sábado, 21 de abril de 2018

0 William Seymour e o Reavivamento da Rua Azusa





William J. Seymour nasceu em 2 de maio de 1870 em Centerville, Louisiana, filho dos ex-escravos Simon e Phillis Seymour que o criaram como crente Batista. Mais tarde, morando em Cincinnati, entrou em contato com os ensinamentos de santidade através do Movimento Reavivalista de Martin Wells Knapp e do Movimento Reformado da Igreja de Deus, liderado por Daniel S. Warner, também conhecidos como os “Luzeiros santos da escuridão”[1]. Crendo que estavam vivendo o crepúsculo da história humana, estes cristãos acreditavam que o derramamento do Espirito precederia o arrebatamento da igreja. Eles ficaram profundamente impressionados com o jovem Seymour.
Após se mudar para Houston, Seymour passou a frequentar uma igreja local de afro-americanos pastoreada por Lucy F. Farrow, ex-governanta na residência de Charles F. Parham. Parham liderou o Movimento de Fé Apostólica do meio-oeste, o nome original do Movimento Pentecostal, que havia iniciado em sua Escola Bíblica Betel na cidade de Topeka, Kansas, em Janeiro de 1901. Desde 1905 ele havia mudado sua base de operações para a área de Houston, onde conduziu reavivamentos e iniciou outra Escola Bíblica. Farrow providenciou para que Seymour assistisse as aulas. No entanto, por causa da Lei Jim Crow de segregação racial da época, Seymour teve que ouvir as palestras de Parham separado dos outros alunos. Seymour aceitou a visão sua visão sobre o batismo no Espírito Santo – a crença de que Deus a qualquer momento daria linguagens inteligíveis – falar em línguas aos crentes para o evangelismo missionário.
Neeley Terry, uma afro-americana e membro da nova congregação liderada por Hutchinson em Los Angeles, visitou Houston em 1905 e ficou impressionado quando ouviu Seymour pregar. Voltando para casa ela o recomendou para Hutchinson, uma vez que a igreja estava à procura de um pastor. Como resultado, Seymour aceitou o convite para pastorear o pequeno rebanho. Com alguma ajuda financeira de Parham, ele viajou de trem para o oeste e desembarcou em Los Angeles em Fevereiro de 1906.
Reavivamento da Rua Azusa
Seymour imediatamente encontrou resistência quando, apenas dois dias após sua chegada, começou a pregar para sua nova congregação que o falar em línguas é a evidência bíblica do batismo no Espírito Santo. No domingo seguinte, 4 de março, ele voltou para a missão e descobriu que Hutchinson havia trancado a porta. A condenação também veio da Associação da Igreja Holiness do Sul da Califórnia, da qual a igreja local era afiliada. No entanto, nem todos da congregação estavam incomodados com o ensino de Seymour. Destemido, Seymour, ficando na residência de um membro da igreja, Edward S. Lee, aceitou o convite de Lee para ministrar estudos bíblicos e reuniões de oração ali. Depois disso, ele foi para a casa de Richard e Ruth Asberry, na rua Bonnie Brae Norte, 214. Cinco semanas depois, Lee veio a ser o primeiro a falar em línguas. Seymour então compartilhou o testemunho de Lee numa reunião na Bonnie Brae Norte e então muitos outros também começaram a falar em línguas.
A notícia desses eventos se espalhou rapidamente tanto nas comunidades afro-americanas quanto nas comunidades brancas. Durante várias noites, oradores pregavam da varanda para a multidão rua abaixo. Crentes da Missão de Hutchinson, Primeira Igreja do Novo Testamento, e várias congregações de santidade, começaram então a orar pelo batismo Pentecostal.  (Hutchinson mesmo foi batizado no Espírito como foi o próprio Seymour). Finalmente, após a varanda frontal desabar, o grupo alugou o antigo prédio da Igreja Episcopal Metodista Africana (Stevens African Methodist Episcopal – A.M.E), na rua Azusa, 312 no início de abril. Um jornal de Los Angeles se referiu a isso como um “barraco desabado”. Recentemente tendo sido usado como estábulo e estalagem. Madeira de demolição e gesso espalhados pelo local, mais parecendo um celeiro.
As reuniões da Missão da Fé Apostólica rapidamente chamaram a atenção da imprensa, devido à natureza incomum dos cultos. Entre 300 e 350 pessoas podiam entrar na estrutura de madeira pintada de branco que media 12 metros por 18, enquanto muitas outras, às vezes, ficavam do lado de fora. Os cultos eram realizados no primeiro andar, onde os bancos foram dispostos de maneira retangular. Alguns eram simplesmente tábuas pregadas sobre barris vazios. Não havia plataforma elevada e não havia púlpito no início do reavivamento.
