“E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes,
condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é torpe.” (Efésios
5:11-12)
Introdução: De Protestantes a "Gospel"
Há alguns anos, éramos conhecidos como protestantes: um povo barulhento
e intolerante para com o pecado. Com o tempo, o termo mudou para evangélicos,
trazendo uma mentalidade supostamente mais "aberta" e tolerante.
Recentemente, a nomenclatura mudou novamente: agora somos o povo gospel,
extremamente tolerantes ao pecado e, muitas vezes, partícipes das obras das
trevas que antes condenávamos.
Por que mudamos tanto? Ainda somos um povo que “protesta” contra o erro
e o desvio doutrinário, ou nos tornamos obsoletos e cúmplices da rebeldia
contra Deus?
Onde estão as vozes de protesto?
Abaixo, elenco pontos onde o silêncio tem sido ensurdecedor:
- O Adultério: Não vejo mais
pregadores se levantarem contra a onda devastadora de adultério que tem
invadido o seio da Igreja.
- O Divórcio: O divórcio é
praticado aberta e escancaradamente. Pior: há ministros e "grandes
ministérios" apoiando essa afronta direta ao que Deus estabeleceu.
- A Imoralidade
Juvenil: Silenciaram-se os protestos contra jovens cristãos que vivem como
se casados fossem, mantendo relações sexuais sem temor algum.
- A Idolatria ao
Futebol: O esporte tornou-se um deus. É vergonhoso ver membros trocando o
culto de adoração por um estádio ou pela TV. É ainda mais grave quando um
ministro leva sua família ao estádio — um ambiente muitas vezes recheado
de palavrões e violência — dando um péssimo exemplo e arrastando outros ao
abismo.
- A Idolatria
Nacional: Onde estão os protestantes que se calam diante da idolatria e das
imagens de escultura em nosso país? Teríamos medo de represálias ou de
perder benefícios?
- A Omissão
Política: Onde está a voz dos políticos evangélicos? Por que não protestam
contra a desmoralização da família, o aborto e a morte de inocentes com o
devido vigor?
- Ideologias
Demoníacas: Não podemos nos calar diante da ideologia de gênero, que visa
destruir a identidade de nossas crianças e esfacelar as famílias.
Conclusão
Se observarmos tudo isso de forma impassível, restam apenas duas
conclusões: ou somos covardes e estamos negando o Senhor que nos resgatou, ou
somos cúmplices, comprometendo a santidade da Igreja e maculando o Reino de
Deus.
É tempo de repensar o nosso papel. É tempo de voltar a protestar.
Do vosso conservo em Cristo,
João Augusto de Oliveira



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