sexta-feira, 28 de setembro de 2018

0 Escola Bíblica Dominical - Lição 14 "Entre a Páscoa e o Pentecostes"




Atos 2:1-4 “Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar [...] E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”

VERDADE PRÁTICA
Sem a Páscoa, não há Pentecostes; e, sem o Pentecostes, o Páscoa perde a sua eficácia: somente a redenção em Jesus Cristo, que está junto ao Pai, traz o derramamento do Espírito Santo.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Êx 34.18: A festa dos pães asmos
Terça — Êx 24.7,8: A aliança entre Deus e Israel
Quarta — 1Co 5.7: Jesus Cristo, o Cordeiro Pascal
Quinta — Êx 12.12: O significado da Páscoa
Sexta — Êx 34.22,26: A festa de Pentecostes
Sábado — At 2.1-4: A descida do Espírito Santo no Pentecostes

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 34.18-29. Provérbios 23
18 — A Festa dos Pães Asmos guardarás; sete dias comerás pães asmos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado do mês de abibe; porque no mês de abibe saíste do Egito.
19 — Tudo o que abre a madre meu é; até todo o teu gado, que seja macho, abrindo a madre de vacas e de ovelhas;
20 — o burro, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas, se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; todo primogênito de teus filhos resgatarás. E ninguém aparecerá vazio diante de mim.
21 — Seis dias trabalharás, mas, ao sétimo dia, descansarás; na aradura e na sega descansarás.
22 — Também guardarás a Festa das Semanas, que é a Festa das Primícias da sega do trigo, e a Festa da Colheita no fim do ano.
23 — Três vezes no ano, todo macho entre ti aparecerá perante o Senhor Jeová, Deus de Israel;
24 — porque eu lançarei as nações de diante de ti e alargarei o teu termo; ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para aparecer três vezes no ano diante do SENHOR, teu Deus.
25 — Não sacrificarás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem o sacrifício da Festa da Páscoa ficará da noite para a manhã.
26 — As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à casa do SENHOR, teu Deus; não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.
27 — Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas palavras; porque, conforme o teor destas palavras, tenho feito concerto contigo e com Israel.
28 — E esteve Moisés ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do concerto, os dez mandamentos.
29 — E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai (e Moisés trazia as duas tábuas do Testemunho em sua mão, quando desceu do monte), Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois que o SENHOR falara com ele.

INTRODUÇÃO
Na última lição deste trimestre, veremos que, das festividades do Antigo Testamento, as duas mais emblemáticas para o crente em Jesus Cristo são a Páscoa e o Pentecostes. Tendo em vista esses dois marcos da verdadeira fé, afirmou o evangelista norte-americano Stanley Jones (1884-1973): “A vida do cristão começa no Calvário, mas o trabalho eficiente no Pentecostes”. Sem a Páscoa não pode haver Pentecostes. E, sem o Pentecostes, a Páscoa perde a sua eficácia. Isso significa que duas são as experiências indispensáveis ao discípulo de Jesus: a salvação e o batismo com o Espírito Santo. Através do Evangelho completo, podemos reviver a experiência da Igreja Primitiva, que apregoava ousadamente que Jesus Cristo salva, batiza com o Espírito Santo, cura as enfermidades, opera sinais e maravilhas e, em breve, virá nos buscar.

I. CRISTO, NOSSA PÁSCOA
Tanto para os cristãos quanto para os judeus, a Páscoa é considerada a primeira grande festa da Bíblia Sagrada. Se, por um lado, celebra a libertação nacional de Israel; por outro, simboliza a redenção humana através de Jesus Cristo.
1. Definição.
A palavra “páscoa” origina-se do vocábulo hebraico pesah que, etimológica e tipologicamente, pode ser definida como a passagem da escravidão à liberdade. Essa interpretação cabe tanto à nação hebreia como ao crente em Jesus Cristo. Conhecida também como a festa dos pães ázimos, a Páscoa é a mais importante festividade da Bíblia Sagrada, porque marca a primeira aliança formal entre Deus e o seu povo (Êx 24.7,8).
2. Cerimônia pascoal.
No capítulo 12 de Êxodo, a cerimônia pascoal é detalhada com rígidas recomendações, a fim de que os hebreus jamais se esquecessem de seu real significado (Êx 12.12). No décimo dia do primeiro mês, cada família hebreia tomava um cordeiro, ou cabrito, macho de um ano e sem defeito, para imolá-lo no décimo quarto dia (Êx 12.6). O sacrifício deveria ser comido reverentemente com pães ázimos e ervas amargas (Êx 12.8).
3. Simbologia.
Como já dissemos, a Páscoa simboliza tanto a redenção de Israel como a dos gentios, pois, através de Jesus Cristo, ambos os povos fizeram-se um (1Co 12.13). Eis por que o Senhor Jesus foi identificado, desde o início de seu ministério, como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29,36; Ap 5.6). Ele é o sacrifício dos sacrifícios. A simbologia redentora da Páscoa ganha vida e expressão na celebração da Santa Ceia (1Co 11.23-31). Levemos em conta, também, que o Senhor Jesus foi crucificado durante a celebração pascal (Mt 26.2). Ele é o nosso Cordeiro Pascal (1Co 5.7).

