domingo, 16 de fevereiro de 2014

0 Quem criou satanás?



“Satanás existe antes da criação do mundo? Quem o criou? Como ele veio a pecar?”
Reconhecemos, com humildade, que alguns assuntos envolvem em verdade pro­fundos segredos e ninguém tem o direito de conhecer qualquer coisa que porventura seja impenetrável: Dt 29.29. No nosso de­sejo de atender os leitores, somente deseja­mos esclarecer pelo Senhor e por sua Pala­vra. Efetivamente, Deus não criou Sata­nás. Deus criou os exércitos celestiais, os anjos e entre eles estava um chamado até de “Estrela da Alva”. Os profetas Isaías e Ezequiel apresentam um quadro que ge­ralmente é aceito como sendo de dupla in­terpretação: refere-se parcialmente ao rei de Tiro no sentido histórico e, parcialmen­te a Satanás, num sentido profético mais extensivo. Esse anjo de luz, grandemente honrado nos céus, um dia intentou rebelar-se contra Deus, pelo que foi julgado, puni­do e expulso. A muitos perturba o fato de tal rebelião ter ocorrido no Céu, lugar de perfeição. No entanto, devemos reconhecer que não partiu de Deus. A rebelião origi­nou-se no coração de Lúcifer. A perfeição absoluta somente pertence â Deus e qual­quer criatura que dele se afaste pode vir a ser um terrível pecador. Por haver pecado sem tentação exterior, Satanás não tem di­reito ao perdão. Quanto à onisciência e à presciência de Deus, estes atributos não fo­ram atingidos porque Deus permanece o mesmo, Lúcifer foi quem mudou e mesmo para a rebelião de um anjo de luz Deus tem solução perfeita, pois embora a queda de Satanás tenha ocorrido antes dos dias da humanidade, vale lembrar que o Cordeiro de Deus também foi imolado “perante Jeo­vá” desde antes da fundação do mundo. Não desonra a Deus o pecado de Satanás. Desonra sim, a Satanás mesmo. Deus con­tinua sendo o sustentador do universo e um Ser de absoluta moral e perfeição. Qualquer que dele se aproxima alcançará sua bênção, seu refúgio e sua graça sem igual.
Extraído do livro “A Bíblia Responde” – Editora CPAD

sábado, 15 de fevereiro de 2014

0 BÍBLIA – Será que você ainda tem um tempinho para ela?




Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares.

Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido. (Josué 1:7-8)

Vivemos num tempo maluco onde as pessoas não encontram tempo sobrando para praticamente nada. Na verdade, se analisarmos bem essa assertiva veremos que ela não contém toda a verdade, pois a verdade é que temos pra tudo nessa vida, menos pra ler a Bíblia Sagrada.

Eu particularmente tenho um dia-a-dia tão apertado em meio às correrias (TRABALHO, FACULDADE, ACADEMIA, PREPARAÇÃO DE AULA PARA A ESCOLA DOMINICAL, FAMÍLIA ETC.) que quase não sobra tempo pra praticamente nada. Mas uma coisa eu agradeço a Deus: É que mesmo em meio a essa loucura de correria, ainda consigo encontrar um tempinho para a LEITURA E EXAME DAS SAGRADAS ESCRITURAS.

Quando o SENHOR JAVÉ falou com Josué ele disse que o grande segredo para que Josué não se tornasse escravo de nenhum sistema religioso, filosófico, sociológico etc. seria sempre dedicar um tempinho para ler e examinar a vontade e o desejo de Deus a todo ser humana, A BÍBLIA.

Ultimamente vemos centenas de pessoas alienadas (no dizer de Karl Marx) vivendo dentro de uma igreja há anos, mas sem saber na verdade se o que ouvem todos os dias vem de Deus ou simplesmente da mente criativa de alguns pregadores inescrupulosos. Tudo isso acontece porque a grande maioria não tem mais tempo algum para examinar as Escrituras e ver se o que está sendo ensinado realmente é a Palavra de Deus (João 5.39).

Engraçado é que as pessoas têm tempo pra tudo menos pra Deus. É tempo pro facebook, pra televisão (cujo conteúdo 60% é lixo), tempo pra leituras imbecis (revistas de modas, fofocas, horóscopo etc.) menos pra palavra de Deus. Eis a razão de tamanha alienação.

Qualquer povo que abandona a leitura e exame criterioso das Escrituras (não desprezando evidentemente as demais leituras necessárias e obrigatórias) acaba por se tornar escravo de um sistema religioso inescrupuloso, ganancioso e sem Deus.

Não foi a toa que o profeta Oséias no seu tempo escreveu: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento”.  (Oséias 4:6a.)

Se você não quer ser um destes alienados, então não acredite em tudo o que ouve por ai. Tire um tempinho precioso do seu dia para ler e examinar a Bíblia, nem que seja ao menos dez, quinze ou vinte minutos diários. Pois assim você conhecerá a vontade de Deus para sua vida e evitará ser enganado por charlatões e falsos profetas que se apresentam em nome de Deus.

“Quem destruísse este Livro, como já tentaram fazer os inimigos da felicidade humana, nos deixaria profundamente desconhecedores do nosso Criador, da criação do mundo que habitamos, da origem e dos progenitores da raça, como também do nosso futuro destino, e nos subordinaria para sempre ao domínio do capricho, das dúvidas e da concepção visionária.

