terça-feira, 24 de março de 2020

0 CORONAVÍRUS – O que Deus está tentando nos dizer?




Texto: A voz do Senhor ressoa sobre as águas; o Deus da glória troveja, o Senhor troveja sobre as muitas águas. A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é majestosa. A voz do Senhor quebra os cedros; o Senhor despedaça os cedros do Líbano (Salmos 29:3-5)

Introdução – A praga alcançou o planeta terra em cheio; o nome dela: CORONAVÍRUS. Não sabemos ao certo de onde ela veio nem como chegou tão rápido até nós, mas uma coisa é inegável, ela revelou a nossa fragilidade e total dependência daquele a quem mais desprezamos: DEUS.

Por falar em Deus uma coisa nos chama a atenção nesse momento e é justamente como as pessoas estão propensas a gritar por ele, outras até mesmo a culpa-lo pela praga que os aflige; porém algumas estão esquecendo que há poucos dias, durante a festa de CARNAVAL estavam zombando e fazendo chacota do Senhor Todo Poderoso nesta festa maldita e imunda.

Eu não quero aqui dizer que Deus está se vingando do mundo ou que ele tenciona matar as pessoas para mostrar o seu poder. Mas uma coisa não podemos negar: Nada acontece no mundo sem o controle e a permissão dEle e se o Todo Poderoso que foi tão ofendido pelo ser humano está permitindo que um mal dessa natureza se abata sobre a terra, cabe a nós, suas criaturas, estar com os ouvidos espirituais bem atentos ao que DEUS está tentando nos dizer.

Deus nunca perdeu o controle
Engana-se tremendamente aquele que supõe que o Nosso Deus perdeu o controle da História do mundo, muito pelo contrário, todos os eventos que aqui ocorrem estão devidamente catalogados e controlados por ele desde os céus.

Não sei exatamente qual a origem desse Vírus (Covid 19) e nem quem são os responsáveis “humanos” pela sua disseminação, mas uma coisa sabemos é que estamos enfrentando uma das maiores ameaças à vida e a sobrevivência no nosso planeta. Minha oração é que passado esse “ai” tenhamos aprendido alguma coisa boa como amar de verdade o nosso próximo, a respeitar a Deus e a viver de forma mais humilde.

No último domingo (22 de março de 2020) todos os nossos templos estavam fechados e suas atividades de adoração paradas, uma cena lamentável e muito triste para o nosso país e para as nossas vidas espirituais. 

Vi lágrimas no rosto de muitos crentes que com o coração apertado viram chegar a hora do culto, mas não tinham para onde ir, a não ser a opção de cultuar on-line ou reunir-se em suas casas com dois ou três membros da família e fazer seu próprio culto.

Foi nesse momento que minha ficha caiu e perguntei a Deus: SENHOR o que estás tentando nos dizer? Sim a todos nós, crentes ou não, uma mensagem está reverberando dos céus e parece que estamos off-line, pois a mensagem continua voltando ao remetente.

Vamos procurar entender como igreja e como seres humanos que somos, o que o nosso pai e criador está falando nesse momento.

Conclusão - Você acha pesado o que estamos atravessando? O que será de nosso mundo então quando a Igreja for levada da terra e rebentar o que a Bíblia chama de Grande Tribulação? Onde estaremos ou onde nos esconderemos no dia que Deus autorizar que venha sobre a terra todos os flagelos (abertura de selos, toques de trombetas e o derramamento das taças da ira de Deus) sobre nós, conforme descrito no livro de Apocalipse?

Estamos gemendo agora e com razão, mas e naqueles dias para onde correremos? Somos tão fortes assim que continuaremos a provocar o Deus Todo Poderoso?

Deus nos ajude a ter humildade para pedir perdão e graça para retornar a louvá-lo e o adorar na beleza da sua santidade. A fim de que ele faça cessar essa praga e nos receba como filhos, livrando-nos assim da IRA VINDOURA, pois nela não haverá antídotos, remédios e nem vacinas para nos aliviar.

Deus abençoe a todos e envie o alívio desse mal que aflige a toda a humanidade...

 Do vosso conservo em Cristo,

                       João Augusto de Oliveira




sexta-feira, 13 de março de 2020

0 Reflexão Bíblica – Quando todas estas coisas começarem a acontecer




Texto: Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima (Lucas 21:28)

Introdução – Muitos têm proposto saber os eventos futuros da humanidade e dizendo-se sábios acabam por se tornar loucos, não sabendo o que dizem e fazem.

Momentos críticos como o que estamos a atravessar atualmente em nosso país e no mundo afora, demandam de nós uma análise criteriosa, saudável e acima de tudo bíblica; a fim de evitar extremos negativo e positivo.

Sabemos que vivemos um período de grandes tensões, inclusive internacionais, com o avanço acelerado do coronavirus mundo afora, fechando países, vitimando centenas de pessoas e desestabilizando governos estabelecidos.

