sábado, 24 de setembro de 2011

2 Reencarnação - verdade ou embuste? Parte 2




06 razões porque não creio em reencarnação

Reencarnação é um dos pilares da doutrina espírita. Desenvolvida pelo professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, cujo pseudônimo é Alan Kardec, que segundo ele foi o seu nome em outra encarnação.

Kardec que é conhecido como o pai do espiritismo moderno (uma vez que o espiritismo em si não é novo) desenvolveu suas doutrinas e as sistematizou num sistema de crenças que ficou conhecido no mundo como “espiritismo”.

A reencarnação é um dos pilares desta crença junto à comunicação dos vivos com os mortos.
Reencarnação é uma ideia central de diversos sistemas filosóficos e religiosos, segundo a qual uma porção do Ser é capaz de subsistir à morte do corpo. Chamada consciência, espírito ou alma, essa porção seria capaz de ligar-se sucessivamente a diversos corpos para a consecução de um fim específico, como o auto aperfeiçoamento ou a anulação do carma (Wikipédia).

Bem, eu particularmente não creio na doutrina da reencarnação, pois ela não se sustenta diante de uma analise séria e comprometida da Bíblia Sagrada. Apresentarei neste breve comentário 06 razões porque não creio na reencarnação.

01. Não creio em reencarnação porque a Bíblia não incentiva tal crença – Para nós cristãos, a Bíblia é nossa regra de fé, conduta e prática normativa. Aquilo que a Bíblia defende direta ou indiretamente nós defendemos, aquilo que a Bíblia não defende nós não defendemos e aquilo que a Bíblia condena nós condenamos.

Os espíritas não acreditam na Bíblia como Palavra de Deus, para eles a Bíblia é só um livro de histórias e contos interessantes. Dai o porquê de eles não se importarem quando a Bíblia condena explicitamente uma de suas doutrinas, a comunicação de vivos e mortos. “...nem quem consulte os mortos Dt 9.11b. De onde vem então os ensinos dos espiritas? Segundo eles, o seu ensino vem dos espíritos que eles invocam em suas sessões.

Nós cristãos, ao contrário acreditamos que a Bíblia é a infalível e inspirada Palavra de Deus, e ela nada fala acerca da teoria da reencarnação. Alguns para tentar justificar suas crenas dizem que João Batista era a reencarnação do profeta Elias porque a Bíblia diz que ele (Batista) veio na virtude e espírito de Elias “E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, Lc 1.17ª”. Aproveitando essa suposta brecha na revelação divina argumentam os adeptos da reencarnação: João Batista era a reencarnação de Elias.

Ora, basta uma leitura superficial das Escrituras para constatar a falácia de tal ensino. Quando a Bíblia diz que ele veio no espirito e virtude de Elias era tão somente que o ministério do Batista se assemelhava ao ministério de Elias nada mais. Elias era um profeta do deserto; João também, Elias era um profeta áspero em suas palavras; João também, Elias condenava veementemente o pecado; João também. No demais se Elias tivesse reencarnado em João eu pergunto: O que ele estava fazendo no monte da transfiguração falando com Jesus? “E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele, Mateus 17.3”.

Em lugar algum a Bíblia defende a doutrina da reencarnação e por isto eu não posso acreditar nela.

02. Porque Jesus não reencarnou ele encarnou - Certa feita eu conversando com um espírita, ela tentava justificar a teoria da reencarnação dizendo que Jesus reencarnou em Maria e por isto eles a defendem. Em lugar algum isto está escrito na Bíblia.

A Bíblia fala que Jesus encarnou no ventre de Maria por obra e graça do Espírito Santo. O prefixo “re” da palavra reencarnação é um prefixo de duplicidade e fala de algo que está ocorrendo pela segunda vez. Jesus encarnou no ventre de Maria pela segunda vez? No ventre de quem ele encarnou pela primeira vez?

03. A reencarnação torna Deus injusto - Segundo a doutrina da reencarnação, a pessoa precisa passar por sucessivas vidas para pelo menos duas coisas: auto aperfeiçoamento e anulação do carma (pagamento dos erros cometidos noutra vida).

Como podem pessoas tão inteligentes e bem formadas como maioria dos espíritas acreditarem que uma pessoa possa pagar por erros que não cometeu? Você já imaginou a cena? Você viveu aqui na terra há cem anos e foi um bandido ou mau patrão e opressor de seus empregados. Ai você morreu e recebeu um nova chance de voltar como outra pessoa. Nasce em outra família, tem outra vida totalmente inocente quando de repente você começa a sofrer milhares de mazelas e sofrimentos como pagamento do que outra pessoa fez há cem anos atrás, o pior, tudo isto com o aval de Deus?

Bem se você quiser acreditar nisto tudo bem, não estou aqui para incutir crença em ninguém, mas para mim isto é no mínimo um absurdo. Esta ideia torna Deus, um Deus injusto, o Deus que cobra de um o preço do erro de outro.

Veja o que a Bíblia fala acerca do assunto: “Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá. Ezequiel 18:4”. A Bíblia é bem clara. Deus julga e condena aquele que comete o erro e não outro em seu lugar.

Se você está sofrendo achaques e dores na sua vida não é porque você foi uma pessoa má em outra encarnação, não acredite nisto. Então porque estou sofrendo? A Bíblia diz que nós sofremos por causa dos nossos pecados e erros e não por causa dos erros dos outros.

O que fazer para amenizar estes sofrimentos? Jesus diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Mateus 11:28” O segredo é entregar a sua vida a Jesus, crer nele e ele te perdoará os pecados e lhe ajudará levar o fardo pesado.

04. A reencarnação anula o sacrifício de Cristo na cruz – A Bíblia é bem clara quando diz que “todos pecaram e carecem da glória de Deus, Rm 3.23”. Não há ninguém justo na terra ou que tenha condições de se auto justificar a si próprio mediante sucessivas vidas.

Somos pecadores por natureza e inclinados à maldade e o único caminho preparado por Deus para perdoar os nossos pecados e nos levar a perfeição foi o sacrifício de Jesus no calvário, mediante a sua morte e ressurreição.

