domingo, 18 de março de 2012

0 Neste Evangelho eu creio - 1ª Parte




“Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens.” (Gálatas 1:11)

O apóstolo Paulo estava por demais preocupado com o evangelho que os irmãos da Galácia estavam seguindo. Neste ínterim, ele os escreve para exortar, admoestar e corrigir acerca do perigo de crer e seguir um evangelho estranho e diferente daquele que foi primeiramente anunciado por Jesus e confiado aos apóstolos.

Não quero ser redundante, pois já falei acerca do evangelho no qual não creio. Neste escrito, venho falar um pouco (reconhecendo as minhas limitações) sobre “O Evangelho que creio”.

1. Creio em um Evangelho que prega a mensagem de salvação e coloca o homem no seu devido lugar

Na verdade, não existe Evangelho sem Calvário, não existe salvação sem Jesus, não existe remissão sem o derramamento do sangue precioso do Filho de Deus. Qualquer suposto evangelho que não tenha como ponto de partida essa verdade não pode ser de Cristo.

Eu creio em um Evangelho que diz ao pecador que ele está perdido e que não pode fazer absolutamente nada pela salvação da sua própria alma. A menos que ele creia na mensagem da cruz, corre o risco de passar a eternidade separado de Deus (no lago de fogo). Essa é a grande realidade do Evangelho de Jesus. Ele não alisa nem afaga ninguém; pelo contrário, ele confronta o homem com quem ele realmente é: um pecador perdido e condenado.

O próprio apóstolo Paulo, escrevendo aos romanos, diz:

“Como está escrito: Não há justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há ninguém que faça o bem, não há nem um só.” (Romanos 3:10-12)

Sendo assim, a única coisa que o homem pode fazer é crer no sacrifício do Calvário para ser salvo. Mas como crer se não há quem pregue? (Romanos 10:14). Como ser salvo se os pregadores (salvo exceções) só falam de prosperidade?

2. Creio em um Evangelho que glorifica a Deus e não ao homem

A glória é devida a Deus. O homem é apenas um instrumento que o Criador usa para levar o ser humano a glorificá-Lo. Mas o que tenho visto são pessoas engolindo a glória que é devida ao Criador, sob a desculpa de que são os “ungidos do Senhor”.

Não sou contra a admiração e o respeito a determinados homens e mulheres de Deus; inclusive, a Bíblia nos exorta a imitar a fé de nossos pastores, assim como o apóstolo Paulo nos diz para que sejamos seus imitadores (1 Coríntios 11:1). Agora, que fique bem claro: homens são apenas homens, nada mais. Por mais usado que seja por Deus, ele não passa de um homem. A glória e a adoração devem ser exclusivas ao Senhor nosso Deus.

3. Creio em um Evangelho que traz mudança de vida

Este é o Evangelho de Jesus Cristo: o Evangelho que ensina mudança de vida e de caminhos. Qualquer pregação de evangelho que ensine o crente a exigir e determinar bênçãos de Deus, sem que haja mudança de vida, é falida e não é o Evangelho do Senhor.

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:17)

Essa é a tônica do Evangelho de Jesus. Ninguém que se diz crente pode viver como vive o ímpio e o pecador. Não estou dizendo que somos salvos por obras, mas a ideia de um crente nascido de novo viver uma vida de pecados é inadmissível e inaceitável. Não se pode dizer que é crente, que creu no evangelho, e viver aquém da santidade e da pureza devidas a um salvo.

Esse negócio de que “Deus só quer o coração” é falácia, é mentira e é um engodo satânico. Portanto, evangelho que não combina pregação teórica com vivência prática não pode ser considerado evangelho. Pelo menos, não o Evangelho de Jesus.


João Augusto de Oliveira

OBS: Continuaremos em uma próxima postagem a falar desse assunto.


 




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