SINAIS DOS TEMPOS

Nós que estudamos a Bíblia Sagrada sabemos que estes eventos e outros que ainda virão, foram vaticinados pelos profetas, apóstolos e principalmente pelo senhor Jesus, portanto não nos causa espanto (PÂNICO), mas apenas cautela para evitar contaminação e maiores problemas.

Sabemos que pandemias, levante das nações umas contra as outras, rumores de guerras, tragédias naturais, etc. irão inevitavelmente acontecer, sejam em escalas locais ou mundiais. Cabe tão somente a nós a observação da Palavra de Deus e os cuidados básicos de saúde (higiene pessoal, evitar contato físico na medida do possível, etc.)

Jesus nos advertiu e fez-nos também uma promessa: “Quando estas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai a vossa cabeça...”

Posto tudo isso digo a todos: Olhe para os sinais e glorifique a Deus, pois a sua redenção está próxima. Está chegando o dia em que o Senhor Jesus cumprirá finalmente sua palavra arrebatando a Igreja e levando-a para morar com ele nas mansões celestiais.

Se nada disso estivesse acontecendo teríamos dúvidas sobre o fiel cumprimento das escrituras, mas sendo assim cumpridas as profecias diante dos nossos olhos, somos obrigados a reconhecer que Deus não tarda e nem tosqueneja, quando o que está em jogo é o cumprimento da sua fiel Palavra.

Conclusão – Portanto aguarde em Deus e saiba que nada acontece nesse mundo sem o controle dele e principalmente nenhum mal chega à casa do “salvo” sem que o Senhor tenha permitido.

O que está acontecendo no mundo não é para nos trazer espanto, antes têm o objetivo de nos alertar e alegrar, sabendo que está cada dia mais perto o momento em que finalmente nos reuniremos com ele e o veremos face a face.

Desperte! Acorde! E esteja atento as instruções da Bíblia Sagrada, pois se na tua casa tiver a “marca do sangue”, o anjo da morte não passará perto.
Deus te abençoe e guarde em Cristo Jesus,



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

0 É preciso guardar a lei pra ser justificado diante de Deus?







Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Romanos 3.20


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

0 REVISTA JOVENS 2° TRIMESTRE 2020 - Obediência no Livro de Josué .





Sumário:
Lição 1 – O LIVRO DE JOSUÉ: TEMPO DE CONQUISTAS
Lição 2 – O CHAMADO DE UM LÍDER
Lição 3 – PREPARATIVOS PARA A CONQUISTA
Lição 4 – VENCENDO OS OBSTÁCULOS
Lição 5 – CONFIRMANDO O CONCERTO
Lição 6 – O ENCONTRO COM DEUS
Lição 7 – DERROTANDO O PRIMEIRO INIMIGO
Lição 8 – A BATALHA CONTRA AI
Lição 9 – OS GIBEONITAS ENGANAM JOSUÉ
Lição 10 – AS LUTAS DOS HEBREUS NO TEMPO DA CONQUISTA
Lição 11 – UMA HERANÇA CONQUISTADA PELA FÉ
Lição 12 – AS CIDADES DE REFÚGIO SÃO ESTABELECIDAS
Lição 13 – RENOVANDO A ALIANÇA


Comentarista : Reynaldo Odilo

FONTE:CPAD

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

0 Reflexão – Espírito Santo, o condutor da Obra de Deus




Textos de apoio: Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas necessárias (Atos 15.28)
E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado (Atos 13:2)

Introdução – Com a assunção do Senhor Jesus aos céus, alguns dias após a ressurreição, os discípulos receberam a visitação do Espírito Santo (OUTRO CONSOLADOR), conforme a promessa que lhe havia feito o Mestre. Esse outro semelhante a Jesus veio trazer consolo, revestimento de poder (BATISMO NO ESPÍRITO) e ajudar a direcionar a Igreja de Cristo na terra.

Na verdade, o Espírito Santo tem sido o grande guia da Obra iniciada pelo Senhor Jesus há quase dois mil anos e ouso dizer que essa é a única razão dela ainda não ter sucumbido ao mundanismo, secularismo, etc.

Maravilha-me ler as grandes obras realizadas pelo Espírito através da Igreja com o passar dos séculos. Basta tão somente uma lida na História do Cristianismo e nos deparamos com uma igreja gloriosa e que avança, não obstante às lutas e perseguições ferrenhas de inimigos externos e internos. Ao final desta reflexão citarei algumas obras literárias que o ajudarão a tirar suas próprias conclusões.
Mas não existe algo mais terrível para a Igreja do Senhor Jesus do que quando o homem retira o Espírito Santo da direção da obra e assume-a, levando assim a obra de Cristo por caminhos terríveis e estéreis, assim como também nos mostra a história e o senso comum.

Deixa Deus através do seu Espírito dirigir tua congregação local
Ninguém tem causado mais prejuízo a igreja atualmente do que nós mesmos (os que dizemos fazer parte dela) e alguns que foram escolhidos para liderar (PASTORES). Eu me atrevo a dizer que nem mesmo o comunismo russo, as perseguições na China, os campos de trabalhos forçados da Coreia do Norte ou qualquer outra força externa tem sido mais prejudicial a causa de Cristo na terra do que líderes que se julgam donos do rebanho e senhores de seus próprios feudos, assim retirando à força o Espírito Santo da direção, comprometendo a santidade, a espiritualidade e o crescimento sadio da Igreja.

