terça-feira, 18 de agosto de 2020

0 Lição 8 - As causas da desunião devem ser eliminadas

 





TERCEIRO TRIMESTRE DE 2020

Adultos - OS PRINCÍPIOS DIVINOS EM TEMPOS DE CRISE: a reconstrução de Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias

COMENTARISTA: EURICO BÉRGSTEN

COMENTÁRIO: SUPERINTENDÊNCIA DAS EBD'S DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM PERNAMBUCO

 

LIÇÃO Nº 8 – AS CAUSAS DA DESUNIÃO DEVEM SER ELIMINADAS

INTRODUÇÃO

Nesta lição veremos o significado da palavra desunião; analisaremos o contexto socioeconômico pós-exílio; notaremos quais foram as causas da desunião entre os judeus regressos; pontuaremos as medidas adotadas por Neemias para restabelecer a união entre o povo; e por fim, mostraremos a importância da união na igreja.

I - SIGNIFICADO DA PALAVRA DESUNIÃO

1.1 Definição da expressão desunião. O dicionário Houaiss da língua portuguesa define o termo desunião da seguinte maneira: “ato ou efeito de desunir, de separar o que estava unido; separação; ausência de união; desarmonia; falta de acordo; desacerto, discórdia” (2001, p. 1020). O retorno do cativeiro foi marcado pela união do povo na construção do altar (Ed 3.1), na preparação e reconstrução do templo (Ed 3.9), e edificação dos muros (Ne 4.6; 19-23). Os judeus regressos vivenciaram momentos de verdadeira união: “o povo se ajuntou como um só homem” (Ed 3.1; Ne 8.1). Entretanto, não demorou muito para que esta união fosse afetada. Neemias lida agora não com um problema externo, mas interno; não procedente dos inimigos, mas oriundo dos “irmãos” como veremos a seguir.

II - ENTENDENDO O CONTEXTO SOCIOECONÔMICO PÓS-EXÍLIO

No meio de uma “grande obra” (Ne 4.19), para um “grande Deus” (Ne 1.5), ouviu-se entre os judeus um “grande clamor” (Ne 5.1). Não estavam clamando contra os samaritanos, os amonitas ou os árabes, mas contra seu próprio povo: “Foi, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres contra os judeus, seus irmãos” (Ne 5.1). Judeus estavam explorando seus compatriotas, e a situação econômica havia se tornado tão desesperadora que até mesmo as esposas (que costumavam manter-se caladas) participavam dos protestos (Ne 5.1). Examinando o texto é possível distinguir três grupos de pessoas e qual era o seu clamor. Vejamos:

2.1 Mercadores e trabalhadores (Ne 5.2). Os primeiros a reclamar foram os trabalhadores com grandes famílias que se viram sem fonte de renda para se manterem. Eles não possuíam terras, mas precisavam de comida para sobreviverem (v.2). A população estava crescendo, os alimentos eram extremamente escasso e o povo passava fome (Ne 5.3). Estas pessoas não podiam fazer coisa alguma, de modo que voltaram seus clamores por socorro para Neemias.

2.2 Os fazendeiros (Ne 5.3). O segundo grupo era constituído de proprietários de terras que haviam hipotecado suas propriedades a fim de comprar alimentos: “as nossas terras, as nossas vinhas e as nossas casas empenhamos, para tomarmos trigo nesta fome” (Ne 5.3).

2.3 Os que sofriam com os impostos (Ne 5.4). O terceiro grupo de pessoas eram aqueles que estavam tomando dinheiro emprestado para pagamento de altos impostos ao rei da Pérsia com penhora de suas colheitas, sem possibilidade de pagamento, sendo forçados a venderem seus filhos como escravos (Ne 5.5). No tempo de Neemias, a tensão social chegou a tal ponto, que os israelitas vendiam-se, a fim de resgatar suas dívidas. Alguns acabaram por entregar suas filhas como escravas a povos estrangeiros (Ne 5.1-7).

III - AS CAUSAS DA DESUNIÃO ENTRE OS JUDEUS

3.1 A avareza dos mais ricos. A avareza dos nobres e magistrados foi perceptível: “usura tomais cada um de seu irmão” (Ne 5.7). O apego demasiado as riquezas, fez com que os ricos oprimissem seus irmãos cobrando altos juros, atitude esta proibida por Deus (Êx 22.25; Lv 25.36,37; Dt 23.19,20). A lei de Deus estava sendo violada e os pobres ficando cada vez mais endividados (Ne 5.2-5). O exército de Sambalate era menos perigoso do que a avareza dos nobres. A avareza é um pecado que: “submergem os homens na perdição e ruína” (1Tm 6.9-10).

