quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

0 Mais um ano chega ao fim! Feliz 2017 a todos!



MAIS UM ANO CHEGA AO FIM

Mais um ano chega ao fim. Para alguns marcados por extrema alegria, para outros embargados de dor. Nesse momento é hora de refletir.

Como foi nosso ano? Conseguimos conquistar nossos ideais? Será que realmente lutamos por eles?

Demos o abraço que nosso irmão tanto queria, ou viramos as costas não se importando com ele? Pedimos perdão pelas nossas falhas, ou o orgulho não deixou? Fomos amigos e companheiros com nosso colega de trabalho, ou simplesmente fazíamos nosso trabalho sem se importar com o outro tão perto de nós? Estivemos presente na vida de nossos filhos, de nossos maridos, esposas?

Enfim, depois de tantas perguntas nos vêm mais uma pergunta: será que teremos uma outra chance? Para um pedido de desculpas, uma reconciliação, uma dúvida não respondida, um amor encontrado, uma dor desaparecida, um grito de alívio, um beijo, um abraço que não foi dado?
Meu Deus… nos dê forças, nos dê saúde, nos dê a chance de fazer o que deveria ser feito, consertar nossos erros, de sermos amigos, companheiros, compreensivos, mãe, pai, filha, filho, esposa, esposo.

Nos dê a chance de viver cada vez mais o amor verdadeiro de Cristo.

http://www.belasmensagens.com.br/anonovo

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

0 Reflexão Bíblica – Balança desigual, uma abominação para Deus



Texto Base: A balança enganosa é abominação para o Senhor; mas o peso justo é o seu prazer (Provérbios 11.1 / ARA)

O Senhor repudia balanças desonestas, mas os pesos exatos lhe dão prazer (Provérbios 11.1 NVI).

Deus tem ódio das balanças desonestas, mas os pesos exatos lhe dão prazer (Provérbios 11.1 / King James Version Atualizada)

Dois pesos e duas medidas; pesos adulterados e medidas falsificadas são desonestidades abomináveis ao SENHOR (Provérbios 20.10 / King James Version Atualizada)

Introdução – A honestidade no peso é algo agradabilíssimo, tanto aos homens quanto ao próprio Deus. É ótimo quando compramos algo (cereais, carnes, etc.) e sabemos que o peso é justo, porém é terrível quando logo após comprar algo e pagar caro (GERALMENTE), logo descobrimos que levamos gato por lebre. Pois bem, imagine que se nós não gostamos de pesos desiguais e balanças enganosas será que Deus gosta? Pense em como ele fica em desagrado quando percebe que seus filhos (nós) somos ou usamos balanças duvidosas nos nossos relacionamentos interpessoais, ou mesmo em nosso relacionamento como ele?

1.      Sendo uma balança dúbia – Somos uma balança dúbia quando não somos sinceros em nossos relacionamentos (com os homens e com Deus), ou seja, quando a hipocrisia é a marca do nosso caráter.

Não existe coisa mais terrível a um crente do que ser uma coisa na presença e outra na ausência, ou seja, ser algo dentro do templo e na presença dos irmãos, enquanto fora das vistas torna-se totalmente o oposto daquilo que vemos. E deixe-me ser sincero quando digo que está cheio de gente dessa maneira.

Diante dos irmãos ele (a) é santinho, veste-se como crente, fala como crente, até canta e prega como crente; porém quando sai da presença do povo acontece uma transformação RADICAL na sua vida, pois uma vez sentindo-se só (mesmo não estando de fato, pois Deus tudo vê / “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” - Prov.15:3 e 5:21 com Jó 34:21 a 23 e II Crônicas 16:9 e Jeremias 16:17 e 17:10). Essa pessoa que aparentemente era uma ovelhinha transforma-se NUM TERRÍVEL LOBO MAU e mostra seu verdadeiro caráter e natureza; pois fala palavrões, xinga seu próximo, faz negócios escusos, aceita propinas e paga-as também, entrega-se a sentimentos de prostituição e adultérios; torna-se uma verdadeira BESTA HUMANA. Mas no Domingo à noite quando volta ao templo novamente veste aquela capa de santidade e disfarçado de ovelhinha cultua com os irmãos como se nada tivesse acontecido. Quero apenas que possamos ouvir o que a Bíblia diz dessas pessoas.
 O que Deus pensa sobre o seu comportamento?  (O Senhor repudia balanças desonestas, mas os pesos exatos lhe dão prazer. Provérbios 11.1 NVI / Dois pesos e duas medidas; pesos adulterados e medidas falsificadas são desonestidades abomináveis ao SENHOR (Provérbios 20.10 / King James Version Atualizada).

2.      Usando balança dúbia e dois pesos em nossos relacionamentos – Assim como ser uma balança dúbia é desagradável a Deus, usá-los também é.

Seja qual for a desculpa que ofereçamos não cola e Deus não aceita quando se trata de usar balança duvidosa em nossos relacionamentos. Mas o que é exatamente usar uma balança duvidosa e pesos duplos?

Deixem-me dar um exemplo: Sou pastor de uma igreja e nela tenho membros ricos e pobres. Um desses membros (O RICO) comete um pecado e de acordo com o que eu aprendi ele deve ser punido (disciplinado), mas como esse irmão é DIZIMISTA (e dos bons) eu apenas converso com ele no meu gabinete pastoral, faço uma oração pedindo o perdão de Deus pela vida dele e o absolvo. Afinal de contas “quem confessa e deixa alcança misericórdia” digo enfaticamente.

Porém alguns meses depois algum irmão pobre (NÃO DIZIMISTA) me procura e confessa que pecou e eu como um bom representante de Cristo aplico-lhe a punição (DISCIPLINA) correspondente ao seu pecado. E ainda digo com ousadia que Paulo ensinou na 1ª Epístola ao Coríntios que tais pessoa que pecam devem ser corrigidas com rigor para que as demais tenham temor.

Como você classificaria um critério de avaliação desses? Eu não penso duas vezes antes de afirmar: BALANÇA DÚBIA E PESOS DUPLOS.

Se fosse o caso eu citaria milhares de exemplos aqui, mas acredito não ser necessário, pois o povo que lê minhas postagens é inteligente e acredito que já entenderam perfeitamente onde quero chegar.

Conclusão - Acreditem quando digo que esse critério de avaliação tem sido amplamente usado em igrejas, tornando-se algo até mesmo discriminatório eu diria, onde pessoas simples são desprezadas em detrimento de outras mais abastadas financeira ou intelectualmente. E acreditem os senhores quando eu digo: DEUS ESTÁ DE OLHO. Não pense que por um momento isso passa despercebido aos olhos e ouvidos do Todo Poderoso, e no momento certo ele vai colocar as coisas em seus devidos lugares. Por isso enquanto há tempo: ARREPENDA-SE!

Apocalipse 2,5: Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal se não te arrependeres.