Nada mais terrível do que o um PASTOR cabeça dura ou arrogante e que se acha o CARA. Age como se fosse o senhor da obra e a dirige totalmente alheio à vontade e direção do Espírito.

Tenho observado nestas últimas décadas da Igreja que têm sido cometidas verdadeiras atrocidades contra o Corpo do Senhor Jesus (A IGREJA) por aqueles que deveriam exatamente lutar por ela.

O Espírito Santo era o guia máximo da Igreja neotestamentária que nada fazia por si só, antes todas as suas decisões eram ordenadas e guiadas pelo Paracleto. Razão esta que justifica os grandes sucessos espirituais e conquistas de almas aos milhões, conforme relata o livro de Atos dos Apóstolos.

Todas as decisões da igreja (evangelização e missões, escolhas de líderes, consagração de diáconos etc.), eram feitas na direção do Espirito. Até mesmo a direção do culto nas congregações locais (ou igrejas nos lares) era feita sobre a vontade e guia do Espírito Santo.

Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós

Essa é na minha opinião a frase mais linda do Livro de Atos acerca da parceria entre o Allos Paracleto (OUTRO CONSOLADOR) e a liderança da igreja de Cristo
.
Hoje em dia infelizmente quem toma as decisões são homens que deixam de lado ou ignoram a vontade do Espírito e fazem da igreja suas propriedades particulares. Convenções que deliberam sem a direção do Espírito, pastores locais que escolhem pessoas para cargos fora da direção do Espírito, cultos em que as próprias oportunidades são dadas fora da direção dele. Onde iremos parar se trabalhamos aquém da vontade e direção do Senhor da obra? Quais serão nossos resultados quando estamos andando na contramão de Deus?

O grande problema é que uma grande maioria de nós e de nossos próprios pastores perderam a direção do céu, não têm mais sensibilidade espiritual para perceber qual o caminho que o Senhor deseja os encaminhar. Antes, ao contrário, preferem fazer escolhas baseadas em amizades ou troca de presentes, sem perceber que estão causando um prejuízo irreparável a causa de Cristo.
Conclusão – Deixe Deus te guiar através do seu Espírito e prepare-se para ver a explosão de salvação de almas, vidas restauradas, pessoas renovadas, obreiros trabalhando satisfeitos e Deus abençoando maravilhosamente o seu ministério.

Meu caro pastor pare de dar ouvidos a vozes estranhas e busque ouvir DEUS através do seu Espírito dizendo a você o que fazer na igreja local, a quem escolher, a quem consagrar, a quem dar oportunidades e só então sentirás que não trabalhas só, pois terás ao teu lado um COMPANHEIRO inseparável e que jamais te deixará.

Deus te abençoe grandemente em nome de Cristo Jesus.

                               João Augusto de Oliveira

OBS: Livros para refletir sobre a grande obra do Espírito Santo na igreja ao longo dos séculos:
1.        História Eclesiástica (Eusébio de Cesareia)
2.        Os pais da Igreja (Hans Von Campenhausem)
3.        História do Cristianismo (Bruce l. Shelley)
4.        A Igreja do século XX – a história que não foi contada (John Walker)




sábado, 1 de fevereiro de 2020

0 Reflexão – Deus está falando, mas quem consegue ouvir?





Surdos, ouvi, e vós, cegos, olhai, para que possais ver (Isaías 42:18)

Introdução – O autor da carta aos Hebreus nos diz que Deus falou antigamente (período do Antigo Testamento) muitas vezes e de muitas maneiras, através dos profetas e que a nós fala através do filho (JESUS CRISTO).

O mesmo Deus continua falando e falará com o seu povo e com o mundo (suas criaturas), seja através da Palavra, dos sinais e de tragédias e catástrofes, que com a permissão dele têm sido um grito da voz do Eterno, na tentativa de chamar homens e mulheres ao arrependimento e a penitência, para que possam livrar-se da IRA VINDOURA.

Mas não obstante às tentativas do Senhor Javé em chamar atenção do ser humano, esse tem ignorado ou até mesmo se feito de surdo ao chamado do Mestre.
Como Deus tem chamado a nossa atenção nestes últimos dias?

Através da Biblia – A palavra de Deus é a expressão máxima da sua voz ao ser humano, pois quando a Bíblia é aberta o próprio Deus está procurando nos dizer algo.
Todos os dias há centenas de pregadores ungidos por Deus com suas Bíblias abertas dizendo ao povo de Deus e a esse mundo perdido que SE ARREPENDAM dos seus pecados e vivam, mas poucos atentam a isso.