     A destruição deste Livro nos privaria da religião cristã, com todos os seus confortos espirituais, esperanças e perspectivas animadoras, e no lugar desses, nada nos deixaria a não ser a penumbra triste da infidelidade e as monstruosas sombras do paganismo.

     A destruição deste Livro despovoaria o céu, fechando para sempre suas portas contra a miserável posteridade de Adão, restaurando ao rei dos terrores o seu aguilhão; enterraria no mesmo túmulo que recebe os nossos corpos, todos os que antes de nós morreram, e deixando a nós o mesmo triste destino.

     Enfim, a destruição deste Livro nos roubaria de uma vez tudo quanto evita que a nossa existência se torne a maior das maldições; cobriria o sol; secaria o oceano e removeria a atmosfera do mundo moral, e degradaria o homem a ponto de ele ter ciúmes da posição dos próprios animais" (desconheço o autor). 


Bom domingo a todos,

                 João Augusto de Oliveira



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

0 1º Trim. 2014 - Lição 7 - Os dez mandamentos do Senhor



PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2014
UMA JORNADA DE FÉ: A formação do povo de Israel e sua herança espiritual
COMENTARISTA: ANTONIO GILBERTO
COMENTÁRIOS - EV. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
                           
                                                                                                          

ESBOÇO Nº 7
LIÇÃO Nº 7 – OS DEZ MANDAMENTOS DO SENHOR
                        No Sinai, Deus fez um pacto com Israel.
INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo do livro de Êxodo, estudaremos os capítulos 19 e 20.
No Sinai, Deus fez um pacto com Israel.
I – ISRAEL CHEGA AO MONTE SINAI
- Após a partida de Jetro para a sua terra, o povo de Israel prosseguiu a sua jornada rumo ao Monte Sinai, tendo ali chegado no terceiro mês da saída do Egito (Ex.19:1). Os comentaristas judeus entendem que os filhos de Israel chegaram ao Sinai no início do terceiro mês, que é o mês de Sivã (Et.8:9). Como eles haviam saído do Egito no dia quinze do mês primeiro, mês que tem 30 dias, peregrinaram durante os 29 dias do mês segundo ( o mês de Zive ou Ijar – I Rs.6:1,37, que tem 29 dias), perfazendo, portanto, um total de 44 dias de peregrinação.
- Os israelitas partiram de Refidim, onde haviam perdido a oportunidade de receber a promessa de Abraão, após terem tentado ao Senhor, uma clara demonstração de incredulidade, que corresponde a uma apostasia, ou seja, um desvio espiritual que sempre caracteriza o término de uma dispensação, este período de tempo em que Deus age de uma determinada maneira junto ao homem com vistas à sua salvação.
O povo, que havia crido em Deus e O adorado quando da chegada de Moisés ao Egito (Ex.4:31), deu demonstrações de incredulidade mesmo depois da manifestação do poder de Deus com as pragas no Egito e na própria libertação do povo, demonstrações estas que foram em número de sete, mostrando, assim, um coração resistente para crer no Senhor.
OBS: “…Como resultado de sua transgressão (Gl.3:19), os israelitas foram agora colocados sob a disciplina precisa da lei. A lei é clara sobre: 1) a espantosa santidade de Deus (Ex.19:10-25); 2) a extrema pecaminosidade do homem (Rm.7:13; I Tm.1:8-10); 3) a necessidade de obediência (Jr.7:23,24); 4) a universalidade do fracasso do homem (Rm.3:19,20) e 5) a maravilha da graça de Deus ao prover uma maneira de aproximar o homem de si por meio de sangue de sacrifícios – que era tipológico – olhando para o futuro, para um Salvador que seria o Cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo (Jo.1:29), manifestando ‘a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas’ (Rm.3:21)…” (BÍBLIA  DE ESTUDO SCOFIELD. Com. Ex.19:1, p.82).
Como resultado desta descrença, Israel não estava preparado para receber o Senhor em seus corações, para ter pautado o seu relacionamento com Deus com base na fé, assim como havia ocorrido não só com Abraão mas com os outros patriarcas (Hb.11:10-16), de sorte que haveriam de receber uma outra maneira de tratamento, qual seja, a lei, que serviria de aio, de condutor até a realização da promessa da redenção, que se daria apenas com a posteridade de Abraão, a saber, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Gl.3:17-24), Aquele que seria anunciado pelo próprio Moisés em sua despedida do povo (Dt.18:15-18).
OBS: Por sua biblicidade, reproduzimos aqui o Catecismo da Igreja Romana: “As teofanias (manifestações de Deus) iluminam o caminho da promessa, dos patriarcas a Moisés e de Josué até às visões que inauguram a missão dos grandes profetas. A Tradição cristã sempre reconheceu que, nestas teofanias, o Verbo de Deus Se deixava ver e ouvir, ao mesmo tempo revelado e «velado», na nuvem do Espírito Santo.Esta pedagogia de Deus manifesta-se especialmente no dom da Lei (. Ex 19-20 Dt 1-11 Dt 29-31). A Lei foi dada como um «pedagogo» para conduzir o povo a Cristo (Gl.3:24). Mas a sua impotência para salvar o homem, privado da «semelhança» divina e o conhecimento acrescido que ela dá do pecado (Rm.3:20) suscitam o desejo do Espírito Santo. Os gemidos dos Salmos são disso testemunho.” (§§ 708 e 709 CIC)
- No entanto, ao chegarem ao monte Sinai, algo importante aconteceu aos filhos de Israel. As Escrituras dizem que eles acamparam no deserto, defronte ao monte. O texto é elucidativo: diz que os filhos de Israel acamparam-se no deserto, mas que Israel acampou-se defronte ao monte. Esta expressão de que “Israel acampou”, depois de dizer que “os filhos de Israel acamparam-se”, dá uma demonstração de unidade, que era, assim, restaurada, depois dos lamentáveis episódios da peregrinação até o Sinai.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

