terça-feira, 31 de janeiro de 2012

2 Evangelização ou marketing?




     Sempre costumo falar que a “evangelização” é um dos maiores desafios da Igreja hodierna, inclusive escrevi um artigo com esse teor (http://profetadoevangelho.blogspot.com/2011/07/evangelismo-um-grande-desafio-igreja-do.html), e irei continuar defendendo essa verdade.

     É verdade que estamos vivendo dias muito difíceis para evangelizar devido a tantos problemas e até escândalos de alguns que si dizem crentes, mas que dão um péssimo testemunho diante daqueles que ainda não conhecem a salvação em Cristo Jesus.

     Não somente por isso, mas também por causa do materialismo exacerbado e do ceticismo desmedido que tem tomado conta de nossa sociedade. Tornou-se difícil ganhar almas para Jesus. Porém, a Igreja de Cristo, não obstante a esses e outros milhares de problemas, deve continuar encontrando meios para atrair as vidas ao evangelho.

     Não sou contra determinados métodos utilizados por alguns grupos com o intuito de atrair as vidas, mas uma coisa que tem me chamado a atenção é a propaganda desse ou daquele ministério (marketing) disfarçado de “evangelização”.

     É verdade que o apóstolo Paulo era um homem dinâmico e diversificado nas suas maneiras de alcançar as vidas para Cristo (Fiz como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. 1 Co 9.22). Porém, não nos esqueçamos de duas coisas importantes:

1.       Paulo usou meios corretos e legais de seu tempo, jamais utilizou de meios que fossem fora da lei ou que viessem expor a Igreja de Cristo a escândalos;

2.       Os meios que Paulo usou eram para levar as pessoas a “Cristo” e não para promover o seu “ministério”, atraindo a “si” os incautos e sem entendimento.

     Acredito e reconheço que a Igreja tem a obrigação de “evangelizar” e buscar salvar as almas com a mensagem salvífica do calvário, e nisso se empenhar com todos os seus esforços, desde que se respeitem os limites entre “evangelismo e marketing”.

     Estou falando isso porque é o que tenho visto diretamente nos meios de comunicação de massa (rádio, televisão e internet). São pessoas fazendo propagandas de seus ministérios e não evangelizando. Pessoas que estão mais preocupadas em promover seus títulos (bacharelado, mestrado, doutorado, etc.) e suas Igrejas do que CRISTO – AQUELE QUE NOS SALVA DOS NOSSOS PECADOS.

     Por outro lado também existem aqueles que ficam trancados em suas Igrejas e dizem: Vamos orar para que Deus envie as almas. Ora, isso é ridículo. A ordem de Jesus foi para que fôssemos ao encontro das almas e não para que ficássemos esperando elas virem à Igreja.

     Se você se preocupa com o “ide de Jesus”, então trace estratégias, métodos de como alcançar as vidas. Ore e jejue para que elas sejam libertas das garras do pecado e de Satanás, e depois saia às ruas, becos e valados, vá às cadeias e hospitais, aos leprosários e pontos de vendas de drogas. Use a televisão, o rádio e a internet, mas desde que seja tudo de forma legal e pra falar de Jesus e não de sua igreja, de seu pastor ou de seu ministério.

     Somos agora mais de sete bilhões de habitantes no planeta... desses, quase quatro bilhões não conhecem a salvação em Cristo Jesus. As grandes capitais do mundo estão perdidas em pecado e materialismo, a janela 10/40 está clamando e chorando por salvação, e nós onde estamos? O que estamos fazendo para amenizar o sofrimento físico, emocional e espiritual desses milhões que gemem sem Deus, sem paz e sem salvação?

     Pense nisso... Jesus conta com você!!! Dizia certo pregador: “Se o grande desejo de Deus é que todos sejam alcançados com a mensagem do evangelho e sejam salvos, e “tu” não estás interessado em “evangelismo e missões”, há uma grande probabilidade que tu não tenhas nascido de novo ainda” (Dr. Josué Yrion)

     João Augusto de Oliveira


sábado, 28 de janeiro de 2012

2 O problema da existência do mal


     A existência do mal no mundo talvez seja a mais forte objeção que os descrentes tenham contra i cristianismo bíblico. As argumentações podem ser assim formuladas: Se Deus é Todo-Poderoso, Ele deveria ter sido capaz de impedir a presença do mal; e se Ele fosse essencialmente bom, Ele teria a vontade de impedir o mal. Assim, a conclusão lógica é que se Deus tivesse todo o poder e toda a bondade, o mal não existiria. Contudo, o mal é uma realidade, ele existe, e isto leva muitos à afirmação de que não existe um Deus Todo-Poderoso e essencialmente bom.

     Muitos pensam que somente filósofos ateus olham este problema desta forma, entretanto, quem de nós ainda não exclamou “Por que Senhor!” quando as tragédias da vida nos batem à porta? Muitas vezes sentimos uma terrível discrepância entre a experiência que vivenciamos e aquilo que cremos que Deus deveria ter feito. Muitas pessoas as quais têm experimentado o sofrimento como a morte de um filho ou simplesmente aquelas que têm acompanhado a violência, a injustiça, os crimes, as guerras, os abusos tão frequentes no nosso mundo, ficam perplexas e questionam por que Deus permite o mal.

     Há uma corrente teológica que diz ser Deus o autor do mal. Eles fazem sua própria hermenêutica, e enfatizam textos como Romanos 9:17 (“Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciando em toda a terra”), e afirmam que Deus levanta pessoas más, e por implicações todo o mal, para que ao prevalecer sobre elas, Deus possa mostrar todo o seu poder e anunciar o seu nome em toda a terra. Esse raciocínio é errado e levanta as seguintes perguntas: Como Deus julgará o homem um dia, por todo o bem e todo o mal se Ele é o criador do mal? Por que o anunciar do nome e a manifestação do poder de Deus iria requerer a utilização de coisas totalmente opostas a tudo o que Ele é? Será que Deus não poderia demonstrar o seu poder sem contradizer a sua bondade? Será que Deus não poderia fazer o seu nome conhecido sem provocar a dor e o sofrimento na humanidade? Como pode um Deus de amor, detentor de toda onisciência e onipotência fazer alguém essencialmente mal, quando Ele próprio odeia o mal com todo o seu ser?

