sexta-feira, 13 de outubro de 2023

0 Olhai para a figueira



Indicadores proféticos bíblicos sinalizam que estamos no entardecer do último dia.

"... Olhai para a figueira e para todas as árvores" (Lc 21.29).

A figueira é uma árvore dos países quentes. Algumas espécies atingem a altura de nove metros. Passa o tempo de frio sem folhas; brotando, na Palestina, em fevereiro ou março. O vento derruba a maior parte dos figos; os que amadurecem são os "figos temporãos" (Mq 7.1; Na 3.12) A grande colheita vem depois, em agosto ou setembro ‘os figos serôdios’. A nação de Israel adotou a figueira como árvore símbolo. A figueira brotando (pode representar a nação judaica que nasce na Palestina, e controla a cidade onde esteve situado o Templo, após o período de dois mil anos) é a peça chave do quebra-cabeça profético, que ora se encaixa em seu lugar, possibilitando o encaixamento de muito outras peças (nações) vizinhas.

O milagre do renascimento de Israel já aconteceu. E apesar de todos os fatores contrários, a nação ainda existe e continuará a existir – por vias sobrenaturais (Jr 31. 35,36), onde se registram as garantias de Deus.

Assim como o aparecimento das folhas nas árvores é um sinal certo de que o verão está próximo, assim também o surgimento de Israel e a sua localização exatamente no ponto mais clítico do globo são uma prova certa que Jesus Cristo deverá volta logo. Mesmo que esse sinal não esteja diretamente ligado à igreja, os fiéis precisam ficar de sobre avisos. O arrebatamento vai acontecer a qualquer momento desses.

A agitação das nações nesses dias tem causado incômodo. Há anos falo sobre isso, não como um expert em profecias bíblicas, mas como um cuidadoso estudante do referido assunto; ninguém deu ouvido e nem acreditou: Os países árabes produtores de petróleo, o Mercado Comum Europeu, a China e a Rússia – parece que estão rapidamente tomando a configuração que foi previsto em profecia. As peças próximas a Israel estão se encaixando em seus lugares. No final dos anos sessenta, as pessoas pensavam que os países árabes eram como um punhado de países atrasados, agrestes, governados por xeques fabulosamente ricos. Hoje, esses árabes formam um dos mais poderosos grupos de nações do mundo – foi o petróleo que ocasionou isso. As árvores (países ao redor de Israel, até então sem expressão) também já floresceram!

O conflito árabe-israelense de 1973 foi levar o mundo árabe a uma nova união sem precedentes, união para controlar as jazidas petrolíferas do mundo. Obviamente, esta união está relacionada com o seu objetivo supremo: A destruição de Israel. Do ponto de vista das nações árabes, a presença de Israel no Oriente Médio é como uma ferida cancerosa, que só pode ser curada com uma cirurgia radical. Isso se tem ouvido quase que diariamente nos noticiários. Jesus Cristo disse: Quando começares ver estas coisas, levantai as vossas cabeças. A era da igreja está chegada, o povo que foi tirado para fora (o 1º grupo dos escolhidos) sairão da terra, antes da escolha propriamente dita, Israel.

O perigo que ronda os escolhidos no entardecer desse último dia. ‘Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígio para enganar, se possível, os próprios escolhidos’ (Mt 24.24). Os falsos estão entre os bons, estes em destaque, aqueles nem sempre. O profeta Miquéias, nos dá uma nota que mesmo estando ligada diretamente a nação israelita, pode bem se encaixar na profecia de Jesus Cristo, acima citada: ‘Assim diz o Senhor a respeito dos profetas que fazem errar o meu povo, que clamam: Paz! Enquanto têm o que comer, mas preparam a guerra contra aqueles que nada lhes mete na boca’ (Mq 3. 5). Os verdadeiros crentes podem ser enganados por esses falsos pregadores que ocupam nossos púlpitos, rádios e canais de televisão (não me refiro aos fiéis que profetizam a verdade de Deus nos veículos de comunicação), mas essa casta de vendedores de promessas no balcão da crendice popular. Aproveitando-se da credulidade, simplicidade, humildade e sinceridade do povo de Deus. É preciso vigiar, para não ser enganado!

