sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

3 REFLEXÃO – Assim como foi nos dias de Noé – Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento



"Como aconteceu nos dias de Noé, assim também se dará por ocasião da chegada do Filho do Homem. Porque nos dias que antecederam ao Dilúvio, o povo levava a vida comendo e bebendo, casando-se e oferecendo-se em matrimônio, até o dia em que Noé entrou na arca, e as pessoas nem notaram, até que chegou o Dilúvio e levou a todos. Assim ocorrerá na vinda do Filho do Homem." (Mateus 24:37-39)

Introdução - Acredito que a revelação da Palavra de Deus à nossa alma é progressiva. Tenho constatado isso em minha caminhada cristã, em meus estudos e, principalmente, ao pesquisar a História Bíblica.

Durante muito tempo, preguei estes versículos apenas para os "pecadores", pois não via neles uma aplicação prática para a vida da Igreja. No entanto, sou obrigado a reconsiderar. Estes mesmos versículos, que tanto usamos para confrontar o mundo, possuem uma aplicação urgente para a Igreja hodierna. Vejamos:

Os dias de Noé vs. Nossos dias

Naqueles dias, o ser humano — criado à imagem e semelhança do seu Criador — havia se desviado completamente do caminho do bem. Seguia o caminho da maldade, da idolatria, do materialismo, da violência e, acima de tudo, da surdez à voz de Deus.

Mesmo Deus levantando um pregador corajoso e ousado como Noé, com uma mensagem de destruição iminente, ninguém pareceu disposto a ouvir. Exceto oito pessoas — sua própria família —, o restante da humanidade preferiu ignorar o aviso do Senhor.

Fazendo um paralelo com a nossa geração: podemos conjecturar que estamos melhores do que eles? Em alguns aspectos, talvez; mas em outros, estamos piores. Temos hoje um conhecimento ampliado do plano de Deus, a Bíblia traduzida para quase todos os dialetos e um acesso à informação (internet, celulares, avanços da medicina) que eles nem sonhavam.

Porém, apesar de toda essa tecnologia que nos diferencia, sejamos realistas: moral e espiritualmente estamos iguais ou piores. O pecado e a depravação alcançaram níveis estratosféricos. A violência é desenfreada e a maldade no coração do homem tornou-se imprevisível. Nunca fomos tão idólatras, materialistas e egoístas. Somos a geração que provavelmente verá Jesus descer para buscar a Sua Igreja, mas vivemos como se isso fosse uma lenda.

A Igreja em meio ao caos

Lamentavelmente, vejo a Igreja inserida nesse caos e a situação não é das melhores. As palavras do Senhor Jesus aplicam-se a nós de forma preocupante. Qualquer pessoa com discernimento pode ver que o fim está próximo; basta observar os sinais que piscam insistentemente como um semáforo diante de nós:

  • Tensões Geopolíticas: Ameaças de potências mundiais que podem reduzir nações a cinzas.
  • Crise Humanitária: Mais de 800 milhões de pessoas passando fome no mundo.
  • Avanço Tecnológico: A inteligência artificial e os dilemas éticos que ameaçam a própria essência humana.
  • Sinais em Israel: O reconhecimento de Jerusalém e os projetos para a reconstrução do 3º Templo.

Estes fatos são sinais claros que gritam aos nossos ouvidos: "Acorda, Igreja! O fim chegou e Jesus está voltando!". No entanto, o que observo é uma Igreja — em sua grande maioria — relapsa, paralisada e sem rumo espiritual.

Comendo, bebendo e festejando

Estamos vivendo de forma semelhante aos conterrâneos de Noé: mergulhados no cotidiano sem dar conta do perigo. Não que as atividades comuns sejam erradas, mas o apego exagerado a elas nos deixa entorpecidos.

  • Escola Dominical: Trabalho quase abandonado. O templo só lota se houver algum churrasco ou festa de comemoração.
  • Culto de Doutrina: Fora de foco. A membresia não busca o ensino e muitos pastores, em vez de pregarem a Palavra, perdem-se em assuntos irrelevantes ou na teologia da prosperidade.
  • Cultos de Oração: Que negligência! Em muitos lugares, não se sabe mais o que é o exercício da intercessão.
  • Evangelismo: Parece que acabou. A tática atual é esperar em templos luxuosos que as almas venham por conta própria. Jesus disse "IDE", não "ESPERAI". Qualquer coisa diferente disso é desobediência.

O que vemos é a proliferação de eventos sociais, cafés e confraternizações de cunho meramente político, transformando a Igreja em um clube social. Não sou contra momentos de lazer, desde que o serviço a Deus e a adoração em espírito e verdade venham primeiro.

Conclusão - Em síntese, estamos ocupando nosso tempo com coisas aparentemente sadias e inocentes, mas esquecendo do nosso chamado principal: adorar a Deus em plenitude e amá-Lo acima de todas as coisas.

Muitos serão pegos desprevenidos. Assim como a geração de Noé, só se darão conta do perigo quando as águas do juízo subirem e for tarde demais.

Pense nisso.

João Augusto de Oliveira

3 comentários:

  1. ajudou muito meu amigo, cotinue falando essa verdade que prcisamos ouvir!

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  2. Boa palavra direta simples e acima de tudo é a verdade dita com amor

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  3. Graça e paz
    Infelizmente estamos vivendo dessa forma e pensando que estamos agradando a Deus estamos muito preocupados com esse tal amanhã que muitas das vez muitos de nois não vamos viver.
    Deus abençoe
    Um canal de bênção para minha vida

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