quinta-feira, 31 de março de 2022

0 LIÇÕES BÍBLICAS – 2º TRIMESTRE 2022 ADULTOS – OS VALORES DO REINO DE DEUS - A relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo




LIÇÕES BÍBLICAS – 2º TRIMESTRE 2022

ADULTOS – OS VALORES DO REINO DE DEUS
A relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo


Comentarista: Pr. Osiel Gomes

Lição 01 – O Sermão do Monte: o caráter do Reino de Deus
Lição 02 – Sal da terra, luz do mundo
Lição 03 – Jesus, o díscipulo e a Lei
Lição 04 – Resguardando-se de sentimentos ruins
Lição 05 – O casamento é para sempre
Lição 06 – Expressando palavras honestas
Lição 07 – Não retribua pelos padrões humanos
Lição 08 – Sendo verdadeiros
Lição 09 – Orando e jejuando como Jesus ensinou
Lição 10 – Nossa segurança vem de Deus
Lição 11 – Sendo cautelosos nas opressões
Lição 12 – A bondade de Deus em nos atender
Lição 13 – A verdadeira identidade do cristão


 

0 O que é a Doutrina da Ressurreição?


 


Ressurreição ou anastase (em latim: resurrectio, em grego: anastasis) é o conceito de voltar à vida após a morte


terça-feira, 22 de março de 2022

0 Certos Modismos no Culto Pentecostal




Alguns líderes, infelizmente, não incentivam os crentes a frequentar a Escola Dominical e a tomar parte nos cultos de ensino. Em decorrência disso, estão aparecendo expressões esquisitas em nosso meio como: “Segura a bola de fogo que Jeová vai mandar”, “Contempla o varão de branco com a espada na mão” e outras mais conhecidas: “Queima ele”, “Fica no mistério”, “Tá amarrado” etc. Em Romanos 12.1, Paulo ensina que o culto agradável a Deus é racional. Isto significa que, apesar de haver liberdade para a multiforme operação do Espírito Santo na vida dos salvos (1Co 12.6-7), o culto pentecostal não deve ter exageros ou modismos. Se deixarmos de fazer uso da razão, ignorando os princípios bíblicos, poderemos cair no erro de inventar práticas e atribui-las ao Espírito de Deus, mesmo que sejamos espirituais. Na verdade, o cristão deve evitar os dois extremos – o fanatismo e o formalismo.

O primeiro consiste na adoção de práticas exageradas e extrabíblicas, enquanto o segundo rejeita qualquer manifestação, sob o pretexto de não correr riscos.  Como evitar estes extremos? Pedro responde: “Crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, 2 Pd 3.18. Quem quiser crescer só na graça, fatalmente se tornará um fanático. E quem buscar só o conhecimento não terá como escapar da frieza espiritual. Para crescer na graça, o caminho é sempre o mesmo: consagração a Deus através de oração e jejum, bem como uma vida de piedade e santificação.    Mas, para crescer em conhecimento é preciso estudar a Palavra e, principalmente, obedecer aos seus ensinamentos. Grandes movimentos pentecostais do início deste século se desviaram da vontade de Deus ou acabaram por falta de observância ao que a Bíblia ensina sobre a autêntica operação do Espírito Santo. Quando em uma igreja se dá pouca ou nenhuma ênfase à doutrina pentecostal, a possibilidade de surgirem expressões e manifestações estranhas é muito grande.

Exageros 

Vivemos uma época de muitos modismos. Se fala em rir, rugir, cair, pular e dançar de poder. Tais procedimentos são defendidos, muitas vezes, por pessoas que dizem ter uma nova unção do Espírito. Esta, porém, não existe, visto que a unção do Espírito de Deus é uma só, como ensina o apóstolo João: “E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo”, 1Jo 2.20. Nesse caso, interessar-se por manifestações estranhas, diferentes das apresentadas no NT, é se opor à legítima operação do Espírito Santo. Em 1 Coríntios 14, encontramos conselhos importantes quanto ao comportamento do cristão em um culto pentecostal. O primeiro está no versículo 20: “Irmãos, não sejais meninos no entendimento”. Menino, neste contexto, é aquela pessoa que não tem discernimento, que pode ser facilmente influenciada por doutrinas errôneas (Ef 4.14).  Segundo o autor da epístola aos Hebreus, somente pela observância à doutrina bíblica poderemos passar para o estágio de adulto (Hb 5.11-14). Outra orientação importante está no versículo 32: “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas”. Há crentes que pensam que o Espírito Santo incorpora o profeta e suprime a sua personalidade no momento da profecia. Entretanto, no NT não encontramos nenhum servo de Deus profetizando fora de sua razão. E, nos tempos do AT, os profetas empregavam a expressão “Assim diz o Senhor”, em uma demonstração de que transmitiam conscientemente a mensagem do Senhor. Há pessoas que para profetizar precisam marchar, correr pelos corredores do templo ou encostar a sua testa na cabeça daquele que está recebendo a mensagem. Nada disso é necessário. A Bíblia se limita a dizer: “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem”, 1Co 14.29.  Atitudes exibicionistas como cair ao chão, andar como quadrúpedes ou imitar sons de animais também excluem a razão e devem ser rejeitadas por aqueles que conhecem a genuína doutrina pentecostal.