0 Não aceito apenas os vossos argumentos humanos; o testemunho das Escrituras é indispensável.



Se não me refutardes pelo testemunho das Escrituras ou por argumentos – desde que não creio somente nos papas e nos concílios, por ser evidente que já muitas vezes se enganaram e se contradisseram uns aos outros – a minha consciência ficará cativa à Palavra de Deus. Pois não é seguro agir contra a consciência. Deus me ajude! Amem”. (Martinho Lutero)

Na audiência de Worms, perante toda autoridade papal ali reunida, o monge agostiniano Martinho Lutero declarou essas palavras que acabamos de ler. Palavras essas que ecoam pelos séculos e que passados quinhentos anos da Reforma Protestante ainda as ouvimos claramente em nossos ouvidos.

Desta feita é evidente que não estamos em falando em combater os erros e desvios doutrinários do Catolicismo Romano (que são centenas), mas falo que essas palavras nos conclamam a combater erros em nosso próprio meio, sim no próprio meio evangélico. Erros esses que têm causado tantos estragos à obra de Deus e contribuído para que o nome do Senhor seja blasfemado pelos ímpios.

Veio-me a inspiração para escrever essa postagem depois duma conversa que tive com um determinado irmão de um ministério (por questão de ética não revelarei) e nessa nossa conversa abordamos alguns pontos doutrinários. esse irmão queria convencer-me da sua razão mesmo sendo claramente contrariado pelas Escrituras em alguns pontos e silenciado pela mesma em outros.

Destes pontos doutrinários citarei por agora apenas dois para que essa não seja uma postagem tão extensa. Se alguém tiver mais algumas dúvidas ou quiser até mesmo falar comigo acerca desses e de outros assuntos meu face book é: joão.augussto2013@gmail.com.

1.     Ponto – Batismo em águas correntes – Dizia-me este santo irmão há quem eu muito respeito independente dos seus pontos de vista que o único batismo válido para o crente é aquele realizado em águas correntes e que os demais todos eram falsos.

ANALISANDO – Bem, até onde conheço as Escrituras, a Bíblia está recheada de passagens acerca do Batismo, que através da figura de João o Batista tomou conta de Israel e posteriormente foi essa prática agregada à Igreja de Cristo.

Verdade é que o Senhor Jesus foi batizado no Rio Jordão por João Batista e que muitos dos apóstolos do Senhor Jesus também batizaram membros da nova Igreja Nascente (A IGREJA DE CRISTO) nesse mesmo rio. Porém em nenhuma passagem das Escrituras que nos fala acerca do batismo nós encontramos o Senhor Jesus nem tampouco os seus apóstolos doutrinando a Igreja acerca de um local ou de uma determinada água específica na qual os crentes deveriam se batizar. Em outras palavras, Jesus mandou batizar e os apóstolos obedeceram e reiteraram os ensinamentos de Cristo quanto à ordenança do Batismo, mas nenhum deles (CRISTO OU OS APÓSTOLOS) jamais citaram em parte alguma um local específico para esse Batismo.

Somente para reforçar desejo lembrar-lhes que Filipe batizou o Eunuco (mordomo mor de Candace) no meio do deserto e não no Rio Jordão. Porque será? Então o batismo do Eunuco não foi válido?

Assim sendo não posso aceitar esse ensino, uma vez que não faz parte das Escrituras, sendo, portanto uma opção de cada Igreja o local de batismo e não uma doutrina bíblica.

2.     Ser dizimista é uma exigência matre à consagração de obreiros – Conforme me detalhou no seu ministério, ser dizimista é uma das principais exigências para que o obreiro seja consagrado.

ANALISANDO – Até admito que o ministério dele faça essa exigência de seus obreiros desde que seja feita uma ressalva: Essa é uma exigência do ministério e não da Palavra de Deus.

Lendo as cartas de Paulo a Timóteo e a carta de Tiago e de Tito encontramos várias exigências bíblicas à consagração de obreiros (Diáconos, Presbíteros etc.), porém eu particularmente nunca encontrei uma dizendo: “QUE O CANDIDATO AO MINISTÉRIO SEJA DIZIMISTA FIEL”. Dos senhores que me darão a honra de ler essa postagem, se alguém encontrar essa passagem por favor me ajude, pois eu em vários anos de leitura da Bíblia (já a li por mais de oito vezes) nunca encontrei.