Apesar de muitos poderem ser considerados líderes, o mais conhecido foi o modesto William J. Seymour. Frank Bartleman, um dos primeiros participantes, recorda que o “Irmão Seymour geralmente sentava atrás de duas caixas de sapato vazias, uma sobre a outra[2]. Ele geralmente mantinha a cabeça elevada durante a reunião, em oração. Não havia orgulho lá… Naquela velha construção, com suas vigas baixas e piso bruto, Deus quebrou homens e mulheres fortes em pedaços, e os juntou novamente, para Sua Glória… O ego religioso rapidamente pregou seu próprio sermão fúnebre.”[3]
O segundo andar serviu como escritório da Missão e residência para várias pessoas, incluindo Seymour e sua esposa Jenny. Também tinha uma grande sala de oração para acomodar o excedente de pessoas do culto do andar inferior. Um observador descreveu o espaço: “Lá em cima é uma grande sala mobiliada com cadeiras e três pranchas de madeira colocadas de fora a fora sobre cadeiras sem encosto. É o cenáculo Pentecostal, onde almas santificadas buscam a plenitude Pentecostal e saem falando novas línguas”.[4]
Ainda assim, o reavivamento avançava lentamente durante os meses de verão, com apenas 150 pessoas recebendo o “Batismo com o Espírito Santo e a evidência bíblica”. Mas isso mudou no outono, quando o reavivamento ganhou ímpeto e pessoas de toda a parte começaram a participar. O missionário Bernt Bernsten viajou desde o norte da China para investigar os acontecimentos após ouvir que a prometida chuva serôdia havia sido derramada.
Histórias do reavivamento rapidamente se espalharam pela América do Norte, Europa e outras partes do mundo por onde os participantes viajaram, testemunharam e publicaram artigos em publicações simpatizantes à santidade. O Periódico “A Fé Apostólica” foi particularmente influente através dos trabalhos editados por Seymour e Clara Lum, publicados entre setembro de 1906 e maio de 1908. Distribuídas gratuitamente, milhares de ministros e leigos receberam cópias, tantos nos EUA como no exterior: 5.000 cópias foram impressas na primeira edição (setembro de 1906), e em 1907 a tiragem chegou a 40.000 exemplares.
A maioria dos que visitaram a Missão receberam o revestimento do Batismo no Espírito Santo e foram capacitados com dom de línguas para pregação do evangelho por toda a parte. Isto lhes permitia ignorar o incômodo do estudo formal da língua. A Fé Apostólica relatou: “Deus está resolvendo o problema missionário, enviando missionários com novas línguas no modelo de fé apostólica, sem bolsa nem alforje, e o Senhor ia adiante deles, preparando o caminho”. Missionários alojados no local, de passagem para outra Missão também participavam e falavam em línguas e, em alguns casos eram identificadas as línguas faladas. Os ouvintes, no entanto, geralmente dependiam do Senhor para identificar as línguas que ouviam.
Afro-americanos, latinos, brancos e outros tantos oravam e cantavam juntos, criando uma dimensão de unidade espiritual e igualdade quase sem precedentes para a época. Isto permitiu a homens, mulheres e crianças participar e celebrar sua unidade em Cristo guiados pelo Espírito. Na verdade, foi tão incomum essa mistura de negros e brancos que Bartleman entusiasmadamente exclamou: “A linha da cor foi apagada pelo sangue”[5]. Ele quis dizer que na obra santificadora do Espírito Santo, o pecado do preconceito racial foi removido pelo sangue purificador de Jesus Cristo.
Enquanto isso, no final do verão de 1906, Chales Parham iniciou outro reavivamento Pentecostal em Zion City, Illinois, entre os seguidores do curandeiro nacionalmente conhecido John Alexander Dowie. Só em outubro Parham foi para a Califórnia, na esperança de consolidar os fiéis de Los Angeles dentro de uma rede mais ampla de crentes da Fé Apostólica e, segundo, para aproveitar o que considerava ser um desenfreado entusiasmo religioso. Como isso aconteceu, a adoração emocional e, particularmente a mistura de brancos e negros ofendeu profundamente a Dowie. Parham colocou a culpa em Seymour.
A maioria dos fiéis da Azusa permaneceu leal a Seymour depois que Parham designou algumas pessoas para estabelecer uma missão rival. Após poucos anos do seu início, a Missão de Fé Apostólica tornou-se predominantemente negra com Seymour ainda como pastor. Anos mais tarde, o preconceito aflorou também lá, quando o próprio Seymour destituiu pessoas brancas dos cargos de liderança, reservando-os para os negros.
O legado de Seymour
