sábado, 19 de abril de 2014

1 PROTESTO, protesto, protesto!

 
 
 
 
Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados. Isaías 58:1
Mesmo sabendo que boa parte do meu protesto irá perder-se ao sabor do vento, mesmo assim me convém “protestar”, nem que seja para desabafar comigo mesmo e com os leitores a minha indignação e perplexidade.
Pois em meio a tantos anos como evangélico nunca imaginei nem em sonhos (ou melhor pesadelos) que a igreja evangélica brasileira fosse chegar a uma crise de identidade tamanha, como a que estamos vivenciando atualmente.
Quero dizer que não concordo com muito do que está acontecendo no meio do povo “evangélico” da atualidade. E não estou aqui atacando a “Noiva do Cordeiro”, mas apenas expressando minha discordância face aos desmandos e desvios doutrinários que tenho observado e isso sem falar naqueles (e são muitos) que têm passado despercebidos.
PROTESTO – contra a elitização eclesiástica – Pois o que tenho visto na sua grande maioria é que posições ministeriais tem sido o privilégio de alguns (ELITE) e não uma resposta à chamada ministerial daqueles a quem Deus escolheu;
PROTESTO – contra a obtenção de posições ministeriais privilegiadas por “boas ofertas, bons dízimos e formações superiores” – Não foi isso que Jesus nos ensinou, pois se assim fosse, alguns dos maiores apóstolos de Jesus jamais teriam seguido carreira ministerial. Exemplo disso são os pescadores que o seguiam (Pedro, João e Tiago) que não possuíam formação acadêmica, mas mesmo assim foram os primeiros ministros escolhidos a dedo pelo próprio Jesus e também seus melhores amigos. Aliás, de todos os apóstolos (exceto Paulo) o único que tinha formação superior era JUDAS ISCARIOTES, que mostrou-se um traidor e filho do demônio.
Assim como também não concordo com consagração de obreiros somente se forem dizimistas, pois essa regra não é bíblica. E não sendo bíblica ela é extra bíblica ou antibíblica, portanto como cristão não tenho a obrigação de obedecer uma regra extra nem antibíblica sob pena de ser enquadrado em Isaías 8.20b “...se eles não falarem (andarem) segundo esta palavra, nunca verão a alva”.
Se fôssemos realmente considerar a hipótese de que o obreiro para ser consagrado ao ministério deve necessariamente ser “DIZIMISTA FIEL” como rezam as tradições, então todos os apóstolos seriam reprovados, pois quê na Bíblia (NOVO TESTAMENTO) não encontramos uma única referência ao dízimo a não ser Mateus 23.23 que não é uma referência doutrinária sobre a questão, mas uma palavra de reprovação de Jesus sobre algumas práticas da lei (JUÍZO, MISERICÓRDIA E A FÉ) esquecidas por judeus que no afã de guardar a Lei de Moisés, insistiam em dizimar até a hortelã, o endro e o cominho. Fora esta referência eu desconheço qualquer outra que trate da questão do dízimo como uma doutrina neotestamentária.
PROTESTO – contra a união espúria da igreja com política – vejam bem, eu não sou maluco nem extremista de esquerda, eu sei e conheço o direito e a obrigação do voto. Assim como sei o valor de bons políticos para o bom andamento de nossa nação (embora os tenha procurado com um microscópio e não tenha encontrado). Sei também que qualquer cristão pode candidatar-se a cargos eletivos e fazer a diferença na esfera Municipal, Estadual e Federal.
Agora o que eu não admito é a “igreja” como corpo de Cristo e os seus ministros venderem-se a política partidária e transformarem o templo do Senhor em curral eleitoral. Isso é inadmissível e intolerável. E quem assim age prepare-se, pois o dono da Igreja está voltando para acertar as contas com você. (Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Apocalipse 2:5)
Não posso aceitar esses e tantos outros disparates como a disseminação do adultério, o divórcio generalizado, o aborto consentido pela liderança, à prostituição no meio da juventude, a pregação da teologia da prosperidade, a pregação da teologia da pobreza absoluta e o liberalismo geral que está acontecendo no meio da igreja.
LIDERANÇA – Pelo amor de Deus acordem e voltemos ao verdadeiro evangelho!
Bom final de semana e boa páscoa a todos,
João Augusto de Oliveira.
 



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