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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Não matarás (Êxodo 20.13)



Não matarás (Êxodo 20.13)

Estamos diante de uma intensa mobilização para a legalização do aborto e da eutanásia em nosso Brasil. É notável como autoridades governamentais se reúnem periodicamente para discutir pautas que ferem a vida intrauterina e a dignidade humana. Diante de tais medidas, financiadas pelo contribuinte, é necessário expressar nosso repúdio.

Reafirmo meu posicionamento: sou integralmente contrário ao aborto e à eutanásia, sob quaisquer circunstâncias. Isso inclui casos de anencefalia, gestações decorrentes de violência sexual ou situações em que se alega falta de condições psicológicas da gestante.

Nada — absolutamente nada — nos confere o direito de tirar a vida de outrem, especialmente quando se trata de um ser inocente e indefeso. Argumenta-se, por vezes, que o aborto preservaria a integridade física ou mental da mulher. Embora pareça uma defesa plausível, ela é falha: busca-se preservar um direito sacrificando a vida do feto, que não possui culpa alguma por sua existência.

Outro argumento comum foca no estupro, alegando que a criança não seria aceita pela família. Pergunto-me: resolve-se um crime cometendo outro? É justo livrar familiares do "constrangimento" sobre o cadáver de uma criança que apenas queria viver?

Baseio minha convicção em três pilares fundamentais:

  1. A Vida como Direito Inalienável (Art. 121 do Código Penal): Matar alguém é errado, independentemente da situação. Ninguém recebeu autoridade para decidir quem deve viver ou morrer; este é um atributo exclusivo do Criador.
  2. O Dever do Estado (Art. 5º da Constituição Federal): A nossa Carta Magna garante a todos a inviolabilidade do direito à vida. Aqueles que lutam pela liberação do aborto deveriam zelar pelo cumprimento da lei, em vez de ignorá-la. O Estado tem a obrigação de proteger a integridade física de todos, inclusive dos nascituros.
  3. O Mandamento Bíblico: A Palavra de Deus é clara: "Não matarás" (Êxodo 20.13). Somente o Senhor tem o poder sobre a vida e a morte, como diz em Deuteronômio 32.39: "Eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro". O homem que tenta assumir esse papel ignora sua dependência de Deus.

Aos que já passaram por um aborto, independentemente do motivo, deixo uma mensagem de esperança: arrependam-se e busquem o Senhor. Deus é rico em perdoar (Isaías 55.7). Nele, você encontrará a paz de espírito e a restauração que tanto precisa.

Vosso conservo em Cristo,

João Augusto de Oliveira


 

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