Encontramos sim os apóstolos dizendo que o candidato ao ministério seja honesto, hospitaleiro, marido de uma só mulher, sóbrio, não cobiçoso de torpe ganancia, apto para ensinar, não neófito etc. Mas quanto ao futuro obreiro ser “DIZIMISTA”, repito eu NUNCA ENCONTREI. Não quero aqui pregar contra o dízimo, pois eu creio que o Dízimo é bíblico e valido à igreja hoje, mas refuto a exigência sem base bíblica de que o obreiro só pode ser consagrado se ele for DIZIMISTA FIEL.

Desculpem a redundância, mas tenho que falar. Se o ministério quiser fazer essa exigência de forma particular tudo bem, mas que não diga que isso é bíblico.

Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. Atos 17:11

Por hora é só queridos. Espero ter conseguido esclarecer algumas de vossas dúvidas acerca desses assuntos.

Prometo-lhes que em outra ocasião estaremos analisando outros pontos controversos e sem base bíblica.

Agora vou dormir porque amanhã bem cedo à vida continua.

Paz a todos,

                João Augusto de Oliveira


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

0 Convite a todos os povos da TERRA!




E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida. Apocalipse 22:17

Este não é um convite a frequentar uma igreja ou tornar-se um protestante (cristão), antes é um convite à que todo homem e mulher da face da terra busquem a Deus de todo o seu coração e alma.

Nós costumamos dizer que cremos em Deus e que temos fé, mas quando somos confrontados com a realidade fugimos como um cervo assustado. Dizemos que cremos em Deus, mas não queremos ler a palavra dele (a Bíblia); não costumamos parar para adorá-lo individual ou coletivamente e muito menos procuramos saber qual a vontade dEle para nossas vidas.

É por isso que o Espírito (O ESPÍRITO SANTO) e a esposa (IGREJA DE CRISTO) ou qualquer que tenha esta consciência é conclamado a gritar a todas as nações da terra: “QUEM TEM SEDE VENHA E TOME DE GRAÇA DA ÁGUA DA VIDA”.

Portando se você tem sede de justiça, sede de perdão, sede de salvação, sede de igualdade social e racial, sede de ver acabarem as opressões dos ricos sobre os pobres, sede de ver parar o trinfo das nulidades e do mal, sede de fugir de Satanás e sede de encontrar-se com o salvador eu lhe convido:

Dobre os seus joelhos em casa, no trabalho, na igreja, na roça ou em qualquer outro lugar que esteja e ore: Deus eu tenho sede o Senhor pode, por favor, em nome de Jesus me saciar?

Ore com fé e você verá que a partir desse momento a tua vida vai mudar...