Numa escala mundial, o reavivamento da rua Azusa contribuiu para uma nova diáspora de missionários antecipando que a evangelização mundial seria alcançada pela pregação do evangelho acompanhada de sinais e maravilhas (Atos 5.12). Embora apenas um pequeno número de missionários viajaram da Azusa para ministrar em outras partes, isto impactou muitos outros que iniciaram movimentos Pentecostais surgidos como resultado de ouvirem notícias do derramamento do Espírito em Los Angeles. Para muitos o reavivamento da rua Azusa finalmente inaugurou o grande reavivamento do fim dos tempos.
Muito mais poderia ser dito sobre a influência a longo prazo do reavivamento e do “Bispo” William J. Seymour (um título honorário que recebeu mais tarde, provavelmente de sua congregação). As limitações deste artigo, contudo, impossibilitam uma discussão mais longa. Vamos olhar especificamente o legado de Seymour.
Para começar, devemos notar que ele modelou uma genuína humildade, que muitos aclamaram. Ele desejava promover a unidade entre os seguidores do Espírito Santo na Azusa e encorajava-os a serem sensíveis à direção do Espírito para os serviços ali. Fotografias retratam-no como uma pessoa calorosa, amigavelmente sorridente e de estatura mediana. A luta de Seymour contra a varíola o deixou cego do olho esquerdo.
No entanto, o ministério de Seymour não veio sem um preço. Ele pessoalmente suportou duras críticas de seus oponentes – líderes do movimento de santidade não simpáticos ao pentecostalismo, bem como o desprezo de Parham e mais tarde de Frank Bartleman. Como as denominações pentecostais de brancos registram e contam suas histórias, Seymour foi esquecido, em parte porque ele não contribuiu para fundação do movimento, em parte porque a seu ver foi em Topeka o início de tudo e em parte devido à prioridade dada por ele ao evangelismo acima da preservação do registro histórico. Seymour também partia do princípio que o falar em línguas é a evidência física do Batismo no Espírito Santo. Tudo isso contribuiu para que Seymour se tornasse uma figura quase esquecida na história Pentecostal.
A grandeza de Seymour hoje pode ser encontrada na sua preocupação com revestimento espiritual e união. O foco em Topeka e outros reavivamentos pentecostais está na necessidade dos Cristãos em receber o Batismo no Espírito Santo para ganhar almas para Cristo. A dinâmica inter-racial e intercultural sem precedentes na Azusa, no entanto, acentuam tanto a santidade de caráter e poder para testemunhar em uma demonstração incomum do amor e igualdade no corpo de Cristo. A este respeito, isto poderosamente nos lembra que a plenitude do poder Pentecostal iludirá aqueles que buscam por poder em seus ministérios acima do caráter cristão.
A expansão missionária da igreja primitiva como registrada no livro de Atos, destaca o fato de o derramamento Pentecostal abraçou pessoas que eram consideradas impuras pelos padrões judaicos. O derramamento do Espírito em Samaria (Atos 8) e entre os gentios (Atos 10) ensinou aos primeiros cristãos que a obra redentora de Deus supera as barreiras raciais e culturais. A humanidade caída sempre atribuiu a tais diferenças mais importância que Deus designou e assim acabam tiranizando a obra criadora de Suas mãos. Porque eles já tinham sido “batizados em Cristo” e “revestido de Cristo” Paulo alerta os Cristãos Gálatas, “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3.28)
No dia de pentecostes, judeus vindos de todas as nações ficaram maravilhados ao ouvirem louvores a Deus em seu próprio idioma (Atos 2.5-13). Alguns seriamente perguntaram: “O que isto significa?” Outros zombaram e não deram importância à ocasião. No entanto, Pedro colocando as coisas numa perspectiva divina, referiu-se às palavras de Joel: “Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos” (Atos 2.17, NVI).
Em setembro de 1906, a primeira edição da Fé Apostólica relatou: “Em pouco tempo, Deus começou a manifestar seu poder e logo o prédio não poderia conter as pessoas. Orgulhosos pregadores bem-vestidos têm vindo para nos ‘investigar’. Em pouco tempo, seus olhares altivos são substituídos por admiração, então a convicção vem e muito frequentemente você vai encontrá-los chafurdando no chão sujo, pedindo a Deus que os perdoe e os faça como crianças.”
O reavivamento da rua Azusa ilustrou a verdade fundamental sobre a aquisição de poder espiritual: o desejo de amar ao próximo e ganhar o mundo para Cristo começa com quebrantamento, arrependimento e humildade.