Quando Jesus Cristo esteve aqui, ele viveu uma vida sem pecado e fundou a ‘igreja’, e não uma denominação‘, ‘... e sobre esta pedra edificarei a minha igreja ...’ (Mt 16. 18). São incontáveis as placas denominacionais (nada contra), mas a igreja é só uma. Assim como Salomão teve muitas mulheres (uma questão política da época), somente amou a Sunamita. Jesus ama a Igreja. Com todo respeito às placas denominacionais, mas Jesus Cristo virá buscar a igreja. O povo que vive uma vida santa. Sem reconhecimento? Sim. Criticados? Sim. Mas afastados do mundo, vivendo piedosamente para Cristo.

A noiva precisa olhar firme para a figueira (Israel), e não perder de vista os cumprimentos dos desfeches proféticos bíblicos que se desenrolam diante de nossos olhos. Olhai para a figueira! A hora está avançada e é deserto este lugar.


Autor: Pr. José Ribamar Rodrigues

FONTE: Olhai para a figueira | Palavra do leitor | Editora Ultimato
 

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

0 Lições Bíblicas do 4° Trimestre de 2023 - ADULTOS



Descrição

O currículo de Escola Dominical CPAD é um aprendizado que acompanha toda a família. A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus.

Tema: Até os Confins da Terra - Pregando o Evangelho a Todos os Povos até a Volta de Cristo
Comentarista: Wagner Gaby

Sumário:
Lição 1 - A Grande Comissão: Um Enfoque Etnocêntrico
Lição 2 - Missões Transculturais: A sua Origem na Natureza de Deus
Lição 3 - Missões Transculturais no Antigo Testamento
Lição 4 - Missões Transculturais no Novo Testamento
Lição 5 - Uma Perspectiva Pentecostal de Missões
Lição 6 - Orando, Contribuindo e Fazendo Missões
Lição 7 - A Responsabilidade da Igreja com os Missionários
Lição 8 - Missionários Fazedores de Tendas
Lição 9 - A Igreja e o Sustento Missionário
Lição 10 - O Desafio da Janela 10/40
Lição 11 - Missões e a Igreja Perseguida
Lição 12 - O Modelo de Missões da Igreja de Antioquia
Lição 13 - O Propósito de Missões
Lição 14 - Missões e a Volta do Senhor Jesus


Compras On-Line: https://www.cpad.com.br/revista-licoes-biblica-professor-4-tri-955004/p

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

0 Reflexão – Vivemos num mundo que ama e pratica mentira. Devemos fazer o mesmo?

 



Texto: Portanto, cada um de vós deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo Corpo (Efésios 4.25 – King James Version)

 

Introdução – Mentir é uma habilidade inata em algumas pessoas. Tão prazerosa é essa prática para alguns, que até criaram um dia do ano (01 de Abril) como o dia oficial da “mentira”.

Mas moralmente (biblicamente) mentir é correto? Deve ser incentivada essa prática? Qual a conduta do cristão diante da mentira? Qual o destino final dos mentirosos?

1.    Mentir é errado mesmo que todos o façam – Jesus se identifica como “a verdade”. Isso já deve ser mais que suficiente para nos dissuadir dessa prática nociva e viciante.

Sim mentir é viciante. Sem que percebamos, estamos mentindo compulsivamente, sena no lar, no ambiente de trabalho, na comunidade cristã que pertencemos, etc. A mentira as vezes parece que se tornou normal como o ar que respiramos.

Como todo vício ela é carregada de nocividade – haja vista que o primeiro desmando “cósmico” deu-se quando satanás (incorporado a uma serpente) mentiu à Eva e a convenceu a comer do fruto proibido, dando assim lugar a destruição dela mesma, do marido e de toda a raça humana. Você acha mesmo que devemos cultivar esse hábito?

 

2.    A prática da mentira não deve ser incentivada jamais – Se Deus condena algo, como posso eu fazer e incentivar outros a fazerem o mesmo? De modo nenhum.

Já imaginou um mundo em que “todos mentem para todos”? É um verdadeiro caos. Ou seja, o mundo que estamos vivendo está dessa maneira e o pior que essa prática perniciosa se tem instaurado em meio a cristandade, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Veja o que disse o apóstolo Pedro sobre Jesus: “Ele não cometeu pecado algum, nem qualquer engano foi encontrado em sua boca” ( Pd 2.22 K.J.V).

Se você se diz “cristão”, acha mesmo que é comum praticar aquilo que Jesus evitou a qualquer custo? Responda para si mesmo!

 

3.    O cristão de procurar fugir e condenar toda a mentira – Sabemos que a mentira campeia a terra (falada pelas pessoas, em filmes, novelas, no mundo dos negócios, etc.). Assim sendo torna-se quase impossível fugir ela. Mas com a graça de Deus e a ajuda do Espírito Santo podemos escapar dos seus tentáculos.