Se a ideia de aperfeiçoamento mediante vários nascimentos e mortes é correta, eu pergunto: O que Jesus estava fazendo na cruz? Um espetáculo? Um teatro? Ele estava morrendo na cruz para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda mancha e assim nos aperfeiçoar para entrarmos na vida eterna.

Não existe outro caminho para se chegar a Deus e aos céus. O caminho é Jesus.

05. Os profetas e o Senhor Jesus ensinaram a ressurreição e não a reencarnação – Conforme o ensino dos profetas no Antigo Testamento, principalmente de Daniel no capítulo 12 todo ser humano está destinado a ressuscitar um dia para seguir dois caminhos “a vida eterna ou a morte eterna”.

O próprio Senhor Jesus Cristo disse que chegaria o dia em que todos aqueles que morreram voltarão à vida para receber a recompensa ou castigo conforme aquilo que houveram feito individualmente durante o tempo de sua existência. “Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação, João 5.28,29”.

O apostolo Paulo detalhou e sistematizou a doutrina da ressurreição dos mortos em Cristo, ou seja, daqueles que morreram tendo a sua fé firmada em Jesus e no seu sacrifício na cruz,  leiamos (1 Co 15.51 – 58 e 1 Tessalonicenses 4. 13-18).

Por esta e outras razões eu não acredito na reencarnação. Acredito sim na ressurreição dos mortos que um dia ocorrerá.  E Você em quê acredita?

06 – Não acredito na reencarnação porque ao homem está ordenado morrer uma só vez – A Bíblia diz em Hebreus 9.28 “Assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo”.

Não se morre duas, três ou dez vezes conforme alegam os reencarnacionistas. A ordenança de Deus é viver uma vez, fazer a sua escolha do caminho a seguir e depois morrer uma só vez e encarar o juízo ou a salvação eterna. Você já fez a sua escolha?

Se a reencarnação fosse verdade a Bíblia seria mentira. Não se pode conciliar uma e outra. Ou a Bíblia está falando a verdade e o espiritismo está equivocado ou vice-versa. Eu particularmente prefiro acreditar em Deus e na sua Palavra revelada, a Bíblia Sagrada. E Você em quê vai acreditar?

   João Augusto de Oliveira.




quinta-feira, 22 de setembro de 2011

0 Reencarnação - Verdade ou embuste? Parte 1



Ultimamente tem se falado muito acerca do tema "reencarnação". Inclusive a revista Superinteressante na sua edição de outubro de 2011, lançou uma matéria de capa sobre esse assunto. Será mesmo verdade que o homem reencarna? Estariam os espíritas com razão e nós cristãos equivocados? Estaremos postando nesse blog, para deleite de nossos queridos leitores uma série de matérias acerca desse assunto tão polêmico e atual. Aproveitaremos para citar algumas matérias do CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas), que é uma referência no Brasil em assuntos de apologética cristã. Fiquem a vontade para ler, comentar e criticar.

O que a Bíblia diz sobre reencarnação?
 
Segurança da Bíblia: Consideremos essas palavras de Allan Kardec: "No cristianismo encontram-se todas as verdades" (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI, item 5). A Bíblia sempre foi a única base doutrinária e regra de fé e conduta dos verdadeiros cristãos. Em 2ª Timóteo 3.16 está escrito: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça".
Jesus Cristo, tido pelo Kardecismo como a segunda revelação de Deus aos homens (Moisés seria a primeira), afirmou a solidez e a inspiração plenária da Bíblia. Em João 17.17, orando ao Pai, Ele diz: "A tua palavra é a verdade" (cf. Salmo 119.160). Quando tentado, sempre usando a expressão "está escrito", Ele respondeu citando o texto de Deuteronômio 8.3: "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4.4). Em Mateus 24.35 diz: "Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão". Ele sempre usou a Bíblia para ensinar, redargüir, corrigir ou instruir em justiça.

Aos saduceus, que não criam na ressurreição, Jesus respondeu: "Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" (Mateus 22.29). Jesus ainda nos manda examinar as Escrituras, pois são elas que testificam da Sua obra redentora: "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida" (João 5.39-40).

Na parábola do rico e de Lázaro (Lucas 16.19-31), Jesus mais uma vez demonstra a Sua convicção nas Escrituras ao narrar a resposta dada pelo patriarca Abraão ao rico, quando este, no Sheol-Hades (inferno), lhe pedira que enviasse Lázaro aos seus irmãos: "Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos" (versículo 29). Jesus reporta-se a Moisés e aos Profetas para nos informar que nenhuma outra forma de revelação poderia ser apresentada aos homens (inclusive a mediúnica), pois, por meio de ambos, foi-nos dada a verdadeira revelação – a Bíblia.

O Que a Bíblia diz Sobre Reencarnação?


O Minidicionário Aurélio conceitua o verbo Reencarnar da seguinte forma: "1. Reassumir (o espírito) a forma material. 2. Tornar a encarnar". Ao contrário da ressurreição, que é a volta do espírito ao mesmo corpo, a reencarnação significa o retorno do espírito a um novo corpo, sucessivamente, até alcançar a evolução.

Na verdade, a não ser por meio de uma exegese forçada, não há na Bíblia qualquer referência direta ou indireta à reencarnação. Ao contrário, as Escrituras ensinam que, da mesma maneira como Jesus veio ao mundo uma só vez, também ao homem está ordenado morrer uma única vez: "E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação" (Hebreus 9.27). O sacrifício único de Jesus, ao morrer na cruz, é mais que suficiente para nos libertar dos pecados e nos conduzir a Deus: "Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito" (1 Pedro 3.18).

Todo o ensinamento bíblico é no sentido de que só poderemos morrer uma única vez até o juízo final de Deus. Jesus não somente ressuscitou três dias após Sua morte, como também incluiu a ressurreição entre os Seus milagres (João 11.11-44). Diversas outras passagens da Bíblia demonstram a realidade da ressurreição (Daniel 12.2; Isaías 26.19; Oséias 6.2; 1 Coríntios 15.21-22; João 5.28-29; Atos 24.15; Apocalipse 20.6). Em todos esses textos, ressuscitar significa o retorno do espírito ao seu próprio corpo (ver também 1 Coríntios 15.12-22).

Então, se não Existe Reencarnação, o que Faço Para ser Salvo?