     Vamos examinar algumas explicações e argumentações históricas dadas por diversos pensadores como resposta ao problema da origem do mal.
O mal não existe

          A existência do mal no mundo talvez seja a mais forte objeção que os descrentes tenham contra i cristianismo bíblico. As argumentações podem ser assim formuladas: Se Deus é Todo-Poderoso, Ele deveria ter sido capaz de impedir a presença do mal; e se Ele fosse essencialmente bom, Ele teria a vontade de impedir o mal. Assim, a conclusão lógica é que se Deus tivesse todo o poder e toda a bondade, o mal não existiria. Contudo, o mal é uma realidade, ele existe, e isto leva muitos à afirmação de que não existe um Deus Todo-Poderoso e essencialmente bom.

     Muitos pensam que somente filósofos ateus olham este problema desta forma, entretanto, quem de nós ainda não exclamou “Por que Senhor!” quando as tragédias da vida nos batem à porta? Muitas vezes sentimos uma terrível discrepância entre a experiência que vivenciamos e aquilo que cremos que Deus deveria ter feito. Muitas pessoas as quais têm experimentado o sofrimento como a morte de um filho ou simplesmente aquelas que têm acompanhado a violência, a injustiça, os crimes, as guerras, os abusos tão frequentes no nosso mundo, ficam perplexas e questionam por que Deus permite o mal.

     Há uma corrente teológica que diz ser Deus o autor do mal. Eles fazem sua própria hermenêutica, e enfatizam textos como Romanos 9:17 (“Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciando em toda a terra”), e afirmam que Deus levanta pessoas más, e por implicações todo o mal, para que ao prevalecer sobre elas, Deus possa mostrar todo o seu poder e anunciar o seu nome em toda a terra. Esse raciocínio é errado e levanta as seguintes perguntas: Como Deus julgará o homem um dia, por todo o bem e todo o mal se Ele é o criador do mal? Por que o anunciar do nome e a manifestação do poder de Deus iria requerer a utilização de coisas totalmente opostas a tudo o que Ele é? Será que Deus não poderia demonstrar o seu poder sem contradizer a sua bondade? Será que Deus não poderia fazer o seu nome conhecido sem provocar a dor e o sofrimento na humanidade? Como pode um Deus de amor, detentor de toda onisciência e onipotência fazer alguém essencialmente mal, quando Ele próprio odeia o mal com todo o seu ser?

     Vamos examinar algumas explicações e argumentações históricas dadas por diversos pensadores como resposta ao problema da origem do mal.

O mal não existe
     Algumas religiões e seitas (Budismo, Ciência Cristã, entre outras) afirmam que o mal é uma ilusão. Até mesmo Agostinho, respeitado pensador cristão, disse que o mal pertencia à categoria do não ser. É claro que ele não quis dizer que o mal é uma ilusão, mas uma “privação”, uma ausência do bem em seres que deveriam possuí-la. Ele usa esta ideia para tirar a responsabilidade de Deus sobre a origem do mal. Deus criou todos os seres, mas ele não é responsável pelo não ser. Essa teoria é errada, pois a experiência que vivenciamos do mal, da dor e do sofrimento não é ilusão, mas é real e machuca.

Deus não tem poder
     Alguns afirmam que Deus não elimina todo o mal no mundo porque Ele não tem poder para fazer isto. Ele tenta, faz o seu melhor, mas não pode. Esta perspectiva nega as históricas doutrinas do cristianismo sobre a onipotência, onisciência e soberania divina, enquanto procura preservar o atributo da bondade de Deus. Porém, as Escrituras são claras e preconizam um Deus que tudo pode tudo conhece e é soberano em seus atos.

A teoria do melhor mundo possível
     O filósofo Leibniz e outros têm argumentado que este mundo, com todo o mal que há nele, é nada mais nada menos que o melhor mundo que Deus poderia criar. A razão não é limitações em Deus, mas a lógica da Criação. Um certo grau de maldade é logicamente necessário para que se alcance certos fins bons. Por exemplo, deve haver o sofrimento para que tenhamos compaixão pelos que sofrem. Assim, o melhor mundo possível incluirá o mal nele. Esta visão é errada, pois um mundo logicamente não requer necessariamente a presença do mal. Deus em si mesmo é perfeito, o mal não está nele. E, de acordo com a Bíblia, na criação original de Deus, o mal também não estava presente (Gn 1.31). Os novos céus e a nova terra serão também perfeitos, sem a presença do mal (Ap 21.1-8).

A formação do caráter
     Esta perspectiva foi usada por Irineu e, nos tempos modernos, por John Hick. Este argumento diz que o homem foi criado em um estado de imaturidade moral. Para que o homem chegue à maturidade plena é necessário que passe pela experiência da dor e do sofrimento. É verdade que o sofrimento muitas vezes ajuda na lapidação do caráter. Hebreus 12 diz que os crentes são disciplinados e castigados pelo Pai com o propósito de desenvolver neles o caráter de Cristo. Contudo, a Palavra de Deus nos ensina que Adão não foi criado moralmente imaturo, com a necessidade de desenvolver o caráter através do sofrimento. Ele foi criado bom, e se não tivesse desobedecido e pecado nunca teria provado o sofrimento, que é um resultado direto da queda.

O livre arbítrio do homem
     A argumentação desta teoria é que o mal resulta da escolha livre das criaturas racionais (Satanás, Adão, todo o homem). Sendo que o livre arbítrio não é controlado e nem causado por Deus, Ele não é, portanto, responsável pelo mal. A Bíblia ensina que o homem é, em certo sentido, livre, pois ele faz o que quer. Adão tinha a liberdade de escolher tanto o bem como o mal. A queda retirou grande parte do nosso livre arbítrio. O homem caído só deseja o mal, mas a redenção restaura a liberdade ao que crê. Nós somos livres no sentido de que não somos vítimas de um determinismo histórico. A Bíblia não permite que lancemos nossas deficiências e limitações em fatores hereditários, ambientais, psicológicos, culturais e outros. Não temos desculpas por violarmos os mandamentos de Deus; somos responsáveis por todas as nossas decisões e ações, pois são atos livres.