Finalmente, Paulo ensina, no versículo 40: “Mas, faça-se tudo decentemente e com ordem”. Se uma irmã cai ao chão em uma posição desfavorável, isto é decente? E o que dizer de um culto em que todos batem palmas ou pulam, como se estivessem em um show ou em um estádio de futebol? Não é pecado saltar em um momento de extrema alegria (At 3.8), mas transformar essa prática em uma regra é exagero. Irmãos, sejamos pentecostais, mas não nos esqueçamos da ordem, da decência e do equilíbrio. E jamais deixemos os verdadeiros elementos de um culto pentecostal: “Cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para a edificação”, 1Co 14.26.

 Autor: Pr. Ciro Sanches Zibordi é pastor assembleiano, editor de obras nacionais da CPAD, articulista, conferencista e autor de diversas obras, entre elas: Erros que os pregadores devem evitar, Evangelhos que Paulo jamais pregaria e em breve será lançado o seu novo livro: “Mais erros que os pregadores devem evitar”– todos editados pela CPAD.

Fonte: https://pentecostalismo.wordpress.com

quarta-feira, 16 de março de 2022

0 Por que Deus permite tanto sofrimento?



Antes que o homem caísse em pecado não havia morte nem sofrimento, não havia a dor nem a ansiedade que enfrentamos em nossos dias. Deus tinha criado tudo de modo perfeito para o homem viver em condições ideais. Por sua própria vontade, o homem escolheu caminhos que o afastaram de Deus. E inexplicável porque Deus nos deu uma tão grande liberdade de escolha. No entanto, constatamos que quem se afasta de Deus acaba na miséria. Essa é a nossa experiência até os dias de hoje. Algumas pessoas tendem a atribuir a culpa a Deus. Mas deveríamos lembrar que o causador da miséria humana não é Deus, e sim o próprio homem. Se desligarmos a luz do carro ao dirigirmos na autoestrada à noite e sofrermos um acidente, não poderemos culpar o construtor do carro. Ele equipou-o com tudo o que é necessário para a iluminação; se desligarmos a luz o problema será todo nosso. “Deus é luz” (1 Jo 1.5). Se nos afastarmos de Deus, e como resultado acabarmos na escuridão, não poderemos culpar o Criador, que nos criou justamente para vivermos na Sua presença. Deus é e continua sendo o Deus de amor porque fez o inconcebível: deu o próprio Filho para nos resgatar da situação criada por nós mesmos. Jesus fala de Si próprio em João 15.13: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.” Existe amor mais grandioso que esse? Nunca se consumou obra maior em favor do homem do que a realizada no Calvário. A cruz é o ápice do amor divino!

Todos nós – crentes ou não – vivemos num mundo caído, um mundo do qual o sofrimento, em todas as suas formas, também faz parte. Não podemos explicar o sofrimento individual. Por que uns estão bem enquanto outros passam por sofrimentos e doenças graves? Às vezes, o crente sofre ainda mais que o descrente, como constata o salmista: “Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos. Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio. Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens” (Sl 73.3-5).

No entanto, o salmista acaba avaliando corretamente a sua aflição individual, que ele não considera como castigo pelos seus próprios pecados. Ele não briga com Deus, muito pelo contrário, agarra-se ainda mais a Ele: “Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória… Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (Sl 73.23-24,26).

Deus não tem a culpa final de tudo?

Quando Deus responsabilizou Adão pela queda, este apontou para Eva: “A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi” (Gn 3.12). Quando Deus se dirigiu à mulher, Eva também passou a culpa adiante: “A serpente me enganou, e eu comi” (Gn 3.13). Manifestamos um comportamento estranho em relação à nossa culpa: sempre apontamos em outra direção, sempre culpamos os outros até acabarmos declarando que Deus é o culpado da nossa culpa. Mas o inconcebível acontece: através de Jesus, Deus tomou sobre Si toda a nossa culpa: “Aquele (Jesus) que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21). O juízo de Deus sobre o pecado do mundo foi colocado sobre o Seu Filho. “O qual se entregou a si mesmo por nossos pecados…” (Gl 1.4), para que nós ficássemos livres. Não existe mensagem melhor que o Evangelho!

Fonte: Livro – Perguntas que sempre são feitas / Werner Gitt; tradução Christina Elisabeth Marx – 2 ed. – Porto Alegre: Actual Edições, c2005.