A resposta está em Atos 16.31: "...Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa". Somente através da nossa fé, pura e incondicional, é que obteremos a salvação, mediante Jesus Cristo. Ele mesmo disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá" (João 11.25). Não há outro caminho e nenhuma outra verdade além desta (veja João 14.6). Não adianta esperar uma outra existência, pois esta é a única oportunidade. Jesus, somente Ele, é quem nos dá a vida eterna: "Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão" (João 10.28). Então, busque hoje mesmo a Jesus Cristo, entregue-Lhe seu coração e Ele o ouvirá: "Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Romanos 10.13). (M. Martins -
http://www.chamada.com.br)


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

0 Pregador do Evangelho de Jesus Cristo! Eu?





Porque se anuncio o evangelho, não tenho do que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! (1 Co 9.16)


Você é pregador?  Ao fazer esta pergunta a alguns irmãos em Cristo, é comum ouvirmos um “não”.

Algumas por desconhecimento de causa, outras por excesso de humildade, etc. O certo é que muitos não querem portar o título de “pregador do evangelho de Jesus Cristo”.

Afinal de contas somos ou não somos pregadores do evangelho? Bem, em primeiro lugar se faz necessário definir o que é ser pregador:

. Ser pregador não é ser animador de auditório;

. Para ser pregador não é necessário ser teólogo (não estou invalidando a necessidade de crescer no conhecimento), mas a teologia em si, não faz de ninguém um pregador;

. Para ser pregador não é necessário ter o nome vinculado a grandes congressos, outdoors, glamour;

. Também não é necessário pregar em grandes catedrais ou mesmo no exterior.

Pregador é aquele que fala de Cristo, que testemunha de sua fé, que ganha almas para o reino de Deus. Neste sentido eu sou “pregador do evangelho de Jesus Cristo” e você?

Quando Nosso Senhor Jesus chamou a Simão (Pedro) e André seu irmão para deixar suas redes e o seguir, ele diz: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mateus 4.19).

Você é um pescador de almas? Tem prazer de falar de Jesus ao pecador? Anela que as almas se convertam a Cristo através de sua pregação? Se sim, então você é um pregador do evangelho de Jesus Cristo.

Talvez você não tenha pregado em grandes catedrais, congressos, conferências internacionais, etc. Mas se você ganha almas através do anuncio das boas novas de Cristo, repito, você é um pregador.

E se temos de fazer, façamos bem esse trabalho, ou seja, anunciemos a Cristo com sinceridade, amor, veracidade, competência e dedicação. Pois assim seremos pregadores aprovados e receberemos o nosso galardão quando estivermos diante do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Na paz daquele que é, que era e que há de vir, Jesus de Nazaré,

      João Augusto de Oliveira


terça-feira, 20 de setembro de 2011

2 A realidade bíblica sobre o inferno



Introdução
O debate sobre o inferno tem sido reacendido. Por diversas vezes, pregadores conhecidos e desconhecidos têm procurado dar suas visões acerca do inferno. Mais recentemente, um famoso preletor para jovens negou que o inferno seja real e/ou eterno. Alguns de seus livros têm sido traduzidos para nossa língua, bem como a sua série Nooma. Estou falando do Rob Bell, que recentemente causou estranheza

no mundo cristão ao afirmar: um Deus amoroso jamais sentenciaria almas humanas para o sofrimento eterno. Será?

Parece que tem sido moda1  (ou ressurgimento de antigas heresias) negar a existência e eternidade do inferno. Tudo em nome de anunciar uma mensagem que transija com o “bem-estar” e, principalmente, com a filosofia pluralista e a pseudotolerância de nosso século. A fim de transmitir a imagem de “pastores e pregadores” contemporâneos, tolerantes e “bona fide”, esses tais reformulam o amor de Deus, ensinando que “um Deus de amor não lançará ninguém no inferno”. Será contraditório um Deus de Amor condenar homens ao inferno? Se Deus realmente é amor, então como ele pode mandar alguém para o inferno?

No texto que lemos encontramos a seriedade com que Jesus alertou sobre esse terrível lugar. Jesus não disse que era um estado espírito, como querem alguns “pregadores modernos e adocicados”. Na verdade, nesta exposição temática, veremos o que a Escritura ensina sobre esse lugar terrível e algumas objeções levantadas por aqueles que negam o caráter eterno da punição. Rogamos a Deus que nos conceda cuidado, compaixão e, sobretudo, fidelidade ao pisar nesse terreno.

OPÇÕES OFERECIDAS PARA O DESTINO FINAL – SÃO BÍBLICAS?
Não parece ser uma boa opção alguém passar a eternidade em sofrimento. É isto que se deduz da palavra “inferno” e das expressões usadas por Jesus: tormento e sofrimento. No entanto, têm-se oferecido outras opções sobre o destino eterno dos homens. Quero avaliá-las nesse momento, pois elas respondem à pergunta: o que acontece conosco quando morremos? A seguir nos voltaremos para o texto bíblico em exame. São elas:
I.    Reencarnação – tem sido a visão mais popular. Os que ensinam essa concepção nos dizem que temos múltiplas e sucessivas vidas. No túmulo de Alan Kardec tem o seguinte lema: “Nascer, morrer, renascer e progredir sempre; está é a lei”. A Escritura não ensina reencarnação. Antes, ela diz: “aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9. 27).

II.    Materialista/Naturalista – este grupo, embora menor, tem forte expressão. Eles nos dizem que não temos alma, que somos apenas corpo e que, ao morrer, deixamos de existir.  Tomando as Escrituras como autoritativa, encontramos o Senhor Jesus dizendo: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mt 10.28).

III.    Universalistas – alguns contemporâneos têm adotado essa visão. Entre eles o próprio Rob Bell. É também a teoria exposta no livro A Cabana (William P. Young, Ed. Sextante, 2008). Eles ensinam que no final todos que estão no inferno serão salvos e o inferno esvaziado. Por pensarem que todas as religiões conduzem a Deus, entendem então que todas as pessoas serão salvas. Porém, não é isso que Jesus Cristo ensinou. Na verdade, a própria morte de Jesus é sinal de que apenas alguns serão salvos (Cf. Mt 202.8; Mc 10.45). Também disse Isaias ecoado em Paulo: “Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo” (Rm 9.27).

