domingo, 28 de agosto de 2022

0 Quem Foi o Profeta Habacuque

 


Quem Foi o Profeta Habacuque

O profeta Habacuque foi o autor do livro do Antigo Testamento que traz seu nome. Além do que nos é informado no livro de sua autoria, nada mais se sabe sobre a biografia desse profeta. Portanto, utilizaremos algumas informações de seus escritos para sabermos um pouco mais sobre quem foi Habacuque.

Quem foi Habacuque? A vida do profeta

Como já dissemos, não existe dados históricos ou qualquer outra informação na Bíblia acerca de quem foi Habacuque. Esse personagem bíblico não é citado em nenhum outro livro do Antigo Testamento. Nos livros do Novo Testamento Habacuque também não é citado.

Alguns estudiosos, sem qualquer fundamentação, já tentaram sugerir que Habacuque seja apenas um título para o livro, e não um personagem histórico. Entretanto, a construção do texto presente no livro do profeta Habacuque não deixa qualquer dúvida de que Habacuque foi um personagem histórico. Portanto, qualquer sugestão que conteste a historicidade da vida do profeta deve ser desprezada.

O significado do nome “Habacuque” também é incerto. O nome tanto pode estar ligado à raiz hebraica que significa “abraço” (h-b-q), ou ao nome de uma planta assíria chamada “hambakuku“. A forma grega desse nome é Hambakoum.

Caso esse nome seja derivado do hebraico, então seu significado pode estar relacionado a uma ideia de aceitação do Senhor por Habacuque, ou, como Lutero entendeu, esse significado pode se referir a Habacuque como sendo alguém que abraça o seu povo num tempo de desespero. Já Jeronimo entendeu que esse “abraço” deveria ser aplicado no sentido “luta”, isto é, alguém que “lutou” com Deus.

Se for a segunda possibilidade a correta, ou seja, do nome ser derivado de uma planta assíria, então esse nome pode representar o grau de influência da cultura assíria sob a sociedade de Judá.

Existem também algumas sugestões de que Habacuque teria sido o filho da mulher sunamita que aparece no livro de 2 Reis (cap. 4:16), ou que ele teria sido o vigia mencionado no livro do Profeta Isaías (cap. 21:6). Entretanto, não existe qualquer apoio para tais sugestões que, simplesmente, não passam de uma simples conjectura bem improvável.

O ministério do profeta Habacuque

O primeiro versículo do livro do profeta Habacuque perece sugerir que ele era bem conhecido em sua época. Alguns intérpretes defendem que Habacuque era um profeta ligado ao Templo em Jerusalém, mas a hipótese mais provável é de que o profeta Habacuque apenas trabalhava em Jerusalém. De qualquer forma, sua profunda preocupação com assuntos relacionados à Jerusalém é incontestável.

O versículo 6 do capítulo 1 do livro de Habacuque fornece um dado importantíssimo, pois nele está registrada a única referência histórica clara no livro, servindo de base para que se tenha uma estimativa do período em que o profeta Habacuque viveu.

A referência em questão é sobre o avanço babilônico (literalmente “caldeus”) como um tipo de novo poder ameaçador da época. Isso então indica uma data próxima à conquista de Judá pelos exércitos de Nabucodonosor que ocorreu aproximadamente em 597 a.C.

Logo, o profeta Habacuque viveu durante o período de reinado do rei Joaquim (608-598 a.C.). Ele provavelmente testemunhou o declínio e queda do Império Assírio e a derrota de Nínive por volta de 612 a.C. Essa data também o coloca como um contemporâneo mais jovem do Profeta Jeremias.

Como dissemos, não existe qualquer referência à vida pessoal do profeta. Não sabemos nada sobre sua família, sobre sua profissão ou sobre sua posição social. Apesar disso, através de seu livro podemos conhecer um verdadeiro profeta do Senhor, alguém que não se contaminava com as práticas pecaminosas de sua época, alguém que tinha um profundo zelo pela honra e pela glória de Deus (Hc 1:12; 3:3).


A mensagem de Habacuque

O profeta Habacuque se preocupava seriamente com a desobediência do povo em relação aos mandamentos de Deus. Esses traços da personalidade e do caráter de Habacuque nos são revelados através de seus diálogos com Deus, através de seus dolorosos questionamentos e suas suplicas.

O profeta Habacuque viveu num período de crise, sobretudo espiritual, onde o povo escolhido de Deus estava perdendo a sua identidade. Toda essa situação fez com que Habacuque questionasse ao Senhor com relação a uma aparente indiferença de Deus para com a terrível realidade de sua época.