Se observarmos as advertências da Bíblia quanto ao futuro dos mentirosos, fugiremos dela a qualquer custo: “Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte” (Ap 21.8 – ARA / grifo nosso).

 

4.    O destino dos mentirosos será o lago de fogo (a segunda morte) – Se você quiser continuar com sua vida de mentiras prossiga; mas saiba que o futuro dos que “vivem mentindo” e são amantes da mentira será a condenação eterna.

Sim isso mesmo. Você pode ser membro de uma igreja, batizado nas águas, dizimista, cantor de coral, pregador, pastor etc., mas se levar uma vida de mentiras estará condenado eternamente.

Deixo abaixo uma seleção de versículos sobre a mentira e necessidade da verdade na vida do cristão:

·         Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo. Efésios 4:25

·         Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador. Colossenses 3:9-10

·         O Senhor odeia os lábios mentirosos,
mas se deleita com os que falam a verdade.
Provérbios 12:22

·         O Senhor odeia os lábios mentirosos,
mas se deleita com os que falam a verdade.
Provérbios 12:22

·         Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira. Apocalipse 22:15

Conclusão – Após essas simples considerações decida de que lado você está e qual será o seu futuro na eternidade.

 

Do vosso conservo em Cristo,

                                                   João Augusto de Oliveira

 

 

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

0 APOLOGÉTICA CRISTÃ - Jesus é o Filho de Deus (João 3.36)





Islamismo. Afirma que a filiação de Jesus era semelhante à dos demais homens, como, por exemplo, Adão, Israel, Davi e Salomão.

Resposta apologética: Jesus não é Filho de Deus por criação ou adoção, como os demais homens. Antes, é o monogenes do Pai (3.16), o único da natureza do Pai, o seu Filho amado (Mt 3.17). O verbo que se fez carne (1.14). Jesus é o Filho de Deus pelo direito eterno de herança (Cl 1.15). Os homens são filhos de Deus por adoção (Rm 8.15). Enquanto procedemos de Deus, feitos à sua imagem (Gn 1.27), o Senhor Jesus possui a mesma essência do Pai (1.1; 10.30).

Não é só o Novo Testamento que ensina que Jesus é o Filho de Deus, o Antigo Testamento também afirma isso categoricamente ao profetizar a respeito do Messias que haveria de vir: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel [Deus conosco]” (Is 7.14). “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu [...] e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6). Outras referências a respeito: Salmo 2.7 e 2.12. Cristo trazia em si as naturezas divina e humana. Sua aparência e necessidades eram totalmente humanas. Tinha de comer, beber, dormir. Sentia dores e tristeza, e demonstrou alegria. Como homem, sentiu, também, necessidade de orar. Mas foi a sua natureza divina que o capacitou a alimentar cinco mil pessoas com apenas cinco pães e dois peixinhos, a curar os leprosos, os aleijados, os paralíticos e os cegos, a acalmar a tempestade, a perdoar pecados, a andar sobre as águas e a ressuscitar os mortos.

Para nós, cristãos, que cremos na Palavra de Deus, o testemunho do Pai é superior ao de qualquer religião ou pensamento racional humano: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17; 17.5; Mc 1.11; 9.7; Lc 3.22; 9.35; 2Pe 1.17). Assim, como podemos constatar, o versículo em estudo alude exclusivamente aos homens e não ao Filho de Deus. Quando a Bíblia deseja mencionar Jesus como Filho de Deus, é clara ao fazê-lo: “Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” (Hb 1.5). Até os demônios reconhecem que Jesus é o Filho do Deus vivo! (Mc 1.23,24). Logo, Jesus é de fato o Filho de Deus, da mesma essência do Pai. É Deus de Deus, Luz da Luz, Palavra da Palavra, Verdade da Verdade.

O evangelista João declara: “Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor” (2Jo 1.3). Esse texto foi escrito cerca de quinhentos anos antes do Islã. Finalmente, as próprias palavras do Senhor Jesus declaram sua filiação: “És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito? E Jesus disse-lhes: Eu o sou” (Mc 14.61,62). Ver, ainda, comentário de Mateus 5.9.