 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

0 10 CONSELHOS QUE BILLY GRAHAM DEIXOU PARA JOVENS CRISTÃOS

 



1) Evite más companhias. Se você andar com maus elementos, ficará dominado por eles. A Bíblia diz: "Retirai-vos do meio deles, não toqueis em coisas impuras" (II Co. 6).


2) Evite o segundo olhar. Você não pode controlar o primeiro, mas pode evitar o segundo, que se torna cobiça.


3) Discipline suas conversas. Evite piadas e histórias com sentido duvidoso. "As más conversações corrompem os bons costumes" (I Co 15:33)


4) Tenha cuidado com a maneira de vestir-se. Deve ser um assunto entre você e Deus as roupas que usa. Uma jovem recém-convertida falou: De agora em diante vou vestir-me como se Jesus fosse o meu acompanhante.


5) Escolha cuidadosamente os filmes e programas de televisão que assiste.


6) Tome cuidado com o que você lê. Muito da literatura contemporânea apela ao instinto sexual.


7) Esteja em guarda com respeito a seu tempo de folga. Davi tinha o tempo em suas mãos, viu Beteseba e caiu em complicações.


8) Faça uma regra de nunca se envolver em namoro "pesado". Jovens cristãos deviam orar antes de cada encontro. A moça que tem Jesus Cristo em seu coração possui um poder sobrenatural para dizer "não" aos avanços de qualquer rapaz. E o rapaz que conhece Jesus Cristo tem poder para disciplinar sua vida.


9) Gaste muito tempo com as Escrituras. O salmista disse: "Guardo no meu coração a tua palavra para não pecar contra ti". (Sl 119:11). Memorize versículos e, quando a tentação chegar, cite-os. A palavra de Deus é a única coisa à qual satanás não pode se opor.


10) Tenha Jesus Cristo em seu coração e vida. Deus o ama e uma forte fé Nele tem guardado muitos homens e mulheres de cometer imoralidades (I Jo 2:14)



Deus te abençoe em Cristo Jesus



sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

0 Cruz ou Estaca?


 


JESUS FOI CRUCIFICADO OU ESTAQUEADO?


(Lc 23.21)

Grego: oi de epephonoun legontes, staurou, staurou auton oi de epephonoun legontes, staurou, staurou auton

TNM

Começaram então a berrar, dizendo: “Para a estaca! Para a estaca com ele!”

BÍBLIA SAGRADA

Mas eles clamavam em contrário, dizendo: Crucifica-o crucifica-o.

A palavra grega traduzida por “cruz é staurov” (stauros) e o verbo é staurovw (stauroo). Na literatura grega clássica stauros significa: “empalação, enforcamento, estrangulamento”, além de “estaca”. Era também um instrumento de suplício: uma viga colocada nos ombros do réu. Não existe uma definição única para o termo, como ensina a STV. A palavra stauros por si não diz a técnica nem a forma exatas da execução. Para saber com mais exatidão sobre essa execução é necessário de antemão saber em que região, em que época e sob que autoridade foi executada a sentença, além de conhecer o ponto de vista do escritor que emprega o referido vocábulo.

No Velho Testamento o termo “estaca” aparece em Êx 35.18; 38.31; Nm 3.37; 4.32; Jz 4.21-22; 5.26; Is 33.20; 54.2; Ez 15.3; Zc 10.4, e em nenhuma delas a Septuaginta traduziu por stauros. O verbo stauroo aparece só uma vez no Velho Testamento, em Et 7.9-10, e é traduzido por “enforcar”. A STV não tem autoridade para dogmatizar sobre ser stauros apenas “estaca”. Não existe apoio bíblico nem histórico para o ensino da Torre de Vigia.

Stauros podia ser uma viga transversal apenas ou uma estaca, ou ainda os dois juntos. Stauros como “estaca” é apenas uma possibilidade, e não uma afirmação, e isso sem considerar tempo, lugar e governo.

A pena de morte pela cruz era uma prática conhecida na Grécia, mas os romanos trouxeram tal prática dos cartagineses. Só os romanos usaram a cruz como pena capital, e tal prática foi abolida por Constantino, na primeira metade do século IV, na sua reforma social e política. Nos dias de Cristo existiam três tipos de cruz, a saber: cruz de Santo André, do formato de um “X”; cruz comissa, ou de Santo Antonio, da forma de um “T”, e a cruz ímmíssa. Pela inscrição posta sobre a cabeça de Jesus, JESUS NAZARENO REI DOS JUDEUS, podendo ser lida à distância, em três línguas (hebraica, grega e latina) Lc 23.38; Jo 19.19 e 20, fica mais claro que o sol do meio dia que Jesus foi crucificado na crux ímmissa.

