sábado, 19 de outubro de 2013

0 Haverá lembranças na Glória?




É comum que haja essa dúvida, mais não se desespere. Nós a responderemos à luz da Bíblia, fique conosco até o final deste breve estudo e boa leitura em nome de Jesus.

Esta pergunta se remete ao final da Grande Tribulação quando Jesus voltar de forma visível com poder e grande glória e todo olho o verá, nessa ocasião Ele iniciará o chamado governo de Mil Anos ou Milênio de Cristo e é quando Ele separará as ovelhas do bodes, vejamos esta passagem para entendermos esta questão da lembrança:

“E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mateus 25.31-34

Mais tarde ele acrescenta:
“Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” Mateus 25.41

Essa separação das “ovelhas” dos “bodes” e o subsequente banimento dos perdidos ao inferno, concorrem com a ressurreição dos mártires do Período da Tribulação e outros santos que morreram de causas naturais durante aquele período de tempo. Portanto, o que temos neste ponto é um grupo de crentes vivos que sobreviveram à Tribulação, juntamente com os santos do Antigo e do Novo Testamento em corpos glorificados – que entrarão juntos no reino dos céus. A frase “reino dos céus” refere-se a um reinado na Terra governado a partir dos céus e é um sinônimo do Reinado Milenar.

Isso nos leva a Isaías 65.17 que diz:
“Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão”

Então o que o verso diz é que: “não haverá lembrança das coisas passadas”. Quais coisas passadas?
Resposta: As coisas que ele cita no contexto e chama de coisas passadas, são as angustias e agruras da vida.
Quando você analisa todo o contexto vê então do que ele está falando veja no verso anterior de o numero 16: “Assim que aquele que se bendisser na terra, se bendirá no Deus da verdade; e aquele que jurar na terra, jurará pelo Deus da verdade; porque já estão esquecidas as angústias passadas, e estão escondidas dos meus olhos”
Observaram o verso 16? O que serão esquecidas são as angustias passadas, ou seja, tudo que lhe causar sofrimento você não vai se lembrar, mais saberá o porquê está desfrutando deste novo tempo de glória, o que o contexto revela, por exemplo, é que se você tem algum parente querido que não foi salvo, você não se lembrará dele afim de não sofrer, pois como diz o texto “Deus não te permitirá lembrar-se das angustias passadas”.
Este ensino está correlacionado com Apocalipse 7.17 que diz:

“Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima.”

Recapitulando, haverá lembrança no milênio e na glória. Nós só não nos lembraremos de coisas que nos façam sofrer (angustias passadas).

Autor: Pr. Rodrigo M. de Oliveira

Extraído do site atosdois.com.br em 18/10/2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

0 4º Trim. 2013 - Lição 3 - Trabalho e prosperidade I



PORTAL ESCOLA DOMINICAL
QUARTO TRIMESTRE DE 2013
SABEDORIA DE DEUS PARA UMA VIDA VITORIOSA: A atualidade de Provérbios e Eclesiastes
COMENTARISTA: JOSÉ GONÇALVES
COMENTÁRIOS - EV. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

                                                                                                                           
ESBOÇO Nº 3
LIÇÃO Nº 3 – TRABALHO E PROSPERIDADE
                                               O trabalho é indispensável para que tenhamos recursos necessários à nossa sobrevivência sobre a face da Terra.
INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo sobre o livro de Provérbios, estudaremos o que o proverbista nos ensina sobre a necessidade e dignidade do trabalho.
- O trabalho é indispensável para que tenhamos recursos necessários à nossa sobrevivência sobre a face da Terra.
I – O PRINCÍPIO DO TRABALHO NA ÉTICA BÍBLICA
- Na sequência do estudo sobre o livro dos Provérbios, estudaremos hoje o que o proverbista fala a respeito do trabalho e da sua necessidade sobre a face da Terra para que nós aqui sobrevivamos.
- Antes de adentrarmos no estudo das passagens do livro de Provérbios que tratam da questão do trabalho, é importante verificarmos o que as Escrituras Sagradas falam a respeito deste assunto.
A Bíblia já tem seu início com o Senhor trabalhando, como se verifica de Gn.1:1, quando vemos o Senhor criando os céus e a terra. Assim, não é surpresa que, ao formar um jardim para o homem no Éden, homem que foi criado à Sua imagem e semelhança, tenha, também, determinado que ele trabalhasse naquele local (Gn.2:15).
O homem, ao ser criado, foi feito para o trabalho, pois tinha de ser, em tudo, semelhante ao seu Criador, que é um ser trabalhador. Não foi por outro motivo que Aquele que é a expressa imagem de Deus (Hb.1:3), ou seja, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, apresentou-Se como um trabalhador, precisamente porque o Pai também é trabalhador (Jo.5:17).