3.2 A indiferença. O sofrimento dos menos favorecidos parecia não incomodar a classe rica. Embora todos fossem compatriotas judeus, alguns tiveram de ir ao extremo de vender a si mesmos, e ou, seus filhos como escravos (Ne 5.5,8). Esta indiferença é questionada pelos judeus pobres que ao verem seus filhos sendo vendidos como escravos a outros judeus, argumentavam: “nós somos da mesma carne como eles, e nossos filhos são tão bons como os deles; e eis que sujeitamos nossos filhos e nossas filhas para serem escravos” (Ne 5.5 – ARA). Ainda que legítimo (Êx 21.2; Lv 25.39-41), vender os irmãos era algo desumano e por esta razão, o plano de Neemias era acabar com esta prática injusta entre eles já que uma das razões que levou o povo a pobreza foi exatamente a exploração dos judeus ricos: “restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, […] que vós exigis deles” (Ne 5.11).

3.3 A falta de temor a Deus. Neemias de maneira enfática repreende os nobres: “Não é bom o que fazeis: porventura, não devíeis andar no temor do nosso Deus […]” (Ne 5.9-a). A falta de temor a Deus e a sua lei fez que: (a) os pobres fossem ignorados ao ponto de passarem fome (Ne 5.3); (b) juros exorbitantes fossem cobrados de seus irmãos (Ne 5.4,7); (c) seus irmãos fossem vendidos injustamente como escravos (Ne 5.5); e, (d) e o Nome de Deus desonrado entre os gentios (Ne 5.9-b).

IV - MEDIDAS ADOTADAS POR NEEMIAS PARA RESTAURAR A UNIÃO DO POVO

Quando a comunhão dos santos em Israel era quebrada, instalava-se a injustiça social, a opressão e a violência (Jr 6.6; 25.3). Ao ouvir o clamor do povo contra os nobres e magistrados, Neemias agiu de forma imediata e justa a fim de remover toda a injustiça e opressão em Jerusalém. Como líder habilidoso, Neemias percebeu que a desigualdade social e econômica ameaçava a estabilidade da comunidade e lhe inquietou a tomar algumas medidas. Vejamos:

4.1 Neemias considerou no seu coração (Ne 5.7). A atitude opressora dos judeus ricos aborreceu profundamente aNeemias: “Ouvindo eu, pois, o seu clamor e estas palavras, muito me aborreci” (Ne 5.6 ARA). Apesar de irado, a primeira atitude de Neemias foi refletir o que deveria fazer: “e considerei comigo mesmo no meu coração” (Ne 5.7-a). A palavra “considerar” significa: “olhar, fitar com atenção e minúcia; refletir sobre uma coisa, um fato, uma possibilidade, sobre alguém ou sobre si mesmo” (HOUAISS, 2001, p. 809). Neemias como era um homem de oração, é provável que neste ínterim tenha buscado a direção de Deus. Aprendemos com Neemias, que nunca devemos se deixar ser levado pela ira, mas, agir de forma racional e equilibrada. Já diz o proverbista: “Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado” (Pv 19.2 ARA).

4.2 Neemias repreendeu os opressores (Ne 5.7). Depois de ouvir o clamor do povo e considerar no seu coração o que deveria fazer, Neemias vai ao âmago do problema: “depois de ter considerado comigo mesmo, repreendi os nobres e magistrados” (Ne 5.7). Neemias sempre se destacou como um homem sensível, e levava em consideração o sofrimento do seu povo (Ne 1.4; 2.3; 4.14). Diante de uma assembleia convocada por Neemias, os nobres e magistrados são repreendidos por estarem cobrando juros nos empréstimos, violando a lei de Deus e levando o povo a miséria (Ne 5.7-9; Êx 22.25).

4.3 Neemias pediu que aos pobres fossem restituído seus bens (Ne 5.11). A fim de amenizar o sofrimento do povo, os culpados de usura deviam devolver a propriedade confiscada àqueles que não podiam pagar os empréstimos de volta, bem como devolver os juros cobrados (Ne 5.11). Os nobres concordaram em fazer a devolução e cessar seus atos de ganância, o que foi confirmado em juramento diante dos sacerdotes (Ne 5.12), e de um ato simbólico de Neemias (Ne 5.13). Os hebreus não podiam emprestar com usura para seus irmãos (Lv 25.36). Quando da colheita, eram obrigados a deixar, aos mais pobres, as respigas, foi o que aconteceu à moabita Rute (Rt 2.2).

