sexta-feira, 4 de agosto de 2017

0 REFLEXÃO BÍBLICA – Apologia ou discussões inúteis?






Fique longe das discussões tolas e sem valor, pois você sabe que elas sempre acabam em brigas (2 Timóteo 2.23 / NTLH)

Evite as controvérsias tolas e fúteis, pois você sabe que acabam em brigas (2 Timóteo 2.23 / NVI)

E rejeita as questões insensatas e improdutivas, sabendo que geram apenas discussões (Timóteo 2.23 / KJV).

Discussão - Desentendimento; ação de defender uma opinião contrária à outra. Debate; conversa polêmica em que cada pessoa é responsável por defender seu ponto de vista: discussão em sala de aula. Análise detalhada feita de modo a demonstrar os prós e os contras de um assunto, um problema, uma teoria, uma questão etc.: problemas em discussão. Ação ou efeito de discutir, de examinar, de contestar. (Dicionário On-Line / https://www.dicio.com.br/discussao/)

INTRODUÇÃO – Normalmente gostamos de defender nossos pontos de vista bíblicos (teológicos) contra os pontos de vista alheios e eu não quero aqui dizer que isso é errado, pois afinal a própria Bíblia exorta-nos a fazer “apologia” da nossa fé diante dos ataques sectários de adeptos de seitas demoníacas.

Porém devemos fazer isso com amor, humildade e acima de tudo com um claro objetivo: levar os discordantes ao conhecimento claro e inequívoco de Cristo e da Salvação oferecida no calvário. Quero dizer que nossa apologia deve ser feita pelas razões e motivações corretas, caso contrário, melhor é ficarmos calados.

APOLOGIA OU DISCUSSÕES INUTEIS? Todo mundo ultimamente é apologista. Esse é o triste quadro que se pinta diante de nós, contudo muitos desses não passam de tagarelas, provocadores de contendas e discussões inúteis. O pior é que muitas dessas discussões são orquestradas por assuntos totalmente triviais.

Já vi irmãos em Cristo, bons crentes, discutindo sobre assuntos tão irrelevantes que confesso,  dei gargalhadas (às escondidas, é claro) do assunto em pauta. E esses irmãos estavam quase a ir as vias de fato por causa de assuntos tão sem importância. Quando fazemos isso na verdade estamos dando lugar ao Diabo para maldizer a nossa vida (e automaticamente a Igreja) por causa da nossa carnalidade.

Se o assunto discutido é “ponto essencial da Doutrina Cristã” ´- Claro que devemos defendê-lo a qualquer custo, mas com mansidão e temor (1Pedro 3.15). Pois o nosso objetivo não é simplesmente ganhar um “debate teológico”, senão, ganhar uma alma duvidosa para Cristo, esclarecendo-lhe o verdadeiro caminho a seguir.

Tristemente tenho observado que nestes últimos dias as pessoas querem debater acerca de tudo o que diz respeito à Bíblia e a Teologia, mas poucos estão realmente interessados em obedecer a Palavra de Deus. 

Discutem, debatem, rebatem unicamente com o objetivo que ganhar a peita, mas não têm em mente a Glória de Cristo e a salvação de uma alma. ISTO ESTÁ ERRADO!

CONCLUSÃO - Acredito que a maior apologia que podemos e devemos fazer a este mundo perdido está exatamente no “viver o verdadeiro Evangelho”. De nada adianta apresentar razões teológicas, sociológicas, jurídicas, filosóficas etc. para convencer o contraditor. Se não damos ao mundo um testemunho de verdadeiro crente (vivendo de forma a não dar escândalo algum ao Evangelho que defendemos) não passamos de hipócritas e seremos tão rejeitados pelo Senhor como os hereges a quem estamos tentando convencer.

Pense nisso,

                      João Augusto de Oliveira

domingo, 30 de julho de 2017

0 REFLEXÃO BÍBLICA - Confrontar o erro é “julgar erradamente o próximo”?





Não julgueis de acordo com a aparência, mas decidi com justos julgamentos.” Jesus é o Messias! (João 7.24 – King James Version)

24 Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos" (João 7.24 – NVI)

INTRODUÇÃO – A frase “não julgueis” tornou-se hoje em dia um jargão comum, citado por pessoas de todas as classes e credos para justificar a liberação de todos os tipos de erros e pecados.

As pessoas estão acostumadas a andar em todos os caminhos erroneos e quando confrontadas com seus erros tentam se justificar citando esse versiculo fora do seu contexto , como se a Bíblia fosse muleta para apoiar pecados e iniquidade alheia.

Mas podemos ou não podemos julgar? Quando apontamos desvios doutrinários e pecados manifestos contra a Bíblia e a Santidade de Deus estamos julgando as pessoas? Devemos silenciar diante do pecado dos outros em nome do amor fraternal?

NÃO JULGEIS –  Quando vemos pessoas que fingem ser cristãs, mas vivem chafurdando na lama do pecado (prostituição, pornografia, adultérios, corrupção, etc.)  e dizemos à elas que se não deixarem de praticar o mal e desagradar a Deus serão condenadas, não as estamos julgando erradamente, apenas sendo realistas de acordo com a vontade de Deus.

O próprio Senhor Jesus não suportou a falsidade (hipocrisia) dos fariseus que recitavam a lei, diziam conhecer a lei, interpretavam a lei, mas não obedeciam a mesma lei. De nada adianta conhecer a Bíblia de forma exegética, apologética, devocional, etc., mas não obedecer o que nela está escrito.