terça-feira, 15 de outubro de 2013

0 Entrevista com Pr. Esequias Soares



O pastor Esequias Soares, presidente da Assembleia de Deus em Jundiaí (SP), foi entrevista pelo CACP no 8º Seminário Apologético “Pr. Natanael Rinaldi”. No evento o Pr. Esequias palestrou sobre o movimento sectário da Torre de Vigia, ou seja, as Testemunhas de Jeová.

sábado, 12 de outubro de 2013

0 O Jesus espírita é um médium



Allan Kardec declara que: Segundo definição dada por um Espírito, ele era o médium de Deus (“A Gênese”, p. 1034. Editora Opus Ltda., 2ª edição especial, 1985).
Resposta Apologética:
A propósito, João admoesta a que não creiamos a todo o espírito, porque existem espíritos que não são de Deus:
Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo (1 Jo 4.1).
Ora, a interpretação dos textos apontados parece ser muito simples, e o próprio Allan Kardec é um deles. Não seria ele por isso incluído entre os possíveis falsos profetas? Sim, ele poderia ser incluído, pois nega a veracidade de João 1.1. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Diz Allan Kardec que essas palavras eram apenas a opinião do escritor e não podem ser tidas como prova da deidade de Jesus. Com isso, está negando a inspiração da Bíblia. Portanto, João está apontando em 1 João 4.1 que o espírito que não confessa Jesus como Deus, que veio em carne (Jo 1.14) é um falso mestre religioso. Kardec, para reforçar sua posição contra a deidade de Jesus, vai ao extremo de negar os próprios milagres de Jesus. Aproveita-se da Bíblia para dar consistência à sua doutrina espírita, mas quando a Bíblia enfatiza a deidade de Jesus, ele não só nega a declaração de João 1.1, como também nega os milagres de Jesus, como descritos na Bíblia, para provar sua condição de Deus conosco, Jesus (Mt 1.21-23; Jo 10.30, 37-38).
a) Apontava para seus milagres como prova da veracidade de suas palavras e doutrinas (Mt 11.2-6; Lc 5.24; Jo 5.36; 15.22; 20.30-31);
b) Aceitava adoração como Deus, sem lhes corrigir essa interpretação (Jo 20.28).
Extraído do site do ICP em 12/10/201

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

6 Quem é o meu maior inimigo?



Encontramos na Bíblia Sagrada o relato de que temos “um grande inimigo”, o Diabo, o pai da mentira e seus asseclas os demônios. Que frequentemente estão ao nosso derredor procurando fraquezas e falhas para nos acusar e derrubar.

Longe de mim querer discordar da visão e interpretação bíblica, antes pelo contrário gostaria de corroborar um pensamento meu que acredito que se coaduna a interpretação bíblico-teológica.

Apesar de Satanás e seus demônios serem adversários terríveis, disso não podemos discordar nem duvidar, contudo ele não é o meu “maior inimigo”; na minha concepção o meu maior inimigo “SOU EU MESMO”! Senão vejamos:
Quando Satanás incorporou na serpente no jardim do Éden e tentou Eva (Gênesis 3.1), na verdade o Diabo a provocou, mas não a obrigou a tomar do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; antes foi à própria Eva quem decidiu assim agir. Donde vem a ideia de que mesmo o Diabo aproveitando-se das nossas fraquezas nos tente, contudo a decisão final de pecar ou não, é nossa.

Você pode lutar contra a tentação diabólica e digo mais, a Bíblia nos ordena resistir ao Diabo (Tiago 4.7) e ele foge de nós, mas e como livrar-me de mim mesmo? Das minhas próprias fraquezas, mazelas, dúvidas, iras, invejas, etc.? É por isso que muita gente está perdendo a batalha contra as concupiscências da carne e sucumbindo ao pecado; porque está lutando contra a pessoa errada!