João Augusto de Oliveira


sábado, 8 de fevereiro de 2014

0 A Igreja versus o Mundo




Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia. (1Jo 3.13)
Por que os evangélicos tentam tão deses­peradamente cortejar o favor do mundo? As igrejas planejam seus cultos de adoração para servir aos “sem-igreja”. Os produtores cristãos imitam a coqueluche mundana do momento em termos de música e entretenimento. Os pregado­res se sentem aterrorizados de que a ofensa do evangelho possa fazer alguém se voltar contra eles; então deliberadamente omitem partes da mensagem que o mundo pode não se agradar.
O movimento evangélico parece ter sido sabotado por legiões de falsos especialistas mun­danos que estão empenhados em tentar fazer o melhor que podem para convencer o mundo de que a igreja pode ser tão inclusiva, pluralista e de mente aberta quanto a mais politicamente correta pessoa mundana.
A busca pela aprovação do mundo é nada mais, nada menos que adultério espiritual. Na verdade, isto é precisamente a imagem que o apóstolo Tiago usou para descrevê-la. Ele escreveu, “Infiéis [NKN: "adúlteros e adúlteras"], não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4).
Existe e sempre existiu uma incompati­bilidade fundamental, irreconciliável entre a igreja e o mundo. O pensamento cristão é totalmente desarmônico com todas as filosofias da História. A fé genuína em Cristo implica numa negação de todo valor mundano. A verdade bíblica contradiz todas as religiões do mundo.
O próprio Cristianismo é, portanto, virtualmente contrário a tudo o que este mundo admira.
Jesus disse a seus discípulos, “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fosseis do mundo, o mun­do amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhei, por isso, o mundo vos odeia” (Jo 15.18,19).
Observe que o nosso Senhor considerou como certo que o mundo desprezaria a igreja. Longe de ensinar a seus discípulos a que tentas­sem ganhar o favor do mundo, reinventando o evangelho para se adequar às suas preferências, Jesus expressamente advertiu que a busca pelas aclamações mundanas é uma característica dos falsos profetas: “Ai de vós, quando todos vos louvarem’ Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas” (Lc 626).
Ele foi mais longe, “Não pode o mundo odiar-vos, mas a mim me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más” (Jo 7.7). Em outras palavras, o desprezo do mundo pelo Cristianismo deriva de motivos morais, não intelectuais: “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras” (Jo 3.19,20). É por esta razão que, não importa quão dramaticamente a opinião do mundo possa vir a variar, a verdade cristã não será jamais popular ao mundo.
Contudo, virtualmente em toda época da história da igreja, tem havido gente na igreja que está convencida de que a melhor maneira de ganhar o mundo é satisfazer os seus gostos. Tal tipo de abordagem tem sempre sido em de­trimento da mensagem do evangelho. As únicas vezes que igreja causou impacto significativo sobre o mundo foi quando o povo de Deus per­maneceu firme, se recusou a compactuar e ou­sadamente proclamou a verdade apesar da hos­tilidade do mundo. Quando os cristãos se des­viam da tarefa de confrontar os enganos do mundo com as impopulares verdades bíblicas, a igreja invariavelmente perde sua influência e impotente se mescla ao mundo. Tanto as Escri­turas quanto a História atestam esse fato.
E a mensagem cristã simplesmente não pode ser torcida para se conformar com a ins­tabilidade da opinião do mundo. A verdade bíblica é fixa e constante, não sujeita a mudança ou adaptação.
A opinião do mundo, por outro lado, está sempre em fluxo constante. Os vários mo­dismos e filosofias mudam radicalmente e regularmente de geração para geração. A única coisa que permanece constante no mundo é seu ódio por Cristo e seu evangelho.
Ao que tudo indica, o mundo não abraça­rá por muito tempo qualquer das ideologias que estão atualmente em voga. Se a História servir como indicador, quando nossos netos se toma­rem adultos a opinião do mundo terá sido dominada por um sistema completamente novo de crenças e um conjunto de valores totalmente di­ferente. A geração de amanhã renunciará a todas os modismos e filosofias de hoje, mas urna coisa permanecerá imutável: até que o Senhor mesmo volte, seja qual for a ideologia que ganhe popularidade no mundo, ela será tão hostil às verdades bíblicas corno o foram todas as precedentes
MODERNISMO
Pense no que aconteceu no século passado, por exemplo. Cem anos atrás a igreja es­tava ameaçada pelomodernismo.
Modernismo era urna cosmovisão baseada na noção de que somente a ciência podia explicar a realidade. O modernista, com efeito, começou com a pressu­posição de que nada sobrenatural é real.
Deveria ter ficado instantaneamente óbvio que o modernismo e o Cristianismo eram incom­patíveis no nível mais básico. Se nada sobrena­tural era real, então grande parte da Bíblia seria falsa e sem autoridade; a encarnação de Cristo seria um mito (anulando a autoridade de Cristo também); e todos os elementos sobrenaturais do Cristianismo, incluindo o próprio Deus, teriam de ser totalmente redefinidos em termos naturalistas. O modernismo foi anticristão até à sua medula.
Não obstante, a igreja visível no começo do século 20 ficou cheia de gente que estava con­vencida de que modernismo e Cristianismo po­diam e deviam ser conciliados. Eles insistiam que se a igreja não acompanhasse o passo com dos tempos, abraçando o modernismo, o Cristianismo não sobreviveria ao século 20. A igreja se tornaria paulatinamente irrelevante para o povo mo­derno, eles diziam, e logo desapareceria. Assim sendo, eles inventaram um “evangelho social” desprovido do verdadeiro evangelho da salvação.
Naturalmente, o Cristianismo bíblico sobreviveu o século 20 muito bem, obrigado. Nos lu­gares onde os cristãos permaneceram comprome­tidos com a verdade e autoridade das Escrituras, a igreja floresceu, mas, ironicamente, aquelas igrejas e denominações que abraçaram o moder­nismo foram as que se tornaram pouco a pouco irrelevantes e desapareceram antes do fim do século. Muitos edifícios de pedra, grandiosos, mas quase vazios, dão testemunho da fatalidade da conformação com o modernismo.
POS-MODERNISMO
O modernismo é agora considerado como um modo de pensar do passado. A cosmovisão dominante tanto no círculo secular quanto no acadêmico atualmente é chamada de pós-moder­nismo. Os pós-modernistas têm repudiado a confiança absoluta dos modernistas na ciência como único caminho para a verdade.
Na realidade os pós-modernistas perderam completamente o interesse pela “verdade”, insistindo que não existe tal coisa como verdade absoluta ou universal.
O modernismo era de fato obtusidade e preci­sava ser abandonado, mas o pós-modernismo é um passo trágico na direção errada. Ao contrário do modernismo, que estava ainda preocupado com a possibilidade de convicções básicas, crenças e ideologias serem objetivamente verdadeiras ou falsas, o pós-modernismo simplesmente nega que qualquer verdade possa ser objetivamente conhecida.
Para o pós-modernista a realidade é o que o indivíduo imagina que seja. Isso significa que o que é “verdadeiro” é determinado subjetiva­mente por cada um, e não existe tal coisa como a chamada verdade objetiva, com autoridade que governa ou se aplica universalmente a toda humanidade. O pós-modernista acredita natural­mente que não faz sentido debater se a opinião A é superior à opinião B. No final de contas, se a realidade é meramente uma invenção da mente humana a perspectiva de verdade de uma pessoa é afinal tão boa quanto a de outra.
Tendo desistido de conhecer a verdade ob­jetiva, o pós-modernista se ocupa em lugar disso, com a busca para “entender” o ponto de vista da outra pessoa. Então as palavras “verdade” e “compreensão” tomam significados radicalmente novos. Ironicamente, “compreensão” requer que primeiro de tudo desacreditemos na possibilidade de conhecer qualquer verdade afinal. E “verdade” se torna nada mais do que uma opinião pessoal, geralmente melhor guardada para si mesmo.