IV.    Purgatório – esta é a doutrina esposada pelo Catolicismo Romano. De fato, a não ser no Livro Apócrifo de 2 Macabeus 12.46, as Escrituras não reconhecem tal doutrina. O que ela ensina? Ouçamos o que diz o Catecismo Católico: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após a sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do céu”(C.C, 1030 – 1032).

v.    Aniquilacionismo – é a crença de que os incrédulos não irão sofrer eternamente no inferno, mas que, após algum tempo, serão extintos e deixarão de existir. Embora homens de Deus como John Stott tenham crido nesta doutrina, à luz das Escrituras e da História da Igreja como registrada nas Confissões, a posição cristã tem sido de que os ímpios sofrerão eternamente no inferno. Ouça o que diz a Escritura: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.”(Ap 20.10; Cf. 14. 9 -11; 19.20). 
O ENSINO BÍBLICO SOBRE O INFERNO
Por três vezes no texto, Jesus adverte aos discípulos: “melhor é para ti entrares na vida-reino de Deus – aleijado, coxo e cego – do que ires para o inferno” (v. 43, 45, 47). A cada advertência Jesus também acrescenta algo sobre o inferno: “para o fogo que nunca se apaga [ARA- inextinguível] (2x)” seguida de outro qualificativo: “onde o seu bicho não morre” 2.

Que descrição terrível vindo da doce voz do Senhor!

Precisamos lembrar que os discípulos não se impressionaram com a descrição. Por quê? Embora fosse uma nova revelação no ministério de Jesus, a descrição já era conhecida pelos discípulos na leitura dos Profetas: “e sairão [os eleitos], e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque oseu verme nunca morrerá, nem o seu fogo nunca se apagará; e serão um horror a toda a carne” (Is 66. 24). Diante das palavras de Jesus e, agora, considerando o todo da revelação bíblica, vejamos qual é o ensino bíblico sobre esse lugar.

Primeiro, o inferno é um lugar real – Jesus diz que as pessoas “vão para o inferno”. O verbo (eiseltein) usado implica em “deslocar-se” ou “separar-se”. No nosso texto usa-se com a preposição (eis) e o substantivo ten geennan. Essa construção gramatical dá a noção espacial . Desse modo, o que Jesus quer dizer é que alguém é “separado para dentro da Geena”. Mas, o que era a Geena?
A palavra traduzida por “inferno” (geena) era uma referência a um lugar chamado de “Vale de Hinom” (Cf. Js 15.  8; 16.18; 2 Rs 23. 10; 2 Cr 33.6). Ficava ao sul de Jerusalém e lá, os antigos judeus apóstatas, sacrificaram seus filhos ao deus pagão Moloque (Cf. 2 Cr 16.3; 21.6; Jr 7. 31; 19.5,6; 32.35). Foi o Rei Josias quem pôs fim a essa prática e transformou o lugar num lixão da cidade. Ali eram jogadas as carcaças de animais que eram queimadas dia e noite. Havia um fogo por baixo do monturo e, por não faltar carniças, nunca deixava de haver vermes.
Veio a ser, portanto, o designativo do lugar de juízo de Deus e se passaria a chamar “Vale da Matança” (Cf. Jr 7. 32;
19. 6, 7). Ao dizer, então, que os ímpios “vão para a Geena [inferno]” têm-se uma ideia acerca do horrível lugar. Decerto que não havia outra figura para demonstrar quão terrível e miserável é o inferno. Não havia descrição mais chocante para descrever sofrimento e tormento. Então, afirmamos à luz das Escrituras, o inferno é um lugar real.

Segundo, é um lugar de consciência – ora, ao dizer que “é melhor isso do que aquilo”, Jesus Cristo revela que aqueles que vão para o inferno estão conscientes de suas escolhas. Poderiam ter escolhido “ficar sem uma mão, um pé ou um olho” e entrar no reino de Deus, mas preferiram perder a sua vida. Semelhante imagem apresenta no v. 42 – “melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado no mar” – em que aquele que fosse motivo de tropeço para um crente mais pequenino estava ciente do tropeço causado. Também o causador de tropeço estava consciente de sua pedra no pescoço e do lugar onde estava se lançando. De igual modo, aqueles que vão para o inferno saberão onde estão e por que estão ali.

Terceiro, é um lugar de permanente sofrimento – quando Jesus diz que “o fogo nunca se apaga e o verme não morre”, aponta para uma realidade permanente. O que mantém o fogo aceso é a existência de material para combustão. No inferno não faltará material para combustão. Claro que, ao usar a referência de “fogo” pode-se muito mais falar do sofrimento sob o juízo divino do que sob “chamas literais”, de acordo com alguns comentaristas. Diz Anthony Hoekema: “O objetivo das figuras, porém, é que o tormento e angústia internos, simbolizados pelo verme, nunca terão fim e os sofrimentos exteriores simbolizados pelo fogo nunca cessarão. Se as figuras utilizadas nesta passagem não significam sofrimento sem fim, então elas não significarão coisa alguma”.
Por diversas vezes, Jesus usa figuras semelhantes para falar do sofrimento eterno. Por exemplo, Jesus disse que é um lugar descrito como uma “fornalha de fogo” onde “haverá choro e ranger de dentes” (Mt 13.50; ); Jesus disse que os justos irão para vida eterna, mas os ímpios para “o tormento eterno” (Mt 25.46). Ora, não faria sentido pensar que os justos estarão junto a Deus por toda eternidade e, no mesmo texto, Jesus pensar que o tormento é temporário. O inferno também é chamado de “trevas” (Mt 25.30; 22.13). Em outra designação é que os que são destinados ao inferno “ira e indignação [...] tribulação e angústia”(Rm 2. 6-9). De acordo com João, os ímpios serão “atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos” (Ap 20.10). De acordo com Apocalipse 19.20, a Besta e o Falso Profeta foram lançados vivos no “lago de fogo e enxofre”. Porém, depois de Mil Anos eles ainda estavam lá, onde receberão a companhia do diabo (Cf. Ap 20.10).