Dia desses um amigo me disse que travava uma luta enorme contra um desejo da carne (ele não suportava ver as mulheres na rua de calça apertada, minissaia, etc.) e estava pensando até em morar num sítio bem ermo onde ele não pudesse ver nada que o provocasse. Confesso que ri daquela história e expliquei-lhe que a “fonte do problema” na verdade não era externa, mas interna. Ou seja, o verdadeiro problema estava dentro dele mesmo e não fora. Sendo assim ele não poderia fugir de si mesmo, mas enfrentar com disciplina rígida, jejum, oração e meditação constante na Palavra de Deus
.
E esse é o mesmo conselho que dou a todos aqueles que estão enfrentando essa mesmo luta no seu dia-a-dia. O que o Diabo faz é usar o próprio desejo do nosso coração corrompido contra nós e através da nossa decisão pessoal de ceder à tentação, então ele nos afasta de Deus e arrasta com ele. Mas, observe que ele não obriga a pessoa, apenas sugestiona e o próprio ser humano é quem atende a tal sugestão.

Por isso digo a você o mesmo que disse aquele amigo: Procure disciplinar a sua mente e os seus olhares, ore, jejue e medite bastante na Palavra de Deus e com certeza Deus te dará vitória sobre o grande inimigo do homem, O PRÓPRIO HOMEM.

Bom final de semana a todos,

João Augusto de Oliveira




domingo, 6 de outubro de 2013

1 Você tem certeza que está no caminho certo?



Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte (Provérbios 14.12 ARA)

Hoje eu vinha do trabalho quando de repente uma cena me chamou a atenção: Era um jovem de aproximadamente 25 anos atropelado por um ônibus de transporte coletivo. A situação dele era gravíssima e se Deus não intervir, por certo não sobreviverá.

Aproximando-me pude observar algumas pessoas falando acerca do acidente e da vítima. Foi ai que eu ouvi alguém dizer que ele estava bêbado e aparentemente drogado e que esse era o caminho que esse moço seguia. Voltando à pista fiquei pensativo e de repente provérbio 14.12 me veio à mente.

Nossa vida é feita de escolhas, escolhas estas que determinam nosso destino nesta e na outra vida e por certo aquele pobre jovem tinha escolhido o caminho errado. Fico imaginando quantas vezes os amigos (de verdade), os parentes etc. lhe haviam advertido que aquele caminho era errado e que por certo acabaria mal. Mas que pena, ele não deu ouvidos.

E quanto a você que caminho tem escolhido? Aonde este caminho vai te levar? Alguma vez na sua vida já pensou a respeito? Alguns escolhem o caminho das drogas, da prostituição, do roubo, do crime etc. não esqueça que pra todo caminho escolhido por nós um dia tem um fim. Qual será o fim do teu caminho?

Espero de coração que não seja como o desse jovem que acabei de narrar à história. Por isso enquanto o dia se chama hoje, corra aos pés de Jesus porque só ele pode te perdoar e salvar, mostrando-te um caminho que a Bíblia chama de “CAMINHO SANTO” e que com certeza vai te levar a um final feliz.

A você meu amigo que está afastado dos caminhos do Senhor e está por ai nas baladas, na curtição, na prostituição. Lembre-se que vai chegar a o dia que Deus a todos pedirá contas; pensas que contigo será diferente? Corre ainda hoje aos pês de Cristo e pede perdão pelos teus pecados; pois ele te espera de braços abertos ENQUANTO O DIA SE CHAMA HOJE, pois o amanhã a nós não pertence.

A você meu querido irmão que está firme nos pês de Jesus, digo, permaneça cada dia mais firme na “ROCHA QUE É CRISTO” e que nada possa abalar a tua fé. Mesmo chorando ou gemendo segue adiante carregando a tua cruz, pois breve chegará o dia em que o Mestre tirará dos teus ombros o fardo, enxugará dos teus olhos as lágrimas e te dirá: “Vinde benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Mateus 25:34b”.