Essa é uma exigência essencial, não nego­ciável que o pós-modernismo faz a todo mundo: nós não devemos pensar que conhecemos qual­quer verdade objetiva. Os pós-modernistas fre­qüentemente sugerem que toda opinião deveria receber igual respeito. E, portanto, numa visão superficial, o pós-modernismo parece movido por uma preocupação pela mente aberta para se chegar à harmonia e tolerância. Tudo soa mui­to caridoso e altruísta, mas o que realmente subli­nha o sistema de crenças pós-modernistas é uma intolerância total por toda cosmovisão que faça alegações de qualquer verdade universal ­particularmente o Cristianismo bíblico.
Em outras palavras, o pós-modernismo começa com uma pressuposição que é irreconciliável com a verdade objetiva, divinamente revelada nas Escrituras. Da mesma forma que o modernismo, o pós-modernismo é fundamental e diametralmente oposto ao evangelho de Jesus Cristo.
PÓS-MODERNISMO E A IGREJA
Não obstante, a igreja atualmente está cheia de gente que advoga idéias pós-modernistas. Alguns deles fazem isso consciente e deliberadamente, mas a maioria o faz sem querer (Tendo embebido demasiado do espírito dos tempos, eles estão simplesmente regurgitando opiniões do mundo). O movimento evangélico como um todo, ainda se recuperando de sua longa batalha contra o modernismo, não está preparado para um adversário novo e diferente. Muitos cristãos, portanto, não reconheceram ainda o perigo extremo colocado pelo pensamento pós-modernista.
A influência pós-modernista claramente já infecta a igreja. Os evangélicos estão baixando o tom da sua mensagem para que as rígidas alegações de verdades do evangelho não soem tão desagradáveis aos ouvidos pós-modernos. Muitos evitam fazer afirmações inequívocas de que a Bíblia é verdadeira e todos os outros sistemas religiosos do mundo são falsos. Alguns que se intitulam cristãos foram ainda mais longe, determinadamente negando a exclusividade de Cristo e abertamente questionando sua alegação de ser ele o único caminho para Deus.
A mensagem bíblica é clara. Jesus disse, “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). O apóstolo Pedro proclamou a uma audiência hostil, ” … não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12). O apóstolo João escreveu, ” . quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo 3.36). Repetidas vezes as Escrituras enfatizam que Jesus Cristo é a única esperança de salvação para o mundo. ” … há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5). Somente Cristo pode expiar pecados e, portanto, somente Cristo pode dar salvação. ” … o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo 5.11,12).
Essas verdades são contrárias à doutrina central do pós-modernismo. Elas fazem alegações de verdade exclusivas, universais, declarando ser Cristo o único caminho para o céu e errôneos todos os outros sistemas de crença. Isto é o que as Escrituras ensinam. É o que a igreja verdadeira tem proclamado ao longo de toda sua história. É a mensagem do Cristianismo. E simplesmente não pode ser ajustado para acomodar as sensibilida­des pós-modernas. Em vez disso, muitos cristãos simplesmente vão passando por cima das alega­ções exclusivas de Cristo, debaixo de um silêncio constrangedor. Pior ainda, alguns na igreja — incluindo alguns dos mais conhecidos lideres evan­gélicos — começaram a sugerir que talvez o povo possa ser salvo fora do conhecimento de Cristo.
Os cristãos não podem capitular ao pós ­modernismo sem sacrificar a essência da nossa fé. A alegação da Bíblia de que Cristo é o único caminho da salvação está certamente em desarmonia com a noção pós-moderna de “tolerância”, mas é, no final de contas, exatamente o que a Bíblia claramente ensina. E a Bíblia, não a opinião pós-moderna, é a autoridade suprema para o cristão. Somente a Bíblia deve determinar o que nós cremos e proclamar isso ao mundo. Nós não podemos abrir mão disso, não importa quanto o mundo pós-modernista reclame que nossas crenças fazem de nós pessoas “intolerantes”.
TOLERÂNCIA INTOLERANTE
A veneração da tolerância pelo pós-mo­dernista é uma característica óbvia, mas essa versão da “tolerância” é, na verdade, uma dis­torção perigosa da verdadeira virtude. Aliás, tole­rância nunca é mencionada na Bíblia como uma virtude, exceto no sentido de paciência, longanimidade e mansidão (ver Ef 4.2). De fato, a noção contemporânea de tolerância é um conceito pateticamente fraco comparado ao amor que as Escrituras ordenam aos cristãos que mostrem aos seus inimigos. Jesus disse, “amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam” (Lc 6.27,28; confira os versículos 29-36).
Quando nossos avós falaram de tolerância como uma virtude, eles tinham isso em mente. A palavra então significava respeitar as pessoas e tratá-las com bondade mesmo quando acreditamos que elas estão erradas, mas a noção pós moderna de tolerância significa que nós nunca devemos considerar a opinião de ninguém como errada. A tolerância bíblica é para as pessoas; a tolerância pós-moderna é para idéias.
Aceitar toda crença como igualmente válida dificilmente é uma virtude real, mas é praticamente o único tipo de virtude que o pós-mo­dernismo conhece. As virtudes tradicionais (incluindo humildade, domínio próprio e castidade) são abertamente zombadas e até mesmo consideradas como transgressões, no mundo do pós-modernismo.
Previsivelmente a beatificação da tolerância pós-moderna tem tido seus efeitos desastrosos sobre a verdadeira virtude em nossa sociedade. Nestes tempos de tolerância, o que era proibido passou a ser encorajado. O que era tido como imoral é agora festejado. Infidelidade marital e divórcio foram normalizados. Impureza é o lugar comum. Aborto, homossexualidade e perversões morais de todos os tipos são aclamados por grandes grupos e entusiasticamente promovidos pela mídia popular. A noção pós-moderna de tolerância está sistematicamente virando virtude genuína na cabeça deles.
Praticamente a única coisa a ser rejeitada pela sociedade como maligna é a noção simplória e politicamente incorreta que o estilo de vida, religião, ou perspectiva diferente de outra pessoa é incorreto.
Uma exceção notável àquela regra se destaca claramente: os pós-modernistas aceitam a intolerância se for contra aqueles que alegam conhecer a verdade, particularmente os cristãos bíblicos. De fato, aqueles que se proclamam os advogados líderes de tolerância atualmente são freqüentemente os oponentes mais declarados do Cristianismo evangélico.
Basta dar uma olhada na Internet, por exemplo, e veja o que está sendo dito pelos autoestilizados campeões de tolerância religiosa. O que você vai encontrar é uma grande quantidade de intolerância pelo Cristianismo bíblico. Na verdade, alguns dos materiais mais amargos anticristãos na Internet podem ser encontrados em sitessupostamente promovendo a tolerância religiosa.!
Por que isso? Por que o Cristianismo bíblico autêntico depara com tal feroz oposição de pes­soas que pensam ser modelos de tolerância? É porque as alegações de verdade das Escrituras e particularmente as alegações de Jesus de ser o único caminho para Deus — são diametralmente opostos às pressuposições fundamentais da mente pós-moderna. A mensagem cristã representa um golpe fatal à cosmovisão pós-modernista.
Mas se os cristãos se deixam enganar ou são intimidados a suavizar as alegações diretas de Cristo e a alargar o caminho estreito, a igreja não fará qualquer progresso contra o pós-modernismo. Nós precisamos recuperar a distinção do evangelho. Precisamos reconquistar nossa confiança no poder da verdade de Deus. E nós precisamos proclamar com ousadia que Cristo é a única verdadeira esperança para o povo deste mundo.
Isso pode não ser o que o povo quer ouvir neste tempo pseudo-tolerante do pós-mo­dernismo, mas é verdade assim mesmo. E precisamente porque é verdade e o evangelho de Cristo é a única esperança para um mundo perdido é que é ainda mais urgente levantarmos acima de todas as vozes de confusão no mundo e dizer desta forma.
Extraído do livro “Princípios para uma Cosmovisão Bíblica”, John MacArthur, Jr.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