Através da transformação de vidas consideradas perdidas – Temos acesso todos os dias a testemunhos de pessoas que estavam mortas espiritual e moralmente, eram consideradas lixo da sociedade (estupradores, assassinos, parricidas, matricidas, etc.) e de repente foram transformadas por Jesus, através de um encontro pessoal e íntimo com o Todo Poderoso.
Mas parece que poucos atentam a isso e muitos tratam tais fatos com desdém, sem perceberem que através deles a voz do Senhor está querendo ser ouvida.

Através da própria ciência – Quantos cientistas da nossa era atual têm mudado seu posicionamento referente a assuntos como a existência de Deus, a realidade do mundo espiritual e o próprio criacionismo frente ao evolucionismo darwinista?
No entanto, nem mesmo isso tem sido suficiente para chamar a atenção de alguns que vivem na desobediência e na rebeldia total a vontade de Deus.

Catástrofes na natureza – Como o homem teima e não dar ouvidos a Deus, ele, pelo seu imenso e grande amor tem permitido catástrofes e desastres para chamar o ser humano ao arrependimento.
Temos observado diariamente várias tragédias naturais, que na verdade são chamados de Deus para nós e não os percebemos (chuvas e destruição em vários lugares, terremotos em escalas cada dia mais elevadas, ondas de calor, erupções vulcânicas, etc.).

Pragas e proliferação de doenças – Estamos presenciando o mundo em estado de alerta diante do CORONAVÍRUS, uma praga que se iniciou na China e vem se alastrando pelo resto do mundo, causando terror e pânico em toda a população mundial.
Não sabemos ainda quais serão as verdadeiras consequências causadas por essa praga, mas a expectativa não é nada boa.
As pessoas falam em prevenção e cuidados e isso com toda certeza devemos ter, mas o certo é que ninguém poderá deter o avanço desse e de outros males que ainda virão, devido a rebeldia e desobediência do ser humano ao seu criador.

Conclusão – Surdo a voz do Senhor o ser humano tem sido assolado por males e catástrofes para acordar e perceber que o fim está próximo. Devemos temer esses males? Claro que sim, mas eles são chamados na Bíblia de PRINCÍPIO DE DORES, dando-nos uma ideia de que o que ainda virá (APÓS O RAPTO DA IGREJA) será tão terrível e absolutamente indescritível, a ponto do evangelista João descrever no livro do Apocalipse, da seguinte maneira:

Então, passaram a berrar para as montanhas e rochedos: “Caiam sobre nós e ocultem-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porquanto, eis que é chegado o grande Dia da ira deles; e quem poderá sobreviver? ”. (Apocalipse 6.16-17 / King James Version).

Medite nestas simples palavras...

               Do vosso conservo em Cristo,

                                                        João Augusto de Oliveira

Acesse e medite com amor e atenção:

O nome de Deus no DNA humano: https://www.youtube.com/watch?v=gybII-Q5abU




05 previsões chocantes para 2020https://www.youtube.com/watch?v=Sb1r5KYFHUo&t=129s



quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

1 Reflexão – A sua Igreja é Bíblica?


Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou cabeça de todas as coisas para a igreja (Efésios 1:22)

Introdução – Vivemos em meio a uma explosão de novos ministérios (IGREJAS) e isso ao invés de ser bom, na verdade tem provocado muita ansiedade e dúvidas naqueles que buscam uma Igreja bíblica para frequentar.

A pergunta que não quer calar é: Minha Igreja é bíblica mesmo? A comunidade evangélica que eu frequento (independente da nomenclatura) está seguindo o que diz às Escrituras?
Podemos e devemos fazer essa pergunta, antes de frequentar uma Igreja com regularidade e a ela confiar a nossa alma. O problema é que muitas pessoas estão mais preocupadas em resolver seus problemas imediatos do que saber se a sua denominação o está conduzindo ao céu.
Falta de conhecimento Bíblico
Faz-se necessário dizer que o fator “desconhecimento das escrituras” tem sido determinante para que pessoas frequentem comunidades que estão totalmente aquém no quesito biblicidade e fiquem durante anos sendo enganadas, até que descubram (talvez tarde) que perderam a sua salvação e se perderam no caminho, por confiar sua fé à uma instituição inescrupulosa e sem respeito às pessoas por quem Cristo morreu.

O profeta Oséias já no seu tempo (cerca de 722 a.C.), afirmava que o povo “perece” por falta de conhecimento. Mesmo após milênios de história nós enfrentamos o mesmo problema, pois as pessoas são negligentes, imprudentes e descuidadas no estudo das coisas de Deus e da sua santa palavra, ficando assim a mercê de piratas da fé, que nada querem senão dominar e enriquecer às custas dos fiéis.

Como saber se sua Igreja é bíblica?

1.    Ela prega as Escrituras em sua totalidade?
Esse é um requisito fundamental de uma igreja, pois sem ele, estamos diante de qualquer coisa menos de uma igreja.

