viste muitos governantes e profetas.
Passaste por tempos de paz, mas também de lutas.

Ao entrar pelas tuas portas, para as ruas,
Onde já Salomão passou para ir ao Monte do Templo,
Então elevo minha gratidão ao Rei nas alturas,
Então quero louvar a Deus por seu feito amplo.

Quando, então, na nova Cidade eu entrar,
A cidade que Deus, do céu, nos enviará.
Então, grato, diante do Cordeiro irei me ajoelhar
E nunca mais o meu louvor então cessará.

Lothar Gassmann



FONTE: https://hoje.chamada.com.br/article/somente-jesus-cristo_a-futura-jerusalem-celestial
 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

0 Quem é o “seu” Cristo?


 


Quem é o “seu” Cristo?


Daniel Lima

O ambiente era tenso. Após algumas conversas, eu e certo irmão nos encontrávamos novamente. Eu tinha a pesada tarefa de tentar mostrar-lhe porque achava que o caminho que ele havia escolhido era um caminho que desagradava a Deus. Ele, insistente, queria que eu compreendesse suas escolhas, e, talvez mais que isso, que eu apoiasse suas escolhas. Após abrirmos mais uma vez a Bíblia para apontar o que, para mim, é claro, chegamos a um impasse.

Como última alternativa, virei minha Bíblia para ele, que estava do outro lado da mesa, e, apontando para um versículo, disse: “Meu irmão, se você consegue explicar sua escolha diante deste versículo, eu passo a concordar com você”. Eu não estava brincando. Na verdade, eu queria muito encontrar um espaço para não continuar naquela tensão. Eu queria muito não ser o opositor, o “estraga prazeres”. Houve momentos antes deste encontro que até mesmo orei para que Deus passasse de mim este cálice.

Este homem não era um herege, teoricamente não negava a autoridade bíblica, era membro da igreja, havia participado desta comunidade por muitos anos e era tido como um cristão sincero. Após ler mais uma vez o versículo, meu irmão pensou e respondeu: “O meu Jesus, a quem eu sigo e tenho amado todos estes anos, não diria isso aqui!”. E ele disse isso sabendo muito bem que o texto que eu apontava era um texto bíblico que confrontava diretamente o caminho que ele havia decidido seguir. Neste momento eu me dei conta que nós não seguíamos o mesmo Jesus.

Não podemos nos deixar levar pela tentação de produzir em nossas mentes um “Cristo” mais de acordo com nossas preferências, pelo simples fato de que este não será Jesus Cristo, Senhor e Salvador.

Em João 17.17, Jesus afirma: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. Assim, Jesus afirma que a Bíblia é a verdade. Essa é a visão que o próprio Cristo tinha da Palavra. Como pode então alguém afirmar que crê em Cristo, mas não na Palavra? É necessário perguntar em que “Cristo” esta pessoa crê? Quem afirma crer num Jesus que difere da revelação bíblica certamente, ou cria um Jesus que se adequa às suas perspectivas (homem criando deus...), ou afirma ter alguma outra revelação superior à própria Bíblia.

Paulo já enfrentou durante seu ministério pessoas que pregavam um outro evangelho. Reagindo com força a estes, ele escreve em Gálatas 1.6-9:

Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que pregamos a vocês, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém anuncia a vocês um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado!

Em resumo, não podemos nos deixar levar pela tentação de produzir em nossas mentes um “Cristo” mais adequado, mais agradável, mais de acordo com nossas preferências, pelo simples fato de que este não será Jesus Cristo, Senhor e Salvador, mas apenas um ideal que anestesia nossas ansiedades. O próprio Paulo nos alerta contra isso em 1Coríntios 3.11: “Porque ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo”.

Com isso eu preciso lhe perguntar: qual é o “seu” Cristo? Ele é o autor e consumador da tua fé (Hebreus 12.2)? Ele é o Cordeiro de Deus (João 1.29), a Luz do Mundo (João 8.12), o Bom Pastor (João 10.11), a Ressurreição e a Vida (João 11.25) e o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14.6)? Não siga um salvador feito sob encomenda para seus interesses, siga aquele que sustenta todas as coisas por sua palavra poderosa (Hebreus 1.3).

Minha oração é que você e eu possamos conhecer e continuar conhecendo o Jesus da Bíblia, o único que pode nos salvar.


FONTE: https://www.chamada.com.br/mensagens/quem_e_o_seu_cristo.html

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Daniel Lima foi pastor de igreja local por mais de 25 anos. Formado em psicologia, mestre em educação cristã e doutorando em formação de líderes no Fuller Theological Seminary, EUA. Daniel foi diretor acadêmico do Seminário Bíblico Palavra da Vida por 5 anos, é autor, preletor e tem exercido um ministério na formação e mentoreamento de pastores. Casado com Ana Paula há mais de 30 anos, tem 4 filhos, uma neta e vive no Rio Grande do Sul desde 1995.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

0 A perseguição aos cristãos na Turquia


 


Com pouca liberdade religiosa, cristãos da Turquia enfrentam pressão social crescente e até mesmo incidentes violentos


Com uma população 98,3% muçulmana, a influência do islamismo na Turquia está crescendo. Após os agnósticos, os cristãos são o terceiro maior grupo religioso no país, no entanto, esse grupo corresponde a menos de 1% da população.

O principal tipo de perseguição presente na Turquia é a opressão islâmica, fazendo com que o nacionalismo religioso afete todos os cristãos no país, mas especialmente os cristãos ex-muçulmanos. O nacionalismo religioso presente na sociedade coloca muita pressão sobre os cristãos. O governo não atua contra os cristãos em particular, mas o nacionalismo da sociedade não deixa lugar para que anunciem sua mensagem.

Desde a tentativa fracassada de golpe em 2016, o governo do presidente Erdogan deixou cair sua máscara de apoio à democracia e está abertamente restringindo a liberdade em toda a sociedade turca. Devido às novas políticas mais restritivas do governo, o nível de intolerância contra todos que não apoiam Erdogan aumentou. Cidadãos não muçulmanos sunitas, inclusive a minúscula minoria cristã, enfrentam aumento de pressão, o que tem se traduzido de forma crescente em incidentes violentos.

 

Conversão não é proibida por lei, mas a pressão é social

Apesar de a conversão não ser legalmente proibida, os cristãos ex-muçulmanos enfrentam forte oposição social. Os convertidos são pressionados por suas famílias e comunidades a retornar ao islã; até mesmo trocar de denominação cristã pode ser problemático.

Por isso, muitas vezes, os cristãos escondem sua conversão. Embora os convertidos ao cristianismo possam trocar seu status religioso na carteira de identidade, o processo pode ser difícil e estressante. Uma vez descoberto, um cristão ex-muçulmano pode ser ameaçado de divórcio e perda de seu direito de herança.

O coquetel de islamismo e nacionalismo também afeta os cristãos que não eram muçulmanos. Esses são de etnias minoritárias, como gregos, armênios e siríacos. Eles não são considerados membros da sociedade turca e se deparam com vários tipos de obstruções legais e burocráticas. Os cristãos não têm acesso ao setor público de emprego e enfrentam discriminação no setor privado. Como a afiliação religiosa é registrada no documento de identidade, é muito fácil descartar candidatos cristãos.

A Turquia, que ocupa a 36ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2020, necessita das nossas orações. Interceda pela Igreja Perseguida do país, para que mesmo em minoria e ameaçada, se levante e resplandeça. Que seja estabelecida uma igreja forte no país, com raízes profundas no evangelho da graça e habilitada a mostrar o amor de Deus ao seu próximo e aos seus inimigos.


FONTE: https://www.portasabertas.org.br/noticias/cristaos-perseguidos/a-perseguicao-aos-cristaos-na-turquia


sexta-feira, 13 de novembro de 2020

0 Jesus Voltou em 1914?






Pr. João Flávio Martinez

As TJs negam o que a Bíblia ensina sobre a volta pessoal, literal e visível de Cristo para governar e reinar sobre a terra, durante o milênio. Ensinam que Cristo já voltou em 1914.

Observe: “Na sua volta… no ano de 1914” (Livro – Poderá Viver…Pág.193).

E para consubstanciar esta declaração, citam todas as invenções modernas como prova da “parousia” (volta) de Jesus. Nos seus escritos encontramos ainda as seguintes declarações: “Não devemos esperar que Ele (Jesus) torne a voltar como ser humano”… “A volta fica mais adequadamente traduzida por presença e se refere à presença invisível do Senhor”.

Agora Contrastemos isso com a Bíblia, o que ela nos mostra? Mostra-nos que Jesus Cristo vai voltar novamente para o arrebatamento da sua Igreja (I Ts.4:13-18; Mt.24:36-44). E no final de tudo aparecerá com grande poder e glória e todo o olho o verá – leiamos: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mt.24:30; leia também Zc.14:4; At.1:11; Ap.1:7). É uma grande tolice declarar que estes fatos e muitos outros se cumpriram em 1914. As TJs erraram em todas as predições envolvendo 1914 e hoje baseados em novas “iluminações” tentam camuflar os erros do passado.

Certa vez, numa conversa com um ancião das TJs, indaguei-lhe qual era a base para a data da volta de Jesus em 1914? Ele respondeu-me que estava nas previsões do livro de Daniel. Perguntei-lhe então: Se essa doutrina é tão importante e baseada no livro de Daniel foi possível calcular a data da volta de Cristo, então por que Jesus ou algum dos apóstolos não comentaram sobre tal cálculo, visto que eles conheciam perfeitamente o livro de Daniel (Mt.24:15)? Continuei: Seria por que Russel conhecia mais a Bíblia do que os apóstolos ou o próprio Jesus? Com um olhar estupefato e com feições nervosas, ele retrucou: Não sei, nunca pensei no assunto.

Saiba que qualquer teólogo, ainda que seja de renome, não sabe e não poderá calcular o dia da Volta de Cristo, pois está escrito:Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, {nem o Russel}, senão só o Pai. (Mt.24:36 – grifo é nosso).

Será que as TJs acham que o fundador da Torre de Vigia é maior que Jeová? Quem sabe!


