domingo, 8 de fevereiro de 2026

0 Reflexão - Quem é você - Luz ou trevas?

 



Certo dia, Eliseu passou por Suném, onde se achava uma mulher rica que o constrangeu a comer pão. Daí em diante, todas as vezes que ele passava por lá, entrava para comer. Ela disse a seu marido: "Vejo que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus. Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto de alvenaria no sótão e ponhamos-lhe nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, retirar-se-á para ali" (II Reis 4:8-10).

INTRODUÇÃO – Sempre vejo na vida dos profetas, dos apóstolos do Senhor Jesus e — por que não dizer? — no próprio Filho de Deus encarnado, exemplos de como deveríamos nos portar perante este mundo, uma vez que nos apresentamos como "cristãos" e representantes de Deus (embaixadores dos céus).

Há aqueles (na maioria das vezes, os que gostam de viver no erro) que dizem: "Deus quer apenas o nosso coração", numa clara tentativa de desconectar a vida cristã de uma conduta de santidade. Mas Eliseu nos mostra exatamente o contrário: o que demonstra que somos homens ou mulheres de Deus não são nossos dons naturais, nossos talentos de oratória, nossa voz linda para louvar ou mesmo nossa frequência à casa do Senhor. No fim, tudo isso pode não passar de fachada.

O que realmente importa é se temos um coração transformado, uma vida tocada por Deus e se somos nascidos de novo. Mas, quando digo "coração transformado", não estou dizendo que podemos fazer o que quisermos no dia a dia e alegar que temos o coração para Cristo; isso é um engodo. Todo cristão que tem seu coração verdadeiramente entregue ao Rei dos reis também possui uma vida cotidiana que demonstra essa entrega. Nosso Senhor Jesus já disse: "A boca fala do que o coração está cheio" (Mateus 12:34).

O testemunho cristão perante o mundo

 Billy Graham já dizia: "Nós somos a única Bíblia que o mundo perdido vai ler". Sua conduta diária reflete o que há no seu coração e demonstra até que ponto você permitiu ser transformado por Deus. Não adianta viver de qualquer maneira — causando escândalos, prostituindo-se, levando uma vida de mentiras ou entregue à luxúria — e repetir frases como: "Deus só quer o coração" ou "a carne é fraca". Essas frases usadas fora de contexto servirão apenas para condená-lo no Dia do Juízo e demonstram o quanto você é imaturo e ainda não nasceu de novo.

Isso me faz lembrar das célebres palavras do Senhor Jesus: "Vós sois o sal da terra e a luz do mundo" (Mateus 5:13-14). Não há desculpa para aqueles que agem de forma totalmente contrária a uma conduta de luz e sal e acham que Deus não está vendo ou que Ele simplesmente vai "passar um pano", pois não vai. Deus é amor, mas também é justiça. Lembre-se sempre disso!

Olhe para a história de Eliseu: a sunamita o viu passar e percebeu que ele era um "homem de Deus". O que será que ela viu? O que atraiu sua atenção e a fez perceber que aquele simples homem era um "embaixador dos céus"? Terá sido a forma de ele falar (sem malícia, palavrões, gírias ou piadas)? Terá sido a maneira como se vestia (sem roupas provocantes ou sensuais)? Terá sido seu semblante sereno, que demonstra um coração em paz com seu Senhor? A Bíblia não nos fornece essa resposta diretamente, mas, como cristãos, podemos inferir que seja um conjunto de todas essas coisas.

Somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé (Efésios 2:8-9), isso é um fato. Sabemos que obras não salvam, mas os salvos são chamados para praticar boas obras e manter uma conduta ilibada neste mundo. É impossível ser salvo pela graça e viver uma "desgraça" de vida torta, dando um péssimo testemunho. Se isso está acontecendo, fique alerta: talvez você não tenha nascido de novo e sua suposta crença na salvação seja um engano.

CONCLUSÃO – Nos dias de hoje, em que os escândalos se multiplicam e o mundo perde a credibilidade na Igreja, é urgente que repensemos nossas ações. É fundamental que voltemos a ser luz e sal; caso contrário, seremos lançados fora e pisoteados pelos homens. Vemos o Evangelho cair em descrédito diante do mundo por culpa de nossas más ações e do desenfreamento moral. Ai daqueles que causam escândalos e fazem o nome do Senhor ser blasfemado!

Em Cristo, João Augusto de Oliveira


 

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