Quando apontamos erros e desvios doutrinários a luz da Bíblia não as estamos julgando -  mas sendo honestos com elas e não querendo que se percam, senão que venham a arrepender-se.
Porém é verdade o que diz Paulo que devemos tomar muito cuidado para não sermos condenados naquilo que apontamos nos outros: “ Portanto, você, que julga, os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas.” (Romanos 2.1)

Amor fraternal ou mesmo ágape não consiste em amenizar erros alheios ou passar mão no pecado dos outros, mas DENUNCIÁ-LOS- Aquele que deixa de apontar erros e repreender os que vivem na prática do pecado não os ama, antes engana-os e engana-se a si mesmo.
Ver pessoas vivendo de forma totalmente irregular com Deus e deixar de alertá-las, não ajuda em nada, pelo contrário, contribui com a condenação destas, pois nos torna cumplices daquilo que não denunciamos.

CONCLUSÃO – Viva de forma correta para não ser condenado naquilo que aponta, mas não deixe de denunciar o pecado de forma veemente e intrépida, onde quer que ele se encontre; seja no pedreiro, pintor, vigilante ou até mesmo no rico, formado e doutor na igreja. Pois para Deus não há acepção de pessoas e Ele julgará a cada um de acordo com as suas obras indepentente da sua posição social ou formação acadêmica.

 Pense nisso,

                         Bom domingo e boa semana a todos.