Ninguém escreveu com detalhes a crucificação de Jesus, mas a evidência do Novo Testamento, os escritos da patrística e o testemunho da história atestam a cruz como pena capital no império romano, sendo o próprio Cristo executado conforme o sistema da época.

Foi encontrado em 1968, numa região de Jerusalém, um ossuário que continha ossos de um jovem que fora crucificado no primeiro século do cristianismo. Um prego tinha sido posto em cada antebraço, atravessando-os, e outro atravessando os dois calcanhares, com as duas pernas quebradas, como as pernas dos dois malfeitores que foram crucificados ao lado do Senhor Jesus, mencionados em João 19.32.

Desde o surgimento do cristianismo, sempre foi apregoada entre as nações a crucificação de Cristo. O argumento de que Cristo foi estacado e de que a cruz é um símbolo do paganismo é improcedente e inconsistente. A STV não apresenta nenhuma prova bíblica e nenhum argumento sólido e convincente. Não é simplesmente pelo fato de stauros ter também o sentido de “estaca” que a STV vai demolir um patrimônio histórico de quase 2.000 anos, para dar lugar à sua tese. Substituir a cruz de Cristo pela estaca de tortura da TNM é um processo arbitrário, imposto pela organização, e um escárnio para tirar o mérito do Senhor Jesus Cristo, como aquele que padeceu de braços abertos para nos salvar e nos libertar das garras de Satanás.

A STV mudou a cruz pela “estaca de tortura” a partir de 1930. Você pode ver a cruz nas obras da organização dos anos 20 e 30. Veja o livro Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão, p. 95, publicado, em português, em 1923; o livro Vida, p. 230, 1929; Criação, p. 225, 1927, todos publicados por Rutherford (Influente líder entre as TJ). Até 1930, um dos símbolos da organização era a cruz dentro de uma coroa (símbolo da maçonaria e do ocultismo).

A TNM traduz por “estaca, estaca de tortura” onde quer que a palavra grega stauros apareça. Entretanto, em Jo 20.25, na própria TNM, diz: “A menos que eu veja nas suas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos“. Veja a gravura da p. 170, do livro Conhecimento Que Conduz à Vida Eterna, p. 67, o leitor verá que a STV precisa inventar outra gravura, acrescentando mais um prego nas mãos de Jesus.

São contradições que incomodam o Corpo Governante, que deixam as Testemunhas de Jeová em situação desconfortável. Quanto mais procuram falsificar as Escrituras, mais ficam expostas suas contradições. A TNM não se reveste de autoridade, Os cristãos devem rejeitá-la.

(Extraído da Revista 
FONTE: http://www.cacp.org.br/cruz-ou-estaca/

sábado, 8 de janeiro de 2022

0 Quem Foi o Profeta Amós?





Quem Foi o Profeta Amós?

O Profeta Amós foi um homem levantado por Deus para profetizar sobre o juízo divino que seria derramado devido à infidelidade do povo. Amós é também o autor do livro do Antigo Testamento que leva seu nome. Nesse texto conheceremos quem foi Amós na Bíblia.

O profeta Amós

O profeta Amós era de Tecoa, uma aldeia situada a aproximadamente 16 km ao sul de Jerusalém, 9 km de Belém e 20 km a oeste do Mar Morto. O nome Amós significa “carregador de fardos”, do hebraico ‘amos.

Além do que é dito em seus escritos, nada se sabe sobre quem foi Amós, porém em seu livro encontramos detalhes importantes que nos fornecem informações valiosíssimas sobre sua história.

O profeta Amós viveu no século 8 a.C., e profetizou durante o reinado do rei Uzias em Judá (Reino do Sul) e do rei Jeroboão em Israel (Reino do Norte). Logo na introdução de seu livro, o profeta Amós informa seus leitores que as visões que teve da parte do Senhor ocorreram dois anos antes do “grande terremoto”.

Esse terremoto que ocorreu durante o reinado de Uzias foi um evento memorável, e foi lembrado pelo profeta Zacarias como um ato de julgamento divino (Zc 14:5).

O profeta Amós era um homem simples e de origem rural. Ele foi pastor de ovelhas (Am 1:1), boiadeiro e colhedor de sicômoros, um tipo de figo  (Am 7:14). Sua familiaridade com o campo pode ser notada várias vezes em sua mensagem profética, como por exemplo, quando ele usa palavras referindo-se a animais (Am 5:19), insetos e ervas (Am 7:1) e frutos (Am 8:1).

O ministério profético de Amós

O profeta Amós não havia estudado para ser profeta, nem mesmo foi um discípulo de profeta ou recebeu qualquer treinamento nesse sentido (cf. 1Rs 20:35; 2Rs 2:3,5; 7:15), ou seja, ele não era considerado um profeta de profissão, e não dependia desse ofício para seu sustento.