II. O PENTECOSTES, A FESTA DAS PRIMÍCIAS
Sem a Páscoa não pode haver Pentecostes. Isto significa que, sem a experiência pascal, as primícias não têm qualquer significado diante de Deus. O sangue do Cordeiro é imprescindível à nossa redenção (Hb 10.18).
1. Definição.
A festa de Pentecostes, celebrada 50 dias após a Páscoa, recebe as seguintes designações: festa das colheitas, das semanas, das primícias (Êx 34.22,26). Enquanto a Páscoa era uma cerimônia doméstica, o Pentecostes era uma celebração pública, na qual toda a nação louvava a Deus por sua suficiência; era também o momento de se exercer a misericórdia e o serviço social (Dt 16.10; Rt 2.1-3).
2. O cerimonial.
Em santa convocação, na qual todos deveriam apresentar-se a Deus de forma jubilosa, Israel apresentava a Deus as primícias de suas colheitas (Dt 16.11). A cerimônia tinha início no exato instante em que a foice punha-se a ceifar a seara (Lv 23.21; Dt 16.9). No momento mais solene, o adorador “movia o molho perante o Senhor” (Lv 23.11).
3. A simbologia.
Para nós, pentecostais, as primícias representam as almas que, através do evangelismo e das missões, apresentamos ao Senhor Jesus Cristo. Aliás, Ele mesmo comparou o ganhar almas ao semear e ao ceifar (Mt 13.1-8,37; Jo 4.35).

III. O DIA DE PENTECOSTES
Se o Senhor Jesus Cristo não tivesse sido imolado como o nosso Cordeiro Pascal, aquele dia de Pentecostes, em Jerusalém, não teria qualquer sentido para nós, gentios. Todavia, a Páscoa de Cristo tornou real o Pentecostes do Espírito.
1. Cristo, o Cordeiro Pascal.
O Senhor Jesus foi crucificado durante a Páscoa (Mt 26.2). Mas, ao terceiro dia, eis que Ele ressurgiu de entre os mortos, recebendo toda a autoridade nos céus e na terra (Mt 28.1-8). Ele é as primícias dos mortos, por ser Ele mesmo a ressurreição e a vida (Jo 11.25; 1Co 15.20-23). Já ressurreto e prestes a ascender ao céu, o Senhor Jesus prediz a grande colheita que viria através da descida do Espírito Santo (At 1.8). Portanto, os discípulos deveriam esperar em Jerusalém a chegada do Consolador (Lc 24.49).
2. O Pentecostes do Espírito Santo.
Passados cinquenta dias, desde a morte de Cristo, ocorrida na Páscoa, eis que os discípulos recebem o Espírito Santo em pleno dia de Pentecostes (At 2.1-4). Cheios do Espírito, falaram noutras línguas, enunciando aos peregrinos que visitavam Jerusalém, as grandezas de Deus (At 2.7-11).
3. As primícias da Igreja Cristã.
Nesse momento, levanta-se Pedro com os demais apóstolos e proclama o Evangelho de Cristo. E, como resultado de sua mensagem, quase três mil pessoas convertem-se (At 2.41). Dessa forma, as primícias da Igreja Primitiva são apresentadas a Deus Pai.

CONCLUSÃO
Sem a Páscoa, o Pentecostes seria impossível. E, sem o Pentecostes, a Páscoa não seria eficaz. Não podemos esquecer nossas raízes pentecostais. Que jamais deixemos de proclamar que Jesus Cristo batiza com o Espírito Santo e com o fogo (Lc 3.16). Somente assim, dentro em breve, apresentaremos uma grande colheita, ao Senhor da Seara, em nosso país, na América Latina, na África, na Europa. Enfim, até aos confins da terra.

PARA REFLETIR
A respeito de “Entre a Páscoa e o Pentecostes”, responda:
Qual a principal festa da Bíblia?
O que é a Páscoa?
O que é o Pentecostes?
Que relação podemos estabelecer entre a Páscoa e o Pentecostes?
Que lição podemos extrair de ambas as festas?

FONTE: https://escoladominical.assembleia.org.br/licao-14-entre-a-pascoa-e-o-pentecostes/


