quarta-feira, 6 de abril de 2011
0 A Prova da Existência de Deus
segunda-feira, 4 de abril de 2011
0 Quando será o fim do mundo?
PolêmicosQuando será o fim do mundo?
Volta e meia nós ouvimos alguém gritar: O fim do mundo chegou! Na verdade, basta um cataclisma acontecer ou uma tragédia vir sobre parte da humanidade que muitos começam a advogar de que o mundo está prestes a acabar.
Foi assim com os Testemunhas de Jeová que anunciaram o fim do mundo para 1914; ou como os ”Borboletas Azuis“ de Campina Grande, na Paraíba que previram um dilúvio que marcaria o fim do mundo para 13 de maio de 1980; ou ainda como ocorreu no Japão onde um grupo responsável por um atentado no metrô de Tóquio previa o fim do planeta para 15 de abril de 1995.
A preocupação com fim o do mundo é coisa antiga. No reveillon de 999 muitos europeus aguardavam o apocalipse. A crença no fim do mundo no ano 1000 vinha de uma interpretação literal de um dos textos bíblicos, o Apocalipse de João. Ali se lê que ‘depois de se consumirem mil anos, Satanás seria solto da prisão“ para ”seduzir as nações do mundo". Ora, bastou na época o surgimento de um eclipse, de um incêndio inexplicável, de pragas agrícolas, do nascimento de um bebê monstruoso, da passagem de um cometa no céu, do relato da aparição de uma baleia do tamanho de uma ilha na costa francesa, da grande epidemia de 997, para que se interpretasse a proximidade do fim do mundo.
Há pouco a indústria cinemátográfica lançou no cenário mundial o filme 2012. A película baseia-se na crença Maia de que o mundo iria acabar em 2012. A teoria "maiana" revela que o fim da terra começa com o alinhamento planetário e uma inversão dos pólos da terra após um grande tsunami. Após isto o caos se instala e o planeta terra começa a se tornar inabitável.
Pois é, a Bíblia nos ensina a ficarmos de olho nos sinais que antecedem a volta de Cristo, no entanto, existe uma enorme diferença entre observar o que acontece em nosso planeta e determinar o fim de todas as coisas.
Cristo nos chamou a pregar o Evangelho da Salvação Eterna e não nos tornarmos detetives miticulosos tentando descobrir o dia final do planeta.
Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Tem gente que se transformou em caçadores dos códigos esquecidos ou escondidos na Bíblia que apontam o data do fim do mundo. Infelizmente já teve até gente marcando a data da volta de Cristo! Ora, pessoas que agem desta forma correm o sério risco de tornar-se participantes ou dissiminadores de heresias destruidores provinientes de seitas infernais.
Somente o Senhor Todo-poderoso sabe quando será o dia final. Cabe a nós, vivermos o Evangelho, multiplicarmos nossos talentos, pregarmos as Boas Novas da Salvação aguardando com santa expectativa a volta do Senhor.
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Pr. Renato Vargens
Pastor, conferencista e escritor com nove livros publicados e dois no prelo. Pastor presidente da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, Brasil.
Direitos Reservados - CACP© - Centro Apologético Cristão de Pesquisas - 1998-2008
2 Três perguntas sobre o fim dos tempos
"Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram
dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. Ele, porém,
lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra
sobre pedra que não seja derribada. No monte das Oliveiras, achava-se Jesus
assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe
pediram: Dize-nos quando sucederão estais coisas e que sinal haverá da tua
vinda e da consumação do século. E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos
engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão
a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede,
não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e
terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então,
sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa
do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos
outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se
multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que
perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino
por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim. Quando,
pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar
santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os
montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e
quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. Ai das que
estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa
fuga não se dê no inverno, nem no sábado; porque nesse tempo haverá grande
tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem
haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo;
mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados. Então, se alguém vos
disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão
falsos cristos e falsos profetas operando grande sinais e prodígios para
enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito.
Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo
no interior da casa!, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do
oriente e se mostra no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.
Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.1-28).
Sobre os acontecimentos dos tempos finais, é recomendável ler também
os versículos restantes de Mateus 24 e todo o capítulo 25. A respeito, vamos
perguntar-nos:
1. A quem Jesus dirigiu, em primeiro lugar, as palavras de Mateus 24
e 25?
