Tempos finais: a hora de Deus ou coisa de malucos?
[Acontecimentos impressionantes resultam num] caos de "profecias" e
previsões sobre a aproximação do tempo do fim. Cristãos também participam
dessas especulações, apesar da Bíblia proibi-las: "Por isso, ficai também
vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá"
(Mt 24.44). Ele virá "como ladrão"; é o que está escrito no último
livro das Sagradas Escrituras (Ap 3.3). Mas o bom-senso e a razão nos
aconselham a pensar no perigo de "um apocalipse encenado por mãos humanas
contra a vontade de Deus".
Esse perigo é hoje maior do que no tempo da Guerra Fria, onde o instinto de
sobrevivência dos poderosos deste mundo ajudou a evitar um confronto nuclear.
Mas esse instinto de autopreservação normalmente não existe para os terroristas
religiosamente motivados. Por isso, especialistas em Genebra, Nova Iorque e
Haia, em escritórios da ONU e sedes de outras organizações internacionais,
acham muito provável que esses fanáticos tentarão tornar realidade o tempo do
fim por "se sentirem chamados por Deus".
Longe de ser fantasia
Provavelmente não exista outra preocupação maior do governo dos Estados Unidos
e de outros países do que o temor de terroristas virem a apoderar-se de armas
químicas ou biológicas de destruição em massa para usá-las contra a população
civil, para castigar "a sociedade corrompida" ou para pressionar as
autoridades forçando algum tipo de concessão.
"Essa probabilidade cresce a cada dia...", disse um embaixador
credenciado na "Organização Para a Proibição de Armas Químicas"
(OPCW) em Haia. "Nos tempos da Guerra Fria questionávamos se essas armas
seriam utilizadas algum dia. Hoje só nos perguntamos quando isto
acontecerá."
Em linguagem clara, isso poderia acontecer da seguinte maneira: em um dia calmo
de verão, sem vento, alguém poderia espalhar uma grande quantidade de gás
paralisante no horário de maior movimento, em meio a um engarrafamento em Nova
Iorque ou em Frankfurt, levando dezenas de milhares de pessoas à morte. Ou,
pior ainda: durante a noite um terrorista sobrevoa Washington e despeja cem
quilos de "Anthrax" sobre a cidade; seus bacilos multiplicam-se
rapidamente nos corpos de pessoas e animais e provocam hemorragias internas
mortais em um milhão de pessoas.
Esse cenário não é uma fantasia. Ele é resultado de um estudo do governo dos
Estados Unidos. No início de 1999 a revista "Foreign Affairs", o
periódico sobre política externa mais conceituado do mundo, trouxe informações
a respeito desse assunto. O professor Richard K. Betts, diretor do Instituto
para Pesquisa de Guerra e Paz da Universidade de Colúmbia em Nova Iorque,
salientou que um acontecimento desses mudaria radicalmente a sociedade livre:
"Imaginemos que uma seita islâmica secreta matasse 100.000 pessoas com uma
bomba biológica e ameaçasse repetir o ato até o governo atender suas
exigências. Uma reação de pânico do nosso sistema judiciário seria bem
plausível em um caso desses. Todos os americanos de origem árabe poderiam ser
presos em campos de concentração, como aconteceu depois do início da Segunda
Guerra Mundial com os cidadãos americanos de origem japonesa." (Abendland)
Na verdade ninguém, a não ser Deus, sabe quando acontecerá a volta de Jesus. O
Senhor enfatizou em Atos 1.7: "Não vos compete conhecer tempos ou épocas
que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade."
Precisamos distinguir claramente entre fatos, suposições e especulações. É fato
que Jesus voltará. A suposição é que Ele virá muito em breve. Mas seria
especulação tentar marcar a data da Sua volta.
Em nosso século e em outras épocas muitos já tentaram calcular a data da volta
de Jesus. Foram estabelecidas datas bem exatas nas quais deveria acontecer o
arrebatamento, mas sem exceção todas as previsões falharam.
Mas apesar de todos estes cálculos errados do passado, muitos cristãos sinceros
e estudiosos da Bíblia – sem pretenderem marcar uma determinada data – estão de
pleno acordo que nuvens de tempestades se ajuntam no horizonte da história da
humanidade. Vivemos hoje em uma sociedade que não pode ser comparada a nenhuma
outra anterior à nossa. Em nosso mundo acontecem coisas que apontam de maneira
extremamente clara para a iminente volta de Jesus. Ninguém sabe dizer se isto
acontecerá hoje, amanhã ou somente daqui a alguns anos. Mas todos os sinais
apontam para o último grande alvo da história da humanidade.
O povo judeu está novamente em sua própria terra, onde irá receber
primeiramente o anticristo, sendo depois levado ao encontro do Senhor que está
voltando. Assim, profecias milenares aguardam seu cumprimento final (Jr
24.6-7). A situação no Oriente Médio se agrava de maneira dramática. Mas o
clamor por paz e segurança não se limita apenas ao Oriente Médio, abrangendo o
mundo todo (1 Ts 5.3). Vivemos numa época em que é possível destruir o mundo
inteiro em apenas uma hora. O cenário apocalíptico em todas as áreas se
delineia de maneira cada vez mais evidente e torna-se cada vez mais provável.
Está sendo construído um sistema econômico global, uma verdadeira teia, da qual
ninguém mais pode escapar, e é possível que esse sistema desabe de uma hora
para outra. Atualmente uma crise em qualquer lugar do globo já abala o mundo
inteiro (comp. Ap 18.10ss). As catástrofes naturais alcançaram dimensões e
freqüências assustadoras, são cada vez mais dramáticas e se sucedem a
intervalos sempre menores (Lc 21.25ss). O afastamento de Deus e o
distanciamento das verdades bíblicas é tão evidente e cada vez mais atrevido
que fica difícil achar uma situação que se compare a ela. Alguém observou:
"As pessoas de hoje sabem tão pouco das verdades bíblicas que vivem suas
vidas como se Deus não existisse" (comp. 2 Ts 2.3; 2 Tm 3.1ss). Na área do
ocultismo, o diabo está solto: nos meios de comunicação, no cinema e na
televisão as pessoas são literalmente afundadas no esoterismo e soterradas por
filmes de ficção científica. Alexander Soljenitzyn observou: "Os poderes
do mal iniciaram sua ofensiva decisiva" (comp. 2 Ts 2.9; 1 Tm 4.1). Ultimamente também o
mundo secular (desligado de Deus) tem chegado sempre mais à convicção de que
nos aproximamos do fim do mundo. Parece que os sinais dos tempos prenunciam a
chegada da noite, e o nosso mundo vê mais "o túnel no fim da luz" do
que o inverso. Mas os filhos de Deus não têm motivos para ficar resignados. Ao
contrário. Para eles, pela fé, aparece a luz no fim do túnel: Jesus voltará.
Lemos em 2 Tessalonicenses 1.10: "quando vier para ser glorificado nos
seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi
crido entre vós o nosso testemunho)." Até que chegue esse momento, devemos
remir o tempo e cumprir nossa tarefa para que mais pessoas sejam ganhas para o
Senhor Jesus e para que Sua Igreja seja preparada para quando Ele voltar. Acima
de tudo, temos a Palavra Profética, para a qual devemos atentar como uma luz
que brilha em lugar tenebroso (2 Pe 1.19). (Norbert Lieth -
http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 1999
quinta-feira, 22 de abril de 2010
0 Quando Jesus voltará?
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