Título original: William Seymour and the Azusa Street Revival
Tradução: Gabriel Wilges

[1] Eles ficaram conhecidos assim em razão dos horários das reuniões que se davam ao entardecer ou à noite.
[2] Talvez um gazofilácio improvisado para recolher dízimos e ofertas.
[3] Bartleman, p. 58
[4] STANLEY H. Frodsham, With Signs Following. Springfield: Gospel Publishing House, 1941, p. 34
[5] Bartleman, xviii

FONTE: teologiacarismatica.com.br/william-seymour-e-o-reavivamento-da-rua-azusa/ 

sexta-feira, 13 de abril de 2018

0 Porque Tarda o Pleno Avivamento?





Você sabe o que é avivamento a luz da Bíblia? 
Qual a importância da oração para um avivamento?
 Deus quer derramar mais uma vez um poderoso avivamento mundial? 
Porque então esse avivamento não vem?

Obtenha nesse livro sensacional respostas a estas e outras centenas de perguntas. Nele, o autor Leonard Ravenhill leva-nos a refletir sobre o nosso verdeiro ´papel num avivamento.

Super recomendo a todos aqueles que ainda têm esperança de que Deus "Derrame sobre nós o Espírito lá do Alto" (Isaías 32.15)

"Nenhum homem é maior do que sua vida de oração. O pastor que não está orando está brincando, as pessoas que não estão orando estão desviando. O púlpito pode ser uma vitrine para mostrar os talentos de uma pessoa; já o quarto de oração não permite nenhum exibicionismo." Leonard Ravenhill

"Cristão que não sofre aflições neste mundo, está vivendo o evangelho errado!"
Leonard Ravenhill
Estamos cansados de pregadores que se apresentam de roupas elegantes, linguagem suave e torrentes de palavras, mas sem unção. São homens que entendem mais de competição do que consagração, mais de promoção do que oração. Substituem o crescimento do Reino por propaganda, e se preocupam mais com a felicidade dos membros da igreja do que com a santidade deles.
Leonard Ravenhill




quinta-feira, 12 de abril de 2018

0 Reflexão Bíblica - Pregue a Palavra na sua Totalidade e Pureza (áudio)














Voz: João Augusto Inspiração: Espirito Santo Facebook: joao.auugussto@gmail.com Blog: profetadoevangelho.blogspot.com


CANAL: A Palavra Pregada (https://www.youtube.com/watch?v=UdCdHeZoM2k)

domingo, 8 de abril de 2018

0 Por que não se prega mais o “Arrebatamento da Igreja e a Segunda Vinda de Jesus”?






Eis que eu digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. 1 Coríntios 15:51-52

Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre.  1 Tessalonicenses 4:15-17

Então se verá o Filho do homem vindo numa nuvem com poder e grande glória.  Lucas 21:27
"Então verão o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. E ele enviará os seus anjos e reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, dos confins da terra até os confins do céu. 
Marcos 13:26-27

Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. Apocalipse 1:7

INTRODUÇÃOA Bíblia afirma enfática e claramente que breve dois eventos de ramificações mundiais acontecerão: O Arrebatamento da Igreja e a Segunda Vinda de Jesus em glória, com a Igreja para julgar este mundo pecaminoso. Isto está expresso de forma cristalina em toda a Bíblia Sagrada, não obstante, temos acompanhando o abandono dessa mensagem nos púlpitos de várias denominações evangélicas.