Boas festas e um ótimo 2017 a todos,

                                   João Augusto de Oliveira




domingo, 25 de dezembro de 2016

0 DEUS: Três funções ou três Pessoas?




Sobre a Trindade, em geral, as concepções teológicas surgidas ao longo dos séculos são as seguintes: há três deuses independentes (triteísmo); há apenas um Deus que aparece e opera em três modos (modalismo); há apenas uma Pessoa, que é Deus, tendo sido Cristo sua primeira criação (unitarismo); e, finalmente, há uma divindade existindo três Pessoas (trinitarianismo). Este breve artigo, portanto, falará um pouco sobre o sabelianismo (também chamado modalismo), uma heresia primitiva que preservou resquícios de algumas seitas atuais, como, por exemplo, os unicistas da Igreja Local, do Tabernáculo da fé e da Igreja Evangélica Voz da Verdade.

Sabélio (180-250)
Nasceu na Líbia, África do Norte, no século 3º depois de Cristo. Depois, mudou- se para a Itália, passando a viver em Roma. Ao conhecer o evangelho, logo se tornou um pensador respeitado em suas considerações teológicas. Recebeu influência do modalismo, que já estava sendo divulgado na África.

O modalismo ocorreu, no início, como um movimento asiático, com Noeto de Esmirna. Seus principais expoentes foram: Noeto, Epógono, Cleômenes e Calixto. Na África, foi ensinado por Práxeas e na Líbia, defendido por Sabélio. Hoje, o modalismo é muito conhecido pelo nome sabelianismo, devido à influência intelectual fornecida por Sabélio.

O objetivo de Sabélio era preservar o monoteísmo a qualquer custo. Tinha uma finalidade em vista que, para ele, justificava os meios. Ensinava que havia uma única essência na divindade, contudo, rejeitava o conceito de três Pessoas em uma só essência. Afirmava que isso designaria um culto triteísta, isto é, direcionado a três deuses. A questão poderia ser resolvida, afirmava ele, pelo conceito de que Deus se apresentou com diversas faces ou manifestações. Primeiramente, Deus se apresentou como Deus Pai, gerando, criando e administrando. Em seguida, como Deus Filho, mediando, redimindo, executando a justiça. E, finalmente e sucessivamente, como Deus Espírito Santo, fazendo a manutenção das obras anteriores, sustentando e guardando. Uma só Pessoa e três manifestações temporárias e sucessivas.

O Que Pregava o Sabelianismo
Sabelianismo é o entendimento teológico segundo o qual Deus é uma única pessoa. Não há uma segunda pessoa chamada Filho e muito menos uma terceira, chamada Espírito. Antes, perpassando por toda a Bíblia, os sabelianos entendiam que, quando pensamos na ação de criar e controlar o Universo realizada por Deus, o Senhor Deus deve ser chamado de Pai. Quando pensamos que Deus realiza o ato de redimir o ser humano, deve ser chamado de Filho. E, quando pensamos que Ele está santificando a sua Igreja, deve ser chamado de Espírito Santo.

Os três nomes significam, segundo o sabelianismo, três atividades (funções) diferentes da mesma Pessoa. Certamente, os sabelianos do passado e os unicistas dos dias atuais podem reconhecer Cristo como verdadeiro Deus do verdadeiro Deus, e isso soa muito bem para o público evangélico. Mas, o termo “filho”, segundo os unicistas, é apenas um nome para um dos três tipos de funções exercidas por Deus.
O sabelianismo implica (ou no mínimo coincide) em algo que foi chamado de “patripassionismo”. Ou seja, a ideia de que o Pai sofreu na cruz. Esta nunca foi realmente a dedução lógica do sabelianismo, porque os sabelianos defendiam que o Deus que sofreu na cruz é apropriadamente chamado “Filho” e não “Pai”. Tertuliano causticamente comentou que essas pessoas (os sabelianos) “põem o Paracleto (Espírito Santo) em fuga e crucificam o Pai”.

A Fórmula Batismal e a Bênção Apostólica
Em resposta a tais visões, uma das evidências do Novo Testamento a ser citada para defender que Deus não é uma única Pessoa vem da fórmula batismal: “Batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.19). Há versículos do Novo Testamento que mencionam apenas Cristo e não citam nem o Pai nem o Espírito Santo: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?”. (Romanos 6.3). “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo” (Gálatas 3.27).

Essas duas referências não se harmonizam com o sabelianismo, porque não faz sentido batizar em uma função de um Deus que possui três funções. Quanto à fórmula trinitariana, alguém poderia perguntar: “Se o Pai é simplesmente uma função, como o Filho e o Espírito são funções, o batismo é função de quem?”. O batismo sabeliano requereria algo como: “Eu te batizo em nome da criação, da redenção e da glorificação”, mas, obviamente, esta não é a fórmula cristã, e não podemos, de modo algum, nos ajustarmos ao sabelianismo.

É igualmente importante esclarecer, que no Novo Testamento, o termo “Pai”, nas passagens pertinentes, não expressa uma relação com o homem. Em geral, o “Pai” é o “Pai do Filho” e não o “Pai dos homens”. A fórmula trinitariana de Mateus 28.19 não salienta o que Deus faz, antes, salienta o próprio Deus como uma unidade composta.

Em adição à fórmula batismal, temos também a chamada “bênção apostólica”: “A graça do nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo esteja com todos vocês. Amém” (1Coríntios 13.13). A ordem dos nomes nesse texto é bastante peculiar. O sabelianismo requereria que o “amor de Deus” fosse mencionado primeiro, mas não é isso o que ocorre, porque não passa de uma lógica humana. Além disso, quem disse que o termo “Deus” precisa necessariamente ser interpretado como “Pai”? Na verdade, mesmo aqueles que creem na Trindade são surpreendidos pelo fato de o Pai não ser mencionado primeiro.

Deus é Sempre o Pai?
O trinitarianismo poderia conceber uma identificação do termo “Deus” com a noção de “Pai” e, assim, separar o “Filho” e o “Espírito Santo”? Charles Hodge, estranhamente, nem mesmo menciona essa dificuldade em seu Comentário aos coríntios. Alguém pode, portanto, entender que, à medida que o cristianismo começou a parecer diferente do judaísmo, emergiu da fraseologia do Antigo Testamento o termo “Deus” como uma designação do “Pai”, no lugar de aplicá-lo uniformemente ao Filho ou ao Espírito Santo.

Basta lermos, por exemplo, alguns trechos das cartas do apóstolo Paulo: “Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos), e todos os irmãos que estão comigo, às igrejas da Galácia: graça e paz da parte de Deus Pai e do nosso Senhor Jesus Cristo” (Gálatas 1.1-3 – grifo do autor).

Somado-se a essas duas fórmulas (batismal e apostólica), o Novo Testamento contém muitas outras passagens pelas quais podemos inferir a existência de três Pessoas na divindade e não apenas três atividades ou funções. Uma das passagens mais longas é a chamada “oração sacerdotal”, em João 17. Uma função (ou atividade) não pode orar a uma função (ou atividade). Como Jesus poderia orar ao Pai se Ele próprio é o Pai exercendo a função de Filho?

