sábado, 27 de setembro de 2025

0 MISSÕES - Igreja no Irã: uma igreja atrás das grades


 

Como as prisões de cristãos no Irã moldam a fé da igreja local

A realidade da igreja no Irã é de constante vigilância e ameaça. No Irã, se os seguidores de Jesus vivem sua fé abertamente e a compartilham com outras pessoas, eles são ameaçados de prisão por “colocar em risco a segurança nacional”. Sabe o que significa a prisão para quem faz parte da igreja no Irã?

Quando as pessoas são enviadas para a cadeia, são torturadas, tanto física quanto verbalmente”, relata Mounes*, um líder de jovens. O objetivo da tortura é colocar os prisioneiros sob tanta pressão que eles renunciem à fé em Jesus e entreguem os nomes de outros cristãos e redes cristãs.

“Eles reproduzem sons falsos de outras celas para fazer você pensar que estão assediando sua família. Ou, se você tem uma esposa ou irmã, eles dizem que estão abusando sexualmente dela”, diz Mehrdad*, um jovem evangelista. Além das mentiras, o abuso sexual por parte de oficiais prisionais e judiciais, bem como por outros prisioneiros, não é incomum nas prisões iranianas, segundo relatos de ex-prisioneiros.

Igreja no Irã: tortura e prisão do pastor Iman

O pastor Iman foi preso pela primeira vez durante um culto secreto. Pouco depois de sua primeira libertação, ele foi preso novamente. “Fui colocado na solitária por quatro meses. Eu estava algemado e completamente vendado. Os guardas me levaram para quatro celas diferentes e cada uma delas foi usada para me torturar de alguma maneira. Por exemplo, em uma das celas, havia um fedor muito forte, estava cheia de mosquitos e tinha um barulho extremamente alto que parecia um helicóptero bem acima da minha cabeça. Em outra cela, era muito frio e eu percebi que aquela era uma cela de tortura porque se eu protestasse contra o frio, eles tornavam as coisas ainda piores. Eu pensei que era o fim e que eu morreria congelado”, conta o pastor.

Antes de se converter, Iman era viciado em drogas, então, depois dos quatro meses na solitária, os oficiais o colocaram em uma cela coletiva onde drogas eram distribuídas e consumidas. “A intenção deles era nos atrair de volta ao vício para nos afastar da nossa fé em Jesus. Este é o sistema da República Islâmica do Irã: eles não querem que você conheça a Cristo; eles querem que você seja um ladrão, um contrabandista, um viciado – mas o principal é que você não seja um cristão”, diz Iman.

Mehrdad diz: “Quando um cristão é preso, isso também afeta toda a família, pois o futuro deles aqui na terra é arruinado. E, além disso, a igreja à qual pertence também pode ser destruída”.

Pai preso por causa da perseguição: a história de Bahareh

O fardo emocional pode ser esmagador quando alguém que você conhece vai para a cadeia. Foi isso que aconteceu com Bahareh* quando seu pai foi preso. Mesmo dez dias depois da prisão, Bahareh ainda não sabia onde seu pai estava sendo mantido. Durante os vários dias de busca, ela teve que lidar com oficiais corruptos, alguns dos quais queriam explorar sua situação de vulnerabilidade em troca de favores sexuais.

Quando Bahareh finalmente descobriu onde seu pai estava, ficou devastada: “Eu me senti tão mal que desmaiei por causa de toda a angústia que havia vivido”. A família de Bahareh tentou pagar a fiança para libertar o pai até o julgamento, mas o valor era sempre aumentado. Os oficiais também pediram a escritura da casa, entre outras coisas.

“O preço que eles exigiram pelo meu pai foi muito alto”, diz Bahareh.

Além dos valores arbitrários e corruptos da fiança, eles também tiveram que pagar honorários advocatícios muito caros. Bahareh continuou sustentando a família enquanto seu pai estava na prisão. Muitas famílias são levadas à ruína financeira pelos encargos gerados pela prisão de um familiar.

Outro caso semelhante ao de Bahareh é o de Mobina*. Quando ela tinha oito anos, duas de suas tias foram presas. “Depois disso, o serviço secreto ameaçou muito a minha família. Eles ficavam ligando para minha mãe de números diferentes, às vezes, no meio da noite. Ficavam ameaçando, dizendo que ela deveria se tornar muçulmana ou se divorciar do meu pai, que era muçulmano, porque ela era impura como cristã. O telefone dos meus avós era monitorado pelo governo e eles nos vigiavam o tempo todo. Por causa de todo o estresse, meu avô perdeu parte do rim. Estávamos o tempo todo com medo e nunca nos sentíamos seguros”, conta Mobina.

