quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

0 O desejo de Deus para as nossas vidas - SANTIDADE E UNÇÃO


Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça.  Eclesiastes 9:8

Neste versículo encontramos duas observações importantíssimas para as nossas vidas enquanto vivemos nesta terra; observações estas que, sendo praticadas por nós nos garantirão uma vida de paz, alegria e prosperidade.

Alvas as vestes – vestes alvas (brancas) falam-nos de “pureza, santidade e retidão”. Enquanto que vestes sujas falam-nos de pecado, falta diante de Deus e iniquidade.

É bastante importante que andemos com as nossas vestes brancas nesta terra diante de Deus e também dos homens. Não estou falando de vestes materiais; mas sim das espirituais que recebemos do Senhor no dia e que o aceitamos com nosso único e suficiente Salvador e Senhor.

Essas vestes precisam estar livres de toda mancha de pecado (Apocalipse 7.14b), pois o sangue de Cristo, o melhor de todos os alvejantes espirituais é suficiente para garantir que nossas vestes estejam brancas e resplandecentes como a neve.

Você já viu uma noiva entrar de branco na Igreja? Se bem que isso não está mais acontecendo em muitos lugares... mas deixa pra lá. Como é o vestido dela? Branco e sem manchas, não é? Você já imaginou uma mancha no vestido de uma noiva, ainda que por menor que seja?

E como entraremos ao banquete nos céus com as nossas roupas manchadas pelo pecado, se não nos purificarmos enquanto estamos aqui na terra?

Têm pessoas que alegam que quem santifica o cristão é Deus. Bem isso é verdade, mas devemos nos lembrar de que, pelo fato de Deus nos santificar, isso não nos isenta da nossa responsabilidade. 

Devemos fazer a nossa parte, nos separando do pecado e de toda a impureza e Deus fará a parte dEle (Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. 1 João 1:7).

Óleo sobre a cabeça – Esse óleo sobre a cabeça fala-nos da “unção, do derramar do Espírito” sobre a cabeça do crente.

Perceba que existe uma interligação desse versículo; a parte a completa “a” completa a “b” e a “b” não pode acontecer sem que a “a” aconteça primeiro, senão vejamos: Sejam alvas as vestes 
(SANTIDADE); não falte o óleo sobre a cabeça (UNÇÃO DO ESPIRITO).
 Veja que primeiro o crente se santifica; depois vem sobre ele a unção do Espírito. Não existe “unção sem santidade”; para que aconteça a manifestação da unção e do poder de Deus na vida do crente, se faz necessário que ele primeiro “viva uma vida de santidade”.

a)      O óleo sobre a cabeça fala da unção do Espírito Santo na vida crente - Imagine um pregador, professor ou profeta que não tem unção? Quantos cultos seriam diferentes e quantas igrejas seriam uma maravilha, se seus pastores e pregadores buscassem mais a unção do Espírito Santo ai invés de apenas vomitar sobre o povo “letras”.

b)      O óleo sobre a cabeça aponta para a direção do Espírito Santo na vida do crente – O apóstolo Paulo escrevendo aos romanos diz que “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” Romanos 8:14. Quando e Espírito Santo nos unge com esse óleo, estamos capacitados a ouvir a sua voz em todas as decisões das nossas vidas. O crente que verdadeiramente é guiado pelo Espírito, ele não faz nada na sua vida sem pedir antes a sua direção. Você é um crente guiado pelo Espírito de Deus?

c)      Óleo sobre a cabeça. Esse era uma espécie de óleo perfumado usado em ocasiões de festas. Significa que precisamos ter sobre nossas vidas o bom perfume de Jesus Cristo em nós. Levar aonde for um ambiente agradável, introduzirmos o perfume da presença de Cristo em todos os lugares por onde passarmos.

d)      Óleo sobre a cabeça. Fala de autoridade e submissão espiritual (Sl 23:5"Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice" ).

e)      Óleo sobre a cabeça. Fala de direção, de comando e de liderança. Não podemos liderar com sucesso se não tivermos ajuda e direção do Espírito santo. Não podemos exercer o sacerdócio seja familiar ou ministerial com êxito, se não estivermos cheios do Espírito santo.

f)       Óleo sobre a cabeça. Fala de mudança da mente e de renovação da fé. Isto é, uma capacitação para romper com os laços da morte e da derrota (Sl 92:10 "Tu aumentaste a minha força como a do boi selvagem; derramaste sobre mim óleo novo" ).

g)      Óleo sobre a cabeça. Representa a nossa legitimidade diante do mundo e diante dos demônios. Todos os ungidos eram respeitados pelos outros. Tanto pelo povo comum, como por outros reis.

Que Deus nos unja em todo o tempo com o óleo da unção e o sangue da purificação de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo,

João Augusto de Oliveira







terça-feira, 15 de janeiro de 2013

0 REFLEXÃO - O esconderijo perfeito



No princípio dos tempos, reuniram-se vários demônios para fazer uma travessura. Um deles disse:

- "Devemos tirar algo dos humanos, mas, o quê?".