Além disso, essa oração, em muitos lugares, distingue o Filho do Pai. Tomemos, por exemplo, o versículo 5: “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”. Distinções pessoais dificilmente poderiam ser mais claramente apresentadas. Pensemos, ainda, no versículo 18: “Assim como tu [Pai] me enviaste ao mundo, também eu [Filho] os enviei ao mundo [os discípulos]”. Mas, como poderia uma função enviar outra função?

Os termos “Pai”, “Filho” e “Espírito Santo” não expressam três relacionamentos para com os seres humanos criados. O Filho é o Filho do Pai. O Pai e o Filho enviam o Espírito, que já era o Espírito antes mesmo de ser enviado (Gênesis 1.1-2). Essas distinções, que dificilmente podem ser negadas como sendo diferenças entre pessoas, são conclusivas sobre os argumentos do sabelianismo.


A Bíblia Contra o Sabelianismo
Veja, a seguir, uma pequena lista de versículos pertinentes e que causam dificuldades para os unicistas atuais:

“E eis que uma voz dos céus dizia [voz do Pai]: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3.17);

“Todas as coisas me foram entregues [ao Filho] por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11.27);

“E ele [o Filho] lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lucas 2.49);

“E disse [o Filho] aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda” (João 2.16);

“E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo, para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou” (João 22-23);

“Jesus respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é vosso Deus” (João 8.54);

“Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo” (lCoríntios 12.3);

“Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” (Hebreus 1.5).

Como os unicistas podem lidar com tantas evidências bíblicas contrárias? A resposta é uma só: se rendendo à Bíblia e assumindo a concepção ortodoxa da Santíssima Trindade na expressão de um Deus que existe eternamente em três pessoas distintas, numa unidade perfeita e composta.

FONTE: CLARK, Gordon H. The Trinity. 2a. ed. Jefferson, Maryland (EUA.): Trinity Foundation, 1990, p.8-12.

Extraído da Revista Defesa da Fé, jul-ago/2011, p.16-18.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

0 Ignorância perigosa! Um esclarecimento bíblico a respeito da superstição e da feitiçaria!




Em nossos dias o mercado do livro está saturado com literatura sobre o ocultismo. De modo especial, encontramos livros sobre a astrologia, magnetismo, espiritismo e vidência. Se as pessoas soubessem o que se esconde por detrás da superstição e da feitiçaria, jamais se dedicariam a essas práticas perniciosas. Quanta ignorância encontramos nesse campo perigoso. Quanta leviandade diante dessas atividades satânicas, que escondendo-se sob o manto de prestar grandes auxílios à humanidade, arrastam famílias e gerações inteiras à perdição eterna. Quantas pessoas poderiam voltar a ser felizes, alegres e livres, se reconhecessem que o seu infortúnio é consequência dessa ignorância leviana.

“Quem fecha a porta à fé, abre a janela à superstição. Quem rejeita os anjos divinos, é atormentado pelos espíritos de Satanás” (E. Geibel).

Você foi à cartomante para prever o seu futuro. Você permitiu que lhe revelassem o seu horóscopo para pesquisar seu destino. Você deixou-se benzer para ficar curado. Você participou de reuniões onde espíritos foram consultados por meio de mesas girantes etc. Muitos pensam tratar-se de uma bobagem em grande estilo, riem do ocorrido e dizem não crer em tais coisas. Outros participaram dessas práticas ocultas por curiosidade, ou por sociabilidade, mas como consequência tornaram-se pessoas melancólicas, sofreram esgotamentos nervosos, chegando até ao desespero e à tentativa de suicídio. Essas pessoas não sabem, porém, que o ocultismo as colocou debaixo de um poder perigoso, que pode destruir totalmente as suas vidas e trazer os infortúnios de doenças, pecados, desgraças, ódio, obstinação, e sim, até o crime. Sempre, porém, nota-se uma incapacidade para crer e confiar na Palavra de Deus.

Como podemos explicar esses sintomas doentios, que tão frequentemente aparecem na vida de pessoas que se dedicaram às práticas ocultas, apesar de terem o seu juízo normal? A superstição e a feitiçaria têm a sua origem no inferno. Elas são resultado de um intensivo trabalho de Satanás, espíritos malignos, demônios, principados e potestades do mal, com os quais os quiromantes, cartomantes, feiticeiros e benzedores trabalham. Dessa maneira, consciente ou inconscientemente, afastam as pessoas de Deus. Essas pessoas são amarradas a Satanás por praticarem e crerem na superstição e, o que é pior, não somente em sua vida na terra, mas também depois da morte. O conhecido pastor Christian Blumhart, um pioneiro na luta contra a superstição e a feitiçaria, escreveu: “A mais triste conseqüência para uma pessoa, quando ela não reconhece e não se arrepende de suas idolatrias e superstições, vem após a morte. O que mais me horroriza em minhas batalhas contra o Inimigo é justamente isto: o elo com o qual a pessoa se ligou ao poder das trevas não foi desfeito pela morte, e a pessoa que tinha a ilusão de ser madura para a alegria do céu, é segurada pelo inimigo como decaída e contra sua vontade é forçada a servir a Satanás”.

Como é possível que em nossa época esclarecida, na qual a ciência influencia sobremaneira a humanidade, floresçam de tal maneira a superstição, a feitiçaria, as práticas ocultistas? O problema básico de nossa época não é científico, nem filosófico, ou social. O problema contemporâneo é somente o pecado que nos separa de Deus. Quantas preocupações e aflições, quanta miséria, têm sua origem no pecado (Provérbios 14.34).

A Palavra de Deus, a Bíblia, dá-nos pleno conhecimento da ação das forças satânicas e do poder do pecado (João 8.44 e Romanos 7.11). A superstição é uma fé que desligou-se de Deus; é uma filosofia de vida, pela qual pretende-se viver sem Deus. Não importa se alguém é rico ou pobre, são ou enfermo, culto ou ignorante; pela prática do ocultismo a pessoa torna-se cativa de Satanás. Todas essas práticas possuem o seu significado especial e têm influência muito grande e perigosa na vida espiritual das pessoas que a elas se entregam.

Da abominável lista de superstições perniciosas, iremos agora mencionar algumas formas mais comuns:

Interpretação de sinais: Há pessoas que acreditam que certos sinais trazem sorte ou azar, como, por exemplo: moeda da sorte, talismã, pata de coelho, ferradura, amuletos, trevo de quatro folhas, gato preto, mascotes, não varrer a casa em certas horas da noite, não passar por baixo de uma escada etc.
Interpretação de números: Considerar certos números como sendo de sorte ou de azar. Ninguém quer ser a 13ª pessoa à mesa, ou hospedar-se no quarto número 13 de um hotel.

A escolha de certos dias: Por motivos supersticiosos não viajar, casar, semear, plantar, lavar, cortar cabelos, cortar as unhas, fazer ou deixar de fazer alguma coisa em certos dias ou certas horas, atentar para as fases da lua em suas atividades.

Atentar ao grito dos pássaros: João de barro à noite, a coruja, a cotovia, o sabiá e outros mais, em que se conta quantos anos de vida ainda restam à pessoa.

Esconjurar para obter sorte, ou para afastar o azar. Fazer figa, usar amuletos como o cavalo marinho e outros, para obter sorte. Colocar pão e sal atrás do forno etc.