V - A IMPORTÂNCIA DA UNIÃO NA IGREJA

A semelhança dos que voltaram do cativeiro, a igreja primitiva vivenciou uma união singular (At 2.42-46; 4.32-37). Entretanto não demorou muito para surgirem “focos de desunião” entre os membros (At 5.1-12; 1 Co 1.10-13; Fp 4.2; Gl 5.15). Isto aconteceu e acontece, porque a igreja é composta de pessoas falhas e sujeitas a fraquezas. Todavia, o desejo de Jesus é que vivamos em união: “para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós” (Jo 17.21).

5.1 A união produz bênção e vida (Sl 133). Quando vivemos em união o óleo e o orvalho, símbolos do Espírito Santo, é derramado sobre nós trazendo bênção e vida: “[…] porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre” (Sl 133.3). É importante também destacar que o orvalho é relacionado à fertilidade (Dt 33.13,28; Gn 27.28), enquanto a unção com óleo é associada à fragrância (Êx 30.34-38), pois a união do povo de Deus é “boa e agradável” (Sl 133.1). Quando vivemos em união estamos testemunhando ao mundo a poderosa realidade do amor de Deus: “para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.21). O Nome de Cristo é honrado quando o crente, “não toma parte em questões que tragam divisão, evita fofocas, e trabalha com esforço e humildade na obra de Deus ouvindo e obedecendo seus líderes”.

5.2 Atitudes que contribuem para a união na igreja. O apóstolo Paulo exortou a igreja a viver em união: […] “sejais unidos” (1Co 1.10). Na Bíblia, encontramos várias atitudes que contribuem para que seja mantida a união entre os membros da igreja. Notemos: (a) ter um mesmo sentimento (Fp 2.2; 4.2; Rm 12.16; 1Co 1.10; 2Co 13.11); (b) considerar os outros como superiores a si mesmo (Fp 2.3; Rm 1210); (c) seguir o exemplo de humildade de Cristo (Fp 2.3-8; Mt 11.29); (d) se preocupar com o bem-estar do próximo (Fp 2.4; 1Co 12.25,26); (e) socorrer nas necessidades (Rm 12.13-16; Gl 5.9,10); (f) no que depender de nós, viver em paz com todos (Rm 12.18;); (g) não fazer acepção de pessoas (Tg 2.1-9); (h) não pagar mal com o mal (Rm 12.17; 1Ts 5.15); (i) exercer o amor fraternal (2Pd 1.5-7; 1Co 13.1-8; Rm 13.10); (j) praticar o perdão e a misericórdia (Cl 3.12,13; Mt 18.21,22; Lc 6.36); (k) suportar, corrigir e restaurar os mais fracos na fé (Gl 6.1; Rm 14.1; 1Ts 5,14; Ef 4.1-3); (l) e andar no Espirito (Gl 5.25,26).

CONCLUSÃO

Concluímos nesta lição que quando há injustiças sociais e desordens no meio do povo a desunião aparece rapidamente. Neemias foi usado por Deus para levar ou judeus a manterem-se unidos em um só propósito. Semelhantemente, a Igreja nestes últimos dias precisa de união e uniformidade para que a obra de Deus continue sendo edificada e muitas vidas possam ser alcançadas.

REFERÊNCIAS

 STAMPS, Donald C. Biblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

 HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: OBJETIVA. 2001.

 BARBER, Cyril J. Neemias e a dinâmica da liderança eficaz, Vida. 2010.

 ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. VIDA.

 WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. GEOGRÁFICA.

Fonte: http://portal.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/ Acesso em 05 ago. 2020

sexta-feira, 5 de junho de 2020

0 Reflexão Bíblica – CORONAVÍRUS – 05 lições que ele nos ensinou






Mais importante que reconhecer um erro, é fazer dele uma lição para o resto da vida (desconheço o autor)

Introdução – Quando Deus quer nos ensina grandes e preciosas lições, mesmo através dos momentos de sofrimento e até mesmo de crise, como a que estamos atravessando, em meio a pandemia de coronavirus.

O importante é manter os sentidos aguçados para perceber se o que estamos enfrentando trata-se de uma simples “doença” ou Deus está tentando nos dizer algo. Particularmente, acredito na segunda hipótese, pois o nosso Deus não faz ou permite nada nesse mundo sem um propósito específico.

