quinta-feira, 22 de outubro de 2020

0 Maçonaria: Incompatível à Fé Cristã






A maioria dos maçons afir­ma que a Maçonaria não é religião e que não entra em conflito com o cristianis­mo. Muitos acreditam que se trata de uma confraria e o vulgo a define como sociedade secreta. Qualquer que seja o conceito sobre a Maçonaria, o peso maior para qualquer conclusão está no que ela ensina e pratica.

Qual a fonte de autoridade na Maçonaria? Quando se apresentam elementos, na sua própria literatura, que comprovam a incoerência de seu pensamento sobre o assunto aqui em tela, os maçons costumam dizer que se trata de opinião pessoal do autor e tais elementos não representam o pensamento da Maçonaria. John Ankerberg, em seu opúsculo intitula­do Os fatos sobre a Maçonaria, afirma que em 1985 escreveu para as 50 Gran­des Lojas dos 50 Estados dos Estados Unidos, cartas endereçadas ao Vene­rando Mestre, maior autoridade do Estado, perguntando quais obras e autores seriam recomendados como autoridades em relação ao tema da Maçonaria.

A metade delas não respondeu, mas as Lojas que responderam colo­caram Henry Wilson Coil e sua obra Coil’s Masonic Encyclopedia (Enciclopé­dia Maçônica de Coil) em primeiro lu­gar, com 44%; Joseph Fort Newton e sua obra The Buiders (Os construtores) em segundo lugar; Albert G. Mackey e sua obra Mackey‘s Revised Encyclope­dia of Freemasonrr (Enciclopédia Recusa­da da Franco Maçonaria de Mackey) em terceiro lugar, com 36%.¹ Por isso são citados aqui. Das fontes em português são citados Joaquim Gervásio de Fi­gueiredo e Rizzardo da Camina.

Afirmar que as declarações são mera opiniões pessoais e que não re­presentam o pensamento da Maçona­ria é simplesmente querer fugir da realidade. Henry Wilson Coil e Albert G. Mackey afirmam que a Maçonaria é religião, mas há outros que afirmam o contrário. Porém, o que faz da Ma­çonaria religião não são as declarações de seus proeminentes líderes, mas suas crenças, práticas, símbolos ocultistas e rituais.

Origem

A exata origem da Maçonaria é desconhecida, diz o Dicionário da Ma­çonaria de Joaquim Gervásio de Fi­gueiredo: “As origens reais da Maço­naria se perdem nas brumas da Anti­guidade”.2 A origem da Maçonaria está ligada às lendas de Ísis e Osíris, no Egito, e ao culto a Mitra vindo até a Ordem dos Templários e a Fraterni­dade Rosa Cruz. Os maçons acredi­tam que sua história retrocede ao rei Salomão. Afirmam que começou com o Templo de Jerusalém, que Salomão mandou construir, por isso dão des­taque especial a Hirão-Abi, chamado na Maçonaria de Hiram Abiff, que foi o construtor do Templo enviado por Hirão, rei de Tiro, a pedido do rei Salomão (2Cr 2.13).

A Maçonaria, como a conhecemos hoje, segundo o já citado dicionário, “foi fundada em 24 de junho de 1717, em Londres”. Jesus Hortal, em sua obra Maçonaria e Igreja: conciliáveis ou inconciliáveis, diz que a maçonaria é um desdobramento das antigas corporações de pedreiros surgidas na Idade Média. Com o passar do tem­po, essas corporações chegaram a mo­nopolizar a arte gótica, pois construí­ram uma multinacional de arquitetu­ra. Seus artistas e pedreiros trabalha­vam a “pedra franca” ou arenito, cujas marcas podem ser vistas nas grandes catedrais da Espanha, França, Ingla­terra e Alemanha.3

Foi em 1717, data reconhecida pela própria Maçonaria como a da sua fun­dação, que quatro lojas maçônicas de Londres se unificaram dando origem à Grande Loja da Inglaterra, conhecida como Maçonaria Especulativa ou Franco-Maçonaria. James Anderson, presbiteriano, e John Desagulliers, huguenote, lideraram esse movimento.

Em 1723, James Anderson publi­cou as constituições da Maçonaria, sendo ainda hoje um documento uni­versalmente aceito como base de to­das as lojas maçônicas. Essas constituições foram levemente revisadas 15 anos depois de sua publicação. Em abril de 1738, o papa Clemente XII promulgou a primeira condenação católica à Maçonaria, na bula In Eminenti Apostulatus Specula.

Ritos e graus

O rito na Maçonaria é um conjun­to de regras e preceitos de práticas ce­rimoniais e com as quais se comuni­cam as instruções secretas, toques, si­nais e palavras. Há vários ritos na Ma­çonaria. O Dicionário Maçônico de Rizzardo da Camina traz uma lista de 117 ritos, e afirma que no Brasil as lo­jas trabalham nos ritos Escocês Anti­go e Aceito, Adoniramita, Moderno ou Francês, York, Schroeder, Brasilei­ro e Adoção (págs. 332 a 350).