O que predomina muitas vezes é uma pregação triunfalista, divorciada do calvário, antropocêntrica e totalmente extra e antibíblica. Com uma ênfase apenas nas conquistas e felicidades humanas (ainda que passageiras) muitos têm preenchido as “pregações” dessa forma, iludindo o povão, que desavisados não percebem que estão fazendo a vontade de satanás e caminhando a passos largos para um futuro juízo e condenação de Deus.

                                                                              Por que eles não pregam?

Por muitos anos eu me perguntei: Por que esses pastores e pregadores não falam mais sobre esses assuntos? Principalmente agora que estamos na iminência do Arrebatamento e posteriormente da Segunda Vinda de Jesus? Não sabem eles que devemos estar preparados a todo instante e que Deus cobrará de nós (PREGDORES) a responsabilidade e o sangue dos nossos irmãos?

Finalmente depois de tanto pensar achei a resposta à essa minha pergunta. Eles não pregam esses assuntos porque simplesmente não creem neles. Você acha que estou blefando ou sendo radical? Olhe ao seu redor e veja a verdade; verdade esta que está diante do seu nariz. Os pregadores (alguns) não pregam o Arrebatamento e a Parousia (SEGUNDA VINDA DE JESUS) simplesmente por que eles não acreditam mais nisso.

Para muitos, esta pregação de Arrebatamento da Igreja é uma falácia ou uma doutrina inventada para manter os crentes em alerta e submissos diante de todas as determinações da liderança. Mas o que alguns não se dão conta é que a Bíblia fala-nos de forma cristalina que Jesus virá buscar a Igreja para junto de si e após um período (que acreditamos ser de sete anos) ele retornará acompanhado da “IGREJA” e das miríades de anjos para julgar esse mundo idolatra e maldito; implantando assim o seu Reino Milenar, enquanto caminhamos ao Juízo Final e ao Estado Eterno e Perfeito.

Assuntos como esses saltam aos olhos de qualquer estudante da Bíblia, por mais simples que ele seja. Não precisa ser teólogo para ver que ao abrir a palavra de Deus e começar a ler os Evangelhos, o livro de Atos dos Apóstolos, as treze cartas de Paulo, as Epistolas Universais ou o livro de Apocalipse fica evidente que o plano de Deus é usar os pregadores e pastores para preparar a Igreja a fim de encarar esses eventos futuros.

CONCLUSÃO - Não obstante a isso parece que os pregadores e pastores estão como “cegos a guiar outros cegos” e não conseguem enxergar o que está bem à sua frente. No lugar de pregarem as grandes verdades da Bíblia alguns preferem iludir o povo com mensagens de autoajuda, prosperidade e triunfalismo. Outros são ainda mais ousados, pois por falta de pregações bíblicas que induza a igreja a viver uma vida de santidade, tentam preencher a lacuna levando os crentes à praia, aos passeios, ou a jogar futebol. Não percebendo que ao fazer isso, estão exatamente caindo no plano do Diabo; minando assim as forças do povo de Deus e abrindo brechas a todo tipo de pecados (lascívia, luxúria e cobiça) e ofendendo gravemente à santidade de Deus.

Oro para que Deus tenha misericórdia dos seus ministros e restaure a santidade da sua igreja; trazendo assim de volta o desejo de a qualquer momento “A TROMBETA TOCAR” e nós subirmos a encontrar o senhor nos ares. MARANATA! MARANATA!

Bom domingo e boa semana a todos,

                                                            João Augusto de Oliveira




quinta-feira, 5 de abril de 2018

0 Eles falaram em Línguas – O mover do Espírito Santo através da História





Autor: Antônio Gilberto, consultor doutrinário da CPAD

Deus é infinitamente poderoso para ainda hoje derramar sobre nós o seu Espírito como um rio transbordante, da mesma maneira como fez no passado.

