sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

0 REFLEXÃO – Assim como foi nos dias de Noé – Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento



Como aconteceu nos dias de Noé, assim também se dará por ocasião da chegada do Filho do homem. Porque nos dias que antecederam ao Dilúvio, o povo levava a vida comendo e bebendo, casando-se e oferecendo-se em matrimônio, até o dia em que Noé entrou na arca, e as pessoas nem notaram, até que chegou o Dilúvio e levou a todos. Assim ocorrerá na vinda do Filho do homem (Mateus 24.37-39)



INTRODUÇÃO – A revelação da Palavra de Deus à nossa alma é progressiva, acredito. Isso é algo que tenho constatado em minha caminhada cristã e estudos, mas principalmente pesquisando a História Bíblica.

Durante muito tempo em minha jornada preguei estes versículos à pecadores, a eles tão somente, pois não via uma aplicação prática deles à vida da Igreja. No entanto, sou obrigado a reconsiderar minhas interpretações, pelo menos em parte, e aceitar que estes mesmos versículos que tanto usamos para bater no pecador tem uma aplicação a Igreja Hodierna, senão vejamos:

                                          Os dias de Noé X nossos dias

Naqueles dias o ser humano criado a imagem e semelhança do seu Criador havia desviado-se completamente do caminho do bem, enquanto seguia o caminho da maldade, da idolatria, do materialismo, da violência e da SURDEZ À VOZ DE DEUS.

Mesmo Deus levantando um pregador corajoso e ousado (NOÉ) com uma mensagem de ameaça iminente de Destruição total de toda a humanidade, parece que ninguém exceto oito (08) pessoas, as quais eram sua própria família (esposa, filhos e noras) estavam dispostos a abandonar a maldade e ouvir a voz do Senhor.

Fazendo um paralelo com a nossa geração será que podemos conjecturar que somos ou estamos melhores do que eles? Em alguns aspectos, talvez, mas em outros piores. Temos hoje um conhecimento progressivo e ampliado do plano de Deus para a humanidade (eles não tinham), temos hoje uma Bíblia em cada língua e dialeto (exceto alguns) dando conta da vontade de Deus e do seu desagrado para com o pecado da humanidade (eles não a tinham), temos diversas coisas (internet, celulares, universidades, avanços na medicina etc.) as quais eles nem ao menos sonhavam que um dia viesse a existir.

Porém, não obstante a toda essa parafernália que nos diferencia deles, sejamos realistas, pois moral e espiritualmente estamos iguais, senão piores do que eles. O pecado e a depravação moral e sexual alcançaram na nossa geração níveis estratosféricos, a violência tornou-se totalmente desenfreada, a maldade original que brota no coração do homem é algo incontrolável e imprevisível, nunca fomos tão idólatras, materialistas, egoístas, etc.
Somos a geração que talvez (eu acredito que sim) verá os céus se abrir e Jesus (O SENHOR ABSOLUTO) descer para buscar a Igreja, glorificar Israel e julgar esse mundo; no entanto, fazemos tão pouco caso disso, que vivemos como se isso nem ao menos existisse.
                              A Igreja em meio a esse caos

Lamentavelmente eu vejo a Igreja em meio a esse caos reinante e pelo que observo (em mim e nos outros) não estamos numa situação das melhores. As palavras do Senhor Jesus ditas aos discípulos aplicam-se a nós, infelizmente de forma negativa, senão vejamos:
Reconhecendo a proximidade do fim iminente que estamos vivendo, pois, qualquer ser humano com um pouco de bom senso pode ver isto, basta atentar para as profecias bíblicas e observar os sinais (como semáforo) que piscam insistentemente diante de nós:






Eu ficaria um longo tempo citando fatos que se observados com atenção, são sinais claros que GRITAM aos nossos ouvidos: Acorda Igreja, chegamos ao fim e Jesus está voltando.
No entanto o que observo em meio a tudo isso é uma Igreja (na sua grande maioria) relapsa, paralisada, desorganizada, desorientada e sem rumo espiritual.

Estamos vivendo de forma semelhante aos conterrâneos de Noé (COMENDO, BEBENDO E FESTEJANDO) sem dar conta do perigo que nos ameaça. Não estou dizendo que essas coisas sejam erradas em si mesmas, mas a atenção exagerada e apego a elas, como tem acontecido hoje, realmente deixa-nos preocupados.

Escola Dominical – Trabalho quase abandonado e relegado a segundo plano em muitas Igrejas. O Domingo lota o templo tão-somente quando tem uma festinha ou churrasco de comemoração ao final do trimestre.

Culto de Doutrina – Abandonado e fora de foco. Abandonado pela membresia que deveria estar ávida aprendendo a Palavra e vivendo uma vida santa. Por outro lado, temos diversos Pastores que no lugar de ensinar a Palavra de Deus tomam o culto de doutrina para tratar de assuntos totalmente irrelevantes ou pregar teologia da prosperidade.

Cultos de Oração – Meu Deus que culto tão negligenciado! Em muitos lugares não se sabe o que é esse negócio chamado ORAÇÃO.

Evangelismo – ACABOU!!! A tática agora é ficar nos templos luxuosos esperando que as almas venham. Não foi isso que Jesus ensinou. IDE disse o Senhor e não ESPERAI. Qualquer coisa diferente disso é desobediência a um mandamento claro do Mestre da Galileia.