                                  João Augusto de Oliveira

quinta-feira, 27 de julho de 2017

0 Perguntas que aniquilam o aniquilacionismo



As Testemunhas de Jeová e os adventistas do Sétimo Dia, bem como alguns outros grupos, não aceitam a vida após a morte (doutrina mortalista) nem a existência do inferno eterno (pregam o aniquilacionismo). A seguir, porém, você encontra 57 perguntas que mostram a falta de base bíblica da doutrina mortalista e do aniquilacionismo dessas seitas.
1- Explique-nos porque Jesus diz que para Judas era melhor não ter nascido (Mc 14,21). Por que melhor não ter nascido, se, segundo os mortalistas, ele apenas voltará ao estado de inexistência? Voltar ao estado de inexistência de antes de nascer não tem diferença de nunca ter nascido. Não acha?
2- Sendo que na morte não existem nem corpo nem alma, o que ressuscitará? O que será restaurado no corpo ressuscitado se não sobrou nada? Não percebem que negando a vida póstuma caem no erro dos saduceus, isto é, passam a negar a própria ressurreição? De fato, negando a imortalidade da alma, os mortalistas não creem na ressurreição, mas sim numa recriação.
3- Segundo vocês, tudo morre, alma e corpo. Se a alma morre, juntamente com o corpo, nada sobra da pessoa original. Quando Deus nos ressuscitar, na verdade não seremos a mesma pessoa, seremos apenas “clones” do que fomos, mas nunca os originais. Isso mostra que a esperança de vocês, de encontrarem parentes e amigos na ressurreição, é pura fantasia! Se não existe nada vivo do original, não tem como restaurar (ressuscitar) a pessoa, será apenas um NOVO ser com as características anteriores. Como explicar isso? Na verdade, para vocês não existe ressurreição, mas sim RECRIAÇÃO. Logo, vocês estão tão equivocados quanto os saduceus. Iguais a eles, negam a ressurreição, mudando apenas a roupagem.
4- Se houvesse de fato sono da alma, Cristo teria passado três dias sem ser Deus, pois estaria dormindo! E Deus teria definitivamente sumido, ao menos durante três dias. Pode Deus chegar a um estado de inexistência?
5- Paulo falou de um homem que foi arrebatado ao céu no corpo ou fora do corpo, mostrando assim a possibilidade de tanto no corpo como no espírito dele ter ido ao Céu! (2Cor 12,2). Que parte “fora do corpo” poderia existir para possibilitar Paulo a ir ao céu? Se não há a alma, algo imaterial no homem, como poderia Paulo supor que poderia ir ao céu “fora do corpo”? Poderia serem as tripas, a cabeça ou outra parte do corpo? O apóstolo evidentemente admitiu a hipótese de a alma retirar-se do corpo, pois não sabe ao certo se o corpo ficou na terra, como que morto, enquanto seu espírito estava no paraíso, ou se ele, por inteiro, foi arrebatado.
6- Considerando que defendem a total extinção dos ímpios, perguntamos: “Por que Deus tiraria os ímpios de suas sepulturas (Ap 20.5) para em seguida aniquilá-los? Eles já não estão mortos? Não já estão aniquilados? Não parece isso irracional?
7- Por que em todos os casos em que a Escritura Sagrada usa a expressão “Em verdade te digo”, os mortalistas põem a pontuação no lugar em que todos colocam (logo após a expressão), mas somente em Lc 23,43 é que mudam?
8- Por que Cristo acrescentaria desnecessariamente a palavra HOJE, em Lc 23,43, se ele estava falando exatamente naquele dia? E se considerarmos que ele estava morrendo drasticamente, cheio de dores, como usaria uma palavra óbvia e inútil?
9- Por que Daniel (12.2) afirma que os ímpios ressuscitarão para “a vergonha eterna”? Por que vergonha, se serão aniquilados? Como alguém aniquilado terá vergonha, e, mais ainda, eterna?
10- Segundo Mt 10.28, o que é que o homem não pode matar? Por que Jesus afirma nesse texto que a alma não morre na primeira morte? Como a alma pode escapar da morte, se segundo os mortalistas, o homem não possui nada em si que tenha sobrevivência póstuma?
11- Se alma aqui é uma “potência de vida eterna”, os discípulos para os quais Jesus falou essas palavras precisaram fazer todo esse longo raciocínio a fim de concluírem isso? Se alma aqui não é mesmo alma, então, corpo também não é corpo? Por que mudar o sentido de alma e não o de corpo? Não estão no mesmo contexto? Vocês têm certeza de que uma pessoa qualquer iria chegar a esse raciocínio tão complicado de vocês sobre o sentido de alma aí, lendo sozinho as Escrituras? Isso tudo não contraria o princípio da clarividência das Escrituras, tão defendido por vocês? Mais: esse sentido de alma como “potência de vida eterna” era comum na época de Jesus, ou é um sentido moderno, dos nossos dias? Se for daquela época, vocês podem nos dar um exemplo de alma com esse sentido fora esse texto de Mt 10.28? Ainda: O que significa a expressão “matar a alma”? O texto não está claramente dizendo que o homem não pode matar a alma? Por que os mortalistas se utilizam desse texto para afirmarem que a alma morre, se segundo eles o texto não fala de alma, mas sim de “potência de vida eterna”?
12- Ainda sobre Mt 10.28: “Quais destes dois é pior: o aniquilamento ou o sofrimento eterno no inferno?” O sofrimento eterno no inferno é infinitamente pior do que o aniquilamento, não é?. Pois bem: “Qual desses dois faria qualquer homem (cristão ou não) tremer de medo? o risco de ser aniquilado (aqui a pessoa deixa literalmente de existir) ou o de sofrer eternamente no inferno (aqui a pessoa continua existindo)?” Logicamente que é o risco de uma pessoa ser lançada no inferno, concorda? Sofrer eternamente é muito pior do que o risco de ser aniquilado, já que o aniquilamento instantaneamente, num piscar de olhos, põe um fim literal e irrecuperável na existência humana. Sendo assim, qual o sentido de apollumi (perecer) em Mt 10,28? Jesus diz aí que o castigo infligido por Deus é infinitamente pior do que a morte do corpo que os homens podem aplicar. Porém, se apollumi aqui é “aniquilar” (ou seja, o aniquilado não sente mais nada, já que ele não mais existe), então como que esse aniquilamento feito por Deus pode ser pior do que a morte do corpo que os homens podem fazer? Se a pessoa aniquilada não mais existe, então que diferença há em morrer nas mãos dos homens ou nas mãos de Deus? Por que Jesus diria que ser destruído nas mãos de Deus é pior que ser destruído nas mãos dos homens? Não dá tudo no mesmo? De qualquer forma o homem não volta ao estado de inexistência?