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

0 Merece crédito a Septuaginta?






Primeiramente vamos definir o que supostamente é a Septuaginta. Um antigo documento chamado A Carta de Aristeas fala de um plano de se fazer uma tradução oficial da Bíblia hebraica (VT) para o Grego. Essa tradução deveria ser aceita como a Bíblia oficial dos Judeus, a fim de substituir a Bíblia hebraica. Supostamente essa obra de tradução seria executada por 72 eruditos judeus (?) seis dos quais tirados de cada uma das 12 tribos de Israel. A suposta localidade para a realização dessa obra seria Alexandria, Egito. A suposta data da tradução seria aproximadamente 250 a.C, no período (Interbíblico) dos 400 anos de silêncio entre o encerramento do Velho Testamento (397 a.C) e o nascimento de Cristo (4 d.C), já que houve um erro de cálculo no calendário romano. 
A obra ficou conhecida com o nome de Septuaginta – LXX – (significando 70 anciãos) e recebeu a numeração em algarismos romanos (?), visto como L = 50. X = 10. X = 10, daí ter a sigla LXX. Só não sabemos porque não foi chamada LXXII, se os eruditos judeus eram 72.
A tal Carta de Aristeas é a única “prova” da existência desse mítico documento. Não existem, de modo algum, quaisquer manuscritos do VT em Grego, de 250 a.C., ou próximo dessa data. Também na história judaica não há registro algum de que tal obra tenha sido programada ou executada.
Quando pressionados a mostrar evidência concreta da existência desse documento, os eruditos logo apontam a Hexapla de Orígenes, a qual foi escrita aproximadamente em 200 d.C, ou seja, 450 anos depois que a Septuaginta teria sido escrita, e mais de 100 anos após ter sido concluído o Novo Testamento. A segunda coluna da Hexapla contém a tradução grega do VT feita pelo próprio Orígenes (jamais pelos 72 eruditos judeus), incluindo livros espúrios, como Bel e o Dragão, Judite, Tobias e outros livros apócrifos aceitos como canônicos somente pela Igreja Católica Romana.
Os apologistas da Septuaginta tentarão argumentar que Orígenes não traduziu o VT do Hebraico para o Grego, mas apenas copiou a Septuaginta na segunda coluna da sua Hexapla. Será válido esse argumento? Não. Se o fosse então significaria que aqueles 72 eruditos judeus teriam acrescentado os livros apócrifos à sua obra, mesmo antes deles terem sido escritos. (!) Ou então que Orígenes tomou a liberdade de acrescentar esses livros espúrios à santa Palavra de Deus (Apocalipse 22:18). Desse modo, vemos que a segunda coluna da Hexapla é apenas uma tradução pessoal clandestina do VT para o Grego.
Eusébio e Filo, ambos de caráter duvidoso, fizeram menção a um Pentateuco Grego, mas não de todo o VT, não o mencionando de modo algum como tradução oficialmente aceita.
Existe algum manuscrito grego do VT antes de Cristo? Sim. Existe uma disputada minuta datada de 150 a.C – o Ryland Papyrus # 458. Ele contém os capítulos 23-28 de Deuteronômio, apenas isso. Quem sabe a existência desse fragmento foi o que levou Eusébio e Filo a admitir que todo o Pentateuco havia sido traduzido por algum escriba no esforço de interessar os gentios na história dos Judeus? Muito provavelmente ele não fazia parte de qualquer suposta tradução oficial do VT para o Grego. Podemos ficar certos de que esses 72 eruditos judeus supostamente escolhidos para realizar a obra em 250 a.C não passam de uma alucinação febril do ano 150 a.C. 
Além disso, não existe qualquer razão para se crer que essa tradução tenha sido realizada algum dia, pois existem lacunas que a Carta de Aristéas, a Hexapla de Orígenes, o Ryland Papyrus # 458, Eusébio e Filo jamais puderam esclarecer.
A primeira delas é a Carta de Aristéas. Existem dúvidas entre os eruditos de que ela tenha sido realmente escrita por alguém com o nome de Aristéas. De fato, alguns até acreditam ter sido Filo o autor da mesma. Isso lhe daria uma data depois de Cristo. Se isso é verdade, então o principal objetivo da mesma seria enganar os eruditos, levando-os a pensar que a segunda coluna da Hexapla de Orígenes é uma cópia da Septuaginta.. Se assim aconteceu, então se trata de uma façanha com “bem engendrada”. Contudo, se realmente existiu um Aristéas, ele deve ter enfrentado dois problemas incomensuráveis: 
Primeiro: Como poderia ter ele conseguido localizar as 12 tribos de Israel, a fim de apanhar seus eruditos judeus de cada tribo? Tendo sido espalhadas pela terra em razão de tantas derrotas e cativeiros, as linhas das tribos de há muito haviam se dissolvido em virtual inexistência. Seria impossível para qualquer pessoa identificar individualmente as 12 tribos. 
Segundo: Caso as 12 tribos pudessem ter sido identificadas, elas jamais iriam concordar com essa tradução, por duas fortíssimas razões:
1. Todo Judeu sabia que a encarregada oficial da Escritura era a tribo de Levi, conforme Deuteronômio 17:18; 31:25-26 e Malaquias 2:7. Desse modo, nenhum Judeu de qualquer das outras 11 tribos iria se atrever a aderir a essa empresa proibida.
2. Judeus deviam permanecer completamente separados das nações gentílicas que os rodeavam. A eles foram entregues práticas diferentes, como a circuncisão, a guarda e o culto aos sábados, diversas leis de purificação e sua terra de habitação. Além disso, havia a herança da língua hebraica. 
Mesmo hoje em dia os Judeus praticantes que residem na China e na Índia recusam-se terminantemente a ensinar a seus filhos outra língua além do Hebraico. Os Judeus “falasha” na Etiópia se distinguem das muitas tribos desse país pelo fato de conservarem zelosamente a língua de origem como prova de sua herança judaica.
Seríamos tão ingênuos ao ponto de acreditar que os Judeus, que consideravam os gentios como cães, iriam abandonar de bom grado a sua herança, a língua hebraica, em troca de uma língua gentílica para a qual seria traduzido o seu legado mais santo – a Bíblia? Tal suposição é tão insana quanto absurda.
Então, alguém poderia indagar, “o que dizer das inúmeras citações do Novo Testamento, atribuídas à Septuaginta? “ A Septuaginta mencionada é nada mais que a segunda coluna da Hexapla de Orígenes. As citações do Novo Testamento não são oriundas da Septuaginta nem da Hexapla. Elas são da autoria do Espírito Santo, que tomou a liberdade de citar a sua obra no VT, do modo como Ele bem desejou. E podemos descansar na segurança de que Ele jamais citaria uma Septuaginta inexistente. A Septuaginta não passa de uma centelha da imaginação humana. 
Ainda resta uma pergunta: por que, então, os eruditos têm tanta pressa em aceitar a existência da Septuaginta, mesmo sabendo que existem tantos argumentos contra a mesma? A resposta é triste e simples. 
O Hebraico é uma língua extremamente difícil de se aprender. Muitos anos de estudo são exigidos, a fim de que se consiga aprendê-la, e muitos anos mais, para que se possa chegar a conhecê-la tão bem ao ponto de transformá-la em veículo de pesquisa.
Por outro lado, um conhecimento médio do Grego é facilmente conseguido. Desse modo, caso houvesse uma tradução grega oficial do VT, os críticos da Bíblia poderiam triplicar o seu campo de influência, da noite para o dia, sem queimar as pestanas em penoso estudo do Hebraico bíblico. Infelizmente, a aceitação da Septuaginta pelos “eruditos”, apesar da evidência tão fraca, está embasada no orgulho e na voracidade dos mesmos.
Vamos parar e pensar. Mesmo que um espúrio documento como a Septuaginta realmente existisse, como poderia um crítico da Bíblia afirmar que “nenhuma tradução tem a mesma autoridade da língua original”, e ao mesmo tempo “afirmar que a sua Septuaginta tem a mesma autoridade do original hebraico?” Essa linguagem dupla dos “eruditos” não passa de uma autoridade de auto-exaltação, no esforço de conservar a sua posição erudita, colocando-se acima daqueles que “não são eruditos nas línguas originais”. 