FONTE: https://www.icp.com.br/icpresponde781.asp
 

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

0 Aplogética Cristã - Cuidado com a Bíblia na boca do diabo



Por Elvis Brassaroto Aleixo


O salmista nos ensina a reter as sagradas letras em nossos corações para não pecarmos contra o Senhor (Sl 119.11). Um conselho simples de entender e, talvez, não tão simples de praticar, mas que, reconhecidamente, pode nos assegurar uma vida cristã aprazível diante de Deus. É por isso que todo cristão tributa reverência à Palavra de Deus, pois identifica sua divina inspiração e sabe que ela é "lâmpada para os seus pés" (Sl 119.105). Que outra "isca" poderia desfrutar de tamanha atratividade e autoridade entre os crentes? O diabo, conhecedor dessa primazia, utiliza-se com eficácia da Bíblia para ludibriar as pessoas. Ele se vale da "lâmpada" que deveria iluminar os caminhos da humanidade para escurecê-los, conduzindo a todos quanto pode às trevas do abismo (1Pe 5.8).

Na verdade, esta é uma estratégia tão lógica quanto antiga e foi pretensiosamente empregada pelo diabo ao próprio Filho de Deus. Leiamos o texto bíblico selecionado: "Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo [...] Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra [citação do Sl 91.10-12]. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus [citação de Dt 6.16]" (Mt 4.1,2,5-7).

"Está escrito". Estas são palavras que abrem caminhos para o diálogo inter-religioso. Porventura não é isso que dizem aqueles que vêm às nossas portas todos os domingos matinais? Não é isso que prega a grande maioria das seitas? Aliás, não é isso que nós mesmos afirmamos ao apresentarmos o evangelho a alguém? Está escrito! Acertadamente ou erroneamente, o fato é que muitos utilizam a mesma moeda.

Perceba a forma sorrateira como as coisas ocorrem. Até mesmo os grupos que defendem crenças esotéricas orientais não resistem ao apelo dessa tática, pois, por mais rudimentar e óbvia que pareça, ela é funcional. É funcional porque muitos não conhecem a Palavra de Deus de forma satisfatória. É funcional porque muitas escolas bíblicas dominicais estão vazias. É funcional porque poucos líderes incentivam os membros de sua igreja ao desenvolvimento de um curso teológico. É funcional porque culto de ensino não dá quórum. Enquanto outros elementos (também importantes) do culto são supervalorizados, o ensino é menosprezado. Perseguimos a graça, abandonamos o conhecimento (2Pe 3.18), e, como conseqüência, nos tornamos crentes sem equilíbrio entre estes "pólos". Mas nesse ínterim alguém poderia objetar entendendo que esta é uma colocação imprópria, pois, na verdade, não se trata de pólos, mas de elementos que se complementam. Mas, lamentavelmente, é assim que eles são verificados na prática, como pólos, como se fossem um a oposição do outro. Qual é a implicação dessa conduta?

Vulnerabilidade. Esta palavra resume a situação do crente que não conhece e não se importa em aprender as doutrinas bíblicas. É vulnerável. Está suscetível à persuasão por meio dos argumentos mais banais. Mas, considere, na maioria dos casos não o são, pois há muitos peritos na invenção de estranhas interpretações bíblicas capazes de fazer hesitar até mesmo os mais preparados. O caminho desses crentes é vacilante porque não possuem alicerces. E, por conta disso, crente assim é alguém que corre risco de morte, e morte eterna. Basta um prosélito dizer "está escrito" e suas convicções estremecem, a apostasia dá início ao seu processo e sua concepção torna-se uma questão de tempo, pouco tempo. Lembre-se, a distorção do texto bíblico por meio de acréscimos ou decréscimos sempre será evidente entre as seitas, embora alguns não enxerguem isso tão claramente.

Discernindo as coisas desta forma, podemos classificar a ignorância das doutrinas bíblicas como uma enfermidade, forte indício de imaturidade da fé. O escritor aos hebreus censura os crentes que deveriam possuir grande cabedal de conhecimentos, mas ainda permaneciam na condição de principiantes: "Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino" (Hb 5.12,13).

Como Jesus se comportou diante das palavras do diabo? Ele empregou a interpretação da Bíblia pela Bíblia: Scriture sacre sui ipsius interpres, ou seja, "a Sagrada Escritura se interpreta a si própria". Respondeu ao "está escrito" do diabo com um "também está escrito", igualmente contido nas Escrituras Sagradas. Será que temos tal habilidade? Talvez a resposta seja "não". Mas o que estamos fazendo para mudar este estado? Se a resposta permanecer negativa, então a situação é grave e precisa ser remediada com emergência. O que faríamos se nos deparássemos com "a Bíblia na boca do diabo?" Uma citação bíblica distorcida só pode ser respondida com conhecimento integral das Escrituras. Até quando trocaremos "o sólido mantimento" pelo "leite da infância"? Cuidado, esta não é uma situação que pode ser sustentada por longo tempo!