Porém, esse questionamento não era motivado por uma incredulidade por parte do profeta, ao contrário, ele sabia da soberania de Deus sobre tudo o que estava acontecendo (Hc 3:17). Na história do profeta Habacuque podemos aprender como ele mudou, através da oração, a profunda aflição em esperança.

FONTE: https://estiloadoracao.com/quem-foi-o-profeta-habacuque/


sexta-feira, 26 de agosto de 2022

0 Reflexão Bíblica - Até quando Senhor?




 

“Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão?” Hc 1:2-3a

 

Habacuque, um dos grandes profetas de Deus, também conhecido como “profeta do avivamento”; foi um homem que fez grandes perguntas para o Senhor, inclusive sobre a sua justiça nesse mundo perverso.

Nesta época, o povo de Deus vivia uma grande crise moral, social, jurídica e espiritual. Neste cenário, o profeta cujo nome significa “abraço ou abraçar”, realmente abraçou a causa do Senhor e lutou com Deus em oração até que do céu viesse a resposta aos seus questionamentos.

Vivemos uma época muito similar a do profeta, pois em todos os lugares vê-se a injustiça, os desmandos de autoridades políticas e por que não falar que o caos tem se instalado até mesmo na religião institucionalizada. Faz-se necessário perguntar ao Senhor mais uma vez: Até quando, SENHOR?

·         Até quando, SENHOR – Veremos o mal prevalecer em nossa sociedade e parece que ninguém faz absolutamente nada para resolver?

 

·         Até quando, SENHOR – Seremos roubados por aqueles que deveriam “bem governar” sobre nós; a ponto de vivermos em situação de pobreza e miséria?

 

·         Até quando, SENHOR – Veremos a violência crescer em nossas ruas a ceifar e ferir centenas e centenas de vidas inocentes; enquanto nossas autoridades apenas contemplam  a dor e não fazem nada para resolver o problema?

 

·         Até quando, SENHOR – Estaremos numa igreja estagnada, enquanto deveria ser sal e luz nesse mundo tenebroso?

 

·         Até quando, SENHOR – Veremos disputas na casa de Deus por cargos, posições oportunidades, enquanto o mundo caminha para o abismo, precisando de uma palavra de salvação e vida?

 

·         Até quando, SENHOR – Olharemos a tua casa ser transformada em palanque eleitoral e balcão de negócios, a fim de favorecer homens gananciosos, cujo único objetivo é enriquecer às custas do povo pobre?

 

·         Até quando, SENHOR – Não virás a nós com justiça e salvação aos teus filhos, que em ti aguardam de dia e de noite? Pois o que mais vemos são homens corruptos e desonestos, até mesmo no meio da Igreja está cheio deles. Precisamos urgentemente da intervenção do Senhor.

 

Por isso clamaremos cada dia mais e buscaremos a face do Senhor; até que se derrame sobre nós o Espírito lá do Alto (Isaías 32.15)

 

Amém.

 

Fraternalmente,

 

João Augusto de Oliveira

 

 

 

 

 

 


terça-feira, 23 de agosto de 2022

0 MISSÕES - Igreja pega fogo e provoca a morte de 41 pessoas no Egito

 




Autoridades acreditam em acidente, mas cristãos locais temem ser um ataque

Igrejas egípcias costumam ser atacadas no Egito (foto representativa)


Na manhã do último domingo, 14 de agosto, a Igreja Ortodoxa de Abu-Sefin no distrito de Cairo, Egito, pegou fogo. Na ocasião, 41 pessoas morreram e 14 foram feridas. A missa estava em andamento quando os cristãos locais perceberam os sinais de fogo.

Homens, mulheres e crianças ficaram assustados e correram para escapar das labaredas. O resultado do tumulto foi a morte de 41 cristãos e ferimento de outros 14, que foram levados para tratamento no hospital local.

Autoridades acreditam que o incêndio foi um acidente, entretanto os cristãos que vivem no distrito temem seja um ataque. Por isso, pedem oração para que a verdade seja revelada. Além disso, interceda pelo consolo das famílias que perderam entes queridos e tiveram um de seus membros machucados. Clame também pelas igrejas no Egito que enfrentam forte pressão e violência de extremistas islâmicos.

Violência e impunidade constantes

O Egito ocupa a 20ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2022 por causa da ação de muçulmanos radicais. A negligência das autoridades em resolver casos de ataques contra cristãos também contribuem para que os agressores permaneçam impunes e encorajados a perseguir os seguidores de Jesus.