FONTE: http://www.cacp.org.br/jesus-voltou-em-1914/


 

sábado, 7 de novembro de 2020

0 Lições Bíblicas Adultos - O Verdadeiro Pentecostalismo: A Atualidade da Doutrina Bíblica sobre a Atuação do Espírito Santo

 




Sumário:


Lição 1 – A Pessoa do Espírito Santo
Lição 2 – A Atuação do Espírito Santo no Plano da Redenção
Lição 3 – O Batismo no Espírito Santo
Lição 4 – A Atualidade dos Dons Espirituais
Lição 5 – Fruto do Espírito: o Eu Crucificado
Lição 6 – Santificação: Comprometidos com a Ética do Espírito
Lição 7 – Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência
Lição 8 – Comprometidos com a Palavra de Deus
Lição 9 – Vivendo o Fervor Espiritual
Lição 10 – O Senhor Jesus Cura Hoje
Lição 11 – Compromissados com a Evangelização
Lição 12 – A Urgência do Discipulado
Lição 13 – Voltados os olhos para a Bendita Esperança

Comentarista: Pastor Esequias Soares


quinta-feira, 5 de novembro de 2020

0 A Torre de Vigia vista por dentro




Já pôs Sua Religião Alguma Vez à Prova?” — é o título do artigo publicado na revista A Sentinela de 1-10-64-, p. 579.

Dizem em seguidas as Testemunhas: “O que dizer da sua religião? Quando foi que a pôs á prova pela ultima vez? Já a provou a luz da Palavra de Deus, a Bíblia, para ver se esta a altura dos padrões de Deus? Será que isso é necessá­rio? Sim, porque nem toda a religião é boa.”

Tais indagações são o resultado da orientação traçada pelo Corpo Governante intitulado o “escravo fiel e discreto” no sentido de levar as Testemunhas a aceitar que esse grupo de homens clericais é o único autorizado por Jeová Deus para transmitir sua vontade aos homens, de modo absoluto e inquestionável.

Como se identifica então a religião verdadeira? Respon­dem as Testemunhas, “A religião dele (de Deus) é a única de crenças certas e é harmoniosa em todas as suas expressões, assim como a verda­deira ciência física é harmoniosa e não contraditória entre si mesma.” (A Sentinela de 15-5-1964, p. 304).

Examine – Testemunha de Jeová – sua organização por den­tro e confronte aquilo no que você crê hoje como verdade com o que as Testemunhas de tempos atrás também criam como verdade e tenha presente que “não pode haver duas verdades, quando uma não concorda com a outra. Ou uma ou a outra é verdadeira, mas não ambas. Crer sinceramente em alguma coisa e praticá-la não a torna certa, se realmente for errada.” (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso da Terra, p. 32 § 19)

Seu futuro parece-lhe seguro? Quer se sinta confiante, sugerimos que não perca a oportunidade de uma autoanalise específica respondendo SIM ou NÃO para avaliar quantas mudanças doutrinárias ocorreram durante os 100 anos de direção divina recentemente comemorado.

I – SE VOCÊ FOSSE TESTEMUNHA DE JEOVÁ ENTRE 187O-1916 (PERIODO DE C.T RUSSEL), VOCÊ ESTARIA NA VERDADE SE CRESSE QUE:

  • O “tempo do fim” começou em 1799 e demoraria 115 anos?
  • A segunda vinda (presença) de Cristo se deu em 1874?
  • A abstenção de sangue de At 15.28-29 aplicava-se estritamente ao sangue de animais?
  • Israel, segundo a carne, estava retornando à Palestina como um sinal evidente do cumprimento da profecia bíblica?
  • A criação do homem foi calculada para 4128 A.E.C, e a entrada do pecado no mundo se deu em 4126 A.E.C.?
  • Os 6.000 anos da existência do homem na terra terminaram em 1874, ano em que também se deu a segunda vinda de Cristo?
  • Os mortos em Cristo ressuscitaram em 1878?
  • Adão e Eva seriam ressuscitados juntamente com os bilhões de mortos?
  • O Natal era festa cristã, podendo ser comemorado em 25 de dezembro?
  • Jesus tinha morrido numa cruz?
  • Jesus podia ser adorado?
  • Jesus não era o Arcanjo Miguel, visto que Miguel adorava o próprio Cristo conforme Hb 1.6?
  • A Batalha do Armagedom terminaria em 1914 com a destruição de todos os governos da terra?
  • A saudação à bandeira de qualquer nação era livre?
  • O cristão podia prestar o serviço militar?
  • A glorificação da Igreja ocorreria antes de 1914?
  • Jesus ressuscitou como espírito glorificado e seu corpo foi dissolvido em gases e/ou guardado para ser exibido no milênio como prova do resgate?
  • A “Grande Tribulação” tinha começado em 1874?
  • Jesus era o Alfa e Ômega?
  • Charles Tazel Russel era o “escravo fiel e discreto”?
  • O aniversário natalício podia ser comemorado?
  • As “autoridades superiores” de Rm 13.1 eram Jeová e Jesus Cristo?
  • As Igrejas seriam destruídas em 1918?
  • Não havia nenhuma organização visível de Deus na terra?

II – SE VOCÊ FOSSE TESTEMUNHA DE JEOVÁ ENTRE 1917-1942 (PERÍODO DE JOSEPH F. RUTHERFORD), VOCÊ ESTARIA NA VERDADE SE CRESSE QUE:

  • A vacina era quebra do pacto que Deus fez com Noé?
  • As “autoridades superiores” de Rm 13.1 eram os servos de congregação?
  • A segunda presença de Cristo e sua entronização no céu ocorreu em 1914?
  • Os “Príncipes” ressuscitariam corporal e visivelmente em 1925?
  • Os vivos em 1925 não morreriam mais?
  • Toda religião era de origem satânica – não havia religião verdadeira?
  • Os mortos em Cristo tinham ressuscitado em 1918?
  • A “Grande Multidão” não podia participar da refeição noturna do Senhor, como antes o fazia?
  • A saudação a bandeira de qualquer nação era idolatria?
  • O Espírito Santo tinha cessado seu trabalho de Advogado, Consolador, Confortador, Ajudador em 1918?
  • Deus tinha vários nomes, podendo ser chamado de Deus Altíssimo, Jeová, Todo-Poderoso, Pai?
  • O nome Testemunhas de Jeová era de uso exclusivo dos Ungidos e os demais podiam ser chamados jonadabistas?
  • Adão e Eva não ressuscitariam, tendo sido mortos por Jeová?
  • A oportunidade para pertencer à classe dos Ungidos ocorrera entre 29 E. C. a 1931?
  • Os jovens não deviam casar-se antes do Armagedom, acon­tecimento este que se daria dentro de meses a partir de 1941?
  • A vacina não tinha apoio bíblico para ser proibida?
  • A Casa Beth- Sarim em San Diego, construída para receber os “príncipes” tinha sido motivo de escárnio pelos de fora, mas eles rangeriam os dentes quando vissem os “Príncipes” morando nela?
  • Jesus tinha morrido numa estaca?
  • O Natal era festa pagã?
  • O dízimo era um sistema de contribuição bíblico?
  • Jesus era o Arcanjo Miguel?
  • Jesus não podia receber senão adoração ‘relativa’?
  • Houve uma medida de desapontamento nos fiéis de Jeová concernente aos anos de 1914, 1918 e 1925?
  • A Pirâmide de Gizé, no Egito, não era uma testemunha de pedra de Jeová mas uma testemunha de Satanás?

III – SE VOCÊ FOSSE TESTEMUNHA DE JEOVÁ ENTRE 1942-1977 (PERÍODO DE NATHAN HOMER KNORR), VOCÊ ESTARIA NA VERDA­DE SE CRESSE QUE:

  • A Sociedade Torre de Vigia era a única organização visível de Deus, na terra?
  • O “escravo fiel e discreto” era o Corpo Governante?
  • A Bíblia não era um livro para pessoas, mas pertencen­te a organização de Deus a classe dos Ungidos?
  • As “autoridades superiores” de Rm 13.1 eram os gover­nantes do mundo?
  • A transfusão de sangue era proibida por At 15.28-29?
  • Os 6.000 anos da existência do homem na terra se cumpriria em 1975 quando se iniciaria o milênio de Je­sus na terra, precedido pela Batalha do Armagedom?
  • Adão e Eva foram criados por Jeová em 4028 A. E. C. e a entrada do pecado no mundo se deu em 4026 A. E, C.?
  • A maioria do povo vivo era 1975 não morreria mais?
  • O “tempo do fim” começou em 1914?
  • O dízimo não tinha apoio bíblico?
  • Jesus só podia receber homenagem?
  • Não havia base bíblica para celebração de aniversário natalício?
  • Os acontecimentos – milênio e Armagedom – não se de­ram em 1975 por que não se sabe quantos anos ocorre­ram entre a criação de Adão e Eva?
  • A geração que viu o “sinal” em 1914, com 15 anos na ocasião para poder ver com os olhos do entendimento o “sinal”, não morreria sem ver a mudança do sistema atual de coisas?

IV – SE VOCÊ É HOJE TESTEMUNHA DE JEOVÁ (PERÍODO DE FRED FRANZ DE 1977–?) VOCÊ ESTÁ NA VERDADE SE CRER QUE:

  • Os bebês que nasceram em 1914 estão com 70 anos?
  • Os bebês nada tem a ver com o Armagedom porque as crianças nascidas em 1914 não tinham percepção suficien­te para ver o “sinal” da presença de Cristo?
  • Que qualquer pessoa que quiser escapar da destruição do Armagedom deve vir para a organização de Deus – A Torre de Vigia ?
  • Que uma “geração” não tem tempo definido como estabelece o Sl 90.10 podendo ultrapassar 70 ou 80 anos?
  • Que a tradução de Johannes Greber que serviu de base para a tradução de Jo 1.1 “… e a Palavra era Deus”‘ pela Tradução do Novo Mundo não seria mais utilizada pelo Corpo Governante por estar Johannes Greber ligado ao espiritismo?
  • Que os jovens em idade de alistamento militar devem tomar suas providencias para esse alistamento?
  • Que é ser vítima de fraude dirigir-se a Deus pelos títulos Deus, Altíssimo, Senhor, Todo-poderoso, Pai?
  • Que os 144.000, juntamente com Cristo, durante o milênio, terão um poder nunca outorgado a qualquer outro governo – o de perdoar os pecados dos que viverem na terra?