Lamentavelmente o que vemos é a proliferação de passeios, festas, aniversários, churrascos, cafés, almoços, palestras pagas, confraternizações de cunho meramente sócio-político etc. Trazendo as vezes a forte impressão de que estamos transformando a Igreja num fantástico clube social.

Não sou contra uma confraternização sadia dos crentes desde que antes estejamos servindo a Deus e o adorando em espírito e verdade, fazendo a sua obra integralmente e não o contrário.

CONLUSÃO – A síntese de tudo isso é que estamos tomando todo o nosso tempo fazendo coisas que aparentemente são sadias e inocentes, mas esquecendo de fazer o que realmente fomos chamados, ADORAR A DEUS em plenitude, amando-O acima de todas as coisas. É justamente nisso que muitos serão pegos desapercebidos e assim como a geração de Noé só se darão conta do perigo quando for tarde demais.

      Pense nisso,

                              João Augusto de Oliveira










segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

0 Como identificar uma Seita?



Todas as pessoas têm o direito de professar a religião de sua escolha. A tolerância religiosa é extensiva a todos. Isso não significa, porém, que todas as religiões sejam boas. Nos dias de Jesus havia vários grupos religiosos: os saduceus (At. 5.17) e os fariseus (At 15.5). Os dois grupos tinham posições religiosas distintas (At 23.8). Mesmo assim, Jesus não os poupou, chamando-os de hipócritas, filhos do inferno, serpentes, raça de víboras (Mt 23.13-15,33). O Mestre deixou claro que não aceitava a idéia de que todos os caminhos levam a Deus. Ele ensinou que há apenas dois caminhos: o estreito, que conduz à vida eterna, e o largo e espaçoso, que leva à destruição (Mt 7.13,14).

Os apóstolos tiveram a mesma preocupação: não permitir que heresias, falsos ensinos, adentrassem na igreja. O primeiro ataque doutrinário lançado contra a Igreja foi o legalismo. Alguns judeus-cristãos estavam instigando novos convertidos à prática das leis judaicas, principalmente a circuncisão. Em Antioquia havia uma igreja constituída de pessoas bem preparadas no estudo das Escrituras (At 13.1), que perceberam a gravidade do ensino de alguns que haviam descido da Judéia e ensinavam: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podereis ser salvos (At 15.1). Tais ensinamentos eram uma ameaça à Igreja. Foi necessário que um concílio apreciasse essa questão e se posicionasse. Em Atos 15.1-35 temos a narrativa que demonstra a importância de considerarmos os ensinos que contrariam a fé cristã. Outras fontes ameaçam a Igreja. Dentre elas, destacamos a pluralidade religiosa.

PLURALIDADE RELIGIOSA

A pluralidade religiosa não é exclusiva dos tempos de Jesus. Atualmente existem milhares de seitas e religiões falsas, as quais pensam estar fazendo a vontade de Deus quando, na verdade, não estão. Há dez grandes religiões principais: Hinduísmo, Jainismo, Budismo e Siquismo ( na Índia); Confucionismo e Taoísmo (na China); Xintoísmo (no Japão), Judaísmo (na Palestina), Zoroastrismo (na Pérsia, atual Irã) e Islamismo (na Arábia). Nessa lista, alguns incluem o Cristianismo. Além disso, existem mais de dez mil seitas (ou subdivisões dessas religiões), estando seis mil localizadas na África, 1200 nos Estados Unidos e o restante em outros países. Para efeitos didáticos, o Instituto Cristão de Pesquisas classifica assim as seitas:

Secretas: Maçonaria, Teosofia, Rosa-crucianismo, Esoterismo etc.
Pseudocristãs: Mórmonismo, Testemunhas de Jeová, Adventismo do Sétimo Dia, Ciência Cristã, A Família (Meninos de Deus) etc.
Espíritas: Kardecismo, Legião da Boa Vontade, Racionalismo Cristão etc.
Afro-brasileiras: Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Cultura Racional etc.
Orientais: Seicho-No-Iê, Messiânica Mundial, Arte Mahikari, Hare-Krishna, Meditação Transcendental, Unificação (Moonismo), Perfeita Liberdade etc.
Enquanto essas e outras seitas se multiplicam, e seus guias desencaminham milhões de pessoas, os cristãos permanecem indiferentes, desatentos à exortação de Judas 3: combater pela fé uma vez entregue aos santos.

PORQUE ESTUDAR AS FALSAS DOUTRINAS

Muitos perguntam por que se deve estudar as falsas doutrinas. Para esses, seria melhor a dedicação à leitura da Bíblia. Certamente devemos usar a maior parte de nosso tempo lendo e estudando a Palavra de Deus, porém essa mesma Palavra nos apresenta diretrizes comportamentais relacionadas aos que questionam nossa fé. Assim sendo, apresentamos as razões para o estudo das falsas doutrinas:

1ª Defesa própria: Várias entidades religiosas treinam seus adeptos para ir, de porta em porta, à procura de novos adeptos. Algumas são especializadas em trabalhar com os evangélicos, principalmente os novos convertidos. Os cristãos devem se informar acerca do que os vários grupos ensinam. Só assim poderão refutá-los biblicamente (Tt 1.9);

2ª. Proteção do rebanho: Um rebanho bem alimentado não dará problemas. Devemos investir tempo e recursos na preparação dos membros da Igreja. Escolas bíblicas bem administradas ajudam nosso povo a conhecer melhor a Palavra de Deus. Um curso de batismo mais extensivo, abrangendo detalhadamente as principais doutrinas, refutando as argumentações dos sectários e expondo-lhes a verdade será útil para proteger os recém convertidos dos ataques das seitas;