Os graus são etapas ou estágios pelos quais passam o maçom. A Ma­çonaria foi buscar na construção do Templo de Salomão a base para a sua instituição. A palavra “maçom” vem do francês maçon, que significa “pe­dreiro”. No começo, a Maçonaria era operativa, isto é, dedicada ao traba­lho manual, depois passou para os co­nhecimentos de forma intelectual, isto é, Simbólica ou Especulativa. O ser­vente ou aprendiz, o pedreiro e car­pinteiro e o mestre de obra são cargos que representam os três degraus na construção maçônica e deram origem aos graus Aprendiz, Companheiro e Mestre, chamados de graus da Loja Azul, que são comuns a qualquer rito maçônico. Outros graus foram se es­tabelecendo de acordo com cada rito, que varia de sete a noventa e nove.4

É considerado maçom todo aque­le que passar pelos três primeiros graus: Aprendiz, Companheiro e Mestre. A maçonaria do Rito Escocês tem 32 graus, desde Aprendiz ao Grau do Sublime Príncipe do Real Segredo. O Grau 33 é honorário. Os dois ritos mais conhecidos são o Rito Escocês e o Rito de York.

Os graus do Rito Escocês estão divididos em quatro séries: graus sim­bólicos – 1o ao 3°; graus capitulares – 4o ao 18°; graus filosóficos -19° ao 30°; e os graus superiores – 31” até o 33.

Graus do Rito Escocês

Loja Azul ou Graus Simbólicos: (1) Aprendiz, (2) Companheiro e (3) Mes­tre. Graus capitulares: (4) Mestre Se­creto, (5) Mestre Perfeito, (6) Secretá­rio íntimo, (7) Chefe e Juiz, (8) Supe­rintendente do Edifício, (9) Mestre Eleito dos Nove, (10) Ilustre Eleito dos Quinze, (11) Sublime Mestre Eleito, (12) Grande Mestre Arquiteto, (13) Mestre do Arco Real de Salomão, (14) Grande Eleito Maçom, (15) Cavaleiro do Oriente ou da Espada, (16) Prínci­pe de Jerusalém, (17) Cavaleiro do Leste e Oeste e (18) Cavaleiro da Or­dem Rosa Cruz.

Graus filosóficos: (19) Gran­de Pontífice, (20) Grande Ad-Vitam, (21) Patriarca Noachita ou Prussiano, (22) Cavaleiro do Ma­chado Real (Prínci­pe do Líbano), (23) Chefe do Tabernáculo, (24) Príncipe do Tabernáculo, (25) Cavaleiro da Serpente de Bronze, (26) Príncipe da Misericórdia, (27) Comandante do Templo, (28) Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto, (29) Cavaleiro de Santo André e (30) Cavaleiro Cadosh.

Graus superiores: (31) Inspetor Inquisidor, (32) Mestre do Segredo Real e (33) Grande Soberano Inspetor Geral.

Teologia e Bíblia

As crenças e práticas maçônicas são um sincretismo religioso, com ele­mentos oriundos de várias religiões opostas ao cristianismo, de seitas ocultistas e esotéricas, que estão presentes nos seus rituais e símbolos. Seu conceito sobre a Bíblia e Deus é sincrético e eclético.

A Maçonaria afirma que a Bíblia é a “grande luz da Maçonaria”, reco­mendando aos maçons que a estudem regularmente. Diz ainda que as três grandes luzes são: a luz da Bíblia, a luz do esquadro e a luz do compasso. Ela aceita a Bíblia como um mero sím­bolo da vontade de Deus e não como fonte de ensinamento divino. Disse Coil: “A opinião maçônica prevalecente é que a Bíblia constitui apenas um símbolo da vontade, lei ou revelação divina, e não que seu con­teúdo é lei divi­na, inspirada ou revelada”.5 Na decoração da loja maçônica estão “Volume da Ciência Sagrada, o Esquadro e o Com­passo”.6 Nisso a Bíblia é posta no mesmo patamar do Alcorão, da Tripitaka, dos Vedas, do Livro de Mórmon etc.

A Maçonaria usa o reconheci­mento de várias escrituras para ob­ter o juramento de fidelidade à Ma­çonaria sob a autoridade do livro que o maçom considera sagrado e com o qual se compromete a obede­cer o que manda a Maçonaria. Em suma, para a Maçonaria, a Bíblia é apenas um símbolo, uma peça de­corativa e que não deve ser crida, pois não é reconhecida como a lite­ral vontade de Deus.

Isso contraria os princípios cris­tãos que têm a Bíblia como a única revelação escrita de Deus para a hu­manidade e a única regra de fé e prá­tica para a vida e conduta do cristão. A Bíblia é para o cristianismo sua au­toridade máxima. O próprio Senhor Jesus Cristo reconheceu isso e chamou as Escrituras Sagradas de “a Palavra de Deus” (Mc 7.13).

A Maçonaria coloca todos os livros considerados sagrados em um mes­mo patamar, mas a mensagem dos li­vros que reivindicam inspiração divi­na, como O Livro de Mórmon, o Alcorão etc, não é a mesma mensagem que traz a Bíblia. É bom que se saiba que não pode haver duas verdades quando uma não está de acordo com a outra. Diante disso, qual livro deve ser aceito? A Bíblia.

A Bíblia já apresentou à humani­dade as suas credenciais, provas de sua origem divina. E uma coleção de livros inspirados por Deus (2Tm 3.16- 17 e 2Pd 1.19-21). O Senhor Jesus dis­se: “A tua Palavra é a verdade”, Jo 17.17. Isso constitui a Bíblia um livro sui generis e a única revelação escrita de Deus à humanidade.

Colocar outro livro no mesmo ní­vel da Bíblia é perigoso: “A lei e ao testemunho! Se eles não falarem con­forme esta palavra, nunca verão a alva”, Is 8.20. No entanto, ela não é usada na Maçonaria como regra de fé e prática.