TESTE FINAL

Como podemos saber se estamos seguindo corretamente o Cristianismo? Faça a você mesmo as seguintes perguntas:

  • Quem está controlando minha vida?
  • Amo eu a todo o povo ou somente os da minha Sociedade?
  • Sou eu um agente livre moral?
  • Em algum assunto sobre algo duvidoso obtenho minha solução da Bíblia ou tenho que indaga-la do “servo de congregação”?
  • Quanto tenho que obedecer a tal líder?
  • Estaria disposto a sacrificar a vida de um dos meus filhos ou paren­tes por causa da “verdade” embora não creia realmente nisso?
  • Que é preciso fazer para ser salvo: quantas horas de trabalho de campo para escapar do perigo do Armagedom?
  • Se minha religião não tem sido verdadeira, com qual igreja poderia unir-me?
  • Estou sendo perseguido por defender interesses de Cristo ou da minha Organização Religiosa?
  • Estou preso a leis, ritos humanos ou divinos?
  • É Cristo meu único e suficiente Salvador ou preciso do trabalho sacerdotal de 144.000 pessoas com Ele?

terça-feira, 3 de novembro de 2020

0 Por que não precisamos guardar o Sábado?




Pr. João Flávio Martinez 

Simplesmente porque…

– O Sábado faz parte de um concerto ou pacto entre Deus e o povo israelita:

“Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações como pacto perpétuo. Entre mim e os filhos de Israel será ele um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, e ao sétimo dia descansou, e achou refrigério” (Ex.31:16).

“Lembra-te (povo hebreu) de que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia do sábado” (Dt. 5:15, parênteses do autor).

• – Antes do concerto do Sinai Deus não ordenou a ninguém que guardasse o Sábado: 

“E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida” (Gn.3:17); “Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”Gl.3:10); “Guardais dias(no caso o Sábado), e meses, e tempos, e anos. Temo a vosso respeito não haja eu trabalhado em vão entre vós” (Gl.4:10-11, parêntesis nosso); “ concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” (Rm.3:28).

• – Jesus Cristo foi a última pessoa que teve obrigação de guardar a Lei e o Sábado: 

“mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos”(Gl.4:4-5; Rm. 10:4).

• – O Sábado faz parte da lei e esta foi por Cristo abolida totalmente: 

“… e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz”(Cl.2:14); “mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto (a Lei), permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele (a Lei e tudo o que nela está incluído, no nosso caso o Sábado) abolido” (II Cor.3:14). { Grifo do autor}.

Os adventistas, para imporem a obrigatoriedade da guarda do Sábado, se valem de argumentos infundados estabelecendo uma distinção entre a Lei Moral e Lei Cerimonial, Lei de Deus e Lei de Moisés, dizendo que a Lei Moral ou lei de Deus se restringe aos 10 mandamentos e continuará para sempre, e que a Lei de Moisés ou Lei cerimonial abrange o Pentateuco escrito por Moisés e foi abolida. Essa distinção é imprópria e inescriturística.

Vejamos:

– “E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o Livro da Lei de Moisés” (Ne.8:1). Observe a expressão “o livro da Lei de Moisés”. Este mesmo livro, denominado de “Lei de Moisés” é, a seguir, assim chamado: “E leram no livro, na Lei de Deus; e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse”; “E acharam escrito na Lei que o Senhor ordenará, pelo ministério de Moisés, …”(Ne.8:8; 8:14)

– “Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá”(Mc.7:10). Ora, nós sabemos pôr Êx. 20:12 que se trata do quinto mandamento, e, no entanto se diz que “Moisés disse”.

 “Não vos deu Moisés a lei? No entanto nenhum de vós cumpre a lei. Por que procurais matar-me?” (Jo. 7:19). Onde a Lei proíbe o homicídio? Em Êx. 20:13, dentro dos dez mandamentos. O decálogo é chamado por Jesus de Lei de Moisés.

O apóstolo Paulo chama o decálogo de Lei; “… pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera” (Rm.7:7). Para o apóstolo Lei mosaica e decálogo eram a mesma coisa.

Essa divisão da lei em duas é artificial, sem qualquer apoio bíblico, mas fundamental para impor a guarda do Sábado na doutrina Adventista.

• – Estamos em um novo concerto muito melhor, fazendo-se necessário à mudança da Lei: 

“Mas agora alcançou ele (Jesus) ministério tanto mais excelente quanto é mediador de um melhor pacto (aliança ou concerto), o qual está firmado sobre melhores promessas” (Hb. 8:6). {Grifo meu}

Faz-se, aqui, necessário uma explicação sobre o nosso novo concerto e a mudança da Lei. Foi o próprio Cristo que instituiu a nova aliança (Mt.26:28) trazendo assim uma nova concepção da vida espiritual que Deus quer que tenhamos. Isso foi tão profundo que os judeus não entenderam e nem aceitaram. A lei dizia: “olho por olho, e dente por dente”. Jesus disse: “não resistais ao mal; mas se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mt.5:38-39). Quanto ao Sábado, a Lei dizia que deveria ser guardado e santificado (Ex.20:8), mas no novo pacto isso muda e o que tem que ser guardado e santificado é o povo de Deus, não só em um dia da semana, mas nos sete. Isso é pelo fato do Sábado ser feito para o homem e não o homem para ser escravo do Sábado (Mc.2:27-28). Todos os dias para os cristãos têm que ser santo e especial, pois em qualquer um desses dias Jesus pode voltar (Mc.13:32). A nova concepção do Sábado é muito mais profunda do que qualquer sabatista possa querer explicar, pois muitas são as mudanças na visão dessa lei da guarda do Sábado. Em Hebreus (capítulo 4) Jesus é o próprio Sábado e é claro que o Senhor reina em todos os dias. Para a Igreja o Sábado, que era o dia da santificação, tornou-se todos os dias. É uma pena que os Adventistas e sabatistas consagrem apenas um dia para o Senhor, pois A IGREJA DE CRISTO CONSAGRA TODOS OS DIAS PARA O SEU SENHOR.

Explica o seguinte o Dr. G. Archer sobre essa problemática: “…a verdadeira questão é se a ordem sobre o sétimo dia, o Sábado do Senhor, foi transferida (Hb.7:12), no NT, para o primeiro dia da semana, o Domingo, que a igreja em geral honra como o dia do Senhor. De fato, ele é também conhecido como Sábado cristão. O âmago ou cerne da pregação apostólica ao mundo gentio e judaico, a partir do pentecostes era a ressurreição de Jesus (At.2:32). O ressurgimento de Cristo era a comprovação de Deus, perante o mundo, de que o salvador da humanidade havia pago o preço válido e suficiente pelos pecadores e havia superado a maldição da morte. O sacrifício expiatório eficaz de Jesus e sua vitória sobre a maldição da morte introduziu uma nova época ou dispensação da Igreja (Ef.1:10). Assim como a ceia do Senhor(I Cor.11:23-34) substituiu a Páscoa (Mt.26:17-30; Lc.22:7-23), na antiga aliança – “Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento (novo concerto, pacto, aliança)”. A morte de Cristo substituiu o sacrifício de animais no altar (Jo.19:30, Cf. Lv.), o sacerdócio arônico (Êx.28) foi substituído pelo sacerdócio supremo de Jesus “segundo a ordem de Melquisedeque”(Hb.7) e fez com que cada crente se torna-se um sacerdote (Ap.1:5). Também o quarto mandamento, dentre os dez, que pelo menos em parte tinha natureza cerimonial (Cl.2:16-17), deveria ser substituído por outro símbolo, mais apropriado à nova dispensação – O DOMINGO “Dia do Senhor”. (Enciclopédia de Dificuldades Bíblicas, pág. 125)

• – No novo concerto, sob qual estamos (Hb. 8:6), não existe mandamento para guardar o Sábado embora encontremos todos os outros do decálogo. 

Leiamos:

“Perguntou-lhe ele: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás; não adulterarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe; e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se quereres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me. Mas o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste; porque possuía muitos bens” (Mt.19:18-22).

É evidente que, na opinião dos sabatistas, uma das mais importantes doutrinas é a da guarda do Sábado. Se realmente fosse tão importante a guarda sabática, então seguramente teria de haver menção do mandamento no Novo Testamento. Entretanto, todos os outros mandamentos do decálogo são repetidos muitas vezes, porém o fato é que não encontramos o mandamento sobre o Sábado no Novo Testamento nem sequer uma vez. No caso do jovem rico, Jesus enumerou a maioria dos mandamentos, mas deixou de fora o mandamento sobre o sétimo dia. O grande questionamento seria o porquê o Novo Testamento, que cita todos os demais mandamentos do decálogo, não explicita a questão da guarda sabática.

• – O apóstolo Paulo era apóstolo dos gentios, mas nunca ensinou ninguém a ficar guardando dias. Muito pelo contrário, ele afirmou que se alguém ficar guardando dias o evangelho da graça é inútil para essa pessoa:

“Guardais dias (no caso o Sábado), e meses, e tempos, e anos. Temo a vosso respeito não haja eu trabalhado em vão entre vós… Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça decaístes”. (Gl.4:10-11; 5:4). {Grifo meu)

• – Os sabatistas condenam quem não guarda o Sábado e afirmam que esta pessoa não será salva. 

“Foi-me mostrada então uma multidão que ululava em agonia. Em suas vestes estava escrito em grandes letras: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. Perguntei (ao anjo) quem era aquela multidão. O Anjo disse: Estes são os que já guardaram o sábado e o abandonaram. Vi que eles haviam … enlameado o resto com os pés – pisando o sábado a pés; e por isso foram pesados na balança e achados em falta.” (Primeiros Escritos, pág.37)

• O apóstolo Paulo da uma dura repreensão para estas pessoas que condenam os seus irmãos: 

“Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é o Senhor para o firmar. Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente” (Rm.14:4-5).
“Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes o seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão” (Rm.14:13). 

Sabemos de dezenas de histórias de pessoas que ficaram endividadas e chegaram até a passar necessidades e sabe porquê? Os sabatistas proibiram o irmão de trabalhar naquela determinada firma, pois lá se trabalhava aos sábados. É impressionante como uma doutrina chega a ser extremista e a prejudicar a comunidade.