Após muito pensar um disse:

  - "Já sei, vamos tirar-lhes a felicidade, mas o problema vai ser onde escondê-la para que não encontrem-na."

Propôs o primeiro:

- "Vamos escondê-la no cume do monte mais alto do mundo."

Ao que imediatamente repôs outro:

- "Não, isso não vai dar certo... alguém pode subir e encontrá-la."

Depois propôs outro:

  - "Então vamos escondê-la no fundo do mar."

E outro contestou:

  - "Não, lembre que eles são muito curiosos, logo alguém construirá algum aparelho para mergulhar e vão acabar encontrando."

Um outro disse:

- "Escondamos em um planeta longínquo da Terra."

E disseram-lhe:

  - "Não, lembre que eles são inteligentes, algum dia alguém vai construir uma nave na qual possa viajar a outros planetas e a vai descobrir, e então todos terão a felicidade."

O último deles era um demônio que tinha permanecido em silêncio escutando atenciosamente cada uma das propostas dos demais. Analisou cada uma delas e então disse:

- "Creio saber onde pôr para que realmente nunca a encontrem."

Todos se voltaram assombrados e surpresos perguntando ao mesmo tempo:

- "Oh... onde... onde?"

O demônio respondeu:

- "Vamos escondê-la dentro deles mesmos, estarão tão ocupados buscando a por aí a fora, que nunca a encontrarão."

Todos concordoram e desde então tem sido assim:

"O humano passa a vida inteira buscando a felicidade sem saber que a traz consigo


Desconheço o Autor


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

0 Ter fé, mas sem religião, eleva risco de transtornos



Pessoas espiritualizadas, mas que não seguem uma religião formal, são mais propensas a sofrerem de transtornos mentais do que ateus e religiosos “tradicionais”.
O trabalho, feito pelo University College London e publicado no “British Journal of Psychiatry”, entrevistou 7.400 pessoas na Inglaterra, das quais 35% seguiam uma religião, 19% eram espiritualizadas e 46% não eram uma coisa nem outra, ateus e agnósticos.
Os espiritualizados não religiosos tiveram um risco 77% maior de abusar de drogas. Eles também foram muito mais propensos a sofrer de transtornos alimentares, fobias e neuroses.
Os autores do artigo, liderados pelo professor Michael King, reconhecem que são necessários outros estudos para realmente destrinchar e explicar essa relação entre os espiritualizados e os transtornos mentais.
Eles, no entanto, sugerem uma explicação, mesmo que parcial, para o fenômeno: a falta da estrutura de uma religião formal na busca espiritual pode deixar os crentes mais vulneráveis aos problemas mentais.
Fonte: Folha.com.br

OBS: Mesmo com todos os problemas da religião (IGREJA) ainda prefiro e recomendo a todos que a frequentem. Pois afinal de contas ninguém ou nenhuma instituição é perfeita enquanto vivermos aqui na terra.
Muitas pessoas alegam que não possuem religião ou frequentam igrejas por causa dos problemas dessas próprias igrejas e seus líderes.
A Igreja como dizia certo pensador é: A história da misericórdia de Deus, em meio aos erros e fracassos humanos.
João Augusto de Oliveira


0 Alguns conselhos de homilética para pregadores pentecostais


Por Gutierres Fernandes Siqueira

Como vocês sabem, a homilética é a arte de pregar. Mesmo que algum fanático pregador estridente negue, todo pregoeiro segue determinadas normas e tradições. A questão é: elas são boas ou ruins? E qual o critério de uma boa pregação? Ora, certamente é a centralidade de Cristo, a máxima fidelidade na interpretação e a edificação da Igreja.

Bom, tenho alguns breves conselhos para meus amigos que são pregadores advindos de igrejas pentecostais. Eu, como pentecostal que sou, valorizo a minha tradição teológica, mas igualmente abomino suas idiossincrasias. O texto visa esclarecer que toda pregação, como já dito acima, deve ser focada em Cristo, além, é claro, deve visar a edificação da Igreja.

01. Pare de gritar! Esse é o conselho elementar. Nunca fale que Deus o está impulsionando para gritarias. Não há um único texto bíblico mostrando que o descontrole seja o propósito e a forma da pregação. Há pregadores que são simplesmente insuportáveis. Lembre que sons com vários decibéis são prejudiciais para a saúde, inclusive das inúmeras crianças e idosos que frequentam cultos evangélicos. Gritar é simplesmente usar um tom de voz alto. E eu pergunto: qual a eficácia de um timbre alto para a comunicação entre você e a comunidade cristã? Você não poderia falar com melhor entendimento com um som equilibrado?

Em determinados momentos usaremos uma voz mais alta para enfatizar determinada ideia, mas esse recurso é a exceção, e não a regra. E, também, é evidente que em momentos de louvor usaremos a ênfase para destacar a grandeza de Deus. Mas, igualmente, estamos falando de exceções.