3ª Evangelização: O fato de conhecermos o erro em que se encontram os sectários nos ajuda a apresentar-lhes a verdade de que necessitam. Entre eles se encontram muitas pessoas sinceras que precisam se libertar e conhecer a Palavra de Deus. Os adeptos das seitas também precisam do Evangelho. Se estivermos preparados para abordá-los e demonstrar a verdade em sua própria Bíblia, poderemos ganhá-los para Cristo;

4ª Missões: Desempenhar o trabalho de missões requer muito mais que deslocar-se de uma região para outra ou de um país para outro. Precisamos conhecer a cultura onde vamos semear o Evangelho. Junto à cultura teremos a religiosidade nativa. Conhecer antecipadamente tais elementos nos dará condições para alcançá-los adequadamente.

Uma objeção levantada por alguns é esta: Não gosto de falar contra outras religiões. Fomos chamados para pregar o Evangelho. Concordamos plenamente, todavia lembramos que o apóstolo Paulo foi chamado para pregar o Evangelho e disse não se envergonhar dele (Rm 1.16). Disse também que Cristo o chamou para defender esse mesmo Evangelho (Fp 1.16).

A objeção mais comum é a seguinte: Jesus disse para não julgarmos, pois com a mesma medida que julgarmos, também seremos julgados. Quem somos nós para julgar ? Ora, o contexto mostra que Jesus não estava proibindo todo e qualquer julgamento, pois no versículo 15, ele alerta: acautelai-vos dos falsos profetas. Como poderíamos nos acautelar dos falsos profetas se não pudéssemos identificá-los? Não teríamos de emitir um juízo classificando alguém como falso profeta? Concluímos, portanto, que há juízos estabelecidos em bases corretas, mas, para isso, é preciso usar um padrão correto de julgamento e, no caso, esse padrão é a Bíblia (Is 8.20). Há exemplos nas Escrituras de que nem todo juízo é incorreto. Certa vez Jesus disse: julgaste bem (Lc 7.43). Paulo admitiu que seus escritos fossem julgados (1 Co 10.15). Disse mais: O que é espiritual julga bem todas as coisas (1 Co 2.15).

A CARACTERIZAÇÃO DA SEITA

O método mais eficiente para se identificar uma seita é conhecer os quatro caminhos seguidos por elas, ou seja, o da adição, subtração, multiplicação e divisão. As seitas conhecem as operações matemáticas, contudo nunca atingem o resultado satisfatório.

1. Adição: O grupo adiciona algo à Bíblia. Sua fonte de autoridade não leva em consideração somente a Bíblia. Por exemplo:

Adventismo do Sétimo Dia. Seus adeptos têm os escritos de Ellen White como inspirados tanto quanto os livros da Bíblia. Declaram: Cremos que: Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação e autoridade especial para os adventistas do sétimo dia. Negamos que A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas.7 Essa alegação é altamente comprometedora. Diversas profecias escritas por Ellen White não se cumpriram. Isso põe em dúvida a alegação de inspiração e sua fonte.

As Testemunhas de Jeová (TJs) crêem que somente com a mediação do corpo governante (diretoria das TJ, formada por um número variável entre 9 e 14 pessoas, nos EUA), a Bíblia será entendida. Declaram: Meramente ter a Palavra de Deus e lê-la não basta para adquirir o conhecimento exato que coloca a pessoa no caminho da vida.8 A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto leiamos a Bíblia.9 Essa afirmação iniciou-se com o seu fundador, C. T. Russell. Ele afirmava que seus livros explicavam a Bíblia de uma forma única. A Bíblia fica em segundo plano nos estudos das TJ. É usada apenas como um livro de referência. A revista A Sentinela tem sido seu principal canal para propagar suas afirmações. O candidato ao batismo das TJ deve saber responder aproximadamente 125 perguntas. A maioria nega a doutrina bíblica evangélica. Certamente, com a literatura das TJ é impossível compreender a Bíblia. Somente a Palavra de Deus contém ensinos que conduzem à vida eterna. Adicionar-lhe algo é altamente perigoso! (Ap 22.18,19).

Nessa mesma linha estão os mórmons, que dizem crer na Bíblia, desde que sua tradução seja correta. Eles acham que o Livro de Mórmon é mais perfeito que a Bíblia. Outros livros também são considerados inspirados. Usam também a Bíblia apenas como livro de referência. Citam as variantes textuais dos manuscritos como argumento de que a Bíblia não seja fidedigna. Ignoram, porém, que a pesquisa bíblica tem demonstrado a fidedignidade da Palavra de Deus.

Os Meninos de Deus (A Família) dizem que é melhor ler os ensinamentos de David Berg, seu fundador, do que ler a Bíblia. Práticas abomináveis, segundo a moral bíblica, são praticadas nessa seita!

A Igreja da Unificação, do Rev. Moon julga ser seu princípio divino de inspiração mais elevado que a Bíblia. Outro exemplo da conseqüência de abandonar as Escrituras é observado nesse movimento. Além da Bíblia, rejeitam também o Messias e seguem um outro senhor.

Os Kardecistas não têm a Bíblia como base, mas a doutrina dos espíritos, codificada por Allan Kardec. Usam um outro Evangelho. Procuram interpretar as parábolas e ensinos de Jesus Cristo segundo uma perspectiva espírita e reencarnacionista. A Palavra de Deus é bem clara quanto às atividades espíritas e suas origens.