A parábola da figueira é uma representação simbólica da
nação judaica.
A resposta é: basicamente aos judeus – e não à Igreja
- Nessa
ocasião a Igreja ainda era um mistério. Somente no Pentecoste ela foi
incluída no agir de Deus e, posteriormente, revelada através de Paulo.
- Portanto, o
texto também não está falando do arrebatamento, quando Jesus virá para
buscar Sua Igreja, mas trata da volta de Jesus em grande poder e glória
para Seu povo Israel, após a Grande Tribulação (Mt 24.29-31). Jesus só
falou do arrebatamento mais tarde, pouco antes do Getsêmani, como está
registrado em João 14. Até então os discípulos, como judeus, só sabiam da
era gloriosa do Messias que viria para Israel (por exemplo, Lucas
17.22-37).
- Os
discípulos a quem Jesus Se dirigiu em Mateus 24 e 25 evidentemente eram
judeus. Em minha opinião, eles simbolizam o remanescente judeu fiel, que
crerá no Messias no tempo da Grande Tribulação.
- No sermão
profético do Senhor Jesus no Monte das Oliveiras, Ele predisse como será a
situação dos judeus no período imediatamente anterior à Sua volta.
- Falsos
profetas e falsos cristos, como são chamados em Mateus 24.5,23,26,
representam um perigo para Israel. A Igreja enfrenta outros perigos, pois
deve preocupar-se mais com falsos mestres, falsos apóstolos e falsos
evangelistas e em discernir os espíritos (2 Co 11.13; 2 Pe 2.1; Gl 1.6-9).
Filhos de Deus renascidos pelo Espírito Santo certamente não vão sucumbir
às seduções de falsos cristos e cair nesses enganos.
- O
"abominável da desolação" (Mt 24.15) diz respeito claramente à
terra judaica, ao templo judaico e aos sacrifícios judeus. Já o profeta
Daniel falou a respeito. E Daniel não falava da Igreja, mas de "teu
povo... e de tua santa cidade" (Dn 9.24).
- A
frase: "então, os que estiverem na Judéia fujam para os
montes" (Mt 24.16), é bem clara. Trata-se nitidamente da
terra de Israel. Pois no Novo Testamento a Igreja de Jesus nunca é
conclamada a fugir para os montes.
- Igualmente
o texto que fala do sábado diz respeito aos judeus, aos seus costumes e
suas leis (v. 20).
- Também a
parábola da figueira (v. 32) é uma representação simbólica da nação
judaica. Do mesmo modo, a expressão "esta geração" (v. 43)
aplica-se a Israel.
2. A que época o Senhor se refere em Mateus 24?
A resposta à pergunta anterior nos conduz automaticamente ao tempo em
que esses fatos acontecerão. Trata-se da época em que Deus começará a agir
novamente com Seu povo Israel de maneira coletiva, levando o povo da Aliança ao
seu destino final (v. 3), que é a vinda do seu Messias e o estabelecimento de
Seu reino. O centro de todas as profecias de Mateus 24 e 25 é ocupado pelos
sete anos que são os últimos da 70ª semana de Daniel (Dn 9.24-27). Devemos
estar cientes de que esse período é a consumação do século, o encerramento de
uma era, e não apenas o transcorrer de um tempo. O sinal do fim dos tempos é a
última semana, a 70ª semana de Daniel.
Coisas espantosas e grandes sinais no céu anunciam a
chegada do grande dia da ira do Senhor.
Todos os sinais que o Senhor Jesus predisse em Mateus 24, que
conduzirão à Sua vinda visível (v. 30), têm seus paralelos no Apocalipse, nos
capítulos de 6 a 19. Mas nessa ocasião a Igreja de Jesus já terá sido
arrebatada, guardada da "hora da provação" (Ap 3.10).
Os últimos sete anos – divididos em três etapas (Mt
24.4-28)
1. Os versículos 4-8 descrevem, segundo meu entendimento,
a primeira metade da 70ª semana de Daniel. O versículo 8 diz
claramente: "porém tudo isto é o princípio das dores". As
dores não dizem respeito a uma época qualquer, elas definem especificamente o
tempo da Tribulação, comparado na Bíblia "às dores de parto de uma mulher
grávida" (1 Ts 5.3; veja também Jr 30.5-7). O princípio das dores são os
primeiros três anos e meio da 70ª semana. Assim como existem etapas iniciais e
finais nas dores que antecedem um parto, também esses últimos 7 anos dividem-se
em duas etapas de três anos e meio. Há um paralelismo e uma concordância quase
literal entre Mateus 24.4-8 e Apocalipse 6, onde o Senhor abre os selos de
juízo:
- Falsos
cristos (Mt 24.5) – primeiro selo: um falso cristo (Ap 6.1-2).