 

CORONAVÍRUS (Covid 19)

Surgido por volta do Mês de Novembro ou Dezembro de 2019, na China, já causou a morte de centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, o colapso mundial da economia, uma escalada de desemprego como nunca vista e até mesmo desestabilizou diversos sistemas religiosos, com o trancamento de templos e o afastamento de membros de suas Igrejas.

Não podemos ser tão inocentes ao ponto de pensar que tudo isso não passa de coincidências ou acasos.

Tenho para mim que neste caos, Deus está tentando nos ensinar algumas lições:

1.        Valorizar a família

2.       Reconhecer que não somos assim tão importantes no universo

3.       Praticar o amor (filantropia)

4.       Valorizar cada um individualmente

5.       Respeitar a soberania e a santidade de Deus

1.        Valorizar a família - Já percebeu que a família é a instituição mais importante já criada por Deus e não estaremos exagerando se dissermos que ela é o pilar de sustentação da sociedade? Não obstante a isso o que aconteceu com ela? Pois tem sido relegada a segundo e terceiro planos; tem sido sistematicamente atacada pelos pregadores de “famílias alternativas” e porque não dizer que as próprias leis têm criado mecanismos a fim de inibir o conceito bíblico de família.

Isso sem falar de cada um de nós que individualmente deixamos de cuidar de nossa família em nome daquele emprego dos sonhos, daquela importante formação acadêmica, daquele curso de pós graduação, etc. tudo tem se tornado uma desculpa para não termos um tempo de qualidade com nossas famílias.

Mas de repente o “coronavirus” nos obriga a ficar de quarentena. E aí estamos nós fazendo aquilo que nunca mais fizemos: “brincar e contas histórias às nossas crianças”, maridos ajudando suas esposas a cozinhar, lavar a casa, etc. nessas simples atividades descobrimos então, o verdadeiro valor da vida, a família.

2.       Reconhecer que não somos assim tão importantes no universo – Você conhece pessoas arrogantes e prepotentes? Já percebeu que algumas pessoas

assim agem como se fossem semideuses caminhando pela terra? Pois bem, eu também conheço muitas assim, lamentável. Mas de repente um vírus nos igualou e mostrou que nesse infinito universo somos todos iguais. Não há rico ou pobre, negro ou branco, erudito ou analfabeto.

Isso me faz lembrar de uma frase do famoso físico Albert Einstein “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana”.

Nascemos do pó e a ele retornaremos. Essa foi a sentença do Criador à toda raça humana, mas parece que alguns querem escapar dessa verdade inexorável.

3.       Praticar o amor (filantropia) – Outra coisa importante que a crise deflagrada pelo coronavirus nos mostrou foi a extrema pobreza e a enorme necessidade das centenas de brasileiros, que vivem abaixo da linha da pobreza.

Pessoas sem emprego, empresas fechadas, contas bancárias vazias, geladeiras sem absolutamente nada, dispensas zeradas e milhares de pessoas famintas. Esse é o retrato do nosso país e porque não dizer de muitos membros de nossas igrejas.

E o que estamos fazendo para amenizar um pouco o extremo sofrimento dessas vidas? Qual a nossa obra como cristãos e povo de Deus? Até onde nosso pastorado está nos levando para ajudar a centenas de pessoas que literalmente “passam fome” dentro de nossos templos?

Essa pandemia nos mostrou que não adianta passar horas e horas com o microfone na mão falando do púlpito enquanto ignoramos o sofrimento alheio. O próprio apóstolo João, nos diz algo sobre isso, senão vejamos: “Se alguém possuir recursos materiais e, observando seu irmão passando necessidade, não se compadecer dele, como é possível permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavras nem de boca, mas sim de atitudes e em verdade”. (I João 3.16-17). O mesmo assevera Tiago o irmão do Senhor Jesus: “Se um irmão ou uma irmã estiverem necessitados de roupa e passando privação do alimento de cada dia e qualquer dentre vós lhes disser: “Ide em paz, aquecei-vos e comei até satisfazer-vos”, porém sem lhe dar alguma ajuda concreta, de que adianta isso? Desse mesmo modo em relação a fé: por si só, se não for acompanhada de obras, está morta”. (Tiago 2. 15-17).

4.       Valorizar cada um individualmente – Cada pessoa dentro o fora da Igreja tem o seu valor como ser humano e é importante diante de Deus. Haja vista que Jesus morreu por nós no Calvário.

Mas infelizmente vivemos em uma sociedade segregacionista, racista e discriminatória. Isso chega infelizmente até mesmo nos corredores e púlpitos de nossas igrejas, o que “nunca” deveria acontecer.