0 Avivamento



Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia. (Habacuque 3:2 / A.R.C)

Tenho ouvido, ó SENHOR, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó SENHOR,  no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia.  (Habacuque 3.2 / A.R.A)

Acredito firmemente e tenho propagado de todas as maneiras possíveis que a única solução para a igreja evangélica brasileira é a manifestação de um avivamento de Deus.

Se observarmos bem veremos que temos teólogos em abundância, pessoas formadas em música, administradores de empresas no meio da igreja etc., mas a maior necessidade da igreja atual é exatamente um avivamento de Deus.

Em várias épocas a igreja experimentou períodos de frieza, apatia e mornidão espiritual. No entanto essa época que estamos atravessando é a meu ver uma das piores da história da igreja evangélica no mundo. São tantos escândalos envolvendo líderes de grandes e pequenas igrejas, corrupção e junção entre igreja e política, teologia da prosperidade, abandono da doutrina etc.

Embora existindo em nosso meio muitos homens bem intencionados em relação ao bom andamento da igreja no Brasil e no mundo, ainda assim acredito ser insuficientes as boas intenções para uma mudança radical dos rumos da igreja.

Repito que estou sumamente convicto que o AVIVAMENTO GENUINO é a única válvula de escape para que a igreja não seja legada ao esquecimento, vindo assim a transformar-se num museu de santos ao invés de ser uma agência missionária de Deus.

O clamor do profeta Habacuque é atualíssimo aos nossos dias, o que está faltando são santos que tenham a mesma determinação do profeta, pagando assim o preço em clamor e desejo sincero, afim de que Deus derrame sobre nós o poder do alto na manifestação de um GRANDE E PODEROSO AVIVAMENTO ESPIRITUAL.

Avivamento este que venha arrancar da igreja a corrupção que a está aleijando; um avivamento que venha tirar a igreja do comodismo das quatro paredes e leva-la aos campos que estão bancos para a ceifa; um avivamento que venha mergulhar a igreja numa vida de santidade e pureza; um avivamento que finalmente venha a transformar a vida dos crentes e assim transformar a sociedade que os cerca.

Esse tipo de avivamento homem nenhum pode produzir, pois é obra exclusiva de Deus na igreja. O que nós podemos e devemos fazer é clamar, buscar e desejar ardentemente até que Deus mova-se pelas nossas orações e derrame sobre nós o Espírito lá do alto e MUDE A HISTÓRIA DO CRISTIANISMO NO BRASIL E NO MUNDO.