- Guerras (Mt
24.6-7) – segundo selo: a paz será tirada da terra (Ap 6.3-4).
- Fomes (Mt
24.7) – terceiro selo: um cavaleiro montado em um cavalo preto com uma
balança em suas mãos (Ap 6.5-6).
- Terremotos
(Mt 24.7), epidemias (Lc 21.11) – quarto selo: um cavaleiro montado em um
cavalo amarelo, chamado "Morte" (Ap 6.7-8).
2. Nos versículos 9-28 temos a descrição da Grande
Tribulação, ou seja, a segunda metade (três anos e meio) da 70ª semana de
Daniel.
- Nesse tempo
muitos morrerão como mártires (Mt 24.9) – quinto selo (Ap 6.9-11).
- Coisas
espantosas e grandes sinais no céu anunciam a chegada do grande dia da ira
do Senhor (Lc 21.11) – sexto selo (Ap 6.12-17).
- Em Israel,
muitos trairão uns aos outros (Mt 24.10, veja também Mt 10.21).
- O engano e
a impiedade se alastrarão, o amor esfriará, significando que muitos
apostatarão de sua fé (Mt 24.11-12, veja 2 Ts 2.10-11). Quem perseverar
até o fim verá a volta do Senhor e entrará no Milênio (Mt 24.13).
- O Evangelho
do Reino será pregado por todo o mundo (v. 14). Ele não deve ser
confundido com o Evangelho da graça, anunciado atualmente. O Evangelho do
Reino é a mensagem que será transmitida no tempo da Tribulação pelo
remanescente e pelos 144.000 selados do povo de Israel, chamando a atenção
para a volta de Jesus, que então virá para estabelecer Seu Reino (compare
Apocalipse 7 com Mateus 10.16-23).
3. Mateus 24.15 refere-se à metade da 70ª semana de
Daniel, o começo dos últimos três anos e meio de tribulação.
A "abominação desoladora" não teve seu cumprimento na
destruição do templo em 70 d.C., pois refere-se à afirmação de Daniel, que
aponta claramente para o fim dos tempos (Dn 12.1,4,7,9,11).
- A profecia
da "abominação desoladora" de Daniel teve um pré-cumprimento
aproximadamente em 150 a.C., na pessoa de Antíoco Epifânio. Daniel 11.31
fala a respeito.
- A
"abominação desoladora" cumpriu-se parcialmente em 70 d.C.
através dos romanos, que destruíram o templo.
- Mas
"abominável da desolação" de que Jesus fala em Mateus 24.15 será
estabelecido apenas pelo anticristo, vindo a ter seu cumprimento pleno e
definitivo na metade dos últimos sete anos (como profetizado em Daniel
12). Essa profecia de Daniel é claramente para o tempo do fim (vv. 4,9),
referindo-se a um tempo de tão grande angústia como jamais houve antes (v.
1), que durará "um tempo, dois tempos e metade de um
tempo". É dessa Grande Tribulação, desse período de imenso
sofrimento e angústia, que Jesus fala em Mateus 24.21 (veja Jr 30.7).
Nos versículos a seguir, de 16 a 28, o Senhor Jesus explica como o
remanescente dos judeus deve comportar-se durante a Grande Tribulação:
- Eles devem
fugir (veja Ap 12.6).
- Esses dias
serão abreviados para três anos e meio, para que os escolhidos sejam
salvos.
- Falsos
cristos e falsos profetas farão milagres e sinais (veja Ap 13.13-14).
- Mas então,
finalmente, diante dos olhos de todos, o Senhor virá "como o
relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente". Esses dias
da ira de Deus (Lc 21.22), ou melhor, esses dias da ira de Deus e do
Cordeiro (Ap 6.17), são descritos assim: "Onde estiver o
cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.28). O
"cadáver" representa o judaísmo apóstata, afastado de Deus, e o
sistema mundial sob a regência do anticristo, no qual reinará a morte e o
"hades". Os "abutres" simbolizam o juízo de Deus.