Astrologia: Observar o signo do zodíaco em que se nasceu. Utilizar-se da astrologia para realizar seus negócios, para plantar, tomar medicamentos; usar amuletos com o seu respectivo signo. A astrologia pretende, pela observação dos astros, prever o futuro de certas pessoas e até de povos. Ela é uma das maiores armas de Satanás para cegar as pessoas.

Feitiçaria: Enquanto a “magia branca” esconde-se por detrás de um manto de religiosidade, a “magia negra” age abertamente com as forças ocultas satânicas. E isso, para atingir objetivos gananciosos, praticando coisas sobrenaturais e prodígios da mentira. Muitas vezes, tudo isso está acobertado sob os pomposos nomes de “pesquisa” ou “ciência”.

Cartomancia: Pesquisar o passado, prever o futuro por meio de cartas, leitura das linhas das mãos, consulta a ciganas, através de horóscopos, por meio da interpretação de sonhos, pelo pó do café etc.
Benzimentos: Benzer doenças em pessoas e em animais através de curandeiros. Benzer-se a si mesmo por meio de palavras e fórmulas mágicas, usando os “três nomes mais sagrados”, cartas correntes etc.
Pêndulo sidérico: Para diagnosticar doenças e descobrir os respectivos remédios, usando-o sobre fotografias, peças de roupas, lenços, mapas. Para constatar se determinadas pessoas ainda estão vivas e onde podem ser localizadas. Isso, inclusive, com varas de pessegueiro.

Métodos de cura: Tentar diagnosticar e curar enfermidades por meio de métodos ocultos como: diagnose pela íris do olho, magnetopatia, curar à distância por forças ocultas etc.

Magia negra: Livros intitulados: “A Clavícula de Salomão”, “O Verdadeiro Livro de São Cipriano”, “Cartas Correntes”, “As Sete Fechaduras do Céu” etc.

Na teologia modernista encontramos muitas vezes um espírito de mentira e engano.

Orações mágicas ou fórmulas de oração: Orações para estancar hemorragias, apagar incenso, orações unidas com atitudes misteriosas (despachos) à meia-noite, nas encruzilhadas, cemitérios, em lugares escondidos e escuros, usando-se o nome de Deus em vão nessas ocasiões.

A desobediência à Palavra e à vontade de Deus é como um pecado de feitiçaria e a rebelião é como a idolatria e o culto a ídolos (1 Samuel 15.23). “Porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos, Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira” (2Tessalonicenses 2.10).
Heresias, superstições pagãs ou filosóficas “…falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição” (2 Pedro 2.1). Cuidado! Todos afirmam ter a verdadeira doutrina, mas rejeitam a pura Palavra de Deus.

Quem, com os seus problemas, não se dirige somente ao Deus vivo e procura refúgio e auxílio na Sua Palavra, mas entrega-se a essas heresias e superstições, está entrando em uma relação pessoal com o diabo. Se essa pessoa o sabe ou não, se o quer ou não, a relação está estabelecida. É lógico que ninguém quer, nem sequer pensa, que seu ato possa ter conseqüências tão catastróficas. Aceita-se com prazer, entretanto, ajuda por esses meios, e alguns até pensam: “Tanto faz, se ela vem de Deus ou do diabo”. Porém, o que não sabem, é que Satanás cobra um preço altíssimo pelo seu auxílio. O pior, entretanto, é que essas pessoas não conseguem mais crer em Deus, que as ama e quer ajudá-las; Deus, que em Jesus Cristo oferece a salvação a todos.

Quais são as conseqüências desses pecados abomináveis? Na verdade, nem é possível enumerá-las todas. Mencionaremos, porém, algumas coisas para as quais não há médico que possa ajudar caso sejam conseqüências do pecado de superstição: intranqüilidade, angústias, melancolia, inclinação para o suicídio, sexualidade exagerada com inclinações para práticas contrárias à natureza, raiva incontida, avareza, pavorosas tensões íntimas, pesadelos, depressões, pensamentos terríveis, blasfêmias, aversão à Palavra de Deus, nenhuma vontade de orar, incapacidade para crer, alucinações visuais e auditivas, psicose mística etc.

Um exército de enfermos sofre sob as conseqüências desses pecados terríveis sem o saber ou crer, e sem dar crédito à verdade. Os médicos não podem diagnosticar essas enfermidades. Com razão. Realmente não se trata de doenças físicas ou orgânicas; trata-se dos pecados da superstição e da feitiçaria. Essas conseqüências não eram esperadas, mas vieram porque procurou-se auxílio através desses meios.

Com tremenda seriedade Deus admoesta os homens a respeito desses pecados: “Não vos voltareis para os necromantes nem para adivinhos… quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros para se prostituir com eles, eu me voltarei contra ele e o eliminarei do meio do seu povo” (Levítico 19.31 e 20.6). Portanto, quem se envolve com essas coisas separa-se de Deus e entrega-se aos poderes das trevas, que torturam dura e impiedosamente os homens.

Ouçam, ouçam, vocês que se envolveram com essas coisas, vocês adivinhos e videntes, vocês benzedores e ocultistas, astrólogos e líderes de seitas e todos vocês que correm para tais pessoas: Deus não tem mais Sua face voltada favoravelmente para vocês. Ele não pode mais abençoar a vocês e a seus filhos. Vocês tornaram-se seus inimigos e rejeitaram o Seu amor. Ele será o seu Juiz e os eliminará do Seu povo. “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10.31). “Porque o nosso Deus é fogo consumidor” (Hebreus 12.19).

Ninguém pense que aquilo que dissemos é um exagero. — “Ora, a mãe tão religiosa sempre fez essas coisas e nada achou de mal nisso. Eram apenas inocentes remédios caseiros, que se não ajudam, também não prejudicam. Pois tudo isso não passa de meios bíblicos para procurarmos a cura, que Deus mesmo deu aos homens”. Isso é uma mentira de Satanás! Não são meios bíblicos para se curar, os meios onde o nome de Deus é usado em vão como fórmula mágica. São pecados, isso sim! Pecados abomináveis! “Todo aquele que pratica tal cousa é abominação ao Senhor” (Deuteronômio 18.12). Oh! Que estas palavras se gravem indelevelmente em seus corações com letras de fogo: “Quem faz tal cousa é abominação ao Senhor!”

Então, não há mais libertação para aqueles que se envolveram com essas coisas?

Alegra-te, ó alma! Há um caminho para a libertação total: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36). Louvado seja Deus, que nos libertou do poder das trevas, de tal maneira que o pecado não reina mais sobre nós. Você já se envolveu com essas coisas? Outros o envolveram? Você, por acaso, está sendo perturbado por pensamentos obscuros, de medo, de pensamentos obsessivos? Que Deus lhe abra agora mesmo os olhos, para que você reconheça que isso são conseqüências dos pecados de feitiçaria e superstição que você cometeu, ou nos quais outros o envolveram. Você reconheceu a sua situação? Então tome ânimo. Você pode e deve ser liberto da culpa e do poder desse pecado de conseqüências tão terríveis. “Não perca o ânimo; o Seu auxílio está à porta; O Senhor é magnânimo; Ele lhe ama e lhe conforta!”