Boa semana a todos,

                           João Augusto de Oliveira




domingo, 2 de fevereiro de 2014

0 O culto de ateus



É domingo, 11h. Cerca de 300 pessoas estão num anfiteatro no centro de Londres. Não sobra uma poltrona vazia. Todos cantam músicas, silenciam o ambiente em reflexão, e alguns relatam histórias de vida.
A sacolinha do dinheiro aparece rapidinho. “Sugerimos doações de 3 a 5 libras (R$ 12 a R$ 20), algo assim, ou o que você puder. Obrigado pela generosidade”, diz Sanderson Jones, 32. A maioria contribui. “Nossa missão é tentar ajudar as pessoas, celebrar o fato de estarmos vivos”, lembra Jones.
Todos aplaudem.
Uma banda está no palco. Palmas introduzem “I’m So Excited”, da banda pop Pointer Sisters, sucesso nos anos 70 e 80. Jovens, casais, idosos e crianças levantam da poltrona e cantam em coro. Depois, euforia com o hit do ano, “Get Lucky” (Daft Punk).
Agora, silêncio geral. Um neurocientista então explica o poder da mente, o fenômeno da sinapse, como controlar sensações, sentimentos. Cabe a uma jovem contar seu drama de superação após um dano cerebral.
Sanderson Jones retorna ao microfone: “Pessoal, é o momento de refletir a sorte que temos em ter uma mente em funcionamento”. Todos quietos, olhos fechados, cabeça baixa, por dois minutos.
Agora, a banda no palco levanta os fiéis com “Always on my Mind”, clássico eternizado por Elvis Presley. Uma hora se passa, fim de culto, todos comungam biscoitos, leite, café e chá.
Ninguém arrisca saudar o colega ao lado com “amém”, “glória a Deus”, “fique com Deus”, algo parecido. Ali, praticamente todos são ateus frequentando a Sunday Assembly (assembleia de domingo).
É uma espécie de igreja ateísta criada há um ano em Londres e que já virou um pequeno fenômeno com ao menos 30 “filiais” nos Estados Unidos, Austrália e Canadá –o Brasil pode ganhar uma em breve. Segundo o site oficial, trata-se de “uma congregação sem Deus que celebra a vida”. Em Londres, tem a fama de “igreja dos ateus”.
Folha acompanhou um culto da “matriz”, em um auditório do Conway Hall, espaço de debates em Londres. O tema era “cérebro”.
CABELUDO
Além de pregador oficial, Sanderson Jones, um homem de cabelos e barbas compridos, é também o fundador da Sunday Assembly.
Oficialmente, sua profissão é de comediante. Nascido em família religiosa, diz que perdeu a crença em Deus aos 10 anos, quando a mãe morreu de câncer.
Questionado se ainda tem alguma crença, faz um trocadilho em inglês: “I don’t believe in God, but in good” (não acredito em Deus, mas no bem). A ideia de um culto ateísta (expressão de que não gosta muito), conta, surgiu há seis anos, durante o Natal. “Tudo aquilo era fantástico, as músicas, a comunidade, o fato de melhorar a si mesmo. Nós devemos celebrar a vida, é o nosso foco, o sentimento de comunidade”, diz.
Em seu site, a Sunday Assembly dá suas diretrizes: é um lugar para quem quer viver melhor, ajudar, discutir o mundo e 100% de celebração só da vida. A meta de Jones é atingir mil igrejas em uma década. Alguns brasileiros já o procuraram para abrir filial no país, diz. “Devo ir ao Brasil em setembro, mas estamos em fase de montagem, não posso dar detalhes.”
Não há, em tese, requisito para que os frequentadores sejam ateus, desde que entendam que ali não haverá menção a Deus –mas também não há pregação contra, ao menos no culto presenciado pela Folha.
“Ninguém aqui pergunta sua religião”, diz o engenheiro Gerard Carlin, 31, que atua como voluntário. Foi católico e hoje se declara “fortemente ateu”.
Ele é um dos que ajudam a contar as doações, cujo valor não revela. “É pouca coisa que arrecadamos, só para pagar os custos, como locação, o piquenique depois, a banda”, afirma.
“E aí, gostou?”, pergunta a jornalista alemã Gabi Thesing, 21, frequentadora há quatro meses dos cultos. “Já fui católica, mas hoje não acredito em Deus, religiões. Acredito no poder das pessoas, da energia”, diz.
O VELHO E O NOVO
Estudiosos em teologia no Reino Unido, como Nick Spencer, do centro de estudos Theos, tem dito que a Sunday Assembly não chega a ser um fenômeno necessariamente novo e se parece com movimentos antigos de pessoas que não creem em Deus, mas usam ritos tradicionais religiosos em seus encontros privados.
O empresário britânico Andrews Wett, 47, se diz um “adepto não praticante do budismo”. Foi levado pela namorada ao culto. Opina sobre a grande quantidade de jovens: “Isso mostra um pouco como as igrejas tradicionais têm perdido fiéis”.
Antes de a reportagem deixar o local, alguns entrevistados se despediram com um “vejo você da próxima vez”. Não deu para responder “se Deus quiser”.
Para saber mais sobre o ateísmo, favor acessar aqui
Extraído da Folha em 02/02/2014

 

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