Quarto, o inferno é o lugar da Ira de Deus – quando Jesus diz “fogo que nunca se apaga”, isso nos fala não apenas do sofrimento, mas também da ira de Deus. Em mais de 600 lugares, a Bíblia fala sobre a ira de Deus. No caso específico do inferno, o fogo não é purificador, mas o “fogo da ira de Deus”. Alguns há que costumam colocar os atributos de Deus uns contra os outros, como se, porventura, algum atributo de Deus prevalecesse sobre os demais. Porém, a justiça de Deus, bem como seu amor e soberania, exigem a existência do inferno
4 . Porque Deus é justo, ele não pode contemplar os pecados (Hb 1.13). Porque Deus é amor e amou ao mundo, aqueles que rejeitam esse grande amor rejeitam tão grande salvação (Hb 2.3).  Porque Deus é soberano, o mal precisa ser derrotado. Deus vencerá no final (Ap 20). O inferno, portanto, é o efeito da Ira de Deus. Conclui-se daí que o inferno não é governado por Satanás, mas Deus Reina também no inferno. Como disse William Hendriksen:5 “o inferno é inferno porque Deus está lá, Deus em toda a sua ira (Hb 12.29; Ap 6.16). O céu é céu porque Deus está lá, Deus em todo o seu amor. É desta presença de amor que o ímpio é banido para sempre.”

Quinto, Jesus ensina que é possível livrar-se de ir para o inferno – ao dizer “melhor é isso do que aquilo”, Jesus apresenta uma maneira de ser lançado no inferno. Diante do contexto maior (8.34ss), fica claro que os “seguidores de Jesus Cristo”, porque renunciaram aos seus pecados, negaram-se a si mesmo, tomaram a sua cruz e, até mesmo, perderam a sua vida “por amor de mim [Jesus Cristo] e do Evangelho” (Cf. 8.35). Assim, ao fazer a comparação entre o que é “melhor”, estamos diante do teste do Senhor para saber quem é seu discípulo ou não. Aqueles que não renunciam seus pecados aqui terão de sofrer com eles longe da Glória de Deus, em eterno sofrimento. Jesus apresentou o preço a se evitar.

Outra coisa, por duas vezes Jesus diz “entrares na vida” (v. 43, 45) e uma vez diz “entrares o reino de Deus”. Ficamos sabendo pelo interlocutor João que ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo (Jo 3.7). Por “novo nascimento” o cristianismo ensina ser “a alegria sincera em Deus, por Cristo (1) , e o forte desejo de viver conforme a vontade de Deus em todas as boas obras (2). (Is 57:15; Rm 5:1,2; Rm 14:17. (2) Rm 6:10,11; Gl 2:19,20)” (Catecismo de Heidelberg, p. 90).

O próprio Jesus reconheceu que o inferno não foi preparado primeiramente para o homem, mas para o “Diabo e seus Anjos” (Mt 25.41). E para livrar o homem de ir para o inferno, “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”(Jo 3.16). Porém, porque o homem permanece indiferente a Jesus Cristo, ou seja, não crê no Filho, então “não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (Jo 3.36).

E, ENTÃO?
Existem temas nas Escrituras que são dolorosos. Falar sobre o inferno é um desses temas. Porém, a doutrina sobre o inferno é parte da Teologia Bíblica, e como prova disso, o Senhor Jesus e seus apóstolos a ensinaram repetidamente.  Como disse o Bispo John Ryle, “não há misericórdia alguma em ocultar dos homens o assunto a respeito do inferno. Por mais temível e tremendo que seja o inferno, ele deve ser uma realidade fortemente inculcada sobre todos, como uma das grandiosas verdades do cristianismo. O apóstolo João, no livro de Apocalipse, com frequência o descreveu. Os servos de Deus, hoje, não devem sentir-se envergonhados de confessar a sua crença nesse assunto. Se não houvesse ilimitada misericórdia em Cristo, para todos aqueles que nele creem, bem poderíamos nos esquivar desse temível tópico” (1994, p. 119).

Não pensem que é fácil falar sobre os milhões que passarão a eternidade no lago de fogo. Alguns amigos até acham minha posição meio dantesca e, por isso, medieval. No entanto, minha tarefa como ministro do Evangelho é falar a verdade, seguir os passos do Mestre, mesmo que, ao expor essa doutrina, alguns se sintam incomodados com ela. Muitos estão a passos largos no caminho do inferno, caminhando sobre um grande abismo que não se abre para engolir alguns dos tais, tal como engoliu vivo a Datã, Coré e Abirão (Nm 16. 30-33) por causa das muitas misericórdias de Deus, desse mesmo Deus que eles provocam a sua ira.

Muitos ainda amam os seus pecados e, de forma enganosa, acreditam que podem desfrutar da eternidade com Deus sem seus pecados serem perdoados. Qual não será a surpresa de muitos ao perceberem que estão debaixo da Ira de Deus, simplesmente porque relutam em amar a Deus. Não é amor aos amigos e inimigos se não se anunciar o perigo que estão correndo. Talvez seja preciso que alguns precisem sentir o fogo do abismo queimando sob seus pés.

Dirijo-me àqueles que ainda não despertaram para conversão e para o perigo que estão correndo.

O inferno é para todos que não estão em Cristo. Hão de suportar o peso da ira de Deus. Foi João quem disse que Deus mesmo pelejará contra os que não se converteram ou que pensam que são convertidos. O Senhor Disse: “Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém houve comigo; e os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura” (Is 63.3). Outra vez João, o Discípulo do Amor, viu a cena terrível: “E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso”(Ap 19.15).

Não há nada entre eles e o inferno a não ser a misericórdia de Deus. Mas lembrem-se: Ele está irado e quem pode lhe impedir de agir contra os seus pecados? Alguns supõem equivocadamente que está tudo bem com eles porque têm saúde, prosperidade, alegria, vão à igreja e desfrutam das bênçãos comuns de Deus. Mas isso não é garantia de que serão livres do inferno. A única garantia encontra-se no Cordeiro de Deus, que sofreu a Ira de Deus pelos homens. Se isso não é amor de Deus, em entregar o seu Filho por pecadores, não sabemos, então, o que é amor.