Deus seja louvado: “O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado… se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados” (1 João 1.7-9).
VOCÊ QUER SER LIVRE?

Reconheça que se trata de um grave pecado diante de Deus: “O homem ou mulher que sejam necromantes, ou sejam feiticeiros, serão mortos” (Levítico 20.27). “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte” (Apocalipse 21.8). Não considere isso uma coisa inocente, mas largue-a definitivamente.

Queime todos os livros, panfletos, cartas, calendários, almanaques (do pensamento), pêndulos, amuletos e outras coisas que ainda o ligam a esses pecados. Procure minuciosamente em sua vida, sua casa, sua residência. Normalmente essas coisas são difíceis de reconhecer, pois quase sempre são de aspecto religioso.

Procure ter uma conversa com um servo de Deus consagrado, ou com um crente experimentado no campo do ocultismo.

Ore, de todo o coração, esta oração de renúncia ao diabo: “Eu renuncio a Satanás e a todas as suas obras malignas e me entrego a ti. Senhor Jesus, em fé e obediência, para ser-te fiel até o fim! Amém”. Faça esta aliança com ele agora mesmo: “Eu sou só teu, ó meu Jesus; Tu me salvaste sobre a cruz. Com gratidão e com amor, me lembrarei do meu Senhor. Para Cristo eu viverei, e o reino eterno alcançarei”.

Leia diariamente em sua Bíblia; tome o tempo necessário para isso, vença a antipatia e a aversão ou a sonolência, mesmo que você não entenda logo tudo o que lê. Peça pelo Espírito Santo, e clame sempre de novo a Jesus. Ele o auxiliará!

Tenha comunhão com outras pessoas que já fizeram essa mesma decisão por Cristo. Caso não haja esse tipo de congregação em sua localidade, procure obter literatura evangélica de boa qualidade e leia-a regularmente. Ore com freqüência, sempre que puder, e peça, se possível, a pessoas que já tomaram a decisão, que também orem por você.

Jesus está chamando por você agora! Ele não quer que você continue doente e miserável como se sente nesse momento. Ele quer libertá-lo, quer auxiliá-lo. Faça essa decisão com seriedade. Não o rejeite, não seja indiferente. Venha a Ele agora mesmo e clame a Ele em oração!

O Seu sangue liberta de toda a maldição e rompe as algemas. Não importa que sejam correntes fortes que o prendem ao vício, amarras de feitiçaria e de superstição, ou que sejam apenas fios de seda que o prendem aos prazeres deste mundo. Use, porém, de toda a sua sinceridade nesse momento. Facilmente poderia ser muito tarde, se você prorrogasse a decisão agora.

“Para isto se manifestou o Filho de Deus, para destruir as obras do diabo” (1 João 3.8). Jesus ajuda, salva e lhe dá a vida eterna. Venha a Jesus!

Fonte: Folheto evangelístico da Obra Missionária Chamada da Meia-Noite, Pr. Wim Malgo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

0 Ele é o vosso Rei?




“Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça” (Apocalipse 19.11).

O Senhor Jesus Cristo, a Quem aguardamos, é o “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19.16). Esse fato é acentuado diversas vezes no Novo Testamento. Por exemplo, lemos em Hebreus 2.8: “Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés. Ora, desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio...” Também em Efésios 1.22: “[Deus] ...pôs todas as coisas debaixo dos pés...”

É falsa a afirmação de que Jesus Se tornará Rei quando Ele voltar para estabelecer o Seu Reino, pois, já desde o Gólgota Ele é o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores! Aliás, já antes mesmo do Gólgota, Jesus confirmou perante Pilatos que era Rei (Jo 18.37).

Por isso é tão importante que a soberania de Jesus Cristo seja visível, já agora, em nós e através de nós, pois o Reino de Deus ainda se encontra internamente nos crentes.
Que jamais seja necessário alguém nos perguntar: “Onde está o Rei, que governa a sua vida?”
Maranata!

Wim Malgo


http://www.chamada.com.br/amo_sua_volta/ele_e_o_vosso_rei.html

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

0 Reflexão Bíblica – Indo além do que está escrito na Bíblia




1 Coríntios 4.6ª “Irmãos, apliquei essas verdades a mim e a Apolo por amor de vós, para que por nosso intermédio aprendais a não ir além do que está escrito”.

Introdução – Não é de ontem ou de hoje que bato na tecla dos desvios doutrinários dentro das Igrejas Evangélicas e os acréscimos, sejam intencionais ou não à Palavra de Deus. Pois bem, enquanto meu Deus de conceder vida e saúde continuarei a fazê-lo. Não me importo se alguns me criticam ou desprezam, o importante é que estou fazendo a obra que o Senhor me confiou.

Indo além do texto Bíblico sob pretexto de desviar o rebanho de Cristo

Gosto muito de ouvir pregações da Palavra de Deus seja pessoalmente nos cultos ou através de vídeos e áudios de mensagens, na verdade sou um apreciador nato da exposição da Bíblia. No entanto e digo isso com temor e tremor, tenho observado ultimamente muitos desvios, acréscimos e supressões do texto bíblico por alguns expositores. Alguns desses problemas que têm acontecido seja intencional ou não precisam ser revistos, pois Deus não admite mutilações na sua Palavra. Ou o pregador entrega a mensagem de Deus na sua totalidade teológica e doutrinária, ou será melhor procurar outra ocupação, antes que Deus se ire a ponto de cobrar um preço alto dele.

Não acrescentes nada às suas palavras; jamais declare algo que Deus não disse, para que Ele não te contradiga e passes por mentiroso (Provérbios 30.6 /KJV)

Portanto, declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar algo, Deus lhe acrescentará os flagelos descritos neste livro. Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na Cidade Santa, que são descritas neste livro (Apocalipse 22.18-19/ KJV)

Muitos pregadores no afã de se mostrarem sábios no conhecimento da Bíblia ou até mesmo de defender pontos de vista duvidosos e difíceis de provar citam fatos e comentários de supostos escritores em total contradição ao texto sagrado. Pior que alguns desses escritores quando procuramos nunca os encontramos, pois parece que eles existem somente na cabeça desses “mutiladores das Escrituras”.

Paulo é claro como cristal quando escreve à Igreja em Corinto dizendo que ninguém está autorizado a “ir além do que está escrito”. Podemos e devemos interpretar o texto, usando para isso todos os recursos a nossa disposição (exegese, hermenêutica, alguns escritores sacros, etc.), mas sob hipótese alguma a nossa interpretação do texto pode extrapolar os limites do que o Espírito Santo inspirou e fazer divagações desnecessárias e perigosas à vida espiritual do povo de Deus, pois ele jamais irá tolerar tais coisas.