     Ao estudarmos a origem do mal, devemos estar cônscios de que a solução encontrada não responde a todos os pormenores que a nossa razão levanta. Somente a nossa fé em Deus e na revelação do que a Bíblia mostra como sendo verdade trará descanso, consolo e paz aos nossos corações. Devemos sempre ser gratos ao Senhor pelo nosso livre arbítrio, por esta capacidade de escolher entre o bem e o mal, pelo fato de não sermos robôs, mas de servirmos a Ele por nossa própria vontade e decisão.

Autor: Pastor Cláudio Rogério dos Santos – O autor é vice-presidente da Ieadan e membro da Comissão de Apologética da CGADB.

Postado por: João Augusto de Oliveira


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

0 Se a lei da palmada vigorar, será que vão também prender Deus?



Acredito que não é segredo de ninguém que os políticos brasileiros tencionam aprovar um projeto de lei que visa punir os pais que disciplinam os filhos com maus tratos (castigos físicos), sejam eles surras ou até mesmo simples palmadas.

Bem, esse citado projeto já foi aprovado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, somente aguardando agora a votação em plenário ou o encaminhamento direto ao Senado (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1021280-lei-da-palmada-e-aprovada-por-unanimidade-em-comissao-da-camara.shtml).

Se analisarmos com calma e cautela essa “Lei das Palmadas” veremos pelo menos duas coisas:

1.       Essa Lei não é nova – O Estatuto da criança e adolescente já prevê penas aos pais que maltratam seus filhos. E eu concordo plenamente que crianças devem ser cuidadas, protegidas e bem tratadas. Mas isso não quer dizer que absolutamente devemos abdicar da disciplina “corretiva” e com a amor que visa ensinar a criança que tudo nessa vida tem limites.

2.       Essa Lei tem implicações espirituais – Talvez essa declaração cause espanto em algumas pessoas, porém vamos aos fatos.

Na Bíblia Sagrada, especialmente na Carta aos Hebreus o Senhor Deus diz que ele é um pai que disciplina (corrige) o filho a quem ama (Hb 12.6). Logo a vigoração desta lei tenciona dizer que os métodos de Deus estão errados e nós não podemos punir os nossos filhos. Você prestou atenção?

Logo se essa lei for aprovada será que vão tentar punir a Deus também por causa dos seus métodos de ensino? Além de considerar um exagero do Estado – Estado este que não tem condições de educar as nossas crianças, adolescentes e jovens ainda querem meter o nariz na autoridade dos pais – considero essa lei inconstitucional e antibíblica (diabólica).

Ninguém por favor me interprete mal. Eu não aprovo violência contra ninguém, especialmente sendo criança. Mas perdura a questão: Desde quando punir com amor é o mesmo que usar de violência? Devem sim, ser punidos pais desnaturados que espancam, machucam e deixam sequelas graves em seus filhos e não aqueles que os punem com amor visando o seu crescimento sadio.

Alguns dizem que as palmadas e as surras afetam o psicológico das crianças, deixando-as traumatizadas. Ora, conheço várias gerações (inclusive a minha) que apanhou muito dos pais e mesmo assim não ficou traumatizada, mas grata, pelas surras que os tornaram homens e mulheres responsáveis e cidadãos patriotas.

Volto a dizer-lhes: Essa lei visa desacreditar da Palavra de Deus e tornar o próprio Deus um “infrator”, pois que a Bíblia ensina em diversas passagens a punição física, especialmente no livro de Provérbios (Pv 29.17; 19.18 ....).

Volto à pergunta da epígrafe: Se for aprovada essa lei, será que alguém vai querer punir Deus???

É muita petulância do ser humano. Pecador, falho e errado pensar em saber mais do que o seu Criador.

João Augusto de Oliveira

OBS: Assista ao vídeo legendado de John Piper falando acerca de “JESUS E A LEI DA PALMADA”.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

2 A saga do BBB – num país sem limites para o pecado




Não se fala em outra coisa nesse país, senão Big Brother Brasil, parece que esse é o assunto central da mídia e de outros sem noção que se esforçam por espalhar essa praga.

É engraçado que num país como o nosso onde a desigualdade social é gritante, a falta de moradia é altíssima principalmente nos grandes centros urbanos, a violência tem grassado a nossa sociedade que vive aprisionada em suas mansões e apartamentos com medo de sair às ruas e outras centenas de problemas sociais e éticos; mas o assunto do momento é BBB.

Será que esse povo pensa que somos idiotas? Será que não se acorda para a realidade de que existem assuntos bem mais importantes a serem discutidos do que essa pouca vergonha a céu ao vivo? É por isso que a maioria dos nossos políticos fazem o que querem no país. Lógico, o povo está ocupado demais pensado no BBB, no carnaval e em outras festas imundas e imorais para ter tempo de pensar no que está sendo feito com o dinheiro público.

Até quando vamos nos calar diante desse disparate? Sim estamos num país livre, reconheço. Mas também somos livres para manifestar o nosso repúdio diante desse “lixo” que querem nos oferecer, disfarçado de entretenimento.

E as Igrejas onde estão?  Cadê os profetas de Deus que tanto pregam pelo Brasil afora e ganham milhões de reais? Do que estamos com tanto medo?

Chega de baixaria e de pouca vergonha!  É hora de fazer ouvir a nossa voz de protesto! Somos realmente sal da terra? Então porque o mundo está se deteriorando ao nosso redor como um grande pedaço de carne estragada? Onde está o nosso sal?

Ou será que já nos tornamos insípidos?

João Augusto de Oliveira

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

0 Aquele dia




Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu pai. (Mateus 24.36)

Um dos dias mais esperados por todos aqueles que acreditam em Jesus como seu único e suficiente salvador e senhor é o inefável dia da sua volta,  em duas fases.

A primeira para arrebatar a Igreja e a segunda para reinar sobre a terra e estabelecer seu reinado milenar, conforme Apocalipse 20.4.

Porém o dia que quero focalizar aqui é o dia do arrebatamento da Igreja salva e redimida no seu sangue. Está você aguardando esse dia? Tem ainda esta esperança? Estás pronto se Jesus vier agora?