Na verdade, o próprio Amós fez questão de afirmar que não possuía conexão alguma com a escola religiosa formal de sua época. Descrevendo a si mesmo, o profeta Amós testificou: “Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta, mas boiadeiro e colhedor de sicômoros” (Am 7:14).

O chamado de Amós para o ministério lembra em alguns aspectos a convocação de outros grandes homens de Deus, como Isaías, Jeremias e Paulo de Tarso (cf. Jr 1; Is 6; At 9).

O profeta Amós testificou sobre sua convocação da seguinte forma: “Mas o Senhor me tirou de após o gado e o Senhor me disse: Vai e profetiza ao meu povo de Israel” (Am 7:15). Assim, entendemos que foi Deus, soberanamente, quem chamou Amós para exercer o ofício de profeta.

Essa frase utilizada pelo profeta Amós para descrever sua convocação é muito semelhante à frase que descreve a escolha do Senhor de coroar Davi como rei em Israel (S2m 7:8). Isso significa claramente que Deus, conforme sua vontade, escolhia reis e profetas quando lhe aprouvesse.

Apesar de sua origem rural, o profeta Amós demonstrava conhecer muito bem a Lei de Deus e a história do povo da aliança. Em sua profecia, Amós fez várias referências aos fatos narrados no Pentateuco.

Ele, por exemplo, se referiu à destruição de Sodoma e Gomorra (Am 4:11), ao Êxodo (Am 3:1), a conquista de Canaã (Am 2:9s) e mencionou IsaqueJacó e José (Am 7:16; 3:13; 5:6).


A profecia do profeta Amós

Sem dúvida, o fato de o profeta Amós ser natural de Judá, o Reino do Sul, e ter sido convocado para profetizar, principalmente, a Israel, o Reino do Norte, chama a atenção, sobretudo pela forma ousada que seu ministério se desenvolveu.

O profeta Amós recebia do Senhor em visão as palavras que deveria profetizar (Am 1:1). Muito provavelmente Amós profetizou durante o período de paz e prosperidade que Israel experimentou no reinado de Jeroboão II.

Durante pelo menos quarenta anos o Reino do Norte não sofreu nenhuma ameaça militar significativa. O Egito e a Babilônia estavam enfraquecidos, e a Assíria estava em pleno declínio após a morte de Adade-Nirari III.

Nessa época também havia paz entre Israel e Judá, e o rei tinha restaurado as fronteiras de Israel de acordo com o que o profeta Jonas havia profetizado (2Rs 14:25).

Apesar de grande parte da mensagem profética de Amós ter sido dirigida ao Reino de Israel, Amós também denunciou os pecados de Judá (Am 2:4-5; cf. 9:11). Parte importante de seu ministério profético foi cumprida em Betel, o centro da idolatria e apostasia religiosa do Reino de Israel (1Rs 12:26-33).

A profecia de Amós censurou a condição social (Am 2:6,7), moral (Am 2:7,8) e religiosa (Am 2:8-12) da nação. O profeta Amós viveu numa época em que os ricos procuravam ficar mais ricos, a imoralidade estava num nível abominável e a perversão religiosa era tão grande que a idolatria era considerada algo normal, enquanto que os verdadeiros fiéis a Deus eram ridicularizados por sua devoção.

Então é nesse cenário que o profeta Amós profetizou sobre a severidade do julgamento de Deus que castigaria Israel e Judá por causa da infidelidade pactual característica nesses reinos. Porém, a profecia de Amós também apontou para a esperança de restauração e grande exaltação para o povo do Senhor após o exílio que se aproximava.

Também é muito significativa a forma com que as profecias de Amós revelam o nosso Senhor Jesus. O profeta falou sobre uma restauração, um governo e juízo que só encontram seu cumprimento pleno e final em Cristo, não apenas em sua primeira vinda, mas também no seu retorno em glória para estabelecer seu reino universal no novo céu e nova terra (Mt 1:1; Lc 1:32,33; Ap 22:16; At 2:34-36; 15:13-19; 1Co 15:23-25; Hb 10:26-30; 1Pe 4:17; Ap 22:16; etc.).

Um claro exemplo disto é o modo com que Tiago interpretou as palavras do profeta Amós (Am 9:11,12) no Concílio de Jerusalém, quando ele entendeu que a restauração do Tabernáculo de Davi da qual o profeta Amós falou, se cumpriu quando judeus e gentios foram chamados à salvação como um só povo em Cristo, para proclamar o Evangelho pelo mundo inteiro (At 15:14-18).

Daniel Conegero

FONTE: https://estiloadoracao.com/quem-foi-o-profeta-amos/

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

0 Quem manda: Deus ou o homem?


 


MATEUS 16.19 DIZ QUE “TUDO O QUE LIGARES NA TERRA SERÁ LIGADO NOS CÉUS, E TUDO O QUE DESLIGARES NA TERRA SERÁ DESLIGADO NOS CÉUS”. ISSO SIGNIFICA QUE O QUE DETERMINARMOS TERÁ QUE SER OBEDECIDO PELOS CÉUS?