Sua igreja prega a Bíblia? Doutrinas como salvação pela fé em Cristo, santificação pessoal, arrependimento de pecados e mudança de comportamento, novo nascimento, ação do Espírito Santo na igreja hodierna, batismo nas águas por imersão e em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, batismo no Espírito Santo e atualidade dos Dons Espirituais, a volta do Senhor Jesus para buscar a sua igreja e julgar esse mundo perdido, etc. são assuntos fundamentais de uma igreja sadia e que tem como alvo conduzir homens e mulheres aos céus de glória. Agora meu amigo se isso não acontece na sua comunidade (igreja), fique atento, pois alguma coisa pode estar errada.

2.    Sua Igreja evangeliza e faz missões?
Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura (Marcos 16.15). Essa foi a ordem imperativa do Senhor Jesus àqueles que se denominam “cristãos”. Você tem observado isso na sua Igreja? Ela gasta tempo e recursos com a evangelização dos povos? Ela tem cursos de capacitação evangelística e missionária? Ela o incentiva a ser uma testemunha do Senhor Jesus aonde você for?

Você sabia que a evangelização dos povos é a tarefa mais importante da Igreja? Podemos fazer tudo nessa vida, mas se não evangelizamos somos um fiasco como igreja.

Olha que frase interessante do Pastor e Pregador Charles Spurgeon: “Todo cristão é um missionário ou um impostor”.

O que temos sido? O que a sua congregação tem sido? O que você tem sido?

3.    Ela é inclusiva?
Eu não vou advogar que a Igreja deve comungar com erros e pecados de quem quer que seja. Mas o fato é que ela deve ser uma comunidade onde todos são bem recebidos e acolhidos (desviados, hereges, espíritas, homossexuais, etc.).

A igreja não pode ser um tribunal, mas sim deve ser um hospital onde as pessoas cheguem doentes e saiam curadas. Se assim não for, algo está errado e muito errado.

4.    Ela ajuda os necessitados?
Paulo diz que devemos ajudar a todos, mas principalmente os domésticos da fé (Gálatas 6.10).

Fico pasmo quando vejo igrejas onde membros “passam fome” devido a alguma crise financeira, enquanto sua liderança se preocupa em construções, reformas e ostentação. Isso é totalmente antibiblico e anticristão, ou seja, é contra todo o espírito de fraternidade pregada por Jesus e pelos apóstolos no nascedouro da Igreja, de onde alegamos ter vindo.
Não estou dizendo que a Igreja deve ser uma instituição de caridade, pois ela não tem condições financeiras para tal e nem é esse o seu papel, mas deixar membros à deriva, enquanto se prega no altar e defende um amor fingido, desculpe-me, mas isso soa tão hipócrita que acho, nem os fariseus da época de Jesus chegaram a tanto.

Conclusão – Portanto, analise a fundo se a denominação que você frequenta é mesmo bíblica e apostólica, caso contrário o seu caminho pode estar em risco.
Se seguimos o caminho certo chegaremos ao céu, mas se estamos pegando atalhos ou caminhos tortuosos a nossa surpresa pode ser grande ao acordar do outro lado da vida e perceber que pegamos um “trem rumo a uma eternidade sem Deus”.
Medite com calma e amor nestas palavras...