FONTE: https://www.icp.com.br/df75materia2.asp


 

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

0 O sapo e o escorpião


 



Você já ouviu a parábola do Sapo e do Escorpião

Ambos precisavam de atravessar o rio, mas o escorpião sabia que se ele se lançasse na água se afogaria, então disse ao Sapo:

— Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?
O sapo responde-lhe bondosamente:
— Sim, mas por favor, não me pique.
O escorpião respondeu:
— Jamais eu farei isso com você!

O escorpião subiu nas costas do sapo, no meio do rio o escorpião cravou seu ferrão no sapo. Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou:
— Por que você fez isso?
Agora ambos vamos afogar e vamos morrer.
Ele respondeu-lhe:
— Eu tentei mais é a minha natureza picar.

Assim é a vida!

Tem gente que não sabe o que é gratidão, caráter, valor; bom senso… Pois a natureza delas é como a do escorpião; matar, mentir, envenenar, trair, causar divisão, manipular, dissimular, o seu instinto é atacar, não importa as consequências.

Aprenda a ser seletivo, para continuar vivo!


FONTE: https://rduirapuru.com.br/colunas/o-sapo-e-o-escorpiao-aprenda-a-ser-seletivo/

domingo, 6 de agosto de 2023

0 Reflexão – Somente Deus se importa com os seus problemas


 



Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá (Salmos 27.10 A.R.C.)

 

 

Introdução - Estamos vivendo uma geração difícil. Acredito que uma das mais difíceis que já pisou este planeta, desde que foi formado (do pó da terra), o primeiro homem (Adão).

As pessoas estão cada dia mais insensíveis a dor do próximo, e até parece que “ninguém se importa com mais ninguém”. E muitas vezes quando algumas pessoas demonstram interesse, ou parecem se importar, estão prevendo alguma vantagem ou benefício futuro.

 

Uma dura realidade

 

Quando lemos na Bíblia que o apóstolo Paulo escreve: “  Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram”. (Romanos 12:15). Parece-nos utopia, pois temos a impressão que estamos vivendo em um “outro mundo”, totalmente diferente do de Paulo.

O lema agora é: “cada um por si e Deus por nós”. O problema é que quanto menos nos importamos com o nosso próximo, mais distantes ficamos de Deus.

Vejo com tristeza pessoas que vivem a contar suas vidas, suas mazelas e seu problemas aos outros, como se estivessem fazendo grande coisa. Pois não percebem que no fundo “ninguém se importa”.

 

·         Ninguém se importa se você passar fome – pois quem está com sua dispensa cheia dificilmente se dará conta que ao seu redor há pessoas que não têm básico para sobreviver;

 

·         Ninguém se importa se você tem sonhos – o problema é seu e não dos outros. Lute por eles, se desgaste por eles, se levante da zona de conforto por eles; pois só assim você os realizará e quando isso acontecer deixe que as pessoas vejam e aprendam, pois só assim se darão conta da sua força;

 

·         Ninguém se importa se você chorar – por isso chore suas lutas em particular, com Deus e mostre-se inabalável diante dos outros. Quando a vitória chegar você verá que Deus ainda trabalha para aquele que nele espera.

 

DEUS SE IMPORTA – Somente Deus e mais ninguém realmente se importa com nossos problemas de maneira a não pedir nada em troca. O amor ágape de Deus é único, isso porque Deus não apenas tem, mas Ele é o AMOR.

Não é atoa que está escrito no livro do profeta Isaías: “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti”. (Isaías 49.15).

O salmista também falando a esse respeito diz: “Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá”. (Salmos 27.10).

Esse DEUS (Pai, Filho e Espírito Santo) te ama de verdade e se importa com a sua dor. Embora as vezes, em meio aos nossos muitos problemas imaginemos que Deus não nos ama, acredite, estamos totalmente equivocados. Deus nos ama com o amor eterno, mas ele não nos “mima”, pois se o fizesse nunca passaríamos de pirralhos imaturos.

 

Conclusão - Por isso quando pensar em desabafar, faça-o para Deus, que com certeza o ouvirá sem julgamentos ou perguntas. Ele te ouvirá, responderá e você será grandemente abençoado.

 

Bom domingo a todos.

             Do vosso conservo em Cristo,

 

        João Augusto de Oliveira

terça-feira, 1 de agosto de 2023

0 A apologética cristã e seus tipos





"...e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós". (1Pe 3.15)

"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo". Ef 6.11

A palavra apologética vem do termo grego "apologia", que se pronuncia ap ol og ee ah e significa "uma defesa verbal". É usada oito vezes no Novo Testamento.