Bom domingo e boa semana a todos,

João Augusto de Oliveira

sábado, 5 de outubro de 2013

0 Professor faz alunos pisarem sobre o nome de Jesus


Professor faz alunos pisarem sobre o nome de Jesus; estudante se recusa e é suspenso
Um professor da Universidade Florida Atlantic fez seus alunos escrever o nome “Jesus” em um pedaço de papel e depois pisar nele, como parte de uma “lição de debate,” revelou um estudante que foi suspenso por se recusar a participar do exercício.
“Eu não vou ficar sentado em uma classe e ter meus direitos religiosos profanados,” disse o estudante Ryan Rotela, um mórmon, ao WPEC. “Eu realmente vejo isso como eu estando sendo punido.”
Rotela explicou que sua turma de Comunicação Intercultural recebeu a instrução para escrever o nome de Jesus em um pedaço de papel, em seguida, reunir e pisar nele. O estudante se recusou, no entanto, e pegou o papel do chão e colocou-o de volta na mesa.
O professor, Deandre Poole, estava aparentemente tentando ensinar os alunos a “lição de debate”, mas o estudante achou a lição insultuosa e ofensiva.
“Eu disse para o professor: Com todo o respeito à sua autoridade como professor, eu não acredito que o que você nos disse para fazer foi apropriado”, disse Rotela. “Eu acredito que foi pouco profissional e eu fiquei profundamente ofendido com o que você me disse para fazer.”
O aluno foi suspenso depois pela universidade, que está defendendo o instrutor.
“Como em qualquer lição acadêmica, o exercício foi feito para incentivar os alunos a ver as questões a partir de muitas perspectivas, em relação direta com os objetivos do curso,” disse à Fox News, Noemi Marin, diretora da universidade da escola de comunicação e estudos de multimídia.
“Apesar de, por vezes, os temas discutidos poderem ser sensíveis, um ambiente universitário é um espaço para diálogo e debate”, acrescentou Marin.
Pisar em nome de Jesus é, na verdade, uma lição inteira, que está incluída no livro para a classe, chamada “Comunicação Intercultural: Uma Abordagem Contextual Edição 5″.
“Peça aos alunos escreverem o nome de Jesus em letras grandes em um pedaço de papel”, lê-se uma sinopse para a lição.
“Peça aos alunos para se levantarem e colocarem o papel no chão, na frente deles com o nome para cima. Peça aos alunos para pensarem sobre isso por um momento. Depois de um breve período de silêncio peça-os para pisarem sobre o papel. A maioria hesitará. Pergunte por que eles não podem pisar no papel. Discuta a importância dos símbolos na cultura.”
Paul Kengor, o diretor executivo do Centro para a Visão e Valores em Grove City College, disse à Fox News que essa lição é um exemplo direto da sociedade secular que tem como alvo o Cristianismo.
“Estes são os novos discípulos seculares da ‘diversidade’ e ‘tolerância’ – jargões vazios que fazem os liberais e progressistas se sentirem bem, enquanto eles muitas vezes se recusam a tolerar e às vezes até tomar de assalto crenças cristãs tradicionais e conservadoras”, disse Kengor.
Extraído do site http://portugues.christianpost.com no dia 26/03/2013

terça-feira, 1 de outubro de 2013

0 4º Trim. 2013 - Lição 1 - O valor dos bons conselhos


PORTAL ESCOLA DOMINICAL
QUARTO TRIMESTRE DE 2013
SABEDORIA DE DEUS PARA UMA VIDA VITORIOSA: A atualidade de Provérbos e Eclesiastes
COMENTARISTA: JOSÉ GONÇALVES]
COMENTÁRIOS - EV. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

                                                                                                                             

ESBOÇO Nº 1
A) INTRODUÇÃO AO TRIMESTRE
                                               Chegamos ao final de mais um ano letivo da Escola Bíblica Dominical, agradecendo a Deus pela oportunidade que nos concedeu de poder, em relativa liberdade, estudar a Palavra de Deus e, assim, crescermos na graça e no conhecimento de Cristo Jesus.
                                               É, sem dúvida, num período de intenso aumento da perseguição contra a Igreja, inclusive em nosso país, um grande privilégio podermos nos dedicar diariamente ao estudo das Escrituras Sagradas, alimentando-nos do pão espiritual (Mt.4:4) e tendo condições de sobreviver em nossa jornada rumo ao céu.
                                               Neste último trimestre letivo, estudaremos temas constantes de dois livros do Antigo Testamento, tendo, pois, o que denominamos de “trimestre bíblico”.
                                               Pela instrumentalidade do pastor José Gonçalves, presidente das Assembleias de Deus em Água Branca/PI, que tem comentado as lições bíblicas há alguns anos, estaremos a estudar o tema “Sabedoria de Deus para uma vida vitoriosa”, oportunidade em que teremos estudos baseados nos livros de Provérbios e de Eclesiastes, dois dos chamados “livros sapienciais” da Bíblia Sagrada.
                                               Provérbios e Eclesiastes são dois livros do chamado grupo dos “livros poéticos”, assim denominados porque são livros escritos em poesia, ou seja, dentro de uma perspectiva do ponto-de-vista do autor, que partem do interior do homem, de seus sentimentos e raciocínio, para nos trazer verdades espirituais.
                                               Os livros poéticos são divididos em dois grupos, a saber: Jó, Provérbios e Eclesiastes, de um lado e Cantares de Salomão e Salmos, de outro. Os três primeiros livros poéticos diferenciam-se dos outros dois, porquanto são livros que foram escritos para nos trazer orientações e reflexões a respeito de nossa vida sobre a face da Terra. São livros que foram redigidos para nos indicar a “sabedoria divina”, para nos ensinar como “fazer a coisa certa, na hora certa, do jeito certo” enquanto estivermos a conviver com os demais seres humanos neste mundo.
                                               Por isso, são chamados de “livros sapienciais”, ou seja, “livros de sabedoria”, livros que nos mostram como devemos nos conduzir em nossa peregrinação terrena.
                                               Enquanto que o livro de Jó nos traz ensinamentos a respeito de um exemplo concreto de provação de um homem de Deus, Provérbios e Eclesiastes são ensinamentos gerais, desprendidos de um caso concreto, verdadeiros guias de como se deve conduzir um homem de Deus sobre a face da Terra.
                                               Ambos os livros são de autoria do rei Salomão, o homem que, salvo Jesus, teve a maior sabedoria sobre a face da Terra (I Rs.3:12; 4:29-34; Lc.11:31). Tal sabedoria, como se vê, foi dada por Deus a Salomão com um propósito: o de fazer com que, através da instrumentalidade daquele homem, inspirado pelo Espírito Santo, todo e qualquer servo de Deus soubesse como deveria se conduzir em sua peregrinação terrena. Aleluia!
                                               As próprias Escrituras informam-nos que Salomão, com a sabedoria que lhe deu o Senhor, produziu três mil provérbios, muitos dos quais foram compilados e deram origem ao livro de Provérbios, livro este que foi definitivamente concluído no tempo do rei Ezequias (Pv.25:1), com a inclusão de provérbios de outros sábios como Agur e Lemuel (Pv.30:1 e 31:1).
                                               Segundo Finnis Jennings Dake (1902-1987), o livro de Provérbios tem 31 capítulos, 915 versículos, 49 perguntas, 27 versículos de profecias não cumpridas, 67 pecados, 66 coisas a respeito de tolos, 28 coisas a respeito de preguiçosos, 22 coisas a respeito de reis, 25 abominações, 215 ordens, 120 promessas, 27 bênçãos, 24 segredos da vida, 17 coisas “melhores” e 560 provérbios.
                                               O livro de Provérbios é uma obra que pretende orientar os homens a viverem neste mundo de forma a agradar a Deus. Seu objetivo está explicitado em Pv.1:2-4. O livro tem a finalidade de fazer com que seus leitores "conheçam a sabedoria e a instrução; entendam as palavras da prudência; recebam a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a eqüidade; entendam provérbios e sua interpretação, bem como as palavras dos sábios e suas adivinhações "(Pv.1:2,3 e 6). É também objetivo do livro "dar aos simples prudência e aos jovens, conhecimento e bom siso; fazer o sábio crescer em sabedoria e o entendido adquirir sábios conselhos" (Pv.1:4,5). Vemos, portanto, que o escritor tem em vista todos os segmentos da sociedade e quer que todos saibam viver nesta terra agradando a Deus.
                                               Como ensinava o saudoso pastor Severino Pedro da Silva (1946-2013), enquanto o livro de Salmos nos mostra a relação do homem para com Deus, o livro de Provérbios nos mostra como devemos nos relacionar com os demais seres humanos.
                                               O livro de Provérbios, que tem 31 capítulos, pode ser dividido em quatro partes, a saber:
a)      1ª parte - primeira coletânea de provérbios de Salomão - Pv.1-9
b)      2ª parte - segunda coletânea de provérbios de Salomão - Pv.10-24
c)      3ª parte - terceira coletânea de provérbios de Salomão - Pv.25-29
d)      4ª parte - provérbios de Agur, Lemuel e o ensino da mulher virtuosa - Pv.30-31
                                               No livro de Provérbios, temos a apresentação da sabedoria como uma demonstração da excelência de Deus. Particularmente, em Pv.8:22-36, vemos a sabedoria como sendo o símbolo de Jesus.
                                               O livro de Eclesiastes é outro livro sapiencial atribuído a Salomão, que se segue ao livro de Provérbios, exatamente porque se entende que este livro é o livro da velhice de Salomão, a sua última obra, onde teria mostrado o seu desencanto com as coisas desta vida, teria percebido a "vaidade" da vida "debaixo do sol".
                                               O nome hebraico do livro é "Qohelet" ou "Cohelet", que significa "pregador" ou "orador da assembleia", título retirado das primeiras palavras do texto (Ec.1:1: "Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém"). Na Septuaginta, o título dado foi a tradução grega da palavra "pregador", ou seja, "ekkesiastes", que foi o nome adotado na Vulgata e na nossa língua.
                                               Segundo Finnis Jennings Dake, o livro possui 12 capítulos, 222 versículos, 33 perguntas, 34 ordens, nenhuma profecia, 1 promessa e nenhuma mensagem de Deus.
                                               O livro de Eclesiastes, que tem 12 capítulos, pode ser dividido em três partes, a saber:
a) 1ª parte - introdução - a vaidade de todas as coisas - Ec.1-3
b) 2ª parte - desenvolvimento - a demonstração da vaidade de todas as coisas mediante a análise do prazer, das riquezas, dos males e tribulações, seguida de vários conselhos práticos - Ec.4-11
c) 3ª parte - conclusão - temor a Deus é o dever de todo o homem - Ec.12
                                               No livro de Eclesiastes, observamos que tudo que é estabelecido como meta para a vida pelo homem (o que o pregador chama de "vida debaixo do sol") é vazio de sentido, é algo que não leva a lugar algum.

                                               A vida humana sem a dimensão da eternidade é vazio e a qualidade de ser vazio é a vaidade. Por isso, várias vezes o pregador afirma, neste livro, que "tudo é vaidade". A vida só tem sentido se tiver uma dimensão da eternidade. É esta a explícita conclusão a que chega o sábio: "De tudo que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra e até tudo que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau." (Ec.12:13).
                                               A dureza desta verdade explica o motivo de o livro de Eclesiastes incomodar tanto e de ser tão antipático a muitos. Neste livro,  ao apresentar a vida com base no homem como vaidade, anuncia-se, “a contrario sensu’, Jesus como o único sentido da vida.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

0 Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes

 
 

“Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes...” (Eclesiastes 9.8a).

Dia desses eu estava participando de um treinamento determinado pela empresa em que trabalho e neste período aconteceu um “fato” que me chamou bastante a atenção:

Em meio aos colegas de curso estavam também algumas mulheres, uma das quais agia com despudor, falta total de ética pessoal e até mesmo vulgaridade. Ela falava palavrões, convidava até mesmo alguns homens do ambiente a irem com ela pra cama, pasmem, mas é a mais pura verdade.

Essa moça era falante e tinha bastante desenvoltura para falar em público, até ai tudo bem, parabéns a ela. Mas por essa razão ela tomou a palavra, pouco antes do instrutor chegar à sala e começou a dizer que era uma cristã evangélica e que mesmo agindo assim sabia que Deus estava com ela.

Não falei nada, pois de repente ela pode estar certa. Apenas pensei em centenas de versículos nos quais a Bíblia nos manda ter uma vida diferente e separada dos costumes, filosofia e linguajar mundano. Vi também diversos colegas falando mal das igrejas e dela individualmente por causa da sua falta de postura cristã, logo pensei: “A reação da multidão fala por si só, dizendo se Deus está com ela ou não”!

Foi ai que me lembrei de Eclesiastes 9.8a: “Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes...”.

Primeiro observe que o escritor sacro nos diz que nossas vestes devem ser alvas em “todo o tempo” e não apenas em alguns dias sim, outros não.

Essas vestes brancas falam-nos da pureza e da santidade que como cristãos devemos portar. Sempre costumo dizer que o cristão possui duas marcas distintas que o identifica, são elas: O AMOR E A SANTIDADE. Na minha humilde opinião, se uma pessoa não portar essas duas marcas em sua vida, desculpem-me, mas eu não a considero cristã de verdade.

As vestimentas brancas são tão importantes que o Senhor Jesus nos exorta a branqueá-las no seu sangue (Apocalipse 7.14). Diz-nos também o autor sacro de Apocalipse que uma das marcas daqueles que adentraram nos céus era exatamente “as vestes brancas” (Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; Apocalipse 7:9).

É mais do que importante saber que a santidade não é uma alternativa de vida, mas uma ordem direta de Deus para sua igreja confira: (Isaías 6.3;1 Pedro 1.16;Levítico 20.7;1 Pedro 1.15); ainda diria mais, que é tão importante que entendamos que temos que viver uma vida diferente, que a Bíblia diz que sem a santidade ninguém poderá ver a Deus, senão vejamos: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; Hebreus 12:14).

Nós podemos cantar bem, pregar bem, escrever com maestria ou fazer qualquer outra coisa nessa vida, mas se não portarmos vestes brancas (SANTIDADE) e amor sincero, jamais seremos considerados cristãos do PONTO DE VISTA DE DEUS e não poderemos entrar nos céus.

Boa semana a todos,

              João Augusto de Oliveira


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

0 O declínio da pregação contemporânea




Você já percebeu como diversos comerciais de televisão não falam especificamente sobre os produtos que anunciam? Um anúncio de jeans apresenta um comovente drama a respeito da infelicidade dos adolescentes, mas não se refere ao jeans.

Um comercial de perfumes mostra uma coletânea de imagens sensuais sem qualquer referência ao produto anunciado. As propagandas de cerveja são algumas das mais criativas da televisão, mas falam muito pouco sobre a própria cerveja. Esses comerciais são produzidos com o objetivo de entreter, criar disposição e apelar às nossas emoções, mas não para transmitir informações.

Com frequência, eles são os mais eficientes, visto serem os que fazem melhor proveito da televisão. São produtos naturais de um veículo de comunicação que promove uma visão surrealista do mundo.

A televisão mescla sutilmente a vida real com a ilusão. A verdade é irrelevante. O que realmente importa é se estamos sendo entretidos. A essência não significa nada; o estilo de vida é o que mais interessa. Nas palavras de Marshall McLuhan, o instrumento é a mensagem.

Amusing Ouselves to Death (Divertindo-nos até à morte) é um livro perceptivo mas inquietante escrito por Neil Postman, professor da Universidade de Nova Iorque. Ele argumenta que a televisão nos tem mutilado a capacidade de pensar e reduzido nossa aptidão para a verdadeira comunicação.

Postman assegura que, ao invés de nos tornar a mais informada e erudita de todas as gerações da História, a televisão tem inundado nossas mentes com informações irrelevantes, sem significado. Ela nos tem condicionado apenas ao entretenimento, tornando obsoletas outras formas de interação humana.

Postman ressalta que até os noticiários são uma apresentação teatral. Jornalistas simpáticos relatam calmamente breves notícias sobre guerras, assassinatos, crimes e desastres naturais. Essas histórias catastróficas são intercaladas por comerciais que banalizam suas informações, isolando-as de seu contexto. Em seu livro, Postman registra um noticiário em que um almirante declarou que uma guerra nuclear mundial seria inevitável.

No próximo segmento da programação, houve um comercial do Rei dos Hamburgers. Não se espera que nossa reação seja racional.

Nas palavras de Postman, os espectadores não reagirão com um senso da realidade, assim como a audiência no teatro não sairá correndo para casa, porque alguém no palco disse que um assassino estava solto na vizinhança.

A televisão não pode exigir uma resposta sensata. As pessoas ligam-na para se divertir, não para serem desafiadas a pensar. Se um programa exige que pensemos ou demanda muito de nossas faculdades intelectuais, ninguém o assiste.
A televisão tem diminuído o alcance de nossa atenção. Por exemplo, alguma pessoa de nossa sociedade ficaria de pé, entre uma sufocante multidão, durante sete horas para ouvir os debates dos candidatos a presidente da República?

Sinceramente, é muito difícil imaginar que nossos antepassados possuíam esse tipo de paciência. Temos permitido a televisão nos fazer pensar que sabemos mais agora, enquanto na verdade estamos perdendo nossa tolerância na área de pensar e aprender.

Sem dúvida, a mensagem mais vigorosa do livro de Postman está em um capítulo sobre religião. Esse homem não-crente escreve com profundo discernimento a respeito do declínio da pregação. Ele contrasta a pregação contemporânea com o ministério de homens como Jonathan Edwards, George Whitefield e outros.

Estes homens contavam com um profundo conteúdo, lógica e conhecimento das Escrituras. Em contraste, a pregação de nossos dias é superficial, com ênfase no estilo e nas emoções. Na definição moderna, a boa pregação tem de ser, antes de tudo, breve e estimulante. Consiste em entretenimento, não em ensino, repreensão, correção ou educação na justiça (2 Tm 3.16).

O modelo da pregação moderna é o evangelista esperto que exagera as emoções, traz consigo um microfone, enquanto anda pomposamente ao redor do púlpito, levando os ouvintes a baterem palmas, movimentarem- se e fazerem aclamações em voz bem alta, ao tempo em que ele os incita a um frenesi. Não existe alimento espiritual na mensagem, mas quem se importa, visto que a resposta é entusiástica?

É lógico que a pregação em muitas das igrejas conservadoras não se realiza de maneira tão exagerada assim. Mas, infelizmente, até a pregação de nossos dias é superficial, com ênfase no estilo e nas emoções.

Algumas das melhores pregações de nossos dias contêm mais entretenimento do que ensino. Muitas igrejas têm um sermão característico de meia hora, repleto de histórias engraçadas e pouco ensino.

Na verdade, muitos pregadores consideram o ensino de doutrinas como algo indesejável e sem utilidade prática. Uma grande revista evangélica recentemente publicou um artigo escrito por um famoso pregador carismático. Ele utilizou uma página inteira para falar sobre a futilidade tanto de pregar quanto de ouvir sermões que vão além de mero entretenimento.

Qual foi a sua conclusão?

As pessoas não recordam aquilo que você pregou; por isso, a maior parte da pregação é perda de tempo.

Procurarei fazer melhor no próximo ano, ele escreveu, isto significa desperdiçar menos tempo ouvindo sermões demorados e gastando mais tempo preparando sermões curtos. As pessoas, eu descobri, perdoarão uma teologia pobre, se o culto matinal terminar antes do meio-dia.

Isto resume com perfeição a atitude que predomina na igreja moderna.

Existe uma semelhança entre esse tipo de pregação e os comerciais de jeans, perfume e cerveja na televisão. Assim como os comerciais, a pregação moderna tem o objetivo de criar uma disposição íntima, evocar uma resposta emocional e entreter, mas não o de comunicar necessariamente algo da essência das Escrituras. Esse tipo de pregação é uma completa acomodação a uma sociedade educada pela televisão.

Segue o que é agradável, porém revela pouca preocupação com a verdade. Não é o tipo de pregação ordenada nas Escrituras. Temos de pregar a Palavra (2 Tm 4.2); falar o que convém à sã doutrina. (Tt 2.1); ensinar e recomendar o ensino segundo a piedade. (1 Tm 6.3).

É impossível fazer estas coisas se nosso alvo é entreter as pessoas.

O futuro da pregação expositiva é incerto. O que um pastor sincero tem de fazer para alcançar pessoas que se mostram indispostas e incapazes de ouvir com atenção e raciocínio exposições da verdade divina? Este é o grande desafio para os líderes da igreja contemporânea.

Não devemos nos render à pressão para sermos superficiais. Temos de encontrar maneiras de fazer conhecida a Palavra de Deus a uma geração que não apenas recusa-se a ouvir, mas também não sabe como ouvir.

Por John F. MacArthur, Jr.

 

 

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