Tradução e adaptação do cap. 9 do livro 
“The Answer Book”, do Dr. Samuel C. Gipp, Th.D, USA.


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

0 Reflexão Bíblica– Direto ao ponto








Texto:
 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. (Mateus 6.24ª)

 

Introdução – Uma das coisas que mais de deixa indignado em nossos dias é a “hipocrisia” reinante em diversos segmentos, principalmente o evangélico. As pessoas simplesmente não falam mais a verdade umas as outras, sobretudo no altar, para não magoá-las. Quem está preocupado em magoar o Espírito Santo (entristece-lo)? Não podemos magoar as pessoas, mas ao Espírito sim?

 

   Por isso que Jesus nunca foi “politicamente correto”. Ele era sim o homem mais correto, honesto e sincero que existiu, mas não tinha medo de falar a verdade a ninguém, independentemente de quem fosse. Uma das coisas que ele nos ensinou claramente foi que não podemos servir a dois senhores. Isso é inadmissível. Ou servimos inteiramente a Deus ou não e, desta forma, estamos enganados.

 

Problema do duplo senhorio

Nossa geração esta exatamente dessa maneira descrita pelo Senhor Jesus, ou seja, queremos servir a dois senhores e não percebemos que há tempo deixamos de servir a Deus.

 

Esse mesmo problema foi enfrentado pelo profeta Elias nos dias do Rei Acabe (878 a 857 AC).  Naqueles dias o povo estava duvidoso entre Deus (O DEUS ÚNICO E VERDADEIRO) e Baal (suposta divindade fenícia) e já não sabia mais em quem confiar. Ora serviam a Deus, ora cultuavam a Baal, estavam divididos.

 

Deus não aceita um coração dividido na sua presença, ou somos 100% dele ou não somos. Nisso, Elias teve que confrontar o povo direta e duramente dizendo: ” Elias dirigiu-se ao povo e disse: "Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no". O povo, porém, nada respondeu. 1 Reis 18:21

 

Da mesma forma encontramos no texto áureo de nossa reflexão a repreensão severa do Senhor Jesus ao povo: Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. (Mateus 6.24)

 

Nesse caso a condenação era àqueles que pensavam que podiam servir a Deus e ao mesmo tempo serem escravos das riquezas. De um modo ou de outro é impossível no contexto da fé cristã ter dois senhores. Ou servimos a Deus ou a Satanás (falando sem rodeios).

 

Esse negócio de querer servir a Deus, mas saborear os prazeres pecaminosos deste mundo, imaginando que engana o Todo Poderoso é um risco incalculável. Quem assim pensa está brincando com fogo e acha que não irá se queimar.

 

Paulo também enfrentou esse dilema quando escreveu sua primeira carta aos coríntios, pois os irmãos ali pensavam que podiam participar da liturgia, do culto de adoração a Javé e depois sentar-se a mesa dos ídolos (nesse caso divindades pagãs) e estava tudo bem. A isso, o apóstolo dos gentios argumenta categoricamente NÃO: Não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios. Não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios (1 Coríntios 10.21).

 

Não podemos achar que Deus vai tolerar nosso comportamento, servindo a ele e aos deuses modernos que este século nos oferece (dinheiro, fama, sexo, educação, beleza, pastores, pregadores, cantores etc.). Ele não mudou em seus propósitos de santidade e sua exigência a essa geração é a mesma que às anteriores: Esforçai-vos para viver em paz com todas as pessoas e em santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hebreus 12.14).

 

Ficar em cima do muro quanto ao nosso Deus e ao seu senhorio é tão grave que no livro de Apocalipse, o Senhor Jesus ameaça severamente a igreja de Laodicéia dizendo: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Apocalipse 3:15,16.

 

Conclusão - Esse negócio de vestir uma roupa na igreja e outra lá fora; ter um comportamento na igreja e outro na rua; ter um linguajar na igreja e outro fora; namorar de um jeito na presença dos pais e de outro totalmente escandaloso às escondidas; cantar as músicas cristãs na hora da adoração no templo, mas em casa e no trabalho emprestar os lábios para cantar músicas mundanas e pérfidas... 

Lamento meu amigo, mas você está totalmente enganado e enganando a si mesmo. Você na verdade nunca foi crente, nunca entregou seu coração totalmente a Jesus Cristo; nunca deixou que ele fosse de fato seu Senhor. Sua alma está em risco e sua salvação é um fiasco. O diabo te convenceu de que você é salvo e você acreditou e temo que você só acorde para a realidade quando estiver sofrendo nas chamas do INFERNO.