Com a ascensão da Teologia da Prosperidade, o texto de Mateus 16.19 ganhou ênfase especial. Baseados nessa passagem, alguns pregadores dessa es­cola começaram a “determinar” e até mesmo a “mandar em Deus”. A lógica parece perfeita: se o que eu ligo aqui na Terra será ligado no Céu, então parece bastante óbvio que a Terra manda de fato no Céu. É só determinar e pronto!

Não é exagero afirmarmos que esse ensino tem ido a extremos. Para que gastar longas horas em oração se pode­mos simplesmente determinarmos que Deus faça isso ou aquilo? Para que su­plicar algo a Deus, se Ele tem o “dever” ou até mesmo a “obrigação” de endos­sar o que se determina? A Terra manda no Céu? Qualquer coisa que fizermos aqui será endossado pelo Céu?

Primeiramente, vejamos as duas formas diferentes como este texto tem sido traduzido:

a) ARC (Almeida Revista e Corrigida) – “E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que liga­res na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

b) ARA (Almeida Revista e Atualizada) – “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus”.

No original grego, as expressões éstai dedeménon (ligar) e éstati lelyménon (desligar) são um perfei­to perifrásico. No grego, o tempo perfei­to indica uma ação ocorrida anterior­mente, mas com reflexos no presente.

Ao comentar o sentido do uso do perfeito perifrásico neste texto, D. A Carson diz que nessa passagem estamos diante de uma “questão paradigmática”, e comenta: “Nesse caso, questões paradigmáticas realmente rompem bar­reiras e fazem a evidência decididamen­te pender para a tradução ‘b’”. Em pala­vras mais simples, Carson, traduz este texto como “terá sido ligado/terá sido desligado” 1. Da mesma forma, a Chave Linguística do Novo Testamento Grego, ao comentar essa passagem, afirma: “Essa construção é o futuro perfeito pas­sivo perifrásico traduzido ‘terá sido amarrado’, ‘terá sido solto’. E ainda ob­serva: “E a Igreja na Terra levando a efei­to as decisões do Céu e não o Céu ratifi­cando a decisão da Igreja”.

Thomas Ice e Robert Dean, ainda so­bre o texto, acrescentam: “Uma tradu­ção que reforça esse sentido do original grego diria o seguinte: ‘Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus, mas o que você ligar na Terra será aquilo que já terá sido ligado nos Céus, e o que você desli­gar na Terra será aquilo que já terá sido desligado nos Céus”‘.

Em seguida, Ice e Dean explicam que os discípulos deveriam “ligar coisas na Terra, mas somente aquilo que já tivesse sido ligado no Céu (…), estabelecer o pa­drão terreno de entrada no Reino dos Céus, baseado no padrão que Deus já estabeleceu no Céu (…), e ser um medi­ador da Palavra de Deus entre Deus e o homem, e esse padrão é o que Pedro afir­mou em Mateus 16.16: que Jesus é ‘o Cristo, o Filho do Deus vivo'”.

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Nota do Pr Martinez: O poder de ligar no céu” está na pregação do evangelho. Quando evangelizamos levamos pessoas à Cristo e assim “ligamos no céu”! Quanto ao “desligar” – tem a ver com o poder de disciplina da igreja (I Co 5).

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JOSÉ GONÇALVES, FONTE: REVISTA “RESPOSTA FIEL” ANO 4 – N°15


Fonte: http://www.cacp.org.br/quem-manda-deus-ou-o-homem/

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

0 Enfermidade na Igreja Evangélica brasileira




Artigo adaptado do livro Reforma Agora.

A explosão evangélica no Brasil e o seu crescimento numérico parecem ser caracterizados, em boa parte, pela satisfação dos interesses de seus “consumidores”.

Ouso afirmar que o ambiente de “livre concorrência” entre algumas comunidades cristãs no Brasil tem levado seus líderes a adotarem estratégias semelhantes às utilizadas por empresas de marketing, buscando oferecer seus “produtos” no mercado, à semelhança do que se vê na mentalidade comercial. Nessas comunidades cristãs, a preferência dos fiéis determina a dinâmica dos discursos religiosos e das práticas a eles relacionadas. Junta-se a isso o fato de que, nos últimos anos, o evangelicalismo brasileiro tem experimentado uma grave crise teológica.

Ao pensar na realidade da igreja, sinto-me profundamente preocupado com os rumos da fé cristã em nosso país. Pois, o que se vê, de forma quase generalizada, é uma espiritualidade ensimesmada, oca e egoísta, além de centenas de “pastores” movidos por ganância e poder, os quais têm vivido obstinadamente a procura de títulos cada vez mais impressionantes. Infelizmente a “apostolização” moderna tem feito muitos destes pequenos reis, os quais em cerimônias nababescas são coroados como tais. Tem havido casos tais como o de um “apóstolo” que, num cerimonial cheio de pompa, foi coroado, recebendo como símbolo de sua autoridade apostólica um lindo e precioso anel de brilhantes.