02. Você não é locutor de radionovela da década de 1960. Por que usar aquela “voz misteriosa”? E, também, você não é o Gil Gomes do “Aqui Agora”. Deixe esses personalismos para apresentadores sensacionalistas. Você está narrando um crime de folhetim mexicano ou expondo a Palavra de Deus?

03. Seja objetivo e não gaste meia hora falando da honra em pregar naquela igreja. Ora, tem coisa mais irritante do que esses pregadores que gastam minutos preciosos agradecendo o convite da igreja, exaltando o pastor local, falando como aquela igreja é bonita e ainda descrevendo um sentimento exultante ao se dirigir para o púlpito?

04. Pare de decorar pregação de DVDs para depois reproduzir besteiras no púlpito. Leia, estude, ore, estude, leia etc. e tal, mas não copie uma pregação do DVD. Eu já vi um pregador que imitava até a oração de um evangelista famoso. Sabe o pior? Quem imita pregação de DVD escolhe os piores e mais heréticos para se espelhar.

05. Respire normalmente. Como assim? Que conselho é esse? Ora, há vários pregadores pentecostais totalmente saudáveis que, enquanto pregam, usam de uma respiração ofegante. O motivo? Bom, a causa é a imitação dos ídolos de DVDs. E saiba que completar intervalos de respiração com “glórias a Deus” e “aleluias” é meramente um culto mecânico. 

06. Quando for pregar algum “sermão biográfico” não faça teatro da história já lida. Eu já cansei de ouvir pregações sobre Daniel na cova dos leões onde o pregador faz uma leitura do capítulo seis e depois repete a narração em cada detalhe e, pior, com dramatização. E a interpretação? E a aplicação? Qual o sentido do texto para o cristão de hoje? E a supremacia de Cristo na vida de Daniel? Bom, só ouvimos clichês como “Deus não nos livra da cova, mas nos salva na cova”! Já ouvi isso 1784 vezes de vários pregadores diferentes.!


É isso!

http://www.teologiapentecostal.com/2013/01/alguns-conselhos-de-homiletica-para.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+TeologiaPentecostal+%28Teologia+Pentecostal%29


domingo, 13 de janeiro de 2013

1 A imutabilidade de Deus

 
 
Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. Malaquias 3:6
Uma das doutrinas mais lindas das Escrituras Sagradas é a “doutrina da imutabilidade de Deus”, ensino este que nos traz muita paz, alegria, mas também certo temor e tremor; considerando algumas razões.
Tem muitos cristãos hoje em dia que pregam um Deus mutável, adaptável ao tempo e que se moderniza de acordo com as mudanças e exigências humanas. Mas não é isso que Deus diz através de Malaquias: “Eu, o SENHOR (YHWH) não mudo”.
O tempo, as mudanças climáticas, as mudanças sociais ou políticas não podem afetar Deus; no sentido de fazê-lo mudar a sua essência e o seu ser.
Deus não muda nas suas promessas de nos abençoar – Quando Deus prometeu abençoar o patriarca Abraão (Gn 12.1-3), ele o fez independente das atitudes ou das circunstâncias que cercaram Abraão. Verdade é que se levantaram muitos opositores ao patriarca e seus descendentes, mas as promessas de Deus continuam de pé e ele cumprirá a sua palavra até o fim (Jeremias 1.12)
Deus não muda na sua condenação ao pecado – Instalou-se no meio do povo de Deus uma atmosfera de tolerância e cumplicidade com o pecado que tem me espantado ultimamente. Não estamos falando de amor e misericórdia para com aquele que erra (visto que todos somos falhos), mas de “tolerância e cumplicidade mesmo”.
Há aqueles que até advogam que Deus só quer o coração. Ora, será que Deus é dono de açougue pra querer coração? A palavra de Deus é clara quando diz que Deus quer de nós corpo, alma e espírito purificados e santos para seu uso e serviço ( 1 Tss 5.23).
Pecado não é para ser jogado pra debaixo do tapete da tolerância; pecado é pra ser arrependido e abandonado, caso contrário todos sofrem as consequências; o próprio pecador, o pastor que foi cumplice, a igreja e toda a sociedade. Chega de paliativos, é hora de dar remédio a que está doente.
Deus não muda quando diz que vai levar a Igreja aos céus – Muitos não acreditam mais nessa verdade. Alguns acham que é utopia, desvario de gente louca, mas pra mim não existe uma verdade mais amada e mais desejada do que “A VOLTA DE JESUS PARA NOS ARREBATAR”.
Esse é o dia mais cobiçado e amado pela Igreja fiel que marcha em direção aos céus. Se você meu querido irmão é um desses, então eu lhe digo que acenda a tocha da esperança; pois está chegando a hora de dar adeus a esse mundo de pecado e receber a coroa da justiça das mãos de nosso JESUS.
Você ainda é capaz de crer nisso?
João Augusto de Oliveira