13- O verbo “exterminar” no grego é “apokteinõ” e aparece em Mt 10.28 referente ao corpo. Mas por que o evangelista Mateus quando fala na “morte da alma” mudou o verbo para “apollumi” (que em vários contextos bíblicos significa apodrecer, arruinar-se, sofrer, padecer- Rm 14.15; 1Co 8.11)? E por que Lucas (12.4.5) complicou mais ainda colocando o verbo grego “lançar” em vez de “exterminar”?
14- Teria Jesus cometido o deslize de causar tremenda confusão entre as gerações futuras ao dizer que três almas – Abraão, Lázaro e o rico – em Lc 16.19-31, haviam se separado do corpo, na morte, e estavam, conscientes, em seus devidos lugares, mesmo sabendo que a alma morre com o corpo? Não acham improvável? Sejam diretos e claros, vocês dariam uma ilustração doutrinária baseados numa crença que vocês rejeitam?
15- Os aniquilacionistas utilizam-se da palavra “destruição” para supor a morte da alma. Mas, por que tal palavra no grego (apollumi) em muitos contextos bíblicos significam apenas apodrecimentos, ruína, mas não aniquilamento total (Ex: Mt.9.17-18; Lc 5.37; 15.4.6.24; Jo 6.27; 1Pe 1.7)? E quem disse aos aniquilacionistas que destruição significa necessariamente aniquilação? Em Jó 19.10, por exemplo, Jó diz que ele é demolido, mas nem por isso tal palavra significa aniquilamento. Em Hb 2.14, diz a Sagrada Escritura que na sua morte Jesus “destruiu” o demônio, mas evidentemente ele ainda está vivinho da silva. Não dá para perceber que assim como os alimentos perecem (Jo 6.27, mas a matéria não é aniquilada), assim como os odres perecem (apollumi – Mt 9.17-18), ESTRAGAM-SE mas não são aniquilados, assim também os ímpios perecem, mas não são aniquilados (Mt 24.51)? A destruição dos maus obviamente é uma destruição moral, é uma decadência, uma ruína, mas jamais aniquilamento, jamais é volta à inexistência.
16- Se morte é necessariamente aniquilamento, por que a palavra grega para morte é “thanatos” e significa “separação”? Veja exatamente essa palavra grega usada em Lc 15.24.32, por exemplo, não significando aniquilamento, mas exatamente separação.
17- Se os maus serão exterminados, por que Jesus falou em “castigo eterno” em Mt 25.46? Se a palavra “eterno” para os maus aí significa apenas um tempo indeterminado, por que a mesma palavra grega também não significa isso para os salvos? Não está a mesma palavra grega no mesmo versículo? Não é exatamente o contexto que determina o sentido de uma palavra? E por que a palavra grega para “castigo” aí (kolazo) e o seu verbo correlato, aparece mais 2 vezes no NT e tem somente o significado de “castigar” ou “castigo” (At 4.21; 2Pd 2.9; 1Jo 4.18)?
18- Se não existe alma, por que em Mt 10.28 Cristo a distingue do corpo e Lc 12.4.5 substitui a expressão “corpo e alma” por “pessoa”? Não dizem os mortalistas que alma é apenas a pessoa? Por que, então, Lucas entendeu pessoa como um composto de corpo e alma?
19- Se haverá aniquilamento total da pessoa, por que Lc 12.4.5 entendeu o verbo “perecer” de Mt 10.28 como “lançar”, em vez de “destruir”?
20- Se “Cheol” ou “Hades” é apenas a sepultura, então:
a) Por que Jesus fez uma ilustração usando o termo grego “hades” como um lugar de vida (Lc 16.19-31)? Por acaso uma parábola tem o poder de mudar o sentido das palavras?
b) Por que o hebraico e o grego têm palavras próprias para sepultura (QEVER, no hebraico; e MNEMEION no grego)?
c) Por que Jacó imaginou o Cheol como algo diferente de sepultura em Gn 37.35.36?
c) Por que Jonas achou possível gritar do cheol (Jon 2.2)?
21- Se a expressão “dormir” na Bíblia significa mesmo inconsciência, então, “descansar” também (Hb 4.1)? Estarão os salvos inconscientes e para sempre juntos de Deus? Por que, também, a Escritura Sagrada só usa as palavras “dormir” e “descanso” referentes às pessoas de Deus? Não dá para perceber que tais palavras se referem à felicidade eterna, sem negar a vida póstuma? Não dá para perceber que tais palavras pretendem contrapor-se àquelas referentes ao destino dos maus como “castigo, choro e ranger de dentes, suplício”? São Paulo não afirmou que o estado de sono nos isole de Deus. Veja 1Ts 5.10.
22- Se Geena é um mero símbolo de destruição eterna, por que, então, em Mc 9.47.48 Cristo diz que é pior parar na Geena com o corpo inteiro? Se Geena é mesmo um lugar de destruição, que diferença faria ir para lá faltando algum membro do corpo ou com ele completo?
23- De onde Jesus tirou a concepção sobre uma Geena? Da cultura judaica? Então, se para Jesus, Geena é um mero símbolo de destruição, por que Ele usa essa palavra como equivalente de castigo eterno e de lugar onde há choro e ranger eterno de dentes (Mt 12.42)? Além disso, por que em todas as literaturas judaicas antigas, da época de Cristo, sempre mostram tal lugar como equivalente a um lugar de eterno sofrimento, em vez de significar destruição?
24- Se Ecl 9.5,10 é mesmo prova de que não há vida pós-morte, então, tal passagem também prova que não há ressurreição e que bons e maus terão o mesmo destino, uma vez que tal texto diz que bons e maus têm o mesmo destino e que não há mais esperança alguma para eles (Ecl 9.2,5,10)?
25- Por que a Escritura fala em sofrimento eterno (Mt 25.46), prisões eternas (2Pd 22.4), fogo que não se apaga (Lc 3.17), perdição eterna (2Ts 1.8.9), tormento eterno (Apc 14.11; 20,10), não terão descanso algum nem de dia nem de noite (Apc 14.11)? Seu verme não morre e o seu fogo não se apaga (Mc 9.47-49)? Por que essa insistência em eternidade, se os maus serão destruídos? Se objetarem que o termo “eterno” pode significar apenas “tempo indefinido”, ainda perguntamos: e por que os escritores sacros fizeram questão de detalhar essa eternidade dizendo “nem de dia nem de noite”, como que querendo enfatizar a eternidade real? E por que “o fogo não se apaga”? Ora, se o fogo é eterno, obviamente é porque aquilo que é consumido pelo fogo também é eterno, isto é, a alma dos que vão para o inferno é eterna, pois sofre a pena no fogo eterno. Se a alma fosse aniquilada, haveria algum sentido em o fogo ser eterno?