Bahareh e sua família também ficaram sob vigilância constante após a prisão de seu pai. “Eles estavam sempre à nossa porta. Não podíamos receber visitas e, quando minha mãe e eu saíamos, sempre havia alguém visivelmente nos seguindo, por isso as pessoas tinham medo de nos ligar e perguntar como estávamos”, diz Bahareh.

“Quando as pessoas são soltas, o sofrimento não acaba”, explica Mansour, da organização Article 18. Elas são estigmatizadas e, em muitos aspectos, têm uma perspectiva de futuro muito limitada dentro do Irã.

A group of people sitting in a dark room

AI-generated content may be incorrect.Para os novos cristãos iranianos, a conversão é uma escolha por Cristo e pelo constante risco de prisão (foto representativa)

Ameaças e perseguições contínuas à igreja no Irã

Mesmo após a libertação, a pessoa continua sob o radar do serviço secreto. “Alguns dos interrogadores ligam para você. Imagine o trauma de ouvir a voz do guarda que torturou você psicologicamente – e às vezes fisicamente – falando pelo telefone: ‘Estamos de olho em você. Cuidado para não repetir os crimes que cometeu’. E então vêm as ameaças constantes. Registramos também alguns casos em que os ex-prisioneiros foram fisicamente ameaçados de morte ou sofreram uma ‘morte acidental’”, explica Mansour.

Além disso, muitos já não têm como se sustentar, pois o serviço secreto faz questão de garantir que não consigam um emprego nem possam se matricular em uma universidade. Como os ex-prisioneiros continuam sendo monitorados após o tempo na prisão, eles também são um risco para outros cristãos e para as igrejas domésticas.

“Eles não podem continuar com seu ministério e nem mesmo se reunir com outros cristãos. Isso os coloca sob uma enorme pressão psicológica. Muitos são forçados a deixar o país para proteger sua família da perseguição. Eles precisam recomeçar do zero em outro país e passam a sofrer com outras coisas: a dor de estar longe da família, o sentimento de ser um estrangeiro, a depressão, eentre outros problemas. A situação deles é muito complexa”, explica Mounes.

Deus continua agindo na igreja do Irã

Mesmo atrás das grades, a igreja resiste porque o Espírito de Deus está em ação. “Os cristãos oravam juntos, às vezes eram dois ou três em uma cela, ou vários deles no pátio da prisão durante o horário de recreação. Eles encontravam um canto que ficava fora do alcance das câmeras, sentavam-se juntos e, a cada semana, um deles era responsável por pregar, enquanto os outros entoavam um hino baixinho ou se encorajavam mutuamente”, conta Mansour. O pastor Hovan conta até sobre cristãos em uma prisão que “tomam a ceia com apenas um pedaço de pão e água quando se reúnem”.

A luz de Deus está abrindo caminho na escuridão das prisões iranianas de uma forma impressionante. Há diversos testemunhos de como Jesus usa nossos irmãos e irmãs na prisão para levar muitas pessoas à fé. Bahareh conta que seu pai encontrou um lugar fora do alcance das câmeras de vigilância da cadeia, onde orava pelos outros prisioneiros e pelos guardas da prisão.

“Quando ele foi solto, escreveu em seu caderno que cerca de 20 ou 30 pessoas haviam se arrependido. Também sei que 15 dessas pessoas mantiveram a fé e que suas famílias também se converteram”, diz Bahareh.

O pastor Iman teve uma experiência parecida durante sua primeira prisão. “Nos últimos oito dias de cárcere, fui transferido para uma cela comum. Lá, compartilhei o evangelho, e 23 pessoas entregaram o coração a Jesus Cristo. Entre elas, havia três condenadas à morte.”

Mas não é somente a proclamação verbal do evangelho que leva as pessoas a crerem em Jesus. “Quando visitávamos minha mãe na prisão, algumas pessoas vinham até nós e contavam como apenas o comportamento amoroso de minha mãe havia aberto os olhos delas para o evangelho”, conta Sogol*.

“O governo acredita que pode parar a fé cristã e a propagação do evangelho ao colocar os cristãos na prisão. Mas isso não funciona, porque não se pode parar a obra do Espírito Santo. Não é possível impedir que a fé se espalhe, mesmo nos lugares mais difíceis – e esse é o poder do evangelho”, diz o pastor Hovan.