Terremotos, tempestades, inundações e doenças
imprevisíveis, além de outros fenômenos e catástrofes da natureza, aumentam
dramaticamente.
Como já foi mencionado, não creio que em Mateus 24.15 o Senhor Jesus
esteja referindo-se à destruição do templo em 70 d.C., mas penso que Ele está
falando do tempo do fim. Ele menciona a destruição do templo e de Jerusalém em
Lucas 21, fazendo então a ligação com os tempos finais. Aliás, este é o sentido
dos quatro Evangelhos: apresentar ênfases diferenciadas dos relatos. Os
Evangelhos tratam da profecia como também nós devemos fazê-lo, manejando bem a
palavra da verdade (2 Tm 2.15).
Em Lucas 21.20 e 24 o Senhor diz: "Quando, porém, virdes
Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Cairão
ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os
tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles." Isso
cumpriu-se em 70 d.C.
Mas Mateus 24 menciona algo que não aparece no Evangelho de Lucas,
pois cumprir-se-á apenas nos tempos do fim: "o abominável da
desolação" (v. 15).
No Evangelho de Lucas, que trata primeiro da destruição do templo em
70 d.C., está escrito: "...haverá grande aflição na terra"
(Lc 21.23) (não está escrito: "grande tribulação"). Mas em
Mateus 24, que em primeira linha fala dos tempos do fim, lemos sobre uma
"grande tribulação" "como desde o princípio do mundo até
agora não tem havido e nem haverá jamais" (v. 21). A expressão
"grande tribulação" diferencia nitidamente a angústia de 70 d.C. da
"grande tribulação" no final dos tempos.
Jesus Cristo não é apenas a esperança para o futuro do
mundo, mas a esperança para toda pessoa, para cada um que invocar Seu Nome!
3. Qual é a mensagem desse texto bíblico para nós hoje?
Essa passagem tem forte significado para os crentes de hoje, pois
sabemos que os impressionantes acontecimentos da Grande Tribulação lançam suas
sombras diante de si e que, por essa razão, o arrebatamento da Igreja deve
estar muito próximo.
- Nosso mundo
está muito inquieto. Há conflitos em muitos países e torna-se mais e mais
evidente a possibilidade de guerras devastadoras em futuro próximo. Mais
de 400.000 cientistas estão atualmente ocupados em melhorar sistemas
bélicos ou em desenvolver novos armamentos.
- Grande
parte da humanidade passa fome.
- Terremotos,
tempestades, inundações e doenças imprevisíveis, além de outros fenômenos
e catástrofes da natureza, aumentam dramaticamente em progressão
geométrica, como as dores de parto da que está para dar à luz.
- Grande
parte dos cristãos é perseguida. Muitos chegam a falar de uma
"escalada" nas perseguições nos últimos anos.
- Também a
sedução e o engano através de falsas religiões é comparável a uma
avalanche. O clamor pelo "homem forte" torna-se mais audível.
Qualquer coisa passa a ser anunciada como "deus" ou
"salvador" – e as pessoas agarram-se ansiosas a essas ofertas
enganosas. Ao mesmo tempo acontece uma apostasia nunca vista, um crescente
afastamento da Bíblia e do Deus vivo.
As dores da Grande Tribulação anunciarão a vinda do Filho do Homem.
Não nos encontramos diante do fim do mundo, mas nos aproximamos do fim de nossa
era (Mt 24.3). O Filho de Deus não nos trará o fim, mas um novo começo. Jesus
Cristo não é apenas a esperança para o futuro do mundo, mas a esperança para
toda pessoa, para cada um que invocar Seu Nome! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista
Notícias de Israel, setembro de 2000.