A Igreja de Cristo Internacional (Boston) interpreta a Bíblia segundo a visão de Kipp Mckean, o seu fundador. Um sistema intensivo de discipulado impede outras interpretações. Qualquer resistência do discípulo, referindo-se à instrução, desencadeará uma retaliação social.

Resposta Apologética: O apóstolo Paulo diz que as Sagradas Letras tornam o homem sábio para a salvação pela fé em Jesus (2 Tm 3.15); logo, se alguém ler a Bíblia, somente nela achará a fórmula da vida eterna : crer em Jesus. A Bíblia relata a história do homem desde a antiguidade. Mostra como ele caiu no lamaçal do pecado. Não obstante, declara que Deus não o abandonou, mas enviou seu Filho Unigênito para salvá-lo. Assim, lendo a Bíblia, o homem saberá que sem Jesus não há salvação. Ele não procurará a salvação em Buda, Maomé, Krishna ou algum outro, nem mesmo numa organização religiosa; pois a Bíblia é absoluta e verdadeira ao enfatizar que a salvação do homem vem exclusivamente por meio de Jesus (Jo 1.45; 5.39-46; Lc 24.27, 44; At 4.12; 10.43; 16.30-31; Rm 10.9-10).

2. Subtração: O grupo subtrai algo da pessoa de Jesus.
A Maçonaria vê Jesus simplesmente como mais um fundador de religião, ao lado de personalidades mitológicas, ocultistas ou religiosas, tais como, Orfeu, Hermes, Trimegisto, Krishna, (o deus do Hinduísmo), Maomé (profeta do Islamismo), entre outros. Se negarmos o sacrifício de Jesus Cristo e sua vida, estaremos negando também o Antigo Testamento, que o mencionava como Messias. Ou cremos integralmente na Palavra de Deus como revelação completa e, portanto, nas implicações salvíficas que há em Jesus Cristo, ou a rejeitamos integralmente. Não há meio termo.

A Legião da Boa Vontade (LBV) subtrai a natureza humana de Jesus, dizendo que Jesus possui apenas um corpo aparente ou fluídico, além de negar sua divindade, dizendo que ele jamais afirmou que fosse Deus.12

Outros grupos também subtraem a divindade de Jesus: as Testemunha de Jeová dizem que ele é um anjo, a primeira criação de Jeová. Os Kardecistas ensinam que Jesus foi apenas um médium de Deus etc.

Resposta Apologética: A Bíblia ensina que Jesus é Deus (Jo 1.1; 20.28; Tt 2.13; 1 Jo 5.20 etc). Assim sendo, não pode ser equiparado meramente com seres humanos ou mitológicos, nem mesmo com os anjos, que o adoram (Hb 1.6). A Bíblia atesta a autêntica humanidade de Jesus, pois nasceu como homem (Lc 2.7), cresceu como homem (Lc 2.52), sentiu fome (Mt 4.2), sede (Jo 19.28), comeu e bebeu (Mt 11.19; Lc 7.34), dormiu (Mt 8.24), suou sangue (Lc 22.44) etc.

3. Multiplicação: Pregam a auto-salvação. Crer em Jesus é importante, mas não é tudo. A salvação é pelas obras. Às vezes, repudiam publicamente o sangue de Jesus:

A Seicho-No-Iê nega a eficácia da obra redentora de Jesus e o valor de seu sangue para remissão de pecados, chegando a dizer que se o pecado existisse realmente, nem os Budas todos do Universo conseguiriam extingui-lo, nem mesmo a cruz de Jesus Cristo conseguiria extingui-lo.13
Os Mórmons afirmam crer no sacrifício expiatório de Jesus, mas sem o cumprimento das leis estipuladas pela igreja não haverá salvação. Outro requisito foi exposto pelo profeta Brigham Young, que disse: Nenhum homem ou mulher nesta dispensação entrará no reino celestial de Deus sem o consentimento de Joseph Smith.14 Por isso, eles têm grande admiração por Smith.

Doutrinas semelhantes são ensinadas pela Igreja da Unificação do Rev. Moon, que desdenha os cristãos por acharem que foram salvos pelo sangue que Jesus verteu na cruz, chegando a dizer15. As Testemunhas de Jeová ensinam que a redenção de Cristo oferece apenas a oportunidade para alguém alcançar sua própria salvação por meio das obras. Jesus simplesmente abriu o caminho. O restante é com o homem. Uma de sua obras diz: Trabalhamos arduamente com o fim de obter nossa própria salvação16. Os adventistas crêem que a vida eterna só será concedida aos que guardarem a lei. A guarda obrigatória do Sábado é essencial para a salvação.17

Resposta Apologética: A Bíblia declara que todo aquele que nega a existência do pecado está mancomunado com o diabo, o pai da mentira (Jo 8.44 comparado com 1 Jo 1.8). A eficácia do sangue de Cristo para cancelar os pecados nos é apresentado como a mensagem central da Bíblia (Ef 1.7; 1 Jo 1.7-9; Ap 1.5).

Com respeito à salvação pelas obras, a Bíblia é clara ao ensinar que somos salvos pela graça, por meio da fé, e isso não vem de nós, é dom de Deus, não vem das obras, para que ninguém se glorie (Ef 1.8-9). Praticamos boas obras não para sermos salvos, mas porque somos salvos em Cristo Jesus, nosso Senhor.