“O tempo que passei na prisão foi meu seminário bíblico. Conheci a Deus de uma forma que jamais havia conhecido enquanto estava livre. Quando fico sabendo que alguém foi preso, a família ou os amigos muitas vezes se preocupam e dizem: ‘Ah, precisamos orar, ele ou ela foi para a cadeia’. Mas então eu lhes digo: ‘Vocês não sabem o que esse lugar pode ser. É a melhor oportunidade para experimentar a presença de Deus de uma maneira muito especial. Estejam certos de que a presença de Deus ali é tão forte que traz consolo, esperança e paciência. Em vez de reclamar, essa pessoa pode agradecer a Deus por estar sendo usada por ele e porque ele tem um plano para ela ali’”, conclui o pastor Iman.

Como apoiar a igreja no Irã

A Portas Abertas é uma organização cristã internacional que apoia cristãos perseguidos pela fé em mais de 70 países, incluindo o Irã, onde a perseguição religiosa é extremamente severa.

Atuamos oferecendo suporte prático, emocional e espiritual para igrejas domésticas secretas, cristãos presos e famílias afetadas pela repressão ao cristianismo.

Você pode fazer a diferença para os cristãos perseguidos no Irã. Além de orar pelas igrejas domésticas secretas, é possível contribuir para que os cristãos tenham acesso a treinamentos e discipulados. Faça sua doação ainda hoje!

  • Como é a situação da igreja no Irã?
    A igreja no Irã enfrenta nível extremo de perseguição, com cristãos sendo frequentemente presos, vigiados e ameaçados por praticar a fé.
  • Por que cristãos são perseguidos no Irã?
    Como o Irã é uma teocracia islâmica, o governo considera a conversão ao cristianismo e a prática da fé cristã como ameaças à segurança nacional, reprimindo igrejas domésticas e seus líderes.
  • Quais os principais desafios para cristãos presos no Irã?
    Alguns dos principais desafios enfrentados pelos cristãos presos no Irã são condições insalubres, tortura psicológica e física, isolamento, e a vigilância constante após a soltura.
  • Como é possível ajudar a igreja no Irã?
    É possível ajudar a igreja no Irã por meio de orações, doações e também divulgando informações sobre a realidade dos cristãos perseguidos no país.
  • Um cristão preso no Irã pode ser solto?
    Sim, porém muitos continuam sendo monitorados e enfrentam dificuldades em retomar suas vidas, além de riscos para a família e igreja.

 

FONTE: https://portasabertas.org.br/artigos/igreja-atras-das-grades-no-ira/




sábado, 20 de setembro de 2025

0 Reflexão – Que geração é essa?


 



Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece ( Eclesiastes 1.4)

 

INTRODUÇÃO - Durante o tempo de existência de nosso mundo (planeta terra) várias gerações já passaram por ele. Gerações primitivas, de desbravadores ,tomadores de terras e expansionistas; gerações de pessoas que moldaram o mundo através do conhecimento e descobertas científicas; outras que lutaram por melhorias e igualdade de direitos (trabalhista, civil, etc.) ou até mesmo aquelas que, no quesito “religião” fizeram a diferença no mundo espiritual e material. Gerações que com suas vidas consagradas a Deus arrebataram milhões de almas das garras do inferno e lhes mostraram a luz de Cristo; gerações de poder de Deus, milagres e sobrenatural; gerações de grandes avivamentos e vida de santidade.

Hoje, no entanto, nos causa espanto olhar para a geração atual:

Geração de pessoas fracas de corpo e mente. Pessoas que não trabalham, não progridem e nem sabem o que querem da vida. Na verdade, uma geração de açúcar, que se derrete a cada chuva que cai.

Que geração é essa que não obedece a ninguém? Desde os pais aos professores, patrões, autoridades religiosas e até mesmo as autoridades seculares, essa geração da anarquia absoluta.

Que geração é essa que os papéis estão invertidos? São homens agindo como mulheres e mulheres assumindo o papel dos homens, Geração de cabeça pra baixo, de inversão de valores, de relativismo.

Que geração é essa que se conforma em ser escravo do sistema capitalista e trabalhista (leia-se escravagista) que se instalou em alguns países (principalmente no Brasil)e não reage? Não cobra? Não luta? Simplesmente senta e espera a morte.

Que geração é essa que diz crer em Deus e em seu filho Jesus Cristo, mas age como se a Trindade Divina (Pai, Filho e Espírito Santo) não existisse? Pois confessam que conhecem a Deus com a boca, mas o negam absolutamente com suas obras?

Que geração é essa que se conformou com o pecado desse mundo e dos próprios cristãos? Prostituição, adultérios, lascívia, tramas de morte, negócios escusos, etc., fazem parte do cotidiano de muitos e isso parece não incomodar essa geração de cristãos atuais.