                                        João Augusto de Oliveira

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

0 A Pessoa de Cristo: Sua Humanidade (Doutrina Bíblica) [2/3]





A Humanidade de Cristo

Desde o momento da concepção virginal de Jesus no ventre de Maria, a sua natureza divina foi permanentemente unida à sua natureza humana em uma e a mesma pessoa, o agora encarnado Filho de Deus. A evidência bíblica para a humanidade de Jesus é forte, mostrando-nos que ele possuía um corpo humano, uma mente humana, e experimentou a tentação humana.
Jesus teve um nascimento humano e uma genealogia humana: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gálatas 4.4-5).
Jesus possuía um corpo humano que experimentou crescimento (Lucas 2.40, 52), assim como suscetibilidades físicas, a exemplo de fome (Mateus 4.2), sede (João 19.28), cansaço (João 4.6) e morte (Lucas 23.46).
Como um homem velho, o apóstolo João ainda estava maravilhado ante o fato de que a ele fora dado experimentar Deus o Filho em carne. Como uma criança exultante, ele continua repetindo para si mesmo à medida que descreve a encarnação:
O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada), o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. (João 1.1-3)
João sabia acerca da encarnação há mais de 50 anos quando escreve essa carta, mas, ainda assim, ele escreve com maravilhado assombro à medida que reflete sobre o caminhar nas praias da Galileia, pescar, comer, rir e ter os seus pés lavados por um carpinteiro que era Deus em carne!
Jesus continua a ter um corpo físico em seu estado ressurreto, e ele esforçou-se sobremaneira para assegurar que os seus discípulos entenderiam isso: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lucas 24.39; cf. Lucas 24.42; João 20.17, 25-27). Após a sua ressurreição, Jesus voltou para o Pai, ascendendo em seu corpo divinamente reanimado perante os olhos maravilhados dos seus discípulos, assim testificando a sua plena e contínua humanidade física (Lucas 24.50-51; Atos 1.9-11). A ascensão tem sido incluída em cada credo relevante da igreja porque ela ensina a completa e permanente humanidade de Jesus como o único mediador entre Deus e o homem.
Jesus tinha uma mente humana, a qual, segundo a vontade do Pai, possuía limitações em conhecimento: “Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai” (Marcos 13.32). A sua mente humana crescia e amadurecia em sabedoria (Lucas 2.52), e ele até mesmo “aprendeu a obediência” (Hebreus 5.8-9). Dizer que Jesus “aprendeu a obediência” não significa que ele se moveu da desobediência para a obediência, mas que ele cresceu em sua capacidade de obedecer à medida que suportou os sofrimentos.
Jesus experimentou tentação humana: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hebreus 4.15; cf. Lucas 4.1-2). Embora Jesus tenha experimentado toda sorte de tentação humana, ele nunca sucumbiu ao pecado (João 8.29, 46; 15.10; 2Coríntios 5.21; Hebreus 7.26; 1Pedro 2.22; 1João 3.5).
Jesus praticava disciplinas espirituais. Ele regularmente orava com paixão (Marcos 14.36; Lucas 10.21; Hebreus 5.7), adorava nos cultos na sinagoga (Lucas 4.16), lia e memorizava a Escritura (Mateus 4.4-10), praticava a disciplina da solidão (Marcos 1.35; 6.46), observava o Shabbath (Lucas 4.16), obedecia às leis cerimoniais do AT (João 8.29, 46; 15.10; 2Coríntios 5.21; Hebreus 4.15), e recebia a plenitude do Espírito (Lucas 3.22; 4.1). Essas atividades religiosas eram desempenhadas com diligência (Hebreus 5.7) e habitualidade (Lucas 4.16) como os meios de um processo de crescimento espiritual verdadeiramente humano.
Dada a natureza divina de Jesus, a normalidade da maior parte de sua vida terrena é surpreendente. Aparentemente, Jesus passou os primeiros 30 anos de sua vida em relativa obscuridade, fazendo trabalhos manuais, cuidando de sua família e sendo fiel em qualquer coisa que o seu Pai o chamasse a fazer. Em seu ministério público, Jesus operou sinais miraculosos e dispensou ensino autoritativo que poderia vir apenas de Deus, e isso foi chocantemente ofensivo para as pessoas de sua cidade natal, as quais viam a simplicidade e humildade de Jesus como incompatíveis com a sabedoria e o poder messiânicos:
“E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto? E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa” (Mt 13.54-57).
Jesus não deixou de ser plenamente humano após a ressurreição. Ele será homem eternamente, à medida que ele representa a humanidade redimida por toda a eternidade (Atos 1.11; 9.5; 1Coríntios 9.1; 15.8; 1Timóteo 2.5; Hebreus 7.25; Apocalipse 1.13).

Implicações da Humanidade de Cristo

É evidente que os homens têm sido continuamente pecaminosos desde a queda. Portanto, é fácil assumir que ser pecaminoso é uma parte essencial e necessária de ser um “ser humano”. Mas isso não é verdade. Jesus era humano e, ainda assim, ele não pecou. O fato de que ele se tornou homem revela a natureza da verdadeira humanidade. A sua humanidade nos dá um vislumbre de como seria a nossa humanidade, caso ela não houvesse sido manchada pelo pecado. Ele nos mostra que o problema com a humanidade não está em sermos humanos, mas em sermos caídos. A natureza humana de Jesus mostra o potencial da humanidade tal como Deus intencionou. Essa demonstração da humanidade sem pecado reafirma a declaração de Deus de que a criação em todas as suas dimensões originais (material e espiritual), incluindo a humanidade, é, por definição divina, muito boa (Gênesis 1.31).
A humanidade de Jesus habilita a sua obediência representativa em nosso favor. “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos” (Romanos 5.18-19). Porque Jesus é verdadeiramente humano, a sua vida perfeita de obediência e triunfo sobre todas as tentações – culminando em sua perfeita morte substitutiva – pode tomar o lugar da rebelião e do fracasso humanos.
Por causa da humanidade de Jesus, ele pode verdadeiramente ser um sacrifício substitutivo pela raça humana. “Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo” (Hebreus 2.17). Um homem morreu na cruz quando Jesus morreu, e a sua morte verdadeiramente é a expiação pelo pecado de seres humanos, de cuja natureza ele participou.
A humanidade de Jesus faz dele o único mediador eficaz entre Deus e o homem: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Timóteo 2.5). As naturezas divina e humana de Jesus o habilitam a se colocar na brecha entre homens caídos e um Deus santo.
A humanidade de Jesus o habilitou a tornar-se um Sumo Sacerdote empático, que experiencialmente entende a difícil condição da humanidade em um mundo caído: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4.15-16; cf. Hebreus 2.18).
A humanidade de Jesus significa que ele é um verdadeiro exemplo e modelo para o caráter e a conduta dos homens. “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (1Pedro 2.21; cf. 1João 2.6).