Pois é... Muita gente que vive uma fé fingida e um cristianismo de fachada, o que fará naquele dia?

Quanto àquele que mesmo participando ativamente dos trabalhos da Igreja local, vive uma vida dúbia de pecados ocultos. Naquele dia o que será dele?

Aquele dia é dia de separação do joio e do trigo... Não adianta ter roupa de cristão, cabelo de cristão, fala de cristão se o coração está manchado pelo pecado e pelas vaidades dessa vida. Pois ao tocar da trombeta, o seu “eu” interior se revelará.

Aquele dia também é dia de alegria para aqueles que têm dedicado duas vidas a santidade e a adoração. Óh dia inefável! Maranata! Como aguardam os salvos esse dia!
Aquele dia é dia de acabar as angustias dessa terra e os redimidos receberem a sua recompensa diretamente das mãos do Senhor.

E você está esperando esse dia ansiosamente? Ele é pra você um dia de alegria ou de decepções? Vigie, pois o senhor da casa virá à hora em que não pensais. Quando ele virá? Não sei.

Pode ser hoje, amanhã, daqui a um ou dez anos; não interessa. O importante é que ele vem e eu estou aguardando este dia santo e maravilhoso! Aleluia! Ora vem Senhor Jesus!

João Augusto de Oliveira

domingo, 22 de janeiro de 2012

0 Grandes “pregadores”, pequenos resultados


Este artigo foi publicado pela primeira vez em 2009. Mas resolvi republicá-lo com alguns acréscimos, haja vista alguns acontecimentos recentes.

Há duas décadas, fui convidado pela primeira vez para participar de uma agência nacional de pregadores. Um companheiro de púlpito me ofereceu um cartão e disse: “Seria um prazer tê-lo em nossa agência”. Então, lhe perguntei: “Como funciona essa agência?” E a sua resposta me deixou estarrecido: “As igrejas ligam para nós, especificam que tipo de pregador desejam ter em seu evento, e nós cuidamos de tudo. Negociamos um bom cachê”.

É impressionante como o pregador, de uns tempos para cá, se transformou em um produto. Há alguns anos, depois de eu ter pregado em uma igreja (não me pergunte onde), certo pastor me disse: “Gostei da sua pregação, mas o irmão conhece algum pregador de vigília?” Achei curiosa essa pergunta, pois eu gosto de oração, já preguei várias vezes em vigílias, porém, segundo aquele irmão, eu não serviria para pregar em uma vigília!

Em nossos dias — para tristeza do Espírito Santo — pertencer a uma agência de pregadores tornou-se comum e corriqueiro. E os convites para ingressar nessas agências chegam principalmente pela Internet. Nos sites de relacionamento encontramos comunidades pelas quais os internautas mencionam quem é o seu pregador preferido e por quê. Certa jovem, num tópico denominado “O melhor pregador”, declarou: “Não existe ninguém melhor que ninguém; cada um tem a sua maneira de pregar, e cada pessoa avalia segundo o seu gosto”.

Ela tem razão. Ser pregador, hoje em dia, não basta. Você tem de atender às preferências do povo. Já ouvi irmãos conversando e dizendo: “Fulano é um ótimo pregador, mas não é pregador de congresso” ou “Fulano tem muito conhecimento, mas não gosta do reteté”.

Conheçamos alguns tipos de pregador e seus públicos-alvo:

Pregador humorista. Diverte muito o seu público-alvo. Tem habilidade para contar fatos anedóticos (ou piadas mesmo) e fazer imitações. Ele é como famosos humoristas do gênero stand-up comedy. De vez em quando cita versículos. Mas os seus admiradores não estão interessados em ouvir citações bíblicas. Isso, para eles, é secundário.

Pregador “de vigília”. Também é conhecido como pregador do reteté. Aparenta ter muita espiritualidade, mas em geral não gosta da Bíblia, principalmente por causa de 1 Coríntios 14, especialmente os versículos 37 e 40: “Se alguém cuida ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor... faça-se tudo decentemente e com ordem”. Quando ele vê alguém manejando bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), considera-o frio e sem unção. Ignora que o expoente que agrada a Deus precisa crescer na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18; Jo 1.14; Mt 22.29). Seu público parece embriagado e é capaz de fazer tudo o que ele mandar.

Pregador “de congresso”. Entre aspas porque existe o pregador de congresso que faz jus ao título. Mas o pregador “de congresso” (note: entre aspas) anda de mãos dadas com o pregador “de vigília”, mas é mais famoso. Segundo os admiradores dessa modalidade, trata-se do pregador que tem presença de palco e muita “unção”. Também conhecido como pregador malabarista ou animador de auditórios, fica o tempo todo mandando o seu público repetir isso e aquilo, apertar a mão do irmão ao lado, beliscá-lo... Se for preciso, gira o paletó sobre a cabeça, joga-o no chão, esgoela-se, sopra o microfone, emite sons de metralhadora, faz gestos que lembram golpes de artes marciais... Exposição bíblica que é bom... quase nada!

Pregador “de congresso” agressivo. É aquele que tem as mesmas características do pregador acima, mas com uma “qualidade” a mais. Quando percebe que há no púlpito alguém que não repete os seus bordões, passa a atacá-lo indiretamente. Suas principais provocações são: “Tem obreiro com cara de delegado”, “Hoje a sua máscara vai cair, fariseu”, “Você tem cara amarrada, mas você é minoria”. Estas frases levam o seu fanático público ao delírio, e ele se satisfaz em humilhar as pessoas que não concordam com a sua postura espalhafatosa.

Pregador popstarSeu pregador-modelo é o show-man Benny Hinn, e não o Senhor Jesus. É um tipo de pregador admirado por milhares de pessoas. Já superou o pregador de congresso. É um verdadeiro artista. Veste-se como um astro; sua roupa é reluzente. Ele, em si, chama mais a atenção que a sua pregação. É hábil em fazer o seu público a abrir a carteira. Seus admiradores, verdadeiros fãs, são capazes de dar a vida pelo seu pregador-ídolo. Eles não se importam com as heresias e modismos dele. Trata-se de um público que supervaloriza o carisma, em detrimento do caráter.