Ainda bem que existe as verdadeiras Igrejas de Cristo para ensinar a verdade para as pessoas. A verdade é libertadora (Jo. 8:32) e não opressora como esta doutrina. As pessoas procuram as igrejas para tirarem o fardo pesado das costas (Mt. 11:28-30) e muitas vezes ao chegarem lá os seus fardos não se aliviam e sim ficam mais pesados. É o coso de quem se achega à igreja Adventista, pois quem não guarda o Sábado está fora da comunhão e doutrina da igreja. Os líderes condenam veementes os que ali no meio não cumprem a guarda deste dia. Isso é muito triste!

Explicando Colossenses 2:16

“Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo” (Cl.2:16-17).

Para fugir à evidência de Cl.2:16-17, onde Paulo se refere ao Sábado semanal como integrante das coisas passageiras da Lei que terminaram com a morte de Cristo na cruz, os adventistas costumam argumentar que a palavra “Sábado” não se refere ao sábado semanal, mas aos anuais ou cerimoniais de Lv.23. O que não é verdade, pois os sábados anuais ou cerimoniais já estão incluídos na expressão “dias de festa”. Esta indicação mostra positivamente que a palavra SABBATON, como é usada em Cl.2:16, não pode se referir aos sábados festivos, anuais ou cerimoniais. Sendo assim é difícil para os Adventistas sustentar a sua doutrina sabática, desde que temos visto que o Sábado pode legitimamente ser tido como “sombra” ou símbolo preparatório de bênçãos espirituais e não dogmas legalistas (vrs. 17).

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FONTE:CACP / http://www.cacp.org.br/porque-nao-precisamos-guardar-o-sabado/

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

0 31 de Outubro - dia da Reforma Protestante

 






95 Teses de Lutero
Disputatio pro declaratione virtutis indulgentiarum, 1522

Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão do século XVI liderado por Martinho Lutero, simbolizado pela publicação de suas 95 Teses em 31 de outubro de 1517[1][2] na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. Tendo por ponto de partida as críticas às vendas de indulgências, o movimento de Lutero tornou-se conhecido como um protesto contra os abusos do clero, evoluindo para uma proposta de reforma no catolicismo romano a partir da mudança em diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, com base no que Lutero entendia como um retorno às escrituras sagradas.[3] Os princípios fundamentais extraídos da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco Solas.[4]

Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada no Sacro Império, estendendo-se pela SuíçaFrançaPaíses BaixosInglaterraEscandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contrarreforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento.

O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformadores protestantes, originando o protestantismo.

Pré-Reforma

A Pré-Reforma foi o período anterior à Reforma Protestante no qual se iniciaram as bases ideológicas que posteriormente resultaram na reforma iniciada por Martinho Lutero.

A Pré-Reforma tem suas origens em uma denominação cristã do século XII conhecida como valdenses, que era formada pelos seguidores de Pedro Valdo, um comerciante de Lião, na atual França, que se converteu ao Cristianismo por volta de 1174. Valdo decidiu encomendar uma tradução da Bíblia para a linguagem popular e começou a pregá-la ao povo sem ser sacerdote. Ao mesmo tempo, renunciou à sua atividade e aos bens, que repartiu entre os pobres. Desde o início, os valdenses afirmavam o direito de cada fiel de ter a Bíblia em sua própria língua, considerando ser a fonte de toda autoridade eclesiástica. Eles reuniam-se em casas de famílias ou mesmo em grutas, clandestinamente, devido à perseguição da Igreja Católica Romana, já que negavam a supremacia de Roma e rejeitavam o culto às imagens, que consideravam como sendo idolatria.[5]

No seguimento do colapso de instituições monásticas e da escolástica nos finais da Idade Média na Europa, acentuado pelo Cativeiro Babilônico da igreja no papado de Avinhão, o Grande Cisma e o fracasso da conciliação, se viu no século XVI o fermentar de um enorme debate sobre a reforma da religião e dos posteriores valores religiosos fundamentais.

No século XIV, o inglês John Wycliffe,[6] considerado como precursor da Reforma Protestante, levantou diversas questões sobre controvérsias que envolviam o cristianismo, mais precisamente a Igreja Católica Romana. Entre outras ideias, Wycliffe queria o retorno da Igreja à primitiva pobreza dos tempos dos evangelistas, algo que, na sua visão, era incompatível com o poder político do papa e dos cardeais, e que o poder da Igreja devia ser limitado às questões espirituais, sendo o poder político exercido pelo Estado, representado pelo rei. Contrário à rígida hierarquia eclesiástica, Wycliffe defendia a pobreza dos padres e os organizou em grupos. Estes padres foram conhecidos como lolardos.

Mais tarde, surgiu outra figura importante deste período: João Huss. Este pensador tcheco iniciou um movimento religioso baseado nas ideias de John Wycliffe. Seus seguidores ficaram conhecidos como hussitas.[7]

Razões políticas na Reforma

A Reforma Protestante foi iniciada por Martinho Lutero, embora tenha sido motivada primeiramente por razões religiosas,[8] também foi impulsionada por razões políticas e sociais[8][9][10]

  • Os conflitos políticos entre autoridades da Igreja Romana e governantes das monarquias europeias, tais governantes desejavam para si o poder espiritual e ideológico da Igreja e do Papa,[11][12] muitas vezes para assegurar o direito divino dos reis;
  • Práticas como a usura eram condenadas pela ética católica romana; assim, a burguesia capitalista que desejava altos lucros econômicos, sentir-se-ia mais "confortável" se pudesse seguir uma nova ética religiosa, adequada ao espírito capitalista, necessidade que foi atendida pela ética protestante e conceito de Lutero de que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei (Romanos 3:28) (Sola fide);[12][11][13][14][15][16]
  • Algumas causas econômicas para a aceitação da Reforma foram o desejo da nobreza e dos príncipes de se apossar das riquezas da igreja romana e de ver-se livre da tributação papal que, apesar de defender a simplicidade, era a instituição mais rica do mundo.[17] Também no Sacro Império, a pequena nobreza estava ameaçada de extinção em vista do colapso da economia senhorial. Muitos desses pequenos nobres desejavam as terras da igreja. Somente com a Reforma, estas classes puderam expropriar as terras;[18][19][20]
  • Durante a Reforma no Sacro Império, as autoridades de várias regiões do Sacro Império Romano-Germânico pressionadas pela população e pelos luteranos, expulsavam e até assassinavam sacerdotes católicos das igrejas,[21] substituindo-os por religiosos com formação luterana;[22]
  • Lutero era radicalmente contra a revolta camponesa iniciada em 1524 pelos anabatistas liderados por Thomas Münzer,[22] que provocou a Guerra dos Camponeses. Münzer comandou massas camponesas contra a nobreza imperial, pois propunha uma sociedade sem diferenças entre ricos e pobres e sem propriedade privada,[22] Lutero por sua vez defendia que a existência de "senhores e servos" era vontade divina,[22] motivo pelo qual eles romperam.[17] Lutero escreveu posteriormente: "Contras as hordas de camponeses (...), quem puder que bata, mate ou fira, secreta ou abertamente, relembrando que não há nada mais peçonhento, prejudicial e demoníaco que um rebelde".[22]

Reforma

No Sacro Império, Suíça e França

No início do século XVI, o monge alemão Martinho Lutero, abraçando as ideias dos pré-reformadores, proferiu três sermões contra as indulgências em 1516 e 1517. Em 31 de outubro de 1517 foram pregadas as 95 Teses na porta da Catedral de Wittenberg, com um convite aberto a uma disputa escolástica sobre elas.[23] Esse fato é considerado como o início da Reforma Protestante.[24]

Martinho Lutero, aos 46 anos de idade, por Lucas Cranach, o Velho, 1529

Essas teses condenavam a "avareza e o paganismo" na Igreja, e pediam um debate teológico sobre o que as indulgências significavam. As 95 Teses foram logo traduzidas para o alemão e amplamente copiadas e impressas. Após um mês se haviam espalhado por toda a Europa.[25]

Após diversos acontecimentos, em junho de 1518 foi aberto um processo por parte da Igreja Romana contra Lutero, a partir da publicação das suas 95 Teses. Alegava-se, com o exame do processo, que ele incorria em heresia. Depois disso, em agosto de 1518, o processo foi alterado para heresia notória.[26] Finalmente, em junho de 1520 reapareceu a ameaça no escrito "Exsurge Domini" e, em janeiro de 1521, a bula "Decet Romanum Pontificem" excomungou Lutero. Devido a esses acontecimentos, Lutero foi exilado no Castelo de Wartburg, em Eisenach, onde permaneceu por cerca de um ano. Durante esse período de retiro forçado, Lutero trabalhou na sua tradução da Bíblia para o alemão, da qual foi impresso o Novo Testamento, em setembro de 1522.[27]

Extensão da Reforma Protestante na Europa

Enquanto isso, em meio ao clero saxônio, aconteceram renúncias ao voto de castidade, ao mesmo tempo em que outros tantos atacavam os votos monásticos. Entre outras coisas, muitos realizaram a troca das formas de adoração e terminaram com as missas, assim como a eliminação das imagens nas igrejas e a ab-rogação do celibato. Ao mesmo tempo em que Lutero escrevia "a todos os cristãos para que se resguardem da insurreição e rebelião". Seu casamento com a ex-monja cisterciense Catarina von Bora incentivou o casamento de outros padres e freiras que haviam adotado a Reforma. Com estes e outros atos consumou-se o rompimento definitivo com a Igreja Romana.[28] Em janeiro de 1521 foi realizada a Dieta de Worms que teve um papel importante na Reforma, pois nela Lutero foi convocado para desmentir as suas teses; no entanto, ele defendeu-as e pediu a reforma.[29] Autoridades de várias regiões do Sacro Império Romano-Germânico pressionadas pela população e pelos luteranos, expulsavam e até assassinavam sacerdotes católicos das igrejas,[21] substituindo-os por religiosos com formação luterana.[22]

Toda essa rebelião ideológica resultou também em rebeliões armadas, com destaque para a Guerra dos Camponeses (1524-1525). Esta guerra foi, de muitas maneiras, uma resposta aos discursos de Lutero e de outros reformadores. Revoltas de camponeses já tinham existido em pequena escala em Flandres (1321-1323), na França (1358), na Inglaterra (1381-1388), durante as guerras hussitas do século XV, e muitas outras até o XVIII. A revolta foi incitada principalmente pelo seguidor de Lutero, Thomas Münzer,[22] que comandou massas camponesas contra a nobreza imperial, pois propunha uma sociedade sem diferenças entre ricos e pobres e sem propriedade privada,[22] Lutero por sua vez defendia que a existência de "senhores e servos" era vontade divina,[22] motivo pelo qual eles romperam,[30] sendo que Lutero condenou Münzer e essa revolta.[31]