Sem sombra de dúvidas parte da igreja evangélica brasileira encontra-se gravemente enferma. Entendo que, se uma mudança de direção não for feita nos próximos anos, corremos o sério risco de experimentarmos uma bancarrota espiritual. Sinto que não podemos mais suportar o maniqueismo e dualismo promovidos pelos gurus da “batalha espiritual”; não é possível que consideremos normais as loucuras proferidas pelos profetas da “confissão positiva”, os quais, mediante revelações pessoais, têm escravizado o rebanho de Cristo com doutrinas que jamais foram ensinadas pela Bíblia. Não podemos mais suportar as invenções humanas – e haja criatividade para elas – que assolam o povo de Deus, impondo-lhe pesados fardos.

Infelizmente estamos vivendo um tempo de miscigenação doutrinária, onde os cultos evangélicos em vez de se fundamentarem exclusivamente nas Escrituras o fazem em experiências místicas e sincréticas. Na verdade, o que tem determinado o sucesso do culto não é mais pregação da Palavra, mas o gosto do “consumidor”. Lamentavelmente a igreja prega o que dá ibope, oferecendo ao povo o que ele quer ouvir.

Pois é, diante disto talvez você esteja perguntando a si mesmo: o que fazer? Será que ainda existe esperança para a tão combalida igreja brasileira? Será que existe um antídoto que possa ser aplicado de forma efetiva em nossas comunidades cristãs?

Acredito que sim. Na verdade, creio piamente que existe um remédio para isso tudo. Acredito de toda minha alma que se voltarmos às Escrituras, fazendo delas nossa única e exclusiva regra de fé e redescobrirmos as antigas doutrinas ensinadas pelos reformadores, poderemos experimentar uma mudança radical na vida e na história da igreja evangélica brasileira.

O famoso pregador Charles Haddon Spurgeon afirmou o seu anseio por um avivamento das antigas doutrinas da seguinte maneira: 1

Queremos um avivamento das antigas doutrinas. Não conhecemos uma doutrina bíblica que, no presente, não tenha sido cuidadosamente prejudicada por aqueles que deveriam defendê-la. Há muitas doutrinas preciosas às nossas almas que têm sido negadas por aqueles cujo ofício é proclamá-las. Para mim é evidente que necessitamos de um avivamento da antiga pregação do evangelho, tal como a de Whitefield e de Wesley. As Escrituras têm de se tornar o infalível alicerce de todo o ensino da igreja; a queda, a redenção e a regeneração dos homens precisam ser apresentadas em termos inconfundíveis.

Prezado leitor, apesar das incongruências tupiniquins eu ainda acredito na igreja evangélica brasileira. Sim! Eu acredito que a redescoberta das antigas doutrinas poderá produzir em nosso país um avivamento nunca antes experimentado.

Foi por isso, que ao escrever o livro Reforma Agora, eu o fiz com o coração pesado e os olhos encharcados de lágrimas. Amo a igreja do meu Senhor e desejo de todo coração vê-la glorificando aquele que me salvou.

Creio profundamente que se a igreja brasileira regressar às doutrinas da graça, valorizando as Escrituras em detrimento da tradição e da experiência, vivenciaremos aquilo que povos e nações do passado experimentaram em sua história.

E você, acredita que Deus pode trazer um avivamento em nossas terras?

Reforma Agora

O antídoto para a confusão evangélica no Brasil

Neste livro, Renato Vargens faz uma análise do movimento neopentecostal que acontece hoje no Brasil, expondo e contextualizando seus misticismos, enganos e distorções da sã doutrina bíblica. Como aconteceu no século XVI, Reforma Agora tem o objetivo de chamar as igrejas evangélicas para retornarem à única referência que deve nortear a vida do cristão, as Sagradas Escrituras.

 

CONFIRA

Por: Renato Vargens. © Editora Fiel. Website: editorafiel.com.br. Trecho retirado com permissão do livro: Reforma Agora.

Original: Uma enfermidade na igreja evangélica brasileira. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

0 Sua Igreja é uma seita??




Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo (II Coríntios 11.3)

Significado de Seita - Substantivo Feminino - Doutrina que, propagada por um grande número de pessoas, se afasta ou diverge de certa forma de outra doutrina principal. Grupo de pessoas que adota uma doutrina diferente das demais.

Grupo religioso dissidente que deixa de participar de uma religião por não concordar com suas normas e objetivos.