Assim, apologética cristã é uma doutrina que procura contestar toda e qualquer crítica que se opõe à revelação de Deus em Cristo e a Bíblia. Por conseguinte, pode incluir estudos como manuscritos da Bíblia, filosofia, biologia, matemática, evolução e lógica. Mas também pode consistir em dar uma simples resposta a uma pergunta sobre Jesus ou uma passagem da Bíblia. Este último caso é o mais comum, e você não precisa ler toneladas de livros para fazer isso.

A apologética pode ser defensiva ou ofensiva. O apologista pode e deve defender suas razões de crer (1Pe 3.15). Mas ele também pode atacar. Pode procurar aqueles que se opõem e propor-lhes perguntas, problemas e repostas (2Co10.5). Claro, o apologista deve, antes, se preparar para fazer isso, somente assim a apologética será feita com amor.

A apologética pode ser, basicamente, evidencial ou pressuposta. A apologética evidencial trata da evidência do cristianismo: a ressurreição de Jesus, os manuscritos bíblicos, a profecia cumprida, os milagres etc. A apologia pressuposta é aquela que trata das conjeturas daqueles que se opõem ao cristianismo, porque as presuposições afetam o modo como uma pessoa utiliza a evidência e a razão.

Algumas áreas do debate dentro da apologética cristã trata do uso da evidência, da razão, da filosofia etc. O apologista deve usar somente critérios aceitáveis para os incrédulos? Podemos usar a Bíblia como defesa de nossa posição ou devemos demostrar o cristianismo sem ela? A razão é suficiente para demostrar a existência de Deus ou a verdade bíblica? Quanta razão e evidência é usada à luz das Escrituras para mostrar que é Deus quem abre a mente para entender?

Jesus escolheu uma pessoa muito religiosa e educada para ser apóstolo: Paulo. Os outros eram pescadores, coletor de imposto, médico, entre outras profissões e ofícios. Eles eram cheios do Espírito de Deus e foram usados por Deus. Deus usa todas as coisas para sua glória. Por isso, nós fazemos apologética por meio da fé.


(Autor desconhecido)

https://www.icp.com.br/apologetica014.asp


 

sexta-feira, 7 de julho de 2023

0 Quem Foi o Profeta Zacarias na Bíblia?



O Profeta Zacarias foi um homem levantado por Deus para profetizar no tempo da restauração do povo de Israel do exílio na Babilônia. O nome Zacarias significa “Yahweh lambra-se”, ou seja, “aquele de quem Deus se lembra”.

Zacarias era um nome muito comum entre o povo hebreu, de forma que muitos personagens bíblicos aparecem com este nome, principalmente no Antigo Testamento. No final deste texto pontuaremos alguns destes personagens.

A História do profeta Zacarias

O profeta Zacarias nasceu em uma família de sacerdotes ainda na Babilônia. Sua família estava entre os quase cinquenta mil exilados que retornaram do exílio babilônico após a permissão do rei Ciro.

Zacarias era filho de Baraquias, porém em algumas passagens bíblicas ele aparece como sendo filho de Ido, que na verdade era seu avô (Zc 1:11; cf. Ed 5:1; 6:14; Ne 12:4,16). Para explicar isto, acreditasse que seja possível que seu pai, Baraquias, tenha morrido quando Zacarias ainda era muito jovem, ou seu avô, Ido, talvez tenha sido uma figura mais proeminente que seu pai.

Além de profeta, Zacarias também era sacerdote, assim como os profetas Jeremias e Ezequiel também foram antes dele. Zacarias foi contemporâneo do profeta Ageu, de Zorobabel, o líder político dos judeus que retornaram do exílio e de Josué, filho de Jozadaque e sumo sacerdote da nação (Zc 3:1; 4:6; 6:11; Ed 5:1,2).

O ministério do profeta Zacarias    

O ministério profético de Zacarias está registrado, principalmente, no livro do Antigo Testamento que traz seu nome, e no livro de Esdras. No entanto, Zacarias também é mencionado no livro de Neemias.

O profeta Zacarias começou a profetizar cerca de dois meses depois de Ageu também ter começado a profetizar (Ag 1:1; cf. Zc 1:1), isto é, no oitavo mês do segundo ano de reinado do rei Dario, em 520 a.C.

A mensagem profética, tanto do profeta Zacarias quanto o profeta Ageu, era de encorajamento acerca da obra de restauração do Templo, além de revelações sobre as bênçãos futuras da nação.