26- Se o lago de fogo é destruidor, aniquilador, por que, então, a Bíblia diz que a fera e o falso profeta são jogados vivos ali (Ap 19.20)? E por que, também, a fera e o falso profeta ainda estavam nesse lago quando o demônio foi nele lançado, se foram imediatamente destruídos (Ap 20.10)?
27- Se “perdição eterna” em 2Ts 1.7-9 significa “destruição eterna”, por que, então, São Paulo acrescenta “longe da face do Senhor e da suprema glória”? Não acha inútil acrescentar isso, se tal expressão denota aniquilamento?
28- Se após a morte, nada mais resta, por que Paulo diz que morrer é um lucro (Fl 1.20-24)? E como ele disse que queria morrer para estar com Cristo? Estar como, se, conforme a visão mortalista, ele iria dormir? Que vantagem haveria para Paulo ir embora e ficar em um sono profundo, sendo que a obra que tinha, ele considerava muito importante a ponto de ficar em dúvida se partia com Cristo ou se ficava na terra? Se ele desejava ardentemente ficar com Cristo, independente de morrer agora, ou anos depois, faria sentido se considerarmos a hipótese do sono?
29- Se Rm 6.23 é prova de que a morte física, a primeira morte, é quem apaga os pecados, então, por que os mortalistas pregam o aniquilamento no final dos tempos? Se após a morte, os maus já pagaram, com a própria morte, os seus crimes, então, o aniquilamento pós- ressurreição no final dos tempos servirá para pagar o quê? Além disso, quem falou que a morte de que trata o apóstolo Paulo aí é a morte física? De fato, “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23), mas que morte? A morte espiritual e não a física, pois mesmo Jesus (que nunca teve pecado) morreu fisicamente.
30- Por que os mortalistas se utilizam de textos que no contexto falam do tempo presente, para sustentarerm o aniquilamento no final dos tempos? Por que esse desrespeito ao contexto? (No contexto dos Salmos 37 e de Prov 10.25 você constata isso).
31- Morreram Adão e Eva no sentido em que os mortalistas interpretam a palavra morte – ‘um estado temporário de inconsciência enquanto a pessoa aguarda a ressurreição’? Deus não havia dito que, “… no dia em que dela (o fruto da árvore da ciência do bem e do mal) comeres, certamente morrerás”? (Gn 2.17). Aconteceu de fato a morte física do casal? Não! Deus mentiu? Claro que não! O que realmente aconteceu? Morreram sim naquele mesmo dia, pois foram postos fora da comunhão com Deus (Gn 3.8.9) e fora do Jardim do Éden (Gn 3.24). Fisicamente, Adão veio morrer com 930 anos. (Gn 5.5), mas a morte espiritual ocorreu naquele mesmo dia. Esta é a morte a que se refere o escritor sagrado. Veja o emprego da palavra morte no sentido de separação espiritual de Deus em Mt 8.22; Lc 15.24; Ef 2.1.5;1Tm 5.6;1Jo 3.14; Ap 3.1.
32- Se homens e animais pós-morte se encontram no mesmo estado de inconsciência, por que só dos homens se diz que Deus os criou soprando nas narinas (Gn 2.7) e diz que o espírito deles volta para Deus (Ec 12.7)?
33- Por que após séculos da morte dos patriarcas Abraão, Isaac e Jacó, Jesus disse que Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos e disse também que para Deus eles ainda estão vivos (Lc 20.38)?
34- Quem disse que o verme descrito em Mc 9.47.48 é um bicho da terra? O texto fala claramente no verme humano, pois diz “onde o SEU bicho [verme] não morre…”, não de um bicho da terra.
35- Se todos os maus sofrerão o mesmo castigo, o aniquilamento, por que, então a Bíblia diz: “…Por isso, SOFREREIS MAIS RIGOROSO JUÍZO” (Mt 23.14), “… Estes receberão juízo muito mais severo” (Mc 12.40); “… Estes receberão maior condenação” (Lc 20.47). “DE QUANTO MAIOR CASTIGO CUIDAIS vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajar o Espírito da graça?” (Hb 10.29)?
36- Quem disse que a ressurreição nega a vida pós-morte? Os textos que falam da glória do homem na ressurreição no máximo não negariam a glória póstuma do homem?
37- Quem disse que Ez 18.4 prova a morte física da alma? Vocês têm certeza de que o profeta está mesmo falando aí da morte física? Se for, por que o verso 21 diz que o mau pode escapar da morte? Como escapar, se todos, até os bons estão sujeitos a ela? Não dá para perceber que o profeta Ezequiel está falando aí da segunda morte, ou seja, da morte espiritual? (Vão no mesmo caminho os seguintes textos: Sl 34.21; 62.3; Is 11,4; Rm 8.13; Tg 1.15).
38- Por que na história da Igreja os cristãos nunca duvidaram da imortalidade da alma? Sabia que essa ideia só apareceu com o humanismo e iluminismo iniciados no século XVI?
39- Por que o sábio Salomão diz em Ec 12.7 que o corpo, volta ao pó, mas o espírito volta para Deus? Não contraria esse texto claramente a visão mortalista? Se os mortalistas alegarem que esse texto ensinaria o universalismo, perguntamos: Quem disse isso, se o contexto diz claramente que o espírito volta para Deus para prestar-lhe conta (v. 13 e 14)?
40- Por que Hb 11.13-16 dizem que os patriarcas desejam a ressurreição? Como desejam (no presente), se, segundo os mortalistas, eles estão inconscientes?
41- Se é verdade que após a morte nada sobrevive, então, foi ilusão de Paulo supor que desejaria ausentar-se do corpo para morar com o Senhor em 2Co 5.1-10?
42- Quem disse que o fogo a que se refere Jd 7 é o fogo que destruiu a cidade de Sodoma e Gomorra? Não dá para perceber que ao referir-se ao fogo eterno o apóstolo está se referindo ao inferno eterno, e, portanto, está se referindo às pessoas e não aos prédios e casas da cidade?
43- Quem disse que 2Pd 2.6 nega a eternidade do inferno? Qual é conclusão que Pedro tirou dessa afirmação? Veja o versículo 9: castigo. A palavra grega aí é correlata da mesma que aparece em Mt 25.46.
44- Por que a maioria esmagadora dos cristãos creem na vida após a morte?