No final de julho, pai e filho cristãos foram esfaqueados em Gizé, ambos sobreviveram, mas ficaram com a marca da perseguição no corpo e nas lembranças. Anteriormente, a loja que eles possuíam já foi invadida e saqueada por muçulmanos radicais.

O agressor Ahmad Mohamed Salah foi detido, mas pode ser solto logo, pois a família alegou que ele tem problemas mentais. Essa é uma tática comum para que os fanáticos religiosos recebam anistia da justiça egípcia.


De acordo com testemunhas, o agressor é integrante do grupo radical Islamist Muslim Brotherhhod (Irmandade Muçulmana), um movimento que persegue cristãos de diversas formas
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sexta-feira, 19 de agosto de 2022

0 EBD – Lições Bíblicas dos Adultos – CPAD / 4° TRIMESTRE DE 2022

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

0 O que é apologética (significado bíblico)


O que é apologética (significado bíblico)

Apologética (cristã) é o nome que se dá à defesa da fé cristã. Isso significa mostrar a validade da Bíblia e da fé em Jesus através de vários tipos de argumentos. Sempre que alguém explica por que crê em Jesus, está fazendo apologética, de maneira mais ou menos simples.

Apologética significa a defesa ou a promoção de qualquer coisa por meio de argumentação. Hoje em dia, essa palavra é usada principalmente na defesa da fé cristã. A Bíblia diz que devemos estar prontos para explicar a razão de nossa esperança a quem nos pergunta (1 Pedro 3:15). Quando damos nossas razões, fazemos apologética.

A Bíblia não nos ensina a ter uma fé cega. Podemos e devemos usar a razão para fortalecer nossa fé e ajudar outros a ficarem com fé (1 Tessalonicenses 5:20-21). Uma fé bem fundamentada é mais forte.

A apologética pode envolver vários assuntos:

  • A validade da Bíblia
  • A existência de Deus
  • A identidade de Jesus
  • A verdade dos ensinamentos da Bíblia

Como fazer apologética?

A Bíblia ensina qual é a melhor maneira de fazer apologética: com mansidão e respeito (1 Pedro 3:16). Podemos ter argumentos muito bons mas se não agirmos com amor e respeito, esses argumentos serão inúteis. Uma das maiores provas da verdade do evangelho é uma vida transformada por Jesus.

Em geral, na apologética podemos usar as técnicas normais da argumentação:

  • Argumentos de experiência – testemunho próprio ou de outros sobre como o evangelho é real e funciona
  • Argumentos de autoridade – exemplos de pessoas credíveis que creem em Jesus
  • Argumentos de observação – mostrar evidência da verdade da Bíblia no mundo à nossa volta
  • Argumentos de lógica – uso de raciocínios corretos para mostrar que o evangelho faz sentido
  • Contra-argumentação – o uso de todas as formas de argumentação anteriores para refutar os argumentos de quem discorda da fé cristã

Toda apologética deve ter base na Bíblia. Podemos usar muitos argumentos diferentes mas, no fim, o mais importante é o evangelho. O uso da razão e da apologética pode ajudar mas a fé vem pelo Espírito Santo, não por nossa própria capacidade de argumentar (Efésios 2:8-9). Mesmo com evidências muito boas, a conversão ainda exige um passo de fé.


terça-feira, 9 de agosto de 2022

0 Apologética Cristã - JEOVÁ Uma testemunha de Jesus

 


Se disséssemos a um adepto de Charles T. Russell, hoje conhecido pelo título de Testemunha de Jeová, que Jeová foi testemunha de Jesus, isso seria considerado uma blasfêmia. E por quê? Porque, frequentemente, quando somos abordados por esse grupo religioso, geralmente se identificam como ‘testemunhas de Jeová’ e que o próprio Jesus também foi testemunha de Jeová. Como apoio de sua afirmação citam: “E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha” (Apocalipse 1.5).

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ OU DE JESUS?

Não há um só versículo no Novo Testamento que afirme que os cristãos devem ser conhecidos como ‘testemunhas de Jeová’, mas existem textos que declaram categoricamente que os cristãos devem ser conhecidos e chamados como testemunhas de Jesus: “E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus” (Apocalipse 17.6).

Jesus, depois de ressuscitado, ensinou que seus discípulos deveriam ser suas testemunhas em todas as nações, dizendo: “Mas recebereis a virtude do Espirito Santo, que há de vir a vás; e serme-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda Judeia e Sumaria, e até aos confins da terra “ (Atos 1.8).

“Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas” (Atos 2.32). “E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas “ (Atos 3.15).

“Mas, para que não se divulguem mais entre o povo, ameacemo-los para que não falem mais nesse nome a homem algum. E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus” (Atos 4.17- 18). “Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos” (Atos 26.9). Paulo, como testemunha de Jeová (Is. 43.10), perseguia as testemunhas de Jesus. Depois de convertido, tornou-se testemunha de Jesus: “Disse-lhe. porém, o Senhor: Vai. porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome ” (Atos 9.15-16).

“E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus ” (Cl 2.17).

“Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, eslava na ilha Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo “ (Apocalipse 1.9).

“…ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita “ (Ap 2.13).

JEOVÁ COMO TESTEMUNHA DE JESUS

Se é verdade que Jesus é chamado testemunha de Jeová, em Apocalipse 3.14, não se pode negar por outro lado, que Jeová é chamado também de testemunha de Jesus. Declara Jeremias 42.5: “Então eles disseram a Jeremias: Seja o Senhor entre nós testemunha verdadeira e fiel… “ e como “testemunha verdadeira e fiel” Jeová deu testemunho de Jesus: “Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Há outro que testifica de mim, e sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro” (Jo. 5.31-32). “E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou” (Jo 8.17-18).

“Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou. Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu “ (1 Jo. 5.9-10).

O TESTEMUNHO DE JEOVÁ ACERCA DE JESUS

Por várias vezes Jeová deu testemunho de Jesus.

No seu batismo: “E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espirito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo ” (Mateus 3.16-17).

No Monte da Transfiguração: “E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o” (Mateus 17.5).

Pedro referiu-se a esse acontecimento da vida de Jesus, do qual ele também participou: “Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido” (2 Pe. 1.17).

Se Jesus foi testemunha de Jeová, e Jeová foi testemunha de Jesus, qual a diferença entre o testemunho de um do testemunho do outro? Não são iguais? E quanto a isso a Bíblia apresenta a declaração de Jesus “Eu e o Pai somos um “ (Jo. 10.30). “Disse- lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai: e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai. que está em mim mesmo, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim: crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras” (Jo 14.8-11).

LIVRO: CONSULTANDO A BÍBLIA – VOLUME 1, NATANAEL RINALDI

sábado, 6 de agosto de 2022

0 MISSÕES - Aumento da perseguição e novas conversões em Mianmar

 


Aumento da perseguição e novas conversões em Mianmar

A perseguição e a proibição dos cultos não impediram que mais pessoas conhecessem Jesus


Militares ameaçam as igrejas com medo de que se organizem em protestos contra o governo


Assim como a Igreja Primitiva descrita em Atos, à qual a cada dia o Senhor acrescentava novos cristãos, mesmo no meio do conflito, na região central de Mianmar cristãos estão encontrando formas de se reunir nas casas para cultuar aos domingos e muitos têm conhecido o evangelho nessas reuniões.


Desde o golpe militar, em fevereiro de 2021, as autoridades locais impuseram fortes restrições quanto aos cultos, pelo medo de as pessoas usarem as reuniões para organizarem protestos e se mobilizarem contra o governo. No entanto, cristãos anseiam pela comunhão, para orarem juntos e ouvir a palavra de Deus.


O parceiro local Piang (pseudônimo) está conduzindo cultos na região e disse: “Há três templos na vizinhança onde costumávamos nos reunir. Dois deles foram interditados pelo governo e o terceiro é muito distante para a maioria. Por isso, muitos cristãos se reúnem nas casas, como igrejas domésticas. Desde as restrições e mudanças, novos cristãos têm chegado e o número dos que creem continua crescendo”.


Piang também compartilhou que “no dia 12 de junho, os militares e autoridades locais entraram na igreja no momento em que fazíamos o culto dominical e começaram a tirar fotos. Eles chamaram o pastor da igreja e líderes para o gabinete e disseram que não permitiriam que os cultos continuassem a acontecer, pois deveriam evitar multidões. Disseram que aquele era o alerta final e que não sabiam o que fariam se não fossem obedecidos”.


Apesar dos desafios, os cristãos continuam adorando a Deus e muitos se converteram recentemente. Ore para que Deus os guarde e fortaleça e para que a fé deles cresça a cada dia.