Erros Históricos Acerca da Humanidade de Cristo

Uma heresia do segundo século chamada docetismo negava a verdadeira humanidade de Cristo. O docetismo (do verbo grego dokeō, “aparentar, parecer-se com”) baseava-se nas pressuposições do gnosticismo, o qual sustentava uma dicotomia radical entre os reinos físico e espiritual, bem como uma visão muito negativa da ordem física como sem valor e desprezível. Essas crenças conduziram a uma negação de que houvesse qualquer substância física real na humanidade de Jesus. A cristologia docética ensinava que a humanidade física de Jesus era apenas uma ilusão; uma de suas afirmações era que “quando Jesus caminhava na praia, ele não deixava pegadas”. O docetismo tem efeitos devastadores sobre uma correta visão de Cristo, da salvação, da revelação e da criação. Nessa perspectiva, Cristo não representa a humanidade em sua obra expiatória, tampouco nos revela Deus em forma humana. Tal ensino também destrói uma visão biblicamente positiva da criação, conduzindo a uma perspectiva negativa ou indiferente acerca da vida no corpo. O NT refuta as sementes do que viria a se tornar o gnosticismo, com a sua visão docética de Cristo. João condena severamente qualquer visão que negue a humanidade plena, física de Cristo: “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” (1João 4.2).
apolinarianismo foi outra heresia primitiva que negava a humanidade plena de Cristo. Apolinário (século IV d.C.) acreditava que os seres humanos possuíam corpos, almas animais e espíritos racionais. Ele ensinava que o logos divino em Cristo tomou o lugar do espírito racional presente nos homens. Essa visão foi refutada de modo bem-sucedido no quarto século por Gregório de Nisa e Atanásio, bem como rejeitada no Concílio de Constantinopla em 381 d.C.. O concílio demonstrou que se Jesus fosse apenas, digamos, dois terços humanos, a plena redenção de pessoas plenamente humanas não seria possível. Na citação célebre de Gregório, “aquilo que Ele não assumiu Ele não curou; mas aquilo que está unido à Sua Divindade também está a salvo”. Jesus deveria assumir cada elemento da natureza humana a fim de redimir completamente a humanidade.
Essas duas heresias ensinam os crentes a apreciarem a importância da humanidade de Cristo, bem como proporcionam uma lição acerca do método teológico. Ambas essas visões se aproximam da Bíblia com pressuposições acerca da humanidade e conformam o ensino bíblico a elas, ao invés de permitirem que a Escritura governe todas as coisas, incluindo as pressuposições. O método teológico evangélico deve sempre permitir que o ensino da Escritura molde as conclusões teológicas, ao invés de distorcer o seu ensino com base em assunções estranhas a ela. Inúmeros erros teológicos tem ocorrido pela imposição de ideias humanas à Bíblia.
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

0 A Pessoa de Cristo: Sua Divindade (Doutrina Bíblica) [1/3]







Quatro declarações devem ser compreendidas e afirmadas a fim de se obter uma imagem completamente bíblica da pessoa de Jesus Cristo:
1. Jesus Cristo é plena e completamente divino.
2. Jesus Cristo é plena e completamente humano.
3. As naturezas divina e humana de Cristo são distintas.
4. As naturezas divina e humana de Cristo estão completamente unidas em uma pessoa.

A Divindade de Cristo

Muitas passagens da Escritura demonstram que Jesus é plena e completamente Deus:
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. […] E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. (João 1.1,14)
Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou. (João 1.18)
Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu! (João 20.28)
[…] deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém! (Romanos 9.5)
Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens […] (Filipenses 2.5-7)
[…] aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus […] (Tito 2.13)
Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder […] (Hebreus 1.3)
[…] mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; […] Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos […] (Hebreus 1.8,10)
Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo […] (2Pedro 1.1)