O conceito de Deus

Um dos requisitos da Maçonaria é “crer num Ser Supremo”7, mas isso não significa necessariamente ser essa crença no Deus verdadeiro, revelado na Bíblia. O hinduísmo é uma religião que absorve todos os sistemas religi­osos e permite diversos conceitos so­bre Deus e nem exige que seus adep­tos abandonem a religião de origem. Esse sistema eclético e sincrético do hinduísmo e da Nova Era está presen­te também na Maçonaria.

Na Maçonaria, até ao grau 17, Deus é conhecido como o Grande Ar­quiteto do Universo, identificado pela sigla G.A.D.U.: “Nome pelo qual na maçonaria se designa Allah, Logos, Osíris, Brahma etc, dos diferentes po­vos, já que ali se considera o Univer­so como uma Loja ou Oficina em sua máxima perfeição”.8

Coil afirma que o monoteísmo “viola os princípios maçônicos, pois exige a crença num tipo específico de Divindade Suprema”.9 Diz ainda que “o teste maçônico é um Ser Supremo, e qualquer qualificação acrescentada é uma inovação e distorção”.10 Isso contraria o ensino bíblico e o cristia­nismo histórico.

O deus maçônico não é identifi­cável, pode ser aceito pelos cristãos, hindus, budistas, islamitas, judeus etc. O deus do bramanismo é Brahma, que é impessoal, monístico (nem unitário nem trinitário) ou politeísta. O budismo é politeísta (crendo em Buda como deus e há cen­tenas de outros deuses bons e maus) ou simplesmente ateísta, afirmando que não há Deus. O deus do mormonismo é um homem exaltado, entronizado nos mais altos céus e que partiu da condição de homem (Adão) até atingir à divindade. Alá, a divin­dade dos muçulmanos, que aparece no Alcorão, não é o mesmo Deus re­velado na Bíblia, nem os patriarcas hebreus, nem os reis, nem os profe­tas do Antigo Testamento e nem os apóstolos jamais conheceram a divin­dade islâmica Alá.

Outro problema é que no grau do Real Arco do Rito de York o maçom reconhece que o verdadeiro nome de Deus é Jabulon, conhecido nos graus anteriores como G.A.D.U. Nesse mes­mo Arco Rito de York a maçonaria une Yahweh com divindades pagãs como Baal, On e Osíris. Cada sílaba da pa­lavra Jabulon representa um deus. Segundo Coil, é uma associação de Javeh, Baal ou Bel e Om (Osíris, o deus-sol do Egito).11 “Já” representa Javé; “Bul” ou “Baal” representa o antigo deus cananita, deus nacional dos fenícios, terra de Hirão, rei de Tiro (1 Rs 5.1-12); e “On” representa Osíris, o misterioso deus egípcio.

A Bíblia diz que não há deuses se­melhantes ao Deus de Israel (SI 86.8). Não há semelhantes a Ele nem no Céu e nem na Terra (2Cr 6.14). A veracida­de judaico-cristã revelada na Bíblia é de que existe um só Deus e Deus é um só (Is 44.6,8; 45.5), e esse Deus é o Deus Jeová de Israel (Dt 6.4 e Mc 12.28). O politeísmo é condenado na Bíblia e isso consta no Decálogo: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura. Não te encurvarás a elas nem as servirás; por­que Eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso”, Ex 20.3-5.

É verdade que encontramos inú­meras vezes na Bíblia a palavra “deus”, mas com letras minúsculas em nossas versões, para designar os objetos de cultos dos pagãos, como Baal, deus dos fenícios; Quemós ou Camós, deus nacional dos moabitas; Malcam ou Milcom, deus dos amonitas, identificado, às vezes, com Moloque (2Rs 23.10,13 e Jr 32.35); Astarote, deusa dos sidônios; Dagon, divindade nacional dos filisteus; Baal-Zebube, deus de Ecron, Filístia; Adrã-Meleque e Nisroque, deuses dos assírios. Esses são deuses apenas na mente de seus adoradores. Na re­alidade, não passam de ídolos. A Bí­blia diz que eles não são de fato deu­ses: “Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses”, G1 4.8. São os de­mônios que estão por trás desses ído­los (1Co 10.19-21).

Jesus Cristo

O Senhor Jesus Cristo é irrelevante na Maçonaria. Sua literatura dá aten­ção especial a Maomé, Pitágoras, Buda, Confúcio, Orfeu, Zoroastro E. Swedenborg, Annie Besant, Helena Blavatsky e outros, mas muito pouco se vê sobre Jesus. E proibido orar em nome de Jesus. A oração é para ser dirigida ao G.A.D.U.

A maçonaria retira o nome de Cris­to de diversos trechos da Bíblia cita­dos em rituais maçônicos. Em 1 Pedro 2.5, no Ritual maçônico, diz: “…para ofe­recer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus…”, enquanto que o texto sagra­do, ipsis litteris, diz: “…para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (o grifo é nosso).12

O Juramento Iniciático

No primeiro grau da maçonaria, o candidato admite que é profano, que está nas trevas em busca de luz, pois a maçonaria afirma que todos os que não são maçons estão em trevas.13 Em cada grau o maçom é submetido a um juramento. As paredes da câmara são completamente negras e têm como decoração alguns esqueletos, cabeças de mortos e lágrimas.