Socorro para o Sul da Ásia


Mianmar é um exemplo do que o governo e a sociedade fazem com os cristãos. Leis anticonversão e prisões arbitrárias tornam a vida dos cristãos difícil e desafia a sobrevivência da igreja nesses países. Com uma doação, você ajuda a fortalecer esses irmãos na fé para que, apesar da perseguição, eles sejam sal e luz no Sul da Ásia.

 FONTE: https://portasabertas.org.br/noticias/cristaos-perseguidos/aumento-da-perseguicao-e-novas-conversoes-em-mianmar





 


domingo, 24 de julho de 2022

0 O profeta Isaías

 



Quem Foi Isaías na Bíblia?

O profeta Isaías foi um dos escritores do Antigo Testamento que profetizou em Judá entre os séculos 8 e 7 a.C. Isaías escreveu o livro profético mais extenso da Bíblia. O nome Isaías significa “o Senhor é salvação”, do hebraico Yesha’yahu. Apesar de ele ser um dos profetas mais conhecidos da Bíblia, nem todos já leram a história de Isaías.

Quem foi Isaías?

Isaías foi filho de Amós, mas que não deve ser confundido com o profeta de mesmo nome. Na verdade o nome de seu pai em hebraico é ‘amots, enquanto o do profeta Amós é ‘amos. Isaías era casado, e sua esposa é chamada em seu livro de “a profetiza” (Isaías 8:3), talvez indicando que ela também profetizava.

A Bíblia menciona que Isaías era pai de pelo menos dois filhos, Sear-Jasube e Maer-Salal-Hás-Baz (Isaías 7:3; 8:1-4). Esses nomes eram simbólicos, e tinham um significado que se referia a própria mensagem do profeta.

O primeiro, Sear-Jasube, significa “um remanescente voltará”, apontando para o juízo iminente que o povo seria submetido devido ao ataque assírio, mas também apontava para a promessa de restauração . Já o segundo, Maer-Salal-Hás-Baz, significa algo como “rápido até os despojos, veloz é a presa”, fazendo referência a devastação que Deus traria sobre a Síria, Israel e Judá.

Provavelmente Isaías morava na cidade de Jerusalém, apesar do texto não esclarecer esse ponto de forma explicita (cf. Isaías 7:3). A tradição judaica afirma que Isaías era de linhagem real. Por pelo menos treze vezes, o profeta Isaías é designado como “o filho de Amoz”, o que talvez possa indicar que seu pai era um homem importante naquela época.

O ministério do profeta Isaías

O profeta Isaías foi chamado para exercer seu ministério em aproximadamente 739 a.C., no ano em que morreu o rei Uzias. O relato bíblico não informa se antes disso Isaías já pregava publicamente.

Também não é possível saber com exatidão quanto tempo durou seu ministério profético, tanto de forma oral como de forma escrita. Alguns estudiosos sugerem que ele tenha profetizado por cerca de 60 anos.

A convocação de Isaías como profeta

O relato de sua convocação para profetizar é um dos mais extraordinários registrados no Antigo Testamento. Na ocasião, Isaías teve uma visão do trono de Deus, e contemplou serafins que proclamavam a santidade de Deus.

Diante de tamanha glória, o profeta assumiu sua própria pecaminosidade. Ele se considerou impróprio para a função de profeta ao dizer: “sou um homem de lábios impuros” (Isaías 6:5). Mas um dos serafins tocou sua boca com uma brasa viva e lhe purificou.

Depois disso, o profeta escutou a voz do Senhor que dizia: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”. O profeta então respondeu: “Eis me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:8). Mais tarde, a convocação do profeta Ezequiel lembrou em certos aspectos esse episódio esplendoroso do chamamento do profeta Isaías (Ezequiel 1,2,3).

A atuação de Isaías como profeta

No primeiro capítulo de seu livro, temos a informação de que o profeta Isaías teve visões da parte de Deus durante os reinados dos reis de Judá: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias.

O profeta Isaías foi contemporâneo do profeta Miqueias (cf. Isaías 1:1; Miqueias 1:1). É bem possível que ambos estivessem familiarizados com a mensagem um do outro, já que o texto de Isaías 2:2-4 e Miquéias 4:1-3 são muito semelhantes.

O ministério do profeta Isaías foi precedido pelo ministério do profeta Amós e pelo ministério do profeta Oseias; apesar de que Oséias também foi seu contemporâneo durante algum tempo. Amós e Oséias profetizaram, principalmente, sobre o Reino do Norte. Já Isaías e Miquéias se concentraram mais no Reino do Sul.