Um exemplo clássico que cito aqui é de um determinado pregador que ouvi certa feita, que animado pelo calor da oratória e embalado pelos gritos da plateia, se pôs a dizer que após a morte de Jesus na cruz ele desceu ao Inferno, este que estava em festa parou  e de repente Jesus entrou lá, todos os demônios fugiram e apenas Lúcifer ficou, foi quando o Senhor Jesus o chamou aos seus pés, e ele (Satã) veio arrastando-se como uma serpente. De repente Jesus esmagou literalmente a cabeça dele com o pé direito (ele sabia até o pé que Jesus usou) e tomou das mãos de Satã as chaves da morte e do inferno. Nesse ponto o povo (plateia) gritava e delirava de prazer pelo que ouvia, porém acredito que poucos se perguntaram onde esse pregador arrumou esta estória para contar. Em qual Bíblia ou livro ele leu esse relato estapafúrdio?

Não podemos sentar nos bancos da Igreja e comer tudo o que nos é oferecido sem examinar cuidadosamente, pois podemos estar ingerindo veneno e morrer. Mas infelizmente é o que está acontecendo com muitos. Que Deus nos guarde dos falsos pregadores e nos dê o espírito que havia nos bereanos, pois examinavam “tudo” o que Paulo pregava para ver se conferia com as Escrituras (Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, porquanto, receberam a mensagem com vívido interesse, e dedicaram-se ao estudo diário das Escrituras, com o propósito de avaliar se tudo correspondia à verdade – Atos 17.11 / KJV)

Bom final de semana a todos na paz de Cristo,

                  João Augusto de Oliveira


0 Significado de Exegese



O que é Exegese:


Exegese é uma análise, interpretação ou explicação detalhada e cuidadosa de uma obra, um texto, uma palavra ou expressão.

Etimologicamente, este termo se originou a partir do grego exégésis, que significa “interpretação”, “tradução” ou “levar para fora (expor) os fatos”.

Normalmente, a exegese é utilizada para a interpretação e explicação crítica de obras artísticas, jurídicas e literárias, principalmente os textos de cunho religioso.

Os exegetas, nome dado para as pessoas que fazem exegeses, devem ser proficientes em uma grande variedade de disciplinas que estimulam a análise crítica, como o criticismo textual, estudo de antecedentes históricos e culturais, investigação da origem do texto, entre outras características gramaticais e sintáticas da obra original.

Exegese bíblica
Na bíblia, a exegese é o estudo da interpretação gramatical e sistemática das Escrituras Sagradas.

Para que uma pessoa possa estar apta a fazer uma exegese bíblica, esta deve ser especialista nos idiomas originais bíblicos, como o grego e o hebraico.

O oposto da exegese bíblica é a eisegese, quando a interpretação é feita exclusivamente baseada em teorias subjetivas, sem uma pesquisa ou análise profunda e real do texto.

Exegese jurídica
A exegese jurídica se baseia na chamada Escola de Exegese, uma corrente de pensamento juspositivista, ou seja, que tenta explicar o fenômeno jurídico a partir de normas e leis estabelecidas pelas autoridades de determinada sociedade.  

Exegese e Hermenêutica
A hermenêutica é considerada por muitos como um sinônimo da exegese, pois também consiste na arte ou técnica de interpretar e explicar um texto.


Na realidade, a principal diferença entre a exegese e a hermenêutica são as regras e técnicas específicas que cada sistema de interpretação possui.


https://www.significados.com.br/exegese/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

0 Reflexão Bíblica – É proibido “pensar” diferente.



E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Eles responderam-lhe: “Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de ninguém. Como podes tu afirmar que seremos libertos?” Jesus explicou-lhes: “Em verdade, em verdade vos asseguro: todo aquele que pratica o pecado é escravo do pecado. O escravo não fica em casa para sempre, mas o filho permanece para sempre. Assim sendo, se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres (João 8.32-36 / King James Version Atualizada)

INTRODUÇÃO – Sempre acreditei que existem diversos assuntos no Reino de Deus que não podem e não devem ser questionados, sob pena de rebeldia  e insurreição contra aquele que os instituiu, ou seja, o SENHOR. Principalmente quando esses assuntos ou “doutrinas” têm embasamento bíblico, eu os aceito, sejam elas quais forem.

''Não tenha medo de pensar diferente dos outros, tenha medo de pensar igual e descobrir que todos estão errados. '' Autor: Eça de Queiroz

 Desenvolvimento – Uma coisa que tem me deixado estupefato nesses dias que vivemos é que vejo claramente pessoas criando inovações no Reino de Deus e querendo enfiar essas coisas “goela abaixo” das outras como se a massa (grande maioria do povo cristão) fosse composta de imbecis que não conseguem discernir entre a mão direita e a esquerda. Pior é que quando alguém questiona ainda é taxado de rebelde, divisor e endemoninhado; simplesmente por não concordar com aquilo que não tem sustentação bíblica.

Não estou dizendo aqui que devemos viver questionando tudo que ensina a nossa liderança e discordando de cada palavra, mas como seres inteligentes podemos e devemos examinar cada “novidade” a luz da Bíblia e rejeitar tudo aquilo que não tenha o crivo da palavra de Cristo. Pois o reino de Cristo não é um negócio particular onde alguns podem mandar e desmandar a vontade sem nenhuma supervisão, como se fossem semideuses a quem os demais mortais devem obedecer sem perguntar ou argumentar.

Foi justamente esse expediente que a Igreja Católica usou em períodos medievais para massacrar a doutrina bíblica e implantar diversas inovações no seio do cristianismo (DOGMAS) que acabaram por adoecer o Catolicismo Romano e obrigar cristãos sinceros como João Huss, Gerônimo Savonarola, Martinho Lutero, etc. a deflagrar a Reforma Protestante para assim purificar o cristianismo e resgatar a santidade da Igreja de Cristo.

Passados vários séculos aqui estamos nós correndo os mesmo riscos que eles correram. Pois estão novamente implantando inovações na liturgia de cultos, no louvor, na doutrina e na pregação da Palavra e querendo (alguns) silenciar a nossa voz sob a alegação de: NÃO TOQUEIS NOS MEUS UNGIDOS. Vejo tristemente que alguns de nossos líderes estão caminhando para a criação do dogma da infalibilidade (como aconteceu com o Papa) a fim de defender que aquilo que eles criam e implantam na Igreja não deve ser em hipótese alguma questionado pelos seus liderados, mesmo que não tenha nenhuma base na Bíblia.

Precisamos URGENTEMENTE orar a Deus e nos posicionar contra esse mal que nos assola, antes que seja tarde demais e vejamos a Igreja sofrer nas mãos de homens inescrupulosos e avaros como nos dias de Lutero. Homens que visam apenas lucrar à custa do suor do povo de Deus. Não podemos calar nossa voz enquanto os perversos gritam a plenos pulmões.

Conclusão – Qualquer coisa pregada ou praticada na Igreja deve ter como base a Bíblia, a Palavra de Deus. Rejeitamos veementemente qualquer inovação doutrinária ou administrativa que fuja dos princípios bíblicos, pois compactuar com isso é abrir não somente as janelas, mas as comportas do grande mal.