Pregador “ungido”. Para impressionar o seu público, derrama óleo sobre a própria cabeça ou pede para seus auxiliares fazerem isso. Um desses pregadores pediu, recentemente, para sua equipe derramar doze jarras de azeite em sua cabeça! 

Pregador milagreiro. 
Também tem como paradigma Benny Hinn, mas consegue superar o seu ídolo. Sua exegese é sofrível. Baseia-se, por exemplo, em 1 Coríntios 1.25, para pregar sobre “a unção da loucura de Deus”. Cativa e domina o seu público, que, aliás, não está interessado em ouvir uma exposição bíblica. O que mais deseja é ver sinais, como pessoas lançadas ao chão supostamente pelo poder de Deus e fenômenos controversos. Em geral, o pregador milagreiro, além de ilusionista e “poderoso” (Dt 13.1-4), é aético e sem educação. Mesmo assim, ainda que xingue ou ameace os que se opõem às suas sandices e invencionices, o seu público é fiel e sempre diz “aleluia”.

Pregador mercantilista. Todas as suas mensagens têm como meta induzir o seu público e dar dinheiro. Esse tipo de pregador existe desde os tempos dos apóstolos (2 Co 2.17; 2 Pe 2.1-3) e, na atualidade, aparece bastante na televisão. Qualquer passagem bíblica pode ser usada para atender aos seus propósitos mercantilistas. Isaque é a “melhor oferta financeira”, jumentinho que Jesus montou é “BMW”. E assim por diante.

Pregador contador de histórias. 
Conta histórias como ninguém, mas não respeita as narrativas bíblicas, acrescentando-lhes pormenores que comprometem a sã doutrina. Costuma contextualizar o texto sagrado ao extremo. Ouvi certa vez um famoso pregador dizendo: “Absalão, com os seus longos cabelos, montou na sua motoca e vruuum...” Seu público — diferentemente dos bereanos, que examinavam “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11) — recebe de bom grado histórias extrabíblicas e antibíblicas.

Pregador cantante. Indeciso quanto à sua chamada. Costuma cantar dois ou três hinos (hinos?) antes da pregação e outro no meio dela. Ao final, canta mais um. Seu público gosta dessa “versatilidade” e comemora: “Esse irmão é uma bênção! Prega e canta”. Na verdade, ele não faz nenhuma das duas coisas bem.

Pregador “massagista”. É hábil em dizer palavras que massageiam os egos e agradam os ouvidos (2 Tm 4.1-5). Procura agradar a todos porque a sua principal motivação é o dinheiro. Ele não tem outra mensagem, a não ser “vitória”, principalmente a financeira. Talvez seja o tipo de pregador com maior público, ao lado dos pregadores humorista, popstar e milagreiro.

Pregador sem graça. É aquele que não tem a graça de Deus (At 4.33). É um pregador bem suado, e não necessariamente abençoado. Sua pregação é como uma espada: comprida e chata (maçante, enfadonha). Mas até esse tipo de pregador tem o seu público, formado pelos irmãos que gostam de dormir ou conversar durante a pregação.

Pregador chamado por Deus 
(1 Tm 2.7). Prega a Palavra de Deus com verdade. Estuda a Bíblia diariamente. Ora. Jejua. É verdadeiramente espiritual. Tem compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus. Seu paradigma é o Senhor Jesus Cristo, o maior pregador que já andou na terra. Ele não prega para agradar ou agredir pessoas, e sim para cumprir o seu chamado. Seu público — que não é a maioria, posto que são poucos os fiéis (Sl 12.1; 101.6) — sabe que ele é um profeta de Deus. Sua mensagem é Cristo (1 Co 1.22,23; 2.1-5).

Esse tipo de pregador está em falta em nossos dias, mas não chama muito a atenção das agências de pregadores. A bem da verdade, estas também sabem que nunca poderão contar com ele...

Qual é a sua modalidade preferida, prezado leitor? Você pertence a qual público? E você, pregador, qual dos perfis apresentados mais lhe agrada? Qual é a sua motivação? Você prega para agradar a Deus, verdadeiramente, ou tem outros interesses?

Blog do Ciro



0 Oficialmente inaugurado o primeiro prostíbulo evangélico



Por Sérgio Marcos

Batizado com o nome de “Cantares”, o primeiro prostíbulo evangélico (ou para evangélicos) surgiu simultaneamente em dois endereços: numa região nobre de São Paulo e em outra, não menos nobre, do Rio de Janeiro com suítes especiais, sendo que as mais caras e completas são: a “Suite Raabe”, toda decorada com cortinas vermelhas, e a “Suite Batsebá”, com espelhos d´água.

Calma, não vá se animando não, pois esta notícia foi trazida de uma publicação evangélica datada de 2018 (!).

Não me atrevo a uma “profetada”, nem ouso afirmar que é revelação, mas alguém aí duvida? Alguém acredita que isso não será noticiado em menos de 6 anos? Se já existem comunidades para gays evangélicos e para lésbicas evangélicas, escândalos nas igrejas que vão do “simples” adultério à pedofilia; sites com o sugestivo título de “evangélicas gostosas” e até quem se atreva a produzir filmes pornôs para evangélicos (clique aqui p/ ver), que mais estaria faltando? E olha que tem pastor apostando que essa é a “vontade do senhor” (a letra minúscula é proposital). Tem até teologia respaldando: “Tudo é puro para os puros”, e ainda a famosa frase de Paulo: “fiz-me de tudo para com todos”.

Essa tragicomédia seria hilária se não fosse catastrófica (a redundância é proposital). Do jeito que a coisa anda, o chamado neo-liberalismo, tem reduzido a Bíblia a um livro qualquer, onde quem ensina ou prega escolhe versículos como quem brincava de “lego” (lembra?). Com as mesmas peças se fazia um aviãozinho ou um cavalo.

A Bíblia não contém a Palavra de Deus. Ela é a Palavra de Deus.

Pastores : CUIDADO! De Deus não se zomba. Ou a Bíblia volta a ser a perfeita, completa e infalível Palavra de Deus, em tudo o que diz, de capa a capa, ou vamos jogá-la fora. Falta pouco para essa notícia deixar o campo da ficção.