 

Do vosso conservo em Cristo,

 

João Augusto de Oliveira

sábado, 8 de setembro de 2018

0 Todo Dia Com Paz




Haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.
(1 Coríntios 6:11)

Como Tornar-se Santo

O rei da Prússia, Frederico II, o Grande (1712-1786), era bem conhecido por sua mente aberta. Ele costumava dizer que, em seus Estados, era permitido que cada um de seus súditos se tornasse santo como melhor lhe parecesse. Num tempo em que as perseguições religiosas ainda reinavam na maioria dos países europeus, esse ponto de vista fez da Prússia um oásis de tolerância e liberdade muito antes de seu tempo. Mas essa forma de proceder, prática para o reino da Prússia, é válida para o Reino dos céus? O essencial para cada pessoa é respeitar a crença dos outros praticando a sua com sinceridade? Esse ponto de vista não é justo. Hoje em muitos países cada um pode praticar a religião que lhe convém, até a mais extravagante. Mas quanto a tornar-se santo, isso é outro assunto.
Para ser santificado diante de Deus, a Palavra de Deus nos apresenta a única maneira, a qual consiste primeiramente reconhecer que sou um pecador perdido e em aceitar o meio que Deus me concede para que eu possa ser salvo. Esse meio é o Senhor Jesus Cristo, que satisfez a justiça de Deus entregando Sua vida. O castigo que eu merecia Ele o carregou na cruz e me libertou. Jesus morreu “o justo pelos injustos”. Sim, eu creio nEle, e por isso Deus pode declarar-me justo e santo. Quão perfeita é a obra de Cristo. Ela transforma um pobre pecador num “santo” aos olhos de Deus. Essa é a minha posição, agora tenho que demonstrá-la: “Sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pedro 1:15).
https://www.chamada.com.br/meditacoes/todo_dia/2018/setembro06.html


quarta-feira, 29 de agosto de 2018

0 Ocultismo: um sinal dos tempos




“E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces” (Ap. 9.21).
A feitiçaria faz parte da apostasia religiosa prevista por Jesus e seus apóstolos. Ciências ocultas, feitiçaria, esoterismo e ocultismo fazem parte de um mesmo sistema religioso.
Ocultismo é a crença nas forças ocultas e práticas adivinhatórias da magia, astrologia, alquimia, clarividência, tarô, búzios, quiromancia, necromancia, numerologia e outras ciências ocultas. Foi Eliphas Lévi, na França, em 1856, que usou pela primeira vez a palavra ocultismo, e seus derivados, com o sentido de esoterismo. Hoje muitos esotéricos questionam a equivalência ocultismo-esoterismo, mas na prática não dá para separar essas duas coisas.
Qualquer que seja o nome dado a essas práticas, o certo é que elas são abomináveis aos olhos de Deus e, portanto, condenadas pela Bíblia. São uma afronta ao Senhor. A Palavra diz que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus, estão alienados de Deus (Gl. 5.19-21). Apesar dessas advertências, o ocultismo está hoje ganhando influência em todos os níveis sociais, na política, nos meios de comunicação, na indústria, no comércio, no esporte, na arte, na literatura e até na educação. Em todas as panes da Terra, políticos, cientistas, empresários, financistas, artistas, religiosos estão sendo influenciados pelo ocultismo.
O avanço das práticas ocultistas em todo o mundo é mais uma prova de que a Bíblia se cumpre. A palavra grega feitiçaria, no texto sagrado em foco, é pharmakeia, que significa magia, além de feitiçaria. O pharmakos ou pharmakeus era o manipulador de drogas, daí vem a palavra farmácia. Essas drogas eram usadas na medicina, mas os mágicos ou bruxos manipulavam os efeitos alucinógenos delas para rituais de magia. Essa palavra é também aplicada aos magos e encantadores do Egito, na Septuaginta. Hoje envolve toda a forma de ocultismo.
Uma avalanche de propagandas esotéricas está invadindo os lares brasileiros através da TV. Magos, cartomantes, adivinhos e toda a sorte de bruxos apresentam e oferecem seus serviços. Há uma profusão deles, que não dá para enumerar. Na educação, é comum professores indicarem a leitura de obras esotéricas aos seus alunos.
O Movimento da Nova Era, que congrega em seu bojo toda a sorte de práticas ocultistas, vem declarando há décadas que o Cristianismo desaparecerá do planeta. Qualquer teólogo cristão reconhece que tal declaração é uma tentativa de fugir do juízo de Deus. Em vez de se arrepender para alcançar a misericórdia e o perdão do Senhor, arvora sua bandeira contra o Cristianismo bíblico, pregando sua extinção para escapar do juízo de Deus. É o que está previsto no texto sagrado em foco (Ap. 9.21).No Brasil, o Congresso Nacional aprovou, em 1999, uma lei especial e específica concedendo uma aposentadoria para um conhecido médium do interior do Estado de Minas Gerais. Será que ele prestou relevantes serviços à nação para merecer tamanha honra? Não. Isso aconteceu simplesmente porque o tal médium era guru de muitos parlamentares.
Um outro livro que propaga ideias ocultistas é O Mundo de Sofia, do filósofo norueguês Jostein Gaarder. Publicada em vários idiomas, a obra em apenas sete anos alcançou mais de 20 milhões de exemplares vendidos. Trata-se da história do pensamento humano. É a história da filosofia de forma romanceada, em um estilo agradável e atraente, principalmente para o público juvenil. No entanto, a obra começa com filosofia e termina com esoterismo.
René Guénon, mestre esotérico francês do início deste século, repetia o ditado latino: “O povo quer ser enganado”. E acrescentava: “Pois então, que seja”. Mas hoje isso não se aplica apenas ao povo, é extensivo também às autoridades. É o drama dos séculos! Levamos a vida inteira ensinando às crianças que Papai Noel não existe. Agora temos de persuadir cientistas de que não existem gnomos e nem duendes e a filósofos de que Branca de Neve não tem existência real.
Será influência dos meios de comunicação? Claro que a imprensa tem um papel significativo em tudo isso. Mas existe uma explicação mais profunda para esse fenômeno ocultista que simplesmente o empenho da mídia. É que “a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” (Jo. 3.19). Por isso a feitiçaria hoje virou moda na sociedade. A plataforma está pronta para que o cenário do Apocalipse possa se desenrolar:
“Porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias” (Ap. 18.23).
Pr. Esequias Soares

