(A Bíblia como a palavra de Deus)
Em resumo,
notam-se na Bíblia duas coisas: o Livro e a Mensagem. O estudo da Bíblia tem
por finalidade precípua o conhecimento de Deus. Isso é visto desde o primeiro
versículo dela, do qual se nota que tudo tem o seu centro em Deus. Portanto, a
causa motivante de ensinar a Bíblia aos outros deve ser a de levá-los a
conhecer a Deus. Se chegar-mos a conhecer o Livro e falharmos em conhecer a
Deus, erramos no nosso propósito, e também o propósito de Deus por meio do seu
Livro seria debalde.
Que as
Escrituras são de origem divina é assunto resolvido. Deus, na sua palavra, é
testemunha concernente a si mesmo. Quem tem o Espírito de Deus deposita toda a
confiança nela como a Palavra de Deus, sem exigir provas nem argumentos.
Portanto sob o ponto de vista legal, a Bíblia não pode ser sujeita a provas e
argumentos. Apresentamos aqui algumas provas da Bíblia como a Palavra de Deus,
não para crermos que ela é divina, mas porque cremos que ela é divina.
Apresentamos
agora algumas provas da origem da Bíblia, as quais evidenciam esse Livro como a
Palavra de Deus.
I – A inspiração da Bíblia.
O que
diferencia a Bíblia de todos os demais livros do mundo é a sua inspiração
divina (Jó 32.8; II Tm 3.16; II Pe 1.21). É devido à inspiração divina
que ela é chamada de Palavra de Deus.
A própria
Bíblia reivindica a si a inspiração de Deus, pois a expressão “Assim diz o
Senhor”, como carimbo de autenticidade divina, ocorre mais de 2.600 vezes nos
seus 66 livros.
II – A perfeita hormonia e unidade da
Bíblia.
A existência
da Bíblia até nossos dias só pode ser explicada como um milagre. Há nela 66
livros, escritos por cerca de 40 autores, cobrindo um período de 16 séculos.
Esses homens na maior parte dos casos, não se conheciam. Viveram em lugares
distantes de três continentes, escrevendo em duas línguas principais.
III – A aprovação da Bíblia por Jesus.
Inúmeras
pessoas sabem quem é Jesus; crêem que Ele fez milagres; crêem em sua
ressurreição e ascenção, mas... não crêem na Bíblia! Essas pessoas precisam
conhecer a atitude de Jesus quanto à Bíblia. Ele leu-a (Lc 4.16-20); ensinou-a
(Lc 24-27); chamou-a “A Palavra de Deus” (Mc 7.13) e cumpriu-a (Lc 24.44).
IV – O testemunho do Espírito Santo
dentro do crente, quanto a Bíblia.
Em cada pessoa
que aceita Jesus como Salvador, o Espírito Santo põeem sua alma a certeza
quanto à autoridade da Bíblia.
V – O cumprimento fiel das profecias da
Bíblia.
O Antigo
Testamento é um livro de profecias (Mt 11.13). O Novo Testamento, em grande
parte, também o é. As pro fecias sobre o Messias, proferidas séculos antes de
seu nascimento, cumpriram-se literalmente e com toda a precisão quanto ao
tempo, local e outros detalhes. Por exemplo: Gênesis 49.10; Salmos 22; Isaías
7.14; Isaías 53 (todo); Daniel 9.24-26; Miquéias 5.2; Zacarias 9.9 etc. Outro
ponto saliente nas profecias bíblicas é o referente à nação israelita. A Bíblia
prediz sua dispersão, seu retorno, sua restauração e seu progresso material e
espiritual. Exemplos: Levítico 26.14, 32,33; Deuteronômio 4.25-27; 28.15-64;
Isaías 60.9; 61.6; 66.8; Jeremias 23.3; 30.3; Ezequiel 11.17; 36; 37.
Ciro, o
monarca persa, Deus chamou-o pelo nome através do profeta Isaías, 150 anos
antes do seu nascimento! (Is 44.28). Josias, rei de Judá, também foi chamado
pelo nome 300 anos antes do seu nascimento (I Rs 13.2; II Rs 23.15-18).
VI – A influência benéfica da Bíblia
nas pessoas e nações.
O mundo hoje é
melhor devido à influência da Bíblia. Mesmo os próprios inimigos da Bíblia
admitem que nenhum livro em toda história da humanidade teve tamanha influência
para o bem.
VII – A Bíblia é sempre nova e
inesgotável.
O tempo não
afeta a Bíblia. É o livro mais antigo do mundo e ao mesmo tempo o mais moderno.
Em mais de 120 séculos o homem não pôde melhorá-la...A Bíblia nunca se torna um
livro antigo, apesar de ser cheio de antiguidades. Ela é tão hodierna como o
dia de amanhã.
VIII – A Bíblia é familiar a cada povo
ou indivíduo em qualquer lugar.
Através do
mundo inteiro, qualquer crente, ao ler a Bíblia, recebe sua mensagem como se
esta fora escrita diretamente para ele.
IX – A superioridade da Bíblia em
relação aos demais livros, quanto à composição.
É muito
interessante comparar nalguns pontos os ensinos da Bíblia com os de Zoroastro,
Buda, Confúcio, Sócrates, Sólon, Marco Aurélio e muitos outros autores pagãos.
Os ensinos da Bíblia superam os desses homens em todos os pontos imagináveis.
Só dois pontos vamos destacar dessa superioridade.
a. A Bíblia contém mais verdades que
todos os demais livros juntos;
b. A Bíblia só contém verdades.
X – A imparcialidade da Bíblia.
Se a Bíblia
fosse um livro originado do homem, ela não poria a descoberto as faltas dele.
Os homens jamais teriam produzido um livro como a Bíblia, que só dá toda glória
a Deus e mostra a fraqueza do homem (Jó 14; 17.1; 27; Sl 50.21,22; 51.5; I Co
1.19-25).
Só a Bíblia
ensina que o homem está em condições físicas, mentais e morais decadentes e
que, se deixado só, decairá cada vez mais.
Conclusão sobre a origem da Bíblia.
Deus é o único
que pode ter sido o autor da Bíblia, porque:
a. Homens ímpios jamais iriam produzir
um livro que sempre os está condenando.
b. Homens justos e piedosos jamais
cometeriam o crime de escreverem um livro e depois fazerem o mundo crer que
esse livro é obra de Deus.
c. Os judeus – guardiães da Bíblia,
jamais poderiam ser os autores dela, pois ela sempre condena suas
transgressões, pondo seus defeitos a descoberto. Também se eles tivessem podido
mexer nela, teriam apagado todos esses males, idolatrias e rebeliões contra
Deus, nela registrados.
(Extraído da obra: “A Bíblia através
dos séculos”. Autor: Pastor Antonio Gilberto – CPAD . pagns. 31 à 48).
Do vosso conservo em Cristo
- João Augusto de Oliveira