Uma das coisas mais nojentas e imundas desse mundo é a discriminação pessoal, seja qual for a razão: cor de pele, condição social, orientação sexual etc. Todo racismo é hediondo, sujo e diabólico e quem alimenta esse sentimento precisa ser liberto com urgência.

Digo mais: Os ministérios eclesiásticos deveriam observar candidatos ao “santo ministério” e descartar totalmente aqueles que são racistas e que usam de discriminação com quem quer que seja.

Devemos valorizar cada pessoa pelo que é e nunca pelo que tem... Espero que essa pandemia tenha nos ensinado isso.

 

5.       Respeitar a soberania e a santidade de Deus – Assisti coisas recentemente na tv e internet que me deixaram pasmo; devido ao desrespeito e afronta ao Deus Todo Poderoso.

Deus é santo e absolutamente soberano eu seus atos e determinações. Nós somos inteiramente dependentes dele e jamais poderemos prosperar nessa vida, senão aprendermos a respeitar esses princípios.

Um mundo que afronta o seu criador e zomba dele em praça pública como fizeram alguns em desfiles de carnaval e outras festas malditas como essa, tende a perder sua identidade moral e laborar no mar da vida sozinho, sem a ajuda do criador. 

Conclusão – Espero que você tenha percebido que por mais terrível que seja essa praga (COVID 19), ela vem para nos trazer preciosas lições. A vida é uma grande escola e todos os dias somos submetidos a testes e provas; o que nos resta é aprender e não repetir os mesmos erros diariamente.

Deus nos cure desse grande mal no tempo determinado por ele. É a oração da minha alma.

                       João Augusto de Oliveira

  

 

 

 

 


terça-feira, 12 de maio de 2020

0 Novo Canal no Youtube


Olá amigos do Blog A voz da Palavra Profética. Venho anunciar que criamos um canal no You tube do mesmo nome, para ampliarmos a TENDA e anunciar cada dia mais a santa Palavra de Cristo.
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Deus te abençoe



João Augusto de Oliveira

segunda-feira, 27 de abril de 2020

0 ESTUDO BÍBLICO - Alianças



Alianças Bíblicas

Aliança - Dentro do contexto bíblico-teológico aliança tem o significado de pacto ou concerto, entre Deus e a raça humana.

1.      Aliança Edênica ou Aliança do Éden.     
Gênesis 1:26-30; 2:16-17

 A Aliança Edênica é encontrada em ela delineia a responsabilidade do homem para com a criação e a direção de Deus a respeito da árvore do conhecimento do bem e do mal. 


1.   Aliança Adâmica
 Gênesis 3:15

 
A Aliança Adâmica incluía as maldições       proferidas contra a humanidade por causa do   pecado de Adão e Eva, assim como a provisão de Deus para esse pecado.




1.   Aliança Noética
 2 Pedro 2:5


Aliança Noética foi uma aliança incondicional entre Deus e Noé (especificamente) e Deus e a humanidade (em geral). Depois do dilúvio, Deus prometeu à humanidade que nunca mais destruiria toda a vida na Terra com um dilúvio (ver Gênesis capítulo 9). Deus deu o arco-íris como sinal da aliança, a promessa de que toda a terra nunca mais teria um dilúvio e um lembrete de que Deus pode e vai julgar o pecado.





1.   Aliança Abrâmica

 Gênesis 12:3; 22:18


Neste pacto, Deus prometeu muitas coisas para Abraão. Ele pessoalmente prometeu que faria o nome de Abraão grande (Gênesis 12:2), que Abraão teria inúmeros descendentes físicos (Gênesis 13:16), e que ele seria o pai de uma multidão de nações (Gênesis 17:4-5). Deus também fez promessas a respeito de uma nação chamada Israel. Na verdade, os limites geográficos da aliança com Abraão são mencionados em mais de uma ocasião no livro de Gênesis (12:7; 13:14-15; 15:18-21). Uma outra provisão na Aliança Abraâmica é que as famílias do mundo seriam abençoadas através da linhagem física de Abraão.




1.   Aliança Mosaica
 Êxodo 20:1.21 
. A Aliança Mosaica era uma aliança condicional que ou trazia bênção direta de Deus pela obediência ou maldição direta de Deus pela desobediência sobre a nação de Israel. Uma parte da Aliança Mosaica (Êxodo 20) eram os Dez Mandamentos e o resto da Lei, que continha mais de 600 comandos, cerca de 300 negativos e 300 positivos. Os livros de história do Antigo Testamento detalham (Josué-Ester) como Israel sucedeu ou fracassou miseravelmente em obediência à Lei. Deuteronômio 11:26-28 detalha o tem bênção/maldição.