 
 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

0 Pregadores ou profissionais de púlpito?



 Pastor Geremias do Couto
Nada tenho contra eventos e a participação de pregadores convidados, embora continue a crer que tornar essa prática uma rotina na igreja local pode gerar todo tipo de consequências, entre elas a falta de substância, a perda de identidade, alem de uma exposição bíblica acidentada e fragmentada, em virtude das diferentes visões daqueles que vêm de fora. Tal fato se agrava quando ditos pregadores são profissionais de púlpito, portadores de um número limitado de mensagens - aquelas que mais agradam ao auditório - e por isso mesmo passam a pregar no "piloto automático", ou seja, de forma mecânica, com uma "graça" que não é graça, apelando a todos os chavões para movimentar a plateia. Com as exceções de praxe, sei que isso muitas vezes acontece por faltar na igreja local quem exponha de forma consistente a Palavra de Deus. Mas não deveria ser assim.

Este é o ponto que gostaria de focar nesta postagem.

Entendo que pregar é uma tarefa que nos impõe enorme responsabilidade. Não é simplesmente cumprir mais uma agenda, fazer uma exposição verborrágica e partir para o próximo compromisso. Não é massagear o ego dos ouvintes, enquanto os nossos bolsos são massageados com polpudos cachês. Não é contar um monte de histórias, a maioria delas inverossímeis, enquanto o nosso histórico é mais capenga do que carro dos anos 60 sem manutenção. Não é um exercício de oratória com o propósito de mostrar as nossas habilidades retóricas, que não passam de esqueletos sem carne e sem vida.

Afinal, o que é pregar?

Pregar significa, antes de tudo, comprometimento com Deus de tal maneira que nossa comunhão com ele seja como o nosso fôlego: se nos faltar, morremos. Isso implica em vida de oração, na qual a ênfase não é para o monólogo, onde falamos sozinhos, mas para o diálogo, onde a nossa intenção é ouvir mais e falar menos, mas dialogar com aquele que muitas vezes usa as janelas mais simples da vida para nos ensinar preciosas lições. Pregar implica, também, em ter prazer na leitura da Escritura. Não lê-la simplesmente com intuito acadêmico, mas com a finalidade de metabolizá-la e torná-la parte indissociável de nossas vidas. É saboreá-la assim como se saboreia a comida mais prazerosa que nos é oferecida. É cumprirmos um "rito" que se assemelha ao que usamos quando estamos diante de uma boa refeição. É degustar, enquanto comemos.

Afinal, o que é pregar?

Pregar significa deixar que a mensagem fale primeiro ao nosso coração antes de entregá-la ao povo. Não é um processo da noite para o dia. É laborioso, leva tempo, exige reflexão, meditação, assimilação e compreensão. Requer ousadia para permitir que ela - a mensagem - nos corrija e nos leve a um patamar de piedade em que somos expurgados de nossos pecados, o nosso "eu" é subjugado e o "eu" de Cristo predomine em plenitude. Enquanto a mensagem for algo pensado apenas para os ouvintes, terá menos valor até porque ela poderá produzir os seus efeitos, mas ficaremos de fora por não os experimentarmos nós mesmos. Precisamos pensá-la, antes, sobre de que forma ela se aplica em nós, quais os resultados  produzirá em nosso coração. Em uma frase: o pregador prega primeiro para si mesmo. Se não for assim, é melhor deixar de pregar.

Afinal, o que é pregar?

Pregar é expor todo o conselho de Deus sem se preocupar se o povo aceitará ou não a mensagem. É obvio que pregamos com o propósito de edificar os ouvintes, mas pode ser que, no primeiro momento, essa edificação não seja aceita de bom grado por expor as vísceras pecaminosas de cada um, por configurar uma forma de retirar os carrapichos das ovelhas. Pode ser um momento sofrido, de dor, extremamente desconfortável, que, na hora, poderá causa rejeição, mas depois a alegria virá multiplicada pelos efeitos que produziu. Com isso, não advogo a estupidez, o uso da franqueza para justificar a grosseria, mas a fidelidade à mensagem que precisa ser transmitida.

Afinal, o que é pregar?

Pregar não é agir como camaleão, que muda de cor de acordo com as circunstâncias. Se o ambiente é conservador, a mensagem é conservadora. Se, por outro lado, o ambiente é liberal, a mensagem é flexibilizada. Entendo que, de acordo com o lugar, temos de usar linguagem adequada com a finalidade de tornar compreensível a mensagem para o auditório ao qual pregamos. Não ponho também em dúvida a necessidade de contextualizá-la ao meio, que é extrair de um texto escrito há milhares de anos a mensagem que se aplica à realidade atual. Refiro-me, de fato, àqueles que mudam o teor, alteram o conteúdo, aliviam os conceitos ou fazem tudo ao inverso só porque querem ficar "bem na fita" no ambiente em que estão. Para esses não há outra maneira de qualificá-los: são simplesmente profissionais de púlpito.