A Câmara é lugar de purificação, tomada dos antigos mistérios, por meio do elemento terra. O iniciando diz: “Eu (cita o seu nome), juro e pro­meto, de minha livre vontade e por minha honra e pela minha fé, em pre­sença do Grande Arquiteto do Univer­so e perante esta assembléia de maçons, solene e sinceramente, nun­ca revelar qualquer dos mistérios da maçonaria que me vão ser confiados, senão a um legítimo irmão ou em loja regularmente constituída; nunca os escrever, gravar, imprimir ou empre­gar outros meios pelos quais possa divulgá-los. Se violar esse juramento, seja-me arrancada a língua, o pesco­ço cortado e meu corpo enterrado na areia do mar, onde o fluxo e o refluxo das ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado sacrilégio para com Deus e desonra­do para os homens. Amém.”14

O Senhor Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não an­dará em trevas, mas terá a luz da vida”, Jo 8.12. Como pode um cristão admitir quê está nas trevas em busca da luz da Maçonaria? Outro ponto grave é quanto ao juramento, que o Senhor Jesus condenou (Mt 5.34-37). O cristão faz voto solene de fidelida­de quando se casa, numa cerimônia de colação de grau, mas não um jura­mento. A situação é ainda mais críti­ca quando se trata de um juramento sob algo que o cristão ainda não sabe. A Bíblia condena tal prática (Lv 5.4).

É assustador para um cristão de­clarar num ritual que está disposto a entregar o seu corpo para ser mutila­do por uma sociedade secreta. O nos­so corpo pertence a Deus e não estamos autorizados a entregá-lo a uma sociedade de rituais comprome­tedores (1Co 6.19-20). Um juramento terrível estabelece mais do que ami­zade entre o fiel e o infiel. Estabelece fraternidade indissolúvel (2Co 6.14- 17). O segredo organizado e sistemá­tico é contrário ao ensino bíblico. O Senhor Jesus disse que são os que pra­ticam o mal que se escondem e não os que praticam o bem (Jo 3.20-21).

Ocultismo

A Maçonaria é potencialmente uma religião ocultista e esotérica que abre a porta para o mundo do ocul­tismo. Ela aceita as premissas da Nova Era e o conceito da moderna parapsicologia quanto aos poderes latentes dos homens (poderes psíqui­cos – PSI). Também apresenta artes mágicas semelhantes a outras entida­des.

A Maçonaria incentiva o maçom a procurar “verdades esotéricas”, e está integrada no misticismo e incen­tiva o desenvolvimento do estado “al­terado da consciência”. Muitos maçons estão trabalhando para o de­senvolvimento e o despertamento do que se pode denominar “Maçonaria Oculta”.15

O ocultismo, segundo a Maçona­ria, “é o estudo dos mundos superio­res ao físico: o astral, o mental e ou­tros; é o conjunto de métodos ou dis­ciplina da educação individual”. A Maçonaria também possui seu lado oculto que uns sistemas e ritos real­çam mais que outros, porém todos têm o mesmo objetivo de aperfeiçoa­mento moral, intelectual e espiritual do homem, do que decorre direitos e deveres inalienáveis.16

Muitos maçons que participam dos rituais não entendem o sentido ocultista dos mesmos. O fato de que muitos maçons não entendem o sen­tido oculto dos símbolos é lamentado por Albert G. Mackey, ao dizer: “Mui­tos dos escritores de grande nomea­da entre os maçons desconhecem o conhecimento esotérico da maçona­ria”.17 Muitos maçons admitem que praticam o ocultismo, práticas que segundo a Bíblia são abomináveis aos olhos de Deus (Dt 18.9-12).

Uma última coisa ainda deve ser dita. O trabalho de apologia cristã deve ser feito com responsabilidade e amor, num tom respeitoso. Ainda mais quando se trata de uma institui­ção que já prestou relevantes serviços à nossa nação.18 Discordar das cren­ças e práticas opostas ao ensino bíbli­co não se constitui um desrespeito, pois o objetivo não é depreciar e nem desilustrar o nome da instituição, mas mostrar pela Bíblia que essas práticas não agradam a Deus, e por isso são incompatíveis com a fé cristã.

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¹ ANKERBERG, John e WELDON, John. Os fatos Sobre a Maçonaria, Obra Missio­nária Chamada da Meia-Noite, Porto Ale­gre, RS, 1989, pp. 13-15.

² Op. cit., p.239

³ HORTAL, Jesus. Maçonaria e Igreja: Conciliáveis ou inconciliáveis? Estudos da CNBB 66, Ed. Paulinas, S. Paulo, 1993.

4 CAMINA, Rizzardo. Dicionário Maçônico, Madras, S. Paulo, 2001, p. 187.

COIL , Henry Wilson. Coil’s Masonic Encyciopedia, p.520.