Que geração é essa que não fica triste ao ver a escassez do operar de Deus em nosso meio? Basta ler a história para ver o operar de Deus através das gerações anteriores de forma tremenda. Mas na nossa, parece que o culto monótono e sem vida, a pregação fria e que não produz arrependimento ou mudança em ninguém e a adoração vazia e hipócrita não incomoda ninguém.

CONSLUSÃO - Onde estamos nós no meio dessa geração? Nos amoldamos a ela ou ainda fazemos parte do remanescente? Qual sua posição no Reino? Acha que está bem como está ou é daqueles que buscam mudança dia e noite?

 

Em Cristo,

 

João Augusto de Oliveira


terça-feira, 16 de setembro de 2025

0 O que é um profeta na Bíblia?

 





Resposta



Em um sentido geral, um profeta é uma pessoa que proclama a verdade de Deus para os outros. A palavra grega prophetes pode significar "aquele que proclama" ou "defensor". Os profetas também são chamados de "videntes" por causa de sua percepção espiritual ou de sua capacidade de "ver" o futuro.

Na Bíblia, os profetas frequentemente tinham um papel de ensino e revelação, declarando a verdade de Deus em questões contemporâneas, ao mesmo tempo revelando detalhes sobre o futuro. O ministério de Isaías, por exemplo, tocou tanto no presente quanto no futuro. Ele pregou corajosamente contra a corrupção de seus dias (Isaías 1:4) e deu grandes visões do futuro de Israel (Isaías 25:8).

Os profetas tinham a tarefa de falar fielmente a Palavra de Deus para o povo. Eles foram fundamentais para guiar a nação de Israel e estabelecer a igreja. A casa de Deus é edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” (Efésios 2:20).

Mais de 133 profetas são mencionados na Bíblia, inclusive 16 mulheres. Além disso, muitos outros profetizaram, como os 70 anciãos de Israel (Números 11:25) e os 100 profetas resgatados por Obadias (1 Reis 18:4). O primeiro profeta nomeado na Bíblia é Abraão. Em Gênesis 20:7, Deus falou a Abimeleque em sonhos, dizendo: “Agora, pois, restitui a mulher a seu marido, pois ele é profeta e intercederá por ti, e viverás...” Deus revelou-Se a Abraão em numerosas ocasiões.

Jacó e José, descendentes de Abraão, ambos tiveram sonhos sobre o futuro que poderiam ser classificados como proféticos. Moisés foi chamado de “homem de Deus” e considerado um grande profeta (Deuteronômio 34:10). Josué e muitos dos juízes serviram como profetas, com o último juiz, Samuel, ouvindo a voz de Deus quando ainda era criança (1 Samuel 3:4). Mais tarde ele ungiria Davi, o qual serviu como rei e profeta em Israel.

O tempo de Elias e Eliseu foi marcado por um alto nível de atividade profética. De fato, uma escola para profetas prosperou durante suas vidas (veja 1 Reis 20:35). Elias e Eliseu também realizaram muitos milagres.

No Novo Testamento, João Batista predisse o Messias (Mateus 3:1). O próprio Jesus veio como profeta, sacerdote, rei e Messias, cumprindo muitas das profecias messiânicas do Antigo Testamento.

A igreja primitiva também incluiu profetas. Por exemplo, Ananias recebeu uma profecia sobre o futuro do apóstolo Paulo (Atos 9:10–18). Atos 21:9 menciona quatro filhas de Filipe que podiam profetizar. A profecia é listada como um dom espiritual em 1 Coríntios 12 e 14. No fim dos tempos, duas “testemunhas” profetizarão de Jerusalém (Apocalipse 11).

Geralmente, os profetas enviados por Deus são desprezados e sua mensagem ignorada. Isaías descreveu sua nação como um “povo rebelde é este, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do SENHOR. Eles dizem aos videntes: Não tenhais visões; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, profetizai-nos ilusões” (Isaías 30:9-10). Jesus lamentou que Jerusalém tinha matado os profetas que Deus lhes enviou (Lucas 13:34).

É claro que nem todo mundo que “proclama” uma mensagem é, na verdade, um profeta de Deus. A Bíblia adverte contra os falsos profetas que afirmam falar em nome de Deus, mas que, na verdade, enganam as pessoas que pretendem informar. O rei Acabe empregou 400 desses falsos profetas para lhe dizer o que ele queria ouvir (2 Crônicas 18:4-7; cf. 2 Timóteo 4:3). No Novo Testamento, temos muitas advertências contra os falsos profetas. Jesus ensinou: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mateus 7:15). Mais tarde, ele ressaltou que, no fim dos tempos, “surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mateus 24:24). Apocalipse fala de um falso profeta que surgirá na Tribulação e enganará as pessoas ao redor do mundo (Apocalipse 16:1319:2020:10). Para evitar ser desviado, devemos sempre provar “os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 João 4:1).