“Ai dos que chamam de mau aquilo que é bom e que chamam de bom aquilo que é mau; que fazem a luz virar escuridão e a escuridão virar luz; que fazem o amargo ficar doce e o que é doce ficar amargo!” (Is 5:20).

Lamento estar postando algo tão grosseiro, mas se um avivamento genuíno, com choro, arrependimento sincero e busca por santidade não irromper entre nós, vamos ter de assistir essa inauguração, em horário nobre, para derrota completa desta nossa geração.

Maranata!

Fonte: [ Observatório Cristão ]

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

2 Conselhos a Um Pregador Itinerante


Queridos amigos seguidores e simpatizantes do Blog, estou postando estes conselhos por demais práticos e edificadores, do querido Augustus Nicodemos Lopes. Espero que sirvam de instrução e edificação.
João Augusto de Oliveira
___________________________________________________________________________
Por Augustus Nicodemus Lopes

[carta dirigida a personagem fictícia, porém baseada em experiências e fatos bem reais]

Meu caro Pr. Filipe,

Obrigado por seu e-mail contando as experiências recentes em suas pregações Brasil afora. Eu mesmo tenho tido a oportunidade, durante meu ministério, de pregar praticamente em todos os Estados da Federação e em vários países do exterior. Só posso agradecer a Deus.

Acho que é por isso que me sinto à vontade para atender seu pedido de conselhos práticos para suas viagens. Vou falar de coisinhas práticas que, mesmo sendo pequenas e “mundanas”, podem estragar sua estada em uma igreja.

1. Se for viajar de avião, acerte bem cedo quem vai comprar a passagem. Já me aconteceu de chegar o dia de viajar e não ter um bilhete. Os que me convidaram não compraram passagem pensando que eu ia comprar! Foi uma dificuldade conseguir passagem de última hora e estas geralmente são mais caras.

2. Se ficar a seu critério comprar a passagem, veja o horário em que a programação começa, para não chegar em cima da hora. Dê sempre um espaço para atrasos nos aeroportos. Peça um assento no corredor ou janela, não deixe para marcar na hora do embarque. Você pode terminar lá no fundo, espremido entre dois gordões durante duas horas de vôo. Um verdadeiro inferno.

3. No caso de você comprar a passagem, guarde o comprovante para mostrar quanto custou, na hora do reembolso. Não será um problema se você não tiver comprovante, mas fica mais elegante e transparente estar pronto para mostrá-lo.

4. Escreva em lugar acessível um telefone para contato, e mesmo o endereço da Igreja ou do local das pregações, para quando chegar ao aeroporto da cidade onde vai pregar não ser surpreendido por um aeroporto vazio, sem ninguém lhe esperando. Já passei por isso, sem telefone de contato e sem endereço, e lhe garanto, é desesperador!

5. A bagagem é extremamente importante, em caso de compromissos fora da sua cidade. Se for de ônibus, tudo bem. Se for de avião, esteja preparado para extravios. A melhor coisa é viajar leve e acomodar suas roupas, etc. em uma mala ou bolsa que você possa levar consigo dentro do avião, sem ter que despachar como bagagem. Se não tiver jeito, leve pelo menos uma muda de roupa com você. As chances de extravio de bagagem são grandes. Já me ocorreu de chegar em Goiânia para pregar num grande evento, e minha mala se extraviou. Tive que morrer num Shopping Center para comprar de última hora uma roupa completa e todos os acessórios (por causa do meu tamanho, sempre é difícil conseguir paletó emprestado...). A mala só apareceu dois dias depois.

6. Ainda sobre bagagem. O costume das igrejas varia muito pelo Brasil quanto à indumentária do pregador. Em alguns lugares, usar paletó é sagrado. Em outras, indiferente. Meu conselho é que pergunte antes ao pastor da Igreja que indumentária ele costuma usar. E caso isso não tenha sido possível, leve um paletó completo por via das dúvidas. Esteja preparado para tudo – rasgar as calças, descosturar o zíper da calça do único paletó (isso me ocorreu na encantadora Porto Velho. Minha sorte foi que havia uma irmã que era excelente costureira e deu um jeito a tempo para o culto da noite), manchar o único paletó que levou logo na primeira refeição, etc.

7. Por falar em hospedagem, naqueles compromissos de mais de um dia, meu conselho é que não imponha como condição ficar num hotel. Pega muito mal. Infelizmente, muitos pregadores evangélicos de renome quando aceitam um convite impõem como condição, além da oferta já determinada, ficar em hotéis de várias estrelas, comer em determinados locais, etc. etc. Para mim, é coisa de mercenário. Diga que aceita ficar hospedado na casa de uma família desde que você tenha tempo para descansar e rever seus sermões e orar. No meu caso, eu acrescento que não consigo dormir com mosquito (pernilongo, muriçoca, etc. – você tem que lembrar que dependendo do lugar para onde vai, o nome muda...) e calor, e se a família tiver pelo menos um bom ventilador e repelente, já basta. Deixe a Igreja que lhe convida decidir aonde vai lhe hospedar. (Se você quiser ler um pouco sobre as bênçãos de ser hospedado – e dos que hospedam pregadores – leia uma série de posts sobre o assunto, que começa 
aqui.

8. Como você é presbiteriano, fique atento para um detalhe que pode acabar trazendo algum embaraço, se você for convidado para pregar numa igreja batista. Isso nunca me aconteceu, mas sei de casos em que o pastor presbiteriano foi pregar numa igreja batista e na hora da Ceia do Senhor foi preterido – o diácono zeloso não lhe serviu o pão e o vinho (como eram batistas, provavelmente era suco de uva). Ouvi falar de pastores presbiterianos que passaram por esse vexame e sei de pelo menos um que se levantou e saiu do culto, na hora. Não precisava tanto, talvez. Mas, que fica chato, fica. Você é crente o suficiente para estar falando lá e até para ensinar a congregação como trilhar os caminhos de Deus, mas não para tomar ceia...Por isso, cuidadosamente, pergunte antes ao colega batista, ou de outra denominação que restrinja a Ceia, se haverá celebração da Ceia e se ele tem a posição restrita ou mais aberta, que concede a Ceia aos pobres presbiterianos. O que é acertado antes, não sai caro.