6 FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Op. cit., p.122.

7 FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Op. cit., p. 365.

8 FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Op. cit., p.52.

9 COIL , Henry Wilson. Op. cit., p. 517.

10 COIL , Henry Wilson. Op. cit., p. 517.

11 COIL , Henry Wilson. Op. Cit., ,p. 516. Ver J. Scott Horrel, revista Vox Scripturae, março de 1993, p. 87.

12 The Secret Teachings of the Masonic Lodge, 1990, 127.

13 Ritual e Instruções de Aprendiz Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceito, 1984, p.9

14 Ritual do Simbolismo Aprendiz Maçom, 2S edição – Rito Escocês Antigo e Aceito, julho de 1979, pp. 51,54).

15 The Secret Teachings of Masonic Lodge, 1990, p. 216.

16 FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Op. cit., p.302.

17 The Secret Teachings of The Masonic Lodge, 1990 p. 216.

18 O Cruzeiro, 26/7/1972, p. 54.

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Pr. ESEQUIAS SOARES – FONTE: REVISTA “RESPOSTA FIEL” ANO 4 – N° 12


 

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

0 Lição 3 – Quando a Chamada de Deus não Faz Diferença: Os Filhos de Eli | EBD



TEXTO DO DIA

 “[…] Porém, agora, diz o SENHOR: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão envilecidos.” (1 Sm 2.30) 

AGENDA DE LEITURA 

SEGUNDA – Rm 13.7 A quem honra, honra 

TERÇA – Mt 15.8 Honra da boca para fora 

QUARTA – Pv 2121 Honra como fruto da justiça 

QUINTA – Pv 18.12 Na frente da honra vai a humildade 

SEXTA – Rm 1.10,11 Prefira honrar o próximo 

SÁBADO – Is 428 Deus não divide sua glória 

SÍNTESE 

Manter a vocação dada por Deus é um desafio diário, que não pode ser considerado como de pouca importância 

REFLETIR a respeito da chamada sacerdotal que foi esquecida pelos filhos de Eli; 

MOSTRAR o desprezo que os filhos de Eli tinham pelas coisas de Deus; 

CONHECER a respeito das consequências de se desprezar a Deus. 

INTERAÇÃO 

Nesta lição, veremos que os filhos de Eli ficaram conhecidos por desrespeitarem a santidade de Deus no ofício sacerdotal e procurarem de maneira sórdida satisfazerem seus desejos pessoais. A falta de temor de Hofni e Finéias. era tão grande que eles se deitavam com as mulheres que iam à tenda da congregação (1 Sm 2.22). Eles profanaram o sagrado com suas ações insanas e pecaminosas. Mas homem algum pode escarnecer de Deus sem receber a devida reprimenda. Como não se arrependeram de suas ações e continuam enganando, roubando e fazendo o que bem entendessem, o Senhor colocou um basta e permitiu que a arca fosse levada pelos inimigos e eles fossem mortos no mesmo dia. 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Prezado(a) professor(a), sugerimos que para a aula de hoje você promova um debate com a sua turma. Divida os alunos de modo que formem 3 grupos, cada grupo deverá ficar com uma questão para ser discutida Escreva as questões no quadro (observe abaixo). Em seguida peça que os grupos escolham a questão que desejam discutir. Delimite um tempo para que os grupos discutam as questões e após forme um único grupo onde os alunos podem expor suas conclusões. Perguntas para discussão em grupo: Por que mesmo sabendo das atitudes erradas dos seus filhos, Eli não os disciplinou?

O que os filhos de Eli estavam fazendo de errado? Os pais precisam disciplinar seus filhos com responsabilidade? Conclua enfatizando que Eli acabou honrado mais seus filhos do que a Deus. Ele falhou na disciplina com Hofni e Finéias e não somente seus filhos e sua família sofreram as consequências, mas todo o povo de Deus. 

1 Samuel 2.27-30 TEXTO BÍBLICO 

27- E veio um homem de Deus a Eli e disse-lhe: Assim diz o SENHOR: Não me manifestei, na verdade, a casa de teu pai, estando os israelitas ainda no Egito, na casa de Faraó? 

28- E eu o escolhi dentre todas as tribos de Israel para sacerdote, para oferecer sobre o meu altar, para acender o incenso e para trazer o éfode perante mim; e dei à casa de teu pai todas as ofertas queimadas dos filhos de Israel. 

29- Porque dais coices contra o sacrifício e contra a minha oferta de manjares. que ordenei na minha morada, e honras a teus filhos mais do que a mim, para vos engordardes do principal de todas as ofertas do meu povo de Israel?: 

30- Portanto, diz o SENHOR, Deus de Israel: Na verdade, tinha dito eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém, agora, diz o SENHOR: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram honrar e, porém os que me desprezam serão envilecidos, 

INTRODUÇÃO 

A forma como olhamos para as oportunidades que Deus nos dá fala muito a nosso respeito. Enquanto há pessoas que tem um encontro pessoal com Deus quando adultas, há outras que são privilegiadas por nascerem dentro de um lar onde Deus é adorado e sua Palavra é ensinada. Mas tal oportunidade não se traduz necessariamente, no reconhecimento da bondade de Deus para com essas pessoas. Há casos de pessoas, como por exemplo, Hofni e Finéias, que desprezaram a Deus mesmo tendo recebido uma oportunidade diferenciada.

I – A CHAMADA SACERDOTAL ESQUECIDA 

1. A família de Eli. Os livros de Samuel estão inseridos no período dos juízes, época em que ainda não havia rei em Israel. É um período em que a Bíblia registra uma sequência de afastamentos do povo da presença de Deus, e das permissões que o Senhor concedia aos inimigos do seu povo para oprimi-los. É nesse contexto que Hofni e Finéias surgem no relato sagrado. 