Na paz de Cristo,


                             João Augusto de Oliveira

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

0 REFLEXÃO BÍBLICA – Estou plenamente convencido: “Estão pregando outro evangelho”



Estou chocado de que estejais vos desviando tão depressa daquele que vos chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho, que na verdade, não é o Evangelho. O que acontece é que algumas pessoas vos estão confundindo, com o objetivo de corromper o Evangelho de Cristo. 
Contudo, ainda que nós ou mesmo um anjo dos céus vos anuncie um evangelho diferente do que já vos pregamos, seja considerado maldito! Conforme já vos revelei antes, declaro uma vez mais: qualquer pessoa que vos pregar um evangelho diferente daquele que já recebestes, seja amaldiçoado! (Gálatas 1.6-9 / KJV)

Tenho observado muitas pregações na atualidade e posso dizer com grande tristeza que o temor que habitava o coração do apóstolo Paulo cumpre-se em nossos dias. Muitos dos chamados “GRANDES PREGADORES” estão pregando tudo, menos o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mas se fossem somente os pregadores de renome que tivessem entrando nessa barca furada poderíamos resolver o problema, porém o que acontece é que os mais simples dentre os que se põe a anunciar o evangelho também estão enverado por esse caminho perigoso e estão espalhando uma mensagem de autoajuda, psicologia humana e teologias estranhas. 

Mas porque estou afirmando que estamos vivenciando a época de outro evangelho?

1.    Porque eu nunca vi Jesus pregando um evangelho complicado – Isso mesmo é o que alguns têm pregado. São pregações carregadas de hebraísmos, teologia, figuras de linguagem e vocabulário rebuscado que ninguém entende. Algumas pregações parecem estar sendo direcionadas a um grupo de acadêmicos mortos e não a almas sedentas das verdades mais claras e simples da Palavra de Deus.
Jesus, no entanto, pregava uma mensagem tão simples que até as crianças o entendiam, mas ao mesmo tempo tão profunda que deixava de boca aberta os doutores da lei.

2.    O tema central do Evangelho de Jesus é salvação – Não adianta pregar uma ou duas horas sem repetir conceitos, verbalizar as palavras mais difíceis do dicionário e despejar sobre a multidão os mais profundos temas da teologia bíblica se a sua mensagem não tiver como tema central a SALVAÇÃO EM CRISTO. O lugar de fazer discursos é na Universidade e nos grandes auditórios montados para tal finalidade, mas o púlpito da Igreja é lugar de dizer ao pecador que Jesus é aquele que veio buscar e salvar o que se havia perdido.

3.    Porque as pregações de hoje em dia (a maioria) não chama vidas à santidade – Santidade é a ponte que nos leva ao santuário da presença de Deus. Conforme disse o autor da carta aos Hebreus: Sem santificação ninguém verá o SENHOR. Então como podem os mensageiros de Deus pregar ao povo uma mensagem que não inclua a santidade no cardápio? Como podem os pastores apresentar a Igreja como noiva imaculada a um marido (CRISTO) se não pregam nem exortam os crentes a santidade?

4.    Porque algumas pregações de hoje em dia não confrontam o problema do pecado – Seja sincero, quantas vezes nesse ultimo ano (2016) você ouviu uma mensagem sobre o pecado e seus efeitos danosos para a humanidade? Quantos pregadores você lembra que te fizeram voltar para casa após o culto de domingo preocupado com a situação da tua alma? Você sabia que a maior doença que padece a humanidade hoje se chama pecado? Então como podem os mensageiros de Deus negligenciar esse e outros assuntos relevantes em suas pregações e ainda terem a ousadia de pensar que estão pregando a inteira vontade de Deus?

5.    Porque Jesus não pregou prosperidade e saúde perfeita aqui nessa terra – Isso mesmo que você leu, o Senhor Jesus não pregou bênçãos financeiras e saúde perfeitas a ninguém aqui nesse mundo. Pelo contrário, disse aos discípulos que aqui neste mundo eles seriam odiados, perseguidos e teriam muitas aflições (Marcos 10.22; Lucas 21.12; João 16.33). Então como Deus poderia reservar sofrimentos, perseguições, dores, aflições, etc. ao seu filho Jesus e aos seus apóstolos amados e paz, saúde, dinheiro e troféus para nós da Igreja Moderna?

6.    Porque o evangelho de Cristo lembra à Igreja que JESUS ESTÁ VOLTANDO – Não acredito num evangelho que não anuncia a Volta de Jesus para buscar a sua Igreja. A nossa maior esperança é ir um dia morar no céu com Jesus e se o pregador ou pastor não mais anuncia essa mensagem á igreja, por certo ele não mais a deseja ou perdeu a fé nela.

Conclusão – por tudo isso e muito mais estou convencido que “alguns” estão anunciando “outro evangelho” e os resultados tem sido desastrosos para a noiva de Cristo. Precisamos urgentemente de discernimento espiritual para abraçar a verdadeira mensagem da Cruz, ainda que pregada pelos obreiros mais humildes de nossas congregações e “rejeitar” como anátema (maldito) esse evangelho que destrona Deus e coroa o homem, ainda que pregado pelo mais ilustre pregador desse mundo.

Paz seja convosco,

                            João Augusto de Oliveira



sábado, 19 de novembro de 2016

0 Reflexão Bíblica – Deixando o Espirito Santo do lado de fora


E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. (João 16.8-11)

Introdução – O pregador pode gritar, saltar, correr no púlpito ou até mesmo mandar as pessoas olharem umas para as outras e dizer qualquer coisa, mas se o Espírito Santo não agir, nada acontecerá. Ele foi, é e continuará sendo o interprete por natureza da palavra que sai dos lábios do “pregador ungido”. Pregar sem o auxílio do Espírito Santo é o mesmo que tentar fazer um carro ligar a ignição sem motor.

Desenvolvimento - Fico estarrecido todas as vezes que leio o sermão de Pedro logo após a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Porque não dizer que logo após o advento do revestimento de poder do Espírito na vida dos apóstolos a história da Igreja mudou. Era somente abrir a boca para falar e literalmente milhares de vidas eram salvas, transformadas, libertas e batizadas no Espírito Santo.

O tempo passou e por incrível que pareça ao invés de melhorar ficou pior. Hoje temos milhares de pregadores formados em Teologia, músicos com as melhores formações, os melhores sistemas de som, divulgação maciça através das redes sociais e televisivas, etc., mas estamos realmente muito distantes de obter frutos semelhantes aos deles. Alguns congressos que vejo chega a dar dó. Muitas vezes canta-se tantos hinos (não tenho nada contra o louvor) que até parece um show e não uma reunião para se ouvir a voz de Deus. Em contrapartida em alguns cultos até temos tempo razoável para a exposição da Bíblia, mas coitado do pregador, parece até um palhaço que faz gracejos, conta histórias bonitas e vomita muita letra sobre o auditório, mas ao final quando vai se fazer a contabilidade o saldo é quase zero. Porque isso está acontecendo? Bem ao meu ver existe apenas uma explicação: Estamos deixando o Espírito Santo de fora dos nossos sermões.