1.   Aliança Davídica

 2 Samuel 7:8-16



A Aliança Davídica amplifica o aspecto da “semente” na Aliança Abraâmica. As promessas feitas a Davi nesta passagem são significativas. Deus prometeu que a linhagem de Davi duraria para sempre e que o seu reino jamais deixaria de existir permanentemente (versículo 16). Obviamente, o trono de Davi não tem estado em vigor em todos os momentos. Haverá um tempo, no entanto, quando alguém da linhagem de Davi vai novamente sentar-se no trono e governar como rei. Este futuro rei é Jesus (Lucas 1:32-33).



1.   Nova aliança ou Aliança Eterna
 Jeremias 31:31-34
A Nova Aliança é um pacto feito primeiro com a nação de Israel e, no fim das contas, com toda a humanidade. Na Nova Aliança, Deus promete perdoar os pecados, e haverá um conhecimento universal do Senhor. Jesus Cristo veio para cumprir a Lei de Moisés (Mateus 5:17) e criar uma nova aliança entre Deus e Seu povo. Agora que estamos sob a Nova Aliança, tanto os judeus quanto os gentios podem ser livres da penalidade da Lei. Temos agora a oportunidade de receber a salvação como um dom gratuito (Efésios 2:8-9).


Este é um artigo compilado

João Augusto de Oliveira

domingo, 19 de abril de 2020

0 O desviado e seus desvios




Qual a ideia que os crentes têm, de modo geral, sobre o que é um desviado? A ideia que se tem é a de um crente que abandonou a igreja, a comunhão dos irmãos e voltou para o mundo, para os seus antigos caminhos tortuosos. Estaria correta essa visão? Na verdade não é bem assim. Embora um desviado não deixe de proceder como descrito, quero apontar que existem vários tipos de desviados.
1- O desviado da fé (ITm 6.20-21). São pessoas que antes criam no Senhor, e hoje duvidam das verdades divinas. Os tais vivem primeiramente segundo o seu raciocínio, suas conclusões, suas deduções e seus planos. O desviado da fé só aceita aquilo que o entendimento humano comporta (ICo 1.18-23; Jd 3).
2- O desviado da verdade (IITm 2.18). Alguém que já andou na verdade, mas deixou-a e agora vive no erro, mesmo que se trate de pessoa moralista, religiosa, cumpridora de seus deveres e exemplar. Tiago 5.19 mostra isso, errar depois de saber e conhecer é pior do que o erro anterior, cometido na ignorância, quando a pessoa vivia em trevas totais.
3- O desviado da igreja (Hb 10.25). O crente que se afastou da sua igreja e não vai mais aos cultos, às reuniões da igreja para adorar a Deus. A Bíblia, ao dizer “não abandonando a nossa congregação”, ensina que o crente não deve isolar-se dos demais irmãos. Nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si (Rm 14.7). A vontade e os interesses de Deus devem sempre preocupar o crente quanto à sua vida e morte, sabendo que viver realmente para Deus significa viver também para o próximo.
4- O desviado da doutrina da Palavra de Deus. O desvio da doutrina começa com o ouvido (Pv 28.9). A seguir vem o desvio da direção das coisas, que pode ser desvio para a direita ou para a esquerda (Is 30.21). Para a direita, é a tendência ao exagero e por fim ao erro. Para a esquerda, tem a ver com o erro, com o mal, com o fanatismo religioso, com o zelo sem entendimento (Rm 10.2; Gl 1.14).
Há três tipos de doutrina: doutrina de Deus (Tt 2.10); doutrina dos homens (Mt 15.9) e doutrina de demônios (ITm 4.1).
5- O desviado do ministério do Senhor (Ez 44.10). Aqui há uma menção de obreiros do AT que se transviaram e se desviaram do Senhor. A Bíblia cita casos como Nadabe e Abiu (Lv 10.1-2); Coré, Datã e Abirão (Nm 16.1-3,24-35); Demas (ITm 1.19-20; IITm 2.17-18) certos discípulos de Jesus (Jo 6.66). São obreiros que combatem o mau combate, ao invés de combater o bom combate; acabam com a carreira, ao invés de acabar a carreira; e perdem a fé, ao invés de guardar a fé. Agem inversamente ao que declarou Paulo, o obreiro exemplar do Novo Testamento, em IITm 4.7.

Por Que as Pessoas se Desviam?