Vindos de uma família sacerdotal, os moços cresceram e foram educados dentro do ambiente onde era realizado o culto ao Senhor. Eles foram ensinados a respeito dos protocolos do culto. Sabiam como usar as vestimentas sacerdotais, a ordem dos cerimoniais, como oferecer os sacrifícios, as datas festivas e como aplicariam a Lei de Deus. Mas esse conhecimento não fez daqueles moços pessoas tementes ao Senhor. 

Como veremos, tal conhecimento se perde na história quando é colocado à disposição de quem não dá valor ao que Deus tem como valioso. Mais do que todo esse conhecimento, o Senhor esperava deles um relacionamento. Eles tinham o sangue da descendência sacerdotal, as roupas para as cerimônias, conheciam os rituais de sacrifícios, mas não tinham proximidade com Deus. Proximidade nem sempre produz intimidade

Não basta nascer em uma família que teme e serve a Deus. É preciso que cada geração tenha sua própria experiência de fé como Todo-Poderoso, que tenha a oportunidade de conhecer e viver o Evangelho de Cristo, ter seus pecados perdoados e suas vidas mudadas. 

2. Sacerdotes do Senhor em Siló. Hofnie Finéias são mencionados como sacerdotes do Senhor em Siló (1 Sm 13). Essa localidade, Siló, era o centro de adoração naqueles dias, e os israelitas se dirigiam para aquela localidade a fim de celebrar ao Senhor. Há estudiosos que creem que Siló pode ser considerada a primeira capital de Israel, dada à sua importância para as tribos que haviam saído do deserto. Quando entraram na Terra Prometida, os hebreus se juntaram em Siló e ali montaram a tenda da congregação (Js 18.1).

Em Siló Ana orou ao Senhor pedindo um filho, e o Eterno a ouviu. Também em Siló os filhos de Eli davam mal testemunho de seu sacerdócio, roubando carne do sacrifício e se deitando com mulheres (1 Sm 2.16). Por fim, foi em Siló que a Arca do Senhor foi capturada pelos filisteus, uma vergonha para a nação de Israel O Senhor mesmo confirma que estava naquele lugar. Foi em Siló que Deus diz a Jeremias que “fiz habitar o meu nome” (Jr 7.12). E foi lá que Ele despertou Samuel para o chamado profético com que seria usado por décadas. 

3. Filhos de Belial A Palavra nos diz que aqueles moços eram filhos de Belial (1 Sm 2.12). A palavra “Belial” (beliyal) traz a ideia de algo ou pessoa inútil, sem valor. Os filhos de Eli não eram pessoas úteis no ministério sacerdotal Seu testemunho público era vergonhoso, e não representavam o Deus que os havia escolhido. Essa expressão, “filhos de Belial”, é aplicada aos homens de Gibeá, que abusaram e violentaram a concubina de um Levita que se dirigia a Casa do Senhor (Jz 19.22). A atitude desses homens foi tão condenável que as demais tribos se juntaram contra os benjamitas e quase os destruíram. 

É Curioso que Eli, pai dos sacerdotes. tenha considerado que Ana, a futura mãe de Samuel, estava bêbada quando a serva do Senhor, em sua angústia, estava orando sem pronunciar uma palavra (1 Sm 1.12,13). Eis aqui um contraste. Eli acredita que Ana estava tendo uma atitude imprópria no momento de oração, e Deus diz que os filhos de Eli eram pessoas impróprias ao ministério sacerdotal quando os chama de filhos de Belial Que sejamos bem cautelosos antes de emitir um juízo sobre uma pessoa. 

Pense! Mais do que receber uma chamada da parte de Deus para executar um ministério, é importante estar dentro dos padrões dEle para exercer essa chamada 

Ponto Importante Deus fez questão de classificar os filhos de Eli como filhos de Belial, pessoas que se tornaram inúteis para a chamada que receberam de Deus. 

II – O DESPREZO PARA COMAS COISAS DE DEUS 

1. Desrespeito com a oferta do Senhor. Um dos momentos mais sagrados no culto cristão é aquele em que honramos a Deus com nossos dízimos e ofertas, cientes de que nosso ato de fé é importante para a manutenção da Casa de Deus. É também uma forma de mostrar que não somos dominados pela ganância. Hofni e Finéias pegaram para si a “gordura”, a parte que era destinada ao Senhor, para ser queimada. Quando um hebreu trazia uma oferta de animais, os sacerdotes tomavam a oferta antes de a mesma ser dada ao Senhor. “(…) Queimem primeiro a gordura de hoje, e depois toma para ti quanto desejar a tua alma, então, ele lhe dizia: Não, agora a hás de dar” (1 Sm 2.16), 

2. Vida violenta. Os filhos de Eli são descritos como homens violentos. Sem limites e acostumados a não ouvir ninguém. Se isso fosse pouco, agiam com violência se uma pessoa não quisesse entregar a eles aquilo que era do Senhor: “(…) se não, por força a tomarei” (1 Sm 2.16). Eles forçaram as pessoas a fazer o que eles queriam. “Era, pois, muito grande o pecado desses jovens perante o SENHOR, porquanto os homens desprezavam a oferta do SENHOR” (1 Sm 2.17). Aqueles moços fizeram suas regras pessoais no culto, não para adorar ao Senhor, mas para se beneficiar das ofertas que eram trazidas pelas pessoas. 