45- Por que além de Cristo falar em vida póstuma (Lc 16.19-31), o autor do Apocalipse também fala (Ap 6.9-11)? Se disserem que esse texto, juntamente com a história do rico e Lázaro, são meros simbolismos, permanece a pergunta atrás já feita: vocês se utilizariam de uma crença pagã para ilustrarem vossas doutrinas? Por que em vez de Cristo e são João não usarem essa crença pagã de vida póstuma para a condenarem, ao contrário, ela lhes serve de recurso para ensino doutrinário? Se para os mortalistas não se tira doutrina de parábolas, por que, então, Cristo tiraria um ensino de uma doutrina pagã? Qual é o pior?
46- Se 1Tm 6.16 nega a imortalidade da alma, então, seguindo esse raciocínio podemos dizer que os anjos também não são imortais? Significa também que o homem nunca vai conseguir a imortalidade, uma vez que o texto afirma que o imortal é só Deus? Não dá para entender que Paulo diz isso aí apenas relembrando-nos que só Deus NÃO TEM COMEÇO NEM FIM, ou seja, q só Deus é SEMPRE? E isso é a mais pura verdade, pois a alma foi criada. Ela teve um início, embora não terá mais fim, nem sequer por um minuto.
47- Vocês têm certeza de que Is 38.18 nega a vida após a morte? Se for assim, então, o texto também nega a ressurreição, uma vez que ele afirma que os mortos não mais aguardam nada?
48- Por que os mortalistas gostam de usar o sentido de espírito como vento, por exemplo, para negar a existência do espírito como uma entidade capaz de sobreviver á morte e ter consciência? Se for assim, então, Deus também não é um ser consciente e não tem existência própria pelo fato de João 4.24 dizer que “Deus é espírito”?
49- Por que os aniquilacionistas usam Jr 7.31 para combater o inferno de fogo eterno? Onde está a lógica deles com esse texto? Como usam esse texto para negar o inferno de fogo, se eles insistem que Deus vai destruir o mundo exatamente com fogo? E por que Deus destruiu Sodoma e Gomorra exatamente com fogo (Gn 19.23.24; Sl 11.6; 97.3: Is 33.14; Ez 10.2), se para os aniquilacionistas Jr 7.31 prova que Deus não quer arruinar os maus com fogo? E pior: por que os aniquilacionistas citam tanto 2Pd 2.6 como prova de que os maus serão destruídos, se para eles Deus não deseja queimar ninguém, uma vez que o texto de Pedro diz exatamente que o fogo que consumiu as duas cidades servem de exemplo para os maus, os quais serão jogados no fogo eterno? Não acham os aniquilacionistas que se Je 7,31 negasse mesmo o inferno de fogo eterno, negaria também o próprio aniquilacionismo, e, que, portanto, o correto seria o universalismo? Leiam ainda Ap 20.9.
50- Por que Cristo disse em Lc 24.39 que “um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho”? Por que diria isso o Senhor Jesus, se espírito não é uma entidade que sobrevive à morte? Por que precisou falar assim, em vez de reforçar a inexistência de espírito? E além disso, por que em vez de reforçar a ideia de espírito como um mero sopro, o Senhor supõe o espírito como entidade que possui vida, negando apenas que ele é um composto de matéria?
51- Vocês têm condições de nos dar ao menos um versículo que diga que no final dos tempos haverá ressurreição com corpos mortais, ou seja, que na ressurreição alguém vai ressuscitar e ficar com corpo mortal em vez de imortal?
52- Quem disse que a expressão “reduzir a cinzas” em Ml 4.3, por exemplo, é mesmo prova de que Deus vai destruir completamente os maus? Não percebem o simbolismo da expressão? Não percebem a hipérbole (linguagem exagerada) aí presente? Se for literal esse “reduzir a cinzas”, então, é literal o “pisar” os ímpios? Então, Deus vai pisar literalmente os maus? E Deus tem pé? Não percebem que tudo isso é uma forma de Deus dizer que vai arruinar moralmente os maus? Que vai destruí-los, mas não levá-los à inexistência? Quantas vezes, por exemplo, não já dissemos que vamos destruir um time contrário, sem necessariamente significar que estamos aniquilando realmente aquele time? (Releiam a 15ª pergunta).
53- A palavra hebraica usada para descrever o perecimento dos ímpios no AT (‘āvad) também é usada para descrever os justos perecendo (v. Is 57.1; Mq 7.2). Perguntamos: então, até os justos serão definitivamente aniquilados? Mais: Se “perder” no contexto bíblico significa mesmo aniquilamento, volta à inexistência, por que em Dt 22.3 tal palavra é usada para objeto perdido e depois encontrado? Encontra-se o que chegou à inexistência?
54- Vocês já experimentaram eliminar a pontuação e a conjunção “que” em Lc 23.43? Perceberam que nada se altera? Vejam: “Em verdade te digo hoje estarás comigo no Paraíso”. O que Jesus disse ao ladrão? “Hoje estarás comigo no Paraíso”. Notaram que a frase só exige pontuação quando os mortalistas resolvem forçar uma mudança de sentido? Perceberam, portanto, que a vossa insistência na ausência de pontuação no original longe de vos favorecer, favorece a nossa concepção imortalista?
55- A doutrina do aniquilacionismo não leva o ser humano a portar-se de maneira displicente diante dos constantes apelos morais da Lei divina? Que ameaça pode haver num aniquilamento? Que criminoso se apavoraria diante de um castigo que, a rigor, não existe? Morreu, acabou-se, e os maus não servirão de exemplo nenhum como supôs Pedro (2.6)? Que vantagem teriam os justos diante dos maus, se ambos morrem, acabam-se e simplesmente a única vantagem é os justos gozarem a vida eterna? Sinceramente, alguém desprovido de vida, de existência, sofrerá algum dano em estar fora da vida eterna? Não vejo desvantagem alguma para os maus diante dessa consoladora doutrina para eles. Se fosse verdade o aniquilacionismo, então, “comamos e bebamos”, pois desvantagem alguma teremos. Não veem que a doutrina aniquilacionista inutiliza as tantas ameaças divinas para os maus?
56- Por que os mortalistas vêm nos recordar que o texto original de Lc 23.43 não tem pontuação? Por acaso, eles não pontuam o texto em suas versões bíblicas? Por que toda essa contradição? Se eles pontuam, com que autoridade podem nos criticar por que pontuamos o texto?
57- Se os ímpios vão mesmo ser destruídos, por que a Santa Escritura diz que eles “sofrerão castigo eterno” (Mt 25.46)?
Professor Evaldo Gomes