Com base em seus escritos, é possível perceber que o profeta Isaías foi um homem culto e muito capacitado. Ele tinha uma habilidade analítica notável e um senso poético apurado. Ele é considerado por muitos como o maior escritor hebreu.

A mensagem do profeta Isaías

A mensagem do profeta Isaías mesclou repreensões e anúncios de maldições pela infidelidade do povo, com conforto e esperança pela restauração futura. Desse modo, o profeta Isaías pregou sobre a importância da fidelidade ao Senhor.

Além disso, sua mensagem escrita também focava os judeus exilados, conclamando-os ao arrependimento e os exortando a confiarem nas promessas de Deus. Após o período de cativeiro, o Senhor abençoaria o remanescente fiel, trazendo restauração e bênçãos sobre as nações de uma forma nunca antes experimentada.

O pecado de Israel e Judá havia chagado a um nível tão abominável, que Deus usou o profeta para falar acerca de várias maldições que atingiriam os hebreus de forma geral. A maior delas, é claro, foi o exílio na Babilônia. Nesse contexto, Deus ordenou que o profeta Isaías profetizasse para que o coração daquele povo rebelde fosse endurecido, seus ouvidos e olhos fechados, a fim de que o juízo de Deus sobre eles não fosse evitado.

O profeta Isaías também falou sobre as bênçãos futuras que seguiriam após o exílio. Ele profetizou que um remanescente sobreviveria a esse período tão difícil, e retornaria à Terra Prometida.

Isaías, o profeta messiânico

Já na época dos pais da Igreja o profeta Isaías era conhecido como o “evangelista do Antigo Testamento”. Tal designação se dá pelo modo detalhado e completo com que ele descreveu a pessoa e obra do Messias.

Muitos julgamentos profetizados por Isaías foram cumpridos no ministério de Jesus (cf. Isaías 53:4-6; 2 Coríntios 1:15; Hebreus 9:26). Além disso, o profeta Isaías apresentou Jesus como “o Servo” que traria justiça as nações; que restabeleceria a aliança; que iluminaria os gentios (no sentido de prover salvação a eles); que expiaria o pecado de seu povo e, finalmente, ressuscitaria dos mortos (Isaías 42:1-7; 49:1-7; 52:13-53:12).

É por isso que as profecias do profeta Isaías registradas em seu livro, são as mais referenciadas no Novo Testamento quando o objetivo é apontar sobre como a pessoa de Jesus cumpre com perfeição todas as promessas do Antigo Testamento em relação ao Messias prometido.

A profecia de Isaías também alcança um cumprimento ainda futuro. Ele profetizou acerca da restauração após o exílio falando sobre as maravilhas que aconteceriam, e chamou esse nova realidade de vida de “os novos céus e a nova terra” (Isaías 66:22; 65:17). Essa promessa que foi inaugurada no ministério terreno de Cristo, e que atravessa a História da Igreja, encontrará seu cumprimento pleno no maravilho retorno de nosso Senhor Jesus (2 Coríntios 4:6; 5:17; Gálatas 6:15; Tiago 1:18; Apocalipse 21:1-3).


A morte do profeta Isaías

Não se sabe com precisão quando e como foi a morte do profeta Isaías. O que se sabe é que a última menção ao seu ministério público ocorreu na época das campanhas de Senaqueribe, entre 701 a.C. e 686 a.C.

Com base no relato descritivo de Isaías 37:38 sobre a morte de Senaqueribe, alguns estudiosos acreditam que ele ainda poderia estar vivo nessa ocasião, o que data o ano de 681 a.C. Outros, porém, sugerem que esse trecho do texto pode ter sido incluído por um seguidor de Isaías que resolveu documentar tal profecia que havia se cumprido.

Seja como for, geralmente se assume que Isaías morreu durante o reinado do rei Manassés. Se for esse o caso, então o nome de Manassés não aparece na relação de reis em Isaías 1:1 porque talvez o profeta Isaías não desempenhasse mais nenhuma atividade pública nessa época.

Uma antiga tradição afirma que o profeta Isaías sofreu martírio sendo serrado ao meio por ordem do próprio Manassés, mas não há muitas evidencias a esse respeito. Caso de fato tenha ocorrido isso com o profeta, então talvez o escritor do livro de Hebreus tenha mencionado seu martírio na galeria dos heróis da fé (Hebreus 11:37)

Daniel Conegero

Fonte: História do Profeta Isaías: Quem Foi Isaías na Bíblia? (estiloadoracao.com)

 

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