De nada adianta ter um vocabulário impecável, uma retórica de fazer inveja aos grandes oradores greco-romanos, uma hermenêutica e exegese de ponta se não tivermos como interprete ao coração da multidão, o ESPÍRITO SANTO. Realmente se o deixarmos de fora de qualquer atividade relacionada ao Reino de Deus (Pregação, ensino da Bíblia, Administração Eclesiástica, etc.) estamos fadados ao fracasso. E o pior é que muita gente sabe que está há anos tentando trabalhar sozinho, mas não se arrepende desse grave pecado e não pede com lágrimas e choro que Deus mude esse quadro.

Eu não sou contra o Estudo da Teologia em todas as suas ramificações ou qualquer outro campo de estudo e pesquisa (Filosofia, Sociologia, Direito, etc.), mas infelizmente e digo isso com muito pesar; em alguns lugares o “estudo” está tomando o lugar do Espírito Santo e a catástrofe oriunda dessa atitude já é uma realidade na vida da Igreja hodierna.

Não estou propondo que deixemos de estudar ou que fechemos as faculdades e centros de ensino, mas se não tivermos um retorno urgente aos pés do CONSOLADOR veremos a Igreja sucumbir a frieza e a mornidão espiritual.

Existe hoje um contingente enorme a ser alcançado pelo Evangelho e salvo por Jesus, inúmeras pessoas nas igrejas precisam ser libertas de enfermidades e opressões demoníacas, centenas de milhares precisam receber a promessa do Batismo no Espírito Santo e é usando o pregador que Deus realiza estas e outras grandes obras no meio da Igreja.

Conclusão - Quando você pregar o Evangelho e começar a perceber que as pessoas não mais choram, não são libertas através do poder da Palavra de Cristo, não são salvas, não são curadas, não são cheias do Espírito PARE! Faça uma retrospectiva na sua vida e veja o que está errado, pois você pode ter substituído a ajuda do Espírito por muletas e estar trabalhando sozinho.

Portanto voltemos ao altar da oração, ao quarto do jejum e as horas de reflexão e meditação sincera na Palavra, afim de que o Senhor tenha misericórdia e derrame sobre nós o ESPÍRITO lá do alto (Isaías 32.15).
   
Em Cristo,
                    João Augusto de Oliveira


domingo, 13 de novembro de 2016

0 O Batismo deve “obrigatoriamente” ser realizado em águas correntes?



Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28.19 – ARA)

Portanto, ide e fazei com que todos os povos da terra se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28.19 KJV)

Introdução – Há muito venho ouvindo ressoar essa pergunta aos meus ouvidos e lamentavelmente vejo bons crentes discutindo acerca desse e de outros assuntos “triviais”. Alguns alfinetando-se desnecessariamente ficam a dizer que essa e aquela prática denominacional é exigência bíblica salvívica e que deve ser praticada.

Acredito que existem doutrinas bíblicas e regras ministeriais que podem ser observadas, sem, contudo, ser exigido a sua prática sob pena de ser deixado de fora do REINO DOS CÉUS. Mas parece que algumas pessoas querem fazer guerra “Em nome de Deus” por assuntos desnecessários a luz da Bíblia.

O Batismo deve ser realizado águas correntes?
Eu acredito que todo o cristão deve ser batizado em águas, por imersão e em Nome do Pai, Filho e Espirito Santo. Esse batismo é a confirmação do salvo na fé em Cristo Jesus. Esse batismo não salva, apenas confirma diante do mundo que a pessoa é salva (Somos salvos mediante a fé – Efésios 2.8-9).

O pecador aceita o presente da salvação mediante a fé em Cristo Jesus, gerada no seu coração através do Espírito Santo, uma vez aceitando ele já é salvo e deve agora esse salvo ser batizado em águas conforme orientação de Jesus aos seus discípulos para que diante do mundo ele dê testemunho de sua fé e nova vida em Jesus.

Outrossim para que através desse ato simbólico (O BATISMO EM ÁGUAS) o salvo possa morrer e reviver para Jesus, quando da sua saída como nova criatura.

Agora não vejo em toda a Bíblia Sagrada uma exigência sequer dizendo que esse BATISMO deve obrigatoriamente ser realizado em águas correntes (águas de rios), e uma vez que tal exigência não foi feita pelo Senhor Jesus nem tampouco pelos seus apóstolos não somos obrigados a praticar.

Se essa ou aquela denominação resolveu batizar seus membros em águas correntes devido a sua localização ser próximo a rios e cachoeiras, isto é ótimo, mas não façamos de uma regra ministerial uma doutrina, principalmente se não a pudermos sustentar a luz do texto e da Hermenêutica Bíblia.

É fácil para as igrejas em sítios e outros locais que passam rios batizar seus membros nestes rios, mas e quanto a maioria das igrejas localizadas nos Grandes Centros Urbanos, cujos rios (como o Tietê em São Paulo) são extremamente poluídos e totalmente impróprios ao consumo e quaisquer outras utilidades humanas?

Podem alguns argumentar que Jesus foi batizado no Rio Jordão e que o próprio João Batista ali realizava seus batismos e que por essa razão devem os demais crentes em todas as épocas da Igreja ser batizados dessa maneira. Ótimo argumento, mas façamos algumas ressalvas:
·       
  A região em que João batizava e que por sinal o Senhor Jesus foi batizado era por natureza uma região de rios, pois havia próximo a eles o Rio Jordão (principal) e outros demais que cortavam a área;
·         
Mesmo sendo batizado dessa maneira (em rios) Jesus nunca exortou a que esse batismo fosse realizado em águas correntes;
·       
  Os apóstolos por sua vez também silenciaram a esse respeito, ou seja, ninguém dentro do contexto neotestamentário exortou acerca do batismo ser realizado em rios, o que desobriga o cristão de tal doutrina;
·        
Alguns que supostamente dizem batizar em águas correntes (hoje em dia) na verdade o fazem em “represas”, barragens ou açudes de aguas paradas e não necessariamente em rios (águas correntes).

Temos no livro de Atos dos Apóstolos no capítulo 8 o caso do Eunuco de Candace rainha dos Etíopes, que uma vez evangelizado por Filipe e crendo em Jesus aceitou ser batizado (na verdade insistiu) e Filipe o batizou conforme o seu pedido. O interessante é que eles não estavam próximos a nenhum rio, ao contrário, ambos estavam numa região desértica, então eu pergunto: Onde esse batismo foi realizado? Qual rio?

Provavelmente eles encontraram alguma agua parada das chuvas no deserto e ali ambos desceram da carruagem e o Eunuco foi batizado.

Conclusão – O que vejo claramente lendo e estudando as Escrituras é que o Batismo deve ser realizado por imersão e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas não necessariamente em rios, mas onde houver água (tanque, piscina, represa, etc.). Qualquer ensino além disso é atentar contra a Bíblia, indo além daquilo que está escrito e causando divisões desnecessárias no corpo de Cristo, a Igreja.

Ao invés de discutirmos assuntos tão triviais, na verdade deveríamos estar nos unindo em oração e amor para evangelizar milhões que todos os dias morrem sem Deus e descem ao INFERNO, muitos deles frutos da nossa negligência e celeumas desnecessárias.
  
Paz a todos da parte de Deus,
                                          João Augusto de Oliveira



 

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