1- Amor às trevas (Jo 3.19-21). Está resolvido a viver uma vida imoral.
2- Imaturidade espiritual (Ez 34.56; Ef 4.11-13; IPe 2.2).
3- Subversão espiritual – propagandistas itinerantes (Gl 1.6-9; IICo 11.13-15)
4- Soberba intelectual (ICo 1.19-21; IICo 11.3-4).
5- Exaltação ao ser abençoado (IICr 26.14-16)
6- Viver vazio e seco espiritualmente (Lc 11.24; Ef 5.18).
7- Falta de discernimento e percepção espiritual (Jo 6.66-69).

Duas Classes de Desviados

1- Os que têm saudade, desejam voltar e ficam comovidos quando ouvem a Palavra (Pv 18.19).
O caminho de volta para Deus: IICr 7.14; Is 55.7? Ez 18.23,30-32. 18,23,30-32.
Exemplos: Manassés IICr 33.2,12-13; Pedro Mc 16.7.
2- O desviado impenitente. Que falta encontrou em Deus para afastar-se dele? (Jr 2.5).
Quando era mais feliz: quando servia a Deus, ou agora quando o abandonou? (Sl 1.1; 119.1).
A ira de Deus é contra os que voltam atrás (IRs 11.9).
Não desprezem os avisos solenes de Deus (Os 4.6; Am 4.11-12).
O resultado de permanecer desviado (Jr 2.13-19; IIPe 2.20-22).
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Nota:
Comentário do Pr. Natanael Rinaldi sobre o artigo do Pr. Antonio Gilberto, publicado no jornal Mensageiro da Paz, de fevereiro de 1997.

terça-feira, 14 de abril de 2020

0 Pior que o coronavírus

Desde que a atual nova doença, o coronavírus, ou Covid-19, começou na China e logo se alastrou por todo o mundo, os noticiários relatam diariamente novos casos de contaminação no mundo inteiro e, muito pior, de pessoas perdendo suas vidas. Os governos de diversos países tiveram que tomar decisões drásticas, como o fechamento de suas fronteiras, escolas, bares, restaurantes, proibindo eventos públicos etc.
A finalidade é de que o vírus não se alastre rapidamente, evitando assim o colapso de hospitais e centros de saúde. Os cientistas e a indústria farmacêutica trabalham incessantemente na busca de uma vacina contra este mal que foi denominado de pandemia. Como esta doença pode levar à morte, o homem tem medo e se sente inseguro, fazendo de tudo para não ser atingido, ou seja, ele toma providências para se livrar do perigo e não sofrer as consequências da contaminação.
Mas há algo muito pior nesta terra do que o coronavírus! Algo que desde o começo da humanidade vem sendo transmitido de ser humano para ser humano. Algo que nasce com a pessoa e já se manifesta nos primeiros meses de vida. Este algo é o pecado e ele tem consequências muito piores do que qualquer vírus. A Bíblia nos diz, em Romanos 6.23: “Pois o salário do pecado é a morte…”. Esta morte não é somente a morte física, mas a morte espiritual, que separou o homem de Deus. E diariamente vemos os seus efeitos nos seres humanos – mesmo agora nesta crise, onde deveríamos ser solidários, observamos pessoas comprando certos produtos em quantidades exorbitantes – não se preocupando se o outro terá acesso a estes produtos; a violência e a criminalidade aumentam. O feminicídio se alastra assustadoramente e o aborto de milhões de bebês se torna algo totalmente normal. A estrutura familiar conforme Deus planejou é atacada e sistematicamente destruída, fazendo com que crianças e jovens percam a referência e fiquem abandonados. Milhões de pessoas morrem de fome anualmente ao redor do globo! Mas isso está tão longe de nós, a quem interessa? Busca-se o melhor para si em detrimento do próximo. O egoísmo aumenta em nossa sociedade.
Qual é a saída? Será que o ser humano tem como se livrar do pecado e suas consequências? Há alguma força dentro do ser humano que pode mudar essa situação? Não. O homem já provou através dos séculos que não é capaz de vencer com suas próprias forças o pecado. Assim, Deus, em seu grande amor, nos apresenta o caminho para a verdadeira solução através de seu filho, Jesus Cristo. E ele afirma em João 3.16: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. Claramente Deus nos mostra que há uma saída. Sim, há a possibilidade de não sermos dominados pelo pecado. Através de sua morte na cruz, Jesus venceu o pecado. O problema consiste em que nós não aceitamos a solução que Deus nos apresenta. Agimos como uma pessoa que, aconselhada pelo médico a tomar certo remédio para ser curada, ignora o conselho e por fim chega a morrer!
Hoje, não perca este convite, aceite a saída que Deus te propõe, pois “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6.23). Reconheça que você lutou para mudar essa situação (da presença do pecado em sua vida), mas que não consegue vencer. Se está nesta situação, Jesus quer transformar a sua vida. Ele quer lhe dar uma nova vida. Uma vida de esperança da qual não se arrependerás!
Extraído do Folheto – Pior que uma pandemia