http://www.chamada.com.br/mensagens/fim_dos_tempos.html
João Augusto de Oliveira
0 A Bíblia nos permite uma vida de prazeres?
terça-feira, 22 de março de 2011
0 Pregação: A mesa de Jezabel (Pr. Carvalho Junior)
http://www.youtube.com/watch?v=FnTTaH57C0o
domingo, 20 de março de 2011
0 LIções biblicas CPAD 2º Trimestre de 2011
Divisão de lições por semana:
1. Quem é o Espírito Santo?
2. Nomes e símbolos do Espírito Santo
3. O que é o Batismo com o Espírito Santo
4. Espírito Santo agente capacitador da obra de Deus
5. A importância dos dons espirituais
6. Dons espirituais que manifestam a sabedoria de Deus
7. Os dons de poder
8. O genuíno culto pentecostal
9. A pureza do movimento pentecostal
10. Assembléia de Deus, cem anos de Pentecoste
11. Uma igreja autenticamente Pentecostal
12. Conservando a pureza da Doutrina Pentecostal
13. Aviva ó Senhor a tua obra
segunda-feira, 7 de março de 2011
0 Esses cristãos reflexivos
Fato é que, nas nossas igrejas, sempre há uma pessoa, ou um grupo, que na maioria das vezes se sente diferente da maioria – e gente assim quase sempre é marginalizada. Dan Taylor, em The Myth of Certainty [O mito da certeza], chama essas pessoas de “cristãos reflexivos”. Os menos solidários classificam-nas como questionadoras da fé; e, muitas vezes, suas atitudes de inconformismo fazem com que se tornem desrespeitados em suas comunidades.
Como quase todos os protestantes sabem, no século 16 a Igreja Católica Apostólica Romana estava empolgada acerca da emissão das famigeradas indulgências. Elas eram alardeadas pelo clero como maneiras de reduzir o tempo das pessoas no purgatório através da doação de dinheiro ou bens à Igreja. Mas apesar da generalização de tal prática, muitas pessoas não se contiveram e questionaram o programa de indulgência proposto pelas autoridades eclesiásticas. Elas duvidaram do que a instituição sustentava com tamanha convicção, simplesmente porque aquilo não fazia sentido para esses cristãos questionadores. Se permanecessem em silêncio, iriam se sentir desonestos e frustrados; contudo, se levantassem suas questões, seriam vistos com desconfiança. Alguns desses questionadores, como Martinho Lutero se manifestaram e descobriram que cristãos reflexivos, já àquela altura, não tinham futuro na Igreja.
Uma história semelhante poderia ser contada acerca do célebre evangelista John Wesley, que duvidava daquilo que todos sabiam: que atividades sagradas, como a pregação, precisavam ser desenvolvidas em espaços sagrados, como púlpitos. Por discordar disso, ele foi à porta das minas de carvão do Reino Unido anunciar a salvação em Jesus a trabalhadores que não freqüentavam os templos. Poderíamos falar ainda de crentes reflexivos como Phineas Bresee, fundador dos Nazarenos, que duvidou que pessoas pobres devessem ser evitadas por cristãos honrados. E o que dizer de Menno Simons, o líder dos anabatistas, que discordava da voz corrente de que cristãos deveriam matar outros cristãos em nome de Cristo?
Questionadores contemporâneos, como o pastor Martin Luther King Jr e o bispo Desmond Tutu, duvidaram que a raça fosse um fator de comunhão, e enfrentaram forte oposição por isso. Já líderes como Bill Hybels ou Rick Warren, com suas propostas de uma nova eclesiologia, ou talvez você, com suas idéias ainda não devidamente expostas, também tendem a provocar certo desconforto devido a suas posturas... Os heróis que estudamos na história da Igreja começaram como cristãos reflexivos que duvidaram daquilo que todos consideravam ser o óbvio. Como conseqüência foram, em quase todos os casos, marginalizados. Quando comunidades habitualmente marginalizam ou excluem seus membros mais reflexivos – aqueles que fazem perguntas difíceis sobre coisas que são completamente basilares para a maioria –, é claro que os que são estigmatizados acabam feridos.
Aqui vai uma sugestão: que esses cristãos reflexivos sejam ouvidos! Tentemos entender suas perguntas, frustrações e novas idéias, mesmo que não concordemos com suas inquietações. Sejamos atenciosos, dando-lhes espaço para serem quem são, mesmo se pensam diferente da maioria. Às vezes, talvez seja preciso se posicionar entre eles e seus críticos mais contundentes a fim de defendê-los das forças que mantêm as fronteiras e promovem a exclusão. Um coração bondoso e um ouvido disposto a escutar podem manter os cristãos reflexivos dentro da comunidade – e, se a renovação vier das margens, como quase sempre parece ser o caso, então, ao amputarmos essas nossas margens, fazemos aquilo que os chefes dos sacerdotes e escribas fizeram quando uma voz necessária apareceu às margens de sua comunidade. Será que estamos escutando seu clamor?