IRINEU (130-200dC), bispo de Lyon, na Gália.
Declarou que no seu tempo muitos cristãos falavam línguas estranhas pelo Espírito e tinham dons, inclusive o de profecia. Irineu foi discípulo de Policarpo, bispo de Esmirna, que, por sua vez, fora discípulo de João, o apóstolo.

JUSTINO MÁRTIR (100-165dC).
Nasceu na Palestina, converteu-se em Éfeso e morreu em Roma. Nos seus escritos, mencionou os dons espirituais em evidência nos seus dias, inclusive o dom de línguas estranhas pelo Espírito Santo.

ORÍGENES (185-254dC), teólogo de renome.
Afirmou que os dons espirituais, inclusive o de línguas, eram um facto notório nos seus dias.

CRISÓSTOMO (347-407dC), patriarca de Constantinopla.

No sentido eclesiástico oriental, o termo “patriarca” designa um bispo investido de prerrogativas e precedências especiais. Crisóstomo relatou um caso em que três membros da sua igreja falaram pelo Espírito Santo em persa, latim e hindu.

AGOSTINHO (354-430dC), bispo de Hipona, no Norte de África.
Deu testemunho de que as línguas estranhas estavam em evidência no seu tempo.

WALDENSES e ALBIGENSES (1140-1280dC).
Isso no Sul da Europa, em plena Idade Tenebrosa – a Era Medieval. Eles eram dissidentes da Igreja Romana, seguidores dos princípios bíblicos da salvação e da vida cristã em geral. Os historiadores afirmam que entre eles havia manifestações espirituais em línguas estranhas, segundo o Novo Testamento.

LUTERO (1483-1546).
Falava em línguas e profetizava, conforme depoimento histórico do Dr. Jack Deer, eminente professor e historiador baptista, do Seminário Teológico de Dallas. Essa informação também é encontrada nas obras História da Igreja Alemã, de Souer (volume 3, pág. 406) e Pentecostes para Todos, de Emílio Conde, pág. 88.

ANABAPTISTAS da Alemanha (1521-1550).
Havia entre eles manifestações do Espírito, inclusive dons espirituais e línguas estranhas, como regista a história.

HUGUENOTES (1560-1650). Eram, na França, protestantes, dissidentes quanto à forma de governo da época, no respeitante à liberdade religiosa. O historiador A. A. Boddy assim escreveu: “Durante a perseguição dos huguenotes, a partir de 1685, havia entre eles os que falavam em línguas, transbordantes de fervor espiritual”.

QUAKERS (1647-1650) e os SHAKERS (1771-1774).
Eram cristãos organizados em grupos distintos, no Nordeste da América do Norte, região da Nova Inglaterra. Dos Quakers (tremedores) e Shakers (puladores), diz a obra História da Igreja, de Philip Schaff, edição de 1882, que entre esses grupos havia manifestação de dons espirituais, inclusive línguas estranhas.

METODISTAS primitivos. Líder: João Wesley (1703-1791), inglês. O historiador Philip Schaff, na sua História da Igreja, edição de 1882, relata que esses metodistas pugnavam por uma vida santa e muitos tinham dons espirituais e falavam línguas. O movimento avivalista metodista começou em 1739, em Londres. Foi no Metodismo que teve maior expressão e vulto o Movimento da Santidade, na América do Norte, entre determinadas igrejas tradicionais, após o início do século XIX, do qual, quase um século depois, surgiu o atual Movimento Pentecostal.

IRVINGISTAS. Líder: Edward Irving (1822-1834), presbiteriano, da Igreja Escocesa de Londres. Irving testemunhou, entre outros factos, que, em 1831, uma irmã solteira, por nome Hall, cheia do Espírito Santo, falou em línguas num culto de oração. A Igreja Presbiteriana local, forçou o pastor Irving a renunciar ao seu pastorado por causa do avivamento que estava ocorrendo e seiscentos membros da igreja da Regent Square, de lá saíram com aquele pastor. Isso também está averbado na obra citada acima, de Schaff.