O contexto histórico do ministério do profeta Zacarias nos mostra que aquele era um período muito significativo da história judaica. Os exilados haviam conseguido a permissão para retornarem a sua terra, e entusiasmado, se propuseram a reconstruir o Templo em Jerusalém que tinha sido destruído.

Em 535 a.C., eles conseguiram lançar os alicerces do Templo (Ed 3:8-13), porém devido à oposição dos samaritanos, o trabalho de restauração ficou paralisado até o reinado de Ciro, ou seja, durante pelo menos 14 anos nada foi feito nesse sentido.

Algumas pessoas questionam sobre o porquê de Zacarias e Ageu terem ficado em silêncio durante esse período. Uma explicação bem provável é que ambos ainda eram crianças quando retornaram com suas famílias do exílio em 537 a.C., ou então eles não retornaram nesse grupo de exilados, mas em outro grupo posteriormente. De qualquer forma, provavelmente os dois profetas não eram adultos nessa época.

Com base na explicação acima, então podemos supor que o profeta Zacarias era ainda muito jovem quando começou a profetizar. Com as exortações de Zacarias e Ageu, o trabalho foi reiniciado, porém num determinado momento mais uma vez houve oposição externa, com o questionamento de Tatenai, governador Persa; e também oposição interna, com os judeus desaminados e pessimistas com relação à construção do Templo, achando eles que, a escassez de recursos, os obstáculos, e a inferioridade da construção atual em comparação com o primeiro Templo de Salomão, significavam um tipo de reprovação do próprio Deus.

É neste cenário que os profetas Zacarias e Ageu profetizaram, convocando o povo ao arrependimento da negligência que estavam demonstrando, e encorajando-os a confiarem nas promessas do Senhor. O povo respondeu as mensagens do Senhor proclamadas através dos dois profetas, e em 515 a.C. o trabalho foi concluído.

As profecias de Zacarias

As profecias do profeta Zacarias, além de tratar das questões relacionadas à reconstrução do Templo, também apontavam para a realidade do reino de Deus no futuro. Assim, algumas profecias do profeta Zacarias possuem uma aplicação imediata, num futuro próximo a restauração da comunidade após o exílio.

Todavia, outras profecias de Zacarias apontam para um futuro mais distante de sua época, onde Deus traria bênçãos para Jerusalém por meio da linhagem de Davi, de modo que Zorobabel era apenas a continuidade da linhagem, e não o seu fim.

Logo, o profeta Zacarias profetizou claramente sobre a vinda do Messias, o último filho de Davi. Zacarias profetizou sobre a entrada triunfal de Jesus (Zc 9:9-10; cf. Mt 21:1-11), sobre a traição e morte de Cristo (Zc 13:7) e sobre a promessa da habitação de Deus no meio de Seu povo, realizada finalmente em Cristo (Zc 2:5,10; cf. Jo 1:14).

A própria celebração registrada em Zacarias 14:16-20, encontrará seu cumprimento pleno no reinado do Cordeiro no novo céu e nova terra (Ap 21:1-3).

Zacarias, pai de João Batista

Certamente esse Zacarias é o mais conhecido depois do profeta Zacarias. Zacarias foi um sacerdote, e pai de João Batista (Lc 1:5-25; 3:2). Certa vez ele recebeu a visita do anjo Gabriel enquanto estava executando suas funções sacerdotais no Templo.

O anjo lhe trouxe a notícia de que seria pai, porém sua primeira reação foi a incredulidade. Como consequência, Zacarias ficou temporariamente mudo, e provavelmente surdo, até que Izabel deu à luz ao filho do casal.

A forma com que Zacarias voltou a falar impressionou toda a região da Judeia, e as pessoas começaram a especular quem era aquele menino que havia nascido (Lc 1:64-66). Tomado pelo Espírito Santo, Zacarias também profetizou sobre o ministério do Messias (Lc 1:68-79).

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Outros Zacarias na Bíblia

Como dissemos, há pelo menos 30 personagens bíblicos designados como Zacarias na Bíblia. A maioria deles aparece apenas uma ou duas vezes na narrativa bíblica. Além dos dois Zacarias já apresentados, citaremos alguns destes homens que tiveram esse nome.