Temos de pregar a tempo e fora de tempo. Mas precisamos estar dispostos a sermos apenas ferramentas nas mãos de Deus. Não somos "showman". Não somos a pessoa para a qual os olhos dos ouvintes devem estar voltados. Não somos produtores de espetáculo. A mensagem não é nossa. Somos apenas o meio para que a glória seja sempre de Deus.

(Publicado em seu Blog)



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

0 LIÇÃO Nº 2 – ELIAS, O TISBITA



PORTAL DA ESCOLA DOMINICAL - PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2013
ELIAS E ELISEU - Um ministério de poder para toda a Igreja
COMENTARISTA: JOSÉ GONÇALVES
COMENTÁRIOS - EV. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

                                               Elias foi levantado por Deus para combater a apostasia espiritual de Israel.

INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo deste trimestre, começaremos o estudo da vida e do ministério  de Elias, o grande profeta levantado por Deus no reino de Israel (o reino do norte, o reino das dez tribos), num momento de grave crise espiritual.

- Elias foi levantado por Deus para combater a apostasia espiritual de Israel, que alcançara seu ápice no reinado de Acabe.

I – O SURGIMENTO DO PROFETA ELIAS

- Após termos visto o contexto histórico-espiritual em que o Senhor levantou os dois profetas que estudaremos neste trimestre, Elias e Eliseu, passaremos ao início do segundo bloco, que trata do primeiro deles, ou seja, de Elias.

- Quando tudo parecia perdido para o povo de Israel, quando tudo parecia que Israel havia abandonado de vez o seu Deus, o Senhor levanta o profeta Elias para combater este estado de coisas.

- Nesta lição, analisaremos, ainda que se forma sucinta, a vida e o ministério do profeta, algo que será pormenorizado ao longo das próximas lições. Por isso, não estranhem os amados irmãos se passarmos ao largo de algumas circunstâncias da biografia do profeta, pois serão temas que serão minudentemente estudados nas lições vindouras.

- Elias é daquelas personagens da Bíblia de que nada ou quase nada sabemos antes do início do seu ministério, circunstância que demonstra claramente que a Palavra de Deus tem o intuito de revelar aquilo que é pertinente à salvação do homem, sendo, obviamente, uma obra literária, histórica e científica, mas que não tem estes vieses como prioritários, sendo, pois, um grande equívoco querer reduzir o texto sagrado a estes aspectos.

- Elias surge nas páginas sagradas em I Rs.17:1 e de forma repentina, sem qualquer explicação, nem mesmo da sua genealogia, como é costumeiro fazer-se quando se trata, pelo menos, de personagens da história de Israel. É apresentado apenas como “Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade”.Seu nome, que, em hebraico é ‘Elijah” (אליח)(“Elias” é a forma grega do nome – “Ηλιου”), significa “Javé é Deus” e sintetiza, de forma sublime, todo o seu ministério profético: demonstrar ao povo do reino de Israel que o seu Deus é Javé, o mesmo “Eu sou o que sou” que havia Se revelado a Moisés no monte Horebe.

- Da forma abrupta como Elias é apresentado no texto sagrado, ficamos a saber tão somente que o profeta é natural de Tisbe, sendo dos moradores de Gileade. Esta informação, além de escassa, traz uma série de problemas aos estudiosos da Bíblia, visto que a única menção que se faz desta cidade é no livro apócrifo de Tobias, onde é dito que se tratava de uma cidade que se situava na tribo de Naftali, na região da Galileia, enquanto que o texto sagrado diz que Elias era “dos moradores de Gileade”, ou seja, alguém que morava na região daquém do Jordão, pertencente à meia-tribo de Manassés e à tribo de Gade (Js.13:24,25,30,31). Assim, ficamos sem saber se Elias morava em Gileade, tendo sido natural de Tisbe de Naftali ou se era de uma cidade chamada Tisbe que ficasse do outro lado do Jordão, na região de Gade ou da meia-tribo de Manassés. Flávio Josefo, o grande historiador judeu, parece concordar com a ideia de que se tratava de uma cidade de Gileade que se chamava Tisbe, enquanto que a Septuaginta chama a cidade de “Tisbe da Galileia”, acolhendo a outra versão.

OBS: Eis o texto de Tobias 1:2, na Edição Pastoral: “No tempo de Salmanasar, rei da Assíria, Tobit foi exilado de Tisbé, que fica ao sul de Cedes, em Neftali, na Galileia do norte, acima de Hasor, a ocidente, ao norte de Sefat.” Reproduzimos aqui, também, parte do texto de Flávio Josefo, nas Antiguidades Judaicas: “Havia agora um profeta do Deus Misericordioso, de Tisbe, uma cidade de Gileade, que veio a Acabe…” (JOSEFO, Antiguidades Judaicas 8:319. Disponível em: http://www.perseus.tufts.edu/cgi-bin/ptext
doc=Perseus%3Atext%3A1999.01.0146;query=whiston%20chapter%3D%23115;layout=;loc=8.363Acesso em: 31 maio 2007) (tradução nossa de texto em inglês).