Muro dos Reformadores. Da esquerda à direita, estátuas de Guilherme FarelJoão CalvinoTeodoro de Beza e John Knox

Em 1530, foi apresentada na Dieta imperial convocada pelo imperador Carlos V, realizada em abril desse ano, a Confissão de Augsburgo, escrita por Felipe Melanchton [32] com o apoio da Liga de Esmalcalda. Os representantes católicos na dieta resolveram preparar uma refutação ao documento luterano em agosto, a Confutatio Pontificia (Confutação), que foi lida na dieta. O imperador exigiu que os luteranos admitissem que sua confissão havia sido refutada. A reação luterana surgiu na forma da Apologia da Confissão de Augsburgo, que estava pronta para ser apresentada em setembro do mesmo ano, mas foi rejeitada pelo Imperador. A Apologia foi publicada por Felipe Melanchton no fim de maio de 1531, tornando-se confissão de fé oficial quando foi assinada, juntamente com a Confissão de Augsburgo, em Esmalcalda, em 1537.[33]

Ao mesmo tempo em que ocorria uma reforma em um sentido determinado, alguns grupos protestantes realizaram a chamada Reforma Radical. Queriam uma reforma mais profunda. Foram parte importante dessa reforma radical os anabatistas, cujas principais características eram a defesa da total separação entre igreja e estado e o "novo batismo" [34] (que em grego é anabaptizo).[35]

Enquanto no Sacro Império a reforma era liderada por Lutero, Na França e na Suíça a Reforma teve como líderes João Calvino e Ulrico Zuínglio.[36]

João Calvino foi inicialmente um humanista. Foi integrante do clero, todavia não chegou a ser ordenado sacerdote romano. Depois do seu afastamento da Igreja romana, este intelectual começou a ser visto como um representante importante do movimento protestante.[37] Vítima das perseguições aos huguenotes na França, fugiu para Genebra em 1533 [38] onde faleceu em 1564. Genebra tornou-se um centro do protestantismo europeu e João Calvino permanece desde então como uma figura central da história da cidade e da Suíça. Calvino publicou as Institutas da Religião Cristã,[39] que são uma importante referência para o sistema de doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas.[40]

Os problemas com os huguenotes somente concluíram quando o rei Henrique IV, um ex-huguenote, emitiu o Édito de Nantes, declarando tolerância religiosa e prometendo um reconhecimento oficial da minoria protestante, mas sob condições muito restritas. O catolicismo romano se manteve como religião oficial estatal e as fortunas dos protestantes franceses diminuíram gradualmente ao longo do século seguinte, culminando no Édito de Fontainebleau de Luis XIV, que revogou o Édito de Nantes e fez de Roma a única Igreja legal na França. Em resposta ao Édito de Fontainebleau, Frederick William de Brandemburgo declarou o Édito de Potsdam, dando passagem livre a franceses huguenotes refugiados e isentando-os de impostos durante 10 anos.

Ulrico Zuínglio foi o líder da reforma suíça e fundador das igrejas reformadas suíças. Zuínglio não deixou igrejas organizadas, mas as suas doutrinas influenciaram as confissões calvinistas. A reforma de Zuínglio foi apoiada pelo magistrado e pela população de Zurique, levando a mudanças significativas na vida civil e em assuntos de estado em Zurique.[41]

Na Inglaterra

O curso da Reforma foi diferente na Inglaterra. Desde há muito tempo que havia uma forte corrente anticlerical, tendo a Inglaterra já visto o movimento Lollardo, que inspirou os hussitas na Boémia. No entanto, ao redor de 1520 os lollardos já não eram uma força ativa, ou pelo menos um movimento de massas.

Embora Henrique VIII tivesse defendido a Igreja Romana com o livro Assertio Septem Sacramentorum (Defesa dos Sete Sacramentos), que contrapunha as 95 Teses de Martinho Lutero, Henrique promoveu a Reforma Inglesa para satisfazer as suas necessidades políticas. Sendo este casado com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado filho homem, Henrique solicitou ao papa Clemente VII a anulação do casamento.[42] Perante a recusa do papado, Henrique fez-se proclamar, em 1531, protetor da Igreja inglesa. O Ato de Supremacia, votado no parlamento em novembro de 1534, colocou Henrique e os seus sucessores na liderança da igreja, nascendo assim o anglicanismo. Os súditos deveriam submeter-se ou então seriam excomungados, perseguidos [43] e executados, tribunais religiosos foram instaurados e católicos foram obrigados à assistir cultos protestantes,[44] muitos importantes opositores foram mortos, tais como Thomas More, o bispo John Fischer e alguns sacerdotes, frades franciscanos e monges cartuxos. Quando Henrique foi sucedido pelo seu filho Eduardo VI em 1547, os protestantes viram-se em ascensão no governo. Uma reforma mais radical foi imposta diferenciando o anglicanismo ainda mais do catolicismo romano.[45]

Seguiu-se uma breve reação romana durante o reinado de Maria I (1553–1558). De início moderada na sua política religiosa, Maria procura a reconciliação com Roma, consagrada em 1554, quando o parlamento votou o regresso à obediência ao papa.[42] Um consenso começou a surgir durante o reinado de Isabel I. Em 1559, Isabel I retornou ao anglicanismo com o restabelecimento do Ato de Supremacia e do Livro de Orações de Eduardo VI. Através da Confissão dos Trinta e Nove Artigos (1563), Isabel alcançou um compromisso entre o protestantismo e o catolicismo romano: embora o dogma se aproximasse do calvinismo, só admitindo como sacramentos o Batismo e a Eucaristia, foi mantida a hierarquia episcopal e o fausto das cerimônias religiosas.

A Reforma na Inglaterra procurou preservar o máximo da Tradição Romana (episcopado, liturgia e sacramentos). A Igreja da Inglaterra sempre se viu como a ecclesia anglicanae, ou seja, A Igreja cristã na Inglaterra e não como uma derivação da Igreja de Roma ou do movimento reformista do século XVI. A Reforma Anglicana buscou ser a "via média" entre Roma e o protestantismo.[46]

Em 1561, apareceu uma confissão de fé com uma Exortação à Reforma da Igreja modificando seu sistema de liderança, pelo qual nenhuma igreja deveria exercer qualquer autoridade ou governo sobre outras, e ninguém deveria exercer autoridade na Igreja se isso não lhe fosse conferido por meio de eleição. Esse sistema, considerado "separatista" pela Igreja Anglicana, ficou conhecido como congregacionalismo.[47] Richard Fytz é considerado o primeiro pastor de uma igreja congregacional, entre os anos de 1567 e 1568, na cidade de Londres. Por volta de 1570, ele publicou um manifesto intitulado As Verdadeiras Marcas da Igreja de Cristo.[48] Em 1580, Robert Browne, um clérigo anglicano que se tornou separatista, junto com o leigo Robert Harrison, organizou em Norwich uma congregação cujo sistema era congregacionalista,[49] sendo um claro exemplo de igreja desse sistema.

Na EscóciaJohn Knox (1505-1572), que tinha estudado com João Calvino em Genebra, levou o Parlamento da Escócia a abraçar a Reforma Protestante em 1560, sendo estabelecido o presbiterianismo. A primeira Igreja Presbiteriana, a Igreja da Escócia (ou Kirk), foi fundada como resultado disso.[50]

Nos Países Baixos e na Escandinávia

A Reforma nos Países Baixos, diferente de alguns outros países, não foi iniciado pelos governantes das Dezessete Províncias, mas sim por vários movimentos populares que, por sua vez, foram reforçados com a chegada dos protestantes refugiados de outras partes do continente. Enquanto o movimento anabatista gozava de popularidade na região nas primeiras décadas da Reforma, o calvinismo, através da Igreja Reformada Holandesa, tornou a fé protestante dominante no país desde a década de 1560 em diante. No início de agosto de 1566, uma multidão de protestantes invadiu a Igreja de Hondschoote na Flandres (atualmente Norte da França) com a finalidade de destruir as imagens católicas,[51][52][53] esse incidente provocou outros semelhantes nas províncias do norte e sul, até Beeldenstorm, em que calvinistas invadiram igrejas e outros edifícios católicos para destruir estátuas e imagens de santos em toda a Holanda, pois de acordo com os calvinistas, estas estátuas representavam culto de ídolos. Duras perseguições aos protestantes pelo governo espanhol de Felipe II contribuíram para um desejo de independência nas províncias, o que levou à Guerra dos Oitenta Anos e finalmente, a separação da zona protestante (atual Holanda, ao norte) da zona católica (atual Bélgica, ao sul).[50]

Teve grande importância durante a Reforma um teólogo holandês: Erasmo de Roterdã. No auge de sua fama literária, foi inevitavelmente chamado a tomar partido nas discussões sobre a Reforma. Inicialmente, Erasmo se simpatizou com os principais pontos da crítica de Lutero, descrevendo-o como "uma poderosa trombeta da verdade do evangelho" e admitindo que, "É claro que muitas das reformas que Lutero pede são urgentemente necessárias.".[54] Lutero e Erasmo demonstraram admiração mútua, porém Erasmo hesitou em apoiar Lutero devido a seu medo de mudanças na doutrina. Em seu Catecismo (intitulado Explicação do Credo Apostólico, de 1533), Erasmo tomou uma posição contrária a Lutero por aceitar o ensinamento da "Sagrada Tradição" não escrita como válida fonte de inspiração além da Bíblia, por aceitar no cânon bíblico os livros deuterocanônicos e por reconhecer os sete sacramentos.[55] Estas e outras discordâncias, como por exemplo, o tema do Livre arbítrio fizeram com que Lutero e Erasmo se tornassem opositores.

Catedral luterana em HelsinqueFinlândia

Na Dinamarca, a difusão das ideias de Lutero deveu-se a Hans Tausen. Em 1536 [56] na Dieta de Copenhaga, o rei Cristiano III aboliu a autoridade dos bispos católicos, tendo sido confiscados os bens das igrejas e dos mosteiros. O rei atribuiu a Johann Bugenhagen, discípulo de Lutero, a responsabilidade de organizar uma Igreja Luterana nacional.[57] A Reforma na Noruega e na Islândia foi uma conseqüência da dominação da Dinamarca sobre estes territórios; assim, logo em 1537 ela foi introduzida na Noruega e entre 1541 e 1550 [56] na Islândia, tendo assumido neste último território características violentas.