O Entendimento de Jesus Acerca da Sua Própria Divindade

Embora as passagens citadas acima claramente ensinem a divindade de Cristo, essa verdade é frequentemente desafiada. Alguns dizem que Jesus jamais reivindicou ser Deus e que tais versículos foram escritos por seus discípulos, que o divinizaram por causa do impacto que ele causara em suas vidas. Jesus, é dito, via a si mesmo tão somente como um grande mestre moral semelhante a outros líderes religiosos. Todavia, o entendimento de Jesus acerca da sua própria divindade nos Evangelhos não dá suporte a essa perspectiva. Ele claramente via a si mesmo como Deus. Isso pode ser visto primariamente de seis maneiras.
1. Jesus ensinava com autoridade divina. Ao final do sermão do monte, “estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mateus 7.28-29). Os mestres da lei no tempo de Jesus não tinham qualquer autoridade própria. A sua autoridade vinha do seu uso de autoridades anteriores. Mesmo Moisés e os demais profetas do AT não falavam por sua própria autoridade; antes, diziam: “Assim diz o Senhor”. Jesus, por outro lado, interpreta a lei dizendo: “Ouvistes o que foi dito aos antigos. […] Eu, porém, vos digo” (ver Mateus 5.22, 28, 32, 34, 39, 44). Essa autoridade divina é demonstrada com surpreendente clareza quando ele fala de si mesmo como o Senhor que julgará toda a terra e dirá aos ímpios: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade” (Mateus 7.23). Não é de admirar que as multidões estavam maravilhadas ante a autoridade com a qual Jesus falava. Jesus reconhecia que as suas palavras carregavam o peso divino. Ele admitia a autoridade permanente da lei e punha suas palavras no mesmo nível dela: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mateus 5.18); “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mateus 24.35).
2. Jesus tinha um relacionamento único com Deus o Pai. Quando era um jovem menino, Jesus se assentou com os líderes religiosos no templo, maravilhando as pessoas com as respostas que dava. Quando seus pais distraídos finalmente encontraram o seu adolescente “perdido”, ele respondeu dizendo: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” (Lucas 2.49). A referência de Jesus a Deus como “seu Pai” é uma declaração radical do relacionamento único, íntimo com Deus, acerca do qual ele já tinha plena consciência. Uma afirmação semelhante feita por um indivíduo não tinha precedentes na literatura judaica. Jesus ainda levou esse tratamento pessoal singular a um outro nível ao dirigir-se a Deus o Pai usando a afetuosa expressão aramaica “Abba”.
3. A maneira preferida de Jesus referir-se a si mesmo era o título Filho do Homem. A expressão “um filho de homem” podia significar simplesmente “um ser humano”. Mas Jesus referia-se a si mesmo como o Filho do Homem (sugerindo o singular, bem-conhecido Filho do Homem), o que indicava que ele via a si mesmo como o Filho do Homem messiânico de Daniel 7, o qual haveria de governar o mundo inteiro por toda a eternidade:
Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído. (Daniel 7.13-14)
Jesus estabelece a sua autoridade divina como o glorioso Filho do Homem messiânico ao declarar que ele tem o poder de perdoar pecados e que é o senhor do Shabbath: “Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa” (Marcos 2.10-11); “E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Marcos 2.27-28).
4. O ensino de Jesus enfatizava a sua própria identidade. Jesus veio ensinando o reino de Deus, no qual ele é o Rei. O seu ensino lidava com muitos tópicos, mas era, sobretudo, acerca de si mesmo que ele ensinava. A sua pergunta aos discípulos, “Quem dizeis vós que eu sou?” (Mateus 16.15), é a questão primordial do seu ministério.
5. Jesus aceitou adoração. Talvez a mais radical demonstração da certeza de Jesus quanto à sua divindade estava no fato de que, ao ser adorado, como às vezes ele foi, ele aceitava tal adoração (Mateus 14.33; 28.9,17; João 9.38; 20.28). Se Jesus não acreditasse que ele era Deus, ele deveria ter veementemente rejeitado ser adorado, como Paulo e Barnabé fizeram em Listra (Atos 14.14-15). O fato de um judeu monoteísta como Jesus aceitar adoração de outros judeus monoteístas mostra que Jesus estava consciente de possuir uma identidade divina.
6. Jesus se igualou ao Pai, e como resultado disso os líderes judeus acusaram-no de blasfêmia:
Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. (João 5.17-18)
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU [uma clara alusão ao nome sacro e divino de Yahweh; cf. Êx 3.14]. Então, pegaram em pedras para atirarem nele; mas Jesus se ocultou e saiu do templo. (João 8.58-59)
Eu e o Pai somos um. Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar. […] Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. (João 10.30-33)
Ele, porém, guardou silêncio e nada respondeu. Tornou a interrogá-lo o sumo sacerdote e lhe disse: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu [uma referência a Daniel 7; ver ponto 3]. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: Que mais necessidade temos de testemunhas? Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o julgaram réu de morte. (Marcos 14.61-64)

Implicações da Divindade de Cristo

Porque Jesus é Deus, as seguintes coisas são verdadeiras:
1. Deus pode ser conhecido definitiva e pessoalmente em Cristo: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (João 1.18); “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.9).
2. A redenção é possível e foi realizada em Cristo: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Timóteo 2.5).
3. No Cristo ressurreto, assunto e entronizado nós temos um Sumo Sacerdote que simpatiza conosco que tem um poder infinito para suprir nossas necessidades: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hebreus 4.15).
4. Adoração e obediência a Cristo são apropriadas e necessárias.

Erros Históricos Acerca da Divindade de Cristo

A mais antiga e radical negação da divindade de Cristo é chamada ebionismo ou adocionismo, a qual foi ensinada por uma pequena seita judaico-cristã no primeiro século. Eles acreditavam que o poder de Deus veio sobre um homem chamado Jesus para habilitá-lo a cumprir o papel messiânico, mas que Cristo não era Deus. Uma heresia cristológica posterior e mais influente foi o arianismo (início do século IV), o qual negava a natureza eterna e plenamente divina de Cristo. Ário (256-336 d.C.) acreditava que Jesus era o “primeiro e maior dos seres criados”. A negação ariana da divindade plena de Jesus foi rejeitada pelo Concílio de Nicéia em 325. Naquele concílio, Atanásio demonstrou que, segundo a Escritura, Jesus é plenamente Deus, sendo da mesma essência do Pai.
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