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

0 Somos Importantes Para Deus?




Rolf Höneisen
Deus vê tudo, Deus sabe de tudo… mas ele de fato se importa conosco?
Em nosso planeta vivem bilhões de pessoas que foram criadas, desejadas e que são vistas pelo Criador. Diante dos acontecimentos no mundo e de situações pessoais, muitos se questionam: “Será que temos alguma importância para Deus? Ele de fato se importa conosco?”.
Há muitas centenas de anos, um homem olhou para o céu estrelado. Ao ver aquilo, surgiu nele uma pergunta: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes?” (Sl 8.3-4).
Enxergar o céu estrelado na Europa deixou de ser algo óbvio. A causa é a crescente “poluição luminosa”. Há pouco tempo, astrônomos apresentaram dados incríveis: na Europa Ocidental quase ninguém consegue observar um céu estrelado claro. 99% da população dos EUA e da Europa Ocidental está impedida de ver o céu estrelado claro por causa da luz artificial ofuscante das cidades, povoados e ruas. A claridade artificial engole a luz das estrelas ao fundo.
A metade dos habitantes europeus e dois terços dos norte-americanos não conseguem mais enxergar a olho nu a constelação junto da Via Láctea por causa da luz artificial. Os habitantes das cidades não conseguem mais ver as estrelas. Painéis luminosos e iluminação pública os atrapalham. Além disso, também lhes falta aquele sentimento de veneração que outrora levou o salmista a ficar extasiado diante do Criador do universo.
Os astrônomos esclarecem que o nosso Sol é apenas um dos cinco bilhões de outros sóis de nossa Via Láctea. As estrelas na verdade são sóis. Nossa Via Láctea não é uma galáxia com grandeza especial. Ela é apenas uma entre 200 bilhões de galáxias. Essas galáxias, por sua vez, também estão repletas de estrelas. – Será que uma pessoa isoladamente, estando num pequeno planeta de um pequeno sistema solar de uma galáxia medianamente suntuosa, pode afinal ter algum significado diante do Criador de todo o universo?
No final do ano 2000 nasceu um bebê nos EUA. Ele foi gerado em laboratório. Nesse embrião gerado, quando ainda estava no estado de célula, foi testada a substância hereditária. Então este foi selecionado, pois era o embrião que tinha o tipo de células da medula óssea mais compatível e que era urgentemente necessário para sua irmã de 6 anos de idade. Esse embrião foi selecionado. Ele pôde continuar vivo e foi implantado em sua mãe.
Um pôde viver; um entre 13, pois preventivamente haviam sido colocados no tubo de reagentes outros 12 embriões para posterior escolha. Eles foram fecundados e então testados – finalmente foram descartados por serem inadequados. Eles não puderam continuar vivos.
O que Deus pensa sobre isso? Deus considera esses embriões apenas como meras células ou elas são importantes para ele – elas não já possuem todo o potencial da pessoa em crescimento que Deus imaginou para as células embrionárias?
Deus criou o homem à sua imagem, é o que lemos no relatório da criação. Em 2013, estima-se que no Brasil foram apagadas entre 687 mil a 860 mil vidas ainda antes de terem nascido, por abortos provocados [Estadão, 21/08/2015]. O que Deus sente por elas? Elas são importantes para ele? Nós somos importantes para ele?
Quando o povo de Israel estava escravizado no Egito e era obrigado a prestar serviços forçados, ficava difícil imaginar que Deus estivesse se importando por eles e que a situação pudesse mudar algum dia. Assim, eles mal tinham forças para acreditar que aquilo que Moisés lhes prometia reiteradamente pudesse realmente se cumprir.
Os amigos de Jó se divertiam com a sua suposição, de que ele pudesse ter algum significado para o Criador do universo.
O autor do livro de Eclesiastes questionou radicalmente se, afinal, haveria algo sob o Sol que tenha algum significado. Ou, no final, tudo é sem sentido?
A minha vida tem algum significado? Afinal, Deus faz o que ele quer... A minha vida de fé tem algum significado... de qualquer modo haverá um golpe baixo depois... O que fazemos com tais sentimentos? O que podemos fazer quando estamos deprimidos, desanimados ou desesperados? Deus nos dá alguma resposta sobre isso?
No antigo livro do profeta Isaías, capítulo 49 versículo 16, consta uma frase que é muito usada em cartões postais e pôsteres: “Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos”, ou: “Vejam, escrevi seu nome na palma de minhas mãos”.
Essa frase consta na lista de versículos bíblicos favoritos. No entanto, ela adquire sua força somente quando compreendemos para quem Deus disse essa frase e em que situação se encontravam essas pessoas: Deus falou essas palavras para o povo de Israel quando este estava no pior estado – em depressão. A terra de Canaã estava destruída. Os soldados babilônicos haviam invadido o santuário. O templo foi profanado, a capital arrasada, a terra incendiada. As pessoas com capacidade produtiva foram levadas, em grupos acorrentados, para a Babilônia. – Era o período do cativeiro babilônico.
O Salmo 137 descreve o sentimento das pessoas naquela ocasião: “Junto aos rios da Babilônia nós nos sentamos e choramos...” (v. 1). Havia uma grande questão atormentando o povo de Israel em prantos: “Ainda temos alguma importância para Deus?”. – “Isso é a consequência de pertencer ao povo de Deus, esse é o resultado quando se crê em Deus?”
“Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!” (Jesus Cristo).
Em todos esses séculos da história da igreja as pessoas crentes estavam e estão constantemente diante dessa questão: os huguenotes da França, os anabatistas à época da Reforma, os cristãos sob o comunismo, no Sudão, na China, no Afeganistão, nos países árabes, etc. Para esses, a questão era e é de cunho existencial: somos importantes para Deus? Ele ainda se importa conosco?