Na Suécia, o movimento reformista foi liderado pelos irmãos Olaus Petri e Laurentius Petri. Teve o apoio do rei Gustavo I,[58] que rompeu com Roma em 1525, na Dieta de Vesteras. O luteranismo, então, penetrou neste país estabelecendo-se em 1527.[56] Em 1593, a Igreja sueca adotou a Confissão de Augsburgo. Na Finlândia, as igrejas faziam parte da Igreja sueca até o início do século XIX, quando foi formada uma igreja nacional independente, a Igreja Evangélica Luterana da Finlândia.

Em outras partes da Europa

Na Hungria, a disseminação do protestantismo foi auxiliada pela minoria étnica alemã, que podia traduzir os escritos de Lutero. Enquanto o luteranismo ganhou uma posição entre a população de língua alemã, o calvinismo se tornou amplamente popular entre a etnia húngara.[59] Provavelmente, os protestantes chegaram a ser maioria na Hungria até o final do século XVI, mas os esforços da Contrarreforma no século XVII levaram uma maioria do reino de volta ao catolicismo romano.[60]

Fortemente perseguida, a Reforma praticamente não penetrou em Portugal e Espanha. Ainda assim, uma missão francesa enviada por João Calvino se estabeleceu em 1557 numa das ilhas da baía de Guanabara, localizada no Brasil, então colônia de Portugal. Ainda que tenha durado pouco tempo, deixou como herança a Confissão de Fé da Guanabara.[61] Por volta de 1630, durante o domínio holandês em Pernambuco, a Igreja Reformada Neerlandesa (Igreja Protestante na Holanda) instalou-se no Brasil. Tinha ao conde Maurício de Nassau como seu membro mais ilustre. Esse período se encerrou com a Guerra da Restauração portuguesa.[62] Na Espanha, as ideias reformadas influíram em dois monges católicos: Casiodoro de Reina, que fez a primeira tradução da Bíblia para o idioma espanhol, e Cipriano de Valera, que fez sua revisão,[63] originando a conhecida como Biblia Reina-Valera.[64]

Consequências

Contrarreforma

Ver artigo principal: Contrarreforma

Uma vez que a Reforma Protestante desconsiderou e combateu diversas doutrinas e dogmas católicos, e provocou as maiores divisões no cristianismo,[65][66] a Igreja Católica Romana convocou o Concílio de Trento (1545-1563),[67] que resultou no início da Contrarreforma ou Reforma Católica,[68] na qual os jesuítas tiveram um papel importante.[69] A Inquisição e a censura exercida pela Igreja Romana foram igualmente determinantes para evitar que as ideias reformadoras encontrassem divulgação em PortugalEspanha ou Itália, países católicos.[70] As igrejas protestantes por sua vez, ao mesmo tempo em que propagavam a bíblia e suas ideias graças a invenção da máquina tipográfica de Johannes Gutenberg,[11] também tornaram proibidos uma série de livros católicos e outros que contrariavam suas doutrinas.[71] Edward Macnall Burns observou que "do câncer maligno da intolerância", "não escaparam católicos nem protestantes".[72]

O biógrafo de João Calvino, o francês Bernard Cottret, escreveu:

Com o Concílio de Trento (1545-1563)… trata-se da racionalização e reforma da vida do clero. A Reforma Protestante é para ser entendida num sentido mais extenso: ela denomina a exortação ao regresso aos valores cristãos de cada "indivíduo".

Segundo Bernard Cottret, diferente da pregação romana que defende a salvação na igreja [73]:

A reforma cristã, em toda a sua diversidade, aparece centrada na teologia da salvação. A salvação, no cristianismo, é forçosamente algo de individual, diz mais respeito ao indivíduo do que à comunidade.[74]

Seguiram-se uma série de importantes acontecimentos e conflitos entre as duas religiões, como o Massacre da noite de São Bartolomeu, ocorrido como parte das Guerras Francesas, organizada pela casa real francesa contra os calvinistas franceses (huguenotes), em 24 de agosto de 1572 e duraram vários meses, inicialmente em Paris e depois em outras cidades francesas. Números precisos para as vítimas nunca foram compilados,[75] e até mesmo nos escritos dos historiadores modernos há uma escala considerável de diferença,[76] que têm variado de 2 mil vítimas, até a afirmação de 70 mil, pelo contemporâneo e apologista huguenote duque de Sully, que escapou por pouco da morte.[77][78]

Nos países protestantes por sua vez, foi feita a expulsão e o massacre de sacerdotes católicos,[79] bem como a matança em massa de aproximadamente 30 000 anabatistas, desde o seu surgimento em 1535, até os dez anos seguintes.[8] Na Inglaterra, por sua vez, católicos foram executados em massa, tribunais religiosos foram instaurados e muitos foram obrigados à assistir cultos protestantes,[80] forçando assim sua conversão ao protestantismo mediante o terror.[80]

Protestantismo

Ver artigo principal: Protestantismo

Um dos pontos de destaque da reforma é o fato de ela ter possibilitado um maior acesso à Bíblia, graças às traduções feitas por vários reformadores (entre eles o próprio Lutero, que a traduziu para o alemão) a partir do latim para as línguas nacionais.[81] Tal liberdade fez com que fossem criados diversos grupos independentes, conhecidos como denominações. Nas primeiras décadas após a Reforma Protestante, surgiram diversos grupos, destacando o luteranismo, que foi o grupo originador do movimento de Reforma da Igreja Católica e as Igrejas Reformadas ou calvinistas (presbiterianismo e congregacionalismo). Nos séculos seguintes, surgiram outras denominações com destaque para os batistas e os metodistas.

95 Teses de Lutero
Disputatio pro declaratione virtutis indulgentiarum, 1522

Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão do século XVI liderado por Martinho Lutero, simbolizado pela publicação de suas 95 Teses em 31 de outubro de 1517[1][2] na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. Tendo por ponto de partida as críticas às vendas de indulgências, o movimento de Lutero tornou-se conhecido como um protesto contra os abusos do clero, evoluindo para uma proposta de reforma no catolicismo romano a partir da mudança em diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, com base no que Lutero entendia como um retorno às escrituras sagradas.[3] Os princípios fundamentais extraídos da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco Solas.[4]

Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada no Sacro Império, estendendo-se pela SuíçaFrançaPaíses BaixosInglaterraEscandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contrarreforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento.

O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformadores protestantes, originando o protestantismo.

Pré-Reforma

A Pré-Reforma foi o período anterior à Reforma Protestante no qual se iniciaram as bases ideológicas que posteriormente resultaram na reforma iniciada por Martinho Lutero.

A Pré-Reforma tem suas origens em uma denominação cristã do século XII conhecida como valdenses, que era formada pelos seguidores de Pedro Valdo, um comerciante de Lião, na atual França, que se converteu ao Cristianismo por volta de 1174. Valdo decidiu encomendar uma tradução da Bíblia para a linguagem popular e começou a pregá-la ao povo sem ser sacerdote. Ao mesmo tempo, renunciou à sua atividade e aos bens, que repartiu entre os pobres. Desde o início, os valdenses afirmavam o direito de cada fiel de ter a Bíblia em sua própria língua, considerando ser a fonte de toda autoridade eclesiástica. Eles reuniam-se em casas de famílias ou mesmo em grutas, clandestinamente, devido à perseguição da Igreja Católica Romana, já que negavam a supremacia de Roma e rejeitavam o culto às imagens, que consideravam como sendo idolatria.[5]

No seguimento do colapso de instituições monásticas e da escolástica nos finais da Idade Média na Europa, acentuado pelo Cativeiro Babilônico da igreja no papado de Avinhão, o Grande Cisma e o fracasso da conciliação, se viu no século XVI o fermentar de um enorme debate sobre a reforma da religião e dos posteriores valores religiosos fundamentais.

No século XIV, o inglês John Wycliffe,[6] considerado como precursor da Reforma Protestante, levantou diversas questões sobre controvérsias que envolviam o cristianismo, mais precisamente a Igreja Católica Romana. Entre outras ideias, Wycliffe queria o retorno da Igreja à primitiva pobreza dos tempos dos evangelistas, algo que, na sua visão, era incompatível com o poder político do papa e dos cardeais, e que o poder da Igreja devia ser limitado às questões espirituais, sendo o poder político exercido pelo Estado, representado pelo rei. Contrário à rígida hierarquia eclesiástica, Wycliffe defendia a pobreza dos padres e os organizou em grupos. Estes padres foram conhecidos como lolardos.

Mais tarde, surgiu outra figura importante deste período: João Huss. Este pensador tcheco iniciou um movimento religioso baseado nas ideias de John Wycliffe. Seus seguidores ficaram conhecidos como hussitas.[7]

Razões políticas na Reforma

A Reforma Protestante foi iniciada por Martinho Lutero, embora tenha sido motivada primeiramente por razões religiosas,[8] também foi impulsionada por razões políticas e sociais[8][9][10]

  • Os conflitos políticos entre autoridades da Igreja Romana e governantes das monarquias europeias, tais governantes desejavam para si o poder espiritual e ideológico da Igreja e do Papa,[11][12] muitas vezes para assegurar o direito divino dos reis;
  • Práticas como a usura eram condenadas pela ética católica romana; assim, a burguesia capitalista que desejava altos lucros econômicos, sentir-se-ia mais "confortável" se pudesse seguir uma nova ética religiosa, adequada ao espírito capitalista, necessidade que foi atendida pela ética protestante e conceito de Lutero de que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei (Romanos 3:28) (Sola fide);[12][11][13][14][15][16]
  • Algumas causas econômicas para a aceitação da Reforma foram o desejo da nobreza e dos príncipes de se apossar das riquezas da igreja romana e de ver-se livre da tributação papal que, apesar de defender a simplicidade, era a instituição mais rica do mundo.[17] Também no Sacro Império, a pequena nobreza estava ameaçada de extinção em vista do colapso da economia senhorial. Muitos desses pequenos nobres desejavam as terras da igreja. Somente com a Reforma, estas classes puderam expropriar as terras;[18][19][20]
  • Durante a Reforma no Sacro Império, as autoridades de várias regiões do Sacro Império Romano-Germânico pressionadas pela população e pelos luteranos, expulsavam e até assassinavam sacerdotes católicos das igrejas,[21] substituindo-os por religiosos com formação luterana;[22]
  • Lutero era radicalmente contra a revolta camponesa iniciada em 1524 pelos anabatistas liderados por Thomas Münzer,[22] que provocou a Guerra dos Camponeses. Münzer comandou massas camponesas contra a nobreza imperial, pois propunha uma sociedade sem diferenças entre ricos e pobres e sem propriedade privada,[22] Lutero por sua vez defendia que a existência de "senhores e servos" era vontade divina,[22] motivo pelo qual eles romperam.[17] Lutero escreveu posteriormente: "Contras as hordas de camponeses (...), quem puder que bata, mate ou fira, secreta ou abertamente, relembrando que não há nada mais peçonhento, prejudicial e demoníaco que um rebelde".[22]