9. Outro conselho – procure informar-se ao máximo da Igreja onde vai pregar, ou dos que estão patrocinando o evento em que você vai falar. Em 1997 paguei um dos maiores micos do meu ministério quando fui convidado para falar sobre Batalha Espiritual em uma igreja presbiteriana fora de São Paulo (eu tinha acabado de lançar meu livro O Que você Precisa Saber sobre Batalha Espiritual). Eles esperavam que eu falasse a favor e eu fui falar contra! Se eu tivesse tomado o cuidado de me informar cuidadosamente das posições do pastor da época e da situação da igreja, provavelmente teria recusado o convite ou então deixado muito claro que iria falar contra. Foram três dias de tensão e desconforto, na esperança de que Deus estivesse utilizando positivamente aquele constrangimento... Conhecer antecipadamente sua audiência vai ajudar a calibrar a pregação, determinar os conteúdos e tirar do baú do escriba coisas velhas e novas apropriadas para a ocasião (Mateus 13.52).

10. Nesse sentido, é bom estar absolutamente seguro da ocasião e do motivo do convite. O que a Igreja espera? É um aniversário da Igreja? Há um tema específico? Os temas das pregações ou palestras são livres? Eles esperam que você fale quantas vezes? Seja organizado, tenha tudo isso anotadinho bem antes do evento. Eu já passei por maus momentos por causa de desorganização. Cheguei à cidade onde tinha de pregar três vezes sem ter me assegurado da ocasião. Confesso que confiei demais na minha experiência e nos sermões de reserva que tenho de memória. A ocasião era o aniversário do coral da UPH!!! Eu não tinha sermão nenhum preparado para isso. Tive de improvisar na última hora e ficou aquela beleza...

11. Ainda alguns conselhos sobre as pregações. Pergunte antes o tempo que o pastor da igreja costuma pregar. Não abuse do fato que você é convidado. Você vai querer que eles se lembrem de você como “ah, aquele pastor que pregou tão bem sobre Lázaro...” e não como “ah, sim, aquele pastor que pregou cada sermão um mais comprido que o outro...”

12. Outro conselho muito importante. Pregadores itinerantes “como nós” costumam ter um pacote de sermões que levamos conosco e pregamos onde somos convidados. Pode acontecer o desastre de você repetir o mesmo sermão num mesmo lugar. Já passei por essa vergonha. Quem me salvou foi Solano Portela, que estava presente, e logo que eu anunciei o texto e fiz a introdução do sermão, ele discretamente se levantou do banco e me passou um bilhetinho onde estava escrito “você já pregou esse sermão aqui no mês passado”. Quase morri de vergonha. E o pior foi pregar na hora um sermão novo de improviso! Portanto, ache um jeito de registrar onde você pregou determinado sermão e quando, para evitar esse desastre.

13. Por incrível que pareça, o púlpito onde você vai pregar pode se tornar um problema. Há igrejas com púlpitos minúsculos e outras que nem púlpito tem mais – foram aposentados quando o pastor e a igreja adotaram grupo de coreografia, um enorme grupo de louvor e equipe de teatro. O pastor passou a pregar com microfone sem fio, andando pelo palco e pela igreja, sem anotações e sem a Bíblia diante dele, só contando histórias e experiências. Eu sei que você gosta de pregar expositivamente, de ter sua Bíblia aberta diante de você e as anotações ao lado. O que fazer em casos assim? Eu já me virei com aquele estande do regente do conjunto coral, onde de improviso acomodei a Bíblia e as notas. Em outras vezes, não teve jeito. Tive de pregar com a Bíblia aberta numa mão e o microfone sem fio na outra, sem chance de ter as anotações! Nesse caso, o que me salvou foi a boa memória a experiência de pregar de improviso. Meu conselho é que você também pergunte ao pastor se haverá ao menos um estande de regente para colocar Bíblia e notas. Outro conselho é que memorize os sermões e passe a pregar sem notas. Isso vai lhe salvar de inúmeras situações similares.

14. Agora, a questão da oferta. Na verdade, isso não deveria ser nem mesmo uma questão para você. No máximo é uma questão apropriada para quem convida. Quando isso passa ser o foco do seu ministério, vira coisa de mercenários, os que mercadejam a Palavra de Deus. Sei que existem muitos que não têm outras fontes de sustento a não ser o ministério itinerante, mas não é o seu caso e eu não saberia como lidar com essa situação... Já recebi vários convites que vinham com a pergunta receosa, “quanto o irmão cobra por palestra?” Obviamente, respondi que não cobro absolutamente nada, só preciso que paguem as despesas de passagem e hospedagem. Já houve casos em que acabei pagando para ir pregar em outro Estado, numa igrejinha que não tinha condições de pagar a passagem de avião. De ônibus, levaria 2 dias para ir e mais 2 dias para voltar (Deve ser por isso que minha agenda de pregações vive lotada...). Meu conselho é que não conte com ofertas, como se fosse coisa certa. Não são. São um extra, um bônus, que pode ter ou não. Se, todavia, a igreja ou entidade patrocinadora lhe oferecer uma oferta, aceite com alegria e gratidão. Se recusar, vai ofendê-los.

Bom, eu teria mais um monte de coisas para dizer sobre esse assunto. Afinal, após 30 anos como pregador itinerante, no Brasil e fora dele, a gente aprende muito. Mas, no geral, eu lhe diria que tem sido um grande privilégio e alegria pregar em tantos lugares diferentes. Os contratempos não representam nada diante das bênçãos. É claro que isso só tem sido possível pela compreensão e apoio da minha esposa (filha de missionários) e de nossos quatro filhos... recentemente fiquei muito alegre quando uma igreja mandou uma carta para minha esposa e filhos, agradecendo por terem me liberado para passar um fim de semana com eles.