3. Vida imoral. Apesar da chamada que haviam recebido da parte de Deus, Hofni e Finéias não reconheceram sua própria vocação, e se utilizaram dela para proveito próprio. Eles eram conhecidos por desrespeitarem a santidade de Deus no oficio sacerdotal, quando usufruiam de favores sexuais de mulheres que iam à tenda da congregação (1 Sm 2.22). Aqui reside um dos maiores problemas para pessoas que estão em posição de influência, sem crer que seus atos deverão ser julgados um dia: aproveitarem-se de sua posição para satisfazerem seus desejos pessoais.

Aqueles sacerdotes desrespeitaram o culto e o local sagrado, e se aproveitavam sexualmente do ambiente em que estavam. Desrespeitando os próprios casamentos, aqueles moços fizeram do ambiente sagrado um local para satisfazerem seus instintos adúlteros. E Deus os julgará por esses atos. 

III – CONSEQUÊNCIA DE SE DESPREZAR A DEUS 

1. Perderam a vida. Aqueles sacerdotes não respeitaram seu chamado. Desprezaram a Deus, e numa batalha dos israelitas contra os filisteus, a arca do Senhor foi tomada, e eles, mortos (1 Sm 4.11). Deus havia dito a Eli que julgaria os seus dois filhos: “E isto te será por sinal, a saber, o que sobrevirá a teus dois filhos, a Hofni e a Finéias: que ambos morrerão no mesmo dia” (1 Sm 2.34). É possível dizer que parte do comportamento dos filhos de Eli se deve a ele próprio, por ser um pai tolerante com os pecados dos filhos: “Porque já eu lhe fiz saber que julgarei a sua casa para sempre, pela iniquidade que ele bem conhecia, porque, fazendo-se os seus filhos execráveis, não os repreendeu” (1 Sm 3.13).

Para piorar a situação, Eli parecia conformado com o julgamento divino: “Então, Samuel lhe contou todas aquelas palavras e nada lhe encobriu. E disse ele: E O SENHOR; faça o que bem parecer aos seus olhos” (1 Sm 3.18). Ele não buscou ao Senhor por seus filhos. Não orou nem chorou por eles naquele momento. O preço de sua tolerância foi a morte de seus filhos e o afastamento de sua família das atividades sacerdotais. Os filhos de Eli morreram perto da Arca, o símbolo da presença de Deus entre os hebreus, presença essa que eles desrespeitaram. 

2. Eu honro os que me honram. Uma das passagens bíblicas mais enfáticas no tocante à forma como somos tratados por Deus encontra-se em 1 Samuel 2.30: “… AOS que me honram honrarei, porém os que desprezam serão envilecidos”. Envilecer significa tornar tão, inútil Ao invés de Hofni e Finéias servirem ao Senhor e serem honrados por Ele, preferiram honrar a si mesmos e aos seus desejos. Deus os havia honrado, dando-lhes a oportunidade de nascerem em uma família sacerdotal e ministrarem a todo povo, mas eles não colocaram Deus em primeiro lugar.

Eles não o destacaram em suas vidas, pois honrar é dar destaque, distinguir, de forma positiva, com a intenção de homenagear. É uma virtude em que o ser humano reconhece a grandiosidade do Eterno e lhe rende adoração e respeito. Essa virtude faltou naqueles homens. Para eles. o culto a Deus não tinha valor, e o ministério que deveriam exercer com excelência e temor era encarado como obrigações com as quais poderiam fazer, se quisessem. Cabe aqui uma advertência: Os que são chamados para o ministério devem cumprir a sua chamada com sobriedade: “Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” (2 Tm 4.5). 

3. Deus chama Samuel. Deus não deixou de abençoar a nação de Israel por causa dos pecados dos filhos de Eli. Todavia, o pecado sempre tem consequências maléficas e os israelitas perderam temporariamente a guerra contra os filisteus, e a Arca de Deus foi levada como despojo de guerra. O Eterno também julgou os filisteus e eles devolveram a Arca da Aliança; Deus deu aos israelitas um novo sacerdote: Samuel. “… ia crescendo e fazia-se agradável, assim para com o Senhor como também para com os homens” (1 Sm 2.26).

Notamos a diferença entre o comportamento dos filhos de Eli e o do jovem Samuel Todos foram criados em um ambiente cercado pelas atividades do ministério, mas Hofni e Finéias se esquecerem de que deveriam ouvir e servir ao Senhor. Samuel ouviu a voz de Deus, e atendeu-lhe o chamado. 

É curioso que, mesmo sendo Samuel um menino, e sendo criado no ambiente em torno do santuário, não conhecia ao Senhor: “Porém Samuel ainda não conhecia ao SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do SENHOR” (1 Sm 3.7). Ainda assim, Samuel obedeceu à voz de Deus, pela orientação de Eli. Crianças precisam e podem conhecer a Deus, e assim fazendo, poderão ser muito usados no ministério pessoal e coletivo desde a tenra idade, como Samuel foi. 

Pense! Deus deixa de realizar sua obra por causa de pessoas que o desonram? 

Ponto Importante Deus levanta outras pessoas que o honrem, a fim de que o seu nome seja glorificado e a sua obra seja continuada 

SUBSÍDIO

“Os filhos de Eli 

Eles tinham o conhecimento necessário para saber que seus atos estavam errados, mas continuaram a desobedecer a Deus de maneira deliberada, enganando, corrompendo, e roubando o povo. Portanto, Deus planejou matá-los.. Qualquer pecado é errado, mas o pecado realizado de forma deliberada é o pior tipo. Quando pecamos por ignorância, merecemos punição. Mas se pecamos intencionalmente, as consequências serão mais graves. Não ignore as advertências de Deus sobre o pecado. Abandone o pecado antes. que ele se torne um modo de vida.