E estou a par de que essa mensagem não é popular. Sei também que alguns encontrarão pessoas que procurarão lhes dissuadir da realidade do inferno. Mas, “por que a cruz e todo sofrimento [de Jesus ], a não ser que haja o inferno? A morte de Cristo perde o seu significado eterno a não ser que haja uma separação de Deus da qual as pessoas precisam ser salvas”
 6.  Não pense, também, que o inferno é apenas uma ameaça, e não uma realidade. Se assim o fosse, Deus seria mentiroso. Deus não usa mentiras para atrair aos homens.

Como disse, essa não é uma mensagem popular. Mas ela é verdadeira porque a Bíblia é verdadeira, porque Jesus Cristo é verdadeiro e não pode mentir. Seja Deus verdadeiro e os homens mentirosos (Rm 3.3). Meus amigos, a visão que temos de nossos pecados não é um mínimo daquilo que Deus vê em nós. Certa vez, o pregador Jonathan Edwards, amparado numa visão estritamente bíblica, nos deu um quadro dos pecados dos homens: 
Vossas iniquidades vos fazem pesados como chumbo, pendentes para baixo, pressionados em direção ao inferno pelo próprio peso, e se Deus permitisse que caíssem vocês afundariam imediatamente, desceriam com a maior rapidez, e mergulhariam nesse abismo sem fundo. Vossa saúde, vossos cuidados e prudência, vossos melhores planos, toda a vossa retidão, de nada valeriam para sustentar-vos e conservar-vos fora do inferno. Seria como tentar segurar uma avalancha de pedras com uma teia de aranha. Se não fosse a misericórdia de Deus, a terra não suportaria vocês por um só momento, pois são uma carga para ela. A natureza geme por causa de vocês. A criação foi obrigada a se sujeitar à escravidão, involuntariamente, por causa da vossa corrupção. Não é com prazer que o sol brilha sobre vocês, para que sua luz vos alumie para pecarem e servirem a satanás. A terra não produz de bom grado os seus frutos para satisfazer vossa luxuria. Nem está disposta a servir de palco à exibição de vossas iniqüidades. Não é voluntariamente que o ar alimenta vossos corpos, mantendo viva a chama dos vossos corpos, enquanto vocês gastam a vida servindo os inimigos de Deus. As coisas criadas por Deus são boas e foram feitas para o homem, por meio delas, servisse ao Senhor. Não é com prazer que prestam serviço a outros propósitos, e gemem quando são ultrajadas ao servirem objetivos tão contrários à sua finalidade e natureza. E a própria terra vomitaria vocês se não fosse a mão soberana d'Aquele a quem vocês tanto tem ofendido. Eis aí as nuvens negras da ira de Deus pairando agora sobre vossas cabeças carregadas por uma tempestade ameaçadora, cheia de trovões. Não fosse a mão restringidora do Senhor, elas arrebentariam imediatamente sobre vocês. A misericórdia soberana de Deus, por enquanto, refreia esse vento impetuoso, do contrário ele sobreviria com fúria, vossa destruição ocorreria repentinamente, e vocês seriam como palha dispersada pelo vento"

Portanto, Deus está exortando-lhes, em nome de Cristo, por essa palavra rogando-lhes que se reconciliem com Deus (2Co 5.11-20). Não há muitas opções. É estar em Cristo ou longe dele. É céu ou inferno. Não brinque de cristão, não brinque de crente, não brinque de religiosos ou mesmo ateu. O Senhor Jesus é o seu Deus e Salvador? De fato, você já o recebeu e, portanto, pode ser contado entre os Eleitos do Senhor? O machado já está posto à raiz e “toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo” (Mt 7.19), disse o Senhor Jesus. Onde estão os frutos? O Senhor ainda disse: “Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem” (Jo 15. 6). Se isso não for uma realidade em sua vida, então a Ira de Deus permanece sobre você e você será lançado no inferno, no lugar que foi criado para o diabo e seus anjos. Rejeitando a presença de Deus, você estará em companhia do diabo e seus anjos. Fuja para os braços misericordiosos do Senhor Jesus enquanto é tempo!



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

0 À procura de um mundo melhor



Cena típica: mulher de meia idade saindo da padaria carre­gando na mão direita uma carteira e na esquerda um sorvete de palito que acabara de comprar. Ao sair do estabelecimen­to, rapidamente desembrulha o sor­vete e, sem a mínima culpa, joga o papel melado na calçada.

Infelizmente, este ato tão comum revela a pouca ou nenhuma noção de cidadania, já que ser ci­dadão é estar consciente dos próprios direi­tos e deveres. Além do mais, trata-se de ato inadmissível em plena era da infor­mação, em que todo ser humano está cansado de saber as con­sequências inevitáveis deste des­respeito. Acúmulo de sujeira nas vias públicas, entupimento das bo­cas de lobo, enchentes, perdas ma­teriais e emocionais. Há um passo adiante da verdadeira cidadania, que vai além da observância de leis humanas, mas sobretudo no cum­primento das leis divinas, estimu­lado há mais de dois mil anos por Jesus quando nos convida a fazer­mos ao próximo o que gostaríamos que nos fizesse.

Tentando buscar respostas, ain­da no seio familiar, vemos pais ausentes da rotina de seus filhos, mais preocupados com o seu bem estar material do que com a es­trutura moral, muitas vezes fazen­do todas suas vontades, pas­sando a mão na cabeça de filhos indiscipli­nados e incon­sequentes. Na escola então, o cenário não é muito diferente, com o enfraquecimento cada vez maior da instituição de ensino, com o governo, entre outras coisas, re­munerando e preparando mal os professores, proibindo a reprova­ção, retirando as aulas de cidada­nia, civismo e de moral cristã das escolas; e, sem o apoio do governo e dos próprios pais, a direção das escolas fica perdida e engessada, pois não tem como exigir respeito de alunos que se recusam a receber instrução, muito menos cobrar dos professores uma postura, já que quando tentam chamar a atenção do aluno de forma mais enérgica, não têm respaldo da escola, que por sua vez, não tem respaldo dos pais.

Saudades da época em que profes­sora era considerada e tratada como segunda mãe, ninguém ousava ques­tionar uma determinação sequer. Sempre às Segundas-feiras, todos enfileirados e uniformizados, canta­vam o Hino Nacional; pedia-se licença e permissão à professora quando se chegava atrasado ou precisasse sair. Não era chamada de "sora".