Reforma

No Sacro Império, Suíça e França

No início do século XVI, o monge alemão Martinho Lutero, abraçando as ideias dos pré-reformadores, proferiu três sermões contra as indulgências em 1516 e 1517. Em 31 de outubro de 1517 foram pregadas as 95 Teses na porta da Catedral de Wittenberg, com um convite aberto a uma disputa escolástica sobre elas.[23] Esse fato é considerado como o início da Reforma Protestante.[24]

Martinho Lutero, aos 46 anos de idade, por Lucas Cranach, o Velho, 1529

Essas teses condenavam a "avareza e o paganismo" na Igreja, e pediam um debate teológico sobre o que as indulgências significavam. As 95 Teses foram logo traduzidas para o alemão e amplamente copiadas e impressas. Após um mês se haviam espalhado por toda a Europa.[25]

Após diversos acontecimentos, em junho de 1518 foi aberto um processo por parte da Igreja Romana contra Lutero, a partir da publicação das suas 95 Teses. Alegava-se, com o exame do processo, que ele incorria em heresia. Depois disso, em agosto de 1518, o processo foi alterado para heresia notória.[26] Finalmente, em junho de 1520 reapareceu a ameaça no escrito "Exsurge Domini" e, em janeiro de 1521, a bula "Decet Romanum Pontificem" excomungou Lutero. Devido a esses acontecimentos, Lutero foi exilado no Castelo de Wartburg, em Eisenach, onde permaneceu por cerca de um ano. Durante esse período de retiro forçado, Lutero trabalhou na sua tradução da Bíblia para o alemão, da qual foi impresso o Novo Testamento, em setembro de 1522.[27]

Extensão da Reforma Protestante na Europa

Enquanto isso, em meio ao clero saxônio, aconteceram renúncias ao voto de castidade, ao mesmo tempo em que outros tantos atacavam os votos monásticos. Entre outras coisas, muitos realizaram a troca das formas de adoração e terminaram com as missas, assim como a eliminação das imagens nas igrejas e a ab-rogação do celibato. Ao mesmo tempo em que Lutero escrevia "a todos os cristãos para que se resguardem da insurreição e rebelião". Seu casamento com a ex-monja cisterciense Catarina von Bora incentivou o casamento de outros padres e freiras que haviam adotado a Reforma. Com estes e outros atos consumou-se o rompimento definitivo com a Igreja Romana.[28] Em janeiro de 1521 foi realizada a Dieta de Worms que teve um papel importante na Reforma, pois nela Lutero foi convocado para desmentir as suas teses; no entanto, ele defendeu-as e pediu a reforma.[29] Autoridades de várias regiões do Sacro Império Romano-Germânico pressionadas pela população e pelos luteranos, expulsavam e até assassinavam sacerdotes católicos das igrejas,[21] substituindo-os por religiosos com formação luterana.[22]

Toda essa rebelião ideológica resultou também em rebeliões armadas, com destaque para a Guerra dos Camponeses (1524-1525). Esta guerra foi, de muitas maneiras, uma resposta aos discursos de Lutero e de outros reformadores. Revoltas de camponeses já tinham existido em pequena escala em Flandres (1321-1323), na França (1358), na Inglaterra (1381-1388), durante as guerras hussitas do século XV, e muitas outras até o XVIII. A revolta foi incitada principalmente pelo seguidor de Lutero, Thomas Münzer,[22] que comandou massas camponesas contra a nobreza imperial, pois propunha uma sociedade sem diferenças entre ricos e pobres e sem propriedade privada,[22] Lutero por sua vez defendia que a existência de "senhores e servos" era vontade divina,[22] motivo pelo qual eles romperam,[30] sendo que Lutero condenou Münzer e essa revolta.[31]

Muro dos Reformadores. Da esquerda à direita, estátuas de Guilherme FarelJoão CalvinoTeodoro de Beza e John Knox

Em 1530, foi apresentada na Dieta imperial convocada pelo imperador Carlos V, realizada em abril desse ano, a Confissão de Augsburgo, escrita por Felipe Melanchton [32] com o apoio da Liga de Esmalcalda. Os representantes católicos na dieta resolveram preparar uma refutação ao documento luterano em agosto, a Confutatio Pontificia (Confutação), que foi lida na dieta. O imperador exigiu que os luteranos admitissem que sua confissão havia sido refutada. A reação luterana surgiu na forma da Apologia da Confissão de Augsburgo, que estava pronta para ser apresentada em setembro do mesmo ano, mas foi rejeitada pelo Imperador. A Apologia foi publicada por Felipe Melanchton no fim de maio de 1531, tornando-se confissão de fé oficial quando foi assinada, juntamente com a Confissão de Augsburgo, em Esmalcalda, em 1537.[33]

Ao mesmo tempo em que ocorria uma reforma em um sentido determinado, alguns grupos protestantes realizaram a chamada Reforma Radical. Queriam uma reforma mais profunda. Foram parte importante dessa reforma radical os anabatistas, cujas principais características eram a defesa da total separação entre igreja e estado e o "novo batismo" [34] (que em grego é anabaptizo).[35]

Enquanto no Sacro Império a reforma era liderada por Lutero, Na França e na Suíça a Reforma teve como líderes João Calvino e Ulrico Zuínglio.[36]

João Calvino foi inicialmente um humanista. Foi integrante do clero, todavia não chegou a ser ordenado sacerdote romano. Depois do seu afastamento da Igreja romana, este intelectual começou a ser visto como um representante importante do movimento protestante.[37] Vítima das perseguições aos huguenotes na França, fugiu para Genebra em 1533 [38] onde faleceu em 1564. Genebra tornou-se um centro do protestantismo europeu e João Calvino permanece desde então como uma figura central da história da cidade e da Suíça. Calvino publicou as Institutas da Religião Cristã,[39] que são uma importante referência para o sistema de doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas.[40]

Os problemas com os huguenotes somente concluíram quando o rei Henrique IV, um ex-huguenote, emitiu o Édito de Nantes, declarando tolerância religiosa e prometendo um reconhecimento oficial da minoria protestante, mas sob condições muito restritas. O catolicismo romano se manteve como religião oficial estatal e as fortunas dos protestantes franceses diminuíram gradualmente ao longo do século seguinte, culminando no Édito de Fontainebleau de Luis XIV, que revogou o Édito de Nantes e fez de Roma a única Igreja legal na França. Em resposta ao Édito de Fontainebleau, Frederick William de Brandemburgo declarou o Édito de Potsdam, dando passagem livre a franceses huguenotes refugiados e isentando-os de impostos durante 10 anos.

Ulrico Zuínglio foi o líder da reforma suíça e fundador das igrejas reformadas suíças. Zuínglio não deixou igrejas organizadas, mas as suas doutrinas influenciaram as confissões calvinistas. A reforma de Zuínglio foi apoiada pelo magistrado e pela população de Zurique, levando a mudanças significativas na vida civil e em assuntos de estado em Zurique.[41]

Na Inglaterra

O curso da Reforma foi diferente na Inglaterra. Desde há muito tempo que havia uma forte corrente anticlerical, tendo a Inglaterra já visto o movimento Lollardo, que inspirou os hussitas na Boémia. No entanto, ao redor de 1520 os lollardos já não eram uma força ativa, ou pelo menos um movimento de massas.

Embora Henrique VIII tivesse defendido a Igreja Romana com o livro Assertio Septem Sacramentorum (Defesa dos Sete Sacramentos), que contrapunha as 95 Teses de Martinho Lutero, Henrique promoveu a Reforma Inglesa para satisfazer as suas necessidades políticas. Sendo este casado com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado filho homem, Henrique solicitou ao papa Clemente VII a anulação do casamento.[42] Perante a recusa do papado, Henrique fez-se proclamar, em 1531, protetor da Igreja inglesa. O Ato de Supremacia, votado no parlamento em novembro de 1534, colocou Henrique e os seus sucessores na liderança da igreja, nascendo assim o anglicanismo. Os súditos deveriam submeter-se ou então seriam excomungados, perseguidos [43] e executados, tribunais religiosos foram instaurados e católicos foram obrigados à assistir cultos protestantes,[44] muitos importantes opositores foram mortos, tais como Thomas More, o bispo John Fischer e alguns sacerdotes, frades franciscanos e monges cartuxos. Quando Henrique foi sucedido pelo seu filho Eduardo VI em 1547, os protestantes viram-se em ascensão no governo. Uma reforma mais radical foi imposta diferenciando o anglicanismo ainda mais do catolicismo romano.[45]

Seguiu-se uma breve reação romana durante o reinado de Maria I (1553–1558). De início moderada na sua política religiosa, Maria procura a reconciliação com Roma, consagrada em 1554, quando o parlamento votou o regresso à obediência ao papa.[42] Um consenso começou a surgir durante o reinado de Isabel I. Em 1559, Isabel I retornou ao anglicanismo com o restabelecimento do Ato de Supremacia e do Livro de Orações de Eduardo VI. Através da Confissão dos Trinta e Nove Artigos (1563), Isabel alcançou um compromisso entre o protestantismo e o catolicismo romano: embora o dogma se aproximasse do calvinismo, só admitindo como sacramentos o Batismo e a Eucaristia, foi mantida a hierarquia episcopal e o fausto das cerimônias religiosas.