  • Um chefe da tribo de Rúbem que viveu em aproximadamente em 740 a.C. (1Cr 5:6,7).
  • Filho de Meselemias, guarda da porta ao norte do Tabernáculo (1Cr 9:21; 26:2,14).
  • O primeiro colonizador israelita de Gibeão (1 Cr 9:35,37), também citado como “Zequer” em 1 Crônicas 8:31.
  • Um levita que tocou quando a Arca da Aliança foi trazida a Jerusalém (1Cr 15:14.18,20; 16:5).
  • Um príncipe de Judá enviado pelo rei Josafá para ensinar a Lei ao povo judeu (2Cr 17:7).
  • Um levita da família de Asafe que foi atuante, juntamente com o rei Ezequias, na purificação do Templo (2Cr 29:13). Também houve outro Zacarias da casa de Asafe que viveu na época do reinado de Josafá (2Cr 20:14).
  • Um dos últimos reis do reino do norte, Israel, filho de Jeroboão II, que reinou em 753 a.C. (2Rs 14:29). Ele reinou apenas seis meses e foi assassinado por Salum, terminando assim a dinastia de Jeú (2Rs 15:8-12).
  • Provavelmente um sacerdote no reino do rei Josias (2Cr 35:8).
  • Um dos homens de destaque que foram enviados por Esdras para buscarem levitas e pessoas que desempenhavam serviços no Templo para retornarem a Jerusalém (Ed 8:16).
  • Um profeta que viveu durante o reinado do rei Uzias. Enquanto o rei seguiu os seus conselhos, houve prosperidade (2Cr 26:5).

Existem ainda outros Zacarias na narrativa bíblica do Antigo Testamento, de maneira que é até difícil conseguir distinguir quando algumas citações se referem a um certo Zacarias ou a outra pessoa com o mesmo nome. Um exemplo disto são as referências sobre Zacarias que aparecem nos livros de Esdras e Neemias.

Para finalizar, um personagem com este nome que certamente merece destaque é o Zacarias mencionado em 2 Crônicas 24:20-22. Esse Zacarias foi filho do sumo sacerdote Joiada durante o reinado do rei Joás, em Judá.

Naqueles tempos, Judá retornou à idolatria, e Zacarias, movido pelo Espírito de Deus, repreendeu severamente a nação por conta daquela conduta pecaminosa. A denúncia de Zacarias incomodou os nobres de Judá que, juntamente com o rei, planejaram apedrejá-lo até a morte no átrio do Templo.

Muito provavelmente esse é o Zacarias citado por Jesus em Mateus 23:35 e Lucas 11:51. Na verdade, a identificação desse Zacarias oferece algumas dificuldades. O problema é que o Zacarias, filho de Baraquias, é o profeta Zacarias que estudamos no início deste texto, e se caso o profeta tivesse sofrido tal martírio, provavelmente haveria alguma referência sobre isto nos livros de Esdras, Neemias ou Malaquias.

A tradição judaica afirma que o profeta Zacarias morreu de causas naturais na Judéia, com idade bastante avançada, e foi sepultado perto do tumulo de Ageu.

Por outro lado, quando comparamos a expressão utilizada por Jesus com a expressão dita pelo Zacarias, filho de Joiada que aparece em Crônicas, na hora de sua morte, entendemos que possivelmente se trata da mesma pessoa.

Em Lucas lemos o Senhor dizendo que “desde o sangue de Abel, até ao sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo; assim, vos digo, será requerido desta geração” (Lc 11:51). Já em Crônicas lemos que, prestes a morrer, Zacarias disse: “O Senhor o verá, e o requererá” (2 Cr 24:22).

Outra informação importante é que o livro de 2 Crônicas é o último livro da Bíblia hebraica. Assim, a expressão “de Abel a Zacarias” poderia ser uma expressão hebraica equivalente a nossa “de Gênesis ao Apocalipse”.

Para resolver o problema das palavras “filho de Baraquias” que aparece em Mateus, os estudiosos sugerem três possibilidades. A primeira entende que o Zacarias mencionado pelo Senhor realmente tenha sido o profeta Zacarias, e que neste caso seu martírio não foi documentado e a tradição judaica está errada.

A segunda possibilidade sugere que o Zacarias do livro de 2 Crônicas tenha sido neto de Joaiada, e não filho, e que seu pai então também se chamava Baraquias, mas por algum motivo não foi citado em 2 Crônicas.

A terceira possibilidade sugere que as palavras “filho de Baraquias” que aparecem no Evangelho de Mateus trata-se de uma adição equivocada de um copista, visto que ela não aparece nos melhores manuscritos do Evangelho de Lucas.

Autor: Daniel Conegero

FONTE: https://estiloadoracao.com/quem-foi-o-profeta-zacarias/


 

 

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