Ao lermos os jornais, ouvirmos as notícias mais absurdas e chocantes, nos deparamos com esta triste reali­dade; do desrespeito do ser humano com o próximo e consigo mesmo, do descaso com a natureza, enfim, de toda a violência gerada pelo egoísmo e orgulho. É comum a preocupação dos pais quanto ao futuro de seus filhos... Ao olharem para aquelas carinhas inocentes e assim pensa­rem: "que tipo de mundo deixare­mos para eles?" Mas, francamente, não seria muito mais apropriado pensar "que tipo de filhos deixare­mos para o mundo?"

*desconheço o autor...

domingo, 18 de setembro de 2011

0 A Síndrome de Arão: O Perigo de Ceder às Pressões


A Síndrome de Arão: O Perigo de Ceder às Pressões

“Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e disse: levanta-te e faze deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido. Disse-lhes Arão: Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-mas. Então, todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito.” (Êxodo 32:1-4)

Esta passagem clássica de Êxodo nos traz um relato que merece profunda reflexão, dadas as circunstâncias em que ocorreu.

Sabemos que Deus, através de Moisés, tirou os filhos de Israel do Egito operando sinais miraculosos: destruiu os exércitos de Faraó e abriu o Mar Vermelho para que o Seu povo passasse a pé enxuto.

A Ausência do Líder e a Pressão do Povo

Ao chegar ao pé do Sinai, Deus chama Moisés, o legislador de Israel, para subir ao cume do monte. Moisés atende prontamente, permanecendo ali por quarenta dias na presença do Eterno.

Enquanto Moisés está no topo, embaixo o povo fica sob o governo provisório do sacerdote Arão. Ao perceberem a demora de Moisés, as pessoas começam a pressionar Arão para que tome uma atitude. O pedido é terrível: a fabricação de uma abominação, o "bezerro de ouro".

Neste momento, Arão deveria ter assumido uma posição firme e dito "não". Ele deveria ter zelado pela fidelidade ao Senhor, mas, em vez disso, cedeu à pressão popular e moldou o ídolo que provocaria a ira de Deus.

As Consequências da Falta de Pulso

Todos conhecemos os resultados da desobediência somada à falta de liderança de Arão. Deus, que é santo e não tolera o pecado — ainda que ame o pecador —, decidiu destruir aquele povo rebelde. Se não fosse pela intercessão de Moisés, o desfecho teria sido o extermínio.

Os frutos da rebeldia são sempre a destruição e a morte.

Por incrível que pareça, esse mal que dominou Arão há milênios está voltando aos nossos dias com força total. Pastores e líderes estão cedendo às pressões, abrindo espaço para que o pecado se torne comum no dia a dia da Igreja.

O Alerta para a Liderança Atual

Hoje, é comum vermos pessoas questionando seus líderes: "Mas na igreja 'X' ou 'Y' as pessoas fazem isto e aquilo". Pressionados, muitos líderes começam a abrir concessões, manchando as vestes da Noiva do Cordeiro.

Não se engane: Deus é imutável. O que era pecado no passado continua sendo pecado hoje. Não deixe que a "Síndrome de Arão" o vença. Você é responsável pelo rebanho que Deus lhe confiou e, um dia, Ele pedirá contas de cada ovelha sob seus cuidados.

Vale lembrar que, por negligências como esta, o grande sacerdote Arão não teve o prazer de entrar na Terra Prometida. Ser cuidadoso com as coisas do Senhor é uma questão de temor.

Deus Não Faz Aceção de Pessoas

Posição social, escolaridade, aparência ou sobrenome não compram nem enganam a Deus. O que Ele exige do pedreiro ou do carpinteiro é o mesmo que cobra do político ou do empresário. Deus não tem duas medidas; Sua régua é única e justa para todos.

Que Deus nos guarde dessa síndrome e nos conceda pureza, obediência e santidade em Sua presença!

Paz a todos.

João Augusto de Oliveira



sábado, 17 de setembro de 2011

0 Apologia - verdades e mentiras sobre a questão do sábado




Pastor Esequias Soares

    Antes eram os adventistas do sétimo dia, hoje novos grupos estão também defendendo a guarda do sábado. Quais os fundamentos apresentados pelos adventistas em defesa dessa crença e quais as perguntas mais comuns na tentativa de confundir os cristãos evangélicos conservadores? Essas respostas servem também para os novos sabatistas.

     Afirmam que a guarda do sábado está na Lei e que, por isso deve ser observado de geração em geração porque é um dos preceitos da Lei de Deus, que segundo eles é a mesma Lei Moral e Lei Cerimonial. Os Dez Mandamentos são a Lei Moral, chamada de lei de Deus e a Lei Cerimonial é chamada por eles de Lei de Moisés. Esse arranjo adventista não pode ser confirmado na Bíblia. Vamos aos fatos.

     O Decálogo é o esboço e a linha mestra da lei de Moisés registrada em Êxodo 20.1-17; Deuteronômio 5.6-21, o sumário de toda a Lei. Do grego, deka “dez” e logos “palavra”, usado na Septuaginta para traduzir a expressão hebraica asseret hadevarim “as dez palavras” (Êx 34.28 e Dt 4.13; 10.4), com o sentido de “mandamento pronunciamento, princípios”. Por essa razão, o Decálogo ficou conhecido universalmente como “Os Dez mandamentos”.

     A Bíblia afirma que existe só uma Lei. Os judeus interpretam assim: um só Deus, um só legislador, portanto uma só lei. O que existe, na verdade, são preceitos morais, preceitos cerimoniais e preceitos civis. É chamada de Lei de Deus, porque teve sua origem Nele. Lei de Moisés porque foi Moisés o legislador que Deus escolheu para promulgá-la no Sinai. Os preceitos, tanto do Decálogo como os fora dele, são chamados alternadamente de lei de Deus ou do Senhor e Lei de Moisés (Lc 2.22,23 e Hb 10.28). Não são duas ou três leis, mas uma só lei apresentada por esses nomes (Ne 8.1,2,8-18).