A constante pressão sobre os israelitas era tão imensa na Babilônia que eles haviam perdido todas as esperanças. “Não!”, diziam eles: “O Senhor me abandonou, o Senhor me desamparou” (Is 49.14). Esse é o fim de um relacionamento. É catastrófico precisar afirmar: “Sim, há anos eu imaginava que conhecia a Deus. Agora, porém, nessa situação, quando estou há anos pedindo a ajuda de Deus, sem êxito, preciso dizer: Deus se esqueceu de mim”! Isso significa rendição espiritual. Isso é o vazio total, escuridão amedrontadora, desesperança opressora, profunda decepção. Ali houve uma ruptura no relacionamento.
A partir desse ponto, em Babel, num momento determinado por ele, Deus começou novamente a falar com seu povo. Após o “não” de Israel, Deus primeiramente lhes formula uma pergunta retórica com uma figura baseada na criação: “Haverá uma mãe que possa esquecer seu bebê...?” (Is 49.15a). Uma mulher consegue algum dia esquecer alguém nascido dela? Pode-se rejeitar um filho, expulsá-lo de casa, romper o contato com ele reciprocamente – sim, isso é possível –, mas, mesmo assim, uma mãe não esquecerá de seu filho. Usando esse sentimento, Deus compara perguntando: “Embora ela possa esquecê-lo, eu não me esquecerei de você! Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos; seus muros estão sempre diante de mim” (Is 49.15b-16a).
Deus não quer (!) esquecer seus filhos. Para reforçar sua decisão e torná-la compreendida, ele usa essa figura impressionante: se uma pessoa se tornou filho de Deus mediante a fé e teve um novo nascimento de espírito graças ao perdão recebido em Cristo, então ela pertence a Deus da mesma maneira como os traços pertencem a uma mão. E isso não ocorre por mero acaso, mas pela vontade de Deus, por meio da sua intervenção ativa: Deus grava na palma das mãos dele aqueles que nele creem, confiam e obedecem. Sua vida está nas mãos dele.
Essa ação de Deus é uma expressão da sua graça. Uma pessoa crente pertence a ele mesmo se ela não sentir a presença dele. “Que aquele que anda no escuro, que não tem luz alguma, confie no nome do Senhor e se apoie em seu Deus” (Is 50.10). Deus está presente, mesmo no vale das trevas, da aflição, de não ver saída.
Na época da escravidão na Babilônia, sem qualquer perspectiva para Israel, Deus começou a dar uma resposta para o povo com relação à salvação. Ela aparece como um facho de luz penetrando na escuridão. Deus anunciou algo novo. Ele falou que viria um “servo de Deus”. Essas profecias aparecem concentradas nos capítulos 42 a 53 do livro de Isaías. É profecia divina de alto quilate. Ela aponta para a vinda do Messias. É a resposta de Deus para aqueles que o procuram.
Deus descreve esse Salvador como sendo um “homem de dores”, desprezado e rejeitado pelos homens. Assim como foi naquela época, ainda hoje isso continua sendo incompreensível para muitos. Em todo o caso, Deus coloca em jogo seu atributo de ser onipotente. Nessa ocasião, Deus revelou um plano para Isaías e Israel que contém muito mais ânimo, mais criatividade e mais disposição de sacrifício do que uma pessoa possa ter. É um plano que liquida com nossa capacidade de imaginação. Ele nunca poderia ter sido planejado por pessoas: há 2.700 anos, quando Israel se lamentava na Babilônia, Deus declarou estar disposto, algum dia, a viver entre os homens.
Deus se importa pelos que estão dedicados à morte. A mensagem de Natal é atual. Deus se tornaria homem. Ele assumiria nossas enfermidades e levaria sobre si as nossas dores. Ele seria traspassado e moído por causa de nossa culpa. Essa foi a resposta de Deus para o sofrido Israel.
Como Deus viria? Isaías 7.14: “A virgem ficará grávida, dará à luz um filho e o chamará Emanuel [Deus conosco]”. Deus não viria até os homens na forma de tornado ou tormenta de fogo, mas na forma humana mais indefesa possível: como célula, embrião – como feto que cresce, célula por célula, no ventre de uma mulher e finalmente abandona o seu corpo na forma de um bebê, para compartilhar a vida com os moradores da terra nesse minúsculo planeta.
O Filho de Deus viveu na terra entre nós durante 33 anos, tendo a experiência do que significa ser uma pessoa. Uma pessoa como nós, para que “libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte” (Hb 2.15).
“Somos importantes para Deus?” Jesus respondeu claramente a essa pergunta, uma vez por todas, com sua vida e morte. Ele é – conforme Colossenses 1.15 – a imagem do Deus invisível. Por meio do Filho podemos ver o Pai.
Como Jesus descreveu a Deus:
Certa vez Jesus comparou Deus a um pastor que deixa 99 ovelhas no curral e vai incansavelmente à procura de um único animal errante.
Outra vez Jesus comparou Deus a um Pai que não desiste de pensar de seu filho ingrato, mesmo que ainda tivesse um filho bem-sucedido em casa (ver Lc 15).
E outra vez Jesus comparou Deus a um rico hospedeiro, que não se envergonha em receber um grupo de figuras degradadas no seu salão de festas (ver Lc 14.21-24).
Com esses exemplos, Jesus nos mostra o caráter do Deus invisível: Deus não ama as pessoas em função da sua raça, reconhecimento ou aparência, mas porque são suas criaturas. As pessoas são importantes para Deus. Deus nos trata com tanta consideração que ele demonstra toda a sua atenção pessoal. Ele submeteu seu amor à comprovação. Por isso ele se empenhou ao máximo, primeiramente nas colinas e estradas da Galileia e finalmente no madeiro da cruz, em Jerusalém.