(Tradução: Jorge Camargo)
Brian McLaren fundou e foi por muitos anos pastor da Cedar Ridge Community Church, nos arredores de Washington D.C. (EUA). É palestrante e autor de vários livros, dentre eles A mensagem secreta de Jesus e
Uma ortodoxia generosa.
0 Pentecostalismo: Análise por um pentecostal
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No início do movimento houve muitos debates acerca da doutrina, e logo nos primeiros dezesseis anos de existência, surgiram quatro grandes controvérsias. A primeira era sobre o valor teológico da literatura narrativa, em especial o livro de Atos e os últimos versículos de Marcos, para fundamentar o falar noutras línguas como a evidência inicial do batismo no Espírito Santo. A segunda controvérsia já foi mencionada, e diz respeito à natureza das línguas faladas. Um grupo acreditava tratar-se de expressões idiomáticas inteligíveis (línguas pátrias) enquanto outro acreditava que as línguas faladas eram expressões de mistério, portanto, ininteligíveis por meios naturais. O terceiro debate girava em torno da segunda obra da graça: a santificação. Seria ela progressiva ou instantânea? Os pentecostais de tendências wesleyanas asseguravam que a santificação era uma obra instantânea, enquanto os pentecostais de tendências reformada defendiam a santificação progressiva. A quarta controvérsia tinha ênfase cristológica. Em um sermão pregado em Arroyo Seco, R.E. McAlister observou que os apóstolos batizavam apenas em nome de Jesus (At 2.38) ao invés da fórmula trinitariana (Mt 28.19). Os que deram crédito à pregação de McAlister foram “rebatizados” em nome de Jesus. Houve então uma cisma no movimento e os que enfatizaram o batismo apenas no nome de Jesus acabaram por propor uma doutrina modalística da trindade, que é uma variação do unitarismo. As Assembléias de Deus, no entanto, não acompanharam esse modalismo.
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1. No Batismo no Espírito Santo como experiência subseqüente e distinta da salvação.
2. Na atualidade dos dons espirituais, tais como cura, profecias, línguas e interpretação de línguas e operação de milagres.
3. Que o batismo pentecostal reveste o crente com poder do alto capacitando-o para exercer seu ministério ao mundo..Além disso, a maioria dos cristãos pentecostais também crê:
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4. Na vinda de Jesus pré-milenista e pré-tribulacionista.
5. No falar em línguas como evidência física inicial do batismo no Espírito.
6. Em uma interpretação dispensacionalista da Bíblia..Razões que contribuíram para crescimento do Movimento Pentecostal
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No final do século dezenove e início do século vinte, a medicina avançava às duras penas e oferecia pouca ajuda aos que se achavam gravemente enfermos. Consequentemente, a fé no miraculoso para a cura física começou a ressurgir nos círculos evangélicos. Na Alemanha do século dezenove, os ministérios que ressaltavam a importância da oração pelos enfermos atraíam a atenção dos crentes estadunidenses, ao mesmo tempo que a teologia pietista, com sua crença na purificação instantânea do pecado ou no revestimento do poder do Espírito produziu um ambiente receptivo aos ensinos da cura mediante a fé.
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Objeções à doutrina pentecostal
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Muitos cessacionistas têm se empenhado em desacreditar o pentecostalismo e a atualidade dos dons espirituais. Porém, nenhuma exegese por eles apresentada justifica o anti-sobrenaturalismo presente em sua teologia. Os cessacionistas argumentam que se a inspiração profética é atual, então teremos duas fontes inspiradas: a Bíblia e a profecia. Os restauracionistas pentecostais, por outro lado, dizem que as profecias só são válidas se estiverem em comum acordo com a Bíblia sagrada e terão valor apenas após o seu cumprimento. Outra questão diz respeito aos milagres. Alguns cessassionistas dizem que a ocorrência de sinais fantásticos seria mais que uma mera persuasão e violaria incondicionalmente o livre-arbítrio humano. A isso os pentecostais dizem que Jesus e os discípulos também faziam sinais, e nem por isso aqueles que se convertiam tinham seu livre-arbítrio violado. Muitos presenciaram a multiplicação dos pães, e nem por isso se tornaram crentes.
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