As obras são o resultado da salvação, não o seu agente. O valor das obras está em nos disciplinar para a vida cristã (Hb 12.5-11; 1 Co 11.31,31).

4ª Divisão: Dividem a fidelidade entre Deus e a organização. Desobedecer à organização ou à igreja equivale a desobedecer a Deus. Não existe salvação fora do seu sistema religioso.

Quase todas as seitas pregam isso, sobretudo as pseudocristãs, que se apresentam como a restauração do cristianismo primitivo, que, segundo ensinam, sucumbiu à apostasia, afastando-se dos verdadeiros ensinos de Jesus. Acreditam que, numa determinada data, o movimento apareceu por vontade divina para restaurar o que foi perdido. Daí a ênfase de exclusividade. Outras, quando não pregam que são o Cristianismo redivivo, ensinam que todas as religiões são boas, contudo somente a sua será responsável por unir todas as demais, segundo o plano de Deus, pois ela foi criada para esse fim, como é o caso da fé Bahá’í e outros movimentos ecléticos.

Resposta Apologética: O ladrão arrependido ao lado de Jesus entrou no Céu sem ser membro de nenhuma dessas seitas (Lc 23.43), pois o pecador é salvo quando se arrepende (Lc 13.3) e aceita a Jesus como Salvador único e pessoal (At 16.30-31). Desse modo, ensinar que uma organização religiosa possa salvar é pregar outro evangelho (2 Co 11.4; Gl 1.8), portanto divide a fidelidade a Deus com a fidelidade à organização e tira de Jesus a sua exclusividade de conduzir-nos ao Pai (Jo 14.6). Não há salvação sem Jesus (At 4.12; 1 Co 3.11).

OUTRAS CARACTERÍSTICAS

Falsas profecias: As Testemunhas de Jeová, os Adventistas, os Mórmons e outros já proclamaram o fim do mundo para datas específicas.

Resposta Apologética: A Bíblia nos adverte contra os que marcam datas ou eventos (Dt 18.20-22; Mt 24.23-25; Ez 13.1-8; Jr 14.14).

NEGAM A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE CRISTO , admitindo que Jesus Cristo tenha ressuscitado apenas em espírito: Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã, Igreja da Unificação, Kardecismo; outros dizem que nem sequer ressuscitou (LBV), e ainda outros não acreditam que tenha morrido na cruz (Rosa Cruz, Islamismo etc.)

Resposta Apologética: Quanto à morte e ressurreição de Jesus, a Bíblia afirma que:
Jesus morreu realmente. Eis o processo de sua morte:

a) A agonia no Getsêmani (Lc 22.44).
b) Açoitado brutalmente (Mt 27.26; Mc 15.15; Jo 19.1).
c) Mãos e pés cravados na cruz (Mt 27.35; Mc 15.24).
d) Morte comprovada (Jo 19.33,34).
e) Sepultamento (Jo 19.38-40).
Ressuscitou corporalmente:
a) Ressurreição predita (Jo 2.19-22).
b) O túmulo vazio comprova a ressurreição (Lc 24. 1-3).
c) Suas aparições. (Lc 24.36-39; Jo 20.25-28).
Negar a ressurreição de Jesus é ser falsa testemunha contra Deus, pois:
a) Essa é a mensagem do Evangelho (1 Co 15.14-17)
b) A expressão Filho do Homem designa a forma da sua segunda vinda e testifica que Jesus mantém seu corpo ressuscitado (At 7.55-59; Mt 24.29-31; Fl 3.20,21).
c) O corpo glorificado de Jesus está no céu (1Tm 2.5).

COMO ABORDAR OS ADEPTOS DAS SEITAS

O pesquisador Jan Karel Van Baalen afirma: Os adeptos das seitas são as pessoas mais difíceis de evangelizar.18 Dentre as razões apresentadas por Van Baalen, apontamos as seguintes:

a) Os adeptos das seitas não são pessoas que devem ser despertadas para a religião. O herege deixou a fé tradicional em que foi criado e adotou, segundo pensa, coisa melhor, chegando até mesmo a hostilizá-la. Ele renunciou o plano de Deus para salvação em troca de algum sistema de auto-salvação. Assim, para ele, a afirmação do profeta: todas as nossas justiças são como trapo de imundícia (Is 64.6) não reflete a verdade de Deus.

b) O sectário bem informado é consciente das falhas da religião protestante e evangélica. Ele não consegue entender a variedade denominacional. Além disso, pensa que sabe tudo acerca de sua fé e está convencido de que conhece mais acerca do que cremos do que nós mesmos.

c) Muitos adeptos fizeram sacrifícios, contrariaram os seus familiares, suportaram a zombaria dos amigos etc. Como reconhecer agora que estão errados e a paz que encontraram não é verdadeira?

Conhecendo a nossa fé

Diante do exposto, diz o pesquisador: Antes de entramos nessa discussão, estejamos bem seguros do nosso terreno. A resposta escolar: Eu sei, mas não sei explicar engana somente o estudante. Se não soubermos responder ao argumento do sectário, é só porque não dominamos os fatos. É nosso conhecimento inadequado que nos obriga a abandonar o campo derrotados, desonrando o Senhor.