- Além do local de onde vem Elias, e que já dá margem a controvérsias, sobre Elias ficamos apenas a saber que se tratava de pessoa que tinha um traje característico, diferente daqueles usados pelas pessoas de seu tempo, tanto que bastava a descrição desta vestimenta para identificá-lo, a saber: “…um homem vestido de pelos e com os lombos cingidos de um cinto de couro…” (cf. II Rs.1:8). Isto nos dá a entender que Elias deveria ter uma vida mais ou menos retirada da comunidade, uma espécie de “eremita” no deserto, o que, aliás, inspirou algumas ordens religiosas cristãs, notadamente a ordem dos “carmelitas”, que se inspiraram em Elias para construir a sua vida monástica.



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

1 O despertador do Espírito Santo




Dia desses eu estava dormindo a tardinha, pois que trabalho a noite; então de repente fui despertado pelo despertador do celular, que num grito desesperado parecia gritar aos meus ouvidos: “ACORDA É HORA DE TRABALHAR”!.

Diante daquela ação corriqueira do meu celular, eu logo acordei, mas fiquei ainda um tempo na cama a pensar; e antes que eu levantasse da cama um “pensamento inusitado” invadiu-me a mente: É dessa maneira que o Espírito Santo está a nos despertar dia-a-dia a fim de nos tirar desse “sono espiritual” pelo qual passamos.

A Bíblia nos conta a história do jovem Êutico (Atos 20.7-12) que enquanto Paulo pregava a palavra, o mesmo estava debruçado numa janela e dormia um “pesado sono”, vindo a cair e por fim morrer devido à queda daquela altura.

Tenho a impressão que em muitos casos somos os Êuticos modernos que estamos a dormir diante do clamor das almas e do despertar do Espírito Santo que tenta nos acordar “antes que caiamos de nossas janelas” e venhamos assim ao óbito espiritual.

O Espírito Santo usa algumas melodias no seu despertador divino para tentar nos despertar, eis algumas delas:

A pregação da palavra de Deus – várias vezes O Espírito usa os pregadores da palavra como canal para nos despertar, mas qual, somos teimosos e parece que às vezes fingimos não ouvir aquela pregação que nos exorta, nos cutuca e mexe com a nossa letargia.

Os louvores – Essa é outra melodia muito usada pelo Espírito. Lembra-se daquele louvor que te fez chorar na Igreja? Daquele louvor que mexeu com as tuas emoções e te fez pensar na sua situação diante de Deus? Pois bem, era o Espírito Santo tentando te acordar...

A voz interior da nossa consciência – Lembra aquela voz que fala dentro de você que algo não está bem contigo? É a voz da consciência, voz essa que o Espírito usa como melodia para te despertar.

Até quando você vai ficar ai dormindo o sono espiritual e indolente, enquanto Deus quer te usar na propagação do seu reino na terra? Vais esperar que o sono profundo te pegue e caias da janela e morras?

Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá”. Efésios 5:14

João Augusto de Oliveira

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

1 A árdua tarefa do “PREGADOR”




Estamos vivendo uma época rica no tocante a pregação do Evangelho de Jesus Cristo. Por todos os cantos e recantos do nosso país, ouvem-se as vozes de homens, mulheres, jovens e até crianças que, portando as suas Bíblias e sermonários entregam a poderosa mensagem de salvação.

     Gostaria apenas de aproveitar esse exíguo espaço que Deus me concedeu para lembrar a todos os que labutam nesta árdua tarefa, que a sua missão durante toda a sua vida divide-se em quatro áreas:

O Pregador deve pregar aquilo que vive
O Pregador deve viver aquilo que prega                                                                        O Pregador deve pregar aquilo que crê
O pregador deve crê naquilo que prega

     Não adianta ser eloquente, erudito ou até mesmo um bom exegeta; mas se não viver aquilo que predica aos outros estará o pregador por certo perdendo tempo. O que existem de pregadores que pregam aquilo que não experimentam na prática não está na história.

     A mensagem do pregador deve ser fruto da sua comunhão e obediência a Deus. O segredo é: Primeiro se vive a mensagem para depois transmiti-la aos outros. O que dizer de um pregador que fala muito sobre oração, mas não ora? E aquele que fala sobre obediência Deus enquanto que ele mesmo vive uma vida a revelia?

     Mas o que dizer então de um bom pregador, convincente nas palavras, erudito no saber, excelente nas técnicas de oratória; mas que não crê naquilo que prega aos outros? É possível enganar ao povo, mas não a Deus. Pois ele conhece o profundo do nosso ser e sabe se lá no fundo acreditamos ou não naquilo que pregamos à Igreja no púlpito.