     Há princípios que são imutáveis e universais. Não há para ele a questão de transculturação. Onde quer que o Evangelho for pregado, esses princípios estão presentes e os chamamos de preceitos morais ou éticos. Os dois maiores mandamentos são preceitos morais (Mc 12.29-31). Entretanto, não constam do Decálogo, pois é uma combinação de Deuteronômio 6.4,5 com Levítico 19.18. Por outro lado, encontramos no Decálogo o quarto mandamento, que não é preceito moral. Jesus disse que o sacerdote podia violar o sábado e ficar sem culpa (Mt 12.5).

     A questão não é o sábado em si, mas o fato de que não estamos debaixo do Antigo Concerto (Hb 8.6-13). A Palavra profética previa a chegada do Novo Concerto (Jr 31.31-33) e o fim do sábado (Os 2.11), que se cumpriu em Jesus (Cl 2.14-17). Por essa razão, o sábado não aparece nos preceitos de Atos 15.20-29.

     O judeu convertido a fé cristã que quiser guardar o sábado por convicção religiosa pessoal não está desviado por isso, pois o apóstolo Paulo diz que uns fazem separação de dia, outros acham que podem comer de tudo (Rm 14.1-6).

Convém lembrar que o apóstolo está falando aos judeus cristãos de Roma, por causa da sua cultura religiosa, e não apenas aos gentios. Ainda hoje muitos deles usam o Kipar e talit (solidéo e manto), observam o Kash’rut (leis dietéticas prescritas por Moisés) e guardam o sábado. Isso o fazem meramente para não perderem a sua identidade nacional. É uma questão cultural e não condição para a salvação. Isso é diferente dos gentios convertidos a Cristo, pois o apóstolo deixou claro que tais práticas são um retrocesso espiritual. “Guardais dias, e meses e tempos, e anos. Receio de vós que haja trabalhado em vão para convosco”, Gl 4.10-11.

     As festas judaicas eram anuais, mensais, ou lua nova (pois a lua nova aparece de 28 a 30 dias e, com ela, se principia o novo mês) e semanais (1Cr 23.31; 2 Cr 2.4; 8.13; 31.3; e Ez 45.17). O apóstolo Paulo diz: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”, Cl 2.16.17. O sábado cerimonial ou anual já está incluído na expressão “dias de festa”, que são as festas anuais, “lua nova”, mensais e “dos sábados”, festa nacional. O texto fala de um objeto projetando sombra, ou seja, a realidade espiritual na fé cristã é Cristo e não o sábado. Essas figuras das coisas futuras se cumpriram em Jesus. Por isso que Jesus afirmou ser Senhor do sábado (Mc 2.28). Esse texto de Colossenses é a melhor resposta para os sabatistas.

     Dizem que o imperador romano Constantino, mudou o sábado pelo domingo e por isso estamos comprometidos com um dia pagão. Essa versão deles não condiz com a verdade histórica. A palavra “domingo” por si só significa “Dia do Senhor”. Porque foi nesse dia que Jesus ressuscitou (Mc 16.9). O primeiro culto cristão aconteceu num domingo (Jo 20.1) e o segundo também (Jo 20.19-20). Os cristãos se reuniam no primeiro dia da semana (At 20.7 e 1Co 16.2). Assim, essa prática foi se tornando comum, sem decreto imposição. Foi algo espontâneo. Constantino apenas confirmou uma prática antiga dos cristãos.

     Os adventistas rejeitam o domingo porque “domingo”, em inglês é Sunday e significa “dia do sol”. Dizem portanto que é um dia pagão. É difícil imaginar que pessoas cultas e inteligentes se exponham a um ridículo desse. Apenas cinco planetas eram conhecidos na antiguidade: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, para se chegar ao número sete acrescentaram o Sol e a Lua. O nome de cada um desses planetas era também o nome de divindades falsas, que se tornariam nomes dos dias da semana.

     Em espanhol Lunes (dia da Lua), Martes (dia de Marte), Miércoles (dia de Mercúrio), Jueves (dia de Júpiter), Viernes (dia de Vênus); o mesmo pode ser visto em italiano: Lunedi, Martedi, Mercoledi, Giovedi, Vernedi. Essas línguas aplicam esses nomes apenas aos dias úteis, por isso não aparece Saturno, diferente do francês, onde encontramos os 05 planetas e mais a lua: Lundi, Mardi, Mercredi, Jeudi, Vendredi e Samedi.

     No inglês encontramos os cinco planetas mais o Sol e a Lua: Sunday (Sol), Monday (Lua), Tuesday (Tiu, deus da guerra, Marte), Wednesday (Wotan, deus escandinavo correspondente a Mercúrio), Thursday (Thor, deus escandinavo do trovão correspondente a Júpiter), Friday (Freya, deus da paz e da colheita, correspondente ao deus escandinavo Vênus) e Saturday (Saturno, deus dos festejos romanos). A língua portuguesa seguiu a onomástica católica romana usando a palavra “feira”, para indicar os dias de trabalho visto que havia na época intenso comércio.

     O argumento deles é inconsistente, sábado em inglês é Saturday, que significa “Dia de Saturno”, divindade pagã. Shabat não é palavra inglesa, mas hebraica e significa “repouso, descanso”. Por isso que cada dia, para nós, é sábado, pois em Cristo repousamos todos os dias da semana (Hb 4.11).

 O autor: Pastor Esequias Soares é Pastor da AD em Jundiaí e teólogo-apologista

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

1 Igreja Universal do Reino de Deus - Desvio de dinheiro, corrupçao, estelionato e sabe Deus mais o quê!

Assista a reportagem veiculada pela Band News  sobre as práticas criminosas da Igreja Universal do Reino de Deus!

Não estou postando para atacar ninguem em particular, mas para informar o povo de Deus o que pode estar acontecendo bem debaixo dos nossos narizes.
Reconheço que o primcípio da lei é: Ninguém é culpado até que se prove. Mas geralmente onde há fumaça há fogo! Vamos aguardar pra ver. Uma coisa é certa, o povo de Deus precisa deixar de ser tão inocente, examinar a Bíblia e fugir de lobos em pele de ovelhas que estão assolapando o rebanho de Cristo!

Shalom! João Augusto de Oliveira.





 

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