A Reforma na Inglaterra procurou preservar o máximo da Tradição Romana (episcopado, liturgia e sacramentos). A Igreja da Inglaterra sempre se viu como a ecclesia anglicanae, ou seja, A Igreja cristã na Inglaterra e não como uma derivação da Igreja de Roma ou do movimento reformista do século XVI. A Reforma Anglicana buscou ser a "via média" entre Roma e o protestantismo.[46]

Em 1561, apareceu uma confissão de fé com uma Exortação à Reforma da Igreja modificando seu sistema de liderança, pelo qual nenhuma igreja deveria exercer qualquer autoridade ou governo sobre outras, e ninguém deveria exercer autoridade na Igreja se isso não lhe fosse conferido por meio de eleição. Esse sistema, considerado "separatista" pela Igreja Anglicana, ficou conhecido como congregacionalismo.[47] Richard Fytz é considerado o primeiro pastor de uma igreja congregacional, entre os anos de 1567 e 1568, na cidade de Londres. Por volta de 1570, ele publicou um manifesto intitulado As Verdadeiras Marcas da Igreja de Cristo.[48] Em 1580, Robert Browne, um clérigo anglicano que se tornou separatista, junto com o leigo Robert Harrison, organizou em Norwich uma congregação cujo sistema era congregacionalista,[49] sendo um claro exemplo de igreja desse sistema.

Na EscóciaJohn Knox (1505-1572), que tinha estudado com João Calvino em Genebra, levou o Parlamento da Escócia a abraçar a Reforma Protestante em 1560, sendo estabelecido o presbiterianismo. A primeira Igreja Presbiteriana, a Igreja da Escócia (ou Kirk), foi fundada como resultado disso.[50]

Nos Países Baixos e na Escandinávia

A Reforma nos Países Baixos, diferente de alguns outros países, não foi iniciado pelos governantes das Dezessete Províncias, mas sim por vários movimentos populares que, por sua vez, foram reforçados com a chegada dos protestantes refugiados de outras partes do continente. Enquanto o movimento anabatista gozava de popularidade na região nas primeiras décadas da Reforma, o calvinismo, através da Igreja Reformada Holandesa, tornou a fé protestante dominante no país desde a década de 1560 em diante. No início de agosto de 1566, uma multidão de protestantes invadiu a Igreja de Hondschoote na Flandres (atualmente Norte da França) com a finalidade de destruir as imagens católicas,[51][52][53] esse incidente provocou outros semelhantes nas províncias do norte e sul, até Beeldenstorm, em que calvinistas invadiram igrejas e outros edifícios católicos para destruir estátuas e imagens de santos em toda a Holanda, pois de acordo com os calvinistas, estas estátuas representavam culto de ídolos. Duras perseguições aos protestantes pelo governo espanhol de Felipe II contribuíram para um desejo de independência nas províncias, o que levou à Guerra dos Oitenta Anos e finalmente, a separação da zona protestante (atual Holanda, ao norte) da zona católica (atual Bélgica, ao sul).[50]

Teve grande importância durante a Reforma um teólogo holandês: Erasmo de Roterdã. No auge de sua fama literária, foi inevitavelmente chamado a tomar partido nas discussões sobre a Reforma. Inicialmente, Erasmo se simpatizou com os principais pontos da crítica de Lutero, descrevendo-o como "uma poderosa trombeta da verdade do evangelho" e admitindo que, "É claro que muitas das reformas que Lutero pede são urgentemente necessárias.".[54] Lutero e Erasmo demonstraram admiração mútua, porém Erasmo hesitou em apoiar Lutero devido a seu medo de mudanças na doutrina. Em seu Catecismo (intitulado Explicação do Credo Apostólico, de 1533), Erasmo tomou uma posição contrária a Lutero por aceitar o ensinamento da "Sagrada Tradição" não escrita como válida fonte de inspiração além da Bíblia, por aceitar no cânon bíblico os livros deuterocanônicos e por reconhecer os sete sacramentos.[55] Estas e outras discordâncias, como por exemplo, o tema do Livre arbítrio fizeram com que Lutero e Erasmo se tornassem opositores.

Catedral luterana em HelsinqueFinlândia

Na Dinamarca, a difusão das ideias de Lutero deveu-se a Hans Tausen. Em 1536 [56] na Dieta de Copenhaga, o rei Cristiano III aboliu a autoridade dos bispos católicos, tendo sido confiscados os bens das igrejas e dos mosteiros. O rei atribuiu a Johann Bugenhagen, discípulo de Lutero, a responsabilidade de organizar uma Igreja Luterana nacional.[57] A Reforma na Noruega e na Islândia foi uma conseqüência da dominação da Dinamarca sobre estes territórios; assim, logo em 1537 ela foi introduzida na Noruega e entre 1541 e 1550 [56] na Islândia, tendo assumido neste último território características violentas.

Na Suécia, o movimento reformista foi liderado pelos irmãos Olaus Petri e Laurentius Petri. Teve o apoio do rei Gustavo I,[58] que rompeu com Roma em 1525, na Dieta de Vesteras. O luteranismo, então, penetrou neste país estabelecendo-se em 1527.[56] Em 1593, a Igreja sueca adotou a Confissão de Augsburgo. Na Finlândia, as igrejas faziam parte da Igreja sueca até o início do século XIX, quando foi formada uma igreja nacional independente, a Igreja Evangélica Luterana da Finlândia.

Em outras partes da Europa

Na Hungria, a disseminação do protestantismo foi auxiliada pela minoria étnica alemã, que podia traduzir os escritos de Lutero. Enquanto o luteranismo ganhou uma posição entre a população de língua alemã, o calvinismo se tornou amplamente popular entre a etnia húngara.[59] Provavelmente, os protestantes chegaram a ser maioria na Hungria até o final do século XVI, mas os esforços da Contrarreforma no século XVII levaram uma maioria do reino de volta ao catolicismo romano.[60]

Fortemente perseguida, a Reforma praticamente não penetrou em Portugal e Espanha. Ainda assim, uma missão francesa enviada por João Calvino se estabeleceu em 1557 numa das ilhas da baía de Guanabara, localizada no Brasil, então colônia de Portugal. Ainda que tenha durado pouco tempo, deixou como herança a Confissão de Fé da Guanabara.[61] Por volta de 1630, durante o domínio holandês em Pernambuco, a Igreja Reformada Neerlandesa (Igreja Protestante na Holanda) instalou-se no Brasil. Tinha ao conde Maurício de Nassau como seu membro mais ilustre. Esse período se encerrou com a Guerra da Restauração portuguesa.[62] Na Espanha, as ideias reformadas influíram em dois monges católicos: Casiodoro de Reina, que fez a primeira tradução da Bíblia para o idioma espanhol, e Cipriano de Valera, que fez sua revisão,[63] originando a conhecida como Biblia Reina-Valera.[64]

Consequências

Contrarreforma

Ver artigo principal: Contrarreforma

Uma vez que a Reforma Protestante desconsiderou e combateu diversas doutrinas e dogmas católicos, e provocou as maiores divisões no cristianismo,[65][66] a Igreja Católica Romana convocou o Concílio de Trento (1545-1563),[67] que resultou no início da Contrarreforma ou Reforma Católica,[68] na qual os jesuítas tiveram um papel importante.[69] A Inquisição e a censura exercida pela Igreja Romana foram igualmente determinantes para evitar que as ideias reformadoras encontrassem divulgação em PortugalEspanha ou Itália, países católicos.[70] As igrejas protestantes por sua vez, ao mesmo tempo em que propagavam a bíblia e suas ideias graças a invenção da máquina tipográfica de Johannes Gutenberg,[11] também tornaram proibidos uma série de livros católicos e outros que contrariavam suas doutrinas.[71] Edward Macnall Burns observou que "do câncer maligno da intolerância", "não escaparam católicos nem protestantes".[72]

O biógrafo de João Calvino, o francês Bernard Cottret, escreveu:

Com o Concílio de Trento (1545-1563)… trata-se da racionalização e reforma da vida do clero. A Reforma Protestante é para ser entendida num sentido mais extenso: ela denomina a exortação ao regresso aos valores cristãos de cada "indivíduo".

Segundo Bernard Cottret, diferente da pregação romana que defende a salvação na igreja [73]:

A reforma cristã, em toda a sua diversidade, aparece centrada na teologia da salvação. A salvação, no cristianismo, é forçosamente algo de individual, diz mais respeito ao indivíduo do que à comunidade.[74]

Seguiram-se uma série de importantes acontecimentos e conflitos entre as duas religiões, como o Massacre da noite de São Bartolomeu, ocorrido como parte das Guerras Francesas, organizada pela casa real francesa contra os calvinistas franceses (huguenotes), em 24 de agosto de 1572 e duraram vários meses, inicialmente em Paris e depois em outras cidades francesas. Números precisos para as vítimas nunca foram compilados,[75] e até mesmo nos escritos dos historiadores modernos há uma escala considerável de diferença,[76] que têm variado de 2 mil vítimas, até a afirmação de 70 mil, pelo contemporâneo e apologista huguenote duque de Sully, que escapou por pouco da morte.[77][78]

Nos países protestantes por sua vez, foi feita a expulsão e o massacre de sacerdotes católicos,[79] bem como a matança em massa de aproximadamente 30 000 anabatistas, desde o seu surgimento em 1535, até os dez anos seguintes.[8] Na Inglaterra, por sua vez, católicos foram executados em massa, tribunais religiosos foram instaurados e muitos foram obrigados à assistir cultos protestantes,[80] forçando assim sua conversão ao protestantismo mediante o terror.[80]

Protestantismo

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Um dos pontos de destaque da reforma é o fato de ela ter possibilitado um maior acesso à Bíblia, graças às traduções feitas por vários reformadores (entre eles o próprio Lutero, que a traduziu para o alemão) a partir do latim para as línguas nacionais.[81] Tal liberdade fez com que fossem criados diversos grupos independentes, conhecidos como denominações. Nas primeiras décadas após a Reforma Protestante, surgiram diversos grupos, destacando o luteranismo, que foi o grupo originador do movimento de Reforma da Igreja Católica e as Igrejas Reformadas ou calvinistas (presbiterianismo e congregacionalismo). Nos séculos seguintes, surgiram outras denominações com destaque para os batistas e os metodistas.



Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Reforma_Protestante#:~:text=Reforma%20Protestante%20foi%20um%20movimento,Igreja%20do%20Castelo%20de%20Wittenberg.


 

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