Um verdadeiro profeta de Deus estará comprometido a proclamar a verdade de Deus. Ele ou ela nunca irá contradizer a Palavra revelada de Deus. Um verdadeiro profeta dirá como o profeta Micaías, pouco antes de seu fatídico confronto com Acabe: “Tão certo como vive o SENHOR, o que meu Deus me disser, isso falarei” (2 Crônicas 18:13).


FONTE: https://www.gotquestions.org/Portugues/profeta-na-Biblia.html

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

0 Reflexão – Há um abismo


 



INTRODUÇÃO – Venho observando nos últimos anos e constatando que se formou um abismo intransponível entre a Igreja Primitiva e a atual. Embora gritemos a plenos pulmões que somos a extensão dela, isso não se aplica na prática.

Qualquer estudante sério que lê sobre a Igreja Primitiva e a compara conosco percebe o quão gritante é a distância — não em anos, mas em essência — que nos separa. Temo que, quando o Senhor Jesus vier buscar a Sua Igreja, encontre apenas resquícios daquela comunidade pujante e viva que Ele deixou na terra.

1. Há um abismo doutrinário

É um fato inegável que o nosso ensino doutrinário (sobre o Calvário, a justificação pela fé e a santificação) não chega perto do que vivia a Igreja Primitiva. E isso não é falta de Teologia — pois hoje a temos de sobra —, mas falta de temor a Deus. Uma vez que não vivemos o verdadeiro Evangelho, a tendência é distorcê-lo para que caiba em nossa vida medíocre.

2. Há um abismo na abordagem financeira

Para começo de conversa, não há ocorrência de dízimo (como mandamento da lei) nos primeiros anos da Igreja Primitiva. Uma vez que o Cristianismo não é uma extensão do Judaísmo, mas uma nova aliança, não encontramos o incentivo ao dízimo nas epístolas nem nos escritos dos Pais da Igreja.

Nem mesmo o Senhor Jesus ensinou tal prática para a Igreja; Sua única menção ao tema (Mateus 23:23) é uma crítica ao legalismo judaico, e não um mandamento aos Seus discípulos. Mas este é assunto para outra postagem.

3. Há um abismo político

Jesus e os apóstolos nos ensinaram a respeitar e obedecer às autoridades, mas nunca a fazer alianças espúrias com elas. A Igreja nunca precisou de “representação política”; isso é um engodo de homens cujo único objetivo é lucrar às custas do povo de Deus.

Há pastores que levam esses homens aos seus púlpitos e vendem suas ovelhas a quem paga melhor. Saibam que, um dia, prestarão contas ao Sumo Pastor, o Senhor da Igreja.

4. Há um abismo na evangelização

Falta amor pelas almas perdidas. Salvo exceções, a igreja hodierna tornou-se fria, egoísta e avarenta. Estamos satisfeitos com o número de pessoas que já temos e achamos que os outros “se virem” para serem salvos.

Queremos Jesus só para nós, esquecendo que o mundo caminha para o sofrimento eterno. Para ser sincero, muitos cristãos hoje mal acreditam na realidade do inferno. Vivemos tão ocupados com o nosso próprio lazer que não nos sobra tempo para pensar na salvação dos perdidos.

5. Há um abismo na prática do amor

O Senhor Jesus resumiu a Lei em dois mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Porém, no século XXI, impera o “cada um por si”.

Esses mandamentos não existem para serem dissecados teologicamente em laboratórios, mas para serem praticados diariamente. Pergunto-lhe: você vê esse amor nos cristãos modernos? Há amor em sua comunidade? Há amor em você?

CONCLUSÃO
Eu poderia citar inúmeros outros exemplos, mas se eu puder fazer ao menos uma pessoa refletir e buscar mudança de vida, terei alcançado meu objetivo. Talvez alguns me achem duro ou arrogante, contudo, estou cumprindo o trabalho que Deus me confiou.

Há quase duas décadas, o blog A VOZ DA PALAVRA PROFÉTICA existe para soar o alerta como um atalaia: arrependam-se e voltem-se para Deus. Quero ser fiel à missão que o Senhor me entregou. Amém.

Em Cristo,
João Augusto de Oliveira

 

A voz da Palavra Profética Copyright © 2011 - |- Template created by Jogos de Pinguins