Jesus personifica aquilo que o profeta Isaías profetizou: Jesus veio ao mundo como servo. Não havia lugar para ele. Ele foi rejeitado e abandonado por todos. E foi justamente com isso que ele consegue nos demonstrar que mesmo a pessoa mais insignificante da terra não se perde se, pela fé, ela estiver assinalada na palma da mão de Deus. O seu nome então estará gravado em um dos traços da mão de Deus.
No Salmo 102.16-23, lemos: “Porque o Senhor reconstruirá Sião e se manifestará na glória que ele tem. Responderá à oração dos desamparados; as suas súplicas não desprezará. Escreva-se isto para as futuras gerações, e um povo que ainda será criado louvará o Senhor, proclamando: ‘Do seu santuário nas alturas o Senhor olhou; dos céus observou a terra, para ouvir os gemidos dos prisioneiros e libertar os condenados à morte’. Assim o nome do Senhor será anunciado em Sião e o seu louvor em Jerusalém, quando os povos e os reinos se reunirem para adorar ao Senhor. No meio da minha vida ele me abateu com sua força; abreviou os meus dias”. O plano de salvação de Deus trata da vida de cada pessoa individualmente, mas também das nações do mundo. Ele pretende originar uma nova geração de pessoas, que vive e age a partir do relacionamento com Deus.
O plano de salvação de Deus trata da vida de cada pessoa individualmente, mas também das nações do mundo. Ele pretende originar uma nova geração, que vive e age a partir do relacionamento com Deus.
O salmista, já em sua época, previu a futura salvação dos infelizes. As futuras gerações louvariam ao Senhor quando ouvissem de como ele olha a partir do céu (o santuário no céu) e ouvisse o choro de seu povo sobre sua situação lastimável. Em vários salmos é ressaltado que Deus, em sua onipotência, dirige o olhar sobre seu povo. Esse fato confirma o quanto Deus se importa pelo seu povo. O Senhor com frequência interferiu para salvar aqueles que estavam próximos da morte. Como consequência dessa salvação, o nome do Senhor seria exaltado quando todas as pessoas se reunissem em Sião para louvá-lo.
Jesus nunca tentou explicar filosoficamente o problema do sofrimento humano. Ele também não esclareceu por que ocorrem determinados acontecimentos graves. Uma coisa, no entanto, podemos aprender dele – isto é, saber o que Deus sente e pensa sobre acontecimentos graves. Jesus também personifica o Deus invisível – quando em sua face surgem lágrimas diante da culpa dos homens.
Isaías profetizou isso: “Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido. Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados” (Is 53.4-5).
É a morte sacrificial de Jesus que perdoa nossa culpa, que derruba o muro que nos separa de Deus. Nada além da sua graça nos justifica. O perdão da culpa novamente nos torna “inteiros” diante de Deus.
O texto de Isaías 49, que trata da aceitação e restauração de Israel e Jerusalém, nos versículos 16-17 diz: “Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos; seus muros estão sempre diante de mim. Seus filhos apressam-se em voltar, e aqueles que a despojaram afastam-se de você”.
A uma pessoa que aceitou o perdão e que crê em Cristo, Deus considera como “inteira”, como restaurada, como salva, como curada, como nova. Os “muros estão sempre diante de mim”... reconstruídos com novas forças, repletos com o Espírito de Deus. Ali onde a Palavra e o Espírito de Deus governam, aquilo que é destrutivo precisa ceder. É esse o processo da cura, da santificação, porque Deus gravou você na palma de suas mãos.
A conturbada história do povo de Deus nos ensina: Deus não se afasta dos seus filhos. Somos nós mesmos que nos afastamos de Deus...
... por culpa não resolvida
... por relacionamentos tratados sem amor
... por falta de fé
... por esperteza de nossa parte
... por impaciência
... por desconfiança
Antes que possamos experimentar a nova força recebida de Deus, precisamos novamente nos conscientizar sobre quem é nosso Deus. Precisamos nos examinar. Dependendo do caso, é necessário confessar culpas, esclarecer falhas, acertar os relacionamentos em qualquer nível, reconhecer a hipocrisia e falsas concepções – em sinal de veneração diante de Deus e por amor ao próximo.
Apocalipse
Desconfiança e incredulidade revelam uma falsa imagem do Onipotente. As palavras que Deus falou para Israel foram dramáticas: “Quando eu vim, por que não encontrei ninguém? Quando eu chamei, por que ninguém respondeu? Será que meu braço era curto demais para resgatá-los? Será que me falta a força para redimi-los?” (Is 50.2).
Jesus nos revela o caráter de Deus. Ele veio para dar sua vida por nós. Nós não estamos sós, muito menos somos esquecidos. Quem está disposto a receber a Palavra de Deus e o seu amor? Eu agora posso confiar que sou importante para Deus. Posso dirigir-me confiadamente a ele – para longe de mim, de minhas fraquezas e minhas impossibilidades, ao Deus com ilimitadas possibilidades.
Jesus veio para libertar as pessoas da prisão da morte. Ele se importa conosco muito além da vida cotidiana. Por isso ele pôde dizer aos seus discípulos: “Eu digo a vocês, meus amigos: Não tenham medo dos que matam o corpo e depois nada mais podem fazer. Mas eu mostrarei a quem vocês devem temer: temam àquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno. Sim, eu digo a vocês, a esse vocês devem temer. Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais! Eu digo a vocês: Quem me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. Mas aquele que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus” (Lc 12.4-9).

Fonte: https://www.chamada.com.br/mensagens/somos_importantes_para_deus.html 

 

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