     Já dizia o autor da carta aos Hebreus: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; (A Deus) porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”.   

     A tarefa do pregador durante toda a sua vida não se resume apenas a esboçar mensagens e despejá-las sobre o auditório; mas no ser um canal de Deus em todas as áreas da sua vida, inclusive no tocante a viver e crer aquilo que prega aos outros.

     Concluindo, lembro a todos os pregadores as palavras de um dos maiores pregadores de todas as épocas (depois de Jesus), o apóstolo Paulo:

     “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. (1 Coríntios 9.27).

     Paz de Cristo Jesus a todos!

         João Augusto de Oliveira
     

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

0 1º Trim. 2013 - Lição 1 - A apostasia no reino de Israel I



PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2013
ELIAS E ELISEU - um ministério de poder para toda a Igreja
COMENTARISTA: JOSÉ GONÇALVES
COMENTÁRIOS - EV. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

A) INTRODUÇÃO AO TRIMESTRE
                                               Pela graça e misericórdia do Senhor, estamos dando início a mais um ano letivo da Escola Bíblica Dominical.
                                               Agradecemos ao Senhor por mais esta rica oportunidade, que nos permite, num mundo cada vez mais hostil ao Evangelho, ainda termos liberdade de culto e de crença para podermos estudar a Palavra de Deus, prosseguindo, assim, a nossa jornada rumo à cidade celestial.
                                               Neste novo ano, iniciaremos a Escola Bíblica Dominical com um “trimestre temático”, como temos denominado os trimestres em que estudamos um determinando assunto das Escrituras e não um livro da Bíblia.
                                               A Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) escolheu como assunto deste trimestre o estudo dos profetas Elias e Eliseu, estes dois grandes gigantes espirituais que o Senhor levantou num período de extrema crise espiritual no reino de Israel (o reino do norte).
                                               Ambos os profetas têm uma importância singular não só na história de Israel, mas para a própria Igreja, pois são duas personagens que nos revelam que o Senhor, mesmo em meio à apostasia espiritual do Seu povo, está disposto a não só restaurar espiritualmente a Sua nação, como também demonstrar prodígios e maravilhas, a fim de reafirmar o Seu poder, confirmando, assim, com sinais, a Sua Palavra, que sempre caminha no sentido de trazer o povo de volta à comunhão com Ele.
                                               Os ministérios de Elias e de Eliseu, a exemplo do que ocorrera com Moisés, dão a exata dimensão do que representa servir a Deus: ter uma vida consoante a vontade de Deus, consubstanciada na Sua Palavra (naquele tempo, a lei), mas, também, ter uma vida que demonstre o poder de Deus sobre todas as coisas.
                                               Conhecer a Deus, ou seja, ter intimidade com Ele, desfrutar da Sua comunhão é, portanto, ter consciência desta dupla dimensão divina, qual seja, a de ser Ele a Verdade, Aquele que nos diz o que é certo e o que é errado, como se deve viver, como também Aquele que mostra todo o poder, Aquele que pode realizar sinais e prodígios para confirmar a veracidade da Sua Palavra.
                                               Esta dupla dimensão divina foi, posteriormente, reafirmada pelo Senhor Jesus, que, respondendo aos saduceus, certa feita, afirmou que aqueles religiosos erravam porque não conheciam as Escrituras nem o poder de Deus (Mt.22:29). Assim, quem não conhece seja a Palavra, seja o poder de Deus, erra nesta vida, deixando, portanto, de ter comunhão com o Senhor.
                                               Estudar as vidas de Elias e de Eliseu, portanto, abre-nos esta oportunidade de, através destas biografias, notarmos a importância de termos consciência e desfrutarmos desta dupla dimensão da revelação divina, o que nos leva a pregar o “Evangelho pleno”, também chamado de “Evangelho completo”, que é um Evangelho de conhecimento das Escrituras e do poder de Deus.
                                               Por isso mesmo, o subtítulo deste trimestre é “um ministério de poder para a Igreja”, subtítulo que, a princípio, poderia causar espécie, já que iremos analisar a vida de dois profetas de Israel, dois profetas do Antigo Testamento.
                                               Contudo, como nos diz o apóstolo Paulo, “…tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm.15:4). As vidas de Elias e Eliseu são uma demonstração do Senhor de que, mesmo em meio a um período de grande apostasia espiritual, podemos, sim, continuar fiéis a Deus e ser conhecedores das Escrituras e do Seu poder, triunfando sobre o pecado e o mal e levando muitos a se decidirem pelo Senhor Jesus.
                                               Assim como Elias e Eliseu, a Igreja, nos dias hodiernos, vive em meio a uma grande apostasia espiritual, vive em meio a um período em que os que se dizem povo de Deus estão cada vez mais distantes do Senhor, estão cada vez mais misturados com os incrédulos, estão cada vez mais elegendo outros deuses a quem estão a servir.