Um grande abraço!
Augustus



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

1 Bancada evangélica reage depois que ministro da Educação recusa dar explicações sobre distribuição de camisinhas para crianças nas escolas





BRASÍLIA — O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, o Dep. João Campos (PSDB-GO), e o Dep. Paulo Freire (PR-SP) protocolaram na manhã desta terça-feira, 17, uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro da Educação, Fernando Haddad. Eles pedem a apuração de prática de crime de responsabilidade por parte do ministro por não ter respondido a um requerimento sobre a distribuição de camisinhas para crianças de escolas da rede pública. O requerimento foi encaminhado inicialmente em 14 de setembro de 2010 e, pela Constituição brasileira, o ministro teria até 30 dias para se pronunciar.

O requerimento, que nunca obteve resposta do ministro, é de autoria dos dois parlamentares. Eles questionaram Haddad sobre a implantação de máquinas para a distribuição de camisinhas para crianças de escolas. Entre as perguntas estão dúvidas sobre a faixa etária dos alunos que terão acesso, se haverá consulta aos pais, e qual o objetivo do governo federal com esse tipo de distribuição.

Haddad está de saída do Ministério para disputar a Prefeitura de São Paulo pelo PT. Durante sua administração, ele teve conflitos de ordem ética com a bancada evangélica. O maior conflito envolveu a distribuição do chamado “kit gay”, que o Ministério da Saúde alegava tinha o objetivo de combater a “homofobia” nas escolas.

A elaboração do kit gay foi feita pela ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais), que recebeu uma verba governamental de um milhão e quinhentos mil reais, através de emenda parlamentar do Dep. Chico Alencar (PSOL-RJ).

Apesar do enorme investimento, a pressão da bancada evangélica fez a presidente Dilma Rousseff suspender a distribuição do “kit gay 1”, embora haja informações na imprensa de que que a versão 2 já está a caminho.

Com informações do Estadão.


OBS: Não posso deixar de parabenizar a bancada evangélica pelo seu belo posicionamento. 


Precisa-se fazer mais, mas já é um grande passo. Alguns políticos precisam aprender que eles não são donos do país e que qualquer decisão deve ser tomada em conjunto e com o aval dos demais.


É bom lembrar a todos que esse deputado, o Sr. Fernando Haddad está a se candidatar a Prefeitura da cidade de São Paulo. É bom levantar o histórico e obter informações claras acerca do candidato, antes de lhe dar um voto.


João Augusto de Oliveira

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

3 Onde falta profecia sobra corrupção


Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz. (Provérbios 29.18).

Não é de hoje que ouço e leio em site, blogs e afins que a Igreja brasileira está passando por uma crise de “falta de mensagem” nos seus púlpitos.

Bem a meu ver eu diria que tem havido muitas mensagens, mas não pregações. Porque uma coisa é ministrar uma palavra, outra completamente diferente é “pregar a palavra de Deus” de forma bíblica e cristocêntrica.

Já nos seus dias o escritor (es) do livro de provérbios revelava grande preocupação com a falta de “profecia” na vida do povo da Aliança. Claro que ele não tinha em mente “profecia” como temos hoje no século XXI, mas a preocupação dele é a mesma nossa.

Quando se fala em profecia nos dias do escritor de provérbios, devemos lembrar que o escritor faz alusão ao ministério dos profetas que com suas mensagens contundentes e inspiradas traziam a nação de volta a obediência a Palavra de Deus; a profecia por excelência.

Hoje em dia não temos mais um ministério profético que tenha o intuito de guiar e dirigir a Igreja. Essa função está a cargo da Bíblia mediante a instrumentalidade dos pregadores. Donde se entende que quando se fala da falta de profecia em nosso meio hoje, não está se falando acerca do Dom Espiritual de profecia, mas da falta da ministração da Bíblia Sagrada.

É um fato inegável que quando a Palavra de Deus deixa de ter a primazia nos cultos, a corrupção e as mazelas espirituais tomam conta da comunidade cristã. Podemos dizer que este é um dos males de nosso tempo moderno, “a falta de compromisso de alguns pastores e pregadores” com a ministração da Bíblia de forma sã e equilibrada.

Encontramos Igrejas em que a pregação fica restrita a vinte e até dez minutos durante o culto. E é por conta disto que temos tantos crentes doentes espirituais e a corrupção tem tomado conta de muitos lugares. Até mesmo os cultos de doutrina, que são destinados ao ensino da Bíblia para a igreja, não estão mais cumprindo essa função.

Faz-se necessário que a Bíblia volte a ter a primazia nas igrejas para que ela cumpra devidamente o seu papel na vida do povo – de santificar a Igreja – e acabar com a corrupção espiritual e moral que vem se instalando sorrateiramente.

Pelo menos quatro coisas acontecem quando a igreja abandona a Palavra e no seu lugar coloca entretenimentos e outros passatempos desnecessários:

1.       A multiplicação do pecado – Na oração sacerdotal, o Senhor Jesus ora ao Pai da seguinte maneira: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade (João 17.17)”. É a palavra de Deus que tem a função purificadora na vida da Igreja. Quando esta deixa de ser pregada, a corrupção e os desvios morais passam a fazer parte da rotina na vida do povo de Deus.

2.       Falta de fé – O apóstolo Paulo escrevendo aos romanos diz que: “A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Deus (Romanos 10.17)”. De sorte que se falta Bíblia na igreja, falta-se também fé. O crente sem fé não pode agradar a Deus (Hb 11.6), não recebe bênçãos e pode colocar em risco a sua salvação, você duvida, leia: “Porque pela graça sois salvos, por meio da FÉ...”, Efésios 2.8ª.

Se somos salvos por meio da fé e a fé vem pelo ouvir da palavra, então se subtende que se falta palavra logo falta fé, e se falta fé falta certeza de salvação.

3.       O povo perece – O profeta Oséias nos seus dias já dizia que a principal causa da destruição do povo e da sua ruína é a falta de conhecimento (Oséias 4.6). De qual conhecimento o profeta falava? Por certo não era de conhecimento secular e sim do conhecimento que produz e conduz a vida “O conhecimento da Palavra de Deus”.

Grande é a reponsabilidade da Igreja, do pastor, do evangelista, do pregador na sua tarefa de ministrar a Bíblia Sagrada ao povo.

É hora de deixar o discurso vazio de lado e pregar ao povo “todo o conselho de Deus (Atos 20.27)”. Onde falta profecia (Bíblia) sobra corrupção (pecado).

João Augusto de Oliveira




 

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