FONTE: http://www.cacp.org.br/perguntas-que-aniquilam-o-aniquilacionismo/ 

domingo, 18 de junho de 2017

0 REFLEXÃO BÍBLICA – O que penso sobre o aborto?




Aquele que me fez no ventre materno não os fez também? Não foi ele que nos formou, a mim e a eles, no interior de nossas mães? Jó 31:15

INTRODUÇÃO – Aborto (Interrupção voluntária ou provocada de uma gravidez; o próprio feto expelido ou retirado antes do tempo normal. [Jurídico] Feticídio; interrupção intencional da gravidez da qual resulta a morte do feto, sendo no Brasil considerada uma infração da lei. / Dicionário On-Line).

Com a expansão do movimento feminista (por volta do século XIX – aproximadamente 1960 a 1970) a pressão sobre a sociedade, a legislação e a religião vêm aumentando paulatinamente no sentido de liberar a mulher de suas obrigações (entenda-se privilégio) de carregar em seu ventre o feto (LEIA-SE VIDA) durante os nove meses de gestação; de modo a facultar-lhe o direito de decidir sobre a vida que carrega, dando-lhe o direito de interromper em qualquer fase a gravidez e expelir (leia-se matar) o feto.

O ABORTO
Eis um assunto da mais alta complexidade para alguns e bastante “simples” para outros. Falo da questão do aborto. Existem pelo menos três tipos de abortos: espontâneo, induzido e ilegal (juridicamente).

·         Espontâneo - Surge quando a gravidez é interrompida sem que seja por vontade da mulher. Pode acontecer por vários fatores biológicos, psicológicos e sociais que contribuem para que esta situação se verifique.

·         Induzido - O aborto induzido é um procedimento usado para interromper uma gravidez.
Pode acontecer quando existem malformações congénitas, quando a gravidez resulta de um crime contra a liberdade e autodeterminação sexual, quando a gravidez coloca em perigo a vida e a saúde física e/ou psíquica da mulher ou simplesmente por opção da mulher.
É legal quando a interrupção da gravidez é realizada de acordo com a legislação em vigor (
ver legislação).
Quando feito precocemente por médicos experientes e em condições adequadas apresenta um elevadíssimo nível de segurança. 

·         Ilegal - O aborto ilegal é a interrupção duma gravidez quando os motivos apresentados não se encontram enquadrados na legislação em vigor ou quando é feito em locais que não estão oficialmente reconhecidos para o efeito.
O aborto ilegal e inseguro constitui uma importante causa de mortalidade e de maternas. O aborto clandestino é um problema de saúde pública.

Muitas nuances envolvem essa questão do aborto e muitos (até mesmo cristãos protestantes) acabam uma hora ou outra defendendo o aborto sob a desculpa de que “os fins justificam os meios”.

Eu não estou dizendo que devemos ignorar totalmente as situações que requerem uma análise supra cuidadosa da situação de ambos CRIANÇA X MÃE antes de decidir a luz da razão, legislação e principalmente da Bíblia Sagrada qual a melhor decisão a tomar.

Situações como: quando a gravidez resultar risco à vida da gestante; quando a gravidez resultar de estupro e no caso de anencefalia (ausência total ou parcial do encéfalo). Lembrando que estes três casos estão atualmente amparados pela Lei Brasileira, sendo os dois primeiros citados no Código Penal (arts. 124 a 126) e o segundo caso liberado segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal.

Eu não quero aqui questionar a autoridade do Estado em suas decisões, mas devo dizer que existe um poder maior que está sendo ignorado quando decide-se “interromper” prematuramente a vida de uma criança (intrauterina) em nome de um bem maior, ou simplesmente de uma comodidade. Veja casos em que a mesma lei serve para dar respaldo à defesa da vida:

·         Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida ... (Constituição Federal /caput).

·         Artigo 6 - O direito à vida é inerente à pessoa humana. Este direito deverá ser protegido pela lei. Ninguém poderá ser arbitrariamente privado da vida.  (Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos de 1966)

·         Artigo 4º - Direito à vida - Toda pessoa tem direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente. (Convenção Americana Sobre Direitos Humanos. Pacto de San José)

·         Artigo 3 - Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. (Declaração Universal dos Direitos Humanos).

De acordo com o que lemos desde as Convenções Jurídicas Internacionais até a nossa Carta Magna (CF) o direito à vida é amparado e protegido na forma da lei. Então eu não vejo brechas para que se entenda a possibilidade de violação desse direito, seja qual for a circunstância adversa que nos leve a tal.

Observem que até agora eu estou navegando estritamente na esfera Jurídica e ainda não citei a mais importante de todas as legislações na minha opinião, A BÍBLIA SAGRADA. Mas vejamos o que ela tem a dizer sobre esse assunto. O que Deus pensa sobre o aborto? O que ele deixou expresso na sua Palavra quanto ao direito a vida?

·         "Não matarás.  (Êxodo 20:13)

·         Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção. (Salmos 139:13-14)

·         Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações. (Jeremias 1:5)
·         Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá.  (Salmos 127:3)

·         A todo aquele que derramar sangue, tanto ho­mem como animal, pedirei contas; a cada um pedirei contas da vida do seu próximo. "Quem derramar sangue do homem, pelo homem seu sangue será derramado; porque à imagem de Deus foi o homem criado. (Gênesis 9:5-6)

Apresentadas estas devidas explicações legais (JURÍDICAS) e bíblicas deixem-me dizer que não há justificativa plausível para o ABORTO, mesmo nas situações mais complexas.

·         Quando a gravidez resultar risco à vida da gestante – este é um dos casos mais sérios e que levam muitos pais, legisladores e médicos a optar pelo aborto para que a vida da mãe ou até mesmo ambas não sejam perdidas.