Grupo com uma organização própria, geralmente restrito e fechado, que se une por ideias, ideologias, opiniões e comportamentos semelhantes; facção, bando. Etimologia (origem da palavra seita). A palavra seita tem sua origem no latim, “secta, ae”, e significa “partido, causa”.

                                         

Sua Igreja é uma seita? É um grupo ortodoxo ou vive e prega algo além das Escrituras ou a interpreta a seu bel prazer?

 

Sua Igreja respeita a correta interpretação das Escrituras ou a macula?

 

Quais as principais características de uma seita? Leia e decida se sua igreja é cristã-bíblica ou apenas mais um grupo heterodoxo.

 

 

Existem milhares de religiões neste  mundo, e obvia­mente nem todas são certas. O próprio Jesus advertiu seus discípulos de que viriam falsos profetas usando Seu nome, e ensinando mentiras, para desviar as pessoas da verdade (Mateus 24.24). O apóstolo Paulo também falou que existem pessoas de consciência cauterizada, que falam mentiras, e que são inspirados por espíritos enganadores (1 Timóteo 4.1-2).

Nós chamamos de seitas a essas religiões. Não estamos dizendo que to­dos os que pertencem a uma seita são deson­estos ou mal intencionados. Existem muitas pessoas sinceras que caíram vítimas de falsos profetas. Para evitar que isto ocorra conosco, devemos ser capazes de distinguir os sinais característicos das seitas. Embora elas sejam muitas, possuem pelo menos cinco marcas em comum:


(1) Elas têm outra fonte de autori­dade além da Bíblia. Enquanto que os cristãos admitem apenas a Bíblia como fonte de conhecimento verdadeiro de Deus, as seitas adotam outras fontes. Algumas forjaram seus próprios livros; outras aceitam revelações diretas da parte de Deus; outras aceitam a palavra de seus líderes como tendo autoridade divina. Outras falam ainda de novas revelações dadas por anjos, ou pelo próprio Jesus. E mesmo que ainda citem a Bíblia, ela tem autoridade inferior a estas  revelações.


(2) Elas acabam por diminuir a pessoa de Cristo. Embora muitas seitas falem bem de Jesus Cristo, não o consideram como sendo ver­dadeiro Deus e verdadeiro homem, nem como sendo o único Salvador da humanidade. Reduzem-no a um homem bom, a um homem di­vinizado, a um espírito aperfeiçoa­do através de muitas encarnações, ou à mais uma manifestação diferente de  Deus, igual a outros líderes religiosos como Buda ou Maomé. Freqüentemente, as seitas colocam outras pessoas no lugar de Cristo, a quem adoram e em quem confiam.


(3) As seitas ensinam a salvação pelas obras. Essa é uma característica universal de todas as seitas. Por acreditarem que o homem é intrinsecamente bom e capaz de por si mesmo fazer o que é preciso para salvar a sua alma, pregam que ele pode acumular méritos e vir a merecer o perdão de Deus, através de suas boas obras praticadas neste mundo. Embora as seitas sejam muito diferentes em sua aparência externa, são iguais neste ponto. Algumas falam em fé, mas sempre entendem a fé como sendo um ato humano meritório. E nisto diferem radicalmente do ensi­no bíblico da salvação pela graça mediante a fé.


(4) As seitas são exclusivistas quanto à salvação. Pregam que somente os membros do seu grupo religioso poderão se salvar. Enquanto que os cristãos reconhecem que a salvação é dada a qualquer um que arrependa-se dos seus pecados e creia em Jesus Cristo como único Senhor e Salvador (não importa a denominação religiosa), as seitas ensinam que não há salvação fora de sua comunidade.


(5) As seitas se consideram o grupo fiel dos últi­mos tempos. Elas ensinam que re­ceberam algum tipo de ensino se­creto que Deus havia guardado para os seus fiéis, perto do fim do mundo. É interessante que toda vez que nos aproximamos do fim de um milênio, cresce o número de seitas afirman­do que são o grupo fiel que Deus reservou para os últimos dias da humanidade.

Podemos e devemos ajudar as pes­soas que caíram vítimas de alguma seita. Na carta de Tiago está es­crito que devemos procurar ganhar aqueles que se desviaram da ver­dade (Tiago 5.19-20). Para isto, entretanto, é preciso que nós mes­mos conheçamos profundamente nossa Bíblia bem como as doutri­nas centrais do Cristianismo. Mais que isto, devemos ter uma vida de oração, em comunhão com Cristo,  para recebermos dele poder e amor e moderação.

 

 

Augustus Nicodemus é bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, em Recife, mestre em Novo Testamento pela Universidade Cristã de Potchefstroom, na África do Sul, e doutor em Hermenêutica e Estudos Bíblicos pelo Seminário Teológico de Westminster, na Filadélfia (EUA), com estudos adicionais na Universidade Reformada de Kampen, na Holanda.

 

 

 


 

 

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