terça-feira, 24 de março de 2020

0 CORONAVÍRUS – O que Deus está tentando nos dizer?




Texto: A voz do Senhor ressoa sobre as águas; o Deus da glória troveja, o Senhor troveja sobre as muitas águas. A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é majestosa. A voz do Senhor quebra os cedros; o Senhor despedaça os cedros do Líbano (Salmos 29:3-5)

Introdução – A praga alcançou o planeta terra em cheio; o nome dela: CORONAVÍRUS. Não sabemos ao certo de onde ela veio nem como chegou tão rápido até nós, mas uma coisa é inegável, ela revelou a nossa fragilidade e total dependência daquele a quem mais desprezamos: DEUS.

Por falar em Deus uma coisa nos chama a atenção nesse momento e é justamente como as pessoas estão propensas a gritar por ele, outras até mesmo a culpa-lo pela praga que os aflige; porém algumas estão esquecendo que há poucos dias, durante a festa de CARNAVAL estavam zombando e fazendo chacota do Senhor Todo Poderoso nesta festa maldita e imunda.

Eu não quero aqui dizer que Deus está se vingando do mundo ou que ele tenciona matar as pessoas para mostrar o seu poder. Mas uma coisa não podemos negar: Nada acontece no mundo sem o controle e a permissão dEle e se o Todo Poderoso que foi tão ofendido pelo ser humano está permitindo que um mal dessa natureza se abata sobre a terra, cabe a nós, suas criaturas, estar com os ouvidos espirituais bem atentos ao que DEUS está tentando nos dizer.

Deus nunca perdeu o controle
Engana-se tremendamente aquele que supõe que o Nosso Deus perdeu o controle da História do mundo, muito pelo contrário, todos os eventos que aqui ocorrem estão devidamente catalogados e controlados por ele desde os céus.

Não sei exatamente qual a origem desse Vírus (Covid 19) e nem quem são os responsáveis “humanos” pela sua disseminação, mas uma coisa sabemos é que estamos enfrentando uma das maiores ameaças à vida e a sobrevivência no nosso planeta. Minha oração é que passado esse “ai” tenhamos aprendido alguma coisa boa como amar de verdade o nosso próximo, a respeitar a Deus e a viver de forma mais humilde.

No último domingo (22 de março de 2020) todos os nossos templos estavam fechados e suas atividades de adoração paradas, uma cena lamentável e muito triste para o nosso país e para as nossas vidas espirituais. 

Vi lágrimas no rosto de muitos crentes que com o coração apertado viram chegar a hora do culto, mas não tinham para onde ir, a não ser a opção de cultuar on-line ou reunir-se em suas casas com dois ou três membros da família e fazer seu próprio culto.

Foi nesse momento que minha ficha caiu e perguntei a Deus: SENHOR o que estás tentando nos dizer? Sim a todos nós, crentes ou não, uma mensagem está reverberando dos céus e parece que estamos off-line, pois a mensagem continua voltando ao remetente.

Vamos procurar entender como igreja e como seres humanos que somos, o que o nosso pai e criador está falando nesse momento.

Conclusão - Você acha pesado o que estamos atravessando? O que será de nosso mundo então quando a Igreja for levada da terra e rebentar o que a Bíblia chama de Grande Tribulação? Onde estaremos ou onde nos esconderemos no dia que Deus autorizar que venha sobre a terra todos os flagelos (abertura de selos, toques de trombetas e o derramamento das taças da ira de Deus) sobre nós, conforme descrito no livro de Apocalipse?

Estamos gemendo agora e com razão, mas e naqueles dias para onde correremos? Somos tão fortes assim que continuaremos a provocar o Deus Todo Poderoso?

Deus nos ajude a ter humildade para pedir perdão e graça para retornar a louvá-lo e o adorar na beleza da sua santidade. A fim de que ele faça cessar essa praga e nos receba como filhos, livrando-nos assim da IRA VINDOURA, pois nela não haverá antídotos, remédios e nem vacinas para nos aliviar.

Deus abençoe a todos e envie o alívio desse mal que aflige a toda a humanidade...

 Do vosso conservo em Cristo,

                       João Augusto de Oliveira




 

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