Concordamos não apenas com Van Baalen, mas também com Lutero, que disse: Se não houvesse seitas, pelas quais o diabo nos despertasse, tornar-nos-íamos demasiadamente preguiçosos e dormiríamos roncando para a morte. A fé e a Palavra de Deus seriam obscurecidas e rejeitadas em nosso meio. Agora, essas seitas são para nós como esmeril para nos polir; elas nos amolam e estão lustrando nossa fé e nossa doutrina, para se tornarem limpas como um espelho brilhante. Também chegamos a conhecer Satanás e seus pensamentos e seremos hábeis em combatê-lo. Assim a palavra de Deus torna-se mais conhecida.

18 Obra citada, p. 282.


*Apêndice da Bíblia Apologética
1Frangiotti, Roque. Histórias das Heresias (séculos I-VII). São Paulo: Paulus. 1995. p. 6.
2 Champlin, R.N. Bentes, J. M. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. v. 3.,v.6. São Paulo: Candeia, 1991.
3 Martin, Walter. O Império das Seitas. 2. ed .v.1. Belo Horizonte: Betânia 1992, p.11.
4 Entendendo as Seitas, um Manual das Religiões de Hoje. São Paulo: Candeia, 1992, p.9.
5 O Caos das Seitas um Estudo Sobre os “Ismos” Moderno. 8.ed. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1986, p. 282.
6 Champlin, R.N. Bentes, J.M. Obra citada Vol. 2
7 Revista Adventista (fevereiro/1994), p. 37.
8 A Sentinela, de 1º de setembro de 1991, p. 19.
9 Idem, de 1º de agosto de 1982, p. 27.
12 Zarur, Alziro. Doutrina do céu da LBV. pp. 108, 112.
13 Taniguchi, Masaharu Kanro no hoou I-II-II. Chuvas de nectá-reas doutrinas. São Paulo: Igreja Seicho-No-Iê do Brasil, 1979 (sem numeração de páginas).
14 Journal of Discourses. Vol. VII, p. 289. EUA: 1869.
15 Kim, Young Moon. A teologia da Unificação. São Paulo: AES – UCM, 1986, p. 276.
16 Nosso Ministério do Reino (dezembro de 1984, p. 1).
17 White, E.G. O grande conflito. O conflito dos séculos durante a era cristã. 35ª edição. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1988, pp. 486, 487.


Pr. Natanael Rinaldi

FONTE: http://www.cacp.org.br/como-identificar-uma-seita/





sexta-feira, 24 de novembro de 2017

0 Reflexão: A você caro pregador!



Procura, isto sim, apresentar-te aprovado diante de Deus, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a Palavra da verdade. (II Timóteo 2.15 / King James Version)

Introdução – Meu amigo pregador do Evangelho parabéns por esta tão bela escolha, na verdade uma das mais belas, eu diria. Jesus te escolheu para esta tarefa e você não a negligenciou, antes, respondeu positivamente ao chamado do Mestre, a fim de salvar almas e edificar vidas através da exposição da Santa Palavra de Cristo.

No entanto meu amigo quero apenas te lembrar que tão grande é o teu privilégio, ainda maior é a tua responsabilidade. Pois ao subir à tribuna para falar, algumas verdades não podem e não devem ser ignoradas.


·         Caro pregador você procura diligentemente interpretar corretamente a Bíblia para o povo, usando assim de todos os meios a disposição para que tanto o pecador quanto o salvo em Cristo ouçam a Bíblia na sua mais absoluta pureza?

·         Você procura aplicar o tempo suficiente para orar antes de subir ao púlpito? O apóstolo Paulo pedia até que os irmãos o ajudassem em oração para que ao subir à tribuna Deus lhe desse uma palavra. E nós?

·         Caro pregador você tem procurado pregar toda a verdade bíblica (salvação pela fé, santidade pessoal, ajuda ao próximo, a volta de Jesus etc.), ou simplesmente tem falado aquilo que o povo quer ouvir com medo de perder a agenda?

·         Você vive o que prega? Prega aquilo que vive? Antes de expor o texto ao auditório e explica-lo você já procurou antes vivê-lo?

·         Você tem plena consciência de que responderá diante de Deus por cada vida que ouve a sua pregação? Se o fez com esmero e afinco será galardoado, mas se negligente e desrespeitosamente será arguido. Já pensou nisso?

·         Já pensou que através da sua pregação centenas podem alcançar os céus ou serem candidatos ao fogo do inferno? E se isso acontecer Deus irá cobrar o sangue deles de suas mãos?

·         Já pensou no galardão que espera aqueles que com amor, ternura e dedicação expuseram a Santa Bíblia levando milhares a Cristo? Quão grandes serão suas recompensas quando o dono da Igreja vier busca-la!

Conclusão – Grande é a tua responsabilidade meu amigo. Mas se a tua causa é justa e eu sei que é, então prossiga, não pare nem desanime, seja qual for o preço que precise ser pago. Ainda que com a tua própria vida venhas a pagar por tuas ousadas e sinceras pregações, não pares, pois a coroa da Justiça te aguarda nos céus de Glória.

João Augusto de Oliveira


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

0 Reflexão – O perigo das raposas e das raposinhas





Texto Base: "Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas 
vinhas estão em flor." (Cantares 2:15)

INTRODUÇÃO -  Raposa - animal mamífero, carnívoro da família dos Canídeos, com 4 gêneros e muitas espécies. São animais oportunistas e se alimentam principalmente de aves, roedores, peixes, insetos, ovos, etc. Sua caça era um esporte tradicional na Inglaterra, tendo sido proibida em 2005.

