Já falei algumas vezes e continuarei falando até que alguém me prove o
contrário, ou até que Jesus volte para arrebatar a Sua Igreja.
Nestas últimas décadas, um evangelho no mínimo estranho tem sido pregado
e vivido por alguns que se dizem salvos, mas que, por vezes desavisados, não
percebem que podem estar pregando e vivendo “outro evangelho”. É conforme Paulo
escreveu aos Gálatas:
“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à
graça de Cristo para outro evangelho; o qual não é outro, mas há alguns que vos
inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos
ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho
anunciado, seja anátema.” (Gálatas 1:6-8)
1. Não posso acreditar em um evangelho que não se posiciona
Não creio em um evangelho que se cala diante das injustiças e
calamidades vividas em nossa sociedade. Um evangelho que ensina a silenciar
diante da prostituição infantojuvenil, da exploração do trabalho escravo e dos
milhares que passam fome em nossa nação.
Como podemos nos autodenominar pregadores e seguidores de Cristo
enquanto nos calamos diante de coisas às quais Jesus, por certo, se oporia
veementemente?
2. Não posso acreditar em um evangelho que explora a fé
Não aceito um evangelho que explora a boa-fé de pessoas incautas que, na
sua inocência, doam às “igrejas” até as alianças de casamento e os móveis de
casa. Elas o fazem na esperança de receberem fortunas e riquezas que nunca vêm
— a não ser para os bolsos desses falsos pregadores.
Como pode ser de Cristo um evangelho que não atende ao clamor do
necessitado nem ajuda os famintos, mas apenas alimenta a ganância exacerbada de
uma minoria avarenta?
3. Não acredito em um evangelho que mistura fé com política
Não creio em um evangelho cujos ministros misturam fé com política
comercial e fazem da Igreja de Cristo um reduto de homens corruptos e
gananciosos, que só pensam em enriquecer às custas do dinheiro do povo.
Não sou contra a política; sou a favor da prática do voto democrático,
conforme destaca a nossa Constituição Federal. Mas sou veementemente contra a
união espúria e suja de “fé e política” que está acontecendo em nosso país, de
forma aberta e desavergonhada. Alguns de nossos líderes estão simplesmente
vendendo as suas igrejas a políticos, usando o povo para enriquecer lideranças
vendidas por preço baixo, assim como aconteceu com Balaão.
Posso até ser considerado radical por pensar dessa forma. E daí? Quem
disse que me importo em ser popular? Acredito na palavra de certo pensador que
disse: “Se agradamos a Deus, não importa a quem desagradamos”.
João Augusto de Oliveira
Na próxima postagem, falarei sobre “o Evangelho no qual creio”.


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