D. L. MOODY (1837-1899), poderoso evangelista e avivalista norte-americano. Ele era baptista e pregava a salvação em Cristo de modo diferente e objetivo. Pregava a plenitude do Espírito Santo e uma vida cristã cheia do poder do alto. Acerca da sua marcante cruzada cristã evangelística de Londres, em 1873 escreveu Robert Boyd: “Moody pregou à tarde no Auditório da Associação Cristã de Moços, em Sunderland. Em pleno culto houve manifestação de línguas estranhas e profecia. O fogo espiritual dominava o ambiente” (Moody and Sankey in Great Britain, 1875). Há muitos outros exemplos de que, ao longo da história, o Espírito Santo vem sendo derramado sobre aqueles que o buscam. A mundialmente conhecida e respeitada Enciclopédia Britânica, declara: “A glossolalia (o falar noutras línguas) esteve em evidência em todos os avivamentos da história da igreja” (volume 22, pág. 282, ano 1944).
O declínio espiritual da igreja.

A igreja do primeiro século, pelo poder do Espírito Santo, tornou-se uma força invencível para levar o Evangelho de Cristo aos lugares mais remotos da Terra e conquistou almas para Deus em todos os locais do poderoso Império Romano, até no palácio do imperador César, como se lê em Filipenses 1:13 e 4:22. No fim do primeiro século, a espiritualidade da igreja já havia arrefecido (Apocalipse 2:4,15,20; 3:16-18). Era tão decadente o seu estado que, para cinco das sete igrejas locais mencionadas em Apocalipse 2 e 3, a mensagem do Senhor foi: “Arrepende-te” (2:5,16,22;3:3,19). Nos dias do imperador Constantino, já no quarto século, a igreja foi tutelada pelo Estado, ganhando muita fama. Mas isso fê-la perder espiritualidade e poder. A decadência continuou até que ela se transformou numa organização humana na Idade Média (500-1500dC), em vez de ser um organismo divino, como Corpo de Cristo, como revela o Novo Testamento. Como já vimos, Martinho Lutero foi um homem que experimentou a presença poderosa do Espírito Santo. Deus levantou esse baluarte cristão, por quem a doutrina bíblica fundamental da justificação pela fé foi restaurada à igreja. Lutero foi o instrumento de Deus para desencadear o Movimento da Reforma Religiosa em 1517.

Outros movimentos avivalistas que se seguiram foram pelo Senhor usados para o retorno de outras doutrinas essenciais, como:

a) O avivamento liderado por Wesley – A doutrina da santificação.
b) os morávios – As missões.

c) O Exército de Salvação – A evangelização e a ação social da igreja.

d) O Movimento Pentecostal – A dotação de poder do alto, mediante o baptismo no Espírito Santo, com a evidência física inicial no falar noutras línguas pelo Espírito, como ocorreu quando o Senhor Jesus batizou os salvos pela primeira vez, em Jerusalém (Atos 2:1-4). Um exame da história, do ponto de vista religioso, mostra que os trinta anos que precederam o século XIX (1870-1900) foram, na igreja cristã em geral, de declínio espiritual, de disputas teológicas acirradas e vazias, de enfraquecimento na fé cristã, de “cristianismo” formal, de rejeição do sobrenatural, de profissionalismo ministerial, de inatividade na evangelização do mundo e de conformismo quanto à frieza espiritual. Ao mesmo tempo, em diferentes pontos do globo, pequenos grupos de homens e mulheres, movidos por Deus, confessando os seus pecados com arrependimento, clamavam a Deus em oração e jejum por um avivamento de busca da Palavra de Deus, de tristeza e repúdio pelo pecado – um avivamento de santidade e de derramamento de poder do alto para reavivar a igreja. Entre muitos líderes da igreja de então reacendeu a convicção de que há para o crente um baptismo no Espírito Santo subsequente à conversão como afirma Atos 1:4-5.

Surgiu também, no íntimo deles, um incontido clamor pela evangelização do mundo, mediante missões estrangeiras, bem como a busca das operações sobrenaturais de Deus, como é o caso da cura divina e demais milagres, segundo as Escrituras. Já nesse tempo de sequidão espiritual, como regista a história, houve, em diferentes pontos do globo, muitos casos de cura divina e baptismo no Espírito Santo, com a manifestação de línguas estranhas.

Fonte: Mensageiro da Paz (CPAD) de setembro de 2007


 

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