Os animais que ocorrem na América do Sul e são chamados de ¨raposas¨, na realidade são ¨falsas raposas¨, pois pertencem ao gênero Canis, diferentemente das verdadeiras raposas e é também o símbolo da esperteza (Fonte: http://www.dicionarioinformal.com.br/raposa/ )

Todos sabemos que as raposas (literais) não se alimentam de uvas para que elas estejam ameaçando as vinhas. O autor sacro diz-nos que elas fazem mal, ou seja, danificam as vinhas.

Encontramos neste belíssimo texto poético quatro elementos interessantes, que vale a pena refletir a respeito: 

1º (as vinhas), 2º (as raposas), 3º (as raposinhas) e (alguém responsável pelas vinhas = apanhai-nos).
1.     VINHAS – é do conhecimento de todos que vinha aqui traz o simbolismo de rebanho, congregação, Igreja (Ekklesia/GREGO).

Quando o escritor sacro falou que as vinhas estavam em flor queria dar-nos a ideia da beleza e da vivacidade que a Igreja do Senhor alcança de tempos em tempos. Certo é que passamos períodos de escassez espiritual e material, mas não podemos deixar de reconhecer que, vez por outra, a benção de Deus nos alcança de maneira poderosa. É justamente nestes momentos que devemos ficar atentos e ser extremamente cuidadosos para que forças externas (raposas e raposinhas) não causem sérios danos a obra de Deus.

Jesus estabeleceu a sua Igreja como coluna e firmeza da verdade (I Tm 3.15) a fim de proclamar esta mesma verdade ao mundo e ser luz e sal, evitando assim a putrefação que o pecado produz sobre a vida humana entregue a ele. Estabeleceu-a para que “...as portas do inferno não prevaleçam contra ela” (Mateus 16.18). Mas isso não quer dizer, contudo que o inferno não tentará derrubar a Igreja e danificá-la, mas sim que ele não conseguirá o seu intento, pois o Espírito de Deus o repreenderá.

2.     RAPOSAS – Símbolo daquilo que destrói a vinha de Deus = PECADO.
Uma das coisas mais terríveis que observo nos dias hodiernos são pessoas brincando com o pecado, como se ele não fosse assim tão nocivo e danoso quanto parece. Pior que muitos que brincam são pastores, obreiros, responsáveis por cuidar da vinha do Senhor. Mas que ao invés de vigiá-la a fim de evitar a entrada das “raposas”, simplesmente ignoram o perigo e porque não dizer que até as vezes conduzem essas raposas até a entrada da vinha e permitem que entrem e causem estragos.

Essas raposas são as concessões ao pecado na casa de Deus, o adultério desenfreado, os divórcios totalmente contra a Palavra de Deus, a corrupção, a fornicação que se espalhou como uma praga no meio da nossa juventude, etc. Tudo o que causa dano a obra de Deus é raposa destruidora.

3.     RAPOSINHAS – pequenos pecados que parecem passar totalmente despercebidos – nós costumamos condenar veementemente as “grandes raposas”, mas esquecemos de olhar que as vezes as pequenas causam tanto dano, senão pior do que as grandes.

O Senhor Jesus já nos seus dias de ministério terreno dizia em tom severo aos fariseus: Ai de vós, doutores da Lei e fariseus, hipócritas! Porque fechais o reino dos céus diante dos homens. Porquanto vós mesmos não entrais, nem tampouco deixais entrar os que estão a caminho!  (Mateus. 23.13 / KJV)

Fechamos aos homens as portas do Reino dos Céus quando não tratamos o pecado com o rigor que ele merece e simplesmente assistimos o rebanho de Deus (A VINHA) fazer o que quer e não admoestamos ou exortamos a que se arrependam.

Essas raposinhas estão em todo lugar passando-se por coisas lícitas e inocentes aos olhos dos incautos. Sabe aquele negócio de “nada a ver” e “um pouquinho não faz mal” ou então “Deus só quer o coração”? Alguns são mais descarados e usam como desculpa o jargão: “mas todo mundo faz a mesma coisa”. Só porque todo mundo faz a mesma coisa isso não quer dizer que ela esteja correta.

Com essas desculpas esfarrapadas alguns pensam que podem enganar a Deus e viver em mentiras, roupas sensuais, xingamentos, palavrões, expondo seus corpos em vitrine (esquecendo que é TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO), espalhando mexericos etc. Isso tudo são raposinhas que muitas vezes ninguém percebe que ela está ali, causando danos a vinha de Deus e estragando seus frutos.

4.     AQUELE QUE CUIDA DA VINHA – O apóstolo Paulo corroborando o profeta Jeremias disse que Deus mesmo foi quem deu à Igreja pastores segundo o seu coração, que as apascentem com sabedoria, a fim de um dia apresenta-la como virgem “imaculada” a um marido, a saber, a Cristo (Jeremias 3.15; Efésios 4.11; I Pedro 5.2-12; II Coríntios 11.2).

Tenho um extremo respeito aos pastores que Deus escolheu para guiar o seu rebanho e falo isso com temor e tremor, mas tenho que falar.

Muitos de nossos pastores precisam abrir os olhos enquanto é tempo, pois estão adquirindo a “síndrome de Arão” e permitindo que o rebanho faça o que quer da casa de Deus, não os repreendem por medo da pressão e da perda do cargo (ou benefícios). E por causa disto as raposas e as raposinhas estão destruindo as vinhas do Senhor.