Será que um Deus amoroso levará alguém a morte? Considere a situação no Tabernáculo. Uma pessoa fazia uma oferta para ter seus pecados, perdoados e os filhos de Eli roubavam a oferta e tratavam a atitude de arrependimento da pessoa com fingimento. Deus, em seu amor por: Israel, não poderia permitir que esta situação continuasse. Ele permitiu que os filhos de Eli morreram como resultado da própria presunção arrogante deles. Levaram a Arca para a batalha, acreditando que isto iria protegê-los” (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 432). 

CONCLUSÃO 

Palavra de Deus nos mostra que não basta ser escolhido por Deus para um determinado ministério. É preciso levar a sério essa chamada, sob pena de desperdiçarmos os dons que Deus depositou em nós para que fossemos úteis em sua obra. A vocação não correspondida é inútil. Que possamos, com base nesta lição, ser pessoas mais gratas a Deus pelas oportunidades que recebemos, e jamais desprezar a graça e o privilégio de servi-lo. 

HORA DA REVISÃO 

1. Em que período da história de Israel estão inseridos os livros de Samuel? Os livros de Samuel estão inseridos no período dos juízes, época em que ainda não havia rei em Israel 

2. Quais os nomes dos dois filhos do sacerdote Eli que não honraram a Deus? Hofni e Finéias. 

3. Qual a localidade onde os filhos de Eli exerciam seus sacerdócios? Hofni e Finéias são mencionados como sacerdotes do Senhor em Siló (1 Sm 1.3). Essa localidade, Siló, era o centro de adoração naqueles dias, e os israelitas se dirigiam para aquela localidade a fim de celebrar ao Senhor. 

4. Qual o significado da palavra “Belial”? A palavra “Belial” (beliy’al) traz a ideia de algo ou pessoa inútil, sem valor. 

5. O que Hofni e Finéias faziam com as ofertas que eram trazidas à Casa de Deus? Eles pegaram para si a oferta antes de a mesma ser dada ao Senhor. 

FONTE: https://escolabiblicadominical.org/licao-3-quando-a-chamada-de-deus-nao-faz-diferenca-os-filhos-de-eli/


 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

0 Lição 2 (Mocidade) - Débora: fazendo a diferença em ações e palavras I

 



ASSEMBLEIA DE DEUS - TEMPLO CENTRAL - NATAL/RN

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

QUARTO TRIMESTRE DE 2020

Jovens - Tema: Os bons e maus exemplos - aprendendo com homens e mulheres da Bíblia

Comentarista: Alexandre Coelho

COMENTÁRIO: PROF.ª SULAMITA MACEDO

LIÇÃO Nº 2 – DÉBORA - FAZENDO A DIFERENÇA EM AÇÕES E PALAVRAS

Professoras e professores, observem estas orientações:

1 – Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Dirijam-se aos alunos, chamando-os pelo nome, para tanto é importante uma lista nominal para que vocês possam memorizar.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.

Outro fator importante para estabelecer vínculos com os alunos é através das redes sociais, adicionem os alunos e mantenham comunicação com eles.

3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email ou pelas redes sociais, deixando uma mensagem “in box” dizendo que sentiu falta dele(a) na EBD).

Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 – Agora, vocês iniciam o estudo da lição. Vejam estas sugestões:

- Apresentem o título da lição, escrevendo no quadro: Débora: Fazendo a Diferença em Ações e Palavras.

- Trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.

Vocês já sabem que a aula expositiva ou Preleção é um método que está centralizado na oralidade por parte do professor. Entretanto, esta unilateralidade da exposição não é boa, tendo em vista que somente o professor fala e os alunos escutam, escutam, escutam... tendem a se dispersar e a aprendizagem fica comprometida.

Por isso, recomendo que vocês, busquem a participação dos alunos nas aulas.

Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto. Só assim você saberá adaptar as sugestões apresentadas aqui.

- Para concluir o estudo desta lição, apliquem a dinâmica “Débora: profetisa e juíza”.

Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: Débora: profetisa e juíza

Objetivo: Concluir o estudo sobre a profetisa e juíza Débora.

Material:

Bala ou sachê de mel de abelha

01 quadro branco

01 marcador para quadro branco

Procedimento:

- Falem: O significado do nome “Débora” é abelha. Que tal uma bala de mel? Vocês querem?

Creio que os alunos vão responder positivamente.

Então, distribuam uma bala ou sachê de mel de abelha para cada aluno.

- Depois, falem: Durante a exposição do conteúdo da lição, várias características referentes a Débora foram mencionadas.

Quais foram estas características?

Anotem no quadro as características e observem quais alunos responderam.

Estes alunos vão receber mais uma bala de mel, mas somente falem no final.

Após, as características apontadas, acrescentem outras se necessário e enfatizem a importância delas na vida moral e espiritual do cristão.

- Somente agora, vocês vão dar mais uma bala para os alunos que responderam.

Observação:

Algumas características da personagem Débora: pessoa, profetisa e juíza:

Líder mediadora(planejou, orientou e delegou)

Companheira

Sábia

Corajosa

Conselheira

Encorajadora

Temente a Deus

Confiou na Palavra de Deus

Por Sulamita Macedo.

Fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/2020/10/jovens-os-bons-e-maus-exemplos.html Acesso em 06 out. 2020

 

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