                                               Diante deste quadro desanimador, resta àqueles que ainda se mantêm fiéis seguir os exemplos de Elias e de Eliseu que, contra tudo e contra todos, resolveram ficar à disposição do Senhor, foram cheios do Espírito Santo e realizaram ministérios que se sobressaíram e que servem de referência até os dias de hoje.
                                               Elias e Eliseu, em meio a tanto desvio espiritual, puseram-se à disposição do Senhor que, através deles, não só trouxe a mensagem de arrependimento para o povo, mas também realizou sinais, prodígios e maravilhas, mostrando que é Aquele que tem todo o poder nos céus e na terra.
                                               De igual maneira, é isto que o Senhor Jesus espera de cada um de nós, visto que nos prometeu o revestimento de poder para que fôssemos Suas testemunhas tanto em Jerusalém como na Judeia e Samaria e até os confins da terra (Lc.24:46-49; At.1:8).
                                               É, aliás, este o significado da capa da revista deste trimestre, que nos mostra uma cruz ao fundo, bem como uma pomba voando e abaixo dela uma chama de fogo.
                                               A ilustração mostra-nos, com absoluta clareza, que, a partir do sacrifício vicário de Cristo na cruz do Calvário, abriu-se a porta para que não só a Palavra de Deus seja pregada, trazendo salvação a todos os homens, mas que tal Palavra seja confirmada com sinais e maravilhas.
                                               Jesus, pela morte na cruz do Calvário, alcançou a nossa salvação, e tanto Seu sacrifício foi aceito que Ele ressuscitou e foi glorificado, permitindo-se, então, que o Espírito Santo fosse dado a todo o povo de Deus (Jo.7:39), para que sejam testemunhas desta salvação a todos os povos.
                                               Esta concessão do Espírito Santo ao povo de Deus faz com que não só o Evangelho possa ser pregado com autoridade, de modo a que os homens sejam convencidos do pecado, da justiça e do juízo (Jo.16:7-10), como também que o povo de Deus realize sinais, prodígios e maravilhas, confirmando a Palavra que é pregada (Mc.16:20).
                                               O nosso ministério, ou seja, o nosso serviço a Deus, o nosso servir a Deus deve, portanto, ter estes dois componentes indispensáveis: a pregação do Evangelho e a realização de sinais e maravilhas que confirmem a Palavra pregada.
                                               É isto que vemos nos ministérios de Elias e de Eliseu, é isto que vemos no ministério de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, é isto que é necessário vermos em nossos ministérios.
                                               Temos a absoluta necessidade de conhecermos as Escrituras e o poder de Deus, para que cumpramos aquilo que o Senhor requer de cada um de nós.
                                               Após uma lição introdutória, em que analisaremos o “pano de fundo” dos ministérios de Elias e de Eliseu, qual seja, a terrível apostasia que atingia Israel no período destes dois homens de Deus, teremos dois blocos de lições, cada um relacionado a um dos profetas que iremos estudar.
                                               O primeiro bloco, referente ao profeta Elias, ocupa a maior parte do trimestre, das lições 2 a 9, quando estudaremos a pessoa do profeta (lição 2), a longa seca sobre Israel (lição 3), o confronto entre Elias e os profetas de Baal (lição 4), a depressão que atingiu Elias (lição 5), o episódio da viúva de Sarepta (lição 6), o caso da vinha da Nabote (lição 7), o legado de Elias (lição 8) e o significado da aparição de Elias no Monte da Transfiguração (lição 9).
                                               O segundo bloco, referente ao profeta Eliseu, ocupará as lições 10 a 13, quando estudaremos o tema “há um milagre na sua casa” (lição 10), os milagres de Eliseu (lição 11), Eliseu e a escola dos profetas (lição 12) e, por fim, a morte de Eliseu (lição 13).
                                               O comentarista deste trimestre é o pastor José Gonçalves, pastor das Assembleias de Deus em Água Branca/PI, teólogo, autor do blog que tem o seu nome (http://prjosegoncalves.blogspot.com.br/) e que tem comentado as lições bíblicas nos últimos anos.
                                               Que o estudo deste trimestre possa nos conscientizar de que precisamos ser reais testemunhas do Senhor Jesus no meio de um mundo hostil ao Evangelho, mas que ainda precisa conhecer as Escrituras e o poder de Deus.
B) LIÇÃO Nº 1 – A APOSTASIA NO REINO DE ISRAEL
                                               Nos dias de Elias e Eliseu, a situação espiritual de Israel era terrível, pois o povo estava a irritar o próprio Deus.
INTRODUÇÃO
- Iniciamos o estudo dos ministérios dos profetas Elias e Eliseu, que viveram numa época de terrível crise espiritual no povo de Israel.
A situação espiritual de Israel nos dias de Elias e de Eliseu era tão terrível, que o Senhor Se disse irritado com o comportamento dos israelitas (I Rs.16:33).




 

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