Acredite meu caríssimo Pastor, se você permitir que o pecado e o mundanismo destrua a pureza da Igreja que está aos seus cuidados, Deus vai cobrar um preço muito alto de você. É melhor se indispor com o povo e com colegas de ministério do que com Deus. Ouça o que diz Samuel: Se um homem pecar contra outro, Deus o julgará; mas se um homem pecar contra o Senhor, quem intercederá por ele? (I Samuel 2.25a).

CONCLUSÃO – Deus entregou nas mãos de cada Pastor uma noiva pura, adornada e bem cuidada e espera no dia da sua volta recebê-la de igual maneira; acrescida daqueles que ele conseguiu agregar ao rebanho. O que ele dirá se Naquele dia encontrar das suas mãos apenas metade do rebanho que ele te confiou e essa metade suja, desgastada pela impureza, cheia de feridas e com as roupas manchadas?

     Pense nisso,

                               João Augusto de Oliveira

domingo, 12 de novembro de 2017

0 Reflexão Bíblica: 03 razões para Deus nos colocar no "deserto"





Texto de apoio:
"Lembrem-se de como o Senhor, o seu Deus, os conduziu por todo o caminho no deserto, durante estes quarenta anos, para humilhá-los e pô-los à prova, a fim de conhecer suas intenções, se iriam obedecer aos seus mandamentos ou não (Deuteronômio 8:2).


Introdução
- Deserto (Região árida, coberta por um manto de areia em que é quase absoluta a ausência de vida). Uma região que ninguém gosta de pensar, muito menos morar. A não ser os povos que vivem por tradição no deserto, outros nem se aventuram a ir lá, sob risco de perder a vida ou sofrer grandes agruras.


   No deserto como todos sabem  a temperatura pode sofrer oscilações bruscas de 50º C durante o dia e –5º C à noite, fazendo com que o corpo humano sofra violentamente. A ausência de água neste lugar também pode ser outro fator de risco, pois leva-nos rapidamente a desidratação e a morte. Isso sem falar nos animais peçonhentos (escorpiões e serpentes) que são em alguns casos fatais.


     Sendo estes lugares tão perigosos porque então Deus muitas vezes nos permite ir lá? Porque esse sofrimento é imposto ao justo algumas vezes? Será que Deus tem prazer em ver-nos sofrer?


1. Deus nos permite ir ao deserto para revelar que somos de fato
- Segundo a Bíblia todos nós somos para Deus como o imundo e nossas justiças trapos de imundícia (Isaías 64.6). Contudo parece que nunca aprendemos isso de fato.


    Pois no fundo somos egoístas e arrogantes como se o mundo girasse em torno de nós. Humilhamos as pessoas as vezes, muitas delas usando até mesmo de prerrogativas espirituais. É justamente nessa hora que Deus precisa nos humilhar e mostrar quem realmente somos, NINGUÉM!


   Veja Moisés quando ainda estava no palácio de Faraó, imaginando que podia libertar o povo de Israel com a força do seu próprio braço, a ponto de tirar a vida de um egípcio no processo. Deus teve que intervir e mandá-lo à UNIVERSIDADE DO DESERTO para que lá, aprendesse quem realmente ele era.


2. Deus nos permite ir ao deserto para provar o que há no nosso coração - Lembra quando o Espírito conduziu o Senhor Jesus ao deserto para ser tentado pelo diabo (Mateus 4.1...)?

Jesus não precisava passa por aquela prova, mas a suportou bravamente e venceu, para nos dar uma grande lição: mesmo no deserto podemos vencer a tentação e mostrar que afinal o nosso coração pertence a Deus.


Em meio as benesses da vida, aos carros, aos salários altos, ao glamour das conquistas e aos holofotes não mostramos nossa verdadeira face, nem revelamos o que verdadeiramente há em nosso coração. Somente quando ficamos sós no ermo é que sabemos quem verdadeiramente somos.


Conheço muita gente que vivia acostumada a regalias e holofotes, mas no dia que perdeu tudo isso e foi para o deserto mostrou-se insano e blasfemador de Deus. Dando prova claríssima que servia a Deus somente por causa das bençãos recebidas.


Citamos mais uma vez o exemplo de Moisés que uma vez perdendo as regalias do palácio contentou-se com Deus por quarenta anos no deserto de Midiã. Belo exemplo a ser seguido.


3. NO deserto Deus revela-se a nós com grande poder
- Sim ele pode revelar-se em qualquer lugar, contudo a Bíblia mostra-nos claramente que ele o faz de maneira plena quando estamos no deserto.
Por quê? Talvez porque lá estejamos mais quebrantados, mais humilhados, mais dependentes dele. Assim propensos a receber mais da sua presença e glória.


Olhemos mais uma vez para Moisés no deserto quando estava em Horebe. A experiência que teve com o Todo Poderoso na Sarça Ardente, creio eu que valeu por todos os anos de privação e sofrimento que o deserto lhe proporcionou.


Ali a mão de Deus foi sobre Moisés de tal maneira que ele foi totalmente transformado para nunca mais voltar a ser o mesmo.


CONCLUSÃO
- Se você está no deserto, cuidado antes de murmurar e reclamar. Deus não nos coloca no deserto para nos matar, pelo contrário, ele quer nos fazer mais fortes, preparados e cheios da sua glória, a fim de realizar a obra que ele nos chamou.


     Bom domingo e uma ótima semana a todos,


                         João Augusto de Oliveira
 

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