Quero dizer que entendo a complexidade que envolve um momento como esse e não desejo isso a ninguém nesse mundo, contudo faço uma pergunta: Tirar a vida da criança em favor da vida da mãe deixa de caracterizar um crime? De qualquer maneira uma vida não será assassinada? Muitos argumentarão que baseados no princípio jurídico da excludente de ilicitude (ESTADO DE NECESSIDADE) poderemos sacrificar um bem inferior ou igual se o risco à vida não foi provocado pela vítima; nesse caso a gestante.

Talvez usando esse argumento jurídico possa até parecer possível o sacrifício da criança pela vida de sua mãe. Porém não vivemos num mundo absolutamente jurídico em sua totalidade; somos compostos também de uma parte emocional e religiosa. Claro que devemos pesar bem a situação e talvez legalmente estejamos amparados. Quero apenas perguntar aos pais que tomarem essa decisão: Vocês poderão carregar a carga emocional de ter sacrificado a vida de seu filho (a)? O que Deus pensa a respeito dessa decisão? Ele a apoia ou repudia?

·         Quando a gravidez resultar de estupro – Outra situação pesada a qualquer família, principalmente à mulher vítima de um estupro e grávida devido a circunstância. Outra situação que não desejo a ninguém.

Este é o segundo caso em que a nossa Lei permite o aborto, caso a mãe (maior) ou a família (menor) autorize e queiram abortar. Alega-se que nesses casos o Estado não pode obrigar a mãe a criar filho fruto de um crime e carregar a vida inteira o peso de uma carga emocional negativa.

Entendo esses argumentos, mas discordo. Entendo que para qualquer família criar um filho fruto de um estupro é realmente uma situação constrangedora, essa família precisa ter um preparo psicológico e religioso muito forte para não sucumbir. Mas ao mesmo tempo lanço as seguintes perguntas? Um crime justifica outro? A criança que está no ventre tem culpa do crime cometido pelo pai monstro? Deve ela pagar pelo erro dele? A mãe que optar pelo aborto conseguirá viver com o peso de ter matado uma vida, nesse caso o seu próprio filho?

São perguntas que não podem ser simplesmente ignoradas pelos pais, profissionais da saúde (médicos) e legisladores de nosso pais antes de deliberar sobre um assunto de tamanha envergadura. Afinal de contas não estamos decidindo se derrubamos uma parede ou qual cor pintar a casa, mas decidindo sobre o direito de uma pessoa viver ou morrer. Isso é muito sério.

·         Caso clássico de anencefalia – Má formação cerebral ou ausência do mesmo – Eu não sou médico e não sei dizer quanto tempo uma criança nessas condições é capaz de viver após parto.

Segundo especialistas (MÉDICOS) essas crianças com má formação cerebral ou até mesmo sem ele, morrem na maioria das vezes durante a vida intrauterina. Dos que nascem 99% vivem apenas algumas horas, alguns podem chegar a semanas e meses.
Nestes casos o Supremo Tribunal Federal decidiu autorizar as mães a fazer um aborto devido a expectativa de vida quase nula do nascituro e para evitar o sofrimento desnecessário da mãe. Realmente é um pensamento lindo, no entanto não podemos deixar de repetir algumas perguntas: Tenho direito a decidir se essa criança vive ou morre? Esse poder foi delegado aos humanos? A vida não é um bem inviolável? Não defende assim as nossas leis (conforme citado anteriormente)? E Deus o que pensa a respeito?

Eu não estou de maneira nenhuma questionando a autoridade na Corte Maior do País (STF). Mas não podemos simplesmente dizer que perguntas como essas não são relevantes.

                                                   ABORTO SEM RAZÃO ESPECÍFICA

Este é um caso a parte que deixei para tratar por último devido a sua importância e destaque atualmente em todos os meios de comunicação e reuniões acirradas na Câmara Federal e STF.

Partindo desses três casos clássicos em que a Lei Brasileira permite o aborto, um grupo de pessoas em toda a nossa sociedade quer o direito livre das mulheres abortarem seus filhos até a terceira semana de gestação ou em qualquer outro período, mesmo sem motivo que justifique legalmente o mesmo.

Se essa monstruosidade for aprovada teremos um genocídio infantil em nosso pais. Qualquer mulher que não gostar da gravidez seja qual for a razão (deixa a mulher gorda, não tem condições financeiras de criar, vergonha etc.) terá autorização legal para matar seu filho.

A gravidez indesejada em nosso país tem ultrapassado todas as metas, isso é verdade, principalmente de jovens e adolescentes; que por falta de orientação e preparo adequado acabam tendo relações sexuais de forma precoce e sem nenhuma proteção, resultando numa gravidez que culminará num futuro pedido de liberação de aborto, caso essa lei seja provada.

Outro fator que leva muitos a sinalizar a favor do aborto é o crescimento de clínicas clandestinas em nosso país e o número de mortes de jovens e adolescentes nestas mesmas.

Bem, isso realmente um grande problema, mas não quer dizer que por isso devemos promover uma carnificina infantil no Brasil usando o dinheiro público. Acredito que esse seja um caso clássico de o Estado cumprir a sua tarefa de FISCALIZAR e fechar estes estabelecimentos.

Acredito que juntos Estado, Escola e Igreja devem investir tempo e dinheiro para orientar nossa juventude a evitar a chamada “GRAVIDEZ INDESEJADA” e não promover um massacre.

Conclusão - Sou contra o aborto seja em qualquer circunstância, pois acredito que a vida deve ser protegida desde a concepção contra qualquer ataque externo. Digo mais que não posso concordar com essa monstruosidade pois somente DEUS e mais ninguém tem o direito de decidir quem vive e quem morre.

   Pense nisso,

                                 João Augusto de Oliveira



 

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