quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

0 Quem manda: Deus ou o homem?


 


MATEUS 16.19 DIZ QUE “TUDO O QUE LIGARES NA TERRA SERÁ LIGADO NOS CÉUS, E TUDO O QUE DESLIGARES NA TERRA SERÁ DESLIGADO NOS CÉUS”. ISSO SIGNIFICA QUE O QUE DETERMINARMOS TERÁ QUE SER OBEDECIDO PELOS CÉUS?

Com a ascensão da Teologia da Prosperidade, o texto de Mateus 16.19 ganhou ênfase especial. Baseados nessa passagem, alguns pregadores dessa es­cola começaram a “determinar” e até mesmo a “mandar em Deus”. A lógica parece perfeita: se o que eu ligo aqui na Terra será ligado no Céu, então parece bastante óbvio que a Terra manda de fato no Céu. É só determinar e pronto!

Não é exagero afirmarmos que esse ensino tem ido a extremos. Para que gastar longas horas em oração se pode­mos simplesmente determinarmos que Deus faça isso ou aquilo? Para que su­plicar algo a Deus, se Ele tem o “dever” ou até mesmo a “obrigação” de endos­sar o que se determina? A Terra manda no Céu? Qualquer coisa que fizermos aqui será endossado pelo Céu?

Primeiramente, vejamos as duas formas diferentes como este texto tem sido traduzido:

a) ARC (Almeida Revista e Corrigida) – “E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que liga­res na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

b) ARA (Almeida Revista e Atualizada) – “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus”.

No original grego, as expressões éstai dedeménon (ligar) e éstati lelyménon (desligar) são um perfei­to perifrásico. No grego, o tempo perfei­to indica uma ação ocorrida anterior­mente, mas com reflexos no presente.

Ao comentar o sentido do uso do perfeito perifrásico neste texto, D. A Carson diz que nessa passagem estamos diante de uma “questão paradigmática”, e comenta: “Nesse caso, questões paradigmáticas realmente rompem bar­reiras e fazem a evidência decididamen­te pender para a tradução ‘b’”. Em pala­vras mais simples, Carson, traduz este texto como “terá sido ligado/terá sido desligado” 1. Da mesma forma, a Chave Linguística do Novo Testamento Grego, ao comentar essa passagem, afirma: “Essa construção é o futuro perfeito pas­sivo perifrásico traduzido ‘terá sido amarrado’, ‘terá sido solto’. E ainda ob­serva: “E a Igreja na Terra levando a efei­to as decisões do Céu e não o Céu ratifi­cando a decisão da Igreja”.

Thomas Ice e Robert Dean, ainda so­bre o texto, acrescentam: “Uma tradu­ção que reforça esse sentido do original grego diria o seguinte: ‘Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus, mas o que você ligar na Terra será aquilo que já terá sido ligado nos Céus, e o que você desli­gar na Terra será aquilo que já terá sido desligado nos Céus”‘.

Em seguida, Ice e Dean explicam que os discípulos deveriam “ligar coisas na Terra, mas somente aquilo que já tivesse sido ligado no Céu (…), estabelecer o pa­drão terreno de entrada no Reino dos Céus, baseado no padrão que Deus já estabeleceu no Céu (…), e ser um medi­ador da Palavra de Deus entre Deus e o homem, e esse padrão é o que Pedro afir­mou em Mateus 16.16: que Jesus é ‘o Cristo, o Filho do Deus vivo'”.

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Nota do Pr Martinez: O poder de ligar no céu” está na pregação do evangelho. Quando evangelizamos levamos pessoas à Cristo e assim “ligamos no céu”! Quanto ao “desligar” – tem a ver com o poder de disciplina da igreja (I Co 5).

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JOSÉ GONÇALVES, FONTE: REVISTA “RESPOSTA FIEL” ANO 4 – N°15


Fonte: http://www.cacp.org.br/quem-manda-deus-ou-o-homem/

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

0 Enfermidade na Igreja Evangélica brasileira




Artigo adaptado do livro Reforma Agora.

A explosão evangélica no Brasil e o seu crescimento numérico parecem ser caracterizados, em boa parte, pela satisfação dos interesses de seus “consumidores”.

Ouso afirmar que o ambiente de “livre concorrência” entre algumas comunidades cristãs no Brasil tem levado seus líderes a adotarem estratégias semelhantes às utilizadas por empresas de marketing, buscando oferecer seus “produtos” no mercado, à semelhança do que se vê na mentalidade comercial. Nessas comunidades cristãs, a preferência dos fiéis determina a dinâmica dos discursos religiosos e das práticas a eles relacionadas. Junta-se a isso o fato de que, nos últimos anos, o evangelicalismo brasileiro tem experimentado uma grave crise teológica.

Ao pensar na realidade da igreja, sinto-me profundamente preocupado com os rumos da fé cristã em nosso país. Pois, o que se vê, de forma quase generalizada, é uma espiritualidade ensimesmada, oca e egoísta, além de centenas de “pastores” movidos por ganância e poder, os quais têm vivido obstinadamente a procura de títulos cada vez mais impressionantes. Infelizmente a “apostolização” moderna tem feito muitos destes pequenos reis, os quais em cerimônias nababescas são coroados como tais. Tem havido casos tais como o de um “apóstolo” que, num cerimonial cheio de pompa, foi coroado, recebendo como símbolo de sua autoridade apostólica um lindo e precioso anel de brilhantes.

Sem sombra de dúvidas parte da igreja evangélica brasileira encontra-se gravemente enferma. Entendo que, se uma mudança de direção não for feita nos próximos anos, corremos o sério risco de experimentarmos uma bancarrota espiritual. Sinto que não podemos mais suportar o maniqueismo e dualismo promovidos pelos gurus da “batalha espiritual”; não é possível que consideremos normais as loucuras proferidas pelos profetas da “confissão positiva”, os quais, mediante revelações pessoais, têm escravizado o rebanho de Cristo com doutrinas que jamais foram ensinadas pela Bíblia. Não podemos mais suportar as invenções humanas – e haja criatividade para elas – que assolam o povo de Deus, impondo-lhe pesados fardos.

Infelizmente estamos vivendo um tempo de miscigenação doutrinária, onde os cultos evangélicos em vez de se fundamentarem exclusivamente nas Escrituras o fazem em experiências místicas e sincréticas. Na verdade, o que tem determinado o sucesso do culto não é mais pregação da Palavra, mas o gosto do “consumidor”. Lamentavelmente a igreja prega o que dá ibope, oferecendo ao povo o que ele quer ouvir.

Pois é, diante disto talvez você esteja perguntando a si mesmo: o que fazer? Será que ainda existe esperança para a tão combalida igreja brasileira? Será que existe um antídoto que possa ser aplicado de forma efetiva em nossas comunidades cristãs?

Acredito que sim. Na verdade, creio piamente que existe um remédio para isso tudo. Acredito de toda minha alma que se voltarmos às Escrituras, fazendo delas nossa única e exclusiva regra de fé e redescobrirmos as antigas doutrinas ensinadas pelos reformadores, poderemos experimentar uma mudança radical na vida e na história da igreja evangélica brasileira.

O famoso pregador Charles Haddon Spurgeon afirmou o seu anseio por um avivamento das antigas doutrinas da seguinte maneira: 1

Queremos um avivamento das antigas doutrinas. Não conhecemos uma doutrina bíblica que, no presente, não tenha sido cuidadosamente prejudicada por aqueles que deveriam defendê-la. Há muitas doutrinas preciosas às nossas almas que têm sido negadas por aqueles cujo ofício é proclamá-las. Para mim é evidente que necessitamos de um avivamento da antiga pregação do evangelho, tal como a de Whitefield e de Wesley. As Escrituras têm de se tornar o infalível alicerce de todo o ensino da igreja; a queda, a redenção e a regeneração dos homens precisam ser apresentadas em termos inconfundíveis.

Prezado leitor, apesar das incongruências tupiniquins eu ainda acredito na igreja evangélica brasileira. Sim! Eu acredito que a redescoberta das antigas doutrinas poderá produzir em nosso país um avivamento nunca antes experimentado.

Foi por isso, que ao escrever o livro Reforma Agora, eu o fiz com o coração pesado e os olhos encharcados de lágrimas. Amo a igreja do meu Senhor e desejo de todo coração vê-la glorificando aquele que me salvou.

Creio profundamente que se a igreja brasileira regressar às doutrinas da graça, valorizando as Escrituras em detrimento da tradição e da experiência, vivenciaremos aquilo que povos e nações do passado experimentaram em sua história.

E você, acredita que Deus pode trazer um avivamento em nossas terras?

Reforma Agora

O antídoto para a confusão evangélica no Brasil

Neste livro, Renato Vargens faz uma análise do movimento neopentecostal que acontece hoje no Brasil, expondo e contextualizando seus misticismos, enganos e distorções da sã doutrina bíblica. Como aconteceu no século XVI, Reforma Agora tem o objetivo de chamar as igrejas evangélicas para retornarem à única referência que deve nortear a vida do cristão, as Sagradas Escrituras.

 

CONFIRA

Por: Renato Vargens. © Editora Fiel. Website: editorafiel.com.br. Trecho retirado com permissão do livro: Reforma Agora.

Original: Uma enfermidade na igreja evangélica brasileira. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

0 Sua Igreja é uma seita??




Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo (II Coríntios 11.3)

Significado de Seita - Substantivo Feminino - Doutrina que, propagada por um grande número de pessoas, se afasta ou diverge de certa forma de outra doutrina principal. Grupo de pessoas que adota uma doutrina diferente das demais.

Grupo religioso dissidente que deixa de participar de uma religião por não concordar com suas normas e objetivos.

Grupo com uma organização própria, geralmente restrito e fechado, que se une por ideias, ideologias, opiniões e comportamentos semelhantes; facção, bando. Etimologia (origem da palavra seita). A palavra seita tem sua origem no latim, “secta, ae”, e significa “partido, causa”.

                                         

Sua Igreja é uma seita? É um grupo ortodoxo ou vive e prega algo além das Escrituras ou a interpreta a seu bel prazer?

 

Sua Igreja respeita a correta interpretação das Escrituras ou a macula?

 

Quais as principais características de uma seita? Leia e decida se sua igreja é cristã-bíblica ou apenas mais um grupo heterodoxo.

 

 

Existem milhares de religiões neste  mundo, e obvia­mente nem todas são certas. O próprio Jesus advertiu seus discípulos de que viriam falsos profetas usando Seu nome, e ensinando mentiras, para desviar as pessoas da verdade (Mateus 24.24). O apóstolo Paulo também falou que existem pessoas de consciência cauterizada, que falam mentiras, e que são inspirados por espíritos enganadores (1 Timóteo 4.1-2).

Nós chamamos de seitas a essas religiões. Não estamos dizendo que to­dos os que pertencem a uma seita são deson­estos ou mal intencionados. Existem muitas pessoas sinceras que caíram vítimas de falsos profetas. Para evitar que isto ocorra conosco, devemos ser capazes de distinguir os sinais característicos das seitas. Embora elas sejam muitas, possuem pelo menos cinco marcas em comum:


(1) Elas têm outra fonte de autori­dade além da Bíblia. Enquanto que os cristãos admitem apenas a Bíblia como fonte de conhecimento verdadeiro de Deus, as seitas adotam outras fontes. Algumas forjaram seus próprios livros; outras aceitam revelações diretas da parte de Deus; outras aceitam a palavra de seus líderes como tendo autoridade divina. Outras falam ainda de novas revelações dadas por anjos, ou pelo próprio Jesus. E mesmo que ainda citem a Bíblia, ela tem autoridade inferior a estas  revelações.


(2) Elas acabam por diminuir a pessoa de Cristo. Embora muitas seitas falem bem de Jesus Cristo, não o consideram como sendo ver­dadeiro Deus e verdadeiro homem, nem como sendo o único Salvador da humanidade. Reduzem-no a um homem bom, a um homem di­vinizado, a um espírito aperfeiçoa­do através de muitas encarnações, ou à mais uma manifestação diferente de  Deus, igual a outros líderes religiosos como Buda ou Maomé. Freqüentemente, as seitas colocam outras pessoas no lugar de Cristo, a quem adoram e em quem confiam.


(3) As seitas ensinam a salvação pelas obras. Essa é uma característica universal de todas as seitas. Por acreditarem que o homem é intrinsecamente bom e capaz de por si mesmo fazer o que é preciso para salvar a sua alma, pregam que ele pode acumular méritos e vir a merecer o perdão de Deus, através de suas boas obras praticadas neste mundo. Embora as seitas sejam muito diferentes em sua aparência externa, são iguais neste ponto. Algumas falam em fé, mas sempre entendem a fé como sendo um ato humano meritório. E nisto diferem radicalmente do ensi­no bíblico da salvação pela graça mediante a fé.


(4) As seitas são exclusivistas quanto à salvação. Pregam que somente os membros do seu grupo religioso poderão se salvar. Enquanto que os cristãos reconhecem que a salvação é dada a qualquer um que arrependa-se dos seus pecados e creia em Jesus Cristo como único Senhor e Salvador (não importa a denominação religiosa), as seitas ensinam que não há salvação fora de sua comunidade.


(5) As seitas se consideram o grupo fiel dos últi­mos tempos. Elas ensinam que re­ceberam algum tipo de ensino se­creto que Deus havia guardado para os seus fiéis, perto do fim do mundo. É interessante que toda vez que nos aproximamos do fim de um milênio, cresce o número de seitas afirman­do que são o grupo fiel que Deus reservou para os últimos dias da humanidade.

Podemos e devemos ajudar as pes­soas que caíram vítimas de alguma seita. Na carta de Tiago está es­crito que devemos procurar ganhar aqueles que se desviaram da ver­dade (Tiago 5.19-20). Para isto, entretanto, é preciso que nós mes­mos conheçamos profundamente nossa Bíblia bem como as doutri­nas centrais do Cristianismo. Mais que isto, devemos ter uma vida de oração, em comunhão com Cristo,  para recebermos dele poder e amor e moderação.

 

 

Augustus Nicodemus é bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, em Recife, mestre em Novo Testamento pela Universidade Cristã de Potchefstroom, na África do Sul, e doutor em Hermenêutica e Estudos Bíblicos pelo Seminário Teológico de Westminster, na Filadélfia (EUA), com estudos adicionais na Universidade Reformada de Kampen, na Holanda.

 

 

 


 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

0 O Jesus Bíblico e o Jesus das Seitas




Tomara que me suportásseis um pouco na minha loucura! Suportai-me, porém, ainda. Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis. 2 Coríntios 11.1-4





Pr. Natanael Rinaldi 

FONTE: http://www.cacp.org.br/o-jesus-biblico-e-o-jesus-das-seitas/

sábado, 27 de novembro de 2021

0 10 Caratcterísticas da Igreja que Satanás GOSTA

 


Muitas vezes, o que atrai multidões não é necessariamente o que agrada a Deus. Baseado nas reflexões de Renato Vargens e do perfil Puritanos Reformados, listamos 10 marcas de uma igreja que caminha na contramão do Evangelho:

  1. Não é Cristocêntrica: Pelo contrário, ela evita pregar a Cristo e Sua obra redentora.
  2. Não Proclama o Evangelho: Ignora a necessidade de arrependimento e a fé em Jesus para a salvação do pecador.
  3. Vende Indulgências: Tenta barganhar com Deus, oferecendo "fórmulas mágicas" de enriquecimento para quem deseja ser abençoado.
  4. Foca na Satisfação Humana: Visa apenas o bem-estar do homem, deixando de lado o chamado à conversão.
  5. Nega a Graça: Substitui a salvação gratuita pelos méritos do ofertante ou do dizimista.
  6. Desvaloriza a Palavra: Relativiza as Escrituras, tratando-as como algo desnecessário para o amadurecimento cristão.
  7. Idolatra Lideranças: Coloca "apóstolos modernos" em pé de igualdade com a autoridade das Escrituras Sagradas.
  8. Prioriza o Luxo: Preocupa-se em construir templos nababescos e suntuosos, abandonando o verdadeiro trabalho missionário.
  9. É Antropocêntrica: Uma igreja ensimesmada, focada em realizar vontades humanas e que jamais prega a mensagem da cruz.
  10. Prefere o Entretenimento: Ama cantar os sucessos do mundo gospel, mas detesta estudar a Bíblia e buscar a santidade.

 

Fonte: @puritanosreformados | @renatovargens

 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

0 A Igreja passará pela Grande Tribulação?

 



Você acredita que a Igreja do Senhor Jesus enfrentará o período negro e sombrio da Grande Tribulação?

   Assista a opinião de alguns teólogos evangélicos e tire suas próprias conclusões.




A minha opinião Bíblica e pessoal é que a Igreja do Senhor Jesus não passará pela Grande Tribulação. Há razões sobejas para crer dessa maneira e a interpretação que mais se ajusta ao calendário profético-escatológico da Bíblia, coloca a Igreja  fora da Grande Tribulação. Porém, compete a cada um ler, estudar e tirar suas próprias conclusões.
  De uma coisa nós podemos estar certos: Jesus virá arrebatar a sua Igreja e ai daqueles que estiverem brincando e perdendo tempo com discussões sem sentido, pois correrão um grande risco de ficar para trás e enfrentar o período mais crítico, triste e de duro juízo: A GRANDE TRIBULAÇÃO.
     Deus vos abençoe,
                                         João Augusto de Oliveira

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

0 A IGREJA: O Corpo de Cristo


 



A igreja é o corpo de Cristo, a ha­bitação de Deus por intermédio do Es­pírito Santo, designada por divino de­creto para o cumprimento da grande comissão. Cada um dos crentes, nasci­do do Espírito Santo, forma parte inte­gral da assembleia geral e igreja dos primogênitos, os quais estão inscritos no céu.

Efésios 1.22, 23.22; Hebreus 12.23

Marcos 16.15-20; Efésios 4.11-13

A palavra “igreja” tem diversos significados na lin­guagem moderna. Aplica-se a um edifício, a uma con­gregação, a uma denominação e à cristandade em ge­ral. Vários destes significados não aparecem no Novo Testamento, onde o vocábulo igreja não se refere nunca a um edifício, nem a uma denominação à cristandade em geral. Designa geralmente uma congregação local, organizada para adorar a Deus e para observar as or­denanças do evangelho e executar os mandamentos do Senhor. Mas algumas poucas vezes refere-se a assembleias e com mais frequência a todo o corpo de verda­deiros seguidores de Cristo, e em Hebreus 12: 23, aos remidos do céu e da terra.

A palavra igreja, empregada em sentido univer­sal, designa o corpo de Cristo. Efésios 1.22, 23; Colossenses 1.18, 19. A igreja universal invisível, da qual Cristo é a cabeça, não é uma organização, mas um orga­nismo, pois em cada um de seus membros palpita a vida de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual dirige o mo­vimento de todo o corpo em geral e de cada crente em particular, e comunica a cada um dos membros do cor­po sua sabedoria, justiça, santidade, vida e poder. I Coríntios 1.24, 30; João 6.32-35. É assim que mediante a união vital com Cristo todo crente, ainda que humil­de ou isolado, forma parte com os demais redimidos de um organismo no qual vibra o amor e a graça de nosso Senhor Jesus, de cuja plenitude todos temos recebido, João 1.14, 16. Cada um dos membros deste corpo, por insignificante que seja, tem sua parte neste grande or­ganismo, e aquele membro do corpo que ocupa uma posição proeminente não deve desprezar ao que ocupa um lugar mais humilde e obscuro, porque todos os mem­bros são necessários para o bem comum, como o afir­ma Paulo em forma tão categórica em I Coríntios 12 e em Romanos 12.

A Assembleia Universal é descrita sob a forma de um templo, I Coríntios 3.9-17; 6.19; Efésios 2.20-22; I Timóteo 3.15; I Pedro 2.4, 5; Apocalipse 21.3. Os apóstolos e profetas constituem o cimento deste edifício, enquanto que Cristo é a pedra fundamental. O Senhor é quem sustenta todo o edifício. Nem a madeira, ou o fe­no ou a folhagem — que representam à natureza não regenerada — formarão parte de seus muros, que deve­rão ser de ouro, prata e pedras preciosas, — ou seja símbolo dos verdadeiros filhos de Deus, I Coríntios 3.12, 13. Em Efésios 2.20-22. Paulo considera os crentes filhos verdadeiros de Deus, componentes da família di­vina, todos unidos em Jesus, a pedra fundamental, for­mando um templo santo de Deus para que Ele o habite por intermédio do Espírito Santo. Pedro por sua parte designa os crentes com o nome de “pedras vivas”, as quais formam o templo, uma casa espiritual edificada com o propósito de oferecer sacrifícios espirituais a Deus, I Pedro 2.4, 5.

A Assembleia Universal é a esposa de CristoII Coríntios 11.2; Efésios 5.25-27; Apocalipse 19: 7; 22: 17. Jesus mesmo é o esposo, João 3.29; Mateus 25: 6. A igreja se prepara agora para unir-se ao Cor­deiro, Apocalipse 21: 2, e jamais será separada de seu Senhor, I Tessalonicenses 4.17.

Assembleia local deveria compor-se somente de membros regenerados, isto é, pessoas nascidas do Es­pírito Santo e cheias dEle, que realizem a vontade de Cris­to, e que formam parte da assembleia local, miniatura da grande assembleia universal. Qualquer diferença ou falta de cooperação obstaculiza o serviço da assembleia, e portanto, a obra de Cristo na terra.

Para a perfeição da Assembleia Universal, de cada uma das assembleias locais e dos membros individualmente, Cristo deu apóstolos, profetas, evangelis­tas, pastores e mestres, quando subiu ao céu. Efésios 4.8, 11.

O Espírito Santo opera na Assembleia e por intermédio dela, revestindo os crentes de poder, guian­do-os a toda a verdade, revelando-lhes a Cristo, trans­formando-os se são submissos à sua vontade, de uma glória ou outra superior, até que cheguem a obter a semelhança de Cristo, II Coríntios 3.18; Efésios 4.12-17.

A verdadeira igreja de Deus não conhece outro legislador além de Cristo e descobre que seu gozo mais elevado na terra consiste em saber sua vontade e fazê-la, e sua maior glória no futuro será tornar-se semelhante a seu Senhor, I João 3.1-3. Vestida da jus­tiça de Cristo, cheia de seu amor, revestida de seu Es­pírito (e cumprindo sua vontade, a igreja eleva os seus olhos ao céu, esperando a volta daquele a quem ama, I Tessalonicenses 1.9, 10.

Foi com respeito a esta assembleia que o Senhor Jesus disse o seguinte: “Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mateus 16.18.

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LIVRO DOUTRINAS BÍBLICAS – P.C. NELSON – LIVRARIA DOS EVANGÉLICOS


FONTE: http://www.cacp.org.br/a-igreja-o-corpo-de-cristo/


sábado, 6 de novembro de 2021

0 Revista adultos 1° trimestre 2022




A SUPREMACIA DAS ESCRITURAS

Comentarista: Douglas Baptista

Lição 1 _A autoridade da Bíblia
Lição 2 – A Inspiração Divina da Bíblia
Lição 3 – A Inerrância da Bíblia
Lição 4 – A Estrutura da Bíblia
Lição 5 – Como ler as Escrituras
Lição 6 – A Bíblia como um Guia para a Vida
Lição 7 – A Bíblia transforma pessoas
Lição 8 – A Lei e os Evangelhos revelam Jesus
Lição 9 – As Histórias e as Poesias falam ao Coração
Lição 10 – As Profecias despertam e trazem esperança
Lição 11 – Lucas-Atos: O Modelo Pentecostal para hoje
Lição 12 – As Epístolas instruem e formam os cristãos
Lição13 – A Leitura da Bíblia e a educação cristã


 

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

0 Dia de Finados: O que diz a Bíblia?

 



No dia 2 de novembro se celebra o culto aos mortos ou o dia de Finados. Qual a origem do culto aos mortos ou do dia de Finados?

O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica.

Como chegou aqui no Brasil essa celebração de 2 de novembro ser celebrado o dia de Finados?

O costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido para o Brasil pelos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.

Tem apoio bíblico essa tradição de se rezar pelos mortos no dia 2 de novembro? Como um cristão bíblico deve posicionar-se no dia de Finados?

Nada de errado existe quando, movidos pelas saudades dos parentes ou pessoas conhecidas falecidas, se faz nesse dia visita os cemitérios e até mesmo se enfeitam os túmulos de pessoas saudosas e caras para nós. Entretanto, proceder como o faz a maioria, rezando pelos mortos e acendendo velas em favor das almas dos que partiram tal prática não encontra apoio bíblico.

A maioria das pessoas que visitam os cemitérios no dia de Finados está ligada à religião católica. Por que os católicos fazem essa celebração aos mortos com rezas e acendendo velas junto aos túmulos?

Porque segundo a doutrina católica, os mortos, na sua maioria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pensam que estão agindo corretamente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece diante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não praticou más ações, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más ações que a pessoa cometeu são erros pequenos, a alma vai se purificar no purgatório.

Existe base bíblica para se crer no purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno?

Não existe. A Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em Jo 14.2-3 e falou do inferno em Mt 25.41.

Segundo a Bíblia o que acontece com os seres humanos na hora da morte?

No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: a) que há consciência após a morte; b) existe sofrimento e existe bem estar; c) não existe comunicação de mortos com os vivos; d) a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.

Fora a crença sobre o estado dos mortos de católicos e evangélicos, existem outras formas de crer sobre a situação dos mortos. Pode indicar algumas formas de crer?

Sim.

A) os espíritas crêem na reencarnação. Reencarnam repetidamente até se tornarem espíritos puros. Não crêem na ressurreição dos mortos.

B) os hinduístas crêem na transmigração das almas, que é a mesma doutrina da reencarnação. Só que os ensinam que o ser humano pode regredir noutra existência e assim voltar a este mundo como um animal ou até mesmo como um inseto: carrapato, piolho, barata, como um tigre, como uma cobra, etc.

C) os budistas crêem no Nirvana, que é um tipo de aniquilamento.

D) As testemunhas de Jeová crêem no aniquilamento. Morreu a pessoa está aniquilada. Simplesmente deixou de existir. Existem 3 classes de pessoas: os ímpios, os injustos e os justos. No caso dos ímpios não ressuscitam mais. Os injustos são todos os que morreram desde Adão. Irão ressuscitar 20 bilhões de mortos para terem uma nova chance de salvação durante o milênio. Se passarem pela última prova, poderão viver para sempre na terra. Dentre os justos, duas classes: os ungidos que irão para o céu, 144 mil. Os demais viverão para sempre na terra se passarem pela última prova depois de mil anos. Caso não passem serão aniquilados.

E) os adventistas crêem no sono da alma. Morreu o homem, a alma ou o espírito, que para eles é apenas o ar que a pessoa respira, esse ar retorna à atmosfera. A pessoa dorme na sepultura inconsciente.

Como se dará a ressurreição de todos os mortos?

Jesus ensinou em Jo 5.28,29 que todos os mortos ressuscitarão. Só que haverá dois tipos de ressurreição; para a vida, que ocorrerá mil anos antes da ressurreição do Juízo Final. A primeira ressurreição se dará por ocasião da segunda vinda de Cristo, no arrebatamento. (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-53). E a ressurreição do Juízo Final como se lê em Apocalipse 20.11-15.


Por: Pastor Natanael Rinaldi

FONTE: http://www.cacp.org.br/dia-de-finados/

sábado, 30 de outubro de 2021

0 Os inescrutáveis caminhos de Deus

 





“Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos!” (Romanos 11.33b)


Insondável é a grandiosidade do poder criador de Deus, incontáveis as multidões de suas estrelas, incrível a multiplicidade de suas criaturas, invisível é a sua mão agindo. É inacreditável que Deus tenha acometido o seu povo escolhido Israel com cegueira durante algum tempo, para que assim os povos gentios encontrassem a salvação (Romanos 11). Inacreditável é a imensa riqueza do seu amor: ele é concedido imerecidamente às pessoas indignas.

Nós não conseguimos olhar por sobre os ombros de Deus para “ler as cartas”. No entanto, ele se revelou a nós e nos mostrou quais são as suas intenções conosco. Nós não conseguimos encontrar Deus (ou aquilo que consideramos como “deus”) nas estrelas, nem precisamos fazê-lo. Por que deveríamos tatear à procura do brilho opaco das estrelas se temos a luz da vida em Jesus Cristo?

Por que deveríamos tatear à procura do brilho opaco das estrelas se temos a luz da vida em Jesus Cristo?

Não conseguimos procurar a Deus com recursos e critérios humanos. Todavia, Deus nos procurou e reconheceu. Ele coloca nosso pecado e o seu perdão claramente diante dos nossos olhos quando deixamos sua luz nos iluminar. Desse modo, estão prescritas as linhas básicas da nossa salvação, da nossa redenção e igualmente da nossa vida.

Será que Deus também nos conduz concretamente? Sim, mas normalmente nos conscientizamos disso apenas depois. Apesar disso, podemos e devemos sempre rogar a Deus por sua direção. Para tanto, é preciso que os caminhos de Deus se tornem nossos caminhos, e não o contrário. É o que lemos na frase “inescrutáveis [são] os seus caminhos!”. Podemos, no entanto, confiar que Deus, em seu amor, nos conduz corretamente. É o que eu pude vivenciar muitas vezes e transcrevi no hino a seguir:

Foi um dia lindo,
Um dia como ocorre raramente,
Que não se esquece tão depressa.
Foi um dia lindo, realmente.

Foi um dia em que nada deu errado,
Em que tudo funcionou direito,
Comecei alegre o meu trabalho
E não fiquei dormindo no meu leito.
Fui elogiado e não criticado,
Disseram: “Que trabalho bem feito!”
Fiquei fortalecido e animado.

Veio então de longe um amigo,
Pudemos rir e nos alegrar.
Gosto de viver desse modo,
Alegre de estar com amigos reunido.
Mas, estando novamente sozinho,
A alegria ainda vai durar 
E ainda conseguirei cantar?

Cada dia, porém, tem o seu mal.
Problemas que consomem a força.
Nesse dia não tenho preocupação real
Com o que o próximo dia ameaça.
Consigo suportar dificuldades, pois,
Deus, meu Senhor, sempre tem graça.
Ele sabe o que virá depois.

Será um dia lindo,
Pois Deus, meu Senhor, comigo está.
Que não me deixa sem cuidado.
Sim, um dia lindo será.

Lothar Gassmann

FONTE: https://hoje.chamada.com.br/article/somente-jesus-cristo